segunda-feira, abril 25, 2011

23 de Abril: Dia mundial do livro e dos direitos autorais

O dia mundial do livro e dos direitos autorais foi criado em 1995 durante a XXVIII Conferência Geral da UNESCO para promover a leitura, publicação de livros e a proteção de direitos autorais.

O dia foi escolhido pois tanto Miguel de Cervantes quanto  William Shakespeare faleceram no dia 23 de abril.

É um dia para lembrar o prazer da leitura e incentivar a população a dar uma atenção especial ao livro.
Desde sempre, o Homem tem necessidade de se expressar e registrar fatos de seu quotidiano.
Os homens das cavernas deixaram-nos desenhos de suas casas, dos animais que os rodeavam, de suas caçadas gravados em pedra.
E por isso hoje, podemos saber como era sua vida.

Com o passar do tempo, novas técnicas foram surgindo como o papiro, o papel e, mais recentemente, a forma eletrónica de se expressar que possibilita a existência de livros online ou mesmo em pequenos aparelhos que levamos de um lado a outro.
E surgem novas questões que não estavam presentes há poucos anos atrás, como os livros impressos vs livros eletrónicos. A questão da preservação do meio ambiente e das árvores assim como os direitos autorais. 

As bibliotecas azuis em português são a prova da importância do livro tradicional. Contendo informação sobre variadas áreas em saúde como doenças infecciosas, saúde materna, saúde infantil, vacinas, SIDA, malária, manuais de gestão e saúde pública, entre outros.

Esta coleção tem mais de 180 livros e desde 2006  já até hoje já foram distribuídas mais de 134 biblotecas pelos 5 países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Esta iniciativa está associada ao programa ePORTUGUESe da Organização Mundial de Saúde.

 
Para saber mais:
http://eportuguese.blogspot.com/

sexta-feira, abril 22, 2011

Como se calcula a data da Páscoa?

Parece mentira, mas até hoje não existe um consenso sobre a data em que se deve celebrar a Páscoa que já passou por quatro grandes fases ou estágios.

Primeiro estágio
A primeira grande discussão para determinar uma data para a Páscoa aconteceu por volta de 190 dC. Até esta data, e segundo a tradição antiga, celebrava-se a Páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês do calendário judeu. Neste dia dever-se-ia sacrificar um cordeiro para celebrar a festa da "passach" ou provedora da vida. Este dia marcava o final do jejum, não importando o dia da semana, pois estava relacionado com o calendário lunar.
Porém, este não era o costume nas igrejas do resto do mundo que por tradição apostólica, o jejum deveria terminar no dia da ressurreição de Jesus.
Por volta de 195 dC, o Papa Vítor I queria excomungar todos os quartodecimanos, transformando a diferença de práticas em uma controvérsia completa.

Segundo estágio
A segunda fase desta controvérsia sobre a data da Páscoa foi durante o primeiro Concílio de Niceia, realizado em 325 dC. Considerando que o grande festival da Páscoa deveria ser sempre celebrado no domingo e não obrigatoriamente coincindir com uma fase da lua que pudesse ocorrer em qualquer dia da semana, surgiu uma nova disputa sobre como determinar qual o domingo da Páscoa.
Os cristãos siríacos sempre observaram o seu festival de Páscoa no domingo seguinte à celebração judaica do "passach". Por outro lado, em Alexandria e no resto do Império Romano, os cristãos calculavam a data da Páscoa por si mesmos, sem prestar atenção nos outros. Desta forma, a data da Páscoa num lugar nem sempre coincidia com a data de outro.
Os alexandrianos, por seu lado, aceitavam como princípio que o domingo de Páscoa deveria necessariamente ocorrer após o equinócio da primavera. http://eportuguese.blogspot.com/2011/03/voce-sabe-o-que-e-equinocio.html

Terceiro estágio
Os missionários romanos chegando na Britânia encontrram os cristãos britânicos e os missionários irlandeses, que evangelizaram os ingleses aderindo a um sistema de computação da data da Páscoa que diferia do que era usado no mundo mediterrâneo.
Este sistema britânico-irlandes fixava a Páscoa no domingo que estivesse no período de sete dias entre o décimo-quarto e o vigésimo dia do mês lunar, de acordo com um ciclo de 84 anos. Mas esta diferença no cômputo levava a uma discrepância com o método alexandrino.
Aos poucos, este ciclo de 84 anos (chamado de latercus) cedeu ao cômputo alexandrino que foi finalmente adotado na Irlanda e no norte das ilhas britânicas no final do século VIII dC.

Quarto estágio
Após a promulgação do calendário gregoriano em 1582, a cristandade ocidental passou a seguir um método diferente de computar a data da Páscoa do que até então era aceito. A maior parte das igrejas ortodoxas continuaram a seguir a prática antiga alexandrina, e esta diferença permanece até hoje, a despeito de diversas tentativas de alcançar um método comum.
Em 1997, o Conselho Mundial de Igrejas propôs uma reforma do método, na qual a Páscoa seria definida como o primeiro domingo após a primeira lua cheia astrônimica posterior ao equinócio da primavera.
A reforma seria implementada a partir de 2001, uma vez que naquele as datas da Páscoa no ocidente e no oriente coincidiram. Porém, até hoje ela ainda não foi implementada.

Páscoa em diversos idiomas


Afrikaans
Paasfees

Francês
Pâques

Norueguês
Påske
Albanês
Pashkët

Grego
Πάσχα (Pascha)

Persa
Pas`h
Alemão
Paisken

Hebreuפסחא (Pascha)

Polonês
Pascha
Amharic
Fasika

Holandês
Pasen or paasfeest

Português
Páscoa
Árabeعيد الفصح (Aīd ul-Figh)

Islandês
Pákar

Romeno
Paşte
Azeri Pasxa
Fish

Indonesio
Paskah

Russo
Пасха (Paskha)
Berber
tafaska (nowadays it is the name of the Muslim "Festival of sacrifice")

Irlandês
Cáisc

Escosses Gaelic
Casca
Catalão
Pasqua

Italiano
Pasqua

Espanhol
Pascua
Dinamarquês
Påke

Japonês
Seidai Pasuha, "Holy and Great Pascha", used by Eastern Orthodox members

Sueco
Påsk
Esperanto
Pasko

Latin
Pascha or Festa Paschalia

Filipino
Pasko ng Muling Pagkabuhay (literally "the Pasch of the Resurrection")
Faroese
Pákir (plural, no singular exists)

Malayalamപെശഹ (Pæsacha/Pæsaha)

Turco
Paskalya
Finlandês
Pääsiänen

Northern Ndebele
Pasika

Galês
Pasg




segunda-feira, abril 18, 2011

Rendas de Bilros


É impossível ficar indiferente a estas rendas com este trabalhado tão típico e com uma beleza magnífica.

Mas sabe o que são Rendas de Bilros?
Ou melhor, você sabe o que são Bilros?

A Renda de Bilros é produzida pelo cruzamento sucessivo ou entremeado de fios têxteis, executado sobre o pique e com a ajuda de alfinetes e dos bilros.

O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão por parte da rendilheira, onde se decalcou um desenho, feito por especialistas. A origem do desenho está na criatividade da autora, que por vezes recorre à estilização de objetos naturais como as flores e animais.
Os fios são manuseados por meio de pequenas peças de madeira torneada que têm o nome de bilros, daí a origem do nome das rendas.
O bilro, numa das extremidades, tem forma de pêra alongada ou de esfera. Na outra extremidade é enrolada a linha, que vai sendo usada à medida que o trabalho avança.
Os bilros são manejados aos pares pela rendilheira que imprime um movimento rotativo e alternado a cada um, orientando-se pelos alfinetes. O número de bilros utilizado varia conforme a complexidade do desenho.
  As rendas de bilro mais famosas eram as de Milão e de Bruges, utilizadas para adornar paramentos eclesiásticos, trajes das cortes europeias e vestidos de noivas.
 
Em Portugal as rendas flamengas estiveram muito em voga no tempo de D.João V (1689 - 1750).

Esta forma de artesanato espalhou-se de Portugal continental, até  ao arquipélago da Madeira e aos Açores, e foi através das mulheres portuguesas que chegou ao Brasil, onde é praticada, principalmente no Nordeste.

A sua origem não é consensual

Há quem acredite que surgiu do bordado, mas a diferença entre o bordado e a renda é evidente.
No bordado faz-se a aplicação de um ornamento feito no tecido com uma agulha, enquanto que a renda resulta do entrelaçamento de fios, numa urdidura que se desenvolve com a forma de desenho, sem ter um fundo de tecido.
Admite-se que os Fenícios possam ter sido agentes divulgadores das rendas, através das suas trocas comerciais, ao longo da costa marítima.
Outra corrente afirma que tiveram origem no oriente (China ou Índia), tendo chegado a Portugal através da Itália no século XV.

Atualmente, há uma escola em Vila do Conde, ao norte de Portugal  onde se assegura a continuidade desta prática artesanal, e o “Museu das Rendas” em Vila do Conde que nos dá a oportunidade de conhecer os aspectos históricos da renda de bilros, a técnica de trabalho e os instrumentos utilizados.

Em Peniche, no centro de Portugal, a renda de bilros destaca-se de todas as outras produzidas no país. O processo de urdidura em que as rendeiras de Peniche trabalham com as palmas das mãos voltadas para cima.
E na renda de Peniche não se distingue o direito do avesso.

Hoje em dia, as Rendas de Bilro ainda se usam, com diversas aplicações em peças de vestuário, adereços, como brincos e colares e paninhos.


Para ter noção do trabalho e da destreza das mãos de uma rendilheira experiente, veja o vídeo!!






domingo, abril 17, 2011

17 de Abril - Dia Mundial da Hemofilia

A hemofilia é um distúrbio da coagulação do sangue.
É uma doença genética e hereditária ligado ao cromossoma X.

Cada ser humano possui um par de cromossomas sexuais: os homens (XY) e as mulheres (XX), sendo um dos cromosomas herdado da mãe e outro do pai.
Ao possuirem dois cromossomas X as mulheres "compensam" a deficiência do fator de coagulação.
As mulheres são então as portadoras do gene da hemofilia e os homens são os afetados pela doença.
Existem diferentes tipos de hemofilia: a hemofilia A, B e C de acordo com a deficiência do fator de coagulação VIII, IX e XI respetivamente. A hemofilia A é a mais comum.

A gravidade da doença é variável, pode ser ligeira, moderada e severa. A hemofilia é ligeira quando a atividade do fator de coagulação é superior a 5% da sua atividade normal; moderada quando esta atividade está entre 1% e 5% e grave quando é inferior a 1%.

Cerca de 50% dos homens com hemofilia sofrem de hemofilia moderada a grave.


Mas há quanto tempo se conhece esta doença?

Sabe-se que entre os anos 50-130 dC já se referia no Talmud (texto judaico) que alguns meninos morriam durante a circuncisão devido a hemorragias graves. Se dois irmãos já tivessem morrido nesse procedimento não se devia realizar a circuncisão na teceira criança.

O termo "hemofilia" surgiu pela primeira vez em 1828 por Hopff na Universidade de Zurique.


Um caso muito conhecido é o da Rainha Vitória que era portadora e ao passar a doença ao seu filho Leopoldo e, por sua vez, às suas filhas, levou a doença a outras famílias reais europeias como a da Rússia.

Alexei Romanov, filho do Czar Nicolau III da Rússia foi um dos descendentes da rainha que herdou a doença.


Como tratar a hemofilia?


Antigamente recorria-se a transfusões sanguíneas, que foram responsáveis por inúmeras contaminações pelo vírus da AIDS, numa época em que não havia tecnologia ou conhecimento para um controle de sangue adequado

Hoje em dia, utilizam-se diferentes preparações terapêuticas e a engenharia genética permitiu a obtenção dos fatores de coagulação através de manipulação de organismos transgénicos em vez da purificação do plasma humano.
                                
Que cuidados deve ter a pessoa hemofílica?


Os hemofílicos devem ter alguns cuidados como proteger-se de traumatismos e cuidar imediatamente de qualquer sangramento, mesmo ao escovar os dentes.

Deve-se ter um cartão de identificação de hemofílico com informação sobre o seu grupo sanguíneo, fator Rh, nome do médico e endereço do hospital em que faz tratamento e a pessoa a contactar em caso de urgência.

O dia 17 de Abril é considerado o Dia Mundial da Hemofilia, para celebrar o nascimento de Frank Schnabel, Fundador da Federação Mundial de Hemofilia. Schnabel nasceu em 1926 sendo portador de hemofilia A grave. Esta homenagem é um agradecimento pela sua luta incansável pela melhoria de qualidade de vida dos hemofílicos.




sexta-feira, abril 15, 2011

16 de Abril: Dia Mundial da Voz

 O Dia Mundial da Voz surgiu  em 2003 quando a Sociedade Brasileira de Laringologia lançou e reconheceu a importancia dos cuidados com a saúde vocal.

Logo outros países aderiram a campanha e hoje o Dia Mundial da Voz é reconhecido pela Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, Estados Unidos, Itália, Panamá,Portugal, Suíça e Venezuela.

A voz é considerada como uma forma de expressão corporal.
Mas como conseguimos produzir este som?



A voz é um som e o som é uma onda sonora. A voz é então produzida pela vibração de ar que é expulso dos pulmões e que passa pelas cordas vocais. A boca, lábios e língua modificam a voz que pode variar quanto à intensidade, altura e articulação.
Os sons articulados podem ser vogais ou consoantes. 

As cordas vocais vibram muito rapidamente, e variam entre os sexos masculino e feminino.

No  homem, o ciclo vibratório é de 125 vezes por segundo e na  mulher é 250 vezes por segundo pois a mulher tem a voz mais aguda.
Outra caraterística que contribui para que a voz das mulheres seja mais suave é que as cordas vocais são mais elasticas e menos pesadas.

Sabia que…


Para um ser humano conseguir ouvir um som, a frequência deste tem de ser no mínimo de 20 hertz?


Geórgia Brown tem o recorde de amplitude de voz mais alta registrado até hoe: 8 oitavas (G2 à G10), o que ultrapassa as notas mais altas de um piano!


A eufonia é a emissão de uma voz saudável.
disfonia é a voz que apresenta alteração em certas características, podendo ser temporária ou permanente
A rouquidão é um tipo de disfonia.
A fuga glótica, o refluxo, a laringite, o papiloma, os pólipos, o cancro são outras doenças da voz.


Beber  água, não gritar e evitar o uso do tabaco são algumas das principias recomendações dos médicos especialistas, os otorrinolaringologistas.








CUIDE DA SUA VOZ
OUçA A SUA VOZ











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