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Informações que sejam de interesse para os países de língua portuguesa. Uma forma de integrar e conhecer a cultura, saúde e os costumes destes países.
sexta-feira, agosto 17, 2012
quarta-feira, agosto 15, 2012
Bebidas Típicas dos Países de Língua Portuguesa - Guiné-Bissau (4)
| Fonte da imagem |
Toda boa roda de conversa precisa de uma bebida típica do país, não é mesmo?
Em Angola, o kissangua, no Brasil, a caipirinha e em Cabo Verde o grogue são os responsáveis por destravar a língua de muita gente, gerando discussões sérias e calorosas, mas na maioria das vezes muito divertidas e animadas.
Na Guiné Bissau não é diferente: o vinho de palma e o chá verde são os principais elementos de socialização deste povo.
Em Angola, o kissangua, no Brasil, a caipirinha e em Cabo Verde o grogue são os responsáveis por destravar a língua de muita gente, gerando discussões sérias e calorosas, mas na maioria das vezes muito divertidas e animadas.
Na Guiné Bissau não é diferente: o vinho de palma e o chá verde são os principais elementos de socialização deste povo.
Como o próprio nome sugere, este vinho é uma bebida derivada da seiva da palma.
Pode ser tomado fresco, quando ainda é doce e sem conteúdo alcoólico.
Mas após algumas horas de fermentação ele vai se tornando alcoólico e quanto maior o tempo de fermentação, mais forte e azedo ele se torna.
Algumas pessoas preferem bebê-lo assim.
No entanto, após um dia de fermentação ele se transforma em vinagre.
Então o jeito é ser rápido e tomar todo o vinho antes do fim do dia!
Pode ser tomado fresco, quando ainda é doce e sem conteúdo alcoólico.
Mas após algumas horas de fermentação ele vai se tornando alcoólico e quanto maior o tempo de fermentação, mais forte e azedo ele se torna.
Algumas pessoas preferem bebê-lo assim.
No entanto, após um dia de fermentação ele se transforma em vinagre.
Então o jeito é ser rápido e tomar todo o vinho antes do fim do dia!
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O vinho de palma tem um papel importante em muitas cerimônias. É oferecido aos convidados de casamentos, nas celebrações de nascimento, velórios e em homenagem aos antepassados.
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Também pode ser infundido com ervas medicinais para apaziguar muitas dores físicas.Ele é apreciado tanto por homens quanto por mulheres, mas elas normalmente não bebem em lugares públicos.
O povo de Guiné Bissau também adora beber um chá verde muito doce conhecido como “warga” ou “attaya”.
É um símbolo de sociabilidade e amizade característico do país.
Muita conversa interessante gira em torno do warga!
É um símbolo de sociabilidade e amizade característico do país.
Muita conversa interessante gira em torno do warga!
domingo, agosto 12, 2012
Bebidas Típicas dos Países de Língua Portuguesa - Cabo Verde (3)
Depois de conhecermos o famoso kissangua de abacaxi/ananás de Angola e a lendária caipirinha brasileira, vamos viajar a Cabo Verde para degustar a bebida mais tradicional do arquipélago,
o grogue!
o grogue!
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Também conhecido como grogu ou grogo, o grogue é uma aguardente produzida a partir da fermentação da cana-de-açucar. Sua produção é artesanal e praticamente toda a cana cultivada no país é processada nos tradicionais trapiches movidos a boi para a felicidade de muitos cabo verdianos e turistas.
A principal ilha produtora é a de Santo Antão.
| Norbert Dreech provando o Grogue puro |
Mas beber o grogue puro é para poucos!
Tem gente que diz que ele “desce rasgando” e por isso é muito comum que ele seja misturado ao mel, virando o famoso ponche. A mistura também pode ser feita com as mais variadas frutas!
E para quem prefere bebidas não alcoólicas, é claro que há a possibilidade de aproveitar o suco feito direto da cana, além de todas as frutas tropicais presentes na região!
quinta-feira, agosto 09, 2012
Prevenção do câncer de pele - use a regra da sombra
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Todos os países de língua portuguesa estão a beira mar.
Todos desfrutam de muito sol, luz e calor na maior parte do ano.
Portanto, todos devem conscientizar-se dos riscos da exposição excessiva ao sol e da importancia da prevenção e detecção precoce do câncer de pele.
O melanoma é um tipo de câncer letal
Aproxidamente 90% dos cânceres de pele não são melanomas, no entanto 65% dos casos de melanoma estão associados à exposição solar, mais especificamente aos raios ultravioleta (UV).
Reduza o seu risco de cancro de pele:
1. Procure locais com sombra, especialmente nas horas de maior intensidade do sol, ou seja das 10 da manhã às 4 da tarde.
Existe ainda a “regra da sombra”: se sua sombra for MENOR que você, a radiação está no momento PREJUDICIAL. - Previna-se!
Se sua sombra for MAIOR que você, a hora é adequada para o banho de sol.
3. Evite bronzeamentos prolongados e bronzeamentos artificiais. A radiação UV proveniente dos equipamentos artificiais pode causar câncer e quanto mais tempo você se bronzear em espaços interiores, maior é o seu risco. As pessoas que frequentam locais com bronzeamentos artificiais quatro vezes por ano, podem aumentar o risco de desenvolver melanoma em 11%, e outros tipos de cânceres de pele em 15%.
4. Use roupas que protejam a pele exposta, incluindo chapéu com aba larga e óculos de sol com bloqueio da radiação UV.
5. Use protetor solar UVA/UVB todos os dias com um fator de proteção (SPF) de 15 ou superior e renove sua aplicação regularamente.
Para uma exposição prolongada deve-se preferir o uso de um de fator de 30 ou superior, espectro alargado (UVA/UVB) e resistente à água.
6. Aplique uma camada de protetor solar no corpo inteiro 30 minutos antes de sair de casa e reaplique a cada 2 horas ou imediatamente após o banho de mar, piscina ou suor excessivo.
7. Mantenha os recém-nascidos fora da radiação solar. Os protetores solares podem ser usados em bebés com mais de 6 meses, mas estes devem ser protegidos adicionalmente com roupa e sombra. Uma queimadura numa criança pode levar ao desenvolvimente de melanoma mais tarde na sua vida.
8. Examine a sua pele da cabeça aos pés uma vez por mês. Embora estes auto-exames não substituam os executados por um médico, oferecem uma boa chance de detetar sinais precoces de câncer de pele.
Se descobrir alguma mudança nos sinais de sua pele, consulte um médico.
9. Visite o dermatologista todos os anos para um exame profissional da pele.
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| Fonte da imagem Use protetor solar sempre que estiver exposto ao sol |
fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=695732
terça-feira, agosto 07, 2012
Homem em Marte
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| http://info.abril.com.br/noticias/ ciencia/nasa-transmite-aterrisagem-da-sonda -curiosity-em-marte-06082012-0.shl |
Considerado como o planeta mais parecido com a Terra em termos de geologia e clima, o objetivo da “CURIOSITY” será estudar durante 98 semanas (o que corresponde a um ano marciano) a habilidade do planeta para abrigar vida.
Você pode acompanhar, enviar mensagens e participar dos avanços da “CURIOSITY”, basta entrar no site do California Institute of Technology
Vista de Marte
http://science.time.com/2012/08/06/
mars-rover-curiosity-lands-safely-on -the-red-planet |
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| http://info.abril.com.br/noticias/ciencia /sonda-vai-auxiliar-chegada-de-robo-a-marte -03082012-52.shl |
domingo, agosto 05, 2012
Semana Mundial de Aleitamento Materno - 1 a 7 de agosto de 2012
20 anos atrás a Aliança Global para o Aleitamento Materno (WABA) lançou pela primeira vez a SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO com o tema “Hospital Amigo da Criança”.
Muita coisa aconteceu nestes 20 anos e a cada ano, WABA promoveu um tema.
2010 - Amamentação: O caminho amigo do bebê
2011 - Comunique-se! AMAMENTAÇÃO: uma experiência 3D
Em 2012, o tema é: “Entender o passado e planejar para o futuro”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) se junta à WABA para celebrar os 20 anos da semana mundial do aleitamento materno.
O tema deste ano destaca os esforços globais de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno através da implementação da Estratégia Global para a Alimentação do bebê e da criança.
Durante a 65ª Assembleia Mundial da Saúde (WHA) realizada em maio de 2012, todos os Estados Membros se comprometeram a reforçar a Estratégia Global para a Alimentação do bebê e da criança adotado pela WHA em 2002, através de um plano de implementação de nutrição materno infantil.
Este plano tem seis áreas de ação e o mais importante é promover o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e que até 2025, pelo menos, 50% dos bebês abaixo de seis meses estarão sendo amamentados.
Atualmente, 26 países já atingiram esta meta e globalmente, 37% dos bebês abaixo dos seis meses são amamentados. Estes dados demonstram que é possível atingir a meta proposta para 2025.
A OMS irá reforçar os benefícios da redução da morbi mortalidade infantil com o aleitamento materno exclusivo lembrando que:
45% das mortes por infecções neonatais, 30% das mortes por diarreia e 18% das mortes por infecções respiratórias agudas poderiam ser reduzidas com o aleitamento materno exclusivo.
Muita coisa aconteceu nestes 20 anos e a cada ano, WABA promoveu um tema.
2010 - Amamentação: O caminho amigo do bebê
2011 - Comunique-se! AMAMENTAÇÃO: uma experiência 3D
Em 2012, o tema é: “Entender o passado e planejar para o futuro”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) se junta à WABA para celebrar os 20 anos da semana mundial do aleitamento materno.
O tema deste ano destaca os esforços globais de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno através da implementação da Estratégia Global para a Alimentação do bebê e da criança.
Durante a 65ª Assembleia Mundial da Saúde (WHA) realizada em maio de 2012, todos os Estados Membros se comprometeram a reforçar a Estratégia Global para a Alimentação do bebê e da criança adotado pela WHA em 2002, através de um plano de implementação de nutrição materno infantil.
Este plano tem seis áreas de ação e o mais importante é promover o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e que até 2025, pelo menos, 50% dos bebês abaixo de seis meses estarão sendo amamentados.
Atualmente, 26 países já atingiram esta meta e globalmente, 37% dos bebês abaixo dos seis meses são amamentados. Estes dados demonstram que é possível atingir a meta proposta para 2025.
A OMS irá reforçar os benefícios da redução da morbi mortalidade infantil com o aleitamento materno exclusivo lembrando que:
45% das mortes por infecções neonatais, 30% das mortes por diarreia e 18% das mortes por infecções respiratórias agudas poderiam ser reduzidas com o aleitamento materno exclusivo.
quinta-feira, agosto 02, 2012
A hepatite está mais perto do que você imagina
O Dia Mundial de Combate as Hepatites Virais foi lembrado no dia 28 de julho com o tema "A hepatite… Está mais perto do que você imagina”
A partir de uma proposta brasileira, a Organização Mundial da Saúde (OMS), durante Assembleia Mundial da Saúde realizada em maio de 2010, instituiu a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.
Saiba mais na página da Organização Panamericana da Saúde (OPAS).
Apesar de estes números superarem largamente a prevalência de outras doenças como a SIDA ou o cancro/câncer, a verdade é que a maior parte dos portadores desconhece que tem a doença.

Este dia é uma oportunidade para discutir e divulgar as principais vias de contágio, formas de apresentação e tratamentos disponíveis para as hepatites.
À direita pode-se ver os internos da OMS destacando o dia 28 de julho de 2012
A longo prazo, o objetivo deste dia é prevenir o desenvolvimento de novas infecções e aumentar a qualidade de vida dos já infectados, quer prestando esclarecimentos relativamente às doenças, quer acentuando a necessidade de se tratarem, quando isso é possível.
Para aumentar o conhecimento sobre as hepatites, a rede ePORTUGUESe elaborou uma série de perguntas frequentes e respostas ao tema
1. O que é o Dia Mundial da Hepatite?
A Assembléia Mundial da Saúde de 2010 designou o dia 28 de julho como o Dia Mundial da Hepatite. Deve-se utilizar esta data como uma oportunidade para aumentar o conhecimento sobre a hepatite viral como um problema global de saúde pública e estimular o fortalecimento de medidas preventivas e de controle desta doença pelas nações ao redor do mundo.
2. Porque é necessário um Dia Mundial da Hepatite?
A hepatite é uma das infecções mais sérias e prevalentes do mundo, mas muitas pessoas - incluindo formuladores de políticas - continuam a ignorar seu incrível peso na saúde global.
3. O que é a hepatite?
A hepatite é uma inflamação do fígado, mais comumente causada por um vírus. Existem cinco tipos principais de vírus da hepatite, conhecidos como tipos A, B, C, D e E.
Estes cinco tipos são os que mais preocupam devido à carga da doença que carregam e morte que causam, além de seu potencial para o aparecimento de surtos e disseminação de uma epidemia.
Os tipos B e C provocam doença crônica em centenas de milhares de pessoas e, juntos, são a maior causa de cirrose hepática e câncer.
A hepatite A e E são tipicamente causadas pela ingestão de alimentos e água contaminados.
A Hepatite B, C e D ocorrem geralmente pelo contato parenteral com fluidos corporais infectados.
Formas comuns de transmissão por estes vírus incluem a transfusão de sangue ou derivados de sangue contaminado, procedimentos médicos invasivos, uso de equipamentos contaminados e, para a hepatite B, a transmissão vertical de mãe para filho na hora do nascimento, o contato de um membro da família com uma criança pequena e pelo contato sexual.
A infecção aguda pode ocorrer com sintomas leves ou mesmo sem qualquer sintoma ou pode incluir icterícia (amarelão da pele e dos olhos), urina escura, fadiga extrema, nausea, vômitos e dor abdominal.
4. O que faz da hepatite um problema de saúde global?
Cerca de um milhão de mortes por ano são atribuídas as hepatites virais. Juntos, os vírus da hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) são a principal causa mundial de câncer de fígado, sendo responsáveis por 78% dos casos.
Quase uma em cada três pessoas no mundo (aproximadamente 2 bilhões de pessoas) já foram infectadas por HBV e uma entre doze pessoas (mais de 520 milhões de pessoas) vivem com infecções crônicas causadas pelo HBV ou HCV. A maioria das pessoas infectadas por estes vírus desconhecem sua própria infecção e correm o risco de desenvolverem, em algum momento da vida, doenças debilitantes ou fatais do fígado e de transmitirem a infecção a outros.
5. Quais são os tipos diferentes de vírus da hepatite?
Os cientistas identificaram cinco tipos únicos de vírus causadores da hepatite conhecidos pelas letras A, B, C, D e E.
Apesar de todos causarem doença hepática, eles apresentam diferenças importantes.
• O vírus da hepatite A (HAV) é encontrado nas fezes de pessoas infectadas e é geralmente transmitido pelo consumo de água ou comida contaminada. Algumas práticas sexuais também podem ser responsáveis pela transmissão do HAV. Muitos casos são leves e a maioria das pessoas se recuperam totalmente e tornam-se imunes à doença. Entretanto, a infecção pelo HAV pode ser grave e ameaçar a vida do paciente. A maioria das pessoas que vive em regiões do mundo onde o saneamento básico é deficiente, já contraíram o vírus. Há vacinas seguras e eficazes para a prevenção do HAV.
• O vírus da hepatite B (HBV) é transmitido através do contato com sangue, sêmen e outros fluidos do corpo. O HBV pode ser transmitido de mãe para filho na hora do parto ou por um membro da família durante a infância precoce . A transmissão também pode ocorrer através de transfusões de sangue e derivados do sangue contaminados, injeções contaminadas durante procedimentos médicos e através do uso de drogas injetáveis. O HBV também é um risco para os profissionais de saúde que cuidam de pacientes com HBV e que acidentalmente se contaminam com uma agulha infectada. Há vacinas seguras e eficazes para a prevenção do HBV.
• O vírus da hepatite C (HCV) é geralmente transmitido através do sangue contaminado. Isso pode ocorrer pela transfusão de sangue e derivados de sangue contaminados, injeções contaminadas durante procedimentos médicos e através do uso de drogas injetáveis. A transmissão sexual é possível, porém muito menos comum. Não há vacina para HCV.
• O vírus da hepatite D (HDV) provoca infecção somente nas pessoas que já estão infectadas pelo HBV. A infecção dupla pode resultar numa doença mais série e com piores resultados. A vacina segura e eficaz contra a hepatite B protege contra a infecção pelo HDV.
• O vírus da hepatite E (HEV), como o HAV, é transmitido pelo consumo de água ou comida contaminada. O HEV é uma causa comum de surtos de hepatite em partes do mundo em desenvolvimento e é, cada vez mais, reconhecido como uma importante causa de doença em países desenvolvidos. Já existe uma vacina segura e eficaz para a prevenção do HEV apesar desta, ainda não estar disponível em larga escala.
6. Por que é importante que as pessoas saibam se estão contaminadas por algum tipo de hepatite viral?
O diagnóstico precoce oferece a melhor oportunidade para o tratamento médico eficaz. Também permite que àqueles que estejam infectados, tomem medidas preventivas para evitar a transmissão da doença, como por exemplo, adotando práticas sexuais seguras. Permite que a pessoa mude seu estilo de vida para proteger seu fígado de qualquer dano adicional, especialmente eliminando o uso do álcool e certos medicamentos que são tóxicos para o fígado.
7. Como prevenir a hepatite viral?
• Vacinas seguras e eficazes contra a HAV e HBV estão largamente disponíveis.
• A triagem do sangue a ser usado em transfusões pode prevenir a transmissão de HBV e HCV.
• A esterilização de equipamentos injetáveis protege contra a transmissão do HBV e HCV.
• A prática do sexo seguro, incluindo a diminuição do número de parceiros e o uso de medidas preventivas de barreiras (como a camisinha) protegem contra a transmissão do HBV e HCV.
• A redução de danos por usuários de drogas injetáveis previnem a infecção pelo HBV e HCV.
• Comidas e bebidas seguras são a melhor proteção contra HAV e HEV.
8. Como a hepatite viral é tratada?
Existem agentes antivirais ativos contra o HBV. O tratamento da infecção pelo HBV já demonstrou ser eficaz para a redução do risco de câncer de fígado e morte. Estima-se que 20 a 30% das pessoas com infecção pelo HBV poderiam beneficiar-se do tratamento. Entretanto os medicamento ativos contra o HBV não estão largamente disponíveis ou não são utilizados por pessoas infectadas pelo HBV. A recomendação atual de utilizar agentes antivirais para o tratamento do vírus da imunodeficiência humana (HIV) não suprime adequadamente o HBV, o que causa grande preocupação para as pessoas infectadas pelo HIV em África, onde calcula-se que 10% das pessoas estejam também infectados pelo HBV.
O HCV é geralmente considerado uma doença curável, mas para muitas pessoas, essa não é a realidade.
Avanços científicos e intensas pesquisas levaram ao desenvolvimento de muitos medicamentos antivirais orais para a infecção causada pelo HCV. Um número grande de medicamentos orais específicos contra o HCV estão em últimas fases de desenvolvimento e alguns já foram recentemente registrados. Este são mais eficazes e melhor tolerados. Muito ainda é preciso ser feito para assegurar que estes novos tratamentos permitam maior acesso e melhor resposta ao tratamento em locais de poucos recursos no mundo.
9. O que a OMS está fazendo para apoiar a luta contra a hepatite viral?
• A OMS tem trabalhado junto aos Estados Membros na prevenção contra a hepatite. Em 2009, mais de 91% dos Estados Membros da OMS passaram a incluir a vacina contra a hepatite B em suas campanhas de vacinação infantil e mais de 70% das crianças receberam três doses da vacina que oferece proteção para toda a vida contra o vírus da hepatite B.
• A OMS vem auxiliando os países a assegurarem a qualidade, disponibilidade e segurança do sangue e derivados do sangue.
• Disponibiliza guias e normas de procedimento para políticas de saúde em melhores práticas, para qualquer tipo de injeção, inclusive a flebotomia e uso de lancetas. Isso permite que os países estabeleçam serviços seguros de punções e injeções, treine profissionais de saúde nas melhores práticas de punções e injeções e assegure que pacientes e profissionais de saúde estejam seguros ao receberem ou injetarem substâncias por via venosa.
• É necessário fazer mais para prevenir e controlar a hepatite viral. É preciso garantir que os portadores de hepatite viral sejam testados e recebam tratamento eficaz que retarde o desenvolvimento da doença e previna a incapacidade.
• A OMS está desenvolvendo uma estratégia e plano de ação abrangentes, baseados nas recomendações de seus Estados Membros.
• Pontos chave desta estratégia incluem:
o Aumentar da conscientização global através da celebração do Dia Mundial da Hepatite
o Desenvolver estratégias abrangentes que contenham objetivos bem definidos
o Fortalecer a vigilância e monitoramento da doença
o Aperfeiçoar ferramentas de prevenção: segurança de injeções, segurança do sangue e imunizações
o Oferecer serviços de triagem, diagnóstico e tratamento integrados que tenham uma boa relação custo beneficio e quer sejam acessível
o Criar ferramentas apropriadas para uso em países em desenvolvimento
• Para por em prática esta estratégia, a OMS deverá usar os sistemas de saúde, incluindo o desenvolvimento de novas estratégias e a mobilização de recursos necessários.
• A OMS trabalhará em colaboração com todos os seus parceiros para prevenir e controlar as hepatites virais.
À direita pode-se ver os internos da OMS destacando o dia 28 de julho de 2012
A longo prazo, o objetivo deste dia é prevenir o desenvolvimento de novas infecções e aumentar a qualidade de vida dos já infectados, quer prestando esclarecimentos relativamente às doenças, quer acentuando a necessidade de se tratarem, quando isso é possível.
Para aumentar o conhecimento sobre as hepatites, a rede ePORTUGUESe elaborou uma série de perguntas frequentes e respostas ao tema
1. O que é o Dia Mundial da Hepatite?
A Assembléia Mundial da Saúde de 2010 designou o dia 28 de julho como o Dia Mundial da Hepatite. Deve-se utilizar esta data como uma oportunidade para aumentar o conhecimento sobre a hepatite viral como um problema global de saúde pública e estimular o fortalecimento de medidas preventivas e de controle desta doença pelas nações ao redor do mundo.
2. Porque é necessário um Dia Mundial da Hepatite?
A hepatite é uma das infecções mais sérias e prevalentes do mundo, mas muitas pessoas - incluindo formuladores de políticas - continuam a ignorar seu incrível peso na saúde global.
3. O que é a hepatite?
A hepatite é uma inflamação do fígado, mais comumente causada por um vírus. Existem cinco tipos principais de vírus da hepatite, conhecidos como tipos A, B, C, D e E.
Estes cinco tipos são os que mais preocupam devido à carga da doença que carregam e morte que causam, além de seu potencial para o aparecimento de surtos e disseminação de uma epidemia.
Os tipos B e C provocam doença crônica em centenas de milhares de pessoas e, juntos, são a maior causa de cirrose hepática e câncer.
A hepatite A e E são tipicamente causadas pela ingestão de alimentos e água contaminados.
A Hepatite B, C e D ocorrem geralmente pelo contato parenteral com fluidos corporais infectados.
Formas comuns de transmissão por estes vírus incluem a transfusão de sangue ou derivados de sangue contaminado, procedimentos médicos invasivos, uso de equipamentos contaminados e, para a hepatite B, a transmissão vertical de mãe para filho na hora do nascimento, o contato de um membro da família com uma criança pequena e pelo contato sexual.
A infecção aguda pode ocorrer com sintomas leves ou mesmo sem qualquer sintoma ou pode incluir icterícia (amarelão da pele e dos olhos), urina escura, fadiga extrema, nausea, vômitos e dor abdominal.
4. O que faz da hepatite um problema de saúde global?
Cerca de um milhão de mortes por ano são atribuídas as hepatites virais. Juntos, os vírus da hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) são a principal causa mundial de câncer de fígado, sendo responsáveis por 78% dos casos.
Quase uma em cada três pessoas no mundo (aproximadamente 2 bilhões de pessoas) já foram infectadas por HBV e uma entre doze pessoas (mais de 520 milhões de pessoas) vivem com infecções crônicas causadas pelo HBV ou HCV. A maioria das pessoas infectadas por estes vírus desconhecem sua própria infecção e correm o risco de desenvolverem, em algum momento da vida, doenças debilitantes ou fatais do fígado e de transmitirem a infecção a outros.
5. Quais são os tipos diferentes de vírus da hepatite?
Os cientistas identificaram cinco tipos únicos de vírus causadores da hepatite conhecidos pelas letras A, B, C, D e E.
Apesar de todos causarem doença hepática, eles apresentam diferenças importantes.
• O vírus da hepatite A (HAV) é encontrado nas fezes de pessoas infectadas e é geralmente transmitido pelo consumo de água ou comida contaminada. Algumas práticas sexuais também podem ser responsáveis pela transmissão do HAV. Muitos casos são leves e a maioria das pessoas se recuperam totalmente e tornam-se imunes à doença. Entretanto, a infecção pelo HAV pode ser grave e ameaçar a vida do paciente. A maioria das pessoas que vive em regiões do mundo onde o saneamento básico é deficiente, já contraíram o vírus. Há vacinas seguras e eficazes para a prevenção do HAV.
• O vírus da hepatite B (HBV) é transmitido através do contato com sangue, sêmen e outros fluidos do corpo. O HBV pode ser transmitido de mãe para filho na hora do parto ou por um membro da família durante a infância precoce . A transmissão também pode ocorrer através de transfusões de sangue e derivados do sangue contaminados, injeções contaminadas durante procedimentos médicos e através do uso de drogas injetáveis. O HBV também é um risco para os profissionais de saúde que cuidam de pacientes com HBV e que acidentalmente se contaminam com uma agulha infectada. Há vacinas seguras e eficazes para a prevenção do HBV.
• O vírus da hepatite C (HCV) é geralmente transmitido através do sangue contaminado. Isso pode ocorrer pela transfusão de sangue e derivados de sangue contaminados, injeções contaminadas durante procedimentos médicos e através do uso de drogas injetáveis. A transmissão sexual é possível, porém muito menos comum. Não há vacina para HCV.
• O vírus da hepatite D (HDV) provoca infecção somente nas pessoas que já estão infectadas pelo HBV. A infecção dupla pode resultar numa doença mais série e com piores resultados. A vacina segura e eficaz contra a hepatite B protege contra a infecção pelo HDV.
• O vírus da hepatite E (HEV), como o HAV, é transmitido pelo consumo de água ou comida contaminada. O HEV é uma causa comum de surtos de hepatite em partes do mundo em desenvolvimento e é, cada vez mais, reconhecido como uma importante causa de doença em países desenvolvidos. Já existe uma vacina segura e eficaz para a prevenção do HEV apesar desta, ainda não estar disponível em larga escala.
6. Por que é importante que as pessoas saibam se estão contaminadas por algum tipo de hepatite viral?
O diagnóstico precoce oferece a melhor oportunidade para o tratamento médico eficaz. Também permite que àqueles que estejam infectados, tomem medidas preventivas para evitar a transmissão da doença, como por exemplo, adotando práticas sexuais seguras. Permite que a pessoa mude seu estilo de vida para proteger seu fígado de qualquer dano adicional, especialmente eliminando o uso do álcool e certos medicamentos que são tóxicos para o fígado.
7. Como prevenir a hepatite viral?
• Vacinas seguras e eficazes contra a HAV e HBV estão largamente disponíveis.
• A triagem do sangue a ser usado em transfusões pode prevenir a transmissão de HBV e HCV.
• A esterilização de equipamentos injetáveis protege contra a transmissão do HBV e HCV.
• A prática do sexo seguro, incluindo a diminuição do número de parceiros e o uso de medidas preventivas de barreiras (como a camisinha) protegem contra a transmissão do HBV e HCV.
• A redução de danos por usuários de drogas injetáveis previnem a infecção pelo HBV e HCV.
• Comidas e bebidas seguras são a melhor proteção contra HAV e HEV.
8. Como a hepatite viral é tratada?
Existem agentes antivirais ativos contra o HBV. O tratamento da infecção pelo HBV já demonstrou ser eficaz para a redução do risco de câncer de fígado e morte. Estima-se que 20 a 30% das pessoas com infecção pelo HBV poderiam beneficiar-se do tratamento. Entretanto os medicamento ativos contra o HBV não estão largamente disponíveis ou não são utilizados por pessoas infectadas pelo HBV. A recomendação atual de utilizar agentes antivirais para o tratamento do vírus da imunodeficiência humana (HIV) não suprime adequadamente o HBV, o que causa grande preocupação para as pessoas infectadas pelo HIV em África, onde calcula-se que 10% das pessoas estejam também infectados pelo HBV.
O HCV é geralmente considerado uma doença curável, mas para muitas pessoas, essa não é a realidade.
Avanços científicos e intensas pesquisas levaram ao desenvolvimento de muitos medicamentos antivirais orais para a infecção causada pelo HCV. Um número grande de medicamentos orais específicos contra o HCV estão em últimas fases de desenvolvimento e alguns já foram recentemente registrados. Este são mais eficazes e melhor tolerados. Muito ainda é preciso ser feito para assegurar que estes novos tratamentos permitam maior acesso e melhor resposta ao tratamento em locais de poucos recursos no mundo.
9. O que a OMS está fazendo para apoiar a luta contra a hepatite viral?
• A OMS tem trabalhado junto aos Estados Membros na prevenção contra a hepatite. Em 2009, mais de 91% dos Estados Membros da OMS passaram a incluir a vacina contra a hepatite B em suas campanhas de vacinação infantil e mais de 70% das crianças receberam três doses da vacina que oferece proteção para toda a vida contra o vírus da hepatite B.
• A OMS vem auxiliando os países a assegurarem a qualidade, disponibilidade e segurança do sangue e derivados do sangue.
• Disponibiliza guias e normas de procedimento para políticas de saúde em melhores práticas, para qualquer tipo de injeção, inclusive a flebotomia e uso de lancetas. Isso permite que os países estabeleçam serviços seguros de punções e injeções, treine profissionais de saúde nas melhores práticas de punções e injeções e assegure que pacientes e profissionais de saúde estejam seguros ao receberem ou injetarem substâncias por via venosa.
• É necessário fazer mais para prevenir e controlar a hepatite viral. É preciso garantir que os portadores de hepatite viral sejam testados e recebam tratamento eficaz que retarde o desenvolvimento da doença e previna a incapacidade.
• A OMS está desenvolvendo uma estratégia e plano de ação abrangentes, baseados nas recomendações de seus Estados Membros.
• Pontos chave desta estratégia incluem:
o Aumentar da conscientização global através da celebração do Dia Mundial da Hepatite
o Desenvolver estratégias abrangentes que contenham objetivos bem definidos
o Fortalecer a vigilância e monitoramento da doença
o Aperfeiçoar ferramentas de prevenção: segurança de injeções, segurança do sangue e imunizações
o Oferecer serviços de triagem, diagnóstico e tratamento integrados que tenham uma boa relação custo beneficio e quer sejam acessível
o Criar ferramentas apropriadas para uso em países em desenvolvimento
• Para por em prática esta estratégia, a OMS deverá usar os sistemas de saúde, incluindo o desenvolvimento de novas estratégias e a mobilização de recursos necessários.
• A OMS trabalhará em colaboração com todos os seus parceiros para prevenir e controlar as hepatites virais.
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