quarta-feira, fevereiro 09, 2011

O Chá: uma bebida milenar



"Pode saborear-se, jamais exprimir-se, a doce tranquilidade que se fica devendo a uma chávena de bom chá."

Imperador Kien-Long


  • Você sabia que o chá é a segunda bebida mais consumida do mundo a seguir à água?
  • Você sabia que os portugueses foram um dos grandes reponsáveis pela introdução de ervas na Europa?
  • Você sabia que foi uma rainha portuguesa que introduziu o chá na cultura inglesa?
Hoje, vamos conhecer um pouco mais o chá, thé, tche, ch'a, tea, te, tè, tee, shai, ja, chay....

  
O primeiro registo escrito sobre o uso do chá data do século III a.C. na China. No século VII, teve particular distinção na dinastia Tang e com a publicação do primeiro tratado sobre a bebida intitulado "Ch’a Ching" de autoria de Lu Yu, o chá tornou-se definitivamente uma bebida popular por toda a China e foi responsável pela introdução desta infusão em todas as partes do mundo.

Um pouco mais tarde, monges budistas introduziram o chá com grande sucesso no Japão.
Em pouco tempo já fazia parte do mercado e cultura japonesa.

A Europa teve conhecimento da existencia desta bebida medicinal no século XVI.
As referências mais antigas datam de 1559 e são atribuídas ao escritor italiano Gian Battista Ramusio, e o padre português Gaspar da Cruz também menciona esta bebida encontrada na China, em sua carta ao Rei de Portugual em 1560. Mas somente no século XVII, com a expansão do comércio entre a Europa e o oriente é que o chá foi definitivamente introduzido no velho mundo.
Consta-se que os comerciantes holandeses foram os primeiros a introduzir o chá na Europa, mas os portugueses foram responsáveis pela compra de uma colheita inteira do Japão e China.
O seu consumo foi rápidamente difundido, tornando-se uma bebida muito popular e exportada aos Estados Unidos, Austrália e Canadá.

A sua popularidade na Inglaterra é, no entanto, devido a rainha portuguesa, Catarina de Bragança.
Embora não se possa afirmar que a rainha Catarina tenha introduzido o chá na Inglaterra, pode-se dizer, sem sombra de dúvida que ela desempenhou um papel importantíssmo na introdução do chá no estilo de vida inglês.
Seu elevado preço e seu carater exótico tornou o chá uma bebida apreciada nos círculos aristocráticos, onde Catarina de Bragança nasceu.
As senhoras da corte inglesa, sob influência de Catarina, passaram a oferecer a bebida aos seus convidados que era servido em taças de porcelana importadas da China.
A partir do final do século XVII, o consumo do chá foi crescendo sendo bebido a qualquer hora do dia. 
No entanto, no início do século XIX, Anna Maria, esposa do sétimo Duque de Bedford, institui a chique tradição do chá das cinco na cultura inglesa.
  
 No Brasil, a cultura do chá teve início no Rio de Janeiro. A Fazenda do Macaco de propriedade da Imperatriz Amélia de Leuchtenberg, casa que ainda se encontra no Jardim Botânico, cultivou chá até 1890.

Atualmente o chá é produzido por mais de 25 países: China, Índia, Indonésia, Quênia, Malawi, Sri Lanca, Ilha dos Açores e os maiores consumidores da bebida são a Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanca, Turquia, Marrocos, Russia, China, Irlanda, Estados Unidos, e claro, a Inglaterra.

Em Português, a palavra “chá”, deriva do mandarim “cha”. É do mandarim também que se originam o “ch’a”, em cantonês, e o “cha” em persa, japonês e híndi. Ou, ainda, “shai” em árabe, “ja” em tibetano, e “chay” em turco.

Com uma enorme variedade de sabores e odores, o chá tem propriedades terpêuticas e grande parte devido ao seu poderoso efeito antioxidante.

Curiosidades:

De acordo com a lenda, no ano de 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nung descobriu acidentalmente a árvore do chá. Durante uma viagem pelo seu império, decidiu fazer uma pausa e enquanto esperava que os seus servidores lhe fervessem um pouco de água sentou-se a descansar à sombra desta árvore. Uma brisa fez com que uma folha caísse dentro da sua taça de água fervida e, sem reparar o imperador bebeu, tendo ficado deliciado com a bebida. A primeira referência à infusão das folhas de chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, surge desta lenda. 
  • 36.000 xícaras de chá são bebidas por segundo
  • O consumo médio anual por habitante ultrapassa as 450 g
  • Colhem-se cerca de 2.600.000 toneladas de chá por ano
  • O arbusto do chá só começa a produzir depois de 3 a 5 anos
  • Os melhores chás são produzidos nas regiões montanhosas entre 1000 a 2500 metros de altitude
  
Fontes:

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os observadores associados da CPLP

A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Em 1989, foi criado o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), com a intenção de unir 7 países que compartilhavam uma herança histórica, cultural e um único idioma.
Estava dado o primeiro passo para a criação da CPLP. Finalmente, em julho de 1996 durante uma reunião de Chefes de Estado, decidiu-se criar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
 
A CPLP é formada por oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e é composta de aproximadamente 240 milhões de pessoas distribuídas em quatro continentes somando uma  área de aproximadamente 10.708.674 km quadrados.

A CPLP tem carater político e diplomático com o objetivo de fortalecer a língua portuguesa e as alianças entre os oito países em prol do desenvolvimento nas áreas da educação, cultura, ciência, tecnologia, agricultura, comunicação, esportes, justiça e mais recentemente a saúde. 

No entanto, no mundo globalizado, almeja-se uma cooperação para além dos oito países e abriu-se as portas para que outros países pudessem fazer parte da CPLP como Observadores Associados e Observadores Consultivos.

Mas para ser Observador, o país tem que desfrutar dos mesmos princípios que norteiam a CPLP, especialmente a promoção da democracia, direitos humanos e boa governaça. E sua condição de observador tem que ser pleiteada e aceita pelos oito Estados Membros.

Neste momento, a CPLP tem 3 observadores associados:
República da Guiné Equatorial
República das Ilhas Maurícios
República do Senegal


Em 2007, a República da Guiné Equatorial deu um passo importante para ser um verdadeiro membro da CPLP quando adotou o português como idioma oficial, ao lado do francês e o espanhol.

 
Deve-se ressaltar que muitos outros países ou regiões pleiteiam o estatuto de Observador Associado, são eles:
Andorra, Marrocos, Filipinas, Galicia, Malaca, Croácia, Romênia, Ucrânia, Indonésia e Venezuela.
 
Saiba mais sobre a CPLP em: 
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/273/o-que-se-quer-com-a-cplp

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Fim à Mutilação Genital Feminina


Mais um ano e estamos aqui conscientizando todos para este flagelo que é a MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA.

Todos os anos no dia 6 de fevereiro lembramos o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

A cada ano, há cerca de 3 milhões de novos casos e entre 100-140 milhões de mulheres e raparigas já passaram por isso.

No último ano, a Campanha Europeia pelo fim da Mutilação Genital Feminina teve como desafio recolher Pétalas de Rosas assinadas como forma de exigir o apoio das organizações competentes na criação de uma estratégia da União Europeia que seja inclusiva, não estigmatizante e com base nos princípios internacionais pelo fim desta prática cruel.

Sabe-se que esta é uma tradição predominante existente nos países africanos porém também vemos casos nos países desenvolvidos, devido às comunidades imigrantes. Na Europa embora o número real de vítimas não seja conhecido, estima-se que ronde os 500 mil.
A MGF tem como fundamento razões culturais, religiosas ou sociais e por isso mesmo muito dificil de ser combatida especialmente em comunidades rurais.
Os danos psicológicos e fisicos impostos à estas mulheres e meninas além do sofrimento são sentidos por toda a vida.
Aqui fica um pequeno vídeo de uma reportagem sobre Mulheres Mutiladas:





Dia 6 de fevereiro, é o dia de uma luta que não pode ser esquecida!

Mais informação:

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Uma aventura humanitária pela Guiné-Bissau: Rota Ingoré

Rota Ingoré é o nome da nova expedição do projeto Latitude Zero que será realizada na Guiné-Bissau, nos meses de fevereiro e março de 2011.
O projeto Latitude Zero alia a competição em veículos de todo-o-terreno e a ação humanitária.


Latitude Zero é um projeto organizado por cidadãos residentes em Portugal, sendo alguns naturais de África. O projeto procura promover ações de solidariedade com povos lusófonos, mantendo sempre o respeito mútuo pela cultura, história e sangue comuns. Entre os objetivos das expedições estão a promoção da Língua Portuguesa, contribuindo para união entre todos os povos da CPLP, e o fornecimento de ajuda Humanitária nas áreas da Saúde, Educação e Formação.
A aventura se dá ao percorrer países de norte a sul em veículos de todo-o-terreno, conhecendo diferentes culturas e contatando diferentes populações, tendo a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento das comunidades que se encontram pelo caminho através da distribuição de bens necesssários.

Nas edições anteriores, em 2003, 2004 e 2005, o Latitude Zero percorreu São Tomé e Príncipe e ficou conhecida como Equatorial Challenge

Os participantes ajudaram a pavimentar estradas que não eram utilizadas há décadas e ainda reconstruíram duas pontes. Editoras portuguesas contribuiram com cerca de 45 000 volumes de livros e material multimédia que foram entregues em várias escolas por todo o país e permitiu reforçar a quantidade de autores portugueses em diversas bibliotecas regionais e na própria Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe.
O Lar Teresiano de São João dos Angolares recebeu tratamento especial com uma nova demão de tinta além de livros e material didático bem como redes-mosquiteiro para ajudar no combate à Malária para as alunas do internato.

A Assistência Médica Internacional que já tem uma missão no terreno recebeu medicação e material médico-cirúrgico assim como o hospital de São Tomé, com especial destaque para um desfribilhador portátil.

As equipas que participaram das várias expedições a São Tomé e Príncipe enfrentaram condições inóspitas e agrestes que foram compensadas pelo espírito de camaradagem, alegria e pela ação humanitária que praticaram. Não podemos esquecer que por trás de toda equipa tem
um grupo enorme de apoio e suporte devidamente habilitados para intervir nas diversas situações que a expedição exige.

Ingoré é o nome da nova expedição na Guiné Bissau.

O percurso planeado é: Bissau - Canchungo- Ilha de Pecixe - S.Dominguos - Ingoré - Bafatá - Bambadica - Gabu- Boé - Catió - Tombali - Quinhamel- Bissau. 


A grande meta é a construção de uma escola pré-fabricada e fornecimento de equipamentos necessários (utensílios e pequenas alfaias agrícolas, sementes e adubos) para o norte da Guiné-Bissau.

O grande objetivo é dar visibilidade à Guiné-Bissau, um dos países de língua portuguesa e também um dos menos desenvolvidos em África. Além de colaborar com o desenvolvimento económico, social e cultural e divulgar o contributo de Portugal para fortalecer o diálogo entre culturas, em zona de intenso contato com a África francófona.

Mas talvez a maior contribuição desta expedição seja a promoção e incorporação da mulher Guineense, em projetos de desenvolvimento local especialmente na área da agricultura. 

A grande novidade será a preocupação do grupo em contribuir para a emissão ZERO de  CO2.

Por último, ao viajar de norte a sul do país, o grupo irá contribuir para a divulgação do trabalho de voluntariado, realizado por tantos e tantos portugueses, junto destas populações desfavorecidas.

Para a realização dos objetivos destas expedições o projeto conta com o apoio de diversas empresas e instituições.
Mais informações: 


segunda-feira, janeiro 31, 2011

De onde vem o nome dos paises? Curiosos?

Começamos por...
Angola
Angola tem origem na palavra Ngola, que faz referência a Ngola A Kiluanje Inene (o Grande Ngola), monarca do reino pré-colonial do Ndongo (Antigo Reino do Ndongo).

Esta dinastia viria mais tarde a ser conhecida como o Reino de Angola.

O termo Ngola tem por sua vez raíz no termo Ngolo, o que em quimbundo (língua do povo Ambundo) significa "força".

De acordo com o etnólogo José Rendinha em "Origem e generalização do nome Angola / Étimo, origem e significado do termo «Angola» e sua progressiva extensão à actual província portuguesa de Angola":

"Ngola é um nome, foi um título, e alastrou à designação de uma etnia: os Ngolas ou Angolas. Mais ainda, este nome expandiu às dimensões da Província, pois o seu nome Angola dele deriva".

Brasil

No seu livro "A Origem dos Nomes dos Países", Edgardo Otero se refere a três possíveis origens para explicar o nome Brasil:

1. A árvore "Pau-Brasil" (Caesalpinia echinata). Do tronco desta árvore era extraída uma resina vermelha que foi extensamente comercializada pelos portugueses. Os índios Tupis a chamavam de "Ibira Piranga" (Árvore Vermelha).
O nome Pau-Brasil lembra algo em "brasa". Hoje esta árvore encontra-se na lista de espécies ameaçadas de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e também na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.


Caesalpinia echinata ("Pau-Brasil")

2. Em 1339, alguns documentos referiam a existência de uma ilha designada Brasil, a oeste da Ilha dos Açores, no meio do oceano Atlântico.

3. O nome poderia ter-se derivado de "Balj-Ibn", o primeiro chefe muçulmano a conquistar Andaluzia, na Espanha e, cujo nome, ficou para a história como "Brasile".

No entanto, vale lembrar que os índios se referiam a sua terra como Pindorama. Ao ser descoberto oficialmente em 1500, os portugueses que pensavam ter chegado a uma ilha atrubuiram-lhe o nome de  Ilha de Vera Cruz. Mais tarde foi-se mudando o nome para Terra Nova, Terra dos Papagaios, Terra de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra Santa Cruz do Brasil, Terra do Brasil, e finalmente em 1526, Brasil.


Cabo Verde
Curiosamente o nome do país deriva de uma península localizada no extremo mais ocidental do continente africano - a península de Cabo Verde, Senegal. A capital do Senegal, Dakar, situa-se nesta península.

Vista de satélite do Arquipélago de Cabo Verde 

Guiné-Bissau
A origem do termo Guiné é incerta. Mas Manuel Dias Belchior, sugere em "Sobre a Origem do Termo Guiné" que o mesmo foi utilizado pelos portugueses como forma de satisfazer uma necessidade política.

A designação Guiné, abrangeria a costa ocidental do continente africano e viria a substituir o termo Etiópia que era aceito pelos europeus como um conjunto de territórios habitados por negros.
Mas Manuel Dias Belchior, com base em passagens transcritas por João de Barros sugere ainda que o termo Guiné poderia ter-se derivado da palavra Guinauha, que por sua vez deriva da cidade de Jenné ou Djenné ou do Império e cidade de Ghana.

Moçambique

O nome do país deriva da ilha com o mesmo nome - Ilha de Moçambique. Esta ilha da província de Nampula, localizada no norte do país, foi descoberta por Vasco da Gama em 1498.
Foi considerada pela UNESCO, em 1991, Património Mundial da Humanidade. A ilha pode ainda ser considerada como o berço da unidade territorial que constitui atualmente a nação moçambicana.


O nome da ilha e do país deriva de um dos primeiros mercadores árabes, anterior à conquista portuguesa, Mussa-bin-Mbiki, que em português soa “Moçambique”.

No entanto, as "crianças guias" na Ilha de Moçambique, contam aos turistas que o nome Moçambique surgiu do nome de três meninos que Vasco da Gama encontrou a pescar na Ilha.


Portugal

Portugal

O nome Portugal deriva das palavras em latim Portus e Cale.
 
Consta-se que o nome surgiu como referência a um porto (Portus) de uma pequena povoação denominada Cale. Portus Cale pode ser traduzido em "porto de abrigo".

O nome evoluiu da seguinte forma: Portocale - Portogale - Portugale e finalmente Portugal.





São Tomé e Príncipe

São Tomé e Principe
São Tomé e Príncipe é composto por duas ilhas vulcânicas - Ilha de São Tomé a sul e Ilha do Príncipe a norte - e por alguns ilheus. O nome do país provém da junção dos nomes de ambas as ilhas. Foram descobertas por João de Santarém e Pedro Escobar, dois navegadores portugueses. A Ilha de São Tomé foi descoberta no dia 21 de Dezembro de 1471, que de acordo com o calendário litúrgico antigo corresponde ao dia do apóstolo São Tomé. No dia 1 de Janeiro foi descoberta a hoje denominada Ilha do Príncipe. Inicialmente foi denominada de Ano Bom, sendo-lhe atribuída o nome de Santo Antão, um eremita egípcio do século IV considerado o pai do monasticismo cristão, no dia 17 de Janeiro de 1472. A designação de Ilha do Príncipe foi atribuída em 1502 como referência ao Príncipe Dom João II de Portugal.


Timor-Leste

Edgardo Otero em "A Origem dos Nomes dos Países" refere que o Pah Meto (Terra Seca) terá sido o primeiro nome atribuído à ilha de Timor e, Atoni Pah Metho (O povo da Terra Seca) seria o nome dado aos seus habitantes.

A palavra Timor provém dos primitivos navegantes malaios, que designavam a ilha de Timur, palavra malaia que significa "Leste", uma vez que a ilha ficava a leste do seu país.

Conhecido no passado como Timor Português, passou a ser conhecido como “Timor Lorosa'e” (nome do país em tétum, uma das línguas oficiais de Timor) ou "Timor Timur" aquando da ocupação do país pela Indonésia.

Ilha de Timor vista do espaço (1989)

A palavra "Leste" foi acrescentada ao nome "Timor" para diferenciá-lo da zona "Ocidental" da ilha, controlada pela Indonésia.

Mas se algum de vocês, tem algo a acrescentar, escreva-nos!


Fontes:

Angola:

Cabo Verde: 

Guiné-Bissau:

Moçambique:

Portugal:

São Tomé e Príncipe:

Timor-Leste: