domingo, março 30, 2014

Instrumentos musicais - Moçambique

bendi
bendi
Bendi ou Babiton é um instrumento cordófono, em que o som é produzido através do dedilhar de uma corda é composto de um tambor de madeira forrado num dos lados com uma membrana de pele de animal. Para tocar, coloca se a varra sobre o tambor de modo a esticar a corda, que ao ser dedilhado, produz sons fortes e baixos. O tambor serve de caixa de ressonância. Existe em muitos distritos de Tete.


chitende
chitende
Chitende é um instrumento cordófono do tipo arco musical, possui uma caixa de ressonância, é composta por uma cabaça, com abertura virada para o exterior. Para tocar, o músico pega no instrumento, encostando a abertura da cabaça ao peito, num movimento de vaivém, ao mesmo tempo que com os dedos de uma das mãos faz pressão sobre o fio e com a outra, segura uma palheta que serve para peculiar o arame. É bastante usado na região Sul do Save e no Centro em Sofala (Búzio).


Chivoconvoco é um instrumento cordófono, pertencente ao grupo dos arcos musicais, constituído por um arco de madeira e uma corda, o pau do arco atravessa uma cabaça ou casca de coco, cuja abertura é tapada por uma membrana feita de pele de animal. O fio que une as pontas do arco passa por cima da cabaça, que serve de caixa de ressonância. Numa das mãos, o tocador segura um pau afiado, com que bate na corda. É abundante nas províncias de Maputo e Gaza.
chivocovoco
Chivoconvoco
pankw
Pankwé
Pankwé é um instrumento da classe dos cordófonos, o som é produzido, dedilhando as várias cordas que possui, com apoio de uma caixa de ressonância, feita de cabaça. Coloca-se um fio de arame contínuo sobre uma tábua de madeira, uma das extremidades dessa, penetra numa cabaça ou então as duas extremidades são colocadas sobre duas cabaças, ficando assim o Pankwé com duas caixas de ressonância. Muito utilizado nas três províncias do Norte de Moçambique e Norte da província Central da Zambézia.


Tchakare é um instrumento cordófono, em que a corda passa directamente por cima da caixa de ressonância, assim como acontece na viola. A caixa de ressonância é feita de madeira, coberta por uma membrana de lagarto. O tocador segura o instrumento de modo a que a caixa fique encostada ao seu abdómen ou ao seu ombro. Com uma das mãos, faz pressão sobre a corda para variar o som. É abundante nas províncias de Inhambane, Zambézia, Tete, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
tchacare
Tchakare
nhacatangali
Nhcatangali
Nhacatangali é um instrumento do tipo cordófono, o arco é feito de caniço e a corda é feita de fio de sisal, o tocador coloca a boca numa das pontas do arco, serve de caixa de ressonância, sendo o som produzido pela percussão do fio, através dos dedos ou de uma palheta. Produzido e usado nas províncias de Manica, Sofala e Tete.    


ngulula
Ngulula


Ngulula é um instrumento com uma característica especial, isto é, o som é produzido pelo friccionamento de um caniço, formado por um tambor ou caixa de madeira redonda, tapado nas extremidades com pele de animal, cujas pontas estão ligadas ou cosidas entre si. É muito usado na província de Maputo.


mutoriro
Mutoriro
Mutoriro é um instrumento aérofono do tipo flauta em que o som é produzido através do sopro, constituído por uma cana de bambu fechada nas pontas e dotada de quatro orifícios, um dos quais junto à embocadura; para variar o som, o tocador tapa e destapa os três buracos calçando-os com os dedos. Produzido e tocado nas províncias do Sul e Centro em Manica e Tete.


mpundu
Mpundu
Mpundu é um instrumento de sopro do tipo trompete, feito apenas de um chifre e um furo, onde o tocador põe a boca para soprar, enquanto uma das mãos segura a parte mais grossa e a outra a parte mais fina. É tocado em todo o país.

Mbila é um instrumento idiófono, do tipo xilofone, muito conhecido não só em Moçambique, como em outros países de África e na Indonésia. Em Moçambique é tocado nas províncias de Inhambane, Sofala, Manica e Tete.
mbira
Mbila
masseve
Masseve
 Masseve é um instrumento idiófono do tipo chocalho, assim como gocha, porém, enquanto este é utilizado nas mãos, o Masseve utiliza-se nas pernas. É feito de frutos pequenos, secos e ocos, colocados em várias fiadas e amarradas. Os chocalhos acompanham o rítimo da dança, auxiliados por outros instrumentos. É usado em todo o país.

malimba
Malimba
Malimba é um instrumento de tipo xilofone, mas pertencente ao grupo dos idiófonos, constituído por uma cabaça de forma oval, aberta na parte superior. Sobre esta abertura fica suspensa uma tábua de madeira, segura se por cordas atadas a dois paus, arqueados, estes paus estão seguros `a cabaça com cera de abelha. Para tocar, o músico pega numa baqueta com um anel de borracha na ponta, com que percute a única tecla de madeira, ao mesmo tempo que vai tapando e destapando a abertura da cabaça, para variar o som. Produzida e tocada na província de Tete.


Makwilo é um instrumento idiófono do tipo xilofone, composto por dois troncos de madeira, podem ser também de coqueiro, sobre os quais assentam as teclas, feitas das árvores de umbila, presas numa das pontas com pregos de madeira. O espaço entre as teclas e o chão, funciona como caixa de ressonância. Produzido e tocado em Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Zambézia.

makuilo
Makwilo
mlapa
M'lapa

M’lapa é um instrumento do tipo membranófono, que requer uma habilidade especial para tocar, mbila é um tambor relativamente pequeno, com uma membrana de pele de Piton (espécie de gibóia) humedecida, o que faz com que produza um som bastante baixo. O tocador segura-a entre os joelhos e toca-o com as mãos ao mesmo tempo. É muito conhecido nas províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

gocha
Gocha
Gocha é um instrumento que se distingue dos outros arcos musicais pelo facto deste produzir o som com fricção de uma varinha sobre as incisões gravadas no arco da madeira. Este som é auxiliado pelos chocalhos postos na varinha e pela boca. Produzido e usado nas províncias do Sul e Centro (Manica e Sofala).

Chiquitsi, pertence a categoria dos instrumentos idiófonos, do tipo chocalhos. É feito de caniço fino ou de palha de uma planta chamada Txolhongue, entrançada como se fosse uma esteira e cujas pontas são unidas por corda, formando uma caixa oca. Dentro colocam-se sementes ou pedrinhas. Para tocar, pega-se o instrumento com ambas as mãos e agita-se. O Chiquitsi é bastante vulgar na província de Maputo, Gaza, Inhambane, Tete e Niassa.
chiquitsi
Chiquitsi
chipendani
Chipendane
Chipendane, é um arco musical pertencente ao grupo de instrumentos de corda. É composto por três partes: o arco de madeira, que possui uma saliência de forma cilíndrica; um fio de arame que está ligado ao meio do arco e uma varinha, que serve para bater no arame. Ao tocar, o músico coloca a boca sobre o arco, segurando a madeira entre os dentes, para fazer de caixa de ressonância. O Chipendane existe nas Províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Tete.


Chigovia, faz parte de um conjunto genérico de flautas, muito embora o seu formato   nos encaminhe logo para essa conclusão. É feito de um fruto redondo, que tanto pode ser massala, macuácua ou mabuma. No entanto, na ausência destes frutos, pode ser feito de barro. O número de orifícios pode variar e isto; é consoante a habilidade do tocador. Chigovia existe em abundância nas Províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

chigovia
Chigovia
piane
Phiane
Phiane é um instrumento idiófono, pertence ao subgrupo dos pianos de mão, composto apenas de arame e ferro, para tocá-lo, segura se o instrumento com uma das mãos e coloca- se entre os dentes servindo a boca de caixa de ressonância, com o indicador da outra mão, dedilha-se o arame. Usado em Maputo e Gaza.


tambores de tufo
Tambores de Tufo
Tambores de Tufo são instrumentos musicais da classe dos membranófonos nomeadamente, bazuca, ngajiza, apústua e duassi, podem ter forma quadrada, redonda, hexagonal, feitas de madeira, cobertas apenas de um lado, com pele de antílope e chapinhas metálicas, o tocador segura com uma mão enquanto com a outra percurte a membrana. Produzidas e tocadas na zona costeira de Nampula e Cabo Delgado.


tambores de mapiko
Tambores de Mapico
Tambores de Mapico são instrumentos musicais do tipo membranófono, com várias designações: ligoma, likuti, singanga, neya e ntoji. Todos são feitos a partir de troncos cavados, aberto dum lado com uma membrana de pele de animal, tocados por varetas e pelas mãos durante a dança de mapico. Exite só em Cabo Delgado (Mueda).


Xirupe é instrumento musical de tipo flauta, daí que é considerado aérofono ou de sopro constituído de cabaça de massala ou de fruto e de um caniço. O tocador segura o xirupe com a mão esquerda e sopra o orifício da cabaça ao mesmo tempo com os dedos da outra mão vai tapando e destapando os furos de caniço para variar o som.Tocado apenas nas províncias de Maputo e Gaza.
xirupe
Xirupe
tsundi
Tsudi
Tsudi é um instrumento aérofono do tipo flauta, em que o som é produzido pelo sopro do tocador, constituído por um tubo de caniço, com uma abertura na parte superior onde o tocador sopra. Fabricado e tocado nas províncias de Inhambane e Maputo.













Bibliografia:
http://www.micult.gov.mz/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=52

quinta-feira, março 27, 2014

Instrumentos Musicais - Guiné-Bissau

A calabaça ou simplesmente "Kabaz" em criolo  foi um dos primeiros instrumentos musicais da Guiné-Bissau.


Kabaz
Este instrumento é usado de forma muito rápida produzindo sons que dispoletam danças ritmadas e complexas quer sejam elas modernas ou tradicionais.

O "kabaz" contribui para a música da Guiné-Bissau nomeadamente para o estilo "Gumbé" que constitui a primeira a exportação musical do país.

Gumbé

O estilo "Gumbé" tem juntado mais de uma dezena de géneros musicais - conhecidas como músicas folclóricas ou tradicionais.

Alguns exemplos destes estilos são: Tina, Tinga, Brocxa, Kussundé (da etnia Balanta), Djambadon (Mandinga) e Kunderé (Bijagós).

Embora alguns destes estilos sejam especificos de algumas cerimonias como sendo as cerimonias funebres e alguns rituais, aos poucos estão sendo introduzidos na música contemporânea de Gumbé.



Kóra é constituído por uma cabaça com adaptação de uma viola, estando a parte aberta, forrada com couro de cabra, atravessada de lado a lado por um pau redondo que forma o braço principal do instrumento. Este liga-se às cordas feitas de tendões de boi, ou couro de gazela convenientemente preparados. As cordas estão dispostas verticalmen¬te em número de vinte e uma (o seu número pode variar entre 19 e 24 cordas).
Korá

Actualmente a corda de Kóra é feita de fio de nylon e de um tipo especial de cabaça com melhores qualidades de som. O tocador do Kóra em mandinga chama-se Kóra-Djaló(Djidiu de Kóra).

É usado ou tocado actualmente na Guiné-Bissau e em quase toda a África Ocidental nas cerimónias religiosas, e festas de casamento, baptismo, etc. Antigamente servia para celebrar as vitórias alcançadas nas guerras, encorajar os Mansas (Reis e Imperadores mandingas) nos combates.


Bibliografia:




terça-feira, março 25, 2014

Instrumentos Musicais - Cabo Verde

Dando continuidade à série sobre os instrumentos musicais nos países de língua portuguesa, hoje vamos falar sobre dois tradicionais instrumentos musicais de Cabo Verde.

Cimboa ou cimbó
Começamos com a cimboa ou cimbó, um dos primeiros instrumentos de corda a chegar em Cabo Verde. A cimboa era tradicionamlmente ouvida em rodas de batuque em celebrações de casamento e batizados. 

Monocórdico e tocado como um violino, o instrumento musical faz parte da família dos alaúdes que são nada mais que caixas de ressonância com um formato arredondado, semelhante a uma gota.

A caixa da cimboa é feita a partir da cabaça, ou do coco, com um tampo harmônico de pele de cabrito esticada, fixada através de varetas de pescar. A partir da caixa sai um braço feito com pinha, uma madeira flexível. Na extremidade desse braço encontra-se uma outra peça de madeira, a cravelha de mogno, utilizada para afinar a única corda do instrumento.

O som é obtido através da fricção do arco sobre a corda, que é feita de crina de cavalo. Já o arco é feito de uma peça de madeira encurvada e também de uma corda de crina de cavalo, untada de breu.

Embora a cimboa seja um importante elemento cultural de Cabo Verde, seu uso quase desapareceu nos últimos tempos, ficando apenas como peça decorativa. 

A razão do seu desuso não é clara, mas acredita-se que isto possa estar relacionado com a falta de cavalos no país, que é fonte de uma de suas principais matérias-primas, a crina de cavalo. 

Há também hipóteses de que o instrumento musical perdeu sua popularidade por conta de sua associação com a classe mais pobre da sociedade. Não sendo bem recebida nos salões das classes mais altas, a cimboa teria sido substituída pelos instrumentos de corda europeus.

Atêlie de construção da cimboa
Foi, então, o projeto de "Preservação da Memória da Cimboa", apoiado pela UNESCO (2008), que ajudou significativamente a resgatar o uso deste precioso patrimônio imaterial de Cabo Verde.

O projeto permitiu que cerca de 150 jovens aprendessem a construir e tocar a cimboa, além de divulgá-la e promovê-la em escolas e eventos culturais.  

Hoje, artistas de renome no cenário nacional têm incorporado a cimboa em diferentes gêneros  musicais, incluindo o jazz, blues e a música clássica. Para desfrutar do som da cimboa, clique aqui.

Ficheiro:Racordai 4.jpg
Soalheira
Um outro instrumento musical tradicional em Cabo Verde é a soalheira

Como o próprio nome diz, o som deste instrumento vem do agitamento das soalhas – tampas metálicas de garrafas – e possui um efeito alegre e dançante. 

O instrumento é geralmente feito de materiais reciclados e é de construção bastante simples. 

Consiste em numa prancha de madeira com uma parte mais estreita e outra mais larga. Na parte larga existem pregos que servem de suporte para as tampas metálicas.

Por ser um instrumento fácil de se construir, muitas crianças gostam de fabricá-lo sendo, portanto, bem popular entre elas. É comum, por exemplo, encontrar crianças tocando a soalheira de porta em porta, no dia de São Silvestre (31 de dezembro), desejando as boas festas pelo ano-novo.




Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Soalha

domingo, março 23, 2014

Dia Mundial da Tuberculose - 24 de Março

"Chegue aos 3 milhões"
É este o slogan para o Dia Mundial da Tuberculose em 2014.



A tuberculose tem cura! Mas...
Todos os anos cerca de 9 milhões de pessoas adoecem com tuberculose. Desses 9 milhões, 3 milhões não têm acesso aos cuidados de saúde necessários. Muitos deles vivem em comunidades pobres, mais vulneráveis ou estão entre as populações marginalizadas como os trabalhadores migrantes, refugiados e pessoas deslocadas, os presos, os povos indígenas, as minorias étnicas e os toxicodependentes.


A parceria OMS e Stop TB, promovem o Dia Mundial da Tuberculose de modo a dar oportunidade às pessoas afetadas e as comunidades em que vivem, as organizações da sociedade civil, governos prestadores de cuidados de saúde, e os parceiros internacionais para pedir medidas suplementares para atingir os 3 milhões. Todos os parceiros podem ajudar a criar abordagens inovadoras para garantir que todos os que sofrem de tuberculose tenham acesso ao diagnóstico, tratamento e cura da tuberculose..

O Dia Mundial da Tuberculose é uma oportunidade de aumentar a conscientização sobre a carga de tuberculose em todo o mundo e o estado atual dos esforços no sentido da prevenção e controlo da tuberculose. 
Progressos no sentido de metas globais para a redução dos casos de tuberculose e de mortes nos últimos anos tem sido impressionante: mortalidade por tuberculose caiu mais de 45% em todo o mundo desde 1990, e a incidência está a diminuir. Novas ferramentas de diagnósticos rápidos estão a transformar a resposta à doença e novos medicamentos que salvam vidas estão a ser introduzidas.
Mas o desafio continua.

informação sobre tuberculose
Alguns factos a ter em mente:

  • 8.6 milhões de pessoas adoeceram de tuberculose em 2012, apesar de ser evitável e curável.
  • 1.3 milhões morreram de tuberculose em 2012 (incluindo 320 000 pessoas com VIH). Cerca de 95% das mortes por tuberculose ocorre em países de rendimento baixo e médio e está entre as três principais causas de morte entre mulheres de 15 a 44 anos.
  • Até 74 mil crianças morreram de tuberculose em 2012. A tuberculose infantile é muitas vezes ignorada devido ao difícil diagnóstico e tratamento. Também como resultado das mortes provocadas por tuberculose em adultos, 10 milhões de crianças ficaram órfãs.
  • Tuberculose é a maior causa de morte em pessoas VIH positivas. 1.3 milhões de vidas foram poupadas de 2005 a 2011 através de serviços coordenados de tuberculose e VIH na deteção, prevenção e tratamento de infeções duplas.
  • O número de pessoas a adoecer com tuberculose está a diminuir e a mortalidade por tuberculose diminuiu mais de 45% desde 1990. 
  • 80% dos casos reportados ocorreram em 22 países, em 2012. Cerca de 60% dos novos casos ocorreu na Ásia, o maior número de casos ocorreu na África Subsaariana. Nenhum país conseguiu erradicar esta doença.
  • Tuberculose multiresistente (MDR-TB) não responde a tratamentos padrões e é difícil e caro de tratar. Ela está presente em todos os países rastreados pela OMS. A principal causa para o seu aparecimento é o uso incorreto dos medicamentos antitubeculose.
  • 450 mil pessoas desenvolveram tuberculose multiresistente em 2012. Formas severas de MDR-TB com tratamento inadequado podem ainda progredir para tuberculose de resistência extensa (XDR-TB) que tem ainda menos medicamentos disponíveis para o seu tratamento.
  • 56 milhões de pessoas foram tratadas com eficácia desde 1995. 22 milhões de vidas foram salvas desde 1995 graças à Estratégia Stop TB e DOTS.
  • As metas globais para tuberculose em 2015:
    • Parar e diminuir incidência global
    • Reduzir para metade as mortes provocadas por tuberculose em relação a 1990.

Bibliografia:

http://www.who.int/features/factfiles/tuberculosis/en/#
http://www.who.int/campaigns/tb-day/2014/event/en/
http://www.stoptb.org/events/world_tb_day/2014/

terça-feira, março 18, 2014

Instrumentos musicais- Brasil

A música é um dos fatores que representam a essência de uma cultura. Ela expressa as raízes de um povo, suas alegrias, tristezas, suas falas, seu folclore.

Fonte da foto
A música brasileira é uma rica mistura de influências indígenas, portuguesas, e africanas. A maioria dos instrumentos musicais brasileiros vieram de antepassados ​​portugueses, indígenos e africanos e ainda mantêm suas características originais. Enquanto outros foram modificados e têm evoluído ao longo do tempo, assumindo as suas próprias gamas de sons e ritmos.

Hoje vamos dar uma olhada em apenas alguns dos instrumentos, pois não seria possível apresentar cada um deles.


Agogô
O agogô é um instrumento de origem africana utilizado com mais frequência em ritmos como a capoeira, samba e no candomblé. Seu nome é um derivado da palavra “akokô” que na língua nagô significa “relógio” ou “tempo”, pois o seu som agudo e seu ritmo contínuo lembram os de um relógio. O som é produzido pela vibração das campânulas de ferro percutidas por uma vareta do mesmo metal o de madeira.

   

Atabaque
Como a grande maioria dos instrumentos de percussão o atabaque é de origem africanaO nome se originou do termo árabe aT-Tabaq, que significa "prato". Sua utilização é mais frequente na capoeira e no candomblé. O seu couro vem da pele da vaca e é esticado por um sistema de anéis de metais ou aros, cordas e cunhas de madeira de jacaranda. É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e do tambor que está sendo tocado.




Um dos sons caracterizantes do Brasil é o do berimbau. 
Da África, o berimbau foi levado ao Brasil pelos escravos angolanos, acabando se tornar um elemento fundamental na tradição da capoeira.
Berimbau

O instrumento de percussão é formado de um arco de madeira retesado por um arame, de uma caixa de ressonância, um dobrão ou uma pedra para retesar mais o arame, e um caxixi, que é um recipiente de vime com sementes secas no seu interior.



Cuíca

Um outro instrumento típico do Brasil é a cuíca, de origem africanaA cuíca parece um tambor mas o som é produzido pela fricção entre um pedaço de tecido molhado e um gambito. Pressionando a parte externa da cuíca com o dedo, é possivel produzir a sonoridade de ronco característico. Ouça o som da cuíca!



Cavaquinho brasileiro

cavaquinho tem origem portuguesaTodavia, o cavaquinho brasileiro é diferente do português em que o pescoço é elevado em relação ao corpo, e o furo de som é tradicionalmente redondo, portanto tornando-se semelhante a uma guitarra tradicional. O cavaquinho é muito usado nas rodas de samba e no pagode.
Pandeiro

Normalmente o cavaquinho acompanha o som do pandeiro, um instrumento de origem árabe, que passando por Itália e Portugal, chegou até o Brasil e tornou-se referência cultural. Hoje têm diversos tamanhos e modelos de pandeiros, e este instrumento que antes tinha espaço apenas em reuniões de sambistas, hoje “desfila” por vários ritmosO som do pandeiro depende de uma combinação de factores: os materiais usados, a grossura do aro, o tipo de pele, o material e combinação de caricas. 


Ganzá ou Mineiro
O Ganzá é um instrumento musical de percussão, executado por agitação e é usado no samba e otrous ritmos brasileiros.
O instrumento é uma evolução das maracá, instrumentos indígenos.
O ganzá é geralmente feito de um tubo de metal ou plástico em formato cilíndrico, preenchido com areia, grãos de cereais ou pequenas contas.

Xequerê
O último instrumento musical que vamos apresentar hoje é o xequerê, de origem africana.
Ele é feito de uma cabaça cortada ao meio em uma das extremidades e envolta por uma rede de contas. 
Toca-se segurando na cabaça e balançando-a de um lado a outro fazendo com que a malha de contas repercuta na parte externa da cabaça.É um instrumento que dá um molho especial no ritmo executado, utilizado no Maracatú e, hoje em dia, incorporado até nas baterias de escola de samba. Para desfrutar do som do xequrê, clique aqui.


Para saber mais e descobrir outros instrumentos consulte a bibliografia.




domingo, março 16, 2014

Instrumentos Musicais - Angola

A música sempre fez parte da história do homem.

Os instrumentos musicais e os sons característicos de cada lugar, região ou país são muitos e se misturam formando diferentes musicalidades.
Os instrumentos musicais são também característicos e muitas vezes únicos formados com os mais diversos materiais.

Museu do Instrumento Musical
Assim, nesta nossa tarefa de divulgar o que existe de diferente nos países de língua portuguesa, vamos apresentar alguns instrumentos musicais que são a identidade de um país, de um povo!

Angola

KISANJI

Kisanji
O povo angolano nutre uma grande estima e gosto por este instrumento que tem um som relativamente fraco mas fluído. É usado em caminhadas longas, para afastar a solidão ou a saudade. 
Serve também como fundo musical quando se contam histórias à volta da fogueira.

Para o camponês angolano o kisanji é um companheiro que escuta seus desabafos, seus desejos e aflições cantadas baixinho ao mesmo tempo que dedilha o instrumento.

O kisanji, quissange ou tyitanzi é uma tábua rectangular, tendo montada na metade superior um cavalete de ferro constituído por um aro rectangular onde se apoiam as lamelas. Também pode ser chamado de lamelofone.

No sentido transversal, um travessão apoia-se sobre as teclas, e é apertado por ganchos à tábua. É frequente as lamelas serem de ferro, direitas ou espatuladas e ligeiramente levantadas do lado onde as dedilham.

Dependendo das localidades são feitos com mais ou menos lamelas e com caixas de ressonancia podendo ser utilizadas cabaças para as substituir. Quando assim é, adoptam os seguintes nomes: kalimba ou karimba (Uganda), mangambeu (Camarões), kond (Serra Leoa), likembe, budongo, mbila, mbira (Zimbabwe), entre outros.



MPUNGI

Mpungi
Mpungi, trombeta da realeza Kikongo que serve para anunciar as cerimónias fúnebres ou a investidura do rei. É um instrumento musical elaborado a partir de ponta de elefante, aerofone e considerado como símbolo da realeza. É utilizada para anunciar mensagens a longas distâncias, ou para entoar acordes quando o chefe máximo está presente em ocasiões ou cerimónias especiais.

A instância máxima do poder político tradicional (o rei ou seu descendente direto), deve possuir entre os seus objectos de valor três Mpungi. A cifra três é indispensável para continuidade da realeza: rei, rainha e sucessor. Makukua Matatu Malambile Kongo, as três pedras onde assenta a panela, o local de convívio e troca de ideias. Tirando uma delas é impossível cozinhar, porque não há equilíbrio.

Nas cerimónias que obrigam a presença do rei, os cânticos são acompanhados com os três Mpungi, sendo dever do seu detentor cuidá-los com a maior atenção e deferência, conservando-os em lugares especiais.

Bibligrafia:

  • Redinha, José. Kisanji Instrumentos Musicais de Angola: Sua construção e descrição.  Instituto de antropologia ed. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1984. 
  • http://petrinus.com.sapo.pt/quissanje.htm
  • http://www.mincultura.gv.ao/criacao_plastica.htm

quinta-feira, março 13, 2014

Fundação FIOCRUZ - uma breve história

FIOCRUZ 


A Fundação Oswaldo Cruz, também conhecida como FIOCRUZ, teve início em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na bucólica Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, Brasil. Originalmente era destinada ao fabric de soros e vacinas contra a peste bubônica, mas desde então, a instituição experimentou uma intensa trajetória, que se confunde com o próprio desenvolvimento da saúde pública no país.

Tendo como diretor geral o Barão de Pedro Afonso e diretor técnico o jovem bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia da peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas que desbravaram as lonjuras do país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.

Barão de Pedro Afonso
A instituição perdeu autonomia com a Revolução de 1930 e foi foco de muitos debates nas décadas de 1950 e 1960. Com o golpe de 1964, foi atingida pelo chamado Massacre de Manguinhos: a cassação dos direitos políticos de alguns de seus cientistas. Mas, em 1980, conheceu de novo a democracia, e de forma ampliada. Na gestão do sanitarista Sergio Arouca, teve programas e estruturas recriados, e realizou seu 1º Congresso Interno, marco da moderna Fiocruz. Nos anos seguintes, foi palco de grandes avanços, como o isolamento do vírus HIV pela primeira vez na América Latina.


A Fiocruz desenha uma história robusta nos primeiros anos do século XXI. Ampliou suas instalações e, em 2003, teve finalmente o seu estatuto publicado. Foi uma década também de grandes avanços científicos, com feitos como o deciframento do genoma do BCG, bactéria usada na vacina contra a tuberculose. Uma trajetória de expansão, que ganhou novos passos nesta segunda década, com a criação de escritórios como o de Mato Grosso do Sul e o de Moçambique, na África. Um caminho que se alimenta de conquistas e de desafios sempre renovados.

Edifício da Fundação Oswaldo Cruz
Atualmente, a fundação tem como objetivo produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, para a redução das desigualdades sociais e para a dinâmica nacional de inovação, tendo a defesa do direito à saúde e da cidadania ampla como os valores centrais.

Para saber mais sobre Oswaldo Cruz:

Bibliografia: