segunda-feira, agosto 19, 2013

19 de Agosto - Dia Mundial da Ajuda Humanitária

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Hoje, celebra-se em todo o mundo os trabalhadores que arriscam suas vidas para prestar ajuda humanitária em áreas de conflito.

No exercício de seu trabalho, mais de 700 trabalhadores humanitários já perderam suas vidas. Todos os dias estes indivíduos enfrentam situações perigosas ao tentarem ajudar aqueles em necessidade. 

A ajuda humanitária é necessária para combater a fome e a violência doméstica, bem como ajudar os refugiados, as crianças, e oferecer acesso à água potável e ao saneamento básico a milhares de pessoas no mundo inteiro que vivem em locais de grandes conflitos ou sem acesso às necessidades básicas.


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O Dia Mundial da Ajuda Humanitária foi instituído pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 2008 e foi observada pela primeira vez em agosto de 2009. 

No dia 19 de Agosto de 2003, ocorreu um atentado num hotel de Bagdá, no Iraque, onde vinte e duas pessoas morreram, incluindo a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e o Representante Especial do Secretário-Geral para o Iraque, Sérgio Vieira de Mello. 

Portanto, esse dia serve também para refletir sobre os problemas que enfrentamos no mundo e como podemos trabalhar juntos para vencê-los.

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O número total de pessoas afetadas por desastres naturais tem aumentado na última década, e cerca de 211 milhões de pessoas são afetadas diretamente a cada ano, principalmente mulheres e crianças. Novos e difíceis desafios surgem a cada ano e exigem estratégias de financiamento mais flexíveis e adaptáveis para o trabalho humanitário. A crescente crise econômica e os desafios globais (como a pobreza, os problemas globais de saúde, o aumento dos preços e o aumento do número de pessoas em movimento) representam uma maior necessidade de agentes humanitários a cada ano.

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Por isso, a Organização das Nações Unidas criou em dezembro de 2008 o Dia Mundial da Ajuda Humanitária. Neste dia, faz-se referência às pessoas que ajudam a promover o espírito humanitário por meio de suas ações, sem esquecer aqueles que perderam as suas vidas por esse serviço nobre.
Desde o primeiro Dia Mundial da Ajuda Humanitária no dia 19 de Agosto de 2009, comemora-se todos os anos esta data, com o objetivo de aumentar a consciencialização de pessoas ao redor do mundo sobre a  importância de praticar atividades de valor humanitário.

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Muitas comunidades e organizações tentam promover o objetivo do Dia Mundial da Ajuda Humanitária por meio de material publicitário e informativo. Além disso, é comum que pessoas tentem contactar os mídia locais para divulgar mensagens de apoio à ajuda humanitária, ou que organizem eventos públicos de trabalho voluntário, humanitário e/ou comunitário.


Para o ano de 2013, o tema da campanha é ‘O Mundo Precisa de Mais…’. O público poderá participar da campanha a partir do dia 19 de Agosto.

Compartilhe a sua opinião sobre o que o mundo está precisando!

Exemplos como ‘Força’, ‘Esperança’, ‘Amor’ e ‘Felicidade’ já aparecem na publicidade. 
Para saber mais e juntar-se a esta importantíssima causa, acesse este link.

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quinta-feira, agosto 15, 2013

Monumentos Tombados pela UNESCO no Brasil - Parte III - Região Sudeste - Estados do Rio de Janeiro e São Paulo

1) Rio de Janeiro: 
Paisagens entre a montanha e o mar 


Baia da Guanabara em 1555
A cidade do Rio de Janeiro, no Estado de Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do Brasil e possui um centro urbano excepcional com uma natureza exuberante desde os pontos mais altos das montanhas do Parque Nacional da Tijuca até ao mar. 

Diz-se que o Rio de Janeiro fica imprensado entre o Oceano Atlântico e a montanha.


A Baía de Guanabara, onde a cidade do Rio de Janeiro se desenvolveu, foi descoberta por Gaspar de Lemos no dia 1 de janeiro de 1502 e daí deriva o seu nome.


Em 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas

Durand de Villegagon invadiram a Baía de Guanabara, mas foram expulsos no ano seguinte pelos portugueses. 
Mesmo assim, persistiram na região até que Estácio de Sá, vindo diretamente de Portugal com missão de expulsar definitivamente os franceses remanescentes na Baia da Guanabara e fundar ali uma cidade.

Assim no dia 1 de março de 1565, nascia a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro entre o morro Cara de Cão e o morro do Pão de Açucar.


O desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro foi lenta até a chegada da família Real em 1808, quando transformou-se em centro do império português.


Logo tornou-se o maior centro comercial do Brasil e o príncipe regente Dom João VI criou diversos estabelecimentos de ensino como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Oficios, Academia Imperial de Belas Artes, a Biblioteca nacional e o Jardim Botânico.


Cristo Redentor
Jardim Botânico
O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil entre 1763 e 1960, quando Brasília, a atual capital do Brasil foi inaugurada.


Em 2012, o Rio de Janeiro passou a ser Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO na categoria de Paisagem Cultural e Cenário Urbano.


Rio de Janeiro 
O Património se estende desde a entrada da Baia da Guanabara, à enseada de Botafogo. 
Conta também com os Morros do Pão de Açucar e Cara de Cão, assim como a orla da Praia de Copacabana e os pontos mais altos das montanhas do Parque Nacional da Tijuca.


Imagens do Rio, que mostram a baía, o Pão de Açúcar e a estátua do Cristo Redentor, tiveram um fator de alto reconhecimento em todo o mundo, desde meados do século XIX.  

A bela paisagem do Rio de Janeiro foi e continua a ser a inspiração para muitas formas de arte, literatura, poesia e música como a famosa canção 'Aquele Abraço' de Gilberto Gil. 


Confira o vídeo com letra aqui:

                     
 


2) Reservas de Mata Atlântica do Sudeste

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Há 513 anos atrás, quando os portugueses chegaram ao Brasil, a paisagem dominante na costa brasileira era a Floresta Atlântica, caracterizada por sua mata densa e exuberante com árvores gigantescas. 
A primeira atividade econômica da colônia brasileira foi a exploração do pau-brasil (caesalpina echinata), começando, assim, o desmatamento da Mata Atlântica.

Uma das características mais importantes do pau-brasil é sua resistência por ser uma madeira pesada com a presença interna de um corante vermelho. Por sua qualidade, o pau-brasil é muito usado na fabricação de instrumentos musicais como violinos, harpas e violas. (saiba mais).

Grande parte da Mata Atlântica foi sendo desmatada com a extração intensa da madeira que era levada para Portugal para ser vendida no mercado europeu e para a fabricação de móveis.
O pau-brasil deu o nome ao país conhecido até então como Terra de Santa Cruz.

O desmatamento também serviu para ampliar a plantação de cana-de-açúcar e do café, para a extração de ouro e para a construção de cidades. 
Atualmente, a presença do pau-brasil é baixa na Mata Atlântica e existe uma lei federal brasileira que considera crime o corte ilegal desta árvore. (saiba mais).

No dia 3 de maio comemora-se o dia do
pau-brasil.

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Com a crescente preocupação com a conservação da Mata Atlântica, foram criadas reservas naturais pelo Governo Federal Brasileiro e no dia 1 de julho de 2012 esta grande área natural foi tombada pela UNESCO na categoria de Paisagem Cultural. 
As Reservas de Mata Atlântica localizam-se nos Estados de Paraná (Região Sul) e de São Paulo (Sudeste), oferecendo um dos melhores e mais vastos exemplos do Bosque Atlântico brasileiro. São 25 áreas protegidas com uma área de aproximadamente 470.000 metros quadrados que exibem uma riqueza biológica única, pois uma grande parte da vegetação e dos animais nativos desta região não se encontram em nenhum outro lugar do mundo.


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3) Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento 



Como o nome mesmo sugere, nesta região, em 22 de abril de 1500, a esquadra de Pedro Álvares Cabral desembarcou pela primeira vez na costa brasileira. Aqui se encontram as primeiras formações urbanas da colonização portuguesa, como a cidade de Porto Seguro, além de inúmeros sítios arqueológicos históricos e pré-históricos.


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As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento localizam-se nos Estados de Bahia (Região Nordeste) e Espírito Santo (Região Sudeste), contendo 8 zonas protegidas/reservas naturais separadas entre si.

Na sua totalidade são cerca de 112 mil hectares de mata atlântica e arbustos autóctones que se designam de "restingas".


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Os bosques úmidos da costa atlântica do Brasil possuem a biodiversidade mais rica do planeta, abrigando uma ampla gama de espécies endêmicas (únicas a esse local), ilustrando um modelo de evolução biológica de grande interesse para a Ciência e para a Conservação do Meio Ambiente. 





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As Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento são constituidas pelos Parques Nacionais do Monte Pascoal, (o primeiro monte avistado por Pedro Álvares Cabral), do Descobrimento, do Pau Brasil, pelas reservas biológicas de Una e Sooretana e também por três reservas particulares. 


Foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO no ano de 1999.


Com este post terminamos a terceira parte dos monumentos e áreas tombadas pelo UNESCO na região sudeste do Brasil.


A primeira parte pode ser lida aqui
A segunda parte pode ser lida aqui 



Bibliografia


quarta-feira, julho 31, 2013

Semana Mundial do Aleitamento Materno - 1 a 7 de agosto de 2013

Em 1992, a Aliança Global para o Aleitamento Materno (WABA) lançou pela primeira vez a SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO com o tema “Hospital Amigo da Criança”.

Desde então, muita coisa aconteceu e nos últimos anos a WABA vem promovendo na primeira semana de agosto, um tema especifico a ser celebrado.


Em 2013, o tema é Apoio às mães que amamentam: próximo, contínuo e oportuno!



SMAM 2013







Importância da amamentação


  • Criação de um forte vínculo entre a mãe e o bebê
  • O colostro (primeiro leite) tem efeitos imunológicos e protegem o bebê
  • A digestão e o funcionamento intestinal do bebê são melhores com a amamentação
  • Diminui o risco do câncer de mama

terça-feira, julho 30, 2013

Monumentos Tombados pela UNESCO no Brasil - Parte II - Minas Gerais


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Continuando nossa série sobre os monumentos tombados pela UNESCO no Brasil, seguimos com os monumentos da Região Sudeste que é composta pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santo.

Nesta região há cinco sitios reconhecidos como patrimônio mundial da humanidade. 


1) A cidade histórica de Ouro Preto,  

2) O Santuário de Bom Jesus de Congonhas
3) O centro histórico de Diamantina
Estes três no Estado de Minas Gerais.

4) A paisagem entre a montanha e o mar na cidade do Rio de Janeiro


5) A reserva florestal da Mata Atlantica no Estado de São Paulo e Paraná (na Região Sul).


NOTA: Apesar das reservas florestais da Costa Atlantica incluirem o Estado do Espirito Santo, esta reserva será apresentada na terceira parte. 


Hoje vamos apresentar somente os monumentos tombados e as atrações do Estado de Minas Gerais. 


Os outros monumentos da região Sudeste serão apresentados em posts seguintes.


Cidade Histórica de Ouro Preto 


Ouro Preto localiza-se na Serra do Espinhaço no sudeste do Estado de Minas Gerais.


Segundo consta, numa expedição do bandeirante Duarte Lopes entre 1693 e 1698, seus homens notaram uma quantidade enorme de “pedrinhas escuras” que se encontravam no fundo do Rio Tripuí.

A amostra foi enviada ao Governador do Rio de Janeiro que já havia recebido outras pedras similares. Curioso, mandou analisa-las e verificou-se que se tratava do mais puro ouro coberto por uma camada fina de óxido de ferro. 

Ao constatar o seu valor, deu-se inicio a uma enorme corrida do ouro.

O Bandeirante Antonio Dias foi o primeiro a chegar em 1698, ele estabeleceu-se e fundou um pequeno arraial.

30 anos depois a cidade já tinha 40.000 pessoas. A maior aglomeração em toda a América latina na época. 

Com tantos interesses diferentes, não tardou muito para que alguns conflitos se estabelecessem. Entre 1707 e 1709, a Guerra dos Emboabas entre paulistas e portugueses mostrava que os dois lados defendiam seus direitos legítimos sobre as minas e reivindicavam a concessão exclusiva das terras.

Ainda em 1709, foram criadas as Capitanias de São Paulo e Minas de Ouro. 

Dois anos mais tarde, os núcleos de Ouro Preto, Antônio Dias, Ouro Podre e Padre Faria foram elevados a categoria de Vila. 

Nascia assim a cidade de Vila Rica de Albuquerque.

Em Minas, a ambição dos mercadores, artesãos, engenheiros, advogados, clero, nobres, médicos, poetas e até serviçais era a locomotiva da cidade e o ouro o seu combustível.

Minas crescia como em nenhuma outra parte do Brasil e em 1720 tornou-se uma capitania autônoma, e a capital, claro, Vila Rica. Encontrava-se ouro como em nenhum outro lugar.

Mas em 1750, o ouro começou a escassear. 
A Coroa portuguesa intensificou a fiscalização combatendo fortemente o grande contrabando forçando os mineradores a garantirem as cotas estabelecidas pelos impostos. 
 Praça Tiradentes e
Museu da Inconfidència

Esta forte opressão dos portugueses culminou com o movimento da “Inconfidência Mineira”, ou movimento considerado o precursor da independência do Brasil 
A partir de então, o Brasil não seria mais o mesmo.

Em 1822, o Brasil tornou-se independente de Portugal, pelas mãos de D. Pedro, o príncipe regente que se tornou o primeiro imperador do Brasil.

Em 1823, Vila Rica tornou-se Cidade Imperial de Ouro Preto e permaneceu como capital da província de Minas gerais até 1897, quando Belo Horizonte, a atual capital do estado, foi inaugurada.

Ouro Preto foi o primeiro lugar no Brasil a ser tombado pela UNESCO em 1980. Mas a cidade já tinha sido considerada património estadual em 1933 e monumento nacional em 1938.


Caminho do Ouro
Caminho do Ouro

A Estrada Real ou Caminho Velho possui mais de 1400 km e existe até hoje.

Foi construída no século XVII com o intuito de ligar Ouro Preto diretamente ao Porto de Parati no Estado do Rio de Janeiro e desta forma enviar todas as mercadorias e principalmente o ouro diretamente à Portugal.

No século XVIII a necessidade de um caminho mais seguro e rápido até ao porto fez com que a Coroa portuguesa ordenasse a construção de uma outra rota que ficou conhecida como “caminho novo”. Assim a estrada antiga ficou com o nome de "caminho velho". 



Mapa da Estrada Real e
Caminho Velho e Novo
O caminho novo levou 7 anos para ser construída e hoje tem o nome de Rodovia Garcia Rodrigues Paes.


O caminho até ao município Diamantina ficou conhecido como “Caminho dos Diamantes”.

Dizia André João Antonil (Jesuíta italiano) em 1710:
"A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das Minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas que atualmente lá estão. Cada ano, vêm, nas frotas, quantidades de portugueses e estrangeiros para passarem às Minas."

Veja o video produzido Instituto Estrada Real que mostra as atrações desta estrada nos dias de hoje.






2) Santuário do Bom Jesus de Congonhas



Este Santuário localiza-se no morro do Maranhão, no município de Congonhas, a oeste da cidade de Ouro Preto.
Foi tombado pela UNESCO em 1985, pelo seu valor arquitetônico.


As primeiras informações sobre a origem do povoado de Congonhas datam de 1734. 

O nome Congonhas vem do tipo de vegetação encontrada na região e que os índios chamavam Congõi, que em tupi significa "o que sustenta, o que alimenta." 

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Congonhas se tornou um importante centro de mineração. As pepitas de ouro chegavam a ter o tamanho de batatas, na famosa lavra chamada Batateiro. 

Em 1796 a força do ouro trouxe ao então distrito de Congonhas o mais famoso escultor de Minas, o Aleijadinho, já consagrado naqueles tempos. 

Hoje ainda é possível sentir a espiritualidade das esculturas de Aleijadinho, que parecem vivas.

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O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos foi construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde.

A fundação do santuário é atribuída ao português Feliciano Mendes que, tendo adoecido gravemente, prometeu construir um templo a Bom Jesus de Matosinhos, como o que havia em Braga (Portugal), sua terra natal, caso alcançasse a cura.

A cidade foi também berço da obra Marista no Brasil.



quinta-feira, julho 25, 2013

28 de julho: Dia Mundial de luta contra a Hepatite









Neste dia, é preciso fazer muito mais para combater esta doença silenciosa 



OMS Hepatite
A hepatite é uma inflamação aguda ou crônica do fígado, mais comumente causada por um vírus e existem cinco tipos diferentes:
Tipos A, B, C, D e E. 


Em particular, os tipos B e C podem levar à doença crônica em centenas de milhões de pessoas e, juntos, são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer. Nos países em desenvolvimento, as crianças são as mais afetadas, enquanto no mundo industrializado, o vírus encontra-se mais comumente engtre os adultos jovens.


A Hepatite A e E são tipicamente causadas pela ingestão de alimentos ou água contaminados. 

A Hepatite B, C e D mais comumente ocorrem como um resultado do contacto com fluidos corporais infectados. 


A forma mais comum de transmissão destes vírus é a transfusão de sangue contaminado ou hemoderivados, procedimentos médicos invasivos utilizando equipamentos contaminados. No caso da transmissão de hepatite B, a transmissão vertical  de mãe para filho no momento do nascimento tem um valor importante. 

Além disso a hepatite B também pode ser transmitida por contato sexual. 

Nas tabelas abaixo encontra-se uma síntese das 4 hepatites: A, B, C e D


Hepatite A
Características
Cura-se ao fim de 3 a 5 semanas e não evolui para doença crónica.
Raramente exige internação hospitalar.
Não é fatal. 
Sintomas
Durante o período de incubação de 2 a 6 semanas, a doença não se manifesta.
Inicialmente assemelha-se a uma gripe com febre, mialgias e mal-estar geral, depois aparece a icterícia, a falta de apetite e os vómitos.
Tratamento
Não há um medicamento específico.
Repouso moderado.
A alimentação deve ser rica em proteínas e baixa em gorduras. 
Transmissão
Dá se principalmente através de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais. 
Consumo de mariscos de viveiros contaminados por água de esgotos.
Frutas, vegetais e saladas ou outros alimentos crus, contaminados por água de esgotos.
Contacto com matéria fecal.
Formas de evitar contágio
Lavar as mãos após a utilização da casa de banho (banheiro), de mudar uma fralda e antes de cozinhar ou comer.
Em determinados países da Ásia, África ou das Américas (Central e do Sul), deve-se beber água filtrada ou mineral engarrafada.
Ingerir alimentos embalados e evitar o consumo de gelo de origem desconhecida.
No convívio com uma pessoa infectada, lavar a louça com água quente e não partilhar o vãos sanitário nem a cama.
Evitar o sexo oral.
Vacina
Existe desde 1991 que é administrada em duas doses com intervalo de 6 a 12 meses.
Recomendada para pessoas que viajam com frequência ou que permanece um longo período em países onde a doença é comum entre a população.
Hepatite B
Características
Somente em 10% dos casos, a doença torna-se crónica, mas existem 350 milhões de portadores crónicos do vírus.
Os doentes crônicos tem maior risco de desenvolverem hepatites graves, cirrose e câncer de fígado.
Pode ser fatal.
Sintomas
Os primeiros sintomas são: febre, mal-estar, desconforto, dores abdominais. Mais tarde surge a icterícia, urina escura (cor de coca cola) e fezes claras.
Pode ser assintomática em 90 por cento dos casos.
Tratamento
A forma aguda da doença é tratada com repouso.
Na hepatite crônica, utilizam-se medicamentos específicos durante 6 a 12 meses.
Transmissão
Através do contato com sangue contaminado como em: partilha de seringas e outros materiais usados por usuários de drogas intravenosas; tatuagens, acupuntura, transfusões de sangue e derivados, contato sexual e transmissão materno-fetal.
Formas de evitar contágio
Evitar o contato com sangue infectado, não partilhar objetos cortantes e perfurantes que possam ter estado em contato com sangue contaminado, nem seringas e outros objetos utilizados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis e usar sempre preservativo nas relações sexuais.
Deve-se ter cuidado com piercings, tatuagens e acupuntura certificando-se de que o material seja descartável.
Os familiares dos portadores da Hepatite B devem vacinar-se.
Vacina
É administrada em três doses e pode ser tomada por todos, desde que não estejam já infectados com o VHB.
Os recém-nascidos devem ser vacinados ao nascimento.
Hepatite C
Características
A infecção pelo VHC evolui para uma hepatite crônica em 80% dos casos.
O maior grupo de risco são os consumidores de drogas injetáveis e as pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992.
Pode evoluir para uma doença hepática grave, sendo a principal causa do câncer de fígado.
Pode ser fatal.
Sintomas
Não há sintomas em 75% dos casos.
Mas os principais sintomas são a letargia, mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado e, muito raramente, icterícia.
O indivíduo com infecção crônica pode não ter nenhum sintoma e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um câncer do fígado.
Tratamento
O tratamento da hepatite C crônica é para reduzir a multiplicação do vírus e estimular a destruição das células afetadas.
Em situações mais graves, de doença hepática avançada, é necessário fazer um transplante de fígado (o risco de recidiva é de 90 a 100%).
Transmissão
Através de sangue ou produtos sanguíneos contaminados.
A transmissão por via sexual é rara, mas pode ocorrer.
Existe um risco de 6% de a mãe infectada transmitir o vírus ao feto.
Formas de evitar contágio
Não usar escovas de dente, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal que possam ter estado em contato com sangue contaminado.
Não partilhar seringas e outros objetos usados na preparação de drogas injetáveis e inaláveis.
Tratar das feridas e protege-las com bandagens.
Usar preservativo nas relações sexuais, sobretudo se tem vários parceiros.
Vacina
Não existe uma vacina para a hepatite C.
Hepatite D
Características
A infecção pode ser simultânea com o vírus da hepatite B (co-infecção) ou pode ocorrer depois da pessoa já ser portadora do vírus da hepatite B (superinfecção).
Na co-infecção, a hepatite pode ser grave e mesmo fulminante, mas raramente evolui para uma forma crônica.
Na superinfecção, o VHD provoca hepatite D grave, evoluindo para hepatite crônica.
Sintomas
Na co-infecção, os sintomas são a fadiga, letargia, anorexia, náuseas durante 3 a 7 dias após o período de incubação.
Depois deste período, surgem icterícia, urina escura e fezes claras.
Na superinfecção os sintomas são semelhantes, mas menos intensos.
A hepatite D fulminante é rara.
Tratamento
Até agora, não existe um tratamento eficaz. O uso de medicamento específico tem permitido obter alguns resultados positivos, mas apenas na metade dos casos verifica-se uma inibição significativa da multiplicação do vírus.
A doença, geralmente, recidiva quando se interrompe o tratamento.
Transmissão
Através do contato com sangue contaminado e fluidos sexuais.
Formas de evitar contágio
Utilizar o preservativo nas relações sexuais.
Não partilhar objetos íntimos, como utensílios de higiene pessoal.
Não partilhar seringas .
 Ao fazer piercings, tatuagens e tratamentos com acupuntura, assegurar-se que o material está devidamente esterilizado.
Vacina
Não existe vacina contra a hepatite D, mas como o vírus Delta só pode infectar alguém em presença do VHB, a vacina contra a hepatite B previne a infecção por este vírus.
A vacina da hepatite B pode ser tomada por todos, desde que não estejam já infectados com o VHB.
A vacina contra a hepatite B é uma forma bastante eficaz (95%) de prevenção da hepatite D.
Hepatite E
Características
A doença, em geral, não é grave, exceto quando ocorre uma hepatite fulminante (interrupção total ou quase total do funcionamento do fígado).
Esta situação é frequente em mulheres grávidas, podendo atingir uma taxa de mortalidade de 20 por cento, se o vírus for contraído durante o terceiro trimestre de gravidez.
Esta hepatite não se torna crôica.
Sintomas
Os jovens e adultos, entre os 15 e os 45 anos, apresentam icterícia, falta de apetite, náuseas, vómitos, febre, dores abdominais, aumento do volume do fígado e mal-estar geral.
As crianças, não apresentam sintomas.
Tratamento
As infecções são, em geral, limitadas, a recuperação acontece em pouco tempo e não é necessária hospitalização, exceto em casos fulminantes.
Transmissão
Através de alimentos ou águas contaminadas por matérias fecais, sendo rara a transmissão de pessoa para pessoa.
Não há registos de transmissão por via sanguínea e sexual.
Formas de evitar contágio
Deve-se redobrar os cuidados de higiene e atenção com a água da rede pública em locais conhecidos pela alta incidência do vírus.
Beber sempre água engarrafada e selada.
Consumir frutas e vegetais cozidos e evitar o consumo de marisco cru.
Não está provado que se dê o contágio por via sexual, mas deve evitar o sexo oral.
Vacina
Não existe vacina.