terça-feira, janeiro 21, 2014

Um pouco da arte em São Tomé e Príncipe

A arte constitui um elemento essencial na cultura pelo fato de suas obras expressarem a realidade de um país. Falar da arte em São Tomé e Príncipe é falar de um fato recente, pois a mesma tem vindo a se afirmar dia após dia no país, essencialmente devido às dificuldades dos artistas em adquirirem os materiais (pincéis, tintas, telas etc.) necessários para poderem trabalhar.

Tchiloli - Canarim
Os artistas plásticos em São Tomé e Príncipe têm crescido ano após ano, depois de uma primeira fase em que os artistas plásticos eram totalmente desconhecidos. 


Ússua - Canarim
O nome que se tem como referência no país e na época colonial é o de Pascoal Viana de Sousa Almeida Viegas Lopes Vilhete (nascido no séc. XIX), conhecido como Canarim ou Sum Canalim

Pascoal Viana, que é referido como o maior pintor ingenuista de São Tomé e Príncipe, soube representar de maneira inigualável a sua época. A pintura de Canalim buscou estímulos nos ambientes físico e humano das ilhas. Em seus quadros, deixou uma pequena biografia, em caligrafia desenhada, ao lado das legendas em que explicava cuidadosamente o assunto dos quadros e as personagens que dele participavam

Selo de S. Tomé e Príncipe
Atualmente a situação das artes plásticas caracteriza-se pela afirmação de vários artistas que, embora enfrentem muitas dificuldades, têm o mérito de serem considerados os pioneiros do ramo no país, como é o caso de Protásio Pina que durante muito tempo foi quem "desenhou" e pintou os selos de São Tomé, lindos pássaros, flores para muitos desconhecidas e coisas maravilhosas de cor e de beleza.

Após esta fase, tem-se vindo a verificar uma enorme aderência por parte de jovens às artes plásticas. Esta mesma aderência tem contribuído muito para a afirmação dos mesmos no país e na classe artística, levando à dinamização do setor. Com os jovens adentrando nessa carreira, tem-se percebido a criação novos valores, o que permite a continuação e a preservação das artes plásticas no país. 

Alda Graça do Espírito Santo
No âmbito da literatura, a poesia é a forma de expressão literária mais desenvolvida em São Tomé e Príncipe. Francisco Tenreiro e Alda Graça do Espírito Santo estão entre os poetas publicados mais notáveis​​.  

Os acontecimentos históricos são muitas vezes o objeto da poesia local, como podemos perceber no  poema “Trindade”, de Alda Graça, que denuncia o massacre ocorrido em 5 de fevereiro de 1953 em Trindade, São Tomé e Príncipe; e no prórpio hino nacional escrito também por Alda.

Maria da Conceição Costa de Deus Lima, ou Conceição Lima, também é um expoente na literatura santomense, mas já escrevemos sobre ela aqui.

No que diz respeito à música, em São Tomé e Príncipe destacam-se as danças tradicionais Ússua e Socopé.

Ússua
A  Ússua é uma dança de origem Europeia, que posteriormente, foi adaptada pelo povo santomense.

Considerada uma dança de salão, realiza-se através de movimentos compassados e ritmos agradáveis, mediante uma interrelação entre homens e mulheres ao som de um instrumento de sopro, como a corneta, feita de madeira ou chifres de animais. Os dançarinos encontram-se sempre vestidos com trajes tradicionalmente santomenses.

Já o Socopé, conforme dito pelos santomenses, corresponde a pronúncia errada de "só com os pés ou só com o pé". Quanto a como e quando começou, ninguém sabe, mas, garante-se que, dentre todas as outras, é a dança mais genuinamente santomense.

As músicas têm um ritmo bastante lento, quase em tom de lamento, e os textos servem na maior parte das vezes para expor os principais problemas da comunidade ou para fazer crítica social ou de costumes.

Dançarina de Socopé
Ela é composta por duas partes: a feminina, e a masculina. As senhoras vestem quimonos (blusa tradicional de vários modelos, feitios, e cores, utilizadas pelas senhoras de S. Tomé e Príncipe, quer nos expedientes quotidianos, quer nas festas religiosas e populares) e saias. Por outro lado, os senhores usam nas camisas fitas e distintivos. Também as senhoras usam distintivos, que assumem a forma de bandas coloridas que lhes atravessa o peito, além de fitas atadas nos seus chapéus e lenços.

Confira abaixo o poema de Alda Graça do Espírito Santo entitulado Trindade:

Trindade

Eu chamo-me Cravid
E tenho um crime...
? Nasci na Trindade ?
A vida condenada.

Pintava casas
nas empreitadas da cidade.
Fui levado manhã cedo
e eles prenderam-me.

Fecharam meu corpo
Fechado de raiva
numa casa sem ar.

Camaradas de cela se cruzaram
camaradas de cela se juntaram...

E a porta de zinco ia abrindo
e sempre nascia uma esp’rança
de volver p’rá liberdade,
para o ar livre das ruas.

E a esperança saía
na porta fechada, cerrada
recebendo mais gente.
Aos vinte... trinta… quarenta…

Aos vinte, trinta, quarenta,
os gritos cresciam
as bocas secavam...
E a sede, a sede aumentava
e a gente morria sem ar...
E os tiranos zombavam no pátio.

Os gritos cresciam...
? Água, água, água...
Ar, ar!...
Num coro de morte
gritando p’la vida.

E a tarde caía
a noite chegava.
A gente morria...
Meia-noite, hora da morte...
Os coros subiam
na noite sinistra
e corpos humanos tombavam por terra.

? Ó velho, motorista Alfredo,
tu tombaste já...
Teu corpo inerte está livre
evadiu-se.
E tu, Lima,
Junto ao postigo
tu pediste ar
pediste vida
e o destino escarninho
tombou contigo no chão.
E o ar já não virá...

Um a um camaradas
um a um
no coro da angústia
se finaram, companheiros
no escuro de túmulos,
na eterna escuridão
da esperança morta.

E na manhã sinistra
de sexta-feira 6
nesse mês de Fevereiro
fatídico e cruel
eu ainda tinha vida...

Dezasseis, dezasseis homens
saíram tombando, erguendo a carcaça.
E eu fiquei.
Fiquei deitado.
Meu corpo caiu sobre os mortos
na primeira revolta.
E levantei-me.

De mim, saiu outro homem.
Eu levantei maluco
e corri à porta.
Eu gritei
p’la água que não vinha
p’la fome que tinha.

E escarrei ao carrasco
todo o fel, todo o fel
da revolta nascente.

E eles, eles, os tiranos
só ligaram meus membros
quando o corpo cansado o consentiu.

A revolta cresceu...
As lavas sufocaram os algozes
e as forças dos meus nervos
desataram as cordas.

A rebelião crescia
e os carrascos sem nome
atiraram contra mim.

E os tiros vieram
e eu resisti.
Eu não morri.

Juntos em redor de mim
cobriram de andalas meu corpo
e eu não morri.

Cresço em ondas de revolta
e estou ficando louco.

Deportaram-me
mas eu já voltei...
Meus olhos não param
e eu estou de pé.


Bibliografia:

http://stomepatrimonio.blogspot.ch/search/label/Artes%20Pl%C3%A1sticas
http://falcaodejade.blogspot.ch/2011/07/sao-tome-e-os-seus-artistas-comeco-com.html
http://www.vidaslusofonas.pt/alda_esp_santo.htm

domingo, janeiro 19, 2014

A Arte em Portugal

Portugal possui uma grande herança cultural! A arte portuguesa surgiu na época pré-histórica e foi fortemente influenciada por diversos povos e costumes ao longo dos anos. As eras das invasões romanas e árabes, assim como as sociedades que as precederam, deixaram os seus vestígios em todo o território português.

Templo de Diana

Conímbriga
Alguns exemplos das preciosidades culturais do país são: as pinturas rupestres da Gruta do Escoural, localizada no município alentejano de Montemor-o-Novo; a cidade romana de Conímbriga, localizada na freguesia de Condeixa-a-velha; o Templo de Diana em Évora, considerado um dos maiores exemplos da arte religiosa romana em Portugal; e a arquitetura com traços árabes nas cidades de Olhão e Tavira.


Ao longo de séculos, as artes em Portugal sofreram ainda mais influências externas,  como as flamengas, francesas e italianas. As viagens dos descobridores portugueses abriram caminho às inspirações orientais e à revelação do ouro e pedras preciosas, que estimularam o desenvolvimento barroco na arquitetura e na decoração.

A literatura portuguesa também foi celebrada desde muito cedo e é caracterizada por uma diversidade de poesia lírica e prosa.

Versão restaurada
Os Lusíadas, 1572
Os cancioneiros são a evidência de uma escola de poesia de amor que se difundiu com a respectiva língua por toda a Espanha, numa época em que a literatura espanhola ainda não tinha adquirido aspectos líricos.

A obra épica portuguesa mais importante é, sem dúvida, Os Lusíadas, uma obra-prima escrita por Luís Vaz de Camões e que foi impressa pela primeira vez em 1572.

A lírica medieval, as peças de Gil Vicente, os versos que descrevem o campo, a prosa do século XVI e, acima de tudo, Os Lusíadas, são expressões de uma identidade nacional fortemente definida.

Em relação a literatura portuguesa do século XX e XXI, é importante mencionar o célebre escritor José Saramago (1922–2010), que com seu estilo único recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Este escritor foi um dos maiores nomes da prosa contemporânea, sendo conhecido pela sua escrita controversa que apresentava, muitas vezes, uma perspectiva subversiva e alternativa de eventos históricos.

Outro autor de grande importância para a literatura portuguesa é o poeta, escritor e jornalista Fernando Pessoa (1888–1935), considerado uma das figuras literárias excepcionais do século XX. Pessoa criou uma imensa obra durante a sua vida, na sua voz e na voz de pseudônimos, mantendo-se até hoje como um dos nomes portugueses mais admirados.

No quesito música, o Fado é o grande destaque, sendo  um verdadeiro tesouro musical nacional. É o gênero musical que mais evoca o espírito português.

O fado engloba vários estilos e temas, mas é caracterizado principalmente pelas letras melancólicas e sentimentais.

Existem dois tipos de Fado: um originário dos bairros lisboetas de Alfama e da Mouraria, e outro de Coimbra, na região-centro de Portugal.

O Fado de Lisboa é mais familiar e cheio de sentimento, enquanto o Fado de Coimbra tem um teor mais acadêmico que reflete as tradições universitárias da cidade. É tradicionalmente cantado por homens durante a noite e nas Serenatas, podendo muitas vezes ser ouvido nas ruas e praças da cidade.

Em 2011, o Fado foi classificado como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Para saber mais sobre este gênero musical e ouvir um pouquinho deste patrimônio português, clique aqui

Delicioso bacalhau português
E por fim, a gastronomia… Portugal também conquista seus visitantes pelo paladar. Internacionalmente conhecido pelos seus pratos de bacalhau e vinhos fortificados, como o vinho do Porto e o vinho da Madeira, Portugal garante uma experiência gastronômica inesquecível.

A cultura e a tradição vinícolas, no entanto,  encontram-se por todo o país. A região do Douro tornou-se uma das regiões mais famosas do mundo graças aos seus vinhos DOC. Tal como acontece com os conceituados châteaux da França, pode-se encontrar vinhos fantásticos originários das Quintas do Douro. 



Bibliografia:

http://www.visitar-lisbon.com/pt/music/amalia-rodrigues.html
http://www.portaldaliteratura.com/literatura.php
http://www.ochicharo.com/

quinta-feira, janeiro 16, 2014

A Arte Moçambicana

Moçambique, assim como tantos países africanos, é extremamente rico e diversificado culturalmente. 

Destacamos aqui alguns exemplos da música, artesanato, pintura e literatura que nasceram ao longo de sua história e hoje marcam este país que é conhecido como a pérola do Adriático.


Começamos pela música, a marrabenta… um forte símbolo cultural nacional.

Bailarinas dançando Marrabenta
A marrabenta surgiu nos anos 50, no sul do país, mais particularmente em Maputo que na época era a cidade de Lourenço Marques. Naquele tempo, a cidade era reputada pela sua doçura e pelas orquestras que animavam as suas noites.

A marrabenta trouxe, ao longo dos anos, não apenas um ritmo animado e dançante para a região como também melodias de cunho social, retratando o cotidiano da cidade e contando os grandes eventos históricos de Moçambique.

Tradicionalmente, a marrabenta é tocada em acústica por um cantor masculino e acompanhada por um coro feminino. Hoje em dia, instrumentos modernos foram incorporados a este estilo musical.

A título de curiosidade, a palavra Marrabenta vem do verbo “rebentar” (“arrebentar”, em vernáculo local), numa provável referência às guitarras baratas cujas cordas rebentavam com facilidade.

Moçambicanos tocando Timbila
Entre outras manifestações musicais, destaca-se também o uso de um instrumento de percussão chamado Timbila.

A timbila é tocada pela etnia chope, da província de Gaza, sul de Moçambique e foi proclamada obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2005. A timbila foi reconhecida pela sua complexidade sonora de natureza única e rara.  

As Batiks
O artesanato também é uma forte expressão artística desta região. Os famosos batiks – pinturas multicoloridas feitas em panos – não nos deixam mentir.

Os artesãos utilizam pincel com tinta, cera e métodos tradicionais para ferver e secar o pano para criarem suas belíssimas peças de arte. 
 Existem ainda o artesanato moçambicano de cestarias, cascas, barro e argila.




As tradicionais Capulanas
A arte de Moçambique pode ser vista até no vestuário do seu povo. A capulana, um tecido de Moçambique caracterizado pela riqueza das suas cores, é parte essencial do armário da mulher moçambicana.

A arte presente neste tecidos transforma as suas vestimentas em peças únicas. Ela pode ser vestida como saia ou ser usada para cobrir o tronco e a cabeça.

A capulana é muitas vezes vendida por vendedores ambulantes, embora haja lojas especializadas na venda destes panos. A variedade de cores e motivos constitui definitivamente uma característica da riqueza cultural do país.

Não podemos deixar de citar o criativo trabalho do artista plástico Cristóvão Canhavato. Cristóvão utilizou as armas usadas durante a guerra civil moçambicana como a sua matéria-prima e as transformou em peças de arte impressionantes. 
As famosas obras Trono de Armas e Árvore da Vida estão hoje expostas no Museu Britânico. Clique aqui para ler mais sobre este seu trabalho.

O Trono de Armas
A Árvore da Vida

Terra Sonâmbula
(Mia Couto)
Quanto a literatura moçambicana, esta é uma arte jovem no país. Mas, tem se desenvolvido muito nos últimos tempos. Dois nomes frequentemente reconhecidos nesta area são José Craveirinha e Paulina Chiziane. Esses autores apresentam uma importância singular para a cultura de Moçambique, uma vez que têm ajudado a construir uma identidade nacional. Mia Couto é um outro grande nome na literatura do país. Ele ajudou a compor o hino nacional moçambicano e foi o primeiro africano a vencer o prêmio União das Literaturas Românticas, recebido em Roma. Sua obra “Terra Sonâmbula” foi eleita um dos 12 melhores livros de todo continente africano no século XX. Saiba mais sobre Mia Couto aqui.


terça-feira, janeiro 14, 2014

A Arte em Guiné-Bissau

De volta à série 'A Arte nos Países de Língua Portuguesa', hoje apresentaremos a arte guineense.
                                                    
Crianças dançando em Guiné-Bissau
Guiné-Bissau possui uma herança cultural extremamente rica e diversificada. A cultura varia de etnia para etnia, exprimindo-se na diferença linguística, na dança, na expressão artística, na profissão, na tradição musical e até nas manifestações culturais. A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diferentes grupos étnicos.

Na cultura guineense não podem ser desconsideradas as manifestações de dois dos grupos étnicos com maior expressão, os Fula e os Balanta. Enquanto que os Fula se regem por um sistema econômico e feudalista com uma organização hierárquica, os Balanta organizam-se em comunidades, não havendo diferenciação de classes e possuem propriedades comunitárias. Ambos grupos étnicos caracterizam-se pelas suas belas e coloridas coreografias. No dia a dia, estas fantásticas manifestações culturais podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos, dos funerais e das cerimónias de iniciação.

Manifestação cultural do povo guineense
O Carnaval guineense também é completamente original, com características próprias. Ele tem evoluído bastante e hoje constitui uma das maiores manifestações culturais do País.

O estilo musical mais importante do país é o gumbé. O estilo “Gumbé” é, na verdade, uma mistura de diversos gêneros musicais — incluindo estilos folclóricos e músicas contemporâneas. Clique aqui para ouvir o ritmo quente de Gumbé.

Na pintura, os nomes dignos de registro dividem-se em dois grupos: os mais antigos e os mais jovens. Entre o primeiro grupo destacam-se Trigo e Carvalho e entre o segundo, Manuela Jardim, Odete Viana, Carlos Barros, Diamantino e Lacerda.

Nota de 1000 Pesos ilustrada por A. Trigo 
A arte da gastronomia não fica de fora nesta cultura tão fascinante. Do seu relacionamento com outros povos, os guineenses receberam influências gastronômicas que foram assimiladas de tal forma que hoje em dia são parte integral de suas mesas. A cozinha guineense é, inclusive, considerada uma das mais ricas de toda a África. Alguns exemplos dos pratos típicos mais apreciados pela comunidade local são: Cafriéla - frango grelhado com molho de limão, manteiga e pimenta; Chabéu - óleo de palma com galinha; Caldo de mancarra - com base no amendoim "mancarra"; Sigá - óleo de palma, carne de vaca e quiabo: entre muitos outros.

Caldo de Chabéu
A cultura do país reflete-se também na arte bijagó, arte mandinga, arte nalú, cestaria, olaria, tecelagem e outros.


Bibliografia:

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Viajar pelos Países de Língua Portuguesa: Portugal

PORTUGAL

Desde 1986, Portugal faz parte da União Europeia. Em 1999, o país adotou oficialmente o Euro, e a partir de 2002 a população passou a utilizar, de fato, a nova moeda. 

Portugal e a União Europeia
Uma rápida pesquisa sobre Portugal revela algumas das principais características e riquezas do país: suas bela costa e praias, bem como a vocação para a exploração marítima, sua arquitetura histórica, praças e tradições históricas, que fazem de Portugal um dos países mais fascinantes do mundo. 


Portugal é considerado com um dos Estados mais antigos do mundo. Pode-se dizer que uma união política que corresponde aproximadamente ao atual território do país remonta ao século 12. 


Lisboa 
Mas o auge de Portugal ocorreu entre os séculos XV e XVI, durante as Grandes Navegações. Portugal era um dos países mais poderosos do mundo, e graças ao domínio muito avançado das técnicas de navegação, os navegadores portugueses expandiram o Império Português por todo o mundo, desde as Américas, até a África e a Ásia.  



PORTUGAL: indicadores 
População: 10.7 milhões de habitantes 
Território: 91.900 km2 (960 km norte a sul e 220 km oeste a leste)ritório: 
›População Urbana: 61%
›Renda per capita: $24.440 (dólares, por ano)
›Gasto per capita em saúde: $2.624 (dólares, por ano)

›Expectativa de vida ao nascer: 77 anos / 83 anos (homens/mulheres)
›24 % da população acima de 60 anos
›Idade Média: 41 anos 
›Crescimento Populacional (2001-2011): 0.3%

Saúde em Portugal: História

Em 1976, houve a aprovação de uma nova Constituição em Portugal. O documento enfatizava que a saúde é um dever do Estado. Três anos depois, em 1979, houve a criação do Sistema Nacional de Saúde, que deveria oferecer cobertura de saúde universal, geral e gratuita para a população portuguesa. Finalmente, em 1983 o atual Ministério da Saúde de Portugal foi fundado, como um órgão com autonomia administrativa e financeira. 

Hospital Santa Maria, em Lisboa 

Em 1989, houve uma importante revisão da Constituição, com a alteração dos artigos sobre o dever do Estado Português em questões relacionadas à saúde da população. O novo artigo expressava que o Sistema Nacional de Saúde ofereceria cobertura "universal e geral, e, tendo em conta as condições econômicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito".  

Assim, em Portugal, ainda que 100% da população tenha o direito de beneficiar do sistema público de saúde, muitas vezes é necessário pagar uma pequena taxa para procedimentos médicos. Tais taxas variam, e dependem da renda do cidadão.  Ademais, cerce de 20 a 25% da população tem planos de saúde secundários privados, com o intuito de complementar a cobertura do sistema público. 

Hospital São João, em Porto
O Sistema Nacional de Saúde (SNS) é financiado pelos impostos públicos, e representam um investimento muito alto. O governe investe cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Saúde. 

A infra-estrutura do sistema público de saúde de Portugal compreende 189 hospitais espalhados por todo o país, que oferecem 35.762 leitos. Desses 189 hospitais, 77 pertencem ao Sistema Nacional de Saúde. 

Principais causas de morte em Portugal

As principais causas de morte são típicas de um país desenvolvido, como doenças não-transmissíveis: doenças do sistema circulatório, cérebro-vasculares e neoplasia (cancêr/cancro). Observe as principais causas de morte desde 1990 em Portugal (porcentagem): 


Fonte: INE 2009. Óbitos por causa de morte. Lisboa, Instituto Nacional de Estatística


Mortalidade Materna e Infantil
1970-2009

As taxas de mortalidade Materna e Infantil tiveram uma enorme queda desde os anos 1970 e 1980 em Portugal. Observe a incrível melhores desses índices em Portugal: 


Fonte: INE 2009. Estatísticas Demográficas e Óbitos por causa de morte. Lisboa, Instituto Nacional de Estatística


Recursos Humanos em Saúde em Portugal 

Portugal apresenta um louvável avanço na expansão de profissionais de saúde no país, com o aumento do número de estudantes de enfermagem e medicina. 


Fontes 

World Health Statistics 2013

Sítio oficial do Ministério da Saúde de Portugal 
Health Systems in Transition: Portugal: Health System in Review. Vol 13 No. 4 – 2011. European Observatory on Health Systems and Policies. Escritório Reginal da OMS na Europa.
INE, dados de 2008. Inquérito aos hospitais e centros de saúde. Lisboa, Insituto Nacional de Estatística.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Boas Festas!


sexta-feira, dezembro 20, 2013

A Arte Cabo-verdiana

Obra de João Gomes da Graça
Cabo Verde é um país insular e um arquipélago de origem vulcânica constituído por dez ilhas. Foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes ao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de presença humana. Foi colônia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975.

Só depois da independência é que ocorreu o surgimento de alguns artistas no campo da pintura e escultura. Nessa primeira fase, todos os trabalhos pictóricos evidenciavam o grito da liberdade e a alegria da independência. Era o fim de séculos marcados pela escravatura e o colonialismo.

Artesanato em S. Domingos


O artesanato tem grande importância na cultura cabo-verdiana. A tecelagem e a cerâmica são artes muito apreciadas no país. Produzidas para utensílio e decoração, o artesanato do Cabo Verde é muito singular e é um verdadeiro instrumento de expressão da cultura popular.



Artesanato Cabo-verdiano
Atualmente, o artesanato cabo-verdiano é atração para os turistas, e sua fabricação e comercialização são o meio de subsistência para algumas famílias.

As artes plásticas em Cabo Verde abrangem cerca de meia centena de criadores e a cada ano surgem novos nomes a tentar conquistar o seu espaço num mercado escasso, mas bastante dinâmico.

A pintura é aquela em que se insere a maioria esmagadora dos artistas, enquanto os escultores são menos expressivos numericamente.
Obra de José António do Rosário
Obra de José Carlos Miranda Brito
A maior parte dos artistas plásticos cabo-verdianos é autodidata. Entre aqueles que não o são, a maioria não concluiu os seus estudos de Belas Artes ou Design, frequentando-os apenas o suficiente para deles extrair os   conhecimentos que desejavam.



Nota-se nas artes plásticas em Cabo Verde, de modo geral, o predomínio de temáticas ligadas ao quotidiano, com imagens ligadas ao trabalho, ao lazer e às manifestações tradicionais da cultura popular, numa tendência folclórica a que poucos artistas se furtam.

Obra de João Gomes da Graça
Obra de José Carlos Miranda Brito




















Atualmente, Cabo Verde se abriu para o resto do mundo. Seus artistas vão buscar influências, e até estudar no exterior. Há uma certa globalização nas artes cabo-verdianas, mantendo-se, no entanto, certos sinais das raízes africanas, evidenciadas sobretudo na escolha das cores.


Kiki Lima

Os artistas cabo-verdianos têm colocado seus trabalhos em muitas exposições, não só em seu próprio país, como também em Portugal e nos Estados Unidos.

Bibliografia:

http://tabanka.no/artistas_portugues.htm

http://caboverdevida.blogspot.ch/2011/09/cultura-de-cabo-verde.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_Verde