segunda-feira, dezembro 16, 2013

A Arte nos Países de Língua Portuguesa

Cartaz de arte da CPLP
As diversas formas e expressões de arte exercem um papel fundamental em todas as sociedades do mundo. Obras de arte revelam importantes riquezas culturais dos diversos povos, e apresentam um valor histórico muito importante que deve ser valorizado. 



Sendo assim, daremos início a uma série de postagens sobre a arte nos países de língua portuguesa. 

Angola

Coleção ENSA-Arte
A expressão artística angolana busca a simplicidade e a essência das coisas, afirmando a especificidade cultural do país. 

De uma maneira geral, as obras nos remetem a uma reflexão, permitindo que os homens se esqueçam das sofisticações e dos bens materiais de hoje em dia e valorizem os bens naturais e ambientais.

A arte angolana utiliza diversos materiais como a madeira, o bronze, o marfim, a cerâmica, entre outros, e assume um papel importante na cultura do país, evidenciando aspectos sociais, religiosos e até políticos ao abordar diferentes temáticas como conflitos temporais, a passagem da infância para a maioridade, a vida e a morte, a celebração de colheitas, vitórias na guerra, religião, entre outras. 

No entanto, face à diversidade de etnias, vale ressalvar que cada uma tem uma expressão artística muito própria. 

As máscaras são um dos elementos mais importantes na cultura angolana e são utilizados nas mais diversas situações. 

Destacam-se pela sua popularidade, quatro máscaras: 

Máscara Mwanaa-Pwo
Mwnaa-Pwo - Máscara feminina usada por dançarinos nos seus rituais de puberdade.

Kalelwa - Máscara utilizada em rituais de circuncisão.

Cinkung e Cihongo - Máscaras que evocam figuras mitológicas de Lunda-Cokwe.
               


No âmbito das esculturas, O Pensador é uma das mais belas estatuetas africanas e a mais popular de Angola.

                

O Pensador de Cokwe, Angola  
O Pensador de Cokwe, uma obra conhecida em todo o mundo, é considerado um dos símbolos mais importantes da cultura nacional da Angola. 

A escultura representa a figura de um ancião, que pode ser uma mulher ou um homem. Assim, a obra homenageia os idosos, que representam a sabedoria, a experiência de longos anos e o conhecimento dos segredos da vida.

O Pensador permanece uma figura emblemática de Angola, e uma imagem da escultura aparece inclusive nas notas de Kwanza, a moeda oficial do país.





              
Atualmente, com o alcance da paz, os jovens angolanos têm cada vez ganhado mais interesse pela arte do seu país e a formação tem melhorado ao longo dos anos. Neste âmbito, Angola assume um papel de destaque no seio da comunidade africana, com muitos artistas mundialmente conhecidos. 

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Você já reparou qua as princesas da Disney não têm mãe?

Além de terem histórias encantadoras com momentos de perigo e aventura culminando com a chegada do príncipe encantado para viverem felizes para sempre, Bela, Branca de Neve, Cinderela, Jasmine, Pocahontas e tantas outras princesas criadas pelo mundo Disney têm mais uma coisa em comum: a maioria delas costumam aparecer nos contos de fadas sem a presença da mãe, que morrem durante o parto ou nos primeiros meses de vida da filha.

Parto no século XVI
Não há como termos certeza do motivo deste fato, mas o curioso é que essas histórias refletem uma realidade comum entre as mulheres até meados do século XX. Antes disso, a maternidade carregava a possibilidade de, talvez, as mães terem que pagar o nascimento de suas "princesas" com a própria vida.


Parto no século XVI
A angústia que as invadia em seus anos férteis era o medo dos riscos de deformação física que podiam advir com o parto e a possibilidade real da morte. Mulheres jovens temiam por seus corpos, que mesmo saudáveis poderiam gerar uma criança morta ou carregar em si a causa de sua destruição. A concepção poderia significar que a morte havia entrado em seu corpo.

Era o período chamado de vale das sombras.

Com os progressos da obstetrícia operatória e de aperfeiçoamento dos instrumentos médico-cirúrgicos durante o século XX é que houve uma redução progressiva da mortalidade materna.

Obstetrícia no Brasil em 1903

Hoje, este dado é um dos principais indicadores de desenvolvimento de um país e uma grande preocupação da Organização Mundial da Saúde. Entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a redução da mortalidade materna pelo aumento da saúde materna é o objetivo número 5.


Entre os países de língua portuguesa, segundo o World Health Statistics 2013, somente Portugal tem menos de 10 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, porém todos os outros países estão promovendo ações e campanhas para reduzir suas taxas.


Bibliografia:

Organização Mundial da Saúde, 2013 - World Health Statistics.
Ungerer, Regina Lúcia Sarmento, 1996

– Começar de novo: Uma revisão histórica sobre criança e o alojamento conjunto mão-filho.

terça-feira, dezembro 10, 2013

11 DE DEZEMBRO: HÁ 67 ANOS O UNICEF DEFENDE A INFÂNCIA

Com sede em Nova Iorque e presente em 191 países, áreas e territórios, o UNICEF é a única organização mundial que se dedica especificamente a crianças e jovens
Em 11 de dezembro de 1946 por decisão unânime da Assembleia Geral das Nações Unidas foi criado o Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF-, com o objetivo de fornecer assistência emergencial a milhões de crianças no período pós-guerra na Europa, no Oriente Médio e na China


Campanha de vacinação do Unicef Polônia
Sua principal meta é promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades e contribuir para o seu desenvolvimento.

Campanha contra a violência infantil feita pelo Unicef - Alemanha



O UNICEF defende a educação infantil
O UNICEF trabalha com os governos nacionais e organizações locais em programas de desenvolvimento a longo prazo nos setores da saúde, educação, nutrição, água e saneamento e também em situações de emergência, além de ajudar a dar resposta às necessidades básicas da infância e contribuir para o seu pleno desenvolvimento. 


Como parte da Organização das Nações Unidas, o UNICEF tem a autoridade global para influenciar os tomadores de decisão e diversos parceiros para transformar ideias inovadoras em realidade. 


O UNICEF NO BRASIL

Em 1988, o Brasil incorporou em sua Constituição, no artigo 227, o conteúdo da Convenção sobre os Direitos da Criança, que viria a ser aprovada pela ONU em 1989. 

O UNICEF participou da mobilização que tornou possível a aprovação do artigo que mudou o marco legal dos direitos de meninas e meninos no Brasil:


"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."



Há 23 anos o Brasil aprovou o
Estatuto da criança e do adolescente

O conteúdo do estatuto está em perfeita consonância com a Convenção sobre os Direitos da Criança adotada, em 1989, pelas Nações Unidas.

DIREITOS DA CRIANÇA
Os direitos da criança garantidos pelo Estatuto
Em 1997, o UNICEF ajudou a aprovar no Congresso a lei 9.534 que garante gratuidade no registro civil e na primeira certidão de nascimento de todas as crianças brasileiras, independente de comprovação de renda familiar.


O UNICEF EM MOÇAMBIQUE

A vida de uma criança em Moçambique pode ser muito difícil. Seja pela pobreza, pelo acesso à saúde, pela educação ou água potável, as crianças neste país enfrentam graves desafios que não estão sendo atendidos. 

Por isso o  Unicef Moçambique lançou a Responsabilidade pelos Direitos, uma série de seis filmes fotográficos produzidos por fotógrafos de renome internacional que passaram semanas filmando em vários locais de Moçambique, vendo, trocando experiências e documentando a vida como ela é vivida por milhões de crianças no país.



O UNICEF NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA



UNICEF FAZ HOMENAGEM A NELSON MANDELA
Confira no vídeo a mensagem que Nelson Mandela deixou ao mundo sobre as crianças 









domingo, dezembro 08, 2013

10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos

Os direitos humanos devem ser comuns a todas as pessoas, independentemente de raça, etnia, religião ou crenças políticas.
Todos os homens deviam abraçar o mundo
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, momento em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Estátua do jardim da ONU em Genebra

Esta declaração foi assinada por 58 estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial, que vitimaram milhões de pessoas.

Segundo o documento, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
De mãos dadas faremos
um mundo melhor

O dia 10 de dezembro é também marcado pela entrega do Prêmio Nobel da Paz.






Em Portugal, a Assembleia da República reconheceu a grande importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos ao aprovar, em 1998, a Resolução que vigora até hoje, na qual se instituiu que o dia 10 de dezembro deveria ser considerado também o Dia Nacional dos Direitos Humanos.




A Organização da Unidade Africana proclamou em 1981 a Carta Africana de Direitos Humanos e de Povos. 

Todos unidos pelos direitos humanos

A Carta reconhecia princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e adicionava outros.



O dia 10 de dezembro é um dos pontos altos da agenda das Nações Unidas.

Todos os anos acontecem várias iniciativas a nível mundial de promoção e defesa dos direitos do homem.



Bibliografia:
http://www.echr.coe.int/Pages/home.aspx?p=home
http://www.fsindical.org.br/portal/artigos.php?id_con=29049
http://anistia.org.br/direitos-humanos/o-que-sao-direitos-humanos
http://anistia.org.br/direitos-humanos/o-que-sao-direitos-humanos


sexta-feira, dezembro 06, 2013

IDIOMAS - a língua portuguesa e o acordo ortográfico

Fonte da imagem
Existem mais de 7.000 línguas vivas no mundo.

51 línguas são faladas somente por uma única pessoa.

1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas.

Mas somente 240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.

Acredita-se que daqui a 100 anos restarão somente 100 línguas vivas. 24 daqui a 300 anos.
Fonte da imagem

O inglês, espanhol e chinês sobreviverão.

O português será incorporado pelo espanhol.

Atualmente, o português é a sexta lingua mais falada no mundo (Ethnologue).

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No período medieval, o português nasceu da separação do galaico-português em dois idiomas distintos (galego e português).


A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se, mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.

No período renascentista, o português recebeu contribuições do grego e, principalmente do latim erudito que juntos, foram responsáveis pela variedade vocabular e pela estruturação linguística e gramatical do idioma.

Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.

Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.

No século XX, do inglês.

Curiosidades
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
Admite-se que hoje sejam usadas 160 mil palavras na língua viva do Brasil e 140 mil palavras na língua viva em Portugal.
Uma criança usa 1.000 palavras.
Um adulto, 2.000.
Uma pessoa culta 5.000.
Uma pessoa erudita 10.000.

Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa

Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica.

Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa.

Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal.

Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Lusa Brasileira, em Portugal e não no Brasil.

Em 1971, foi promulgada Lei no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.

Em 1973, foi promulgada Lei em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.

Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.

Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro das comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o memorando sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa deveria entrar em vigor em 1° de janeiro de 1994.

No dia 1º de janeiro de 2009, o Brasil se tornou o primeiro país de língua portuguesa a adotar as novas regras ortográficas do português.


terça-feira, dezembro 03, 2013

Dia internacional das pessoas com deficiência: por uma sociedade inclusiva e desenvolvimento para todos


Desde 1992, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é comemorado no dia 3 de dezembro para promover uma maior compreensão dos problemas relacionados com a deficiência e para mobilizar a todos para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar dessas pessoas.


3 de dezembro: dia de refletir sobre a deficiência
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de um bilhão de pessoas - ou aproximadamente 15 por cento da população mundial - vivem com algum tipo de deficiência. 


As pessoas com deficiência enfrentam barreiras físicas, sociais, econômicas e atitudes que acabam por excluí-las da plena e efetiva participação social em sua sociedade. 


A deficiência afeta 20% dos mais pobres
Elas representam a maior minoria do mundo e cerca de 80% delas vivem em países em desenvolvimento.

Entre as pessoas mais pobres, 20% possuem algum tipo de deficiência, o que é um fator importante principalmente para mulheres e meninas, que ficam mais vulneráveis a abusos.

90% das crianças com deficiência não frequentam uma escola. 


A maioria das pessoas com deficiência não têm acesso a recursos básicos tais como sistemas de apoio social e jurídico, educação, emprego e saúde. 

Apesar da gravidade desta situação, a deficiência se manteve praticamente invisível na agenda do desenvolvimento mundial.
O respeito aos direitos dos deficientes avança

Por isso, o movimento internacional de deficiência fez um avanço extraordinário em 2006, com a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) pela ONU, que entrou em vigor em 3 de maio de 2008. 

Foi o primeiro tratado dos direitos humanos do século XXI e é amplamente reconhecida como tendo uma participação da sociedade civil sem precedentes na história.

A Convenção seguiu-se a décadas de trabalho para mudar atitudes e abordagens sobre a deficiência e chama a atenção para que a plena participação e igualdade das pessoas com deficiência na sociedade seja garantido. 

Buscando defender e garantir condições de vida dignas a todas as pessoas que apresentam algum grau de deficiência, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência prevê monitoramento periódico e avança na consolidação diária dos direitos humanos dessas pessoas. 


Símbolo internacional da
acessibilidade
A ratificação da Convenção, que até dezembro de 2012 havia sido assinada por 126 países, mostra o desejo dos países em adotar mecanismos que visem a promoção de uma melhor integração de pessoas com deficiência na vida ativa e na sociedade.


Todos por uma sociedade inclusiva 
Os Estados-membros têm a responsabilidade de reconhecer o direito dessas pessoas a um nível de vida adequado para si e suas famílias, e garante-lhes a participação na vida política, pública, cultural e esportista, entre outras.

A Assembleia Geral da ONU ressalta que a verdadeira realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e de outros objetivos de desenvolvimento internacionalmente acordados requer a inclusão e a integração dos direitos, do bem-estar e da perspectiva de pessoas com deficiência nos esforços de desenvolvimento nos níveis nacional, regional e internacional.

Em resposta a essa necessidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu a CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - para trazer informações epidemiológicas (o impacto que determinada doença têm sobre a população) a respeito da funcionalidade e incapacidade. Serve também como instrumento clínico para os profissionais atuantes da saúde, por ter a capacidade de unificar a linguagem e propiciar registros de dados de avaliações, diagnósticos, objetivos, acompanhamentos e resultados dos tratamentos.


O deficiente deve desenvolver suas potencialidades

A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as
potencialidades. 


Acessibilidade gratuita em Curitiba, Brasil

Deve-se atentar à aplicação imediata das leis relacionadas à deficiência para que o portador de deficiência sinta os seus benefícios, pois as leis em geral são muito boas, mas às vezes peca-se na aplicabilidade.

Todas as pessoas com deficiência têm direito a leis que garantam:
  • acessibilidade ao meio físico a um custo mínimo
  • transporte
  • informação
  • comunicação

As pessoas com deficiência são antes de tudo pessoas
Pessoas com deficiência são, antes de mais nada, pessoas. Pessoas como quaisquer outras, com qualidades, defeitos, contradições e singularidades. 



Dignidade, inclusão e igualdade são direitos de todos
Pessoas que lutam por seus direitos, que desejam respeito, dignidade, autonomia, plena e efetiva participação e inclusão na sociedade e igualdade de oportunidades. Tudo isso evidencia, portanto, que a deficiência é apenas mais uma característica da condição humana.

domingo, dezembro 01, 2013

25° aniversário do Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA


A Organização das Nações Unidas luta contra a AIDS/SIDA
Em outubro de 1987, a Assembleia Mundial da Saúde, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), declarou 1º de dezembro o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS/SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). 


Todos os anos, o objetivo é reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo vírus do HIV (VIH).


O tema de 2013 é 
Chegar a ZERO: HIV/VIH e adolescentes


A falta de programas adequadas para darem suporte a adolescentes resultou em um aumento de 50% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA entre adolescentes de 2005 a 2012. Durante o mesmo período, o número de mortes entre a população geral registrou uma queda de 30%. 


O HIV/VIH é transmitido toda vez que um fluído contaminado entra em contato com alguma área do corpo vulnerável a invasões, já que o vírus tem contato com a circulação sanguínea. As principais formas de transmissão do HIV/VIH são:


1) Relações sexuais sem proteção;
2) Transfusões com sangue contaminado;
3) Cortes ou picadas com instrumentos contaminadas, como agulhas e seringas;
4) Transmissão vertical (mãe para filho).


Medidas de prevenção muito simples, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais, diminuem drasticamente o risco de infecção.


Fonte da imagem 

A prevenção permanece importantíssima, já que não há cura para AIDS/SIDA e a doença em muitos casos pode ser fatal. A AIDS/SIDA é considerada o estágio final do vírus HIV/VIH.


A epidemia do HIV/VIH

HIV e AIDS: um grande perigo 

Em 2012, cerca de 35,3 milhões de pessoas viviam com o vírus do HIV/VIH em todo o mundo. 






Desde o início da epidemia da AIDS/SIDA, cerca de 75 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus. 


Estima-se que cerca de 36 milhões de pessoas tenham morrido de complicações em consequência do HIV/VIH, que causa uma progressiva queda das defesas imunológicas, os mecanismos de defesa do corpo contra doenças. Assim, pessoas infectadas ficam susceptíveis a inúmeras infecções. 



Um terço das pessoas portadoras do vírus do HIV/VIH tem tuberculose, que é a principal causa de morte entre as pessoas infectadas. 


Essa é uma luta de todos nós
Apesar de 2,3 milhões de novas pessoas terem contraído o vírus em 2012, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA (UNAIDS) afirma que o número já foi muito maior e que houve um grande progresso na última década na luta contra a epidemia da doença. Em 2001, por exemplo, cerca de 3,4 milhões de pessoas foram contaminadas pelo vírus.


Entre 2001 e 2012 houve uma redução de 33% no número de casos de contaminação. A queda nas novas infecções pelo HIV/VIH é mais pronunciada entre crianças: durante o mesmo período, houve uma queda de 52% no número de infecções. 


Desde 2005, houve uma queda de 29% no número de mortes associadas à AIDS/SIDA. No entanto, adolescentes permanecem um dos grupos mais vulneráveis à transmissão do vírus e a mortes associadas a AIDS/SIDA. No mesmo período, houve um aumento de 50% no número de mortes associadas a doença entre adolescentes. 


Entre 2002 e 2012, o número de pessoas contaminadas com HIV/VIH que tem acesso à terapia antirretroviral expandiu mais de 40 vezes em todo mundo. 


No entanto, acabar com o estigma e a discriminação relacionados à doença permanece como um dos maiores obstáculos para se acabar com a epidemia da AIDS/SIDA.  


Por que o laço vermelho é o símbolo da luta contra a AIDS/SIDA?


O simbolismo do laço vermelho 
O laço vermelho é considerado o 
símbolo da solidariedade e do comprometimento na luta contra a AIDS/SIDA. 

Foi criado em 1991 pela Visual AIDS, grupo de profissionais de arte de Nova York, para homenagear amigos e colegas que haviam falecido em decorrência da AIDS/SIDA. 

O laço vermelho foi escolhido por ser um símbolo simples mas de grande impacto visual, pois representa a paixão, o coração, e o amor. O símbolo foi usado publicamente pela primeira vez pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards em 1991.





Compartilhe solidariedade!
O laço se tornou um símbolo popular entre celebridades e passou a ser reconhecido no mundo todo. A possibilidade de se tornar apenas um instrumento de marketing preocupou ativistas que temiam que a popularidade levasse à perda da força de seu significado. 
Mas, ao contrário disso, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a AIDS/SIDA, reforçando a necessidade de ações, pesquisas e, principalmente, de solidariedade aos que vivem com o vírus do HIV/VIH.


A luta da ONU contra a AIDS/SIDA


Em 1996, foi criado o UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre AIDS/SIDA, que busca contribuir para que países colaborem para o desenvolvimento de políticas mundiais contra a AIDS/SIDA. A sede do UNAIDS é em Genebra, em anexo à Organização Mundial da Saúde (OMS). 


Fontes
http://www.euro.who.int
http://www.who.int/en/
http://unaids.org