quarta-feira, novembro 20, 2013

20 de novembro: Dia Internacional da Criança

Celebrado hoje, o Dia Mundial da Criança foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) por ser o dia em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

Todas as crianças têm direitos garantidos pelas Nações Unidas

UM POUCO DE HISTÓRIA

Com o fim da 2ª Guerra Mundial em 1945, muitos países da Europa encontravam-se devastados. Grande parte das suas populações viviam em péssimas condições de vida. Esse foi um período especialmente difícil para as crianças, que sofreram muito durante e após a Guerra. 

Muitos jovens ficaram órfãos, passavam fome e viviam em condições desumanas, e aqueles que ainda tinham seus pais vivos tinham que trabalhar duramente para contribuir com o sustento da família.

Diante dessa situação, em 1946 a ONU criou Fundo das Nações Unidas para a Infância -UNICEF-, conhecido mundialmente por seu trabalho em prol das crianças de todo o mundo

Em dezembro de 1954, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que recomendava a todos os estados-membros instituírem um Dia Mundial da Criança
A resolução enfatizava o bem-estar das crianças.


O Dia das Crianças é comemorado em diferentes datas
Apesar da data oficial estabelecida pela ONU, a comemoração do Dia das Crianças varia de país para país.

A maioria dos países do mundo comemora no dia 1˚ de junho, data adotada por todos os países de língua portuguesa com exceção do Brasil, que comemora em 12 de outubro.

O papel do UNICEF é importantíssimo, já que milhões de crianças enfrentam vivem em meio a pobreza, a violência, doenças e discriminação até hoje.

São 10 os direitos básicos das crianças
Treze anos após a fundação do UNICEF, em 1959 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Declaração dos Direitos da Criança

O documento baseia-se em 10 princípios que enumeram os direitos básicos a que toda criança tem direito. São eles:


1- Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

Todas as crianças são iguais

2 - Direito à especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

Toda criança tem direito a se desenvolver de forma saudável

3 - Direito a um nome e a uma nacionalidade.

4 - Direito à alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.
Toda criança tem direito à alimentação

5 - Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.


6 - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
 Toda criança tem direito ao amor

7 - Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.
A educação é um direito de toda criança

8 - Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

9 - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
Toda criança deve ser protegida

10 - Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Toda criança tem direito a um mundo solidário


As ações e eventos relacionados a este dia tão especial devem: 

  • Reconhecer que a criança deve crescer num ambiente familiar em clima de felicidade amor e compreensão para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade;
  • Considerar que importa preparar plenamente a criança para viver uma vida individual na sociedade e ser educada no espírito dos ideais proclamados na Carta das Nações Unidas e, em particular, num espírito de paz, dignidade, tolerância, liberdade e solidariedade.

A dignidade é um direito de toda criança


Fontes 
http://acei.org/acei-news/universal-childrens-day.html
http://www.unicef.org/about/who/index_introduction.html
http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&m=2


segunda-feira, novembro 18, 2013

17 de novembro de 2013: Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

A celebração acontece anualmente no terceiro domingo de novembro. 


Com o tema "Estradas seguras para todos", este ano a data contou com ações em diversos países, como Nigéria, Brasil, Camarões, Togo, Grécia, Romênia, Índia, Indonésia, Quénia e muitos outros. 

Veja a lista completa (em inglês) dos eventos que ocorreram:

Todos os anos as vítimas da estrada são lembradas 
Dedicado à memória das milhões de pessoas falecidas ou feridas em desastres rodoviários e aos seus familiares e amigos, este dia foi criado em 1993 pela RoadPeace, uma organização de caridade do Reino Unido em prol das vítimas de acidentes rodoviários. 


Segundo a Organização Mundial da Saúde, 3.400 pessoas morrem diariamente nas estradas ao redor do mundo.

Polícia rodoviária
Equipe de resgate
A data tem ainda o propósito de prestar homenagem às equipes de resgate e emergência, às polícias rodoviárias e aos profissionais da saúde que lidam diariamente com as consequências traumáticas deste tipo de tragédia.


POR QUE ESTE DIA É CELEBRADO?
Muitos jovens são vítimas do trânsito
A morte ou lesão em consequência de desastres rodoviários são acontecimentos repentinos, violentos e traumáticos, e o seu impacto é duradouro ou muitas vezes permanente. O peso da dor e angústia vividas por este grande número de pessoas é ainda ampliado pelo fato de muitas das vítimas serem jovens e porque muitos dos desastres poderiam e deveriam ter sido evitados. 



Caminhada lembra o nome de vítimas da estrada
O Dia Mundial em Memória às Vítimas da Estrada responde, assim, à intensa necessidade sentida pelas vítimas e seus entes queridos de verem a sua perda e a sua dor publicamente reconhecidas.
Este dia também se tornou uma ferramenta importante para governos e todos aqueles cujo trabalho envolve a prevenção deste tipo de desastres ou resposta às suas consequências.

HISTÓRIA
Iniciado em 1993 pela associação RoadPeace, a partir de 1995 o dia 17 de novembro foi estabelecido por ONGs dedicadas à defesa das vítimas da estrada com o apoio da Federação Europeia de Vítimas da Estrada (FEVR) - primeiro como Dia Europeu da Memória, e pouco tempo depois como Dia Mundial, quando ONGs da África do Sul, Argentina e Israel se juntaram à celebração.

Velas lembram as vítimas em Portugal
Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) organizou uma reunião de ONGs de defesa das vítimas da estrada na qual discutiu o reconhecimento do Dia da Memória pela ONU.

O apoio contínuo da OMS e o apelo feito durante a Assembleia Geral da ONU de 2004 para o estabelecimento de um dia global em que se destacasse o número de vítimas da estrada em todo o mundo levou ao posterior reconhecimento pela Resolução 60/5 das Nações Unidas, adotada pela Assembleia Geral em 26 de Outubro 2005, como "o reconhecimento apropriado para as vítimas de desastres rodoviários e suas famílias". Todos os estados-membros e a comunidade internacional são convidados a reconhecer este dia.

As vítimas do ciclismo também são lembradas
Chama atenção o fato de que todo ano os acidentes rodoviários tiram a vida de quase 1,24 milhões de pessoas e ferem mais cerca de 50 milhões, deixando muitas delas com incapacidades permanentes.

A menos que novos e maiores empenhos na prevenção de acidentes rodoviários sejam feitos, projeções indicam que os números podem aumentar em cerca de 65% nos próximos 20 anos; infelizmente, ainda assim, a tragédia por trás destes números atrai menos atenção da mídia e da opinião pública do que qualquer outro tipo de fatalidades menos frequentes.

Ban Ki-Moon destacou a importância da data

Em mensagem especial na última Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o atual Secretário Geral, Ban Ki-Moon, elogiou a iniciativa conjunta dos mais de 100 países que em 2011 lançaram a Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020, cujo objetivo é salvar 5 milhões de vidas, e destacou as ações feitas em todo o mundo para melhorar a segurança de pedestres, ciclistas e todos os outros usuários de rodovias, como:
- a instalação de calçadas, passarelas, viadutos e iluminação em estradas;
- promulgação de leis que punem a embriaguez ao volante e o excesso de velocidade;
- o incentivos ao uso do cinto de segurança;
- a proibição do uso de telefones e outros aparelhos eletrônicos móveis durante a condução;
- a criação de zonas de pedestres nos centros das grandes cidades;
- o aprimoramento dos atendimentos de emergência e a garantia do tratamento imediato das pessoas com lesões que acarretam risco de morte.

Uma década pode salvar 5 milhões de vidas nas estradas
Os acidentes de trânsito representam a nona causa de mortes em todo o mundo e em muitos países os cuidados de emergência e outros serviços de ajuda às vítimas do trânsito são inadequados.

Por isso, a OMS coordenará os esforços globais ao longo da Década e irá monitorar os progressos a níveis nacional e internacional. A agência também oferecerá apoio às iniciativas que têm objetivos como a redução do consumo de bebidas alcoólicas por motoristas, o aumento do uso de capacetes, cintos de segurança e a melhoria dos atendimentos de emergência.


CONSCIENTIZAÇÃO E RECONHECIMENTO
A celebração deste dia é uma oportunidade para aumentar a consciência pública em relação ao custo dos acidentes rodoviários para as comunidades, e enfatizar a necessidade de começar e promover esforços para controlar este importante problema de saúde e desenvolvimento de apoio as vítimas.

Juntos nós podemos salvar milhões de vidas
A comemoração pública não se destina apenas as vítimas, como também o que ocorreu com elas. A reflexão pública é um ato de reconhecimento. Os estados mostram às vítimas e seus familiares que eles são compostos de seres humanos, que sua perda é a perda de todos, e que seu sofrimento é compartilhado, ainda que seja apenas em memória às vítimas.



Fontes:
http://www.who.int/roadsafety/en/
http://www.roadpeace.org/
http://www.onu.org.br/
http://www.worlddayofremembrance.org/home

sexta-feira, novembro 15, 2013

Dia Mundial da Prematuridade

Dia Mundial da prematuridade
O nascimento prematuro é a maior causa de morte entre bebês recém-nascidos, atingindo mais de um milhão de mortes a cada ano. No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 75% das vidas poderiam ser salvas sem cuidados caros e de alta tecnologia.

Essa é a mensagem principal e o tema do Dia Mundial da Prematuridade. Um esforço global para aumentar a conscientização sobre as mortes e incapacidades devido à prematuridade e sobre as medidas simples, comprovadas e de baixo custo que poderiam impedi-las.

Campanha Facebook
Iniciado no ano passado pelo March of Dimes e pela EFCNI (European Foundation for the Care of Preterm Infants), o Dia Mundial da Prematuridade é comemorado em 17 de novembro.

Este ano, mais de 50 países em quase todas as partes do mundo vão tomar medidas para aumentar a conscientização sobre o que pode ser feito para reduzir nascimentos prematuros e garantir melhores cuidados para os bebês nascidos muito cedo.

Famílias afetadas pelo nascimento prematuro podem compartilhar histórias, fotos e vídeos, e identificar suas localizações em um mapa interativo do mundo em facebook.com/worldprematurityday.

Bebê prematuro
Bebês nascidos entre 32 e menos de 37 semanas completas de gestação compõem 85% dos 15 milhões de bebês prematuros nascidos por ano no mundo.

Os países com maior número de nascimentos prematuros anualmente são: Índia – 2.959.300; China – 981.050; Nigéria – 665.080; Paquistão – 633.640; Indonésia – 564.350; Estados Unidos da América – 438.410; Bangladesh – 355.030; Filipinas – 295.780; República Democrática do Congo – 291.750; e o Brasil – 233.320.

Entre os países de língua portuguesa, segundo as estatísticas da saúde da OMS, Angola apresenta uma taxa de 55 partos prematuros a cada 100 nascidos vivos e a morte por prematuridade representa 13% das morte de crianças menores de 5 anos no país.

O Brasil não só está entre os países de maior número de casos por ano, como a prematuridade representa 22% das mortes de crianças menores de 5 anos. No país, a taxa de nescimentos prematuros é de 6 a cada 100 nascidos vivos.

Cabo Verde apresenta uma taxa de 32 nascimentos prematuros a cada 100 nascidos vivos, e essa condição é responsável por 15% das mortes de crianças menores de 5 anos.

Bebê prematuro
Em Guiné-Bissau, a taxa é de 11 partos prematuros por 100 nascidos vivos, e a prematuridade representa 11% das mortes de menores de 5 anos em todo o país.

Em Moçambique, a prematuridade também é responsável por 11% das mortes de crianças com menos de 5 anos, mas o país apresenta uma taxa de 16 partos prematuros a cada 100 nascidos vivos.

Portugal, o único país de língua portuguesa no continente europeu, apresenta a taxa de 8 partos prematuros a cada 100 nascidos vivos, e essa condição é responsável por 17% das mortes de menores de 5 anos.

São Tomé e Príncipe apresenta uma taxa de 11 partos prematuros a cada 100 nascidos vivos e a morte por prematuridade representa 15% das morte de crianças menores de 5 anos no país.

Em Timor-Leste a prematuridade é responsável por 19% das mortes de crianças com menos de 5 anos, e o país apresenta uma taxa de 12 partos prematuros a cada 100 nascidos vivos.

CUIDADOS ESSENCIAIS

Alguns fatores de risco para as mães darem à luz prematuramente foram identificados, incluindo uma história prévia de parto prematuro, baixo peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, infecção, idade (ou menores de 17 anos ou maiores de 40), genética, gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos, etc.) e gestações muito próximas.

Além desses fatores, a pobreza, a falta de educação para a mulher, a malária, o HIV e outros fatores sociais e ambientais também parecem exercer um grande papel na prematuridade.

Cuidados essenciais ao nascer são especialmente importante para os bebês prematuros. Isso significa mantê-los quentes, limpos e bem alimentados, e garantir que os bebês que têm dificuldade em respirar tenham atenção imediata.

Três intervenções de baixo custo que são muito eficazes, mas não são muito utilizados são:

Método Mãe Canguru
Injeções de esteróides - Quando administrada em mães em trabalho de parto prematuro, a dexametasona, um esteróide usado para tratar a asma, ajuda a acelerar o desenvolvimento dos pulmões do bebê. Com um custo de cerca de 1 dólar americano, duas doses podem impedir bebês prematuros de entrar em insuficiência respiratória ao nascer. Esta medida pode impedir 400.000 mortes por ano.

Método Mãe Canguru - Usando esta técnica, o bebê entra em contato “pele-com-pele” com o peito da mãe. Isso mantém o bebê aquecido e facilita a amamentação. Manter os bebês prematuros aquecidos é especialmente importante, porque seus corpos pequenos perdem calor rapidamente, tornando-os altamente vulneráveis ​​a doenças, infecções e morte. Isso poderia evitar 450.000 mortes por ano.


Além disso, antibióticos básicos podem salvar vidas, como a amoxicilina no tratamento da pneumonia e injeção de antibióticos para combater infecções graves.

Bibliografia:

quarta-feira, novembro 13, 2013

14 de novembro - Dia Mundial da Diabetes

347 milhões de pessoas no mundo têm diabetes



Em 2004 cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram em consequência de terem níveis elevados de açúcar no sangue quando em jejum.

Construindo o ícone que representa a união pela diabetes


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a diabetes será a sétima principal causa de morte em 2030.




A campanha para a Resolução das Nações Unidas sobre diabetes foi liderada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF).


Ela é representada por um ícone simples, que pode ser facilmente adaptado e usado em todos os lugares. 

O ícone clama a união pela diabetes e simboliza o apoio à Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes.



Campanha em Recife, Brasil

Caminhada em Aracaju, Brasil

Dada a importância deste   tema em todo mundo,  muitas atividades     estão ocorrendo!










A diabetes é uma doença crônica que resulta da produção insuficiente de insulina por parte do pâncreas ou quando o organismo não consegue usá-la de forma adequada.
Alimentação saudável
A insulina é um hormônio que regula o açúcar presente no sangue.

Quando a concentração de açúcar no sangue está acima dos valores normais (60 a 110 mg/dL), a pessoa incorre numa hiperglicemia

Quando o valor é inferior a 60 mg/dL, a pessoa está numa situação fisiológica de hipoglicemia.

A diabetes é uma doença que se apresenta de diferentes formas:
  • Diabetes Tipo 1
  • Diabetes Tipo 2
  • Diabetes Gestacional



A diabetes tipo 1 (anteriormente conhecida por insulino-dependente, juvenil ou de início de infância) decorre da produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, o que requer a sua administração diária. As causas são ainda desconhecidas.

Administração de insulina
Sintomas:
  • excreção excessiva de urina (poliúria)
  • perda de peso
  • sede (polidipsia)
  • aumento do apetite
  • perturbações visuais
  • fadiga

A diabetes tipo 2 (não insulino-dependente ou de início na idade adulta) resulta da utilização ineficaz da insulina produzida pelo corpo.

Este tipo de diabetes é o mais comum na população, abrangendo 90% dos diabéticos, e prende-se com o excesso de peso e sedentarismo característicos da sociedade atual.


Os sintomas são similares aos da diabetes tipo 1, embora mais discretos em sua manifestação. Como resultado, a doença permanece incógnita vários anos e quando diagnosticada já apresenta várias complicações.


Fatores de risco para diabetes Tipo 2:

  • ter 45 anos de idade ou mais
  • excesso de peso
  • histórico familiar de diabetes tipo 2
  • sedentarismos (exercícios físicos menos de 3x/semana)
  • já ter dado à luz um bebê que pesava mais de 9 quilos
  • diabetes durante a gravidez (diabetes gestacional)
Gestação



A diabetes gestacional acontece quando a doença se apresenta pela primeira vez durante a gravidez.


Os sintomas são semelhantes aos já referidos. A doença precisa de um controle rigoroso, uma vez que pode trazer complicações para o desenvolvimento do feto.




Quais as consequências da diabetes?

Esta doença pode danificar o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos.

Pé diabético
  • aumento do risco de doença cardíaca e AVC (acidente vascular cerebral) - 50% das pessoas com diabetes morrem doença cardiovascular.
  • danos nos nervos (neuropatia) - infeções e úlceras nos pés que podem levar à amputação dos membros inferiores.
  • retinopatia diabética (lesões cumulativas dos pequenos vasos sanguíneos) - causa significativa de cegueira
  • Insuficiência renal
  • Morte - o risco de morte entre as pessoas com diabetes é duas vezes maior que o das pessoas não diabéticas.

Diagnóstico e tratamento:
Teste da glicose
O diagnóstico pode ser feito através de um teste de sangue simples.
A monitorização pode ser feita pelo paciente em sua própria casa, utilizando um aparelho adequado para o efeito.
O tratamento da diabetes envolve a redução de glicose no sangue, administração de insulina (DT1) e antidiabéticos orais (DT2) e o controle de outros fatores de risco.




Se você é fumante, abandone o tabaco e agarre a sua vida!

Se você é diabético, consulte o seu oftalmologista regularmente!

Vigie e cuide dos seus pés!

Controle a pressão arterial e os lipídios do seu sangue!

Corra pela sua saúde e pela sua família!




Bibliografia:

http://www.idf.org/types-diabetes
http://www.cdc.gov/features/livingwithdiabetes/
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs312/en/
http://www.diamundialdodiabetes.org.br/

segunda-feira, novembro 11, 2013

11 de novembro: Angola comemora 38 anos de Independência



Luanda, a capital de Angola

Apesar de Luanda, sua capital, ser mais antiga do que Nova Iorque, Angola pode ser considerada um país jovem, pois obteve sua independência em 11 de novembro de 1975 e, portanto, hoje comemora 38 anos de vida independente!



Rio Congo


Anteriormente à do Brasil, a colonização portuguesa em Angola teve início no século 15, quando em 1482 uma frota portuguesa chegou à foz do rio Congo, e seu comandante, o navegante Diogo Cão, estabeleceu relações imediatas e alianças com o Reino do Congo, o antigo império tribal situado no território onde hoje está localizada Angola.




Angola em 1883

A colônia portuguesa em Angola efetivou-se em 1575 com a chegada do navegador Paulo Dias de Novais com mais de 100 famílias de colonos e 400 soldados. 


Durante a ocupação colonial portuguesa foram fundadas cidade, vilas e postos de comércio, e abertas rodovias e ferrovias.



O MOVIMENTO PELA INDEPENDÊNCIA


Luta angolana pela independência
A ocupação portuguesa continuou até o século 20, quando esta começou a deparar-se com as transformações históricas que rondavam o mundo todo. Em 1950, começou a se articular em Angola uma resistência anticolonial e nacionalista, ou seja, contra a colonização portuguesa, e a favor da independência do país. 
Assim, em 1961 teve início a Guerra de Independência de Angola.

Nessa mesma época, ocorria em Portugal a chamada Guerra Colonial ou Guerra de Libertação, período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e os movimentos organizados pela libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique

Revolução dos Cravos 

A Guerra Colonial, iniciada em 1961, durou até 1974, ano em que chegou ao fim com a Revolução dos Cravos em Portugal, no dia 25 de abril.


A partir dessa data foram abertas perspectivas imediatas para a libertação e independência de Angola, pois os novos dirigentes de Portugal puderam anunciar a democratização do país e se propuseram a aceitar as reivindicações de independência das colônias. 

Primeira página do jornal "A Capital" 

O novo governo revolucionário português iniciou negociações com os três principais movimentos de libertação: o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola).

Após a independência, em 11 de novembro de 1975, esses três partidos passaram a disputar o poder no país recém-independente e inciou-se uma guerra civil que durou 27 anos e que terminou com a vitória do MPLA - partido que está no poder até hoje - em 4 de abril de 2002.


A DEMOCRATIZAÇÃO DE ANGOLA

Agostinho Neto
Desde 1992, ano das primeiras eleições gerais, a democracia multipartidária governa Angola. No âmbito de uma ampla programação que conduzia o país para a modernidade, progresso e riqueza, novas eleições foram realizadas em 2008. O MPLA, que governou desde a Independência, soube preservar a identidade nacional e dele saíram os dois presidentes que Angola teve até o momento.   
José Eduardo dos Santos





O primeiro, Agostinho Neto, fundador da Nação Angolana, e o segundo e atual Presidente da República, o engenheiro José Eduardo dos Santos, que se tornou, quando eleito em 1979, o mais jovem presidente do continente africano, com apenas 37 anos.

ANGOLA E OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

Os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela ONU
Motivo de orgulho para os angolanos é a posição que Angola atualmente ocupa em relação aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. 

Segundo o Relatório de Monitoramento do Desenvolvimento dos Objetivos do Milênio (Banco Mundial e FMI) de 2011, Angola se aproxima do cumprimento de boa parte dos Objetivos, e será o único país da África Subsaariana a cumprir os objetivos traçados para o saneamento básico em 2015.


Bandeira angolana 
 A independência de Angola também está presente em sua bandeira.


A bandeira de Angola contém a cor vermelha, que representa o sangue derramado durante as lutas pela independência, e a cor preta, que representa o continente africano. Em amarelo, cruzados no centro, estão uma roda dentada, que simboliza a indústria, e uma catana, instrumento usado no campo. A estrela representa os trabalhadores angolanos. 

11 ANOS DE PAZ
"O pensador", um dos símbolos de Angola

Nesses 11 anos de paz em Angola o MPLA, em conjunto com a UNITA e outras forças políticas, segue gerindo de forma otimista e vigorosa a reconstrução de um dos países de futuro mais promissores de toda a África.




sexta-feira, novembro 08, 2013

MONUMENTOS TOMBADOS pelo Patrimônio da Humanidade EM PORTUGAL - CENTRO

Dando sequência aos post sobre os monumentos tombados de Portugal, hoje você saberá mais sobre os monumentos da região central de Portugal.

A região central de Portugal compreende as seguintes sub-regiões: Beira Litoral, Beira alta, Beira Baixa e Ribatejo.

Nestas sub-regiões estão presentes cinco monumentos considerados Patrimônio da Humanidade:

  • Convento de Cristo em Tomar
  • Mosteiro de Alcobaça
  •  Mosteiro da batalha
  • Paisagem cultural de Sintra
  • Universidade de Coimbra


Convento de Cristo em Tomar

Convento de Cristo em Tomar
O convento de Cristo em Tomar foi considerado patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.

A partir do período Manuelino, este monumento tornou-se o símbolo da abertura de Portugal às civilizações externas.

Durante a segunda metade do século 12, a ordem dos cavaleiros templários foi chamada para ajudar na Reconquista de Portugal. No século 14,  esta ordem foi abolida e substituída pelos cavaleiros da Ordem de Cristo, e uma sucessão de acontecimentos tornou este Convento um dos mais emblemáticos de Portugal.

A influência do estilo manuelino foi crucial para a arquitetura do monumento.


Durante o reinado de D. Manuel, Diego de Arruda foi contratado para criar um coro de enormes dimensões. O coro é dotado de reminiscências góticas e influências mouras que proporcionam um estilo manuelino decorativo dotado de muita autenticidade.

Mosteiro de Alcobaça


Interior do Mosteiro de Alcobaça
O mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, situado a Norte de Lisboa, foi tombado pela UNESCO em 1989.

O mosteiro foi fundado pelo rei Afonso I no século 12.

O seu tamanho e a pureza da sua arquitetura, a beleza dos materiais e o cuidado com que foi construído fazem dele uma obra-prima da arte gótica cisterciense.

Neste mosteiro podemos ver os túmulos de D. Pedro e D. Inês.

D. Inês era espanhola, uma nobre galega, foi rainha de Portugal por causa de seu casamento com D. Pedro I de Portugal. Tiveram quatro filhos, mas ela foi tragicamente assassinada a mando do seu sogro, rei D. Afonso IV.

D. Inês era aia da rainha D. Constança, então não era de bom tom o rei casar-se com uma aia, muito menos se tratando de uma espanhola. 


Túmulos de D. Pedro e D. Inês
Após D. edro ter ficado viúvo da primeira esposa, constou-se que teria casado em segredo com D. Inês, o que aos olhos do rei D. Afonso constituiria uma ameaça para a corte portuguesa.

A 7 de janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e, aproveitando a ausência de D. Pedro, numa excursão de caça, foi com Pêro CoelhoÁlvaro GonçalvesDiogo Lopes Pacheco e outros para executarem Inês de Castro em Santa Clara, conforme fora decidido em conselho.

Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.

   
          Mosteiro da batalha


Mosteiro da Batalha
      O Mosteiro dos Dominicanos da Batalha foi construído para comemorar a vitória dos portugueses sobre os castelhanos na batalha de Aljubarrota em 1385.

    Este monumento foi tombado pela UNESCO em 1983.

    Era para ser o principal projeto de construção da monarquia portuguesa para os próximos dois séculos.
    
    

     Esta obra original apresenta um estilo gótico, que evoluiu profundamente influenciado pela arte manuelina. 

A característica mais dramática pode ser encontrada
    no centro da capela: o enorme túmulo medieval de D. João I e de sua esposa, a rainha D. Filipa de Lencastre. Este foi o primeiro túmulo de marido e mulher feito em Portugal, no qual estão esculpidos os casacos de braços das Casas de Avis e Lancaster. 



     Paisagem cultural de Sintra


Palácio da Pena
No século 19, Sintra tornou-se o primeiro centro europeu de arquitetura romântica, e foi tombada pela UNESCO em 1995.

Ferdinand II transformou um mosteiro que estava em ruínas num castelo. A sua sensibilidade foi exibida pelo uso do gótico, egípcio, mourisco e elementos do Renascimento.
O jardim é dotado de uma mistura de espécies locais e de árvores exóticas.


Jardim do Palácio da Pena
Ao longo dos anos, outras residências sofisticadas foram construídas na Serra de Sintra, criando a combinação perfeita de parques e jardins que influenciou o desenvolvimento da arquitetura da paisagem em toda a Europa.


Universidade de Coimbra

Universidade de Coimbra
Foi tombada em 2013, e é uma das universidades mais antigas de Portugal. 


Situada no topo de uma colina, a Universidade de Coimbra, formada de várias faculdades, foi crescendo e evoluindo durante 7 séculos dentro da cidade velha.


Os edifícios universitários incluem a Catedral de Santa Cruz, do século 12, o Palácio Real da Alcáçova, a Biblioteca Joanina, de estilo barroco, o Jardim Botânico do século 18, entre outros.


Cortejo da Queima das Fitas de Coimbra

A cidade tem uma forte tradição acadêmica, atraindo durante a Queima das fitas milhares de estudantes de outras universidades do país, e mesmo do país vizinho, a Espanha.



Bibliografia:

http://whc.unesco.org/en/statesparties/PT/
http://www.uc.pt/en
http://www.parquesdesintra.pt/