terça-feira, agosto 31, 2010

segunda-feira, agosto 30, 2010

Mulheres e tabagismo - nunca é demais lembrar

No dia 29 de agosto (ontem) comemorou-se no Brasil o DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO.

De acordo com a OMS, as mulheres representam cerca de 20% do total de um bilhão de fumantes ao redor do planeta. Um número ainda pequeno se comparado aos homens, porém crescente nos países em desenvolvimento, onde a indústria do tabaco investe em modelos de propaganda semelhantes àqueles utilizados a partir da década de 20 nos EUA. Glamour, sociabilidade, estilo, sexo, emancipação e mesmo a idéia de beleza jovem e esbelta, são algumas das táticas ainda utilizadas pela indústria do tabaco para encorajar o fumo entre as mulheres.

As propagandas são especialmente endereçadas ao público jovem por meio de eventos esportivos e culturais e estão sempre associadas a um estilo de vida a ser almejado.

As mulheres se encontram em situação mais vulnerável, pois além de estarem sujeitas aos mesmos perigos como o câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, o cigarro aumenta consideravelmente as possibilidades de complicações durante a gravidez e compromete a saúde reprodutiva da mulher.

10 informações importantes sobre o Gênero e Tabagismo



1- 200 Milhões de fumante em todo o mundo são do sexo feminino.
2- Em alguns países o número de mulheres fumantes iguala-se ao número de homens
3- Meninos e meninas começam a fumar por razões distintas.
4- Todo ano, 1.5 milhão de mulheres morrem em função de complicações relacionadas ao tabagismo.
5- As mulheres estão entre os maiores alvos da indústria do tabaco.
6- Mais mulheres do que homens fumam cigarros do tipo "light".
7- O tabagismo prejudica mulheres e homens de forma diferente.
8- Mulheres representam 64% dos óbitos relacionados ao fumo passivo.
9- Pessoas que fumam devem evitar expor seus familiares ou colegas de trabalho ao fumo passivo.
10- Controlar o tabagismo entre as mulheres é parte importante de qualquer política de controle estratégico do fumo.


Saiba mais em: http://www.who.int/features/factfiles/gender_tobacco/en/index.html

No dia 14 de setembro de 2010 a PAHO lança o curso virtual: Tabaco e Saúde Pública: Da teoria à prática.





sexta-feira, agosto 27, 2010

III Seminário Internacional acolhendo as línguas Africanas

Salvador da Bahia receberá de 1 a 3 de setembro de 2010 o Seminário Internacional acolhendo as Línguas Africanas.

Sendo a cidade com a maior concentração de afro-descendentes no mundo, Salvador não poderia ter sido melhor escolhida.


As línguas de origem bantu, como o Ronga e Emakwa de Moçambique, e o Kikongo, Kimbundu e Umbundu de Angola assim como o Mande, Ewe-fong e Yoruba serão discutidas e examinadas quanto a sua influência no português falado e escrito no Estado da Bahia no Brasil.


Cerca de 500 especialistas de várias partes do mundo participarão da reunião, que deverá abordar a perpetuação das línguas negro-africanas sobre o Continente Americano em geral.

Angola será representada pelo historiador Simão Souindoula, Vice-presidente do Comité Cientifico Internacional do Projecto da UNESCO, “A Rota do Escravo”  e vai falar sobre o tema de “2010, Ano Internacional da Aproximação das Culturas”.

Programação: http://www.uneb.br/siala/programacao


Veja este vídeo interessante sobre a influencia das palavras africanas no português





quarta-feira, agosto 25, 2010

Carlos Chagas - Um grande pesquisador

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, ou simplesmente Carlos Chagas, médico e sanitarista brasileiro nasceu em 9 de julho de 1879, na cidade de Oliveira, oeste do estado de Minas Gerais.


Em 1905, realizou a primeira campanha de profilaxia contra a malária em Itatinga, interior do estado de São Paulo/Brasil e em pouco tempo conseguiu controlar o surto da doença. Esta foi a primeira campanha antimalárica bem sucedida na história da doença. Seu método consistia em observar e descrever minuciosamente a transmissão intra-domiciliar da malária.


O resultado desse trabalho serviu de base para o efetivo combate à malária no mundo inteiro.

Em 1906, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz.

No ano seguinte, foi enviado por Oswaldo Cruz, junto com Arthur Neiva, para combater uma epidemia de malária em Xerém, na Baixada Fluminense no estado do Rio de Janeiro/Brasil, e no final de 1907 viajou para Lassance, às margens do Rio São Francisco no estado de Minas Gerais, onde instalou seu laboratório num vagão de trem, pois a malária devastava o acampamento dos trabalhadores da Agencia Ferroviaria Brasileira.

Em Lassance, observou que havia grande quantidade de mosquitos, conhecidos como barbeiros, chamados assim pois suas picadas eram geralmenrte na face.

Os barbeiros alojavam-se nas paredes de pau-a-pique das casas, e Carlos Chagas batizou este novo parasita de Trypanosoma cruzi, em homenagem a Oswaldo Cruz.

Suas pesquisas o levaram a verificar que o parasita era patogênico para animais e descobriu sua presença em animais domésticos.

Ao mesmo tempo, Carlos Chagas já havia detectado alterações patológicas inexplicáveis nos habitantes da região, especialmente nas crianças e começou a pesquisar a relação entre este novo parasita e as condições precarias de vida daquela população.

Mas a grande reviravolta em sua investigação se deu em 23 de abril de 1909, quando descobriu pela primeira vez, o parasita em plena fase aguda, no sangue de uma menina de três anos. Estava descoberta a Doença de Chagas.

O trabalho de Carlos Chagas é único na história da medicina já que pela primeira vez, um único pesquisador foi responsavel pela descoberta de um agente patogênico, pelo seu estudo e pela descrição da patologia.

Carlos Chagas também foi o primeiro a salientar a importância social desta nova doença, entre as endemias que assolavam o Brasil naquela época.

A repercussão de sua descoberta foi enorme, tanto no Brasil quanto no exterior e a Academia Nacional de Medicina do Brasil fez de Carlos Chagas seu membro extraordinário, já que, naquele momento, não havia vaga disponível.

"Nunca até então, se tinha feito um descobrimento tão complexo e brilhante e o que é mais importante, por um só pesquisador". Oswaldo Cruz 

Carlos Chagas também recebeu o prêmio Schaudinn em julho de 1912, uma homenagem do Instituto de Doenças Tropicais de Hamburgo na Alemanha, conferido pelo melhor trabalho sobre protozoologia realizado até então, e que só havia sido dado ao Parasitologista Checo Prowaseck.

Sua obra não se restringiu somente à Doença de Chagas. Ele foi o primeiro a descrever as lesões da medula óssea na malária, a descobrir novos e importantes transmissores de doenças e a revolucionar sua época ao dizer que a malária era uma infecção domiciliar, fato comprovado com o sucesso de suas campanhas.

Em 1917, após a morte de Oswaldo Cruz, Carlos Chagas assumiu a direção do Instituto de Manguinhos.

No ano seguinte, Carlos Chagas foi chamado pelo governo brasileiro para chefiar a campanha contra a epidemia de gripe espanhola, que assolava o Rio de Janeiro.


Criou diversos serviços especializados de saúde, como o de higiene infantil, de combate às endemias rurais, à tuberculose, à hanseníase, às doenças venéreas.

Em menos de um século, Carlos Chagas descobriu, estudou e controlou diversas endemias em grande parte da Amerca Latina.
Um extraordinario sucesso na historia da saúde pública brasileira e mundial.


Fonte: http://www.fiocruz.br/

segunda-feira, agosto 23, 2010

sexta-feira, agosto 20, 2010

Andorinha em Canchungo

Segundo António Alberto Alves, criador do BLOG Andorinha em Canchungo, no recenseamento de 1979 ficou demonstrado que somente 5% da população da Guiné Bissau falava português. Em 1991, este número subiu para 10%, mas infelizmente não existem estudos mais recentes sobre o assunto. No entanto, segundo Antonio, é evidente que a situação da língua portuguesa na Guiné-Bissau em nada se compara com os outros países Africanos de língua portuguesa. Basta circular pelas ruas de Bissau para se perceber que pouca gente fala o português.


Segundo o ethnologue (http://www.ethnologue.com/), falam-se 22 línguas na Guiné Bissau e muitas são somente faladas não tendo representatividade escrita.

Mas "o português, por ser o idioma oficial do país é também o idioma do ensino nas escolas. É também a língua de produção literária, da imprensa escrita, da legislação e administração do governo. Deparamo-nos, então, com este paradoxo: tudo está escrito em português, mas uma parcela esmagadora da população não domina a língua. As crianças são alfabetizadas numa língua que não ouvem, nem em casa nem na rua, e só quando nos comunicamos com a elite política e intelectual guineense é que conseguimos estabelecer uma comunicação em português. O grande problema da língua portuguesa neste país é, a meu ver, não passar da escrita para a oralidade".

Antonio Alberto Alves

Sendo sociólogo, estas questões sempre chamaram a atenção de Antonio que logo percebeu que o rádio seria o único meio de comunicação que poderia alcançar um maior número de guineenses e então apostou em programas radiofônicos para divulgar a língua portuguesa em seu país; em suma, uma aposta na oralidade, segundo ele mesmo diz.

Assim nasceu o "Projecto Andorinha". Um aposta na promoção da língua e cultura em língua portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas no sector de Canchungo, região de Cachéu na Guiné-Bissau.


A região de Cachéu é constituída por seis setores administrativos onde habitam diversas etnias, tais como os Felupes, Mancanhas, Papéis, Balantas entre outros. Mas ao sul do rio Cacheu vive a maioria de povo Manjaco. Os Manjacos são migrantes e com o Projecto Andorinha, Antonio se propõe a construir uma rota de solidariedade e intercâmbio entre Portugal, Europa e a região de Cachéu na Guiné-Bissau num esforço para melhorar o dia-a-dia e o bem-estar das populações envolvidas..

Andorinha é também o nome de um programa da Rádio Comunitária Uler A Baand em Canchungo para a região de Cachéu e que promove este projeto.

Vale a pena ver o BLOG Andorinha em Canchungo e viver a realidade de Antonio e da Guiné Bissau.

Abaixo algumas das notícias para atrair sua atenção.




Mas há muito mais....

 

quinta-feira, agosto 19, 2010