quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Ministério da Saúde de Angola na luta para erradicar a POLIO


A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde de Angola (MINSA) e a aliança de parceiros envolvidos no combate contra a poliomielite, em Angola, reafirmaram o firme compromisso de trabalharem sem tréguas até a erradicação desta doença, com a entrega de um lote de 39 motorizadas (MOTOS) para acelerar as atividades de vigilância epidemiológica das paralisias flácidas Agudas (PFAs) e de outras doenças transmissíveis.


Os veículos serão utilizados para a busca ativa em sítios de vigilância e destinam-se à recolha e transporte de amostras de casos suspeitos em  municípios de alto risco em Angola.

A cerimónia de entrega teve lugar durante a primeira reunião deste ano Comité de Coordenação Inter-Agências, que é o orgão de acompanhamento das atividades do Programa Alargado de Vacinação (PAV) e da luta para a erradicação da pólio em Angola.

Em 2012, Angola registou melhorias sensíveis nos indicadores de vigilância das PFA’s, graças ao reforço em recursos humanos e à busca ativa de casos de paralizia flácida e com o envolvimento comunitário.

O empenho político dos governos provinciais e das administrações municipais continua a ser crucial para o sucesso das atividades de vacinação infantil.

Ao entregar as trinta e nove motorizadas à Diretora Nacional de Saúde Pública, o  Representante em exercício da OMS em Angola, Dr. Jean-Marie Yameogo, fez notar que "OMS tem estado a intensificar a sua assistência técnica ao Ministério da Saúde para a meta de erradicação da pólio".


Notícia enviada pela Representação da OMS em Angola.  E-Mail:  wr@ao.afro.who.int





segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Origem do Carnaval

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O Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.

Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção agrícola.

Anos mais tarde e com o avanço do cristianismo, a Igreja Católica começou a combater todas as festas e manifestações pagãs, e com a impossibilidade de exterminar a sua prática, acabou por incorporá-las às suas crenças como o Natal e o Dia de Todos os Santos.
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 No entanto, entre todas as festividades, o Carnaval foi uma das poucas a manter suas origens profanas.
O Carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.

A etimología da palvara carnaval ainda é controversa. O historiador brasileiro Dr.Hiram Aráujo no seu Livro "Carnaval – seis mil anos de história”, afirma que em 590, o Papa Gregório I, O GRANDE regulamentou as datas do Carnaval, e criou a expressão - “dominica ad carne levandas” - que significava (domingo não se come carne) que foi sucessivamente sendo abreviada até a palavra Carnaval.
Outros pesquisadores citam a origem vinda do latim medieval “carnevale” (adeus a carne).

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Escultura de Ernesto Biondi
Comemorava-se então o Carnaval, período que antecedida a Quaresma, ou seja, os 40 dias entre a quarta-feira de Cinzas e o domingo de Páscoa. A Quaresma deveria ser o período de penitência e jejum para preparar o corpo e a alma para a Páscoa. Por isso, nos dias que antecediam a Quaresma, a população se dedicava aos prazeres da carne “carnis vales”, sendo que “carnis” significa carne e “vales” prazeres.

Carnaval comemorado na Antiga Roma era marcado por celebrações em busca dos prazeres e brincadeiras. Todos os negócios eram suspensos, os escravos eram libertados no período, as pessoas trocavam presentes, elegia-se um Rei de mentira que saia em cortejo pelas ruas da cidade e as restrições morais eram relaxadas.

Já na época do Renascimento (entre o século XIII e século XVII), incorporaram-se fantasias e bailes de máscaras e bailes ao Carnaval.

William-Adolphe Bouguereau - O Jovem Baco (1884)
No Brasil o Carnaval foi introduzido pelos portugueses por volta do século XVI com o nome de Entrudo que significa os três días que precedem a entrada da Quaresma.

O Entrudo era uma festa popular em que as pessoas divertiam-se lançando farinha, baldes d’água, limões de cheiro, entre outras coisas, nos outros. No entanto, o Entrudo entrou em declínio em 1854, por repressão policial, dando lugar então, ao moderno Carnaval que incorporou um pouco de todas as épocas....

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O Carnaval de hoje é grandioso e é mesmo considerado o maior espetáculo da Terra.

No Brasil por exemplo, as Escolas de Samba do Rio de Janeiro, com suas majestosas fantasias, suas orquestras de percussão, seus lindos sambas enredo e seus animados componentes dançando, encenando e cantarolando, contam através de suas músicas e seu rítmo, histórias e mitos de todas as culturas, de todos os povos e de todas as épocas.

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Uma Escola de Samba desfilando pode ser considerada como uma imensa Opera Tropical mostrando a grandiosa aventura humana. O samba harmonioso fala da arritmia natural da vida unindo diferenças. Ocidente e Oriente, o perto e o longe, todos os continentes, todos os sotaques, todas as cores e todas as caras numa única sintonia.

É um teatro que celebra a vida. A epopéia humana.contada em versos, carne, suor e samba.

Além do Carnaval visto pela ótica das Escolas de Samba, dos blocos, dos clubes e tantos outros, existe tambem o carnaval de rua.

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O carnaval das pessoas que se encontram de forma espontânea como espontâneos sorrisos que pululam do fundo da alma, e unidas, caminham festejando por todos os cantos da cidade como numa grande rede social da alegría.

O Carnaval de rua é como um um imenso “facebook da vida real” onde as pessoas com um simples sorriso, mandam solicitacões de amizade que são aceites instantâneamente, e na eternidade daquele instante todos se cutuc@m, se curtem, se carnavalfraternizam.... CarnavaLOL

O Carnaval da Bahia, o estado brasileiro mais africano, é também a maior festa de rua do planeta.
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Ô abre alas que eu quero passar… Bom Carnaval !!!


Aldo Argolo (WHO Press)

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Aprenda mais sobre segurança do paciente

Voltamos a ressaltar a importância da segurança do paciente.

Esta é uma responsabilidade compartilhada com os serviços de saúde, profissionais de saúde e mesmo dos  pacientes.

Veja os principais pontos do documento "10 passos para a segurança do paciente" do COREN-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo/Btasil) e REBRAENSP (Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente - Polo São Paulo).

1.    Identificação do paciente


I1.    Cuidado limpo e cuidado seguro – higienização das mãos


3.    Cateteres e sondas – conexões corretas


4.    Cirurgia segura


5.    Sangue e hemocomponentes – administração segura

6.    Paciente envolvido com sua própria segurança

7.    Comunicação efetiva

8.    Prevenção de queda


9.    Prevenção de úlcera por pressão



10.    Segurança na utilização de tecnologia


A Organização Mundial da Saúde vem incentivando avanços em todo o mundo para aumentar e garantir a segurança do paciente. Se você é um profissional da saúde, não deixe de checar o site da organização. Já existem muitos documentos disponíveis a todo o mundo que lidam com essa questão. E a parceria com a rede ePORTUGUÊSe possibilitou que grande parte dos principais documentos estão disponíveis em português. Não deixe por isso de checar o site: http://www.who.int/patientsafety/en/index.html


quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Acordo ortográfico da língua portuguesa ao longo do tempo


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Séc XVI até séc. XX - Em Portugal e no Brasil a escrita praticada era de cariz etimológico (a raiz latina ou grega determinava a forma de escrita das palavras com maior preponderância).

1885 – Até esta altura a grafia é essencialmente etimológica. Nesta data publica-se as Bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana.

1907 – A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita nas suas publicações.

1910 – Implantação da República em Portugal – é nomeada uma Comissão para estabelecer uma ortografia simplificada e uniforme a ser usada nas publicações oficiais e no ensino.

1911 – Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e simplificar a escrita, mas que não foi extensiva ao Brasil.

1915 – A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a sua ortografia com a portuguesa.

1919 – A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 1915.

1924 – A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começam a procurar uma grafia comum.

1929 – A Academia Brasileira de Letras altera as regras de escrita.

1931 – É aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e Portugal, que visa suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua portuguesa. Contudo, este acordo não é posto em prática.

1938 – São sanadas algumas dúvidas quanto à acentuação de palavras.

1943 – É redigido o Formulário Ortográfico de 1943, na primeira Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal.

1945 – Um novo Acordo Ortográfico torna-se lei em Portugal, mas não no Brasil, por não ter sido ratificado pelo Governo; os brasileiros continuam a regular-se pela ortografia do Vocabulário de 1943.

1971 – São promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.

1973 – São promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.

1975 – A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboram novo projeto de acordo, que não é aprovado oficialmente.

1986 – O presidente do Brasil, José Sarney promove um encontro dos então sete países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), no Rio de Janeiro. É apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O Acordo Ortográfico de 1986, que resulta deste encontro, é amplamente discutido e contestado pela comunidade linguística, nunca chegando a ser aprovado.

1990 – A Academia das Ciências de Lisboa convoca novo encontro, juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As duas Academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O documento entraria em vigor, de acordo com o seu artigo 3º, no dia "1 de Janeiro de 1994, após depositados todos os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo português".

1995 – O Acordo Ortográfico de 1990 é apenas ratificado por Portugal, Brasil e Cabo Verde, embora o texto previsse a sua implementação em toda a Lusofonia no início de 1994.

1996 – O Acordo Ortográfico é apenas ratificado por Portugal, Brasil, e Cabo Verde.

1998 – Na cidade da Praia é assinado o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, retirando-se do texto a data de implementação. Mantém-se a condição de que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) devem ratificar as normas propostas no Acordo Ortográfico de 1990 para que este seja implementado.

2002 – Timor-Leste torna-se independente e passa a fazer parte da CPLP.

2004 – Os ministros da Educação dos vários países da CPLP reúnem-se em Fortaleza, no Brasil, para a aprovação do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Fica assim determinado que basta a ratificação de três membros para que o Acordo Ortográfico possa entrar em vigor e Timor-Leste passa a integrar a CPLP.

2006 – Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe ratificam o documento, possibilitando a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

2008 – O Acordo Ortográfico de 1990 é aprovado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil e Portugal, sendo esperada a sua implementação no início de 2010.

2009 – Entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990 no Brasil. Atualmente, além de Portugal e do Brasil, também São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné-Bissau ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990, embora estes últimos não o tenham implementado. Fica apenas a faltar a ratificação de Angola e Moçambique.


Saiba mais em: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo-historia



segunda-feira, fevereiro 04, 2013

4 de fevereiro: Dia Mundial de Combate ao Cancer


O tema de 2013 é Eliminar os mitos e a desinformação sobre o câncer

O dia Mundial de Combate ao Câncer é uma iniciativa que reúne o mundo inteiro contra esta epidemia global.

Todos os anos, no dia 4 de fevereiro, vários países do mundo organizam eventos, palestras e ações de conscientização com o objetivo de prevenir as diversas formas de câncer e diminuir as mortes causadas pela doença.

Este ano, o Dia Mundial de Combate ao Câncer dedica-se à Meta 5 da Declaração Mundial contra o Câncer baseada na Declaração de Paris aprovada em 4 de fevereiro de 2000 que traçou as metas contra o câncer para o novo milênio.


O documento define metas a serem cumpridas até 2020 entre as quais:
• Reduzir significativamente o consumo de tabaco, a obesidade e o consumo de álcool
• Desenvolver programas universais de vacinação contra a hepatite B e vírus do papiloma humano (HPV) para reduzir o câncer de fígado e de colo de útero
• Diminuir a migração de profissionais de saúde especializados em oncologia para países desenvolvidos
• Eliminar os mitos e desinformações sobre o câncer


METAS
Mito 1 – O câncer é apenas um problema de saúde (Cancer is just a health issue)
Mito 2 - O câncer é uma doença que atinge ricos, idosos e países desenvolvidos (Cancer is a disease of the wealthy, elderly and developed countries)
Mito 3 - O câncer é uma sentença de morte (Cancer is a death sentence)
Mito 4 - O câncer é o meu destino (Cancer is my fate)

  • De acordo com a OMS, 7,6 milhões de pessoas morreram de câncer em 2008
  • 70% das mortes por câmcer ocorrem em países em desenvolvimento
  • 30% dos casos de câncer são preveníveis

Leia mais
Fontes:
http://www.who.int/cancer/en/
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/dia+cancro+mmxiii.htm

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Festival Internacional de Balões

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Começou no dia 26 de janeiro e vai até o dia 3 de fevereiro de 2013, o 35º Festival Internacional de Balões em Château-d'Oex na Suiça.

Isso não é uma atividade que vemos todos os dias, mas o festival atrai baloneiros de todas as partes do mundo que durante 1 semana participam de shows, apresentações e diversas atividades para crianças e familias.
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Nesta semana, pode-se ver balões de diversas formas em um show de cores que contrastam com a neve da cidade em janeiro.

O festival começou em 1978 quando Charles-André Ramseier, diretor do Escritório de Turismo da cidade em conversa com o piloto alemão Hans Bücker decidiu organizar voos por sobre o vale nevado com o intuito de revitalizar o turismo na região.
No ano seguinte, o primeiro festival de balões de Château-d'Oex foi inaugurado com a presença de diversas personalidades suiças e nunca mais parou.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Vamos lembrar os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM)

Em Setembro de 2000, na maior reunião de chefes de estado da história, foi discutida a adoção da Declaração do Milênio das Nações Unidas e marcou o começo do novo milênio.

A Declaração, assinada por 189 países, estabeleceu as metas a serem alcançadas em 2015.

Vamos recordar e começar a pensar no que fazer depois de 2015.....


ODM nº 1 : Erradicar a pobreza extrema e a fome

Um crescimento econômico sustentável ajuda a reduzir a pobreza
• Os países devem assegurar que os pequenos avanços econômicos serão protegidos em tempos difíceis, ajudando na redução da pobreza;
A atual crise financeira já reduziu as taxas de crescimento anuais previstas em 2009 para África subsaariana - de 7%, em dezembro de 2007 para 4%, em dezembro de 2008;
• Desde o início de 2008 os países têm sofrido com o aumento do preço dos alimentos e combustíveis. Isso tem um impacto negativo sobre a redução da pobreza.

ODM nº 2 :Atingir uma educação primária universal
• A educação é um direito fundamental e deve estar disponível para todos;
• A qualidade do ensino báscio e a aprendizagem continuam a ser questões importantes em todo o mundo tendo um impacto crucial na frequência e na duração da vida escolar;
• Educar meninas e mulheres tem repercussões específicas na saúde e na prosperidade dos países em vias de desenvolvimento. Por exemplo: em África, crianças cujas mães receberam cinco anos de educação primária têm 40% a mais de probabilidade de viver além dos cinco anos de idade.

ODM n°3:
Promover a igualdade de gêneros e dar mais poder às mulheres
• Não se pode eliminar a pobreza e atingir os ODM até que a discriminação contra mulheres e meninas tenha acabado. Mulheres têm uma contribuição vital para a economia, governança, para o processo de paz, para suas comunidades e famílias;
• A igualdade de gênero é também uma questão de direitos humanos. Os tratados internacionais de direitos humanos proíbem a discriminação contra as mulheres;
• A meta do ODM3 reconhece que a educação das meninas é uma das medidas mais eficazes de redução da pobreza. Mas somente a educação não é suficiente.
Atingir o ODM3 também requer o progresso noutras áreas-chave incluindo:
- Participação política;
- Acesso a ativos produtivos e a oportunidades de emprego;
- Acesso a serviços de saúde;
- Proteção contra a violência.

O progresso de todos os ODM baseia-se na igualdade de gênero. O desenvolvimento faz pouco sentido se metade da população é impedida de beneficiar e contribuir para esse mesmo desenvolvimento.

ODM nº 4 : Reduzir a mortalidade infantil
• A saúde e o bem estar das mulheres e seus filhos estão totalmente interligados;
• Existe um forte consenso de que os programas para a saúde materna, neonatal e infantil só serão efetivos se existir uma continuidade de cuidados, desde a gravidez e o parto e durante a infância. Esta continuidade exige a reorganização e reforço dos sistemas de saúde;
• Dos quatro milhões de bebés que morrem em cada ano nas 4 primeiras semanas de vida (período neonatal), quase três quartos das mortes poderiam ser evitadas se suas mães fossem adequadamente nutridas e recebessem cuidados adequado durante a gravidez, parto e período pós-natal;
• A maioria das mortes de crianças com menos de cinco anos de idade são atribuídas a infecções respiratórias agudas (principalmente pneumonia), diarréia, malária, sarampo, HIV/AIDS e condições neonatais - todas evitáveis através de intervenções adequadas;
• HIV/SIDA é um enorme e crescente problema para as crianças. Em 2006 o número estimado de crianças com menos de 15 anos vivendo com o HIV era de 2,3 milhões - 87% provenientes da África subsaariana. Além disso, estima-se que 15,2 milhões de crianças perderam um ou ambos os pais devido a esta infecção - 80% deles na África subsaariana. Em 2010 esse número deverá subir para mais de 20 milhões;
• A desnutrição aumenta o risco de morte por estas doenças - mais de metade das mortes infantis ocorre em crianças de baixo peso;
• A malária é uma das principais causas de anemia em mulheres grávidas e crianças, bem como de baixo peso ao nascer e parto prematuro. De um milhão de mortes causadas por malária a cada ano, mais de 90% são entre crianças africanas;
• Atenção à saúde sexual e reprodutiva da mulher (SSR) e aumento do acesso a preservativos é também importante para a saúde da criança. Por exemplo, a sífilis não tratada durante a gravidez resulta numa elevada taxa de nados mortos (25%) e provoca 14% dos óbitos neonatais;
• Em África, a prevalência de sífilis em mulheres grávidas varia entre 4-15%;
• Medidas de saúde pública têm um papel vital a desempenhar na redução do número de mortes infantis. Mas, reduzir a mortalidade infantil também exigirá ações destinadas a melhorar a nutrição, a igualdade de gênero, a educação e a renda familiar. Qualquer ação para melhorar os serviços deve assegurar o acesso equitativo para as mulheres e crianças;
• Discriminação contra meninas e distribuição desigual de alimentos e recursos dentro das famílias tem um impacto significativo na mortalidade infantil - principalmente na das meninas;
• Globalmente, a proporção de crianças com menos de cinco anos que apresentam baixo peso, diminuiu para um quinto durante o período de 1990 -2005. Todavia, apenas poucos progressos têm sido vistos no sul da Ásia e na África subsaariana, onde a desnutrição continua a ser um fator importante no aumento das mortes infantis.

ODM nº 5 : Melhorar a saúde materna

• Quase todas as mortes maternas poderiam ser evitadas com o acesso a cuidados de saúde durante a gravidez, parto e algumas semanas após parto, assim como o acesso a cuidados de emergências obstétricas em caso de complicações;
• A experiência da Tailândia, Bangladesh e Sri Lanka mostram que a mortalidade materna pode ser reduzida em países em vias de desenvolvimento;
• Existem diferenças significativas no acesso a serviços de saúde materna, por exemplo, na Etiópia, uma pessoa com recursos tem 28 vezes mais probabilidades de receber atendimento especializado durante o parto do que uma pessoa sem recursos;
• As mortes maternas são apenas a ponta do iceberg. Para cada morte materna, existem pelo menos 20 mulheres que sofrem sérias complicações relacionadas com a gravidez que podem repercutir-se ao longo de toda sua vida;
• A saúde e as chances de sobrevivência de um recém-nascido são largamente determinadas pela saúde da mãe, da sua nutrição e dos cuidados pré-natais que ela recebe;
• Para reduzir a mortalidade materna e a invalidez é necessário vontade política. Melhorar o estatuto e os direitos das mulheres e aumentar o acesso das mesmas a todos os serviços essenciais de saúde materna deve ser uma preocupação prioritária.

ODM nº 6: Combate ao HIV/Sida, malária e outras doenças
• Nos países em vias de desenvolvimento a prevalência de HIV estabilizou-se, mas a imagem global mascara a grande variação nos diferentes países.Embora a epidemia tenha começado a declinar no Quénia, Zimbabué e nas áreas urbanas de Burkina Faso e estabilizado em Uganda, Tanzânia e Gana, a epidemia continua crescendo na África do Sul;
• A maior conquista foi o aumento de acesso ao tratamento. Até ao final de 2006, mais de 2 milhões de pessoas recebiam terapia anti-retroviral em países de baixo e médio desenvolvimento, o que representa um aumento de 54% comparado com o ano anterior;
• Todavia, as medidas de prevenção não estão a acompanhar a propagação do HIV. Para cada nova pessoa que recebe tratamento, mais seis pessoas são infectadas;
• Em cada epidemia, existem indivíduos e grupos específicos que são desproporcionalmente vulneráveis ao HIV/SIDA. No entanto, eles permanecem amplamente negligenciados. Mulheres, jovens, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, utilizadores de drogas injetáveis e presos estão entre os mais vulneráveis ao HIV e mais afetados pela epidemia.
Mas, globalmente, menos de um em cada vinte homens que fazem sexo com homens têm acesso à prevenção do HIV e serviços de cuidados que necessitam. Medidas de prevenção do HIV para os utilizadores de drogas injetáveis são, na melhor das hipóteses, 5% em todo o mundo.

ODM nº 7: Assegurar a sustentabilidade ambiental

• Para atingir os outros ODM é essencial o acesso à água potável e ao saneamento básico. É um requisito fundamental para melhorar os cuidados de saúde primários, para aumentar a escolaridade de meninos e meninas e é uma precondição para o sucesso na luta contra a pobreza, fome, mortalidade infantil e na obtenção de uma maior igualdade entre gêneros;
• Atingir as diferentes metas também irá salvar muitas vidas. A diarréia causa cerca de 1,5 milhões de mortes em cada ano (principalmente entre crianças) e é a terceira maior causa de morte por doença infecciosa. De fato, aproximadamente a cada 20 segundos, uma criança morre devido a diarréia. De acordo com a OMS, cerca de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas através do acesso a água potável, saneamento básico e práticas de higiene efetivas.

ODM nº 8: Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento

• O alívio da dívida externa por parte dos países desenvolvidos, colabora para que os países menos desenvolvidos tenham recursos adicionais para investirem na saúde, educação e infra-estruturas, tal como estabelecido nas estratégias nacionais de redução da pobreza.

http://www.who.int/mdg/en/index.html
http://www.dfid.gov.uk/global-issues/millennium-development-goals/