Voltaremos em Fevereiro de 2012
Informações que sejam de interesse para os países de língua portuguesa. Uma forma de integrar e conhecer a cultura, saúde e os costumes destes países.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
terça-feira, dezembro 13, 2011
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Hino Nacional - CABO VERDE
CABO VERDE
O hino nacional de Cabo Verde é conhecido como o Cântico da Liberdade.
Até 1996, Cabo Verde e Guiné-Bissau tinham o mesmo hino, no entanto a partir desta data, o Cântico da Liberdade tornou-se oficialmente o Hino Nacional de Cabo Verde.
A música foi composta por Adalberto Higino Tavares Silva e a letra escrita por Amílcar Spencer Lopes.
Cântico da Liberdade
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.
Com dignidade, enterra a semente
No pó da ilha nua;
No despenhadeiro da vida
A esperança é do tamanho do mar
Que nos abraça,
Sentinela de mares e ventos
Entre estrelas e o Atlântico
Entoa o cântico da liberdade.
Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza!
sexta-feira, dezembro 09, 2011
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Ferreirinha a Rainho do Douro
Falar da história do vinho do Porto e do Douro sem falar da Ferreirinha não é certamente possível...
Dona Antónia Adelaide Ferreira nasceu no Peso da Régua, em Portugal, a 4 de Julho de 1811. É mais conhecida por Ferreirinha, diminutivo que traduz o carinho e admiração que as "gentes" do Porto nutriam por esta mulher forte, determinada e bondosa.
Mas que história conta a vida desta mulher para ser alvo de tanta admiração e respeito?
A riqueza da família Ferreira começou com Bernardo Ferreira, um proprietário do Douro que aumentou os seus bens agrícolas sob ordens do Marquês de Pombal, transformando terras em Montes de Rodo em bonitas quintas vinícolas. (vinho do Porto).
Os seus filhos José e António tiveram respectivamente uma filha, Antónia Adelaide Ferreira (a Ferreirinha) e um filho António Bernardo Ferreira, que se casaram em 1834.
O casal de primos teve três filhos: Maria d'Assunção, António Bernardo e Maria Virgínia.
Por esta época Dona Antónia Ferreira era já conhecida pela sua preocupação com as famílias dos trabalhadores de suas terras.
D. Antónia ficou viúva ainda jovem, com apenas 32 anos mas casou-se de novo em 1856 com o seu administrador, José da Silva Torres e continuou a manter o negócio da familia.
Apesar de ter nascido no seio de uma família de posses, D.Antónia não se deixou acomodar ao estilo de vida típico que seria de esperar de mulheres pertencentes às famílias ricas da época.
Ao tomar o leme dos negócios logo após a morte do primeiro marido, a coragem e a veia de empresária desta mulher faziam-se notar: fez grandes plantações de vinha no Douro escolhendo os locais mais expostos à radiação solar, contratou colaboradores, construiu armazéns, comprou quintas importantes e fundou outras.
A Ferreirinha tornou-se a pessoa mais rica e respeitada do Alto Douro vinhateiro e numa das mais poderosas individualidades da época em Portugal.
Tornara-se numa figura tão importante que um dos homens mais poderoso de Portugal na época prentendia casar o seu filho com a sua filha Maria d'Assunção.
Não estando habituado a ser contrariado após a recusa firme de D.Antónia, o Duque mandou os seus homens raptarem a menina de apenas 12 anos.
Ao tomar conhecimento do plano, com a sua perspicácia e sentido de estratégia, Ferreirinha refugiou-se com a família na Espanha e depois em Inglaterra.
Em 1868, num gesto de generosidade a Ferreirinha comprou enormes quantidades de vinho para ajudar os viticultores na luta contra os baixos preços praticados pela abundância de vinho daquele ano.
Lutou ainda contra a falta de apoios dos sucessivos governos de Portugal que se interessavam mais pela construção de estradas e pela compra de vinho espanhol.
Debateu-se ainda contra a filoxera (doença das vinhas) e deslocou-se a Inglaterra para obter informação sobre os meios mais modernos e eficazes de combate a esta peste, sendo uma inovadora pela introdução de processos mais sofisticados de produção do vinho.
Em 1870 a praga do oídio (fungo que afeta as vinhas) destruiu grande parte dos vinhedos, mas D.Antónia, com uma capacidade empresarial enorme, negociou com os ingleses todo o vinho que permanecia nos armazéns, contribuindo para o enriquecimento da casa Ferreira.
A morte do seu segundo marido em 1880 não impediu que ela continuasse com suas obras beneficentes como os hospitais de Vila Real, Régua, Moncorvo e Lamego.
A Ferreirinha do Douro, "mulher lenda" de tenacidade e bondade, construiu vinhas onde jamais alguém se atrevera a construir, lutou contra os interesses instalados da época, foi uma visionária que nunca se esqueceu de ser generosa com a comunidade a que pertencia...
Faleceu a 26 de Março de 1896, deixando uma enorme fortuna e perto de trinta quintas. Com a sua morte, o Douro e os seus habitantes perderam a sua Rainha.
Apesar de já não pertencer à família Ferreira , a Casa Ferreira é considerada hoje uma das mais importantes casas de vinho do Porto!
Dona Antónia Adelaide Ferreira nasceu no Peso da Régua, em Portugal, a 4 de Julho de 1811. É mais conhecida por Ferreirinha, diminutivo que traduz o carinho e admiração que as "gentes" do Porto nutriam por esta mulher forte, determinada e bondosa.
D.Antónia teve a coragem de desafiar os mais poderosos e ajudar os mais pobres servindo de exemplo e orgulho para os habitantes do Douro.
Mas que história conta a vida desta mulher para ser alvo de tanta admiração e respeito?
A riqueza da família Ferreira começou com Bernardo Ferreira, um proprietário do Douro que aumentou os seus bens agrícolas sob ordens do Marquês de Pombal, transformando terras em Montes de Rodo em bonitas quintas vinícolas. (vinho do Porto).
Os seus filhos José e António tiveram respectivamente uma filha, Antónia Adelaide Ferreira (a Ferreirinha) e um filho António Bernardo Ferreira, que se casaram em 1834.
O casal de primos teve três filhos: Maria d'Assunção, António Bernardo e Maria Virgínia.
Por esta época Dona Antónia Ferreira era já conhecida pela sua preocupação com as famílias dos trabalhadores de suas terras.
D. Antónia ficou viúva ainda jovem, com apenas 32 anos mas casou-se de novo em 1856 com o seu administrador, José da Silva Torres e continuou a manter o negócio da familia.
Apesar de ter nascido no seio de uma família de posses, D.Antónia não se deixou acomodar ao estilo de vida típico que seria de esperar de mulheres pertencentes às famílias ricas da época.
Ao tomar o leme dos negócios logo após a morte do primeiro marido, a coragem e a veia de empresária desta mulher faziam-se notar: fez grandes plantações de vinha no Douro escolhendo os locais mais expostos à radiação solar, contratou colaboradores, construiu armazéns, comprou quintas importantes e fundou outras.
A Ferreirinha tornou-se a pessoa mais rica e respeitada do Alto Douro vinhateiro e numa das mais poderosas individualidades da época em Portugal.
Tornara-se numa figura tão importante que um dos homens mais poderoso de Portugal na época prentendia casar o seu filho com a sua filha Maria d'Assunção.
Não estando habituado a ser contrariado após a recusa firme de D.Antónia, o Duque mandou os seus homens raptarem a menina de apenas 12 anos.
Ao tomar conhecimento do plano, com a sua perspicácia e sentido de estratégia, Ferreirinha refugiou-se com a família na Espanha e depois em Inglaterra.
Em 1868, num gesto de generosidade a Ferreirinha comprou enormes quantidades de vinho para ajudar os viticultores na luta contra os baixos preços praticados pela abundância de vinho daquele ano.
Lutou ainda contra a falta de apoios dos sucessivos governos de Portugal que se interessavam mais pela construção de estradas e pela compra de vinho espanhol.
Debateu-se ainda contra a filoxera (doença das vinhas) e deslocou-se a Inglaterra para obter informação sobre os meios mais modernos e eficazes de combate a esta peste, sendo uma inovadora pela introdução de processos mais sofisticados de produção do vinho.
Em 1870 a praga do oídio (fungo que afeta as vinhas) destruiu grande parte dos vinhedos, mas D.Antónia, com uma capacidade empresarial enorme, negociou com os ingleses todo o vinho que permanecia nos armazéns, contribuindo para o enriquecimento da casa Ferreira.
A morte do seu segundo marido em 1880 não impediu que ela continuasse com suas obras beneficentes como os hospitais de Vila Real, Régua, Moncorvo e Lamego.
A Ferreirinha do Douro, "mulher lenda" de tenacidade e bondade, construiu vinhas onde jamais alguém se atrevera a construir, lutou contra os interesses instalados da época, foi uma visionária que nunca se esqueceu de ser generosa com a comunidade a que pertencia...
Faleceu a 26 de Março de 1896, deixando uma enorme fortuna e perto de trinta quintas. Com a sua morte, o Douro e os seus habitantes perderam a sua Rainha.
Apesar de já não pertencer à família Ferreira , a Casa Ferreira é considerada hoje uma das mais importantes casas de vinho do Porto!
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Fotos do cotidiano - Venda de capacetes nas ruas de Dili
Usar capacete numa cidade em que as motos dominam as ruas, não parece fora de lugar. Esta obrigatoriedade em Dili, capital do Timor Leste criou um enorme comércio de capacetes usados em que todos os adultos estão prontos para cumprir a lei, mas carregam crianças de qualquer idade, mesmo bebês sem qualquer proteção.
segunda-feira, dezembro 05, 2011
História dos Hinos Nacionais - Brasil
Dando continuidade à história dos hinos nacionais, hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o Hino Nacional Brasileiro.
BRASIL
| Osório Duque Estrada |
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| Francisco Manuel da Silva |
A música do Hino Nacional Brasileiro foi criada em 1822 por Francisco Manuel da Silva para comemorar a independência do país. Naquela época era conhecida como Marcha Triunfal.
A música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras.
A primeira produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, sendo cantada pela primeira vez, juntamente com a execução do hino, no cais do Largo do Paço Imperial no Rio de Janeiro no dia 13 de abril de 1831 quando ex-imperador embarcava para Portugal.
A primeira produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, sendo cantada pela primeira vez, juntamente com a execução do hino, no cais do Largo do Paço Imperial no Rio de Janeiro no dia 13 de abril de 1831 quando ex-imperador embarcava para Portugal.
Já a segunda letra, foi concebida para a coroação de Dom Pedro II.
Após a Proclamação da República em 1889 foi realizado um concurso para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca. Esta composição ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") foi oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil.
Em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e em 1909, o poema vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada.
O Hino Nacional Brasileiro foi oficializado por Decreto do Presidente Epitácio Pessoa em 1922 e permanece até hoje.
Hino Nacional do Brasil
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