quarta-feira, novembro 17, 2010

domingo, novembro 14, 2010

Dia Mundial do DIabetes

Hoje, 14 de Novembro de 2010, é com imenso prazer que me junto ao resto do mundo na comemoração do Dia Mundial da Diabetes, subordinado ao tema “Educação e Prevenção da Diabetes”, que é o principal foco de acção para o período 2009–2013. Neste dia, a OMS envolve as pessoas numa campanha mundial centrada na advocacia, sensibilização e prevenção efectiva e no controlo da diabetes.

A diabetes é uma doença crónica grave, debilitante e onerosa, que impõe exigências para toda a vida às pessoas que vivem com a doença e às suas famílias. Calcula-se que cerca de 220 milhões de pessoas em tudo o mundo sofram de diabetes e que, até 2030, este número venha a mais do que duplicar, caso não sejam efectuadas intervenções eficazes. A doença, que se julgava ser rara e não documentada na África rural, surgiu nas últimas décadas como uma das principais doenças não transmissíveis na África Subsariana.

Na África Subsariana, as tendências actuais sugerem que a prevalência da diabetes deverá aumentar e contribuir para 6% do total da mortalidade em 2010. Se a tendência actual continuar, a África Subsariana irá registar um aumento de 98%, de 12,1 milhões de casos em 2010 para 23,9 milhões de casos em 2030. Os inquéritos realizados recentemente na Região Africana da OMS indicam que a prevalência da diabetes entre adultos com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos varia de 3% a 14,5%.


As mortes devidas à diabetes ocorrem em pessoas com idades entre os 20 e os 39 anos, a população mais economicamente produtiva. Os custos económicos directos da diabetes em termos de cuidados médicos e perda de recursos humanos em África é substancial, o que, por sua vez, são agravados pelo fardo elevado das consequências da diabetes, tais como as complicações neurológicas e vasculares, perturbações visuais, doenças cardíacas, AVC e insuficiência renal, a par de outras doenças crónicas.

Uma percentagem elevada de casos de diabetes continua por diagnosticar e muitos casos são diagnosticados tardiamente, normalmente após as complicações associadas se tornarem evidentes. Para além disso, um número significativo de diabéticos em África não tem acesso a tratamento adequado e a medicamentos para a doença, sobretudo insulina, conduzindo ao aparecimento de complicações evitáveis.

Devemos continuar a consolidar os ganhos já conquistados em termos da sensibilização da diabetes aos níveis local e regional, e reforçar as acções individuais e na comunidade através da capacitação para a prevenção da doença e das suas múltiplas complicações.

É possível inverter a actual tendência da diabetes na Região, caso os ministérios da saúde e as comunidades trabalhem em conjunto para a redução dos factores de risco da doença, nomeadamente: obesidade, inactividade física, baixo consumo de fruta e vegetais e aumento do consumo de alimentos ricos em gordura e energia. A Estratégia Regional da OMS para a Prevenção e Controlo da Diabetes e o recente Apelo das Maurícias para a Acção são instrumentos que servem de apoio a esta inversão. Estes instrumentos identificam estratégias e compromissos-chave que são urgentemente necessários de modo a planear e implementar programas nacionais de prevenção e controlo da diabetes e ajudar a reduzir o fardo desta doença em África.

Lanço um apelo a todos os governos africanos para que formulem e implementem programas de prevenção e controlo e planos de acção cabais e integrados da diabetes, incluindo a prevenção dos factores de risco, melhorem a qualidade dos cuidados e ajam sobre os determinantes estruturais que influenciam os resultados na saúde.

Incentivamos as autoridades locais, assim como os líderes de saúde local, a fazerem uso de todos os meios de comunicação adequados para aumentar a sensibilização para a diabetes e capacitar as comunidades para a prevenção e cuidados.

Apelo a todos os diabéticos, pessoas em maior risco de desenvolver diabetes e ao público em geral para que aumentem os seus conhecimentos sobre a doença e melhorem a gestão e a prevenção das complicações concomitantes.

É preciso acelerar o ritmo da nossa intervenção para que possamos agir sobre o fardo crescente da diabetes. Vamos dominar a diabetes. Este é o momento para fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance.

Muito obrigado

Luis Gomes Sambo
Diretor Regional para a África





sexta-feira, novembro 12, 2010

14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes

Vamos controlar o diabetes. Agora.


No próximo dia 14 (domingo) comemora-se o Dia Mundial do Diabetes, uma campanha liderada pela Federação Internacional de Diabetes, com o lema "Vamos controlar o diabetes. Agora".

Nesse dia, diversas cidades do mundo terão seus principais prédios e monumentos literalmente iluminados de azul, como parte da iniciativa "Desafio Monumento Azul no Dia Mundial do Diabetes", que visa conscientizar a população dos perigos dessa doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 220 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de diabetes, a maioria em países de baixa e média renda e entre 45 e 64 anos de idade. Em 2005, estimou-se que 1.1 milhões de pessoas morreram da doença, sendo que mais da metade eram mulheres. Para previnir ou adiar o surgimento do diabetes, todos devemos viver com uma dieta saudável, praticar esportes regularmente, manter um peso normal e evitar fumar cigarros.


Os governos dos países de língua oficial portuguesa também participam dessa importante luta.

Por exemplo, no site da Sociedade Brasileira de Diabetes, pode-se conferir as atividades que acontecerão no país.

Já em Portugal, a corrida pela diabetes é promovida pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.


Confira o que já foi publicado no nosso blog sobre diabetes:

2010: Semana da 'Doença Invisível': Conscientização da Doença Crónica

         Morbidade e mortalidade de mulheres entre os 0 aos 60 anos

2009: Doenças crónicas: dez fatos alarmantes

2008: 10 pontos-chave que você deve saber sobre nutrição


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quarta-feira, novembro 10, 2010

73 milhões de pessoas na Expo 2010 Xangai China

Uma Terra, Uma ONU

Antes de a exposição abrir em maio deste ano, foi previsto que cerca de 70 milhões de pessoas iriam passar pela a exposição da Expo em Xangai, China, o que faria esta a mais visitida na história da Expo.  De facto, o número de visitantes ultrapassou esta estimação por mais de 3 milhões de pessoas.


A exposição, que durou desde dia 1 de maio até o dia 31 de outubro, teve como tema 'Cidade melhor, vida melhor', um tema que não só engolba alguns dos 8 Objetivos do Milénio, mas que também coincidiu com algumas das campanhas da Organização Mundial da Saúde (OMS) deste ano.


A Participação da OMS
'Uma Expo Livre de Fumantes, Uma Expo Saudável'
Dentro do Pavilhão da ONU, várias organizações foram representadas, entre das quais esteve a OMS.


Em consonância com um dos quatro departamentos representados pela OMS, a exposição foi declarada lugar não-fumador no dia 29 de outubro, confromando com a Convenção para Controle do Tabaco da OMS


Imagem de WPRO
Medidas de controle do tabaco na Expo Xangai, melhoraram consideravelmente desde a inaguração do evento em maio até o seu encerramento.  A Universidade de Fudan realizou uma pesquisa que indicou que as medidadas não só foram efetivas, como também encontraram-se populares entre os visitantes.


Cidades Sustentáveis
Outros marcos importantes também foram alcançados durante a Expo Xangai.  O México, por exemplo, apresentou a sua primeira cidade sustentável no Pavilhão da ONU.


Valle San Pedro, será a primeira cidade sustentável de México que visa incentivar a ativade econômica e a inovação, será o maior desses sites nas Américas.  Prevê-se o alojamento de um milhão de habitantes nos próximos 20 anos, e os seus primeiros residentes se modaram para lá a partir de dezembro deste ano.


A Participação dos países de lingua portuguesa


Sete países da lingua portuguesa foram representados durante a exposição da Expo, e vários foram elogiados pelos seus pavilhões.


Pavilhão Português ganhou prémio
O pavilhão de Portugal ganhou um dos três 'Prémios de Design'. O prémio elogia as melhores estruturas montadas no recinto da exposição. 


Além disso, mais de 2 milhões de pasteis de nata foram vendidos nos 184 dias da Expo Xangai!!






pavilhão de Timor-Leste, ligado ao pavilhao  conjunto da Ásia, foi um dos mais visitados. Cerca de 20 mil pessoas visitaram o pavilhão Timorense diariamente.  Lá encontravam lindos adornos que representavam o tema da exposição Timorense, 'Esteja Conosco, Esteja com a Natureza'. 


Os telhados típicos, as portas de madeira, as folhas de palmeira, e a variadade deslumbrante de artesanto, criou uma atmosfera realistica do país.  Com a ajuda da iluminação e cenas da trabalho e diversão do seu povo, o pavilhão exsudou a convivência harmoniosa entre a humanidade e a natureza.


Cabo-Verde

Guiné-Bissau
No pavilhão conjunto da África, encontrava-se representado Cabo Verde, com o tema 'Cidades de Cabo Verde: Globais e Pequenas'; Guiné-Bissau, com o tema 'Urbanização, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável'; Moçambique com o tema 'Distrito Melhor, Vida Melhor'.
Moçambique




Angola foi um dos três países Africanos a participar com pavilhão próprio com o tema 'Angola Assegura uma Vida Melhor'.


O pavilhão Brasileiro teve como tema 'Cidades Pulsando: Sinta a Vida das Cidades Brasileiras'.  O pavilhão foi constituído por vários túneis, cada um como um tema diferente das cidades brasileiras.


A próxima Expo será em 2014, ainda não se sabe qual país ganhou a proposta.





segunda-feira, novembro 08, 2010

Série Escritores da Língua Portuguesa: Vasco Cabral

Vasco Cabral

A LUTA É A MINHA PRIMAVERA


a luta
é a minha
primavera

sinfonia de vida
o grito estridente dos rios
a gargalhada das fontes


o cantar das pedras
e das rochas
o suor das estrelas!


a linha harmoniosa dum cisne!



Nascido em Farim, norte de Guiné-Bissau (1926-2005), Vasco Cabral foi um ícone da luta política e da poesia guineenses. Quando estudava em Lisboa, aos 23 anos, envolveu-se com política, participando ativamente da campanha de oposição anti-salazarista à presidência de Portugal.


Após 5 anos de prisão em Portugal por sua atividade política, Vasco Cabral retornou a Bissau em 1956 e foi um dos fundadores do PAIGC (Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde).

A década de 1960 foi repleta de "aventuras". Passando à clandestinidade como militante comunista em Portugal, Vasco foge de barco para Tânger com o angolano Agostinho Neto. Descendo a costa africana, busca seu irmão para aderir ao PAIGC e lutar pela independência do país. A luta armada começa em 1963, e a independência reconhecida em 1974.


Além de atuar como governista após a independência, Vasco Cabral também fundou a União dos Escritores da Guiné-Bissau. Publicou A Luta é a Minha Primavera (1981), com poemas escritos entre 1951 e 1974.



sexta-feira, novembro 05, 2010

Raízes Portuguesas

Cientistas sociais de países de língua portuguesa revelam suas histórias de vida




Tendo como pano de fundo a língua portuguesa, prestigiados cientistas sociais do Brasil, de Moçambique e de Portugal revelam em entrevistas audiovisuais um pouco da história de suas vidas, a razão pela qual optaram pelos estudos sociais, como buscaram a ascenção na carreira acadêmica e suas visões sobre as relações interculturais entre os países de língua portuguesa.

De forma curiosa e às vezes trágico-cômica, descrevem os diferentes significados da mesma palavra, em países diferentes.


Este projeto que começou em 2007 é resultado de uma parceria entre instituições de Brasil, Portugal e Moçambique: o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (CPDOC/FGV), o Laboratório de Antropologia Urbana do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (LAU/IFCS/UFRJ), o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES/ISCTE-IUL) e o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM).

O trabalho revela a necessidade de se compreender melhor as culturas que cercam o universo da língua portuguesa a partir de fatos vividos pelos  próprios entrevistados. 

Professor Boaventura de Souza Santos
Fato cômico e que por pouco não virou uma tragédia decorre na entrevista do Professor português Boaventura de Souza Santos. Viajando ao Brasil na década de 70, se impressiona com a miséria da favela da Maré. Procura o líder comunitário e propõe "fazer uma investigação sobre esta favela". Não se deu conta, porém, que o termo investigação no Brasil é utilizado pela polícia durante inquéritos criminais…  Sua vida ficou por um fio.

As entrevistas revelam a situação vivida por estas personalidades durante e após o fim do sistema colonial português. Relembram que o fim do colonialismo significou para Portugal seu ingresso no sistema democrático. Discutem as consequências da abertura política portuguesa no intercâmbio acadêmico com as ex-colônias e com o Brasil.


Para conferir as entrevistas, acesse: http://cpdoc.fgv.br/cientistassociais







quarta-feira, novembro 03, 2010

Dinamicoop: Uma ONG com soluções em Tecnologia, Soluções para a Vida

Conheça um trabalho de comunidade no Morro dos Macacos no Rio de Janeiro




Em 2008, eu tive a oportunidade de trabalhar neste projeto que me enriqueceu muito. Hoje estou a trabalhar como estagiária na rede ePORTUGUÊSe da OMS e olho para trás e vejo como este projeto foi importante para que eu conhecesse a força de vontade de uma comunidade. Por isso, quero compartilhar com vocês esta minha experiência.

Dinamicoop


No dia 24 de julho de 2003 foi criada a cooperativa 'Dinamicoop' do Morro dos Macacos. Foi fundada pelos próprios moradores da comunidade localizada no bairro Vila Isabel, no norte da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Seu objetivo era criar algo que contribuísse para que os jovens da comunidade pudessem ter acesso não só à internet mas também a um local para estimular novas oportunidades de inclusão social e aprendizagem.

Nos últimos sete anos, esta cooperativa, sem fins lucrativos, tem crescido e desenvolvido projetos em benefício dos moradores do bairro.

DinamiNet


Um espaço que oferece acesso à internet e outras tecnologias da informação e comunicação.
O Telecentro cobra um valor simbólico de R$1,00/hora (menos de 50 centavos de dólar). Todos os dias, o centro recebe moradores de todas as partes da comunidade que vêm acessar a Internet em busca de algo que lhes seja interessante. A maioria são estudantes, que usam as instalações para os seus deveres da escola, pesquisas ou mesmo para entrar em sites de redes sociais como o MSN ou orkut.  


O DinamiNet ainda oferece serviços complementares para a comunidade, como ajuda com a elaboração de currículos e impressão de documentos e já contribuiu muito para que muitos jovens consegissem emprego.
 

Além disso, a cooperativa tem conseguido oferecer serviços mais específicos para avançar na formação e treinamento da comunidade.


Centro de Referência e Formação


No centro da Dinamicoop, qualquer
pessoa pode assistir 
às aulas de
multimédia, gestão e mais
O Centro de Referência é uma ação da Dinamicoop orientada a oferecer aos jovens da comunidade a oportunidade de participar de diversas oficinas tecnológicas.

Através dessa iniciativa, procura-se conjugar as competências técnica, humana e empreendedora, de modo a contribuir para o fortalecimento comunitário e a geração de trabalho e renda. Os professores destes cursos são os próprios moradores da comunidade que tiveram a oportunidade de fazer um curso superior e que agora querem contribuir para o desenvolvimento dos jovens do bairro.



Foi assim também que começou o projeto dos voluntários na Dinamicoop onde eu trabalhei.


Voluntários

Acesso para todos,
visão da Dinamicoop
Através de um contato com a ONG caridade Iko Poran, baseada no Rio de Janeiro, a Dinamicoop conseguiu um acordo que lhes estendeu a oportunidade de receber voluntários no centro. Ao decidirem que tipo de voluntário seria mais útil para a cooperativa, o inglês saiu no topo. 


Uma das grandes aspirações daqueles que  frequentam a Dinamicoop diariamente era a de estudar e aprender inglês. Assim, o centro abriu suas portas a voluntários que quase todos os mêses vêm para o centro para dar aulas de inglês.  Os voluntários vêm de muitos países diferentes, Inglaterra, Portugal, Suiça, Irlanda, mas todos com a mesma missão de ajudar.

Quase todos os mêses a 
Dinamicoop recebe um voluntário 
para dar aulas de inglês
O sucesso deste projeto tem sido enorme; crianças, adolescentes e adultos de toda a comunidade participam ativamente do curso de inglês. Muitos alunos já conseguiram emprego onde usam o inglês frequentemente, e outros ainda conseguiram entrar para a universidade porque tiveram a oportunidade de atender a estes cursos.


Mas o trabalho da Dinamicoop não está limitado somente ao centro social da cooperativa. As initativas tomadas pelos seus fundadores e voluntários têm se estendido pela comunidade inteira.

Acesso para todos

Leandro Farias - 
prémio FINEP

Talvez o seu projeto mais inspirador até agora tenha sido o lançamento de T@I.Com - 'Todos Acessando a Internet na Comunidade'

Com a ideia de proporcionar acesso a Internet sem fio (wireless), Leandro Farias, diretor-presidente da Dinamicoop, e sua equipa de voluntários dedicados, começaram a montar esse projeto. 

A intenção era possibilitar a democratização do acesso à internet, primeiramente às organizações sociais como o Posto de Saúde, as escolas, a associação de moradores e depois expandir para a residencia dos moradores. 



Augusto, um dos voluntários,
a montar a rede sem fio
O projeto conseguiu financiamento da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) que tem como objetivo promover e financiar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica. Foi assim que a Dinamicoop conseguiu receber os equipamentos que permitiram a criação da rede.

Hoje em dia, a Dinamicoop quer continuar a divulgar seu trabalho para a comunidade, o que nem sempre é facíl. A cooperativa vive o dia a dia de forma positiva e tenta sempre fazer o melhor que pode com seus membros e muito com o trabalho de voluntários. 



A Dinamicoop tem sido essencial para esta comunidade e todos que têm o privilégio de a conhecer, apaixonam-se pela dedicação e o senso de família presente e é obvio que enquanto houver essa unidade, a luta continuará.




Teresa Gonçalves
Voluntária em 2008