Informações que sejam de interesse para os países de língua portuguesa. Uma forma de integrar e conhecer a cultura, saúde e os costumes destes países.
quarta-feira, novembro 16, 2011
segunda-feira, novembro 14, 2011
14 de novembro - Dia Mundial da Diabetes
Hoje, 14 de Novembro, comemora-se o Dia Mundial da Diabetes, recordando o nascimento de Frederick Banting que, em 1922 e juntamente com Charles Best, descobriu a insulina, o hormônio produzido pelo pancreas e responsável pelo controle da glicose (açúcar no sangue)salvando a vida de milhares de pessoas com diabetes em todo o mundo.O que é a diabetes?
A diabetes é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento do açúcar no sangue.
Após uma refeição, durante o jejum ou quando praticamos esportes, o nosso corpo adapta-se para manter os níveis de açúcar no sangue de acordo com as necessidades do momento e sempre dentro de determinados limites.
Quando um desses mecanismos falha – por exemplo, quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando as nossas células não são capazes de utilizar a insulina disponível – os níveis de açúcar sobem para níveis não fisiológicos.
Ao fim de algum tempo, o nosso organismo começa a enviar sinais de alerta que algo não está bem, tais como: sede, vontade frequente de urinar, fome constante, perda de peso inexplicável ou fadiga.
Mas porque é importante manter os níveis de açúcar dentro dos limites definidos como normais?
A médio e longo prazo, níveis de açúcar elevados no sangue danificam alguns órgãos e sistemas do nosso corpo. Um diabetes não controlado leva, inevitavelmente, à perda de visão, à insuficiência renal ou até mesmo à amputação dos membros inferiores – a diabetes é a primeira causa de amputação de membros inferiores por causa deuma enfermdidade.
Uma vez instalada a doença, não há cura. Mas há tratamento eficaz que controla os sintomas e as consequencias causadas pela diabetes.
A Organização Mundial da Saúde assume que existem 346 milhões de pessoas com diabetes no mundo e que ela pode ser a responsável por 3,4 milhões de mortes em todo os países.
No entanto, o aparecimento do Diabetes tipo 2 ou diabetes dito do adulto, pode ser evitado ou retardado através:
- Praticar atividade física regular, adequada à idade e condição física do indivíduo. Trinta minutos por dia de intensidade moderada são suficientes.
- Reduzir a ingestão de açúcar e gorduras saturadas.
- Ingerir 3 a 5 unidades de fruta e vegetais por dia e não permanecer mais de duas horas sem comer.
À semelhança do que acontece com a maioria das doenças, o modo como vivemos, como nos alimentamos, em suma, como nos cuidados é determinante na nossa saúde futura.
Vamos todos viver mais e melhor!
sexta-feira, novembro 11, 2011
A Revolução Laranja!
A deficiência em vitamina A é a causa número um de cegueira na infância. Estima-se que, todos os anos, cerca de 670,000 crianças em todo o mundo morram na sequência da carência de vitamina A e que 350,000 percam a visão.
Uma forma que, governos e organizações não-governamentais encontraram para fazer frente a este problema, consiste na suplementação com vitamina A de crianças e mães imediatamente após o parto.
A suplementação com vitamina A é considerada a intervenção mais custo-efetiva para combater o problema.
O gasto associado, tendo em conta a importância dos resultados obtidos, é incrivelmente baixo – 1$ por criança por ano representa o custo total do programa de suplementação!
A falta de vitamina A tem, igualmente, implicações no comprometimento do sistema imunológico aumentando o risco de contrair malária, sarampo e diarreia.
quarta-feira, novembro 09, 2011
Medicamentos Essenciais
Desde 1897, ano em que a indústria farmacêutica apresentou o primeiro medicamento sintético - o ácido acetilsalicílico ou aspirina - o mundo tem presenciado uma verdadeira revolução e expansão da indústria farmacológica.
Quando o primeiro antibiótico - a penicilina - foi desenvolvido em 1941 nunca se imaginou que esta industria teria uma evolução tão fulminante e que possibilitaria um enorme avanço na medicina moderna sendo um dos grandes contribuíntes da diminuição da mortalidade da população.
Em 1940, a população mundial eram em torno de 2,2 bilhões de pessoas e em 1980 havia duplicado e o mundo contava 4,4 bilhões de habitantes.
Em 1940, a população mundial eram em torno de 2,2 bilhões de pessoas e em 1980 havia duplicado e o mundo contava 4,4 bilhões de habitantes.
Com a evolução da industria farmaceutica, hoje em dia é possivel ter acesso a medicamentos cada vez mais eficazes e seguros para uma enorme gama de doenças tais como o câncer, a diabetes, doenças cardíacas, doenças infecciosas como a tuberculose ou a AIDS, doenças mentais entre muitas outras.
Não obstante a influência que os novos medicamentos tiveram no aumento da expectativa de vida ao nascer e na melhoria da qualidade de vida das pessoas, este avanço veio acompanhado de um enorme impacto econômico e financeiro para os sistemas de saúde assim como para os indivíduos de uma forma geral.
Hoje, as despesas com medicamentos representam entre 25 a 66% dos gastos totais com a saúde nos países em desenvolvimento, sendo uma das grandes causas do empobrecimento familiar.
Foi neste contexto que, em 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou a primeira Lista Modelo de Medicamentos Essenciais - Model List of Essencial Drugs - , identificando 208 substâncias que, em conjunto, proporcionam um tratamento seguro, eficaz e custo-efectivo para a maioria das doenças transmissíveis e não transmissíveis.
Um medicamento essencial é aquele passível de satifazer as necessidades prioritárias da população.
O objetivo principal desta lista que é individual a cada país ou mesmo região é a disponibilização de um conjunto de medicamentos capazes de suprir as necessidades locais em matéria de medicamentos a um custo mais acessível.
Por exemplo, as doenças prevalentes em Portugal e as doenças prevalentes em Moçambique, são distintas o que leva a cada um destes países a ter uma lista de medicamentos essenciais também distinta.
Por definição, os medicamentos essenciais devem estar disponíveis e em quantidades adequadas e nas formas farmacêuticas apropriadas- comprimidos, xaropes ou supositórios - com qualidade e a um preço acessível pelo indivíduo e pela sociedade.
A identificação de uma lista de medicamentos essenciais para os cuidados de saúde de uma população específica, pode ajudar os países a estabelecerem prioridades na compra e distribuição dos medicamentos reduzindo, consequentemente, os custos com os sistemas de saúde.
Trata-se, então, de uma das áreas de intervenção mais custo-efetivas do sistema de saúde de cada país.
De fato, a Lista Modelo da OMS serve de base para a elaboração de outras listas a nível nacional.
Organizações internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, assim como organizações não governamentais adotaram o conceito de medicamento essencial, baseando o seu fornecimento de medicamentos na Lista Modelo da OMS.
A própria OMS fornece suporte técnico aos países para a adoção e implementação da Lista Modelo.
O conceito de medicamento essencial não é definitivo e esta lista, elaborada por um comité de especialistas, é atualizada a cada dois anos; desta atualização pode resultar a inclusão ou exclusão de alguns medicamentos.
Este ano foi elaborada a 17a lista, com mais de 350 medicamentos, que pode ser consultada aqui:
http://whqlibdoc.who.int/hq/2011/a95053_eng.pdf
http://whqlibdoc.who.int/hq/2011/a95053_eng.pdf
Para ajudar na utilização efetiva da Lista Modelo, foi elaborado um Formulário Modelo - WHO Model Formulary - onde consta informação independente sobre os medicamentos essenciais destinada a prescritores e decisores políticos.
Fonte:
http://www.who.int/topics/essential_medicines/en/index.html
Fonte:
http://www.who.int/topics/essential_medicines/en/index.html
segunda-feira, novembro 07, 2011
“O Último Segredo”
O Último Segredo, um romance com 209 páginas será lançado em Luanda no dia 25 de novembro.
Esta é a terceira obra literária, do autor, Tazuary Nkleita mais conhecido como o jornalista José Soares Caetano, que além de trabalhar para o Escritório de Representação da OMS em Angola é também um dos pontos focais da rede ePORTUGUÊSe no país.
Seus romances anteriores são:
A Voz do Dibengo e a A Minha Pulseira de Ouro.
Ao escrever O Último Segredo José Caetano teve a intenção de partilhar seus 36 anos de jornalismo e pleitear sua admissão como membro da União de Escritores Angolanos (UEA).
Ao longo da história, a mulher (Yianda Dibaia) vai mostrar que está farta dos mistérios do marido, (Tulu Dibaia) uma notável figura pública, e combina com as crianças para que obriguem o pai a revelar O Último Segredo à família.
Mas para saber mais, leia o livro!!!!
sexta-feira, novembro 04, 2011
José Paranaguá de Santana e o Programa de Cooperação Internacional em Saúde
O Dr. José Paranaguá de Santana é natural do estado do Piuaí no Brasil, é médico formado pela Universidade de Brasília, onde também cursou Residência em Medicina Comunitária e Mestrado em Medicina Tropical.
Há vários anos trabalha para a Organização Pan Americana da Saúde no Brasil como consultor de recursos humanos em saúde.
É um grande defensor das políticas públicas de saúde em seu país e tem atuado na promoção da Cooperação Internacional, especialmente nos últimos anos, quando assumiu a coordenação do Programa de Cooperação Internacional em Saúde entre o Ministério da Saúde do Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da saúde (OMS).
O QUE É O PROGRAMA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM SAÚDE (TC 41)?
É um grande defensor das políticas públicas de saúde em seu país e tem atuado na promoção da Cooperação Internacional, especialmente nos últimos anos, quando assumiu a coordenação do Programa de Cooperação Internacional em Saúde entre o Ministério da Saúde do Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da saúde (OMS).
O QUE É O PROGRAMA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM SAÚDE (TC 41)?
JPS: O TC 41 é uma associação virtuosa da cooperação internacional promovida pela OPAS/OMS com forte apoio do governo brasileiro. É um programa de fortalecimento da cooperação internacional do Brasil, criado há seis anos, com a função de potencializar iniciativas promovidas pela Organização, no que se chama de cooperação técnica entre países, com recursos que são próprios da Organização e também recursos doados pelo governo brasileiro para essa finalidade. Isto porque o país tem interesse de intensificar a cooperação que ele realiza a países que tem situações socioeconômicas parecidas com a nossa e que não dispõem das condições que acumulamos com a implantação do SUS, desenvolvimento de tecnologia assistencial, tecnologia gerencial, educacional e de integração ensino-serviço. Sem falar na forte base de desenvolvimento científico e tecnológico que o Brasil dispõe e a indústria, que está sendo mobilizada para incorporar inovações desse processo de desenvolvimento aos sistemas e serviços de saúde. Então é uma posição de solidariedade internacional do Brasil, que tem o objetivo claro de fortalecer o sistema das Nações Unidas. Esse termo de cooperação foi assinado há seis anos e está voltado para duas regiões de interesse prioritário do país, que também são de interessem para a OPAS/OMS, que são: a América do Sul e a África, particularmente os países de língua portuguesa.
Nesse sentido, como senhor vê o papel da Rede ePORTUGUESe como promotora de sinergias entre esses países?
JPS: Este programa da OMS foi estabelecido com vistas a apoiar especialmente os países africanos de língua portuguesa que têm condições mais difíceis de acesso à documentação, literatura e instrumentos científicos. É por isso que a representação da OPAS/OMS no Brasil, junto com o Ministério da Saúde, tem colaborado com a Rede de forma que os produtos e textos de orientação técnicos sejam produzidos em número suficiente para serem disponibilizados para distribuição das Bibliotecas Azuis.
As Bibliotecas Azuis são muito requisitadas na África pois a informatização ainda é lenta e cara. Como a OPAS Brasil pode colaborar mais?
JPS: Acredito que já temos colaborado bastante à medida que procuramos fazer com que os manuais técnicos tenham uma cota para doação aos países de língua portuguesa. Mas acho que é possível intensificar essa negociação junto ao Ministério da Saúde, de forma a ampliar o número de exemplares e reeditar manuais que ainda não estejam no acervo das Bibliotecas Azuis. Fora isso, creio que possamos estimular uma ampliação da comunicação via internet, usando os recursos úteis da informação científica veiculada nas Bibliotecas Virtuais de Saúde.
Considerando que as regiões da OMS foram criadas para aumentar a participação da OMS nos países da região, como você vê a colaboração entre PAHO, AFRO e HQ?
JPS: As regiões da OMS de fato têm cumprido seu papel, entretanto, para que elas possam desempenhá-lo de forma mais eficaz, a comunicação entre as representações de países deveria funcionar de forma mais ágil e direta, tanto dentro da região quanto entre países de outras regiões. Eu cito como exemplo a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), que é uma instituição fortemente ligada ao TC 41. Ela tem diversos projetos que são desenvolvidos em vários países. Se não tivermos agilidade de acompanharmos a FIOCRUZ nos seus relacionamentos com instituições de países africanos, nós vamos perder oportunidades de sermos protagonistas nessa cooperação, que precisa ser mais ágil e direta.
Considerando que o Brasil desponta como um dos grandes países colaboradores, como ele pode influenciar a saúde global no mundo de hoje?
JPS: Essa é uma constatação diante da reconhecida liderança que tem-se observado na posição do Brasil no contexto internacional que, nas últimas 4 décadas, tem evoluído de uma posição modesta do ponto de vista prático nas Relações Internacionais, para um protagonismo cada vez mais evidente. Isso não acontece só na saúde mas no âmbito geral da diplomacia. O Brasil tem uma acumulação em saúde pública no campo da pesquisa, do ensino e desenvolvimento de novas tecnologias que é muito avançada para um país no hemisfério Sul. O conhecimento do Brasil no campo das Ciências das Saúde juntamente com a política adotada pelos últimos governos federais de aumentar o financiamento na cooperação externa, da uma posição muito evidente para o Brasil nesse campo. E isso traz reflexos expressivos para a representação da OPAS/OMS no Brasil. Há 6 anos a participação da Organização no Brasil era pequena no campo da cooperação Internacional mas hoje a OPAS/OMS Brasil está mudando o seu perfil se transformando num ponto de apoio de colaboração e fortalecimento das relações com países.
Foi nesse contexto que foi criado o Núcleo de Estudos de Bioética e Diplomacia em Saúde (NETHIS)?
JPS: O projeto de criação de um núcleo de estudos sobre bioética e diplomacia faz parte de uma das bases do tripé que constitui a estrutura programática do TC 41, que é o fortalecimento da capacidade nacional para a cooperação internacional. O Brasil tem larga experiência de desenvolvimento na área da saúde, fortalecido pela implantação do SUS, só que tem uma experiência relativamente pequena de cooperação internacional organizada, sistemática e que obedeça a critérios e parâmetros próprios das Relações Internacionais. Então, esse esforço de qualificar as instituições nacionais e seus quadros técnicos com a capacidade de lidar com as relações internacionais no campo da saúde e fazer cooperação técnica internacional é um esforço que está sendo feito em várias instituições brasileiras. Por isso, o NETHIS que tem como um dos objetivos cooperar com os países africanos e com os da América Latina nesse campo, na regulação ética, das políticas de saúde, pesquisa com seres humanos, alocação de recursos, ou seja, tudo aquilo que está na carta de fundação das Nações Unidas e da própria OMS, que é assegurar a saúde como direito fundamental do homem.
Para saber mais sobre o TC 41, acesse o site do Programa: http://new.paho.org/bra/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1113&Itemid=643
O portal do NETHIS pode ser acessado aqui: http://www.bioeticaediplomacia.org/
quarta-feira, novembro 02, 2011
Trick or Treating
Ir de casa em casa vestido de bruxa ou outros personagens de filmes de horror tem sido uma tradição popular do dia 31 de outubro, ou como é mais conhecido, Dia das bruxas por mais de 100 anos em diversos países.
Mas você sabe a origem deste ritual?
O Halloween ou dia das Bruxas tem suas raízes na era pré cristã, mais precisamente no festival celta SAMHAIN que comemorava-se no dia 31 de outubro.
Os celtas viveram há mais de 2000 anos no que chamamos hoje de Irlanda, outras partes da Inglaterra e França.
Eles acreditavam que os mortos retornavam à terra no dia do SAMHAIN. Neste dia, as pessoas se reuniam em torno de fogueiras, oferecer sacrifícios e homenagear os entes falecidos.Durante algumas destas celebrações as pessoas se fantasiavam com roupas feitas de peles de animais para afugentar os visitantes “fantasmas”. Grandes banquetes eram preparados e deixados como oferta fora das casas,com o intuito de aplacar os espiritos indesejaveis.
Séculos mais tarde, as pessoas passaram a vestir-se como fantasmas, demônios e outras criaturas “do outro mundo” realizando travessuras para elas mesmas comerem as iguarias deixadas nas portas das casas.
Este costume, conhecido como DISFARCE vem desde à idade média e foi passado de geração a geração e hoje é conhecido como “Trick or Treating”.Hoje pode-se escolher que o seu visitante realize uma brincadeira "trick" ou senão você pode lhes ofertar uma prenda “treat”.
Mais tarde, por volta do século IX, o cristianismo já havia se espalhado por quase toda a Europa e gradualmente os rituais pagãos foram se misturando aos novos rituais da Igreaja católica.
No ano 1000, a igreja designou o dia 02 de novembro como Dia de Finados, um momento para homenagear os mortos.
As celebrações deste dia pareciam muito com o antigo ritual SAMHAIN onde as pessoas mais pobres visitavam as famílias mais ricas para receber bolos chamados de “bolo das almas” em troca de uma promessa de rezar pelas almas dos parentes falecidos. Mais tarde esta prática foi pouco a pouco passado às crianças que iam de porta em porta pedindo pequenos presentes, comida, dinheiro ou prendas.
Assinar:
Postagens (Atom)






