quinta-feira, julho 11, 2013

Monumentos Tombados pela UNESCO no Brasil - Parte I


A Rede ePORTUGUÊSe inicia hoje uma série sobre os monumentos e parques históricos tombados pela UNESCO nos países de Língua Oficial Portuguesa.
Nem todos os países têm ainda monumentos tombados, estes são os que encontramos, esperando no futuro que todos os países sejam contemplados.



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A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) reconhece o valor cultural de um bem que pode ser de Natureza Material, Cultural, Arquitetónico, Ambiental, Etnográfico, Paisagístico, Arqueológico e também de valor afetivo para a população, protegendo e atribuindo o estatuto de interesse público.

      


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Vamos começar com o Brasil

São tantos os lugares históricos e tombados pela UNESCO que não poderiamos num único post resssaltá-los a todos, assim separamos por cada uma das cinco regiões e os publicaremos semanalmente.

Começamos pela região Centro-Oeste, onde se localiza a capital do Brasil - BRASÍLIA
   
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  1) Brasília

A cidade de Brasília é a capital federal e sede do governo do Distrito Federal. Foi construída e planejada nos anos 50, pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Foi inaugurada do dia 21 de abril de 1960 pelo então Presidente Juscelino Kubitschek.



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No dia 07 de dezembro de 1987, Brasília foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, uma honra por ser o único monumento arquitetônico com menos de cem anos a receber este título.


Brasília é considerada a Capital de todos os brasileiros, sua população é formada por pessoas vindas de todos os cantos do país, o que faz de Brasília uma cidade rica e diversificada na sua gastronomia e na cultura.
 
2) Centro Histórico de Goiás


Centro Histórico de Goiás
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O Centro Histórico de Goiás foi a antiga capital do Estado de Goiás até o ano de 1933, quando a capital do Estado passou a ser Goiania. 

A cidade foi fundada em 1739 por Bandeirantes (desbravadores dos sertões brasileiros em busca de riquezas e pedras  preciosas) vindos de São Paulo.

O centro histórico possui cerca de 486 imóveis tombadas e aproxiamdamente 1200 bens, tais como  móveis e obras de arte, tendo um estilo arquitetónico europeu adaptado às condições climáticas, geográficas e culturais da América do Sul.


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Goiás representa a evolução de uma forma de estrutura urbana característica do seu passado, fazendo pleno uso de materiais e técnicas locais e conservando a sua configuração excepcional



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A sociedade goianiense tem imenso orgulho no seu Centro Histórico.





Os prédios públicos e residências particulares tombadas contam sempre com um apoio incondicional do Governo e da iniciativa privada.


3) Pantanal Mato-Grossense

O Complexo de Conservação do Pantanal ocupa uma área total de 200 mil Km2, no Estado de Mato Grosso, sendo um Parque Nacional com a maior biodiversidade do planeta.

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O Pantanal Mato-Grossense é o maior ecossistemas de água doce do mundo. O Parque Nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Pantanal foi considerado uma Reserva da Biosfera Mundial pela UNESCO.

A principal fonte de água para o Pantanal Mato-Grossense é o rio Cuiabá, sua fauna é extremamente diversificada, incluindo 80 espécies de mamíferos, 650 espécies de aves, 50 espécies de répteis e 400 espécies de peixes.

  
Os Animais do Pantanal Mato-Grossense



Animais do Pantanal
 

Ariranha

A ariranha prefere rios ou lagos de águas transparentes com profundidades variam de l a 4m e que tenham grande quantidade de peixes.

No Uruguai chamam a ariranha de lôbo-de-gravata, por causa da mancha esbranquiçada que ela tem no pescoço. No Brasil é também conhecida como lobo-do-rio ou onça-d'água.


 
Arara Azul

A Arara Azul ainda é avistada em três áreas brasileiras e em pequenas partes do território boliviano.
A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção proíbe sua venda, mas a arara-azul-grande é popular no comércio ilegal de aves.



Tuiuiú

O Tuiuíú é também conhecido como jaburru, jaburu, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e cauauá (no Amazonas).
O tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora.
Os ninhos do tuiuiú são as maiores estruturas construídas por aves no Pantanal.
 
É uma ave que realiza movimentos migratórios. Vive nas margens de grandes rios e lagos com árvores esparsas e em outras áreas úmidas, onde se alimenta de peixes. 



Jacaré Caiman

Há alguns anos, o jacaré encontrava-se em ameaça de extinção em decorrência da caça ilegal. Hoje, porém, afirma-se que há mais de três milhões de jacarés adultos na região, vivendo em rios lagoas e corixos.
d                                                                                                                                                    



Iguana
 
Os animais mais encontrados na região são as iguanas. É uma espécie herbívora que faz seus ninhos junto às margens dos rios.
As iguanas são caçadas devido à sua pele, aos seus ovos e à sua carne. As iguanas verdes estão ameaçadas de extinção em certos países da América do Sul.


4) Reservas do Cerrado – Constituído pelo Parque Nacional das Emas e Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros


O Parque Nacional das Emas e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros são uma Reserva Natural de Conservação/Preservação da biodiversidade existente na região sudoeste do Estado de Goiás.
Estes dois parques contêm uma flora e fauna diversificada, sendo um dos mais antigos e multifacetados ecossistemas tropicais do mundo.

Ao longo do tempo estes lugares têm sido um refúgio para várias espécies durante os períodos de mudanças climáticas, sendo vital para a manutenção da biodiversidade da região do Cerrado durante flutuações climáticas futuras.

Estes dois Parques Nacionais fazem parte da maior planície no Brasil central, sendo o seu ponto mais elevado a Serra da Santana.


Esta região é de uma beleza excepcional, possuindo amplos planaltos, nascentes de água cristalina, profundos desfiladeiros. O principal curso de água é o rio Preto que apresenta uma beleza e uma diversidade biológica impressionante.


Animais dos Parques Nacionais das Emas e da Chapada dos Veadeiros      

 

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O tamanduá-bandeira é o único mamífero no mundo que não possui dentes, sendo o seu habitat natural o cerrado.
Estima-se que se alimente de 35 mil insectos por dia e também se alimentam de frutas.
                                   
                 


Onça-Pintada
A Onça-Pintada está na lista dos animais ameaçados de extinção, transformando-se num símbolo de ações de preservação.
Considerado o maior felino do continente americano, a espécie concentra-se principalmente no Brasil.

Se não forem tomadas medidas imediatas, em 80 anos, a espécie deve estar extinta em algumas regiões da Mata Atlântica.


Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arara-azul-grande
http://www.wikiaves.com.br/tuiuiu
http://ozeascuriosidades.wordpress.com/
http://noticias.terra.com.br/ciencia/brasil-luta-para-evitar-extincao-da-onca-pintada,3a5e901143f8e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html



terça-feira, julho 09, 2013

No Dia Mundial da População a ONU destaca o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva




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Desde 1989 que se celebra o Dia Mundial da População, sendo um evento anual celebrado no dia 11 de Julho.
É um momento importante para discutir as questões populacionais dentro dos planos e programas para o desenvolvimento e encontrar soluções para que sejam adequadas a todos os povos do mundo.

O tema deste ano refere-se ao “Acesso Universal aos Serviços de Saúde Reprodutiva”, ao qual se apela para o papel essencial que a saúde reprodutiva desempenha na criação de um mundo justo e equitativo.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial que a população mundial mais que triplicou. Segundo o Secretário-Geral da Nações Unidas, hoje somos mais de sete biliões de pessoas no planeta e as necessidades das populações são cada vez maiores.




   





O Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) estima que a população mundial alcance os 9,6 mil milhões em 2050.

Em 2100 o mundo terá 10,9 biliões de pessoas. Estima-se que o maior crescimento terá uma maior incidência nos países em desenvolvimento.


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Estima-se que um dos países com maior crescimento populacional será a Índia, ultrapassando a China por volta do ano de 2028.

Enquanto que a população no continente europeu deverá diminuir.

Espera-se que a expectativa de vida ao nascer em todos os países do mundo aumente substancialmente e estima-se que entre em 2045-2050 esta cifra seja de 76 anos, podendo atingir 82 anos até 2100.


Saúde e direitos reprodutivos são essenciais para o desenvolvimento sustentável e para a redução da pobreza. Investir no acesso universal à saúde reprodutiva é um investimento fundamental nas sociedades saudáveis e um futuro mais sustentável”.



Mais informação em:

http://www.unfpa.org/public/world-population-day/ http://www.geracaobiz.org.mz/?p=1451 http://www.londonfamilyplanningsummit.co.uk http://video.unfpa.org/ http://www.un.org/en/events/populationday/



terça-feira, julho 02, 2013

A tradição na hora de vestir - segunda parte


Moçambique


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A capulana (ou kanga, ou pano, ou pagne), é um pano de algodão,  colorido que variam de província para província, usado pelas mulheres moçambicanas de várias formas: como saias, vestidos ou até na cabeça. Mais ainda, por vezes são utilizadas pelas mães, para transportar os bebés aconchegados às costas numa capulana especial, o ntehe, para terem as mãos livres para as tarefas domésticas. Geralmente numa família comprava-se um ntehe novo para cada novo bebé.

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Na vida de uma mulher moçambicana, todos os atos importantes são marcados pela capulana, usam-nas em cerimónias e momentos especiais das suas vidas.
O chamado mukume ni vemba, é um conjunto clássico no Sul de Moçambique. É constituído de duas capulanas cortadas numa mesma peça de pano. A maior, a mukume, com a sua renda branca, vai amarrada à cintura e a menor, a vemba, traz-se pelos ombros, como um xaile.

Com mukume ni vemba usa-se normalmente uma blusa de corte simples, cor lisa e de mangas cingidas. Como acessórios usam-se muitas pulseiras e brincos discretos. 
O uso da capulana remonta de tempos anteriores aos descobrimentos, mas foi com as viagens dos portugueses à Índia que aumentou o comércio destes panos de algodão. Eram trocados em Moçambique por produtos de grande valor comercial como ouro, marfim. Muitos comerciantes estrangeiros tinham por obrigação oferecer panos às mulheres dos líderes e comerciantes africanos com quem faziam comércio. Assim tornou-se um acessório habitual no vestuário das mulheres moçambicanas.

Portugal

Na região do Minho em Portugal existe um traje típico, geralmente associado a grupos de folclore, e que varia de aldeia para aldeia, tanto nas cores como nos adornos e acessórios usados.  

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O " Traje à moda do Minho", "à Vianesa" ou também conhecido por "Traje à Lavradeira", é um vestuário feminino, de festa, apenas usado em dias especiais e por moças de algumas aldeias do concelho de Viana-do-Castelo. 
No traje feminino, sobre a camisa com bordados azuis, a mulher minhota usa um colete que funciona como espartilho. O colete é decorado por bordados coloridos. A saia rodada é marcada por uma larga barra bordada com os mesmos motivos do colete. Por sua vez, o avental é decorado com “puxados” que deixam o avental com um relevo interessante. Esta é uma técnica especial usada em tecidos feito nos teares manuais. A algibeira reforça a beleza da mulher com a sua forma de coração, tendo como utilização prática o transporte de dinheiro e do lenço.
A mulher minhota calça meias de renda brancas e chinelas de pele bordadas com motivos florais, vegetais e geométricos. Na cabeça usa um lenço de fundo vermelho com barra estampada com motivos florais, vegetais e cornucópias. A cor do lenço pode variar dependendo da região. 

O ouro é um acessório típico e originanalmente era usado pelas moças quando ficavam noivas, tendo sido oferecido pelos sogros consoante as suas possibilidades económicas.

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Também para o homem existe um traje típico, o traje domingueiro, composto por calça, camisa e jaqueta. A camisa branca é decorada com bordados tradicionais minhotos, com motivos amorosos.
A cor vermelha da faixa e dos bordados confere ao conjunto um contraste alegre, uma vez que todo o traje é negro.  



São Tomé e Príncipe

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 O traje típico de São Tomé e Príncipe é usado com grande elegância ao dançar a Ússua”, uma dança de salão típica. 

As mulheres vestem quimono acompanhado de saias compridas, túnicas e lenços colocados a rigor na cabeça. Já os homens usam calças e sapatos pretos, camisas brancas, casacos e gravatas. O homem usa também um chapéu de palha deslocado para o lado da cabeça e uma toalha que serve para limpar o suor e não manchar a roupa.

Timor-Leste

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   Taís, são panos multicoloridos fabricados artesanalmente, através de uma forma de tecelagem criada pelas mulheres de Timor-Leste. Estes panos são utilizadas para a ornamentação cerimonial, decoração e vestuário. Usa-se principalmente o algodão e que é tingido com corantes naturais muitas vezes preparados pelas próprias artesãs. As imagens e os padrões de Taís variam muito de região para região, mas muitas vezes eles incluem mensagens de localidade e eventos significativos.

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Os homens usam tradicionalmente a tais mane, que enrolam ao redor da cintura. As mulheres usam o tais feto, uma forma de vestido sem alças. Um terceiro tipo conhecido como Selendang, consiste num pano fino ao redor do pescoço, que se tornou popular nos últimos anos.

Em cerimônias oficiais, o tais é usado junto com plumas, ouro, coral ou prata. Este traje é usado nas danças, junto com adornos típicos de Timor-Leste.

Os homens colocam um lenço na cabeça sobre o qual aplicam a
kaibauk, uma lua de metal com aplicações de pequenas lágrimas e espigas, a surik, espada guerreira, e o belak, disco de metal suspenso ao peito, completam o traje dos homens. As mulheres usam a kaibauk, além da ulum suku, para prender os cabelos, e do sasuit, pente de dentes largos. Usam geralmente ao peito o mortene, colar feito de materiais diversos, e à cintura um pano branco. Por fim, a lokum ou kelui, uma pulseira de metal usada pelos homens no braço e pelas mulheres no antebraço.

Mais informação:


domingo, junho 30, 2013

A tradição na hora de vestir - Primeira parte

Angola



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As Bessanganas ou "grandes damas de traje de panos", distinguem-se pelo seu modo tradicional de vestir. Elas vem da Ilha do Cabo ou Ilha de Luanda e são senhoras de boas famílias da velha sociedade de Luanda. 

Os seus trajes típicos são formados por um total de quatro camadas de panos essencialmente estampados e coloridos: mulele ua jiponda (peça interior) o mulele ua xaxi (pano trespassado cobrindo a parte superior), depois o mulele ua tandu (tecidos trespassados na parte inferior) e finalmente um pano conhecido como bofeta. Um pequeno pano enrolado na cabeça também faz parte da indumentária. Luanda está repleta de mulheres que dividem a rua entre trajes tradicionais e a indumentária mais moderna e globalizada. 

Brasil

Falar de um traje típico para todo o Brasil é uma tarefa impossível. As cinco regiões do país apresentam características bastante diversas que são muito influenciadas pelos imigrantes que se instalaram em cada um delas. Por exemplo, na região sul, a influencia alemã, italiana e japonesa é bastante marcante. No nordeste pode-se ainda sentir a influencia holandesa misturada com o caboclo e é claro a Bahia, o mais africano dos estados brasileiros com uma influencia tão forte especialmente na comida, danças, tradições, que há quem pense que está de volta à África. A região norte, que detém a maior parte da floresta amazonica, ainda vive sob grande influência indígena. 
Por isso, selecionamos somente dois exemplos de trajes típicos. Um da região sul, o traje gaúcho e um da região nordeste, a famosa baiana.

O Estado mais ao sul do Brasil, o Rio Grande do Sul é rico em cultura e história. Estas terras foram protagonistas da Revolução Farroupilha, que desafiou o Império em 1836 e criou uma república separada do Brasil durante 9 anos. A pecuária sempre foi uma grande fonte de renda para o estado famoso por seu churrasco e por isso escolhemos o traje gaúcho. 
Este é considerado traje oficial do Estado desde 1989, podendo ser usado em qualquer ocasião formal que ocorra no Rio Grande do Sul, desde que algumas recomendações na forma de trajar sejam cumpridas.

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O vestido da mulher ou prenda e a bombacha do homem constituem o traje tradicional do casal gaúcho. 
O vestido de prenda pode ser inteiro ou uma saia e blusa acompanhado ou não de um casaco. De acordo com a idade o modelo da saia pode variar. A blusa pode apresentar mangas com diferente comprimento que podem ser lisas, estampadas ou franzidas. Não se deve usar a cor preta, branca, nem combinações com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul.
Os sapatos sim, são habitualmente pretos, brancos ou beges, com uma tira sobre o peito do pé. Os cabelos devem estar presos ou em tranças. 

A bombacha é um par de calças típicas apertadas no tornozelo. O termo foi adotado do termo espanhol “bombacho” que significa “calças largas”. O peão (homem gaúcho) apresenta-se trajado de bombacha, botas e lenço no pescoço. As bombachas são usadas de diferente modo conforme a região onde o gaúcho habita. Segundo as normas tradicionais a bombacha deve ser de cós largo, com dois bolsos grandes nas laterais e sem alças para a cinta. Nas ocasiões festivas as cores da bombacha devem ser claras e sóbrias e escuras nas ocasiões de viagens e trabalho. O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores mais tradicionais são o branco e vermelho.

Curiosidade: A mulher gaúcha é denominada prenda pois o termo significa algo precioso, valioso e insubstituível.
É desta gentil forma que o homem gaúcho se direciona ao seu par. 

O Estado da Bahia é o maior Estado do Nordeste do Brasil. Foi aqui que o Brasil começou com a chegada de Pedro Álvares Cabral em 1500. É o Estado que mantém mais forte as tradições africanas como é o caso das baianas.

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A roupa da baiana é uma indumentária tradicional usada nos terreiros de candomblé, uma das grandes religiões afro-brasileiras. Existem roupas de baiana para todas ocasiões. A roupa de ração é a roupa usada diariamente em uma casa de candomblé. São roupas simples feitas de morim ou cretone. Podem ser coloridas ou brancas, dependendo da ocasião. Compõem o jogo: saia (axó) de pouca roda para facilitar a movimentação, singuê (espécie de faixa amarrada nos seios que substitui o sutian), camisu ou camisa de mulata, geralmente branca e enfeitada com rendas e bordados, calçolão (espécie de bermuda amarrada por cordão na cintura, mais larga para facilitar a movimentação e proteger o corpo nos casos em que for necessário sentar no chão, e ainda o ojá que se amarra à cabeça.
A roupa de baiana é geralmente utilizada como roupa típica do Brasil em festividades por todo o mundo.
Cabo verde
Associado à história de Cabo Verde está o pano de terra ou panu di terra,
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um tecido típico feito artesanalmente em teares manuais fazendo cada peça única em seu estilo cor e formato. Esta irregularidade é a característica que garante a autenticidade.

Tradicional das ilhas de Santiago, Fogo e Brava, este tecido foi nos séculos XVI e XVII uma moeda de troca no comércio da costa africana, transformando a economia do país. Cabo Verde desenvolveu uma verdadeira indústria têxtil de fabricação destes panos longos e estreitos. As cores tradicionais eram o preto e o branco, no entanto, hoje, encontram-se pano de terra de todas as cores.



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Esta peça de vestuário é colocada em redor da cintura das mulheres, especialmente quando se dança o "batuko". Os homens também usam o pano de terra nas suas roupas.  
Como forma de preservar este ícone da cultura caboverdiana o parque natural de Serra Malagueta, localizada na ilha de Santiago promove formações para jovens em confecção do  pano di terra como forma de encontrar alternativas económicas sustentáveis para quem as produz e também como forma de promover o ecoturismo pela valorização deste símbolo da cultura caboverdiana.
Guiné-Bissau


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O povo guineense tem na sua história a arte da tecelagem.
A confecção de panos tradicionais por parte das várias etnias presentes na Guiné-Bissau atinge não só uma dimensão social, como económica e religiosa.
Os fulas, os mandingas, os manjacos, e os papéis são etnias que se destacaram no campo da tecelagem.
Os panos são tradicionalmente fabricados por homens através do algodão cultivado e tecido em teares manuais.

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Como exemplos há o pano baba-antigo, de confecção manjaca, feito de linhas pretas e brancas com quadrados em preto e pequenas figuras geométricas (rombos); o pano nkontcha, de confecção da etnia papel, feito de linhas brancas e vermelhas em tias verticais (paralelas), de 5 bandas com 20,5 cm de largura e 195 cm de comprimento; entre outros. Eram usados como peças de vestuário e, em cerimónias e dias festivos apresentavam cores mais exuberantes.

A fábrica de tecelagem tradicional, Artissal, com sede em Quinhamel (Guiné-Bissau), foi criada em 2005 com vista a manter viva a herança cultural da tecelagem guineense.





domingo, junho 23, 2013

A Revolução Laranja e a Deficiência de Vitamina A


A deficiência em vitamina A é a causa número um de cegueira na infância. Estima-se que, todos os anos, cerca de 670,000 crianças em todo o mundo morram em consequência da carência de vitamina A e que 350,000 percam a visão.

Uma forma que, governos e organizações não-governamentais encontraram para fazer frente a este problema, consiste na suplementação com vitamina A de crianças e mães imediatamente após o parto.

De fato, a suplementação com vitamina A é considerada a intervenção mais custo-efetiva para salvar a visão e a vida das crianças em risco.

O gasto associado, tendo em conta a importância dos resultados obtidos, é incrivelmente baixo – 1$ por criança por ano e representa o custo total do programa de suplementação!

A falta de vitamina A tem, igualmente, implicações no comprometimento do sistema imunológico, elevando o risco das crianças contraírem formas graves de malária, sarampo e doenças diarreicas.

Moçambique foi mais longe no combate à carência de vitamina A, dando início à Revolução Laranja!

Com a colaboração de diversas entidades, como o Centro Internacional da Batata, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique ou a Fundação Helen Keller International, uma onda laranja invadiu o país.

Desde cartazes na rua a t-shirts e bonés a cor laranja dominava. Programas de rádio, teatro de rua… em todos eles se ouviam as palavras laranja, visão e saúde.

Mas o que estaria a acontecer?

O país iniciou um plano para cortar o mal pela raiz. Como? Introduzindo mudanças no padrão alimentar das populações, de modo a aumentar a ingestão de vitamina A.

Então, no final dos anos 90, iniciou-se a operação da batata-doce de polpa alaranjada. Foram criadas em laboratório variedades de batata-doce, capazes de prosperar em diferentes condições, com elevados níveis de beta-caroteno – substância que o nosso organismo converte em vitamina A.

Pesquisas recentes revelam que 125g deste tipo de batata-doce fornece, a crianças no ensino primário, mais do dobro da dose diária recomendada de vitamina A.

Primeiro, escolheram-se as variedades que se davam bem nos solos moçambicanos. Depois, deu-se início a uma campanha de promoção junto dos agricultores e consumidores, de modo a que, progressivamente, a batata-doce de polpa branca fosse substituída pela de polpa alaranjada. As mulheres são treinadas na preparação de comidas ricas em vitamina A que, por sua vez, depois treinam outras mulheres. São dadas plantas, material de cultivo e conselhos sobre o uso de fertilizantes orgânicos aos trabalhadores agrícolas e à população em geral por intermédio das escolas.

Até novas receitas surgiram, como é o caso do “pão de ouro”. Na confecção deste pão, 38% da farinha de trigo – quase sempre importada e cara – é substituída por puré de batata-doce, dando origem a um pão dourado.
Os testes de sabor mostraram que o público tem uma grande preferência por este pão, devido à textura mais pesada, melhor sabor e um atractivo aspecto dourado.

A batata-doce de polpa alaranjada - de fácil cultivo, resistente à seca e com produção elevada – tornou-se numa moda capaz de salvar crianças da desnutrição e da cegueira.
Depois de Moçambique, outros países africanos (como a Zâmbia, o Malawi, a Tanzânia e o Quénia), iniciaram o seu combate à carência de vitamina A através do cultivo e consumo deste tipo de batata-doce.

Foi, também, graças a este projeto, que a Fundação Internacional Helen Keller foi distinguida com a atribuição do Prémio António Champalimaud de Visão 2009, no valor de um milhão de euros para ser gasto, sem restrições ou imposições, pela instituição. Nas palavras da presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, são trabalhos como este que levam “luz à sombra e esperança à resignação a milhões de pessoas em África, especialmente em Moçambique, e na Ásia.”

Quando os suplementos de vitamina A deixarem de ser necessários, poderemos dizer “Missão Cumprida”!