quarta-feira, setembro 21, 2011

SLIDESHOW PASSEIO - Parte VI - Portugal


Portugal, o país mais ao ocidente da Europa, foi um dos maiores navegadores e colonizadores de todos os tempos. O mar continua a fazer grande parte da economia do país, através do enorme consumo e exportação de peixes e do turismo. Também conhecido pelo seu Vinho do Porto e seus calçados, Portugal tem uma economia diversa que inclui a agricultura e a indústria aeronáutica e automobilística. Também tem uma tradição cultural diversa, em termos de danças típicas regionais, instrumentos musicais e folclore.

Hoje é um país desenvolvido com um bom relacionamento com suas antigas colônias, agora todas elas nações independentes, espalhadas pelo mundo afora. Passou a elas a língua portuguesa, influência católica e outras tradições, que se misturaram com costumes de outros povos para criar um grande leque de sotaques, dialetos, festas e músicas diferentes.  As ex-colônias de língua oficial portuguesa são o Brasil, os países africanos de Angola, Cabo Verde, Guiné-BissauMoçambique, e São Tomé e Príncipe e o Timor Leste na Ásia. 

Os cinco primeiros dessa lista já foram destacados aqui neste blog, como parte da nossa série SLIDESHOW PASSEIO. Agora é a vez de darmos uma voltinha pelas paisagens e alguns eventos de saúde pública em Portugal. Assim, juntamos os propósitos de mostrar curiosidades sobre os países e promover a saúde pública, como membros da Organização Mundial da Saúde.

A Rede ePORTUGUÊSe apresenta... um pequeno giro virtual por Portugal!    


Edição e montagem: Ana Ribeiro, Rede ePORTUGUÊSe

sexta-feira, setembro 16, 2011

Quem é a mulher mais bonita do mundo em 2011?

Pela primeira vez, duas representantes de paises de língua portuguesa ocupam o pódio das mais belas mulheres do mundo na
60a cerimônia do concurso Miss Universo realizado também pela primeira vez no Brasil no dia 12 de setembro de 2011.
A angolana Leila Lopes, 25 anos, natural de Benguela, estudante de gestão de empresas e conhecida como "o diamante negro" é a primeira angolana, segunda negra africana e a quarta africana a ganhar o título Miss Universo.

O público aplaudiu a vencedora não só pela sua beleza única e simpatia mas também pela resposta dada aos júris quando questionada sobre o que mudaria em si mesma, disse:

"Estou muito satisfeita do jeito que Deus me fez. Gosto de mim assim. Considero-me uma menina bonita por dentro, tenho meus princípios, meus valores, que adquiri da minha família. Fui muito bem educada e quero ser assim a vida toda".


No final da cerimónia Leila deixou claro o principal objetivo do seu reinado:
"A minha beleza vai ajudar a todos. Vou lutar contra a AIDS, porque este é o principal problema em Angola".


 Priscilla Machado, representante brasileira gaúcha, ficou com o terceiro lugar, sendo que a partir desse anúncio o público brasileiro passou a apoiar Leila Lopes para vencer, num bonito gesto de amizade  para com o país irmão, Angola.

Mas não se pode deixar de mencionar que a portuguesa Laura Gonçalves, ficou entre as 10 mulheres mais bonitas do mundo.

Foi uma noite dos paises de lingua portuguesa.
Confira as cinco finalistas do Miss Universo 2011:
Veja o video:



1ª - Miss Angola, Leila Lopes
2ª - Miss Ucrânia, Olesia Stefanko
3ª – Miss Brasil, Priscila Machado
4ª – Miss Filipinas, Shamcey Supsup
5ª – Miss China, Luo Zillin


quarta-feira, setembro 14, 2011

SLIDESHOW PASSEIO - Parte V - Moçambique

O SLIDESHOW PASSEIO de hoje é sobre Moçambique, na África Oriental Sul. O país divide-se em dez províncias e faz fronteira com seis países: Tanzânia, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, Suazilândia e África do Sul. A República de Moçambique foi primeiro ocupada pelo povo Bantu, assim como pelos Swahili e pelos Árabes. Mas foram os Portugueses que dela fizeram sua colónia e aí estabeleceram importantes postos comerciais, deixando importantes influências e marcas culturais e infraestruturas.

A capital de Moçambique é Maputo e suas paisagens são muitas, desde florestas a montanhas, praias e grandes lagos. Esse "slideshow" é apenas um minúsculo retrato do que é o país, através de fotos em sua maioria tiradas pela Rede ePORTUGUÊSe da Organização Mundial de Saúde. A rede trabalha com Moçambique e os outros países de língual oficial portuguesa para disponibilizar em grande escala informações e materiais de saúde. Nossa série de "slideshows" visa mostrar algumas cenas do âmbito da saúde pública e características dos países. Já mostramos também aqui "slideshows" de Angola, Cabo Verde, Brasil e Guiné-Bissau, pretendendo cobrir todos os oito países de língua portuguesa.

Com vocês agora, Moçambique!


Montagem e edição: Ana Ribeiro, Rede ePORTUGUÊSe

segunda-feira, setembro 12, 2011

Lenda do Céu e Terra Ligados - Timor Leste

Finalizamos hoje a nossa série de lendas, iniciada em março deste ano, após termos apresentado histórias que fazem parte da cultura de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

E é com Timor Leste que encerraremos, homenageando os contadores de histórias, conhecidos neste país por Lia ni'an, os quais mantêm vivas as tradições da ilha.

 
Há anos atrás era fácil ir da terra até ao céu e voltar... Essa ligação ao céu era conseguida subindo uma planta trepadeira de nome calêic, uma das várias plantas trepadeiras existentes em Timor.


Havia uma mulher que costumava subir esta trepadeira para ir buscar lenha. Um dia, a mulher demorou mais tempo que o normal a descer para fúria do seu marido, que decidiu então cortar a trepadeira. A partir desse dia, a ligação entre o céu e a terra foi quebrada, ficando separados para sempre.


 O local exato onde se encontrava a planta calêic continua um enigma.  A população da costa sul timorense acredita que a origem da planta é um lugar chamado Ria-tu, onde existe uma pedra a marcar o local.

Os habitantes de Ramelau acreditam que esta planta se localizava no cume da montanha Daroulau e que a raiz ainda hoje lá se encontra.

No entanto, algumas pessoas defendem que a raiz da planta ainda é visível em Quelicai. Na costa este de Timor, acredita-se que era em Muapitini, distrito de Lautém, que se podiam chegar ao céu.

Desde os cantos de Kianda à receita da sopa de pedra, passando pelo tambor africano, ficam aqui alguns exemplos de histórias que fazem parte da tradição dos oito países de língua portuguesa e que enriquecem a cultura de suas populações.

quarta-feira, setembro 07, 2011

SLIDESHOW PASSEIO - Parte IV - Guiné-Bissau

Depois de passarmos por dois países da África (Angola e Cabo Verde) e pelo Brasil, agora é a vez de voltarmos à África e passearmos por Guiné-Bissau. É parte da série SLIDESHOW PASSEIO, onde pode-se ver personalidades da saúde pública e um pouco das paisagens e povos de cada país de língua oficial portuguesa. A Rede ePORTUGUÊSe da Organização Mundial de Saúde trabalha para melhorar o acesso a recursos e informações de saúde nesses países, especialmente aqueles em desenvolvimento.

República de Guiné-Bissau --situada na África Ocidental e fazendo fronteira com a Guiné e o Senegal -- é um desses países de desenvolvimento que trabalha com nossa rede. A capital é Bissau, que veio dar o nome ao país, de forma a evitar confundir-se com a Guiné. O território encontra-se dividido em oito regiões e uma região autónoma, incluindo também o arquipélago de Bigajós.

O país fez parte do império Mali e foi dos primeiros territórios a serem colonizados por Portugal no século XVI. No entanto, nunca teve uma presença colonizadora forte como outras colónias portuguesas e só 14% da população utiliza o português. As tradições africanas prevaleceram e mantiveram-se aqui praticamente inalteradas pela presença portuguesa até os dias de hoje. As religiões e crenças tradicionais africanas - como o animismo e a veneração dos antepassados - são praticadas por cerca de metade da população, seguidas do Islamismo, praticado por cerca de 2/5 da população.

Vejamos agora um pouco de Guiné-Bissau... 



Montagem e edição: Ester Ribeiro, Rede ePORTUGUÊSe

segunda-feira, setembro 05, 2011

Prevenção da Violência - vamos participar!


Cada ano morrem 1.6 milhões de pessoas vitímas de violência no mundo.
Para tentar reduzir este número a OMS lançou o Relatório Mundial sobre a Violência e a Saúde, em 2002, e em 2004, começou a Campanha Mundial de Prevenção da Violência.

Esta campanha serve como uma principal plataforma de implementação das recomendações do Relatório Mundial sobre a Violência e a Saúde.

Como objetivos, pode-se destacar:

·        Conscientizar sobre o problema da violência
·        Divulgar o papel crucial que a saúde pública pode desempenhar na resolução das suas causas e consequências
·        Incentivar a ação preventiva em todos os níveis da sociedade
·        Reconhecer as realizações da Campanha Global para a Prevenção da Violência.
·        Identificar futuras prioridades na area da violência

A OMS organiza periodicamente reuniões relacionadas com a campanha e este ano, ocorre a quinta sessão e ela realizar-se-á nos dias 6 e 7 de setembro na Cidade do Cabo, na África do Sul. Nesta quinta edição, estarão presentes políticos de alto nível de diversos países envolvidos em programas de vanguarda na prevenção da violência.

Serão feitas apresentações por peritos em prevenção primária da violência interpessoal em geral, em maus tratos às crianças, em violência sexual e em violência juvenil, em particular.

Angola, Brasil e Moçambique estarão presentes na reunião.


Para saber mais sobre a Violência acesse o site: http://www.who.int/violenceprevention/en/ 

sexta-feira, setembro 02, 2011

Conto dos Sete Pares de Sapatos - 2 versões


Conto dos sete pares de sapatos
1ª versão


Conta-se que num reino distante havia um rei que tinha uma filha que estragava sete pares de sapatos todas as noites.

Para desvendar o mistério, o rei prometeu que quem descobrisse o motivo deste fato, teria permissão para casar com a princesa e receberia metade de seu reino.
Mas quem se aventurasse e falhasse em sua missão, seria condenado à morte.

Muitos tentaram sem sucesso…

Um dia, um rapazinho pobre da cidade resolveu tentar a sua sorte e pediu à mãe que lhe fizesse três pães para a viagem. A mãe, muito preocupada, envenenou os pães, pensando: "Prefiro que ele morra no caminho do que seja cruelmente morto pelo rei".\
No caminho, o rapaz encontrou um homem que, faminto, lhe pediu um pão e, em agradecimento, abençoou a sua generosidade. Era Santo António!
Continuando o seu caminho, encontrou mais à frente uma mulher que também lhe pediu um dos seus pães e, em troca, lhe deu uma capa que o tornava invisível. Era a Virgem Maria!
Por fim, quase a chegar ao castelo, encontrou um velho que lhe pediu o último pão e, em retorno, deu-lhe um chicoteEra Deus! 

Chegado ao seu destino, o rei pediu-lhe que dormisse aquela noite no quarto ao lado do da princesa. No entanto, em vez de dormir, o rapaz colocou a capa que o tornava invisível e pé ante pé, entrou no quarto da princesa.

Sem ser visto, viu a princesa tirar seis pares de sapatos do armário e sair, sorrateiramente, do quarto. O rapaz a seguiu pela escadaria abaixo até deixarem o castelo de encontro a um arbusto de ouro.

- Boa noite, arbusto de ouro!! - disse a princesa.
- Boa noite, princesa, e boa noite para o teu amigo! - respondeu o arbusto.
- Eu estou sozinha - disse a princesa e, baixando-se, apanhou uma flor. O rapaz, escondido atrás da capa, fez o mesmo.
A seguir chegou a um arbusto de prata, depois a um de cobre e todas as vezes repetia que estava sozinha. Em cada arbusto, primeiro ela e depois o companheiro invisível apanhavam uma flor.

A princesa saltou então para um cavalo branco e atravessou um rio. O rapaz utilizou seu chicote e chegou à outra margem do rio antes dela. Andaram e chegaram a um palácio cheio de monstros que dançavam pela noite fora!

A princesa dançou uma valsa e gastou o primeiro par de sapatos; depois dançou uma mazurca, uma música escocesa, uma morna, uma contradança, um tango e uma sarabanda até gastar os sete pares de sapatos.

No fim da noite, montou em seu cavalo e retornou ao castelo.

O rapaz utilizou seu chicote uma vez mais e chegou ao castelo antes da princesa. Correu para seu quarto e deitou-se. A princesa espreitou para dentro do quarto, viu o rapaz a dormir e pensou que o seu segredo estava bem guardado.

De manhã, o rei perguntou ao seu hóspede. - "Rapaz, sabes porque minha filha utiliza 7 pares de sapato a cada noite"?

E o rapaz respondeu: - Sim majestade! - E para provar o que dizia mostrou-lhe as flores dos arbustos de ouro, de prata e de cobre.

O rei, atónito, deu-lhe a mão da princesa em casamento. O rapaz, contudo, recusou dizendo que não se casaria com alguém que dança com monstros. No entanto, pediu ao rei metade do seu reino para ele e a mãe pudessem viver com tranquilidade, felizes e sem pobreza para o resto dos seus dias!
 

(Uma história clássica de Cabo Verde, publicada no "Terra do Nunca", ano IV, nº 296)


Conto dos sete pares de sapatos

2ª versão

Num reino de certo país distante, havia uma princesa que gastava sete pares de sapato por noite.
Seu pai, o rei, considerava um absurdo tal gasto. Principalmente pelo fato de que, à noite, a princesa deveria estar dormindo em seu quarto.

Resolvido a esclarecer o mistério, prometeu a mão de sua filha ao homem que descobrisse o que estava ocorrendo. E àqueles que tentassem, mas não tivessem sucesso, a esses o rei prometeu que os mataria.
Joãozinho, um rapaz que vivia correndo o mundo em busca de aventuras, soube do mistério e se propôs a solucioná-lo. Apresentou-se ao rei e pediu para dormir em um quarto próximo ao da princesa.

Quando anoiteceu e todo o castelo parecia dormir, Joãozinho foi olhar pela
fechadura do quarto da princesa. Assim que bateu meia-noite, a princesa
chamou: “Calicote! Calicote!”.

E de dentro do baú guardado sob a cama, Joãozinho viu sair um diabinho que gritava: “É a hora! É a hora, princesa!”.

A princesa pegou seis pares de sapato, colocou-os no baú, vestiu-se e, acompanhada do diabo, subiram a uma carruagem. E antes que partissem, Joãozinho instalou-se na traseira do veículo.

Passaram por terras estranhas, campos de flores de bronze, de prata, de ouro, de diamante. Joãozinho ia apanhando uma flor de cada tipo, como prova da viagem, e guardando-as no bornal. 

Finalmente, chegaram a um palácio iluminado, cheio de criados, músicos e convivas. Primeiro, todos se sentaram à mesa do banquete – e Joãozinho, escondendo-se sob a mesa, pegou alguns ossos de peru que caíam dos pratos.

Quando a música começou a tocar, teve início o baile. A princesa dançava freneticamente. E, a cada dança, estragava um par de sapatos.

Calicote, divertindo-se com tudo, pegava os pares estragados e jogava-os a um canto. Enquanto isso, sem que percebessem, Joãozinho escondia no bornal um pé de cada par destruído.

Quando iam bater duas horas, a princesa disse: “Calicote! É a hora!”. “Sim, princesa! Partamos!”, respondeu o demônio.
E voltaram pelo mesmo caminho. Chegando ao palácio, o diabinho retornou ao baú, que foi escondido sob a cama, e a princesa dormiu.

Assim que amanheceu, Joãozinho apresentou-se diante do rei e disse ter a solução do mistério.
Pediu ao soberano que providenciasse um banquete com a presença do bispo e da princesa. Iniciado o banquete, Joãozinho aguardou a hora da sobremesa.

Nesse momento, levantou-se e disse: “Há nos jardins deste castelo flores de bronze, de prata, de ouro e de diamante?” – e ia retirando do bornal cada exemplar colhido durante a viagem. “Alguém comeu peru no jantar de ontem neste castelo?” – e mostrou os ossos que catara sob a mesa.

A princesa ia ficando cada vez mais pálida, até que Joãozinho mostrou os sapatos que trouxera, fazendo-a desmaiar. Então, correu até o quarto e voltou de lá com o baú. “Senhor bispo, por favor, benza este baú”, disse o herói. Assim que o bispo fez o que Joãozinho pedira, o baú deu um estouro, espalhando pelo ar um insuportável cheiro de enxofre.

Nisso, a princesa voltou a si e exclamou, cheia de alegria: “Graças a Deus estou livre!”. Joãozinho acabara de libertar a princesa do feitiço que certa bruxa, invejosa de sua beleza, lhe colocara quando ainda era menina.

O rei, cumprindo a promessa, casou a princesa com Joãozinho – e eles foram felizes para sempre.



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