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terça-feira, setembro 24, 2013

24 de setembro - Dia da independência de Guiné-Bissau

Guiné-Bissau
Antes da chegada dos Europeus e até o século XVII, a quase totalidade do território da Guiné-Bissau integrava o reino de Gabu. Este reino fazia parte do legendário Império Mali.

Os rios da Guiné e as ilhas de Cabo Verde foram as primeiras regiões da África a serem exploradas pelos portugueses. 

O navegador português Nuno Tristão chegou à Guiné em 1446 e reclamou a posse do território, porém só houve qualquer investimento ou mesmo comércio neste território depois de 1600.



D. Sebastiao I
D. Sebastião I, "o desejado", pois nunca casou, foi Rei de Portugal de 1554 a 1578 e morreu durante Batalha de Alcacer-Quibir

Reza a lenda que a população recusava-se a aceitar a sua morte e acreditava que ele haveria de regressar numa manhã de nevoiro para salvar a Nação.


Salvar porque a sua morte colocava em perigo a própria independência de Portugal, pois como ele morreu sem deixar herdeiros, a coroa espanhola sentiu-se a vontade de reclamar o território como seu.
Assim, a ocupação do território da Guiné pela Coroa portuguesa deu-se depois da morte de D. Sebastião e no momento em que Filipe II da Espanha subiu ao trono Português.

Foi durante a Dinastia Filipina que durou de 1580 a 1640 que a Vila de Cacheu na Guiné foi fundada em 1588 e que foi governada administrativamente pelo arquipélago de Cabo Verde.

E em 1630, foi criada a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa para a administração do território.

Em finais do século XVII edificou-se a fortaleza de Bissau, período em que os franceses começavam a marcar sua presença na região. 

Em 1753 foi restabelecida a Capitania de Bissau. 


Em 1879 procedeu-se a separação administrativa da Guiné e Cabo Verde, constituindo-se a Guiné Portuguesa que permaneceu durante 300 anos.

Em 1951 a Guiné-Bissau mudou de estatuto, tornando-se uma Província Ultramarina de Portugal.

Amilcar Cabral
Em 1956, o intelectual guineense Amílcar Cabral, que estava no exílio em Guiné-Conacri, e mais cinco correligionários fundaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).


Em 1963, com o apoio de outros países, o PAIGC iniciou a luta de independência.

No dia 24 de setembro de 1973, o PAIGC declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau e nos meses seguintes, sua independência foi reconhecida por vários países.

Jornal português
Reconhecimento da
independência

Todavia Portugal só reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974, após a Revolução dos Cravos.





Bibliografia:

segunda-feira, setembro 12, 2011

Lenda do Céu e Terra Ligados - Timor Leste

Finalizamos hoje a nossa série de lendas, iniciada em março deste ano, após termos apresentado histórias que fazem parte da cultura de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

E é com Timor Leste que encerraremos, homenageando os contadores de histórias, conhecidos neste país por Lia ni'an, os quais mantêm vivas as tradições da ilha.

 
Há anos atrás era fácil ir da terra até ao céu e voltar... Essa ligação ao céu era conseguida subindo uma planta trepadeira de nome calêic, uma das várias plantas trepadeiras existentes em Timor.


Havia uma mulher que costumava subir esta trepadeira para ir buscar lenha. Um dia, a mulher demorou mais tempo que o normal a descer para fúria do seu marido, que decidiu então cortar a trepadeira. A partir desse dia, a ligação entre o céu e a terra foi quebrada, ficando separados para sempre.


 O local exato onde se encontrava a planta calêic continua um enigma.  A população da costa sul timorense acredita que a origem da planta é um lugar chamado Ria-tu, onde existe uma pedra a marcar o local.

Os habitantes de Ramelau acreditam que esta planta se localizava no cume da montanha Daroulau e que a raiz ainda hoje lá se encontra.

No entanto, algumas pessoas defendem que a raiz da planta ainda é visível em Quelicai. Na costa este de Timor, acredita-se que era em Muapitini, distrito de Lautém, que se podiam chegar ao céu.

Desde os cantos de Kianda à receita da sopa de pedra, passando pelo tambor africano, ficam aqui alguns exemplos de histórias que fazem parte da tradição dos oito países de língua portuguesa e que enriquecem a cultura de suas populações.

quarta-feira, maio 11, 2011

A lenda do tambor Africano - Guiné Bissau

Corre entre os Bijagós da Guiné Bissau, que os macaquinhos de nariz branco tiveram a ideia de viajar até à Lua e trazê-la para a Terra.

Assim, numa bela manhã, depois de buscarem um caminho por onde subir aos céus, o mais pequenino dos macacos teve a ideia de subirem uns nos outros para alcançarem a lua. 
A fila foi crescendo e se erguendo pelo céu até que o pequeno macaquinho acabou por tocar na Lua.

Mas antes que ele pudesse puxá-la para a Terra, a coluna se desmoronou. Todos caíram e somente o macaquinho ficou agarrado à Lua. Ao se dar conta do ocorrido, a Lua o segurou pela mão, olhou-o com espanto e achando a cena engraçada, deu-lhe de presente um tamborzinho.

Não tendo meios de voltar à Terra, o macaquinho aprendeu a tocar o instrumento. Mas com o passar dos anos, a saudade aumentava e a falta de sua gente o fazia sonhar com as palmeiras, mangueiras, acácias, coqueiros e bananeiras que haviam ficado para trás. 
Então, foi pedir à Lua que o deixasse voltar!
Intrigada, a lua lhe perguntou: Porque você quer voltar?
Não estas feliz aqui? Não gostas de seu presente?

E com lágrimas nos olhos, o macaquinho explicou-lhe o que lhe fazia falta.
Mais uma vez, com pena do macaquinho, a Lua amarrou o tambor ao macaquinho e disse:
"Macaquinho de nariz branco, vou-te fazer descer, mas ouve bem o que te digo!
Não toques o tamborzinho antes de chegares lá baixo.
E quando puseres os pés na Terra, tocarás então com força para eu ouvir e cortar a corda.
E assim ficarás livre."


O Macaquinho, feliz da vida, prometeu a Lua que só tocaria o tambor ao chegar na Terra e foi descendo sentado no tambor.
Mas a meio da viagem, não resistiu!
Bem de leve, de modo que a Lua não pudesse ouvir, pôs-se a tocar o tambor.

O vento que fazia a corda estremecer, levou o som para Lua que ao ouvir o som, pensou:  “O Macaquinho chegou à Terra”. E logo cortou a corda...
Neste momento, o macaquinho foi atirado ao chão, caindo desamparado em sua ilha natal.

Ao ver o macaquinho estendido no chão, uma menina que cantava e dançava ao rítmo de uma cancão, correu a ajudá-lo. Mas a queda tinha sido de muito alto e o macaquinho não resistiu. Porém, antes de morrer, conseguiu dizer à menina que aquele instrumento era um tambor e que ela deveria entregá-lo aos homens do seu país...

Recuperada da surpresa, a menina, correu o mais rápido possivel para contar aos homens da sua terra o que acontecera.
Aos poucos, foram chegando gente e mais gente e foi então, que naquele recanto da terra africana se fez o primeiro batuque ao som do primeiro tambor.

A partir de então, os homens construíram muitos tambores e, desde então, não há terra africana sem este instrumento.

O tambor ficou tão querido entre o povo africano, que em dias de
tristeza ou em dias de alegria, é ele quem melhor exprime a grandeza da sua alma.