Friday, July 26, 2013

28 de julho: Dia Mundial de luta contra a Hepatite









Neste dia, é preciso fazer muito mais para combater esta doença silenciosa 



OMS Hepatite
A hepatite é uma inflamação aguda ou crônica do fígado, mais comumente causada por um vírus e existem cinco tipos diferentes:
Tipos A, B, C, D e E. 


Em particular, os tipos B e C podem levar à doença crônica em centenas de milhões de pessoas e, juntos, são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer. Nos países em desenvolvimento, as crianças são as mais afetadas, enquanto no mundo industrializado, o vírus encontra-se mais comumente engtre os adultos jovens.


A Hepatite A e E são tipicamente causadas pela ingestão de alimentos ou água contaminados. 

A Hepatite B, C e D mais comumente ocorrem como um resultado do contacto com fluidos corporais infectados. 


A forma mais comum de transmissão destes vírus é a transfusão de sangue contaminado ou hemoderivados, procedimentos médicos invasivos utilizando equipamentos contaminados. No caso da transmissão de hepatite B, a transmissão vertical  de mãe para filho no momento do nascimento tem um valor importante. 

Além disso a hepatite B também pode ser transmitida por contato sexual. 

Nas tabelas abaixo encontra-se uma síntese das 4 hepatites: A, B, C e D


Hepatite A
Características
Cura-se ao fim de 3 a 5 semanas e não evolui para doença crónica.
Raramente exige internação hospitalar.
Não é fatal. 
Sintomas
Durante o período de incubação de 2 a 6 semanas, a doença não se manifesta.
Inicialmente assemelha-se a uma gripe com febre, mialgias e mal-estar geral, depois aparece a icterícia, a falta de apetite e os vómitos.
Tratamento
Não há um medicamento específico.
Repouso moderado.
A alimentação deve ser rica em proteínas e baixa em gorduras. 
Transmissão
Dá se principalmente através de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais. 
Consumo de mariscos de viveiros contaminados por água de esgotos.
Frutas, vegetais e saladas ou outros alimentos crus, contaminados por água de esgotos.
Contacto com matéria fecal.
Formas de evitar contágio
Lavar as mãos após a utilização da casa de banho (banheiro), de mudar uma fralda e antes de cozinhar ou comer.
Em determinados países da Ásia, África ou das Américas (Central e do Sul), deve-se beber água filtrada ou mineral engarrafada.
Ingerir alimentos embalados e evitar o consumo de gelo de origem desconhecida.
No convívio com uma pessoa infectada, lavar a louça com água quente e não partilhar o vãos sanitário nem a cama.
Evitar o sexo oral.
Vacina
Existe desde 1991 que é administrada em duas doses com intervalo de 6 a 12 meses.
Recomendada para pessoas que viajam com frequência ou que permanece um longo período em países onde a doença é comum entre a população.
Hepatite B
Características
Somente em 10% dos casos, a doença torna-se crónica, mas existem 350 milhões de portadores crónicos do vírus.
Os doentes crônicos tem maior risco de desenvolverem hepatites graves, cirrose e câncer de fígado.
Pode ser fatal.
Sintomas
Os primeiros sintomas são: febre, mal-estar, desconforto, dores abdominais. Mais tarde surge a icterícia, urina escura (cor de coca cola) e fezes claras.
Pode ser assintomática em 90 por cento dos casos.
Tratamento
A forma aguda da doença é tratada com repouso.
Na hepatite crônica, utilizam-se medicamentos específicos durante 6 a 12 meses.
Transmissão
Através do contato com sangue contaminado como em: partilha de seringas e outros materiais usados por usuários de drogas intravenosas; tatuagens, acupuntura, transfusões de sangue e derivados, contato sexual e transmissão materno-fetal.
Formas de evitar contágio
Evitar o contato com sangue infectado, não partilhar objetos cortantes e perfurantes que possam ter estado em contato com sangue contaminado, nem seringas e outros objetos utilizados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis e usar sempre preservativo nas relações sexuais.
Deve-se ter cuidado com piercings, tatuagens e acupuntura certificando-se de que o material seja descartável.
Os familiares dos portadores da Hepatite B devem vacinar-se.
Vacina
É administrada em três doses e pode ser tomada por todos, desde que não estejam já infectados com o VHB.
Os recém-nascidos devem ser vacinados ao nascimento.
Hepatite C
Características
A infecção pelo VHC evolui para uma hepatite crônica em 80% dos casos.
O maior grupo de risco são os consumidores de drogas injetáveis e as pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992.
Pode evoluir para uma doença hepática grave, sendo a principal causa do câncer de fígado.
Pode ser fatal.
Sintomas
Não há sintomas em 75% dos casos.
Mas os principais sintomas são a letargia, mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado e, muito raramente, icterícia.
O indivíduo com infecção crônica pode não ter nenhum sintoma e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um câncer do fígado.
Tratamento
O tratamento da hepatite C crônica é para reduzir a multiplicação do vírus e estimular a destruição das células afetadas.
Em situações mais graves, de doença hepática avançada, é necessário fazer um transplante de fígado (o risco de recidiva é de 90 a 100%).
Transmissão
Através de sangue ou produtos sanguíneos contaminados.
A transmissão por via sexual é rara, mas pode ocorrer.
Existe um risco de 6% de a mãe infectada transmitir o vírus ao feto.
Formas de evitar contágio
Não usar escovas de dente, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal que possam ter estado em contato com sangue contaminado.
Não partilhar seringas e outros objetos usados na preparação de drogas injetáveis e inaláveis.
Tratar das feridas e protege-las com bandagens.
Usar preservativo nas relações sexuais, sobretudo se tem vários parceiros.
Vacina
Não existe uma vacina para a hepatite C.
Hepatite D
Características
A infecção pode ser simultânea com o vírus da hepatite B (co-infecção) ou pode ocorrer depois da pessoa já ser portadora do vírus da hepatite B (superinfecção).
Na co-infecção, a hepatite pode ser grave e mesmo fulminante, mas raramente evolui para uma forma crônica.
Na superinfecção, o VHD provoca hepatite D grave, evoluindo para hepatite crônica.
Sintomas
Na co-infecção, os sintomas são a fadiga, letargia, anorexia, náuseas durante 3 a 7 dias após o período de incubação.
Depois deste período, surgem icterícia, urina escura e fezes claras.
Na superinfecção os sintomas são semelhantes, mas menos intensos.
A hepatite D fulminante é rara.
Tratamento
Até agora, não existe um tratamento eficaz. O uso de medicamento específico tem permitido obter alguns resultados positivos, mas apenas na metade dos casos verifica-se uma inibição significativa da multiplicação do vírus.
A doença, geralmente, recidiva quando se interrompe o tratamento.
Transmissão
Através do contato com sangue contaminado e fluidos sexuais.
Formas de evitar contágio
Utilizar o preservativo nas relações sexuais.
Não partilhar objetos íntimos, como utensílios de higiene pessoal.
Não partilhar seringas .
 Ao fazer piercings, tatuagens e tratamentos com acupuntura, assegurar-se que o material está devidamente esterilizado.
Vacina
Não existe vacina contra a hepatite D, mas como o vírus Delta só pode infectar alguém em presença do VHB, a vacina contra a hepatite B previne a infecção por este vírus.
A vacina da hepatite B pode ser tomada por todos, desde que não estejam já infectados com o VHB.
A vacina contra a hepatite B é uma forma bastante eficaz (95%) de prevenção da hepatite D.
Hepatite E
Características
A doença, em geral, não é grave, exceto quando ocorre uma hepatite fulminante (interrupção total ou quase total do funcionamento do fígado).
Esta situação é frequente em mulheres grávidas, podendo atingir uma taxa de mortalidade de 20 por cento, se o vírus for contraído durante o terceiro trimestre de gravidez.
Esta hepatite não se torna crôica.
Sintomas
Os jovens e adultos, entre os 15 e os 45 anos, apresentam icterícia, falta de apetite, náuseas, vómitos, febre, dores abdominais, aumento do volume do fígado e mal-estar geral.
As crianças, não apresentam sintomas.
Tratamento
As infecções são, em geral, limitadas, a recuperação acontece em pouco tempo e não é necessária hospitalização, exceto em casos fulminantes.
Transmissão
Através de alimentos ou águas contaminadas por matérias fecais, sendo rara a transmissão de pessoa para pessoa.
Não há registos de transmissão por via sanguínea e sexual.
Formas de evitar contágio
Deve-se redobrar os cuidados de higiene e atenção com a água da rede pública em locais conhecidos pela alta incidência do vírus.
Beber sempre água engarrafada e selada.
Consumir frutas e vegetais cozidos e evitar o consumo de marisco cru.
Não está provado que se dê o contágio por via sexual, mas deve evitar o sexo oral.
Vacina
Não existe vacina.



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