domingo, fevereiro 16, 2014

A Saúde em Timor-Leste


Bandeira de Timor-Leste

Timor-Leste (oficialmente chamado de República Democrática de Timor-Leste) é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor, no Sudeste Asiático, além do exclave de Oecusse, na costa norte da parte ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco, ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecusse, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Com 14 874 quilómetros quadrados de extensão territorial, Timor-Leste tem superfície equivalente às áreas dos distritos portugueses de Beja e Faro somadas, o que ainda é consideravelmente menor que o menor dos estados brasileiros, Sergipe. Sua capital é Díli, situada na costa norte.

Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". 














A língua mais falada em Timor-Leste era o indonésio no tempo da ocupação indonésia, sendo hoje o tétum (mais falado na capital). O tétum e o português formam as duas línguas oficiais do país, enquanto o indonésio e a língua inglesa são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição de Timor-Leste.

Localização Geográfica
Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que o colocaria na Oceania e, por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental
Em Timor-Leste, cerca de ¾ da população vive em áreas rurais com pouco acesso a unidades de saúde.


A Saúde em Timor-Leste
Todos os serviços são gratuitos para todos.



Segundo o Ministério da Saúde, deve:

˜Assegurar a disponibilidade, acessibilidade e serviços de saúde a preços acessíveis para todos os timorenses por meio de regulamentação do setor e promover uma grande participação da comunidade e das partes interessadas.
˜É dividida em duas abordagens principais:
1) Pacotes de Serviços Básicos → centros comunitários de saúde, postos de saúde, clínicas móveis e SISCa 
2) Pacotes de Serviços Hospitalares - encaminhamento a hospitais nacionais em todo o território.

Dados Gerais Comparados:


Distribuição de causas de morte em crianças menores de 5 anos

 SISCa - o que é??

Sistema de saúde integrado envolvendo a comunidade
Ampliar o alcance dos serviços básicos de saúde primária a nível comunitário e familiar por meio de 6 etapas:
1) registo da população
2) assistência à nutrição
3) saúde materna e infantil
4) higiene e saneamento pessoais
5) serviços de assistência médica
6) educação para a saúde
O Ministério da Saúde de Timor-Leste também investe na manutenção de programas específicos para melhorar a saúde nas seguintes áreas:
˜1) imunização contra o sarampo
˜2) saúde materno-infantil
3) ˜lepra
4) ˜HIV
5) ˜malária e dengue
6) ˜nutrição
7) ˜saúde mental
˜8) tuberculose

Bibliografia

  1.  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  2. Ir para cima "A Origem dos Nomes dos Países", OTERO, Edgardo, 2008, Editora Panda Books.
  3. Ir para cima Flags of the World. Fotw.net. Página visitada em 17 de julho de 2011.
  4. Ir para cima A Nation in Waiting: Indonesia in the 1990s. [S.l.: s.n.], 1994. p. pg. 198. ISBN 978-1-86373-635-0
  5. Ir para cima Geografia de Timor-Leste (htm(em português). Página visitada em 23/06/2009.
  6. ↑ Ir para:a b Geografia do Timor Leste
  7. Ir para cima UNTAET REGULAMENTO Nº. 2000/7, acedido em 18 de abril de 2011..
  8. Ir para cima Lei 1/2002.
  9. Ir para cima Durante a ocupação indonésia, houve um esforço de "islamização" por parte do governo central.
  10. Ir para cima Timor Leste. Brasil Escola.
  11. Ir para cima Lei n.º 10/2005 "Feriados Nacionais e Datas Oficiais Comemorativas".
  12. World Health Statistics 2013




Índice de Desenvolvimento Humano – 2013



quinta-feira, fevereiro 13, 2014

A Saúde em São Tomé e Príncipe

Bandeira de São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe, oficialmente República Democrática de São Tomé e Príncipe, é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (Ilha de São Tomé e Ilha do Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 160 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do GabãoGuiné EquatorialCamarões e Nigéria.
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém,Pêro Escobar e João de Paiva as descobriram na zona do Golfo da Guiné. 

Cacau
cana-de-açúcar e o cacau foi introduzida nas ilhas e escravos africanos foram importados mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.
Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé. A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café.

Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendem de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 69.
As ilhas são uma antiga colónia portuguesa. Na década de 1970 houve dois fluxos populacionais significativos — o êxodo da maior parte dos 4.000 residentes portugueses e o influxo de várias centenas de refugiados são-tomenses vindos de Angola. Os ilhéus foram na sua maior parte absorvidos por uma cultura comum luso-africana. Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal.
A grande maioria do povo são-tomense fala português (95%), mas também fala três crioulos de base portuguesa diferentes.

        A Saúde em São Tomé e Príncipe


O Sistema Nacional de Saúde Público é composto por:

Ministério da Saúde
Direcção Administrativa e Financeira
Direcção dos Cuidados de Saúde
Fundo Nacional de Medicamentos
• Centros Distritais de Saúde
Postos de Saúde
• Postos Comunitários


 O Sistema Nacional de Saúde Privado é incipiente, reduzindo-se a pequenos consultórios com alguma praticas de cuidados clínicos

A Nível Central,o principal hospital é o Hospital Dr. Ayres de Menezes.
Ao nível distrital,subdividem-se por Centros distritais de Saúde,Postos de Saúde e Postos Comunitários.



Dados demográficos (principais)

% da população com 15 anos ou menos
% da população com 60 anos ou mais
Expectativa de vida ao nascer m/f
Taxa de Alfabetização
Index mundi
40
5
62/65
84.9%

World Health Statistics 2013

Outros indicadores:



Indicadores de desenvolvimento

World Health Statistics 2013


Taxas de mortalidade

World Health Statistics 2013


Distribuição das causas de morte em menores de 5 anos

World Health Statistics 2013

Os serviços de saúde de S. Tomé e Príncipe para além do hospital central (Dr. Ayres de Menezes) na capital, possui unidades de internamento distritais em Caué (construída com o apoio da AMI), Lembá e na ilha do Príncipe e centros de saúde nos restantes distritos. Os recursos humanos e materiais são escassos, sendo parcialmente colmatados pelo trabalho de várias ONGs. A escassez de meios é agravada pelas dificuldades de mobilidade e transporte dentro de um país que até é muito pequeno. Em caso de necessidade de tratamento mais diferenciado existe a possibilidade de evacuação de doentes para o Gabão ou para Portugal.
Como é notório nos indicadores acima mostrados, a situação sanitária é precária, com mortalidade infantil bastante elevada e um peso muito importante das doenças infecciosas e das carências nutricionais nas causas de morte.


Bibliografia:

  1.  Censo 2012
  2. Ir para cima Ranking do IDH 2012. Wikipédia. Página visitada em 2013.
  3. ↑ Ir para:a b c d e Série de autores e consultores, Dorling KindersleyHistory (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 555
  4. Ir para cima Isabel Castro Henriques, São Tomé e Príncipe: A invenção de uma sociedade, Lisboa: Vega, 2000.
  5. Ir para cima Tony Hodges & Malyn Newitt, São Tomé e Príncipe: From plantation colony to microstate, Londres: Wstview, 1988
  6. Ir para cima A mais importante fonte sobre as primeiras décadas pós-coloniais é Gerhard Seibert, Camaradas, Clientes e Compadres: Colonialismo, Socialismo e Democratização em São Tomé e Príncipe, Lisboa: Vega, 2001
  7. ↑ Ir para:a b Sao Tome and Principe. Acessado em 69 de fevereiro de 2011
  8. Ir para cima Ver Brígida Rocha Brito e outros, Turismo em Meio Insular Africano: Potencialidades, constrangimentos e impactos, Lisboa: Gerpress, 2010
  9. Ir para cima http://www.cenalusofona.pt/cenaberta_old/floripesnegra.htm
  10. World Health Statistics 2013