segunda-feira, outubro 10, 2011

10 de Outubro: Dia Mundial da Saúde Mental

Segundo a OMS, saúde mental é um estado de bem-estar em que o indivíduo tem percepção do seu potencial, consegue lidar com o stress do dia-a-dia, trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade.

Milhões de pessoas em todo mundo são afetadas por desordens mentais, neurológicas e comportamentais, que podem causar um imenso sofrimento, isolamento social, dimuição da qualidade de vida e até aumento da mortalidade.

Segundo ao OMS mais de 154 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, 91 milhões de pessoas são afetadas pelo abuso de álcool e 15 milhões pelo abuso de drogas.

Um relatório publicado recentemente demonstrou que 50 milhões de pessoas sofrem de epilepsia e 24 milhões de Alzheimer e outras demências.

Estima-se ainda que cerca de 900 000 pessoas cometam suicídio todos os anos.

Um em cada quatro pacientes que se dirigem aos serviços de saúde têm pelo menos uma doença mental, neurológica ou comportamental.

A maioria das desordens não são diagnosticadas ou tratadas. Muitas vezes devido ao estigma e à falta de informação em relação à doença mental.

O tratamento medicamentoso tem um papel fundamental para o controle das doenças mentais, mas a alimentação, exercício físico regular e o sono tem importancia fundamental na prevenção e tratamento das doenças mentais.

Um estudo publicado a 6 de Outubro de 2011 no Journal Watch General Medicine demonstrou que o risco de depressão em mulheres que bebem quatro ou mais xícaras de café por dia diminui em 20% se comparado com mulheres que bebem 1 ou menos xícaras de café por dia.

Como se sabe, a depressão é a doença mental que afeta um maior número de pessoas em todo mundo, sendo prevalente nas mulheres.
Este estudo poderá ser então uma importante ferramenta de prevenção da depressão.

A maioria dos países em vias de desenvolvimento gasta menos de 1% de sua despesa total com a saúde,  com a saúde mental.
A política e legislação da saúde mental, bem como o tratamento  dos doentes deveriam ser consideradas prioridades para os países. Nos últimos anos, a OMS tem intensificado os apelos aos países para aumentarem o apoio aos serviços de saúde mental.


Veja a  mensagem do Diretor Regional para a Africa, Dr. Luis Gomes Sambo sobre o Dia Mundial da Saúde Mental
http://cspace.eportuguese.org/tiki-read_article.php?articleId=1231



sexta-feira, outubro 07, 2011

O mito dos Medicamentos Genéricos

   Você sabe o que é um medicamento genérico?

Os medicamentos genéricos são cada vez mais prescritos em todas as partes do mundo como alternativas igualmente eficazes e a preço mais accessível quando comparados com os medicamentos de laboratórios comerciais.


O que é afinal um medicamento genérico?
É um medicamento com a mesma composição tanto em sua qualidade quanto na quantidade da substância ativa do medicamento produzido por um laboratório comercial.
Da mesma forma, o medicamento genérico tem a mesma forma e tem a mesma indicação terapêutica que o medicamento produzido por um laboratório comercial.

Existem diferenças entre um medicamento genérico e um medicamento de referência?
Como dissemos acima, os medicamentos genéricos contêm o mesmo princípio ativo que os medicamentos produzidos pelos laboratórios comerciais. Isso quer dizer que os medicamentos genéricos atuam da mesma maneira no organismo.
Os genéricos podem no entanto, conter princípios não ativos diferentes tais como: corantes, açúcares, amidos,etc. Podem também distinguir-se em termos de tamanho, cor ou forma, mas nenhuma destas diferenças altera seu efeito terapêutico.
Os medicamentos genéricos podem em alguns casos possuir uma pequena alteração na sua estrutura química, no entanto isso não altera sua equivalência terapêutica.
Os medicamentos genéricos são realmente eficazes?
Um estudo de bioequivalência de 2008 avaliou 38 trabalhos científicos de ensaios clínicos publicados comparando medicamentos de laboratórios comerciais para o sistema cardiovascular com os equivalentes genéricos disponíveis. O estudo constatou que não existem diferenças significativas entre os dois. Isso quer dizer que os medicamentos genéricos são tão eficazes quanto os medicamentos de laboratórios comerciais.
Como identificar um medicamento genérico?
Os genéricos possuem obrigatoriamente uma identificação na embalagem exterior.
Esta identificação pode ser a sigla MG (Medicamento Genérico), como em Portugal ou podem diferenciar-se por um destaque colorido no rótulo, como é o caso do Brasil.

Todos os medicamentos possuem similares genéricos?
Não! Nem todos os medicamentos possuem similares genéricos. No entanto, os pacientes podem sempre perguntar ao médico ou ao farmacéutico sobre a existência de medicamentos genéricos similares aos que lhes foram prescritos.

Porque então não se utiliza somente os medicamentos genéricos?
A maioria dos medicamentos de referência possui uma patente que dura 20 anos. Durante este período não se pode produzir um medicamento genérico com a mesma composição do medicamento de referência. Por isso, muito medicamento novos no mercado não possuem equivalente genérico.

No entanto, alguns pacientes e alguns médicos por diversas razões optam por não utilizar o medicamento genérico. O médico e o paciente devem discutir suas opções e chegarem a opção mais adequada a cada caso.

Como é feita a prescrição do genérico?
O médico conhecendo o princípio ativo de um medicamento pode prescrever seu similar genérico mantendo a dosagem e forma farmacêutica necessária.

Os genéricos são realmente mais baratos que os medicamentos de referência?
Sim. Em regra, estes medicamentos custam ente 20 a 90% menos que os medicamentos de referência. Esta competitividade gerada pela indústria de genéricos incentiva a indústria farmacêutica a reduzir o preço do medicamento de referência.


O genéricos garantem aos doentes o acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade, permitindo aos Sistemas de Saúde dos países poupar verbas extremamente necessárias que permitam aos governos financiar tratamentos com medicamentos inovadores. No caso da União Europeia, por exemplo, os genéricos permitem poupanças aos Sistemas de Saúde na ordem dos 20 mil milhões de euros anuais.

 A concorrência gerada pelos medicamentos genéricos funciona também como um estímulo para a indústria farmacêutica passar a centrar-se na investigação de novas terapêuticas.

Com base nas respostas econtradas, conclui-se então que pode adquirir-se medicamentos genéricos com a mesma qualidade do medicamento original que detinha a patente, a um preço mais baixo. 
Qualquer dúvida que possa surgir em relação ao uso de medicamentos genéricos o doente deverá sempre informar-se junto do seu médico e/ou farmacêutico.

Bibliografia:


quarta-feira, outubro 05, 2011

SLIDESHOW PASSEIO - Parte VIII - Timor Leste

Timor Leste é um dos mais jovens países independentes do mundo. O país do sudeste da Ásia foi disputado por outras nações por muito tempo: Foi colônia de Portugal por quatro séculos; passou pelas mãos dos holandeses e japoneses e voltou para as mãos dos portugueses; e, em 1975, ganhou e perdeu a independência dentro de nove dias ao ser invadido pela Indonésia. Travou-se uma longa luta, até que Timor Leste teve a independência internacionalmente declarada em 2002.

Hoje, o país reconstrói a economia e começa a melhor aproveitar seus recursos de petróleo e gás natural. Como outras ex-colônias de Portugal, o país herdou o catolicismo (98% da população, até mais do que os outros) e a língua portuguesa (língua oficial junto com a língua Tetum). Mas existem outras 15 línguas indígenas ainda faladas pelo povo. 

O último país no alfabeto entre os oito países de língua oficial portuguesa também é o último da nossa série SLIDESHOW PASSEIO, que começamos no mês de agosto. Também passamos por Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Mostramos um pouquinho das paisagens, povo, cultura e saúde pública de cada país. Aqui fazemos o mesmo com Timor Leste.  ´

A Rede ePORTUGUÊSe da Organização Mundial da Saúde tem o propósito de melhorar a distribuição de materiais e informações de saúde para e entre os países de língua portuguesa, no nosso idioma. Ao visitar os países e interagir com seus representantes no âmbito da saúde pública, tiramos fotos que colocamos na série SLIDESHOW PASSEIO, junto com outras que encontramos no mundo virtual. Espero que tenham aproveitado!

Mas antes de nos despedirmos dessa série (com planos de outros "slideshows" no futuro), queríamos que viessem passear um pouco (virtualmente) por Timor Leste. Vejam abaixo:     



Montagem e edição: Ana Ribeiro, Rede ePORTUGUÊSe

segunda-feira, outubro 03, 2011

Em busca de um genocida medieval

O século XIV foi um período sombrio para o continente europeu: surtos de fome assolavam a população, acirrando os conflitos sociais entre servos e senhores, vidas e recursos eram sacrificados na Guerra dos Cem Anos e o feudalismo mostrava francos sinais de decadência.
Na Inglaterra, folhas amareladas anunciavam o início do outono de 1348 e a chegada de uma das maiores pandemias já vividas pela humanidade. Trazida desde a China por comerciantes que cruzavam a Rota da Seda, a Peste Negra entra pelo continente europeu através da região da Criméia.
Também conhecida como "Peste Bubônica" ou "Grande Peste", essa enfermidade infecciosa era transmitida através de pulgas de roedores. O quadro clínico - febre, inchaço dos linfonodos e dores corporais - era devastador e, em 1/3 dos casos, fatal. Estudiosos estimam que, entre 1347 e 1351, 30 a 70% da  população europeia foi dizimada pela enfermidade, espalhando o pânico e o terror pelo Velho Continente. Para a religiosa mentalidade feudal, a epidemia era uma manifestação da fúria divina, uma inquestionável anunciação do apocalipse.
        Mas qual foi verdadeiro responsável pela Peste Negra? A resposta foi encontrada em um cemitério londrino. Um grupo de pesquisadores da Alemanha e Canadá debruçaram-se sobre as ossadas de vítimas da peste, enterradas no cemitério de "East Smithfield", em busca de evidências genéticas que revelassem o agente causador da doença. Parte do DNA da bactéria Yersinia pestis foi reconstituída a partir das células das vítimas da doença, revelando-a como o patógeno da Grande Peste.
        A comunidade científica já acreditava ser essa a bactéria causadora da Peste Bubônica, mas uma série de incertezas cercavam essa hipótese. Após a grande epidemia do século XIV, a  peste continuou a rondar a Europa e causar eventuais surtos da doença até meados do século XIX, quando finalmente abandonou o continente europeu. Desde então, surtos isolados foram registrados, porém os casos modernos da doença são muito mais amenos e menos mortais.
       Nas últimas décadas, ocorreu uma re-emergência da forma não bubônica da doença, principalmente em países asiáticos e africanos. Entre 2004 e 2008, 11 000 casos foram notificados, resultando em 700 mortes. O quadro clínico assemelha-se aos sintomas experenciados pela população europeia na Idade Média, porém em menor intensidade. Antibióticos são eficazes para o tratamento; entretanto, a dificuldade e a demora no diagnóstico podem levar parte dos doentes a evoluir para a morte.
        A pesquisa, publicada na Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados de Unidos, mostrou que a Peste moderna e da Peste Bubônica são causadas por variantes da mesma bactéria. É importante frisar que, apesar de se tratar do mesmo patôgeno, tratam-se de duas enfermidades diferentes. A pesquisa, realizada por uma equipe de pesquisadores supervisionada por Hendrik N. Poinar (Universidade McMaster) e Johannes Krause (Universidade de Tübingen), também representou um importante avanço nas técnicas empregadas no isolamento e reconstrução de fragmentos de DNA de microorganismos, entretanto não conseguiu estabelecer as diferenças entre as duas variantes da Y. pestis, o que explicaria porque as variantes do agente se tornaram menos agressivas ao longo dos séculos. Para responder a essa questão, faz-se necessário analisar maiores porções do DNA da bactéria:  "Nós precisaríamos reconstruir o Genoma completo da bactéria" - diz Hendrik Poinar, geneticista que trabalhou na presente pesquisa - "e isso é um trabalho para o futuro".


sexta-feira, setembro 30, 2011

Mosquito estéril?

A malária é uma das doenças mais prevalentes no mundo e de acordo com a Organização Mundial da Saúde atinge cerca de 3.3 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial. A cada ano são registrados cerca de 250 milhões de novos casos e quase 1 milhão de mortes e a população dos países de menor desenvolvimento, são as mais vulneráveis.
Cientistas ingleses afirmam que conseguiram modificar geneticamente os mosquitos Anopheles, transmissores da malária, tornando-os estéreis e desta forma impossibilitados de reproduzir.

sem mosquito - sem malária!

De acordo com pesquisadores foram criados 100 tipos de machos estéreis, através da injeção de uma proteína nos ovos dos mosquitos que, por sua vez, alteram o desenvolvimento dos testículos dos machos sem comprometer suas funções sexuais.
As fêmeas depois de acasalar poriam ovos não fertilizados.
 
Cerca de 90% das mortes ocorrem em Africa e 92% ocorrem em crianças menores de cinco anos de idade. Estima-se que uma criança tenha, em média, entre 1 a 5 episódios de malária a cada ano e a cada 30 segundos, uma criança morre de malária.
 
Este é um momento importante em que a engenharia genética poderá contribuir para acabar com um dos grandes flagelos do mundo.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Direto de São Tomé e Príncipe

Os pontos focais da rede BVS ePORTUGUÊSe participam entre os dias 25 a 29 de setembro de 2011 da III Reunião da Rede BVS ePORTUGUÊSe em São Tomé e Príncipe.

Esta é uma oportunidade para que os participantes dos oito países de língua portuguesa possam trocar experiências, discutir a situação das suas Bibliotecas Virtuais em Saúde (BVS) e definir um planejamento para o futuro.






 Além disso, tem-se discutido temas estratégicos para o desenvolvimento da gestão da informação, tais como gestão de bibliotecas e desenvolvimento de coleções, cooperação sul-sul e ensino à distância.





 

São Tomé e Príncipe foi o primeiro país a receber treinamento para a criação da sua BVS em julho de 2008 e agora é o anfitrião da III Reunião de Coordenação da rede. A rede ePORTUGUÊSe coletou os depoimentos de alguns dos colegas que tornaram possível a realização desta reunião.






“Acredito que com o surgimento da Rede BVS ePORTUGUÊSe muito mudou no que concerne a disponibilidade de informação variada em saúde importante para o desenvolvimento dos trabalhos de cada profissional de saúde que pretende melhorar os seus conhecimentos em benefício da população. A BVS não é somente uma rede de informação, ela passou a ser uma ferramenta  de trabalho de cada técnico de saúde” 
Leonel Carvalho, funcionário do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe e ponto focal da rede ePORTUGUÊSe
  



“Uma maior  interação entre os profissionais de saúde de língua portuguesa é uma das finalidades da rede ePORTUGUÊSe e das suas ferramentas. Para que esta interação seja efectiva, os pontos focais ePORTUGUÊSe terão que ser proactivos na multiplicação de iniciativas de promoção da rede e de interação entre as partes, partilhando entre eles os progressos, os desafios e as perpectivas. Esta interração é tanto mais importante quando sabemos que existem paises em estados diferentes de implementação das suas acções, com uma larga experiência a partilhar no processos de desenvolvimento das BVS nacionais.” 
Claudina Cruz, funcionária do Escritório de Representação da Organização Mundial da Saúde de São Tomé e Príncipe e ponto focal da rede ePORTUGUÊSe



A próxima reunião de coordenação da rede ePORTUGUÊSe ocorrerá daqui a dois anos. Ainda segundo a Dra Claudina Cruz "estas reuniões são importantes para avaliar os progressos  alcançados e delinear ações futuras. As recomendações deveriam ser traduzidas em roteiros (road map), com indicadores que permitam seguir a implementação das mesmas".

 
Confira no You Tube o vídeo produzido pela rede ePORTUGUÊSe, que foi apresentado durante a Reunião: http://www.youtube.com/watch?v=5kuiA9ygOCU

quarta-feira, setembro 28, 2011

SLIDESHOW PASSEIO - Parte VII - São Tomé e Príncipe

Depois de passarmos por quase todos os países de língua oficial portuguesa (Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal), damos uma volta fotográfica aqui por São Tome e Príncipe

Composto de pequenas ilhas na África Central, São Tomé e Príncipe é um dos menores países da África. Como Cabo Verde, o país era inabitado quando foi descoberto pelos portugueses no fim do século XV e tornou-se independente em 1975. A população de São Tome e Príncipe é de 179.506, segundo o site da CIA. A maioria do povo é Forro, uma mistura de Africanos com Europeus, e Angolar, descendentes de ex-escravos Angolanos. Os ritmos mais conhecidos do país são ússua, socopé e dexâ e a cultura portuguesa continua a ter grande influência, junto com a africana.

Durante décadas conhecido como o maior produtor de cacau, sob a exploração portuguesa, São Tome e Príncipe ficou altamente dependente da indústria de cacau mesmo após a independência. Mas a situação começou a mudar com o investimento no turismo e a descoberta de petróleo em suas águas territoriais no Golfo da Guiné.

Com vocês um pouco das artes e paisagens locais e o trabalho da ePORTUGUÊSe e parceiros em São Tomé e Príncipe, através de Bibliotecas Azuis e recursos de saúde pública.


Edição e montagem: Ana Ribeiro, Rede ePORTUGUÊSe