quarta-feira, setembro 01, 2010

“Aleijadinho”, um artista acima de todas as dores


Escultor, entalhador e arquiteto...
O escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido por Aleijadinho, tinha este apelido devido a problemas de saúde que causaram a degeneração dos seus membros (suspeitava-se de sífilis, lepra, entre outras, mas não existia um diagnóstico certo), era a prova humana de que o amor ao ofício pode superar qualquer mal-estar físico.


 Pouco se sabe sobre a vida deste artista a quem foram atribuídas mais de 400 obras. O seu estilo mistura um pouco de barroco com o rococó. No Brasil ele é conhecido como o maior expoente da arte colonial e no estrangeiro Aleijadonho é considerado o maior artista do Barroco americano.


Filho bastardo de um arquiteto português com a sua escrava africana e com quatro meio-irmãos frutos do casamento de seu pai, ele completou apenas os ensino primário. No entanto, desde cedo ajudava o pai na oficina e passava o seu tempo entre o desenho, a arquitetura e o convívio com o tio, Antonio Francisco Pombal, um conhecido entalhador da região mineira.

Foi assim que descobriu as suas paixões que o iriam acompanhar até ao fim dos seus dias: a escultura e a arte da talha.

Com a grande influência que a Igreja exercia no século XVIII, seu pai não tardou a ter enormes encomendas de projetos grandiosos. As confrarias criadas nesta época distribuiam cartas de habilitação para ofícios e assim Aleijadinho recebeu sua carta de carpinteiro.


É a pedido da Ordem Terceira de São Francisco, que Antônio Francisco Lisboa pode mostrar seu talento.
As marcas deixadas na fachada lateral e no púlpito da Igreja valheram-lhe enormes elogios. Assim começou sua carreira.


Em 1767, depois da morte do pai, alistou-se no exercito e três anos depois, montou sua própria oficina de carpinteiro. Deste momento em diante, não param os pedidos e aproveitou para criar um estili próprio. Começou a trabalhar com pedra-sabão e a esculpir imagens e outros objetos.


Em 1796 foi contratado para fazer as estátuas do Santuário em Congonhas do Campo. Foram ao todo 60 estátuas e nesta altura, ele mesmo já estava com 60 anos de idade.

Mesmo com a grave deformação das mãos e dos pés, continuava a trabalhar, mas sua dor era tão forte que uma vez, chegou a mutilar-se. Só conseguia trabalhar porque seus escravos e ajudantes amarravam o martelo e o cinzel aos seus punhos.




Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Sabará


Os seus trabalhos estão distribuídos por toda Minas Gerais como Ouro Preto, cidade onde nasceu e morreu, Sabará, São João del-Rei e Congonhas do Campo.

Em Congonhas do Campo deixou um legado de obras-primas: 12 profetas em pedra-sabão e 66 figuras em cedro para a Via Sacra.


Profeta Daniel

Mas os que mais impressionam os visitantes são os da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o santuário do Bom Jesus de Matosinhos.






Aleijadinho foi um grande exemplo de vida e um símbolo da cultura barroca brasileira no mundo.


Para saber mais sobre este artista visite a página oficial:
http://www.aleijadinho.com/


Ou o museu dedicado ao escultor:
http://www.museualeijadinho.com.br/

2 comentários:

Bruno disse...

Essa igreja de são francisco de assis
não é de Ouro Preto ela é de São João del Rei

Anônimo disse...

Obrigado esse texto me ajudou no meu trabalho da escola