domingo, dezembro 01, 2013

25° aniversário do Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA


A Organização das Nações Unidas luta contra a AIDS/SIDA
Em outubro de 1987, a Assembleia Mundial da Saúde, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), declarou 1º de dezembro o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). 


Todos os anos, o objetivo é reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo vírus do HIV (VIH).


O tema de 2013 é 
Chegar a ZERO: HIV/VIH e adolescentes


A falta de programas adequadas para darem suporte a adolescentes resultou em um aumento de 50% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA entre adolescentes de 2005 a 2012. Durante o mesmo período, o número de mortes entre a população geral registrou uma queda de 30%. 


O HIV/VIH é transmitido toda vez que um fluído contaminado entra em contato com alguma área do corpo vulnerável a invasões, já que o vírus tem contato com a circulação sanguínea. As principais formas de transmissão do HIV/VIH são:


1) Relações sexuais sem proteção;
2) Transfusões com sangue contaminado;
3) Cortes ou picadas com instrumentos contaminadas, como agulhas e seringas;
4) Transmissão vertical (mãe para filho).


Medidas de prevenção muito simples, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais, diminuem drasticamente o risco de infecção.


Fonte da imagem 

A prevenção permanece importantíssima, já que não há cura para AIDS/SIDA e a doença em muitos casos pode ser fatal. A AIDS/SIDA é considerada o estágio final do vírus HIV/VIH.


A epidemia do HIV/VIH

HIV e AIDS: um grande perigo 

Em 2012, cerca de 35,3 milhões de pessoas viviam com o vírus do HIV/VIH em todo o mundo. 






Desde o início da epidemia da AIDS/SIDA, cerca de 75 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus. 


Estima-se que cerca de 36 milhões de pessoas tenham morrido de complicações em consequência do HIV/VIH, que causa uma progressiva queda das defesas imunológicas, os mecanismos de defesa do corpo contra doenças. Assim, pessoas infectadas ficam susceptíveis a inúmeras infecções. 



Um terço das pessoas portadoras do vírus do HIV/VIH tem tuberculose, que é a principal causa de morte entre as pessoas infectadas. 


Essa é uma luta de todos nós
Apesar de 2,3 milhões de novas pessoas terem contraído o vírus em 2012, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA (UNAIDS) afirma que o número já foi muito maior e que houve um grande progresso na última década na luta contra a epidemia da doença. Em 2001, por exemplo, cerca de 3,4 milhões de pessoas foram contaminadas pelo vírus.


Entre 2001 e 2012 houve uma redução de 33% no número de casos de contaminação. A queda nas novas infecções pelo HIV/VIH é mais pronunciada entre crianças: durante o mesmo período, houve uma queda de 52% no número de infecções. 


Desde 2005, houve uma queda de 29% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA. No entanto, adolescentes permanecem um dos grupos mais vulneráveis à transmissão do vírus e a mortes associadas a AIDS/SIDA. No mesmo período, houve um aumento de 50% no número de mortes associadas a doença entre adolescentes. 


Entre 2002 e 2012, o número de pessoas contaminadas com HIV/VIH que tem acesso à terapia antirretroviral expandiu mais de 40 vezes em todo mundo. 


No entanto, acabar com o estigma e a discriminação relacionados à doença permanece como um dos maiores obstáculos para se acabar com a epidemia da AIDS/SIDA.  


Por que o laço vermelho é o símbolo da luta contra a AIDS/SIDA?


O simbolismo do laço vermelho 
O laço vermelho é considerado o 
símbolo da solidariedade e do comprometimento na luta contra a AIDS/SIDA. 

Foi criado em 1991 pela Visual AIDS, grupo de profissionais de arte de Nova York, para homenagear amigos e colegas que haviam falecido em decorrência da AIDS/SIDA. 

O laço vermelho foi escolhido por ser um símbolo simples mas de grande impacto visual, pois representa a paixão, o coração, e o amor. O símbolo foi usado publicamente pela primeira vez pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards em 1991.





Compartilhe solidariedade!
O laço se tornou um símbolo popular entre celebridades e passou a ser reconhecido no mundo todo. A possibilidade de se tornar apenas um instrumento de marketing preocupou ativistas que temiam que a popularidade levasse à perda da força de seu significado. 
Mas, ao contrário disso, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a AIDS/SIDA, reforçando a necessidade de ações, pesquisas e, principalmente, de solidariedade aos que vivem com o vírus do HIV/VIH.


A luta da ONU contra a AIDS/SIDA


Em 1996, foi criado o UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA, que busca contribuir para que países colaborem para o desenvolvimento de políticas mundiais contra a AIDS/SIDA. A sede do UNAIDS é em Genebra, em anexo à Organização Mundial da Saúde (OMS). 


Fontes
http://www.euro.who.int
http://www.who.int/en/
http://unaids.org




quinta-feira, novembro 28, 2013

Transformando armas... em arte!

A Guerra Civil em Moçambique


Fonte do Mapa 

Após conquistar sua independência em 1975, Moçambique viveu um período de grande instabilidade política durante a Guerra Civil Moçambicana, que se estendeu por quinze anos, de 1976 até 1992. 

Estima-se que quase cinco milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo conflito, tendo que abandonar suas casas e mudar-se. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram vítimas dos combates e da inanição, estado de fome extrema. 

Durante o conflito, mais de sete milhões de armas entraram em Moçambique, e 170 mil minas foram espalhadas pelo país. 

A maioria das armas permanece escondida, e ainda há milhares de minas enterradas por todo o território.

A África não produz armas.

A guerra civil Moçambicana ocorreu no contexto da Guerra Fria, em que os Estados Unidos e a União Soviética competiam para expandir suas esferas de influência em todo o mundo. 

Com o fim da guerra a população foi encorajada a trocar suas armas por ferramentas de trabalho tais como enxadas, arados, bicicletas, máquinas de costura e em um caso, toda uma aldeia trocou suas armas por um trator.

Algumas destas armas foram utilizadas por artistas e transformadas em obras de arte.

Uma cadeira.... feita de armas! 


Kester e sua arte
O artista moçambicano Cristóvão Canhavato, conhecido como Kester, criou o famoso Trono de Armas em 2001 em colaboração o Museu Britânico.

Desde então, a cadeira já foi exibida em mais de trinta locais diferentes no Reino Unido, incluindo escolas, museus, catedrais, centros comunitários e uma prisão. 

A obra impressiona a todos pelo seu forte poder simbólico e desde 2002, o Trono de Armas encontra-se no Museu Britânico, em Londres. 

O Trono de Armas, no Museu Britânico
Esta obra é uma lembrança viva de todas as pessoas que já foram vítimas da violência, direta ou indiretamente, em todo o mundo.         

Obras de arte criadas a partir de armas
Segundo Cristóvão, sua obra representa tanto a tragédia da Guerra Civil de 1976 a 1992, como o grande triunfo da conquista da paz no país.

As armas utilizadas na obra o Trono de Armas foram recolhidas pelo projeto Transformação de Armas em  ferramentas de trabalho, estabelecido em Maputo em 1995 pelo Bispo Dinis Sengulane. 

O projeto tem sido uma história de sucesso e o objetivo do projeto é transformar armas em arte e retirar da mão das pessoas esses instrumentos de morte e transformá-los em instrumentos que representam o trabalho e oportunidade de levar uma vida produtiva e pacífica.


A Árvore da Vida no Museu Britânico
 
Além de Cristóvão, vários outros artistas participam do projeto Transformação de Armas em arte. 

Todos fazem parte do Núcleo de Arte de Maputo, onde Cristóvão começou a estudar em 1998. 

Recentemente, o Museu Britânico lançou o projeto Árvore da Vida em conjunto com quatro artistas do Núcleo: Adelino Serafim Maté, Fiel dos Santos, Hilario Nhatugueja e Cristóvão Canhavato (Kester), para a criação de uma árvore feita de armas.

Segundo os criadores da Árvore da Vida, a obra representa a criatividade dinâmica da África. 


Os criadores da Árvore da Vida

Como o Trono de Armas, a obra Árvore da Vida também foi toda construída com armas coletadas da população de Moçambique. Ela foi exibida pela primeira vez no Museu Britânico em 2005. 



A Halo, uma ONG que tem a missão de remover minas anti pessaois,  atua em Moçambique desde 1994, empregando mais de 650 pessoas locais. A ONG também trabalha no recolhimento de armas, e mais de 100 mil já foram destruídas com o auxílio da organização. 


Fontes 
http://www.museum.wa.gov.au/extraordinary-stories/highlights/throne-weapons
http://www.bbc.co.uk/ahistoryoftheworld/about/transcripts/episode98/
http://www.angola.org/index.php?page=culture

terça-feira, novembro 26, 2013

Timor-Leste comemora 38 anos de independência

No dia 28 de novembro de 1975 o jovem país tornou-se uma ex-colônia portuguesa na Ásia 


A República Democrática de Timor-Leste fica a meio caminho entre o sudeste asiático e a Oceania, e está localizada na parte oriental da ilha de Timor, fazendo fronteira com a Indonésia, que ocupa a parte ocidental da mesma ilha. 
O pequeno país é também conhecido como República Timor Lorosae, cujo significado é “terra do sol nascente”.

O Timor-Leste ocupa metade da ilha do Timor
Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, quando se tornou independente, e foi ocupado pela vizinha Indonésia nove dias depois. 

No entanto, em 30 de agosto de 1999, depois de um plesbicito, 80% da população de Timor optou por sua independência. 






O português e o tétum são as duas línguas oficiais do Timor-Leste, enquanto o indonésio e o inglês são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição do país. 


UM POUCO DE HISTÓRIA

Os portugueses chegaram ao Timor-Leste entre 1512 e 1520, no auge de sua expansão marítima, interessados principalmente no sândalo, madeira nobre muito utilizada na perfumaria e móveis de luxo, que cobria praticamente todo o território. Já nessa época a ilha do Timor era dividida em dois reinos: Samby, na parte oeste, e Behale, no leste.

Durante quatro séculos os portugueses utilizaram o território timorense apenas para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha.

Parlamento nacional de Timor-Leste
EXEMPLO DE COOPERAÇÃO SUL-SUL

A cooperação Sul-Sul entre Brasil e Timor-Leste, entremeada pela fraternidade e parceria, há onze anos proporciona iniciativas bilaterais e projetos nos quais o Brasil investe em áreas prioritárias como a Educação - que visa principalmente o ensino da língua portuguesa -, a administração pública e a formação profissional, entre outras.








segunda-feira, novembro 25, 2013

25 de novembro - Las Mariposas

Dia Internacional pela Não Violência contra a Mulher
Irmãs Mirabal
Dia Internacional da não violência contra a mulher

Criado em 1981 para homenagear as irmãs MirabalPátria, Minerva e Maria Tereza, conhecidas como Las Mariposas, nascidas na República Dominicana e ativistas políticas que foram brutalmente assassinadas em 1960, pelo governo de Rafael Trujillo.

Instituído durante o Primeiro Encontro Feminista Latinoamericano e do Caribe realizado em Bogotá na Colômbia.


Em 1993 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração sobre a eliminação da violência contra a mulher.



"todo ato de violência baseado no gênero que tem como resultado possível ou real um dano físico, sexual ou psicológico, incluídas as ameaças, a coerção ou a proibição arbitrária da liberdade, já seja que ocorra na via pública ou na via privada".


Em 1999 a Assembleia Geral da ONU proclamou mundialmente o dia 25 de Novembro como Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres como forma de lembrar os governos a promoverem atividades de sensibilização contra a violência contra as mulheres.

Este ano vista-se de "cor de laranja" e participe dos "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres"

Atualmente, a campanha ocorre em 159 países. Vai do dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres) a 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). 

No Brasil, a campanha começou no dia 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra) para destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

O secretário da campanha "UNIDOS PELO O FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES" proclamou todo dia 25 de cada mês como "dia de vestir cor de laranja"



A violência contra as mulheres é uma questão social e de saúde pública. 

Mais de 100 países no mundo não têm nenhuma lei específica contra a violência doméstica e cerca de 70% de mulheres já sofreram algum grau de violência física ou sexual.


Entre 500 mil a 2 milhões de pessoas são traficadas anualmente e forçadas a prostituição, servidão e escravidão.

80% destas pessoas são mulheres.

A violência afeta a capacidade das mulheres de terem sucesso na escola, no trabalho ou na vida pública e diminuem sua capacidade de alcançar a igualdade de gênero.


Vários países do mundo irão promover hoje, atividades de conscientização.

Em Portugal, será realizada a primeira edição das Jornadas Contra a Violência Doméstica, na Escola de Direito da Universidade do Minho (Braga). 
Este evento é organizado pela Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) e pela Escola de Direito da Universidade do Minho e a ELSA - European Law Students' Association.
Também o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em conjunto com a Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC), comemoram o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com a exibição do filme UMOJA, dos realizadores Jean Crousillac & amp; Jean-Marc Sainclair.



O filme relata a época entre 1970 e 2003, em que centenas de mulheres da etnia Samburu revelearam ter sido violadas por soldados britânicos no norte do Quénia.


Estas mulheres foram acusadas de envergonhar a sua comunidade e posteriormente agredidas e repudiadas pelos maridos.

Elas juntaram-se e criaram UMOJA, uma aldeia onde os homens são proibidos, onde rapidamente se tornou o refúgio das Mulheres de  Samburu.

Lembre-se!

Há crimes...
Há vítimas... 

Há quem precise ser ajudado, apoiado, aconselhado.

Ad series for UN Women by Memac Ogilvy & Mather Dubai

Assista ao vídeo 


Bibliografia:

http://apav.pt/apav_v2/index.php/pt/vitima/vitima

http://www.unwomen.org/en/
http://www.plataformaongd.pt/
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/11/23/interna_brasil,475412/rio-faz-campanha-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher.shtml
www.UN.org



quinta-feira, novembro 21, 2013

MONUMENTOS TOMBADOS pelo Patrimônio da Humanidade EM PORTUGAL- ALENTEJO

O último post sobre os monumentos tombados em Portugal pela UNESCO traz hoje a região Alentejana!

Nesta região vocês pode-se visitar:

  • Cidade fronteiriça e de guarnição de Elvas e as suas fortificações
  • Centro histórico de Évora

Cidade fronteiriça e de guarnição de Elvas e as suas fortificações

Vista global das muralhas
Este local contém fortificações dos séculos XVII a XIX e foi tombado pela UNESCO em 2012.

Trata-se do maior sistema de muralhas e fossos secos do mundo. 

Dentro do recinto existem barracos e edifícios militares, assim como igrejas e mosteiros.

Apesar de Elvas ter vestígios arqueológicos do século X, a construção das suas fortificações teve início após a independência de Portugal em 1640.

Aqueduto de Amoreira
As fortificações foram desenhadas por um jesuíta holandês, João Piscásio Cosmander, e são o maior exemplo da escola holandesa no que diz respeito a fortificações. 

O local também inclui o aqueduto de Amoreira, construído para que a fortaleza pudesse suportar lagos e houvesse sempre abundância de água.


Centro histórico de Évora

Centro histórico
O centro histórico de Évora foi fundado no tempo do Império Romano e tombado pela UNESCO em 1986. 

Esta cidade-museu conheceu a sua idade dourada no século XV, quando se transformou no lugar de residência dos reis de Portugal.

As casas datam dos séculos XVI e XVIII que, decoradas com azulejos e com varandas forradas a ferro, possuem um caráter único.

A arquitetura observada em Évora exerceu uma influência muito forte nos monumentos e edifícios construídos no Brasil na época colonial, como é o caso de Salvador da Bahia.

Azulejos típicos
A cidade de Évora é o exemplo ideal de uma cidade portuguesa da idade do ouro após a destruição de Lisboa pelo terremoto de 1755.


Esta cidade é a capital da Província Alentejana e uma das atrações turísticas do Sul.


Bibliografia:
http://whc.unesco.org/en/list/1367
http://whc.unesco.org/en/list/361