sexta-feira, novembro 11, 2011

A Revolução Laranja!

A deficiência em vitamina A é a causa número um de cegueira na infância. Estima-se que, todos os anos, cerca de 670,000 crianças em todo o mundo morram na sequência da carência de vitamina A e que 350,000 percam a visão.
Uma forma que, governos e organizações não-governamentais encontraram para fazer frente a este problema, consiste na suplementação com vitamina A de crianças e mães imediatamente após o parto.
A suplementação com vitamina A é considerada a intervenção mais custo-efetiva para combater o problema.
O gasto associado, tendo em conta a importância dos resultados obtidos, é incrivelmente baixo – 1$ por criança por ano representa o custo total do programa de suplementação!
A falta de vitamina A tem, igualmente, implicações no comprometimento do sistema imunológico aumentando  o risco de contrair malária, sarampo e diarreia.

quarta-feira, novembro 09, 2011

Medicamentos Essenciais

Desde 1897, ano em que a indústria farmacêutica apresentou o primeiro medicamento sintético - o ácido acetilsalicílico ou aspirina - o mundo tem presenciado uma verdadeira revolução e expansão da indústria farmacológica.

Quando o primeiro antibiótico - a penicilina - foi desenvolvido em 1941 nunca se imaginou que esta industria teria uma evolução tão fulminante e que possibilitaria um enorme avanço na medicina moderna sendo um dos grandes contribuíntes da diminuição da mortalidade da população.

Em 1940, a população mundial eram em torno de 2,2 bilhões de pessoas e em 1980 havia duplicado e o mundo contava 4,4 bilhões de habitantes.
Com a evolução da industria farmaceutica, hoje em dia é possivel ter acesso a medicamentos cada vez mais eficazes e seguros para uma enorme gama de doenças tais como o câncer, a diabetes, doenças cardíacas, doenças infecciosas como a  tuberculose ou a AIDS, doenças mentais entre muitas outras.

Não obstante a influência que os novos medicamentos tiveram no aumento da expectativa de vida ao nascer e na melhoria da qualidade de vida das pessoas, este avanço veio acompanhado de um enorme impacto econômico e financeiro para os sistemas de saúde assim como para os indivíduos de uma forma geral.
Hoje, as despesas com medicamentos representam entre 25 a 66% dos gastos totais com a saúde nos países em desenvolvimento, sendo uma das grandes causas do empobrecimento familiar.

Foi neste contexto que, em 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou a primeira Lista Modelo de Medicamentos Essenciais - Model List of Essencial Drugs - , identificando 208 substâncias que,  em conjunto, proporcionam um tratamento seguro, eficaz e custo-efectivo para a maioria das doenças transmissíveis e não transmissíveis.

Um medicamento essencial é aquele passível de satifazer as necessidades prioritárias da população.

O objetivo principal desta lista que é individual a cada país ou mesmo região é a disponibilização de um conjunto de medicamentos capazes de suprir as necessidades locais em matéria de medicamentos a um custo mais acessível.

Por exemplo, as doenças prevalentes em Portugal e as doenças prevalentes em Moçambique, são distintas o que leva a cada um destes países a ter uma lista de medicamentos essenciais também distinta.

Por definição, os medicamentos essenciais devem estar disponíveis e em quantidades adequadas e nas formas farmacêuticas apropriadas- comprimidos, xaropes ou supositórios - com qualidade e a um preço acessível pelo indivíduo e pela sociedade.

A identificação de uma lista de medicamentos essenciais para os cuidados de saúde de uma população específica, pode ajudar os países a estabelecerem prioridades na compra e distribuição dos medicamentos reduzindo, consequentemente, os custos com os sistemas de saúde.

Trata-se, então, de uma das áreas de intervenção mais custo-efetivas do sistema de saúde de cada país.

De fato, a Lista Modelo da OMS serve de base para a elaboração de outras listas a nível nacional.
Organizações internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, assim como organizações não governamentais adotaram o conceito de medicamento essencial, baseando o seu fornecimento de medicamentos na Lista Modelo da OMS.

A própria OMS fornece suporte técnico aos países para a adoção e implementação da Lista Modelo.

O conceito de medicamento essencial não é definitivo e esta lista, elaborada por um comité de especialistas, é atualizada a cada dois anos; desta atualização pode resultar a inclusão ou exclusão de alguns medicamentos.

Este ano foi elaborada a 17a lista, com mais de 350 medicamentos, que pode ser consultada aqui:

http://whqlibdoc.who.int/hq/2011/a95053_eng.pdf

Para ajudar na utilização efetiva da Lista Modelo, foi elaborado um Formulário Modelo - WHO Model Formulary - onde consta informação independente sobre os medicamentos essenciais destinada a prescritores e decisores políticos.

Fonte:
http://www.who.int/topics/essential_medicines/en/index.html




segunda-feira, novembro 07, 2011

“O Último Segredo”

O Último Segredo, um romance com 209 páginas será lançado em Luanda no dia 25 de novembro.

Esta é a terceira obra literária, do autor, Tazuary Nkleita mais conhecido como o jornalista José Soares Caetano, que além de trabalhar para o Escritório de Representação da OMS em Angola é também um dos pontos focais da rede ePORTUGUÊSe no país.

Seus romances anteriores são:
A Voz do Dibengo e a A Minha Pulseira de Ouro.

 Ao escrever O Último Segredo José Caetano teve a intenção de partilhar seus 36 anos de jornalismo e pleitear sua admissão como membro da União de Escritores Angolanos (UEA).

Neste livro, José Caetano entra na intimidade de uma família, espelhando o dia a dia dos angolanos e as diferenças entre os segredos da vida pública e da vida privada.

Ao longo da história, a mulher (Yianda Dibaia) vai mostrar que está farta dos mistérios do marido, (Tulu Dibaia) uma notável figura pública, e combina com as crianças para que obriguem o pai a revelar O Último Segredo à família.

Mas para saber mais, leia o livro!!!!


sexta-feira, novembro 04, 2011

José Paranaguá de Santana e o Programa de Cooperação Internacional em Saúde

O Dr. José Paranaguá de Santana é natural do estado do Piuaí no Brasil,  é médico formado pela Universidade de Brasília, onde também cursou Residência em Medicina Comunitária e Mestrado em Medicina Tropical.
Há vários anos trabalha para a Organização Pan Americana da Saúde no Brasil como consultor de recursos humanos em saúde.

É um grande defensor das políticas públicas de saúde em seu país e tem atuado na promoção da Cooperação Internacional, especialmente nos últimos anos, quando assumiu a coordenação do Programa de Cooperação Internacional em Saúde entre o Ministério da Saúde do Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da saúde (OMS).

O QUE É O PROGRAMA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM SAÚDE (TC 41)?
 
JPS: O TC 41 é uma associação virtuosa da cooperação internacional promovida pela OPAS/OMS com forte apoio do governo brasileiro. É um programa de fortalecimento da cooperação internacional do Brasil, criado há seis anos, com a função de potencializar iniciativas promovidas pela Organização, no que se chama de cooperação técnica entre países, com recursos que são próprios da Organização e também recursos doados pelo governo brasileiro para essa finalidade. Isto porque o país tem interesse de intensificar a cooperação que ele realiza a países que tem situações socioeconômicas parecidas com a nossa e que não dispõem das condições que acumulamos com a implantação do SUS, desenvolvimento de tecnologia assistencial, tecnologia gerencial, educacional e de integração ensino-serviço. Sem falar na forte base de desenvolvimento científico e tecnológico que o Brasil dispõe e a indústria, que está sendo mobilizada para incorporar inovações desse processo de desenvolvimento aos sistemas e serviços de saúde. Então é uma posição de solidariedade internacional do Brasil, que tem o objetivo claro de fortalecer o sistema das Nações Unidas. Esse termo de cooperação foi assinado há seis anos e está voltado para duas regiões de interesse prioritário do país, que também são de interessem para a OPAS/OMS, que são:  a  América do Sul e a África, particularmente os países de língua portuguesa.

Nesse sentido, como senhor vê  o papel da Rede ePORTUGUESe como promotora de sinergias entre esses países?
JPS: Este programa da OMS foi estabelecido com vistas a apoiar especialmente os países africanos de língua portuguesa que têm condições mais difíceis de acesso à documentação, literatura e instrumentos científicos. É por isso que a representação da OPAS/OMS no Brasil, junto com o Ministério da Saúde, tem colaborado com a Rede de forma que os produtos e textos de orientação técnicos sejam produzidos em número suficiente para serem disponibilizados para distribuição das Bibliotecas Azuis.

As Bibliotecas Azuis são muito requisitadas na África pois a informatização ainda é lenta e cara. Como a OPAS Brasil pode colaborar mais?
JPS: Acredito que já temos colaborado bastante à medida que procuramos fazer com que os manuais técnicos tenham uma cota para doação aos países de língua portuguesa. Mas acho que é possível intensificar essa negociação junto ao Ministério da Saúde, de forma a ampliar o número de exemplares e reeditar manuais que ainda não estejam no acervo das Bibliotecas Azuis. Fora isso, creio que possamos estimular uma ampliação da comunicação via internet, usando os recursos úteis da informação científica veiculada nas Bibliotecas Virtuais de Saúde.

Considerando que as regiões da OMS foram criadas para aumentar a participação da OMS nos países da região, como você vê a colaboração entre PAHO, AFRO e HQ?
JPS: As regiões da OMS de fato têm cumprido seu papel, entretanto, para que elas possam desempenhá-lo de forma mais eficaz, a comunicação entre as representações de países deveria funcionar de forma mais ágil e direta, tanto dentro da região quanto  entre países de outras regiões. Eu cito como exemplo a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), que é uma instituição fortemente ligada ao TC 41. Ela tem diversos projetos que são desenvolvidos em vários países. Se não tivermos agilidade de acompanharmos a FIOCRUZ nos seus relacionamentos com instituições de países africanos, nós vamos perder oportunidades de sermos protagonistas nessa cooperação, que precisa ser mais ágil e direta.

Considerando que o Brasil desponta como um dos grandes países colaboradores, como ele pode influenciar a saúde global no mundo de hoje?
JPS:  Essa é uma constatação diante da reconhecida liderança que tem-se observado na posição do Brasil no contexto internacional que, nas últimas 4 décadas, tem evoluído de uma posição modesta do ponto de vista prático nas Relações Internacionais, para um protagonismo cada vez mais evidente. Isso não acontece só na saúde mas no âmbito geral da diplomacia. O Brasil tem uma acumulação em saúde pública no campo da pesquisa, do ensino e desenvolvimento de novas tecnologias que é muito avançada para um país no hemisfério Sul.  O conhecimento do Brasil no campo das Ciências das Saúde juntamente com a política adotada pelos últimos governos federais de aumentar o financiamento na cooperação externa, da uma posição muito evidente para o Brasil nesse campo. E isso traz reflexos expressivos para a representação da OPAS/OMS no Brasil. Há 6 anos a participação da Organização no Brasil era pequena no campo da cooperação Internacional mas hoje a OPAS/OMS Brasil está mudando o seu perfil se transformando num ponto de apoio de colaboração e fortalecimento das relações com países.

Foi nesse contexto que foi criado o Núcleo de Estudos de Bioética e Diplomacia em Saúde (NETHIS)?
JPS: O projeto de criação  de um núcleo de estudos sobre bioética e diplomacia faz parte de uma das bases do tripé que constitui a estrutura programática do TC 41, que é o fortalecimento da capacidade nacional para a cooperação internacional. O Brasil tem larga experiência de desenvolvimento na área da saúde, fortalecido pela implantação do SUS, só que tem uma experiência relativamente pequena de cooperação internacional  organizada, sistemática e que obedeça a critérios e parâmetros próprios das Relações Internacionais. Então, esse esforço de qualificar as instituições nacionais e seus quadros técnicos com a capacidade de lidar com as relações internacionais no campo da saúde e fazer cooperação técnica internacional é um esforço que está sendo feito em várias instituições brasileiras. Por isso, o NETHIS que tem como um dos objetivos cooperar com os países africanos e com os da América Latina nesse campo, na regulação ética, das políticas de saúde, pesquisa com seres humanos, alocação de recursos, ou seja, tudo aquilo que está na carta de fundação das Nações Unidas e da própria OMS, que é assegurar a saúde como direito fundamental do homem.

O portal do NETHIS pode ser acessado aqui: http://www.bioeticaediplomacia.org/

quarta-feira, novembro 02, 2011

Trick or Treating

Ir de casa em casa vestido de bruxa ou outros personagens de filmes de horror tem sido uma tradição popular do dia 31 de outubro, ou como é mais conhecido, Dia das bruxas por mais de 100 anos em diversos países.

Mas você sabe a origem deste ritual?
O Halloween ou dia das Bruxas tem suas raízes na era pré cristã, mais precisamente no festival celta SAMHAIN que comemorava-se no dia 31 de outubro.

Os celtas viveram há mais de 2000 anos no que chamamos hoje de Irlanda, outras partes da Inglaterra e França.

Eles acreditavam que os mortos retornavam à terra no dia do SAMHAIN. Neste dia, as pessoas se reuniam em torno de fogueiras, oferecer sacrifícios e homenagear os entes falecidos.

Durante algumas destas celebrações as pessoas se fantasiavam com roupas feitas de peles de animais para afugentar os visitantes “fantasmas”. Grandes banquetes eram preparados e deixados como oferta fora das casas,com o intuito de aplacar os espiritos indesejaveis.

Séculos mais tarde, as pessoas passaram a vestir-se como fantasmas, demônios e outras criaturas “do outro mundo” realizando travessuras para elas mesmas comerem as iguarias deixadas nas portas das casas.


Este costume, conhecido como DISFARCE vem desde à idade média e foi passado de geração a geração e hoje é conhecido como “Trick or Treating”.

Hoje pode-se escolher que o seu visitante realize uma brincadeira "trick" ou senão você pode lhes ofertar uma prenda “treat”.

Mais tarde, por volta do século IX, o cristianismo já havia se espalhado por quase toda a Europa e gradualmente os rituais pagãos foram se misturando aos novos rituais da Igreaja católica.

No ano 1000, a igreja designou o dia 02 de novembro como Dia de Finados, um momento para homenagear os mortos.

As celebrações deste dia pareciam muito com o antigo ritual SAMHAIN onde as pessoas mais pobres visitavam as famílias mais ricas para receber bolos chamados de “bolo das almas” em troca de uma promessa de rezar pelas almas dos parentes falecidos. Mais tarde esta prática foi pouco a pouco passado às crianças que iam de porta em porta pedindo pequenos presentes, comida, dinheiro ou prendas.

segunda-feira, outubro 31, 2011

31 de outubro - Dia do Saci

Lenda do Saci

No Brasil, quem não conhece o Saci?
O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro.
Sua lenda provavelmente originou-se das tribos Tupi Guarani no sul do Brasil. No começo era retratado como um "curumim" endiabrado de cor morena, duas pernas e um rabo típico.
Mas durante o período de colonização portuguesa, o Saci transformou-se com a influência da cultura africana.
Tornou-se um negrinho, perdeu uma perna num luta de capoeira, ganhou um cachimbo e um gorro vermelho, mas continuou sapeca e brincalhão.
Aliás, a principal característica do Saci é a travessura. Ele se diverte com os animais e pessoas e sendo muito moleque, acaba causando diversos transtornos como esconder objetos, queimar a comida, emitir ruídos e assustar bois e cavalos no pasto.
Você já viu cavalos a relinchar e galopar desabaladamente no pasto durante a noite?
Pois é... Há quem diga que é feito do Saci, para se divertir e também assustar. Ele pode até cavalgar, dando nós e fazendo tranças na crina dos cavalos.
E dizem que seu gorro tem poderem mágicos que o fazem desaparecer na forma de um corrupio de vento, sempre que entra numa enrascada e volta a aparecer quando lhe convém, assustando e surpreendendo quem quiser.
Dizem que um bando de Sacis costuma se reunir durante a noite escura, sem que ninguém os veja, para planejarem as travessuras que vão fazer no dia seguinte.
Pelo menos, está é a lenda que se contava na época da escravidão, onde as amas assustavam as crianças com as mais terríveis histórias sobre as travessuras do Saci.
Há quem acredite que o Saci nasce em brotos de bambus, onde vivem por sete anos.
Mas cuidado!
Não espreite os espaços ocos do bambu para vê-lo, porque espertinho como ele é, pode soprar uma brasa de cachimbo e cegar os mais curiosos. Depois disso, vivem mais setenta e sete anos atentando a vida das pessoas e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.
Mas, como o Saci vive nas matas, ele conhece todas as ervas da floresta, e sabe os efeitos da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas.
Só ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, pedir sua autorização, caso contrário, serão vítimas de suas travessuras.
O Saci desperta sentimentos diferentes nas pessoas.
Segundo contam, como o Saci se esconde nos redemoinhos de vento, pode-se captura-lo jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Depois de capturado, deve-se retirar o seu capuz para garantir sua obediência e então prende-lo numa garrafa.
Mas também há quem diga que quem conseguir tirar-lhe o capuz, é recompensado com a realização de um desejo. Ou que para apanha-lo deve atirar um rosário sobre o redemoinho de vento.
O fato é que a lenda do Saci é conhecida em todas as regiões do Brasil e pode até sofrer algumas modificações. Em alguns lugares, acredita-se que o Saci tenha as mãos furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Noutros lugares dizem que ele faz isso com uma moeda.
Para fugir do Saci, o melhor é atravessar um riacho ou então colocar cordas com nós em seu caminho, para que ele pare para os desatar, deixando a pessoa escapar.
Em Portugal, há quem o conheça como o Fradinho da Mão Furada ou também Pesadelo.
Sabe o que ele faz?
Entra sorrateiramente à noite pelo buraco da fechadura da porta do quarto de dormir e coloca-se em cima das pessoas causando os mais terríveis pesadelos. Só quando a pessoa acorda, é que ele vai embora.
O Pesadelo é o Diabo que vem com uma carapuça e com uma mão muito pesada.
Ao dormir de barriga para cima, o pesadelo põe a mão no peito da pessoa e não a deixa gritar. Se alguém consegue retirar-lhe a carapuça, ele foge para o telhado.

Outros Sacis
É possível que já tenha ouvido falar sobre mais do que uma espécie de Saci tais como o Pererê, o Trique e o Saçurá.
E o Caipora? Há quem diga que é o Pai de Saci!
No mato, quando se ouve um “trique” é sinal que deve andar por perto um Saci trique, um menino moreninho e muito brincalhão.
O Saci saçurá é um menino negrinho de olhos vermelhos.
Matinta Perêra
Uns dizem que é o Saci-pererê na forma de uma ave cheia de mistério com um assobio confuso, para que ninguém saiba de onde vem. Outros dizem que é também o Saci-pererê na forma de uma velha vestida de preto, com parte do rosto coberto. Conta-se que prefere sair nas noites escuras, sem lua e que quando vê uma pessoa sozinha, assobia ou grita, e cujo som lembra a expressão: "Matinta Perêra".

Hoje me dia, existe até o dia do Saci.
Com o objetivo de valorizar mais o folclore nacional, diminuindo a influência do Halloween no Brasil, foi criado o Dia do Saci no dia 31 de outubro.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência


Os direitos humanos das pessoas com deficiência têm sido muito discutidos ao longo dos últimos anos, sobretudo no que diz respeito à consideração das necessidades especiais no planejamento econômico e social, e à igualdade de oportunidades.

Um passo importante foi dado pela ONU (Organização das Nações Unidas) a 3 de dezembro de 1982 com a elaboração do Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência, que refere:

"A igualdade de oportunidades é o processo mediante o qual o sistema geral da sociedade - o meio físico e cultural, a habitação, o transporte, os serviços sociais e de saúde, as oportunidades de educação e de trabalho, a vida cultural e social, inclusive as instalações esportivas e de lazer - torna-se acessível a todos".

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) também se tem envolvido na discussão deste tema. Desta forma, a CPLP realiza de 25 a 27 de Outubro o Seminário de debate de Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência no âmbito dos Países de Língua Portuguesa, cujo objetivo é estabelecer uma agenda para cooperação e divulgação entre os países.

Para mais informações sobre o seminário, acesse:
http://www.direitoshumanos.gov.br/2011/10/24-out-2011-seminario-debate-direitos-humanos-das-pessoas-com-deficiencia-no-ambito-dos-paises-de-lingua-portuguesa