terça-feira, fevereiro 11, 2014

A Saúde em Moçambique

Localização Geográfica
Moçambique, oficialmente República de Moçambique, é um país localizado no sudeste da África, banhado pelo Oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia a norte; Malawi e Zâmbia a noroeste; Zimbabwe a oeste e Suazilândia e África do Sul a sudoeste. A capital e a maior cidade do país é Maputo (chamada de Lourenço Marques durante o domínio português).
Bandeira
Entre o primeiro e o quinto século d.C., povos bantos migraram de regiões do norte e oeste para essa região. Portos comerciais suaílis e, mais tarde, árabes, existiram no litoral moçambicano até a chegada dos europeus. A área foi reconhecida por Vasco da Gama em 1498 e em 1505 foi anexada pelo Império Português. Depois de mais de quatro séculos de domínio português, Moçambique tornou-se independente em 1975, transformando-se na República Popular de Moçambique pouco tempo depois. Após apenas dois anos de independência, o país mergulhou em uma guerra civil intensa e prolongada que durou de 1977 a 1992. Em 1994, o país realizou as suas primeiras eleições multipartidárias e manteve-se como uma república presidencial relativamente estável desde então.




Recursos Naturais
Moçambique é dotado de ricos e extensos recursos naturais. A economia do país é baseada principalmente na agricultura, mas o setor industrial, principalmente na fabricação de alimentos, bebidas, produtos químicos, alumínio e petróleo, está crescendo. O setor de turismo do país também está em crescimento. A África do Sul é o principal parceiro comercial de Moçambique e a principal fonte de investimento directo estrangeiro. PortugalBrasilEspanha e Bélgica também estão entre os mais importantes parceiros económicos do país. Desde 2001, a taxa média de crescimento económico anual do PIB moçambicano tem sido uma das mais altas do mundo. No entanto, as taxas de PIB per capitaíndice de desenvolvimento humano (IDH), desigualdade de renda e expectativa de vida de Moçambique ainda estão entre as piores do planeta.4
Línguas faladas em Moçambique
A única língua oficial de Moçambique é o português, que é falado principalmente como segunda língua por cerca de metade da população. Entre as línguas nativas mais comuns estão o macua, o tsonga e o sena. A população de cerca de 24 milhões de pessoas é composta predominantemente por povos bantos. A religião mais popular em Moçambique é o cristianismo, mas há uma presença significativa de seguidores do islamismo. O país é membro da União Africana, da Commonwealth Britânica, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Latina, da Organização da Conferência Islâmica, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Organização Internacional da Francofonia.




Dados demográficos

% da população com 15 anos ou menos
% da população com 60 anos ou mais
Expectativa de vida ao nascer m/f
Taxa de Alfabetização
Index mundi
44
5
52/53
47.8%

Fonte: World Health Statistics 2013



Indicadores de desenvolvimento


Rendimento Nacional Bruto*
Alfabetização de adultos*
Escolaridade (anos)
(PNUD, 2011)
US$ 970
56%
1.2
Fonte: World Health Statistics 2013




Taxas de mortalidade


M. materna
100 mil
nv
Natimortos
1000
nv
M. neonatal
1000
nv
M.  Infantil
1000
nv
M. < de 5 anos
1000 nv
490
28
34
72
103



Distribuição das causas de morte em < de 5 anos


HIV
Diarreia
Malária
Sarampo
Prematuridade
Asfixia
Sepsis
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
7
10
11
9
23
19
4
1
9
11
7
9
4
4
SNS
O setor público, que é o Serviço Nacional de Saúde (SNS), constitui o principal prestador de serviços de saúde em escala nacional.

A política de saúde em vigor reconhece o papel do setor privado na prestação de cuidados de saúde aos cidadãos e as relações público-privado estão sendo exploradas no país.


Estima-se que mais da metade da população moçambicana procura e recebe cuidados prestados por praticantes de medicina tradicional, nas suas diversas formas e profetas.

O Governo reconhece que uma parte da população tem na medicina tradicional, a única fonte de cuidados de saúde e que o potencial deste componente do SNS não tem sido valorizado na sua totalidade

Para melhorar a colaboração com o setor foi criado, em 2007, o Instituto de Medicina Tradicional (IMT) subordinado ao MISAU.


Em Moçambique, os serviços de saúde são prestados em postos de saúde, e centros de saúde, (1º nível); hospitais rurais e distritais (2º nível); hospitais gerais e provinciais (3º nível), e hospitais centrais (4º nível).

A rede sanitária de Moçambique é formada por cerca de 1.338 unidades de saúde (US): 49 hospitais, 775 Centros de Saúde nos três níveis e 514 Postos de Saúde. Há aproximadamente 20.500 profissionais de saúde no país.  De acordo com esses dados, há uma US por 15.000 habitantes (meta de 1US para 10.000 habitantes). Destas US apenas 3,6% são constituídas por hospitais e tem capacidade de resolver problemas complexos. 


A restante população é coberta pela medicina tradicional, parteiras tradicionais, agentes comunitários de saúde e agentes polivalentes elementares em número exíguo. Uma pequena parte da população é coberta pela medicina privada que se concentra principalmente nas grandes cidades. 


As parteiras tradicionais são treinadas em cuidados imediatos ao RN, para reconhecer os sinais de perigo nas mulheres grávidas e nos RN de modo a referir os pacientes para as US. 

Bibliografia:



  1.  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  2. Ir para cima Gini IndexBanco Mundial. Página visitada em 1 de novembro de 2013.
  3. Ir para cima Ilha de Moçambique - History (em português). Ilha de Moçambique.
  4. ↑ Ir para:a b Mozambique by Philip Briggs and Danny Edmunds. [S.l.]: Books.google.com, 1 de maio de 2007. ISBN 978-1-84162-177-7 Página visitada em 1 de novembro de 2013.
  5. Ir para cima Arming Slaves, Arming slaves: from classical times to the modern age, Christopher Leslie Brown, Philip D. Morgan, Gilder Lehrman: Center for the Study of Slavery, Resistance, and Abolition. Yale University Press, 2006 ISBN 0-300-10900-8,ISBN 978-0-300-10900-9
  6. ↑ Ir para:a b The Cambridge history of Africa, The Cambridge history of Africa, John Donnelly Fage, A. D. Roberts, Roland Anthony Oliver, Edition: Cambridge University Press, 1986,ISBN 0-521-22505-1ISBN 978-0-521-22505-2
  7. World Health Statistics 2013





domingo, fevereiro 09, 2014

Sarampo: Do começo até aos dias de hoje


Sarampo
Sarampo é uma doença viral.
Uma infecção do sistema respiratório, causada por um paramixovírus do género Morbillivirus
É altamente contagiosa e afeta principalmente crianças.


História
Império Romano e Sarampo

O sarampo hoje é uma doença predominantemente da infância apesar de todas as pessoas estarem sujeitas a contraírem o vírus. Depois da introdução da vacinação a mortalidade caiu bastante, mas nem sempre foi assim.

A introdução do vírus nas Américas foi concomitante à descoberta do continente por Cristóvam Colombo.
Como os nativos não possuiam defesas imunológicas para esta e outras doenças trazidas pelos europeus, a mortalidade que provocou foi enorme. 

O sarampo foi um dos principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América. Juntamente com a Varíola, Varicela e outras doenças, matou mais de 90% da população do continente, derrotando e destruindo as civilizações Asteca e Inca.

A doença era desconhecida antes da era cristã. Hipócrates não descreveu nada parecido. 

Imagina-se que a epidemia tenha surgido na Europa entre os séculos II e III d.C., dizimando grande parte da população não imune do Império Romano.

Segundo alguns autores acredita-se que a queda do Império Romanos possa ter sido causada por doenças antes desconhecidas como a varíola, sarampo e a varicela que diminuíram a população enormemente ao ponto de serem decretadas leis sobre a hereditariedade das profissões, postos oficiais e redução à servidão dos agricultores anteriormente livres. 

Há quem considere que este fato possa ter dado origem ao feudalismoNesse caso a nesta situação de debilidade, os povos germânicos e outros encontraram a oportunidade de se estabelecer em terras quase desertas. No inicio com a permissão dos oficiais romanos, desesperados com a queda dos rendimentos fiscais. 

Só depois desta época a varíola e o sarampo tornaram-se frequentes na Europa. 
Império Han-Fundador
Imagina-se que o mesmo panorama tenha ocorrida na China comprometendo da mesma forma o Império Han. Acredita-se que as doenças foram importadas da Índia e talvez não por coincidência que foi precisamente nos século I e século II DC que as rotas comerciais para a Índia e a rota da seda para a China foram estabelecidas pela primeira vez, ligando as regiões com grande débito de mercadorias e comerciantes.

A primeira descrição reconhecível do sarampo é atribuída ao médico árabe Ibn Razi (860-932) (conhecido como Rhazes na Europa). O vírus foi isolado apenas em 1954, e a vacina foi desenvolvida em 1963.

Sintomas


Sintomas
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente
 contagiosa e muito comum na infância. 

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. 
Posteriormente, as bactérias podem atingir as vias respiratórias, causar 
diarréias e até infeções no encéfalo. Acredita-se que estas complicações 
sejam desencadeadas pelo próprio vírus do Sarampo que, na maior parte das 
vezes, atinge mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as 
gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.


Transmissão

Transmissão
A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse,espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca,também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta  de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

  Prevenção

Vacinação
A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm a ser implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas têm conseguindo manter as suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores hipóteses de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

Graças a vacinação, em todo o mundo o número de casos de sarampo caiu 60% de uma estimativa de 873.000 mortes para 345.000 em 2005. As estimativas para 2008 indicam que o número de mortes caiu para 164.000, com 77% das mortes restantes por sarampo ocorrendo na região do Sudeste Asiático.
Em 2000, 72% crianças foram vacinadas. Em 2008 esse número já aumentou para 83%. A meta é que 95% delas sejam imunizadas até 2015.

  Epidemiologia



Epidemiologia

Áreas mais prejudicadas pelo sarampo em 2002 segundo a OMS. África e 
sudeste asiático são as áreas mais afetadas.


A Organização Mundial de Saúde estima que a mortalidade anual por Sarampo tenha atingido mínimos históricos,caindo 78%,de 5620000 mortes no ano 2000 para 122000 em 2012.A razão principal para esta queda de mortalidade é a vacinação.Apesar dos resultados positivos,estes progressos são desiguais,com algumas populações ainda desprotegidas contra esta doença.


Neste momento,o Brasil está perante um surto de Sarampo,na região de Fortaleza,que levou a uma vacinação em massa da população da região. 



Bibliografia
  1. ↑ Ir para:http://www.who.int/topics/measles/en/
  2. Ir para cima http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=527
  3. Ir para cima WHO Weekly Epidemiology Record, 4th December 2009 WHO.int
  4. Ir para cima http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ms000245.pdf
  5. Ir para cima http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sarampo/
  6. Ir para cimadoi:10.1002/14651858.CD001479.pub3. PMID 16235283.
  7. Ir para cima http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0003/142176/WHO_EPI_Brief__May_2011e.pdf
  8. Ir para cima Rotem, Tamar (August 11, 2007). "Current measles outbreak hit ultra-Orthodox the hardest". Haaretz. Retrieved 2008-07-10.