terça-feira, dezembro 03, 2013

Dia internacional das pessoas com deficiência: por uma sociedade inclusiva e desenvolvimento para todos


Desde 1992, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é comemorado no dia 3 de dezembro para promover uma maior compreensão dos problemas relacionados com a deficiência e para mobilizar a todos para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar dessas pessoas.


3 de dezembro: dia de refletir sobre a deficiência
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de um bilhão de pessoas - ou aproximadamente 15 por cento da população mundial - vivem com algum tipo de deficiência. 


As pessoas com deficiência enfrentam barreiras físicas, sociais, econômicas e atitudes que acabam por excluí-las da plena e efetiva participação social em sua sociedade. 


A deficiência afeta 20% dos mais pobres
Elas representam a maior minoria do mundo e cerca de 80% delas vivem em países em desenvolvimento.

Entre as pessoas mais pobres, 20% possuem algum tipo de deficiência, o que é um fator importante principalmente para mulheres e meninas, que ficam mais vulneráveis a abusos.

90% das crianças com deficiência não frequentam uma escola. 


A maioria das pessoas com deficiência não têm acesso a recursos básicos tais como sistemas de apoio social e jurídico, educação, emprego e saúde. 

Apesar da gravidade desta situação, a deficiência se manteve praticamente invisível na agenda do desenvolvimento mundial.
O respeito aos direitos dos deficientes avança

Por isso, o movimento internacional de deficiência fez um avanço extraordinário em 2006, com a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) pela ONU, que entrou em vigor em 3 de maio de 2008. 

Foi o primeiro tratado dos direitos humanos do século XXI e é amplamente reconhecida como tendo uma participação da sociedade civil sem precedentes na história.

A Convenção seguiu-se a décadas de trabalho para mudar atitudes e abordagens sobre a deficiência e chama a atenção para que a plena participação e igualdade das pessoas com deficiência na sociedade seja garantido. 

Buscando defender e garantir condições de vida dignas a todas as pessoas que apresentam algum grau de deficiência, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência prevê monitoramento periódico e avança na consolidação diária dos direitos humanos dessas pessoas. 


Símbolo internacional da
acessibilidade
A ratificação da Convenção, que até dezembro de 2012 havia sido assinada por 126 países, mostra o desejo dos países em adotar mecanismos que visem a promoção de uma melhor integração de pessoas com deficiência na vida ativa e na sociedade.


Todos por uma sociedade inclusiva 
Os Estados-membros têm a responsabilidade de reconhecer o direito dessas pessoas a um nível de vida adequado para si e suas famílias, e garante-lhes a participação na vida política, pública, cultural e esportista, entre outras.

A Assembleia Geral da ONU ressalta que a verdadeira realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e de outros objetivos de desenvolvimento internacionalmente acordados requer a inclusão e a integração dos direitos, do bem-estar e da perspectiva de pessoas com deficiência nos esforços de desenvolvimento nos níveis nacional, regional e internacional.

Em resposta a essa necessidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu a CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - para trazer informações epidemiológicas (o impacto que determinada doença têm sobre a população) a respeito da funcionalidade e incapacidade. Serve também como instrumento clínico para os profissionais atuantes da saúde, por ter a capacidade de unificar a linguagem e propiciar registros de dados de avaliações, diagnósticos, objetivos, acompanhamentos e resultados dos tratamentos.


O deficiente deve desenvolver suas potencialidades

A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as
potencialidades. 


Acessibilidade gratuita em Curitiba, Brasil

Deve-se atentar à aplicação imediata das leis relacionadas à deficiência para que o portador de deficiência sinta os seus benefícios, pois as leis em geral são muito boas, mas às vezes peca-se na aplicabilidade.

Todas as pessoas com deficiência têm direito a leis que garantam:
  • acessibilidade ao meio físico a um custo mínimo
  • transporte
  • informação
  • comunicação

As pessoas com deficiência são antes de tudo pessoas
Pessoas com deficiência são, antes de mais nada, pessoas. Pessoas como quaisquer outras, com qualidades, defeitos, contradições e singularidades. 



Dignidade, inclusão e igualdade são direitos de todos
Pessoas que lutam por seus direitos, que desejam respeito, dignidade, autonomia, plena e efetiva participação e inclusão na sociedade e igualdade de oportunidades. Tudo isso evidencia, portanto, que a deficiência é apenas mais uma característica da condição humana.

domingo, dezembro 01, 2013

25° aniversário do Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA


A Organização das Nações Unidas luta contra a AIDS/SIDA
Em outubro de 1987, a Assembleia Mundial da Saúde, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), declarou 1º de dezembro o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). 


Todos os anos, o objetivo é reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo vírus do HIV (VIH).


O tema de 2013 é 
Chegar a ZERO: HIV/VIH e adolescentes


A falta de programas adequadas para darem suporte a adolescentes resultou em um aumento de 50% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA entre adolescentes de 2005 a 2012. Durante o mesmo período, o número de mortes entre a população geral registrou uma queda de 30%. 


O HIV/VIH é transmitido toda vez que um fluído contaminado entra em contato com alguma área do corpo vulnerável a invasões, já que o vírus tem contato com a circulação sanguínea. As principais formas de transmissão do HIV/VIH são:


1) Relações sexuais sem proteção;
2) Transfusões com sangue contaminado;
3) Cortes ou picadas com instrumentos contaminadas, como agulhas e seringas;
4) Transmissão vertical (mãe para filho).


Medidas de prevenção muito simples, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais, diminuem drasticamente o risco de infecção.


Fonte da imagem 

A prevenção permanece importantíssima, já que não há cura para AIDS/SIDA e a doença em muitos casos pode ser fatal. A AIDS/SIDA é considerada o estágio final do vírus HIV/VIH.


A epidemia do HIV/VIH

HIV e AIDS: um grande perigo 

Em 2012, cerca de 35,3 milhões de pessoas viviam com o vírus do HIV/VIH em todo o mundo. 






Desde o início da epidemia da AIDS/SIDA, cerca de 75 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus. 


Estima-se que cerca de 36 milhões de pessoas tenham morrido de complicações em consequência do HIV/VIH, que causa uma progressiva queda das defesas imunológicas, os mecanismos de defesa do corpo contra doenças. Assim, pessoas infectadas ficam susceptíveis a inúmeras infecções. 



Um terço das pessoas portadoras do vírus do HIV/VIH tem tuberculose, que é a principal causa de morte entre as pessoas infectadas. 


Essa é uma luta de todos nós
Apesar de 2,3 milhões de novas pessoas terem contraído o vírus em 2012, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA (UNAIDS) afirma que o número já foi muito maior e que houve um grande progresso na última década na luta contra a epidemia da doença. Em 2001, por exemplo, cerca de 3,4 milhões de pessoas foram contaminadas pelo vírus.


Entre 2001 e 2012 houve uma redução de 33% no número de casos de contaminação. A queda nas novas infecções pelo HIV/VIH é mais pronunciada entre crianças: durante o mesmo período, houve uma queda de 52% no número de infecções. 


Desde 2005, houve uma queda de 29% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA. No entanto, adolescentes permanecem um dos grupos mais vulneráveis à transmissão do vírus e a mortes associadas a AIDS/SIDA. No mesmo período, houve um aumento de 50% no número de mortes associadas a doença entre adolescentes. 


Entre 2002 e 2012, o número de pessoas contaminadas com HIV/VIH que tem acesso à terapia antirretroviral expandiu mais de 40 vezes em todo mundo. 


No entanto, acabar com o estigma e a discriminação relacionados à doença permanece como um dos maiores obstáculos para se acabar com a epidemia da AIDS/SIDA.  


Por que o laço vermelho é o símbolo da luta contra a AIDS/SIDA?


O simbolismo do laço vermelho 
O laço vermelho é considerado o 
símbolo da solidariedade e do comprometimento na luta contra a AIDS/SIDA. 

Foi criado em 1991 pela Visual AIDS, grupo de profissionais de arte de Nova York, para homenagear amigos e colegas que haviam falecido em decorrência da AIDS/SIDA. 

O laço vermelho foi escolhido por ser um símbolo simples mas de grande impacto visual, pois representa a paixão, o coração, e o amor. O símbolo foi usado publicamente pela primeira vez pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards em 1991.





Compartilhe solidariedade!
O laço se tornou um símbolo popular entre celebridades e passou a ser reconhecido no mundo todo. A possibilidade de se tornar apenas um instrumento de marketing preocupou ativistas que temiam que a popularidade levasse à perda da força de seu significado. 
Mas, ao contrário disso, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a AIDS/SIDA, reforçando a necessidade de ações, pesquisas e, principalmente, de solidariedade aos que vivem com o vírus do HIV/VIH.


A luta da ONU contra a AIDS/SIDA


Em 1996, foi criado o UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA, que busca contribuir para que países colaborem para o desenvolvimento de políticas mundiais contra a AIDS/SIDA. A sede do UNAIDS é em Genebra, em anexo à Organização Mundial da Saúde (OMS). 


Fontes
http://www.euro.who.int
http://www.who.int/en/
http://unaids.org




quinta-feira, novembro 28, 2013

Transformando armas... em arte!

A Guerra Civil em Moçambique


Fonte do Mapa 

Após conquistar sua independência em 1975, Moçambique viveu um período de grande instabilidade política durante a Guerra Civil Moçambicana, que se estendeu por quinze anos, de 1976 até 1992. 

Estima-se que quase cinco milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo conflito, tendo que abandonar suas casas e mudar-se. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram vítimas dos combates e da inanição, estado de fome extrema. 

Durante o conflito, mais de sete milhões de armas entraram em Moçambique, e 170 mil minas foram espalhadas pelo país. 

A maioria das armas permanece escondida, e ainda há milhares de minas enterradas por todo o território.

A África não produz armas.

A guerra civil Moçambicana ocorreu no contexto da Guerra Fria, em que os Estados Unidos e a União Soviética competiam para expandir suas esferas de influência em todo o mundo. 

Com o fim da guerra a população foi encorajada a trocar suas armas por ferramentas de trabalho tais como enxadas, arados, bicicletas, máquinas de costura e em um caso, toda uma aldeia trocou suas armas por um trator.

Algumas destas armas foram utilizadas por artistas e transformadas em obras de arte.

Uma cadeira.... feita de armas! 


Kester e sua arte
O artista moçambicano Cristóvão Canhavato, conhecido como Kester, criou o famoso Trono de Armas em 2001 em colaboração o Museu Britânico.

Desde então, a cadeira já foi exibida em mais de trinta locais diferentes no Reino Unido, incluindo escolas, museus, catedrais, centros comunitários e uma prisão. 

A obra impressiona a todos pelo seu forte poder simbólico e desde 2002, o Trono de Armas encontra-se no Museu Britânico, em Londres. 

O Trono de Armas, no Museu Britânico
Esta obra é uma lembrança viva de todas as pessoas que já foram vítimas da violência, direta ou indiretamente, em todo o mundo.         

Obras de arte criadas a partir de armas
Segundo Cristóvão, sua obra representa tanto a tragédia da Guerra Civil de 1976 a 1992, como o grande triunfo da conquista da paz no país.

As armas utilizadas na obra o Trono de Armas foram recolhidas pelo projeto Transformação de Armas em  ferramentas de trabalho, estabelecido em Maputo em 1995 pelo Bispo Dinis Sengulane. 

O projeto tem sido uma história de sucesso e o objetivo do projeto é transformar armas em arte e retirar da mão das pessoas esses instrumentos de morte e transformá-los em instrumentos que representam o trabalho e oportunidade de levar uma vida produtiva e pacífica.


A Árvore da Vida no Museu Britânico
 
Além de Cristóvão, vários outros artistas participam do projeto Transformação de Armas em arte. 

Todos fazem parte do Núcleo de Arte de Maputo, onde Cristóvão começou a estudar em 1998. 

Recentemente, o Museu Britânico lançou o projeto Árvore da Vida em conjunto com quatro artistas do Núcleo: Adelino Serafim Maté, Fiel dos Santos, Hilario Nhatugueja e Cristóvão Canhavato (Kester), para a criação de uma árvore feita de armas.

Segundo os criadores da Árvore da Vida, a obra representa a criatividade dinâmica da África. 


Os criadores da Árvore da Vida

Como o Trono de Armas, a obra Árvore da Vida também foi toda construída com armas coletadas da população de Moçambique. Ela foi exibida pela primeira vez no Museu Britânico em 2005. 



A Halo, uma ONG que tem a missão de remover minas anti pessaois,  atua em Moçambique desde 1994, empregando mais de 650 pessoas locais. A ONG também trabalha no recolhimento de armas, e mais de 100 mil já foram destruídas com o auxílio da organização. 


Fontes 
http://www.museum.wa.gov.au/extraordinary-stories/highlights/throne-weapons
http://www.bbc.co.uk/ahistoryoftheworld/about/transcripts/episode98/
http://www.angola.org/index.php?page=culture

terça-feira, novembro 26, 2013

Timor-Leste comemora 38 anos de independência

No dia 28 de novembro de 1975 o jovem país tornou-se uma ex-colônia portuguesa na Ásia 


A República Democrática de Timor-Leste fica a meio caminho entre o sudeste asiático e a Oceania, e está localizada na parte oriental da ilha de Timor, fazendo fronteira com a Indonésia, que ocupa a parte ocidental da mesma ilha. 
O pequeno país é também conhecido como República Timor Lorosae, cujo significado é “terra do sol nascente”.

O Timor-Leste ocupa metade da ilha do Timor
Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, quando se tornou independente, e foi ocupado pela vizinha Indonésia nove dias depois. 

No entanto, em 30 de agosto de 1999, depois de um plesbicito, 80% da população de Timor optou por sua independência. 






O português e o tétum são as duas línguas oficiais do Timor-Leste, enquanto o indonésio e o inglês são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição do país. 


UM POUCO DE HISTÓRIA

Os portugueses chegaram ao Timor-Leste entre 1512 e 1520, no auge de sua expansão marítima, interessados principalmente no sândalo, madeira nobre muito utilizada na perfumaria e móveis de luxo, que cobria praticamente todo o território. Já nessa época a ilha do Timor era dividida em dois reinos: Samby, na parte oeste, e Behale, no leste.

Durante quatro séculos os portugueses utilizaram o território timorense apenas para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha.

Parlamento nacional de Timor-Leste
EXEMPLO DE COOPERAÇÃO SUL-SUL

A cooperação Sul-Sul entre Brasil e Timor-Leste, entremeada pela fraternidade e parceria, há onze anos proporciona iniciativas bilaterais e projetos nos quais o Brasil investe em áreas prioritárias como a Educação - que visa principalmente o ensino da língua portuguesa -, a administração pública e a formação profissional, entre outras.