segunda-feira, julho 18, 2011

São Tomé e Príncipe: reduto de aves raras

Imagem do site OboPark.com
São Tomé e Príncipe, um dos menores países do mundo é, com certeza, o menor dos países de lingua portuguesa com apenas 160 mil habitantes. 
No entanto, o país é o habitat de 141 espécies de pássaros, quase 30 delas endêmicas ou únicas do lugar.
A linha imaginária do EQUADOR passa exatamente por  São Tomé e Príncipe.
Imagem do site OboPark.com
Cerca de 30% do país, que é um arquipélago de pequenas ilhas localizado no Golfo da Guiné na África Central, é formado pelo Parque Natural d'Ôbo composto de duas áreas, uma na ilha de São Tomé, com uma superfície de 235 km² e outra na ilha de Príncipe, com 65 km² de superfície, quase metade da ilha.

Apesar de ser um paraíso tropical, quatro das espécies endemicas ao arquipélago estão entre as mais ameaçadas do mundo. O enjolo, o picanço, a galinhola e o tordo.



O enjolo só foi visto por duas vezes em 1888 e em 1991.




Picanço
Galinhola


O picanço depois de uma ausência de 65 anos, voltou a ser visto nas florestas de montanha, como também a galinhola.

Video do canto do tordo
 


Em 2008, a Associação de Biólogos Sãotomenses iniciou um treinamento com a população local para a preservação das espécies nativas de São Tomé e Príncipe e o país agora tem uma lei para proteger as aves em risco de extinção.

Como signatários da Convenção sobre Biodiversidade, São Tomé e Príncipe comprometeu-se a encontrar soluções para a preservação da biodiversidade e iniciou um programa de preservação ambiental iniciado em 1992. E em 2003, com uma estratégia de ecoturismo, o Parque Natural d'Obo passou a ter áreas protegidas como património natural único de São Tomé e Príncipe.
    
Abaixo, outras aves únicas às ilhas
Íbis de São Tomé (Bostrychia bocagei)

Imagem do blog bushwarriors.wordpress.com
Onde encontrá-lo: Essa espécie sedentária é endêmica à ilha de São Tomé, mais especificamente às areas próximas aos rios São Miguel, Xufexufe, Quija, Ió Grande e Ana Chaves. 

Como reconhecê-lo: O pássaro, verde e marrom, grunhe quando é incomodado e grasna quando vai dormir ou voar de um ninho para o outro. Mede entre 60-65 cm. Fica geralmente sozinho ou em pares. Somente nos anos 90 foi confirmada a existência do íbis de São Tomé, extremamente raro e em risco de extinção. A carne dele é cobiçada por caçadores e calcula-se que há menos de 250 dessa espécie ainda vivos. 

Beija-flor-gigante (Nectarinia thomensis)

Imagem do site Birdlife.org
Onde encontrá-lo: Esse pássaro endêmico à ilha de São Tomé e encontrado perto dos rios Xufexufe, Quija, Ió Grande e Ana Chaves, além dos picos de Formoso Grande e Formoso Pequeno e da área de Ponta Figo. 

Como reconhecê-lo: Como o nome diz, é um beija-flor muito grande (um dos maiores do mundo), medindo entre 15-17 cm. É um pássaro de azul e roxo fortes e brilhantes, com um bico longo e curvado e rabo preto e branco. O canto dele é um alto chik chik chik com uma mistura de notas mais suaves e estridentes. 

A população do beija-flor-gigante aparentemente não passa de 1.000 devido ao seu limitado habitat. A espécie é classificada como vulnerável mas não corre risco iminente de desaparecer.    

Olho-branco-pequeno do Príncípe (Zosterops ficedulinus)
   
Imagem do site BirdTheme.org
Onde encontrá-lo: Na ilha de Príncipe, a população desse pássaro se concentra na área central e estima-se que é menor que 1.000 em país todo.
Como reconhecê-lo: O olho-branco-pequeno do Príncipe tem cerca de 12 cm. Ele é verde, amarelo e cinza, com um pequeno círculo branco ao redor do olho. Seu pio é um tipo de ptirrr ptirrr. 
Essa ave é também considerada vulnerável mas sem risco iminente de extinção. 

Fontes:
Para uma lista em português de aves endêmicas a São Tomé e Príncipe, visite página do OboPark: http://www.obopark.com/pt/saotomeprincipe/birdwatching.html    

BirdLife Species Factsheet, BirdLife International: http://www.birdlife.org/datazone/species/search

quarta-feira, julho 13, 2011

A força das mulheres de Timor Leste


Mulheres ativistas no Timor Leste. (Foto: PNUD)

No Timor Leste, o terceiro mais jovem país do mundo, a participação das mulheres cresce na sociedade e no governo.

Apesar de problemas sociais, economicos e políticos que ainda enfrenta, o Timor Leste, em sua primeira década de independência, "fez mais progresso do que muitos em relação à igualdade de gêneros," segundo o governo da Austrália.

Austrália é geograficamente próxima ao país e através de sua agencia de cooperação presta assistência em diversos setores com um grande foco na melhoria das condições sociais e empoderamento das mulheres timorenses.


Uma lei aprovada no Timor Leste em 2006 exige que um entre quatro candidatos escolhidos pelos partidos políticos seja mulher e hoje em dia cerca de 30% dos parlamentares timorenses são mulheres, algo inédito no sudeste asiático, segundo o web site PeaceWomen.org: http://www.peacewomen.org/news_article.php?id=2075&type=news.O envolvimento das mulheres na política e em trabalhos de desenvolvimento comunitário também contribui para isso.
Outro ponto inovador de Timor Leste é que com o apoio da ONU Mulher, foi formada em 2008 uma associação de mulheres políticas de 14 partidos diferentes, a Haforsa Feto Politika Haburas Demokrasia no Unidade.

"Participamos de treinamentos em transformação de liderança e discursos públicos e temos também a cada três meses um diálogo com mulheres parlamentares," diz Mariquita Soares, um dos membros deste grupo.
"Agora estou aprendendo mais sobre política e talvez na próxima eleição, se tiver oportunidade, estarei pronta para entrar para o parlamento."  

Nos últimos quatro anos, mulheres timorenses participaram de mais de 80% de assembleias locais, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Muitas promovem ativamente a participação das mulheres e são a "voz" que destaca suas prioridade nas estratégias de desenvolvimento do país.

O PNUD, junto ao governo do Timor Leste, está por trás da iniciativa de um Programa de Desenvolvimento Local, que visa aumentar a participação comunitária e política da população rural, principalmente das mulheres.  

"Mulheres que moram em pequenas vilas precisam entender que a opinião delas é crucial para planejar e realizar projetos," diz a chefe do programa, Dulce Junior, conhecida pelos colegas como Mana Dulce.

Mana Dulce e seu grupo viaja por todos os distritos de Timor Leste, promovendo treinamentos locais para o empoderamento de mulheres e colaboram em assembleias locais a planejamento de escolas, hospitais, estradas e sistemas de irrigação e saneamento.

A saúde materna também é prioridade na agenda de Mana Dulce que afirma:  "É importante que as mulheres aprendam a importância de buscar cuidados médicos durante a gravidez e o parto. Se mais e mais mulheres procurarem atendimento médico adequado, veremos uma redução da mortalidade materna".

Portugal e Brasil também ajudam com o desenvolvimento e educação no Timor Leste, único país asiático a ter português como língua oficial. Colônia portuguesa por cinco séculos, o Timor Leste foi depois ocupado pela Indonésia e passou por vários conflitos antes de sua independência ser reconhecida internacionalmente em 2002.



"East Timor," Agência Australiana de Desenvolvimento Internacional (AusAID): http://www.ausaid.gov.au/country/country.cfm?CountryId=911
"East Timor: Women Learn the Political Ropes," PeaceWomen.org: http://www.peacewomen.org/news_article.php?id=2075&type=news
"Mana Dulce: Spurring Change in Timor Leste," PNUD: http://www.beta.undp.org/undp/en/home/ourwork/capacitybuilding/successstories/story21.html
"Ponto de Situação em Timor Leste," Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD): http://www.ipad.mne.gov.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=91&Itemid=122"Status of Women in East Timor," AusAID: http://www.youtube.com/watch?v=Zx7nFr2PO9E
"Timor-Leste," CIA World Factbook: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/tt.html

sexta-feira, julho 08, 2011

Lenda do Canta-Galo - São Tomé e Principe

Creator:Arroyo
Information extracted from IPTC
Photo Metadata
 
Conta a lenda que há tempos São Tomé era o refúgio de todos os galos do mundo.

O "cocorococó" na ilha era imenso e ensurdecedor, porque os galos esqueciam-se que não eram os únicos a viver na ilha.

Com o passar do tempo, as outras criaturas começaram a incomodar-se com o modo barulhento das aves.

Um dia, resolveram dar-lhes um ultimato: "Para evitar uma guerra, todos os galos deverim mudar-se para um local afastado em 24 horas. Somente o vencedor poderia ficar no local".
Os galos, seres pacíficos, cantadores e alegres optaram pela paz e por mudarem-se para outro local onde pudessem cantar à vontade.
Escolheram então um guia, o galo maior, mais preto e mais visível dentre eles.

Partiram todos e depois de muito procurarem encontraram um lugar ideal.

Desde então, nunca mais se ouviu os galos cantarem desordenadamente, mas sempre em local e hora determinados.
Fonte da imagem
Os habitantes da ilha designaram esse lugar de Canta Galo. 
Esse local existe ainda hoje e é um distrito na ilha de São Tomé com o mesmo nome.



 
Fonte da imagem  













quarta-feira, julho 06, 2011

O Lado mais belo de África - Parte 2: Pessoas e Culturas

A África tem uma incrível diversidade cultural e um património humano inestimável, fruto da confluência de alguns dos povos e civilizações mais antigas e que receberam diversas influências recebidas de outros países.



Aqui cresceram ou passaram grandes civilizações como os Egípcios dos faraós, os Persas de Alexandre, o Grande, os Gregos, os Romanos e os Muçulmanos que se misturaram com os primeiros habitantes do continente.

Séculos mais tarde, foi a época das colonizações pelas potências europeias como Alemanha, Espanha, França, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha que por sua vez traziam outros povos como os Indianos que foram habitar as colônias inglesas na África.

Cada povo trazia um modo de vida, uma comida, uma crença, um jeito próprio de viver que aos poucos foram se misturando e enraizando com a  África. 

A África exibe muitas cores de pele, religiões e crenças, línguas e dialetos, costumes e tradições que refletem os diferentes povos que habitam suas terras.

Mesmo sendo tão diversa, ainda consegue manter uma integridade comum como a espiritualidade, a música, a comida, o agregado familiar e o  casamento, para citar apenas alguns.

A religião é uma parte muito importante da cultura africana. No centro desta tradição encontra-se a crença num Ser Supremo, conhecido por diferentes nomes e com diferentes representações entre seus vários povos e grupos.
Existe uma profunda reverência e respeito aos antepassados e mais sábios que, mesmo depois da morte, se crêem presentes e ativos nas vidas des seus descendentes.

As crenças traduzem-se em diversos ritos de passagem, especialmente em sacrificios físicos que se tornam eternos vistos nos rostos de muitos, jamais negando sua origem. Assim como a narração de contos e lendas, passadas de geração a geração não deixando ninguém esquecer de sua história, de sua origem, do seu passado.

A religião predominante em Africa é o Islamismo, seguido do Cristianismo, que convivem lado a lado com as religiões tradicionais africanas e em menor escala com o Hinduísmo, o Baha'i e o Judaísmo.



Entre os povos e grupos étnicos africanos destaca-se o povo Maasai, do Quénia e Tanzânia. Povo semi-nómado com uma sociedade patriarcal e moniteísta que acredita num Deus supremo, Engai. Utilizam como línguas o Swahili e o Inglês, embora a sua língua principal seja o Maa.


Os Beduínos, "aqueles que vivem no deserto", predominantemente Árabes e tradicionalmente ligados à criação de camelos.
Característicos de regiões do norte de África, como o Egito ou o Sudão, organizam-se em tribos ou clãs e de acordo com hierarquias de lealdade segundo o parentesco.


Também no Norte de África habita o povo Berbere, muito heterogéneo e falante da língua Berbere, mas também de outras variantes de Árabe ou até mesmo Francês. Predominam hoje, sobretudo, no Egito, Marrocos, Argélia, Líbia, Mali e Nigéria.


Os Tuareg habitam o Norte da África, em particular o Níger, Argélia e a Líbia.
Apelidados pelos Árabes de "abandonados por Deus", devido à sua resistência inicial ao Islamismo, praticam hoje esta religião.
Falam quatro dialetos que distinguem as diferentes etnias dentro do povo Tuareg, sendo o principal o Tamajaq. São conhecidos como guerreiros de reputação feroz, comerciantes (sobretudo de produtos de luxo) e viajantes do deserto do Saara.


Na África do Sul são os Zulu, "povo do Céu", do grupo Bantu, o maior grupo étnico, com mais de 10 milhões de pessoas, embora habitem também no Zimbabwe, Zâmbia e Moçambique. Falam sobretudo o Zulu e são, na sua maioria, cristãos, ainda que mantenham, frequentemente, as suas crenças de culto mais antigas. Os Zulu crêem, por exemplo, que todas as adversidades resultam de algum feitiço, "mau olhado" ou ofensa aos espíritos.

Na Etiópia sobressaem os Amhara, que representam cerca de 30,2% da população total do país.
O Amhara é a primeira língua de cerca de 27 milhões de pessoas.
A religião tem um papel muito importante, predominando o cristianismo embora também exista uma minoria Islâmica (18,1%) e ortodoxa.
Na cultura Amhara, é tradição a mãe e a criança permanecerem em casa durante 40 dias após o nascimento de um rapaz ou 80 dias, caso se trate de uma menina, antes de se realizar o batismo.
Nos casamentos realizados pela igreja não pode existir divórcio.

Os Fulani encontram-se na África Ocidental, espalhados por dez países, entre os quais Níger, Mali e Camarões. São um grupo étnico muito vasto, que inclui vários grupos, e falam primariamente o Fulfulde, assim como Hausa e Tamajaq (de forma menos significativa). Praticam o Islamismo e são, originalmente, um povo nómada ligado ao pastoreio e comércio.
Entre os Fulani, o número de cabeças de gado que uma pessoa possui serve de medida à sua riqueza. São um grupo muito orgulhoso e encontram-se organizados segundo um sistema de quatro castas: nobreza, comerciantes, ferreiros e descendentes de escravos dos Fulani mais abastados. A beleza assume grande relevância para os Fulani, tal como a coragem e ausência de medo.

A comida africana é tão diversificada como os grupos étnicos existentes.
A base dos alimentos são os cereais, frutas e vegetais característicos de cada região e, em alguns locais, leite e carne.

Na África Central, são comuns a mandioca, o amendoim e a banana-da-terra, enquanto que na África Oriental são mais utilizados o milho e a banana verde; as especiarias e a romã (herdadas da cozinha árabe); o caril e as lentilhas (trazidos pelos Ingleses da Índia) e vários frutos e legumes, pimenta e o porco (trazidos pelos Portugueses).

Na Eritreia, Etiópia e Somália são pratos típicos os tsebhis (guisados), servidos com injera (tipo de pão) e hilbet (pasta feita de legumes como lentilhas), assim como o xalwo (espécie de pão doce com especiarias).

Nestes países é comum as pessoas comerem à mesa de um mesmo prato colocado no centro.

No Norte de África são conhecidos os couscous, as especiarias como a canela, gengibre e noz-moscada e uma pastelaria muito particular, à base de açúcar e amêndoa.

No Sul de África a comida é mais heterogénea. Alguns dos pratos e comidas típicas incluem fufu (espécie de massa consistente feita de vegetais como mandioca), arroz Jollof, suya (género de kebab de carne grelhada picante vendido nas ruas), vários tipos de feijão, entre outros.












segunda-feira, julho 04, 2011

O Lado mais belo de África - parte 1

Quais são as primeiras palavras que surgem na sua mente quando pensa em África?
Natureza?
Safaris?
Pobreza?
Vida selvagem?
Beleza?
Diversidade cultural e étnica?
Riqueza histórica?
Conflitos?
O berço do mundo?
Parques naturais?
Paisagens de cortar a respiração?
Diversão?
Aventura?
Guerras?
Mais do que os estereótipos muitas vezes associados a África - a fome, os conflitos, a pobreza, as doenças como a SIDA e a malária, o continente é dos mais naturalmente ricos e belos no planeta.

Vamos conhecer


Esta rodeada pelo Mar Mediterrâneo e o Canal do Suez ao norte e pelo Mar Vermelho no nordeste.
Pelo Oceano Índico ao leste e pelo Oceano Atlântico em toda a sua costa oeste.

A África é constituída por 53 países que, por motivos históricos, geográficos e económicos têm grandes diferenças e disparidades entre si, mas fazem do continente um lugar extremamente rico, misterioso e diversificado.
A linha do Equador divide a África em duas partes: o norte, extenso e o sul, mais estreito onde as águas do oceano Índico encontra-se com o Atlantico.
Quase três quartos da Africa está situada na zona intertropical apresentando por isso, altas temperaturas com pequenas variações anuais.

No entanto, pode-se encontrar clima subártcio nos pontos mais elevados, seco no norte e mediterrânico no extremo norte com temperaturas que tanto podem variar entre as mais elevadas do planeta até mesmo a graus negativos.

Estas variações de temperatura provocam desde longas secas, a grandes precipitações conhecidas como monções.


O contraste do clima contribui para a biodiversidade da África.

As florestas tropicais do Congo e Gabão hospedam milhares de espécies de plantas e animais (alguns únicos no mundo) e fazem destes locais um dos mais bonitos da Terra. 
Estas florestas são capazes de tirar da atmosfera 1,2 bilhões de toneladas de carbono por ano.

Num outro extremo encontram-se os grandes desertos do Saara no norte e Kalahari no sul.
E as dunas da Namíbia.

O Saara é o maior deserto da Terra com uma superficie maior que o Brasil e divide o continente em duas partes, a Africa do norte e a Africa subsaariana.
Sua história é contada pelos inumeros fósseis de dinossauros e civilizações encontrados por ali.
Ainda hoje 2,5 milhões de pessoas vivem no Saara

As planícies e savanas habitat de grandes animais como as girafas, impalas, zebras e os cinco grande: leão, leopardo, elefantes, rinocerontes e búfalos que atraem milhares de pessoas todos os anos em busca de aventura e emoção nos safaris do Quénia, Tanzânia, Africa do Sul e Moçambique.
veja o video: http://vimeo.com/8095183 

As grandes cidades fortemente populadas como Lagos, na Nigéria, Cairo, no Egito, Joanesburgo, na África do Sul entre outras, contrastam com diversas culturas tribais e suas etnias que transpassam os limites geograficos causando, por vezes, divergências e tensões políticas.

As costas e praias paradisíacas de Moçambique, das ilhas Seychelles, África do Sul ou Tunísia fazem inveja a qualquer outro lugar.

O Lago Vitória ou Victoria Nyanza (em Suahili) é o  maior lago do continente africano e o maior lago tropical do mundo. Sua superficie se extende por 3 países: Tanzânia, Uganda e Quênia.
Existem mais de 3000 ilhas no lago Vitória que são um destino popular para turistas.
Mas há ainda os Grandes Lagos Africanos:
 - Lago Niassa entre Moçambique, Malawi e Tanzânia
 - Lago Tanganica entre a República Democrática do Congo, Tanzânia e Burundi
 - Lago Kivu entre Ruanda e a República Democrática do Congo
 - Lago Eduard e Lago albert que separam Uganda da República Democrática do Congo
 - Lago Turkana entre o Quênia e a Etiópia.

Estas são somente alguns pontos de destaque da África.
Um continente que conserva suas raizes mais primitivas convivendo com a modernidade do mundo atual. Onde a pobreza convive com a abundancia.
Um lugar místico, mal conhecido, extremamente mal entendido e estereotipado...

Continua.... na quarta-feira vamos conhecer seus povos....




A África é o terceiro continente mais extenso da Terra com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados e uma área de 20,3% do planeta.
É o segundo continente mais populoso da Terra com
cerca de 1 bilhão de pessoas.