quinta-feira, abril 10, 2014

Instrumentos Musicais - Portugal


Guitarra Portuguesa

A guitarra portuguesa, tal como o próprio nome indica, é um dos instrumentos mais caracteristicos de Portugal.

Este instrumento musical difere um pouco consoante a cidade onde surgiu (Porto, Coimbra ou Lisboa).

A característica que mais as distingue é a forma voluta na parte superior da guitarra. 


Enquanto a guitarra de Lisboa apresenta embutidos em madrepérola, a de Coimbra é muito mais modesta pois a sua tradição está ligada aos estudantes que não possuem dinheiro para grandes ornamentos (elementos decorativos).


A guitarra portuguesa é o instrumento sonante no Fado Coimbra, uma música tipica da Monumental Serenata, altura em que os estudantes se despendem da sua vida académica.


O adufe é um instrumento proveniente da região da Beira Baixa em Portugal. 
Adufe
É tradicionalmente feito e tocado pelas mulheres: as adufeiras. Ele é quadrangular e é feito a partir da pele dos animais da região. 
O facto de serem zonas ricas em pastorícia contribui para o grande número de adufes saídos das mãos habilidosas das mulheres da Beira InteriorAntigamente era vulgar as pessoas juntarem-se em casa umas das outras ou no largo do pelourinho daquele lugar e tocarem adufe ao despique. 

Bibliografia:

terça-feira, abril 08, 2014

Febre do vírus do Ébola

O vírus do Ébola causa a doença do vírus do Ébola (EVD, anteriormente conhecida como febre hemorrágica do Ébola) nos seres humanos.
Os surtos de EVD têm uma taxa de letalidade que chega aos 90% e atualmente, não existe tratamento nem vacina específica para tratar pessoas ou animais.

O Ébola apareceu, pela primeira vez, em 1976, em 2 surtos simultâneos, em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo. Este último ocorreu numa aldeia situada perto do rio Ébola, que deu o nome à doença.
Neste momento, ocorre um surto na Guiné, com 127 casos, até ao dia 1 de Abril, tendo ocorrido já 83 mortes.


O género Ebolavirus é 1 de 3 membros da família Filoviridae (filovírus), juntamente com o género Marburgvirus e o género Cuevavirus. O género Ebolavirus compreende 5 espécies distintas:
1 Bundibugyo ebolavirus (BDBV)
2 Zaire ebolavirus (EBOV)
3 Reston ebolavirus (RESTV)
4 Sudan ebolavirus (SUDV)
5 Taï Forest ebolavirus (TAFV).

As espécies BDBV, EBOV e SUDV têm estado associadas a grandes surtos de EVD na África, mas não a RESTV e a TAFV. Os surtos do Ébola ocorrem, principalmente, em aldeias remotas da África Central e Ocidental, nas proximidades das florestas tropicais húmidas.
A espécie RESTV, encontrada nas Filipinas e na República Popular da China, pode infectar os humanos, mas até à data não foi notificada qualquer doença ou morte em humanos por ela provocada.

vírus do Ébola

Transmissão
O Ébola é introduzido na população humana através do contato direto (através da pele gretada ou membranas mucosas) com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infetados. Em África, a infecção tem sido documentada através do contacto com chimpanzés, gorilas, morcegos frugívoros, macacos, antílopes das florestas e porcos-espinhos infectados e encontrados com doença ou mortos na floresta tropical húmida.
O Ébola dissemina-se na comunidade através da transmissão entre humanos e a infecção resulta do contacto directo com o sangue, secreções, orgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e contacto indirecto com ambientes contaminados com esses fluidos. Os funerais, em que os enlutados têm contacto directo com o corpo da pessoa falecida podem também ter o seu papel na transmissão do Ébola. Os homens que recuperaram da doença podem ainda transmitir o vírus através do sémen, até 7 semanas após a recuperação da doença.
Os profissionais de saúde são frequentemente infectados, quando tratam doentes com EVD suspeita ou confirmada. Isso ocorre através do contacto directo com os doentes, nos casos em que as precauções de controlo das infecções não são devidamente respeitadas.
Entre os trabalhadores em contacto com macacos ou porcos infectados com Reston ebolavirus, têm sido documentadas várias infecções em pessoas clinicamente assintomáticas. 
Contudo, a única evidência disponível encontra-se em machos adultos saudáveis. Seria prematuro extrapolar os efeitos do vírus sobre a saúde para todos os grupos populacionais, tais como as pessoas imunocomprometidas, pessoas com condições médicas subjacentes, mulheres grávidas e crianças. São necessários mais estudos sobre o RESTV, antes de se poderem retirar conclusões definitivas sobre a patogenicidade e a virulência deste vírus em humanos.

Distribuição geográfica de surtos de febre hemorrágica do Ébola e morcegos da família Pteropodidae
Sinais e sintomas
O EVD é uma doença viral aguda grave, muitas vezes caracterizada por início súbito de febre, fraqueza acentuada, dores musculares, dores de cabeça e dores de garganta. Estes sintomas são seguidos por vómitos, diarreia, erupção cutânea, funções renal e hepática diminuídas e, em alguns casos, hemorragias internas e externas. Os resultados laboratoriais incluem baixa contagem de leucócitos e de plaquetas, assim como aumento das enzimas hepáticas.
O período de incubação, isto é, o intervalo de tempo desde a infecção com o vírus até ao início dos sintomas, é de 2 a 21 dias.

Diagnóstico
Outras doenças que devem ser excluídas, antes de se poder fazer um diagnóstico de EVD, são: paludismo, febre tifóide, shigelose, cólera, leptospirose, peste, ricketsiose, febre recorrente, meningite, hepatite e outras febres hemorrágicas virais.
As infecções pelo vírus do Ébola podem ser definitivamente diagnosticadas num laboratório, através de vários tipos de testes:
ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA)
testes de detecção de antigénios
teste de neutralização do soro
ensaio de reacção em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT  PCR) 
isolamento do vírus por cultura de células.
As amostras colhidas nos doentes constituem um grande risco biológico, devendo os testes realizar-se em condições de contenção biológica máximas.

fonte de imagem
Prevenção e tratamento
Não existe vacina para o EVD. Estão a ser testadas várias vacinas, mas não há nenhuma disponível para uso clínico.
Os doentes graves requerem cuidados médicos intensivos. Os doentes ficam frequentemente desidratados e necessitam de rehidratação oral com soluções que contenham electrólitos ou com fluidos intravenosos.
Não existe um tratamento específico, embora estejam a ser avaliadas novas terapêuticas medicamentosas.

Hospedeiro natural do vírus do Ébola
Em África, os morcegos frugívoros, particularmente a espécie dos géneros Hypsignathus monstrosus, Epomops franqueti e Myonycteris torquata, são considerados possíveis hospedeiros naturais do vírus do Ébola. Consequentemente, a distribuição geográfica dos vírus do Ébola pode coincidir com as variedades de morcegos frugívoros.

Vírus do Ébola em animais
Embora os primatas não humanos tenham sido uma fonte de infecção para os seres humanos, não são considerados como o reservatório, mas antes um hospedeiro acidental como os seres humanos. Desde 1994, têm-se observado surtos de Ébola causados pelas espécies EBOV e TAFV em chimpanzés e gorilas.
O RESTV tem causado graves surtos de EVD em macacos do género Macaca (Macaca fascicularis) criados nas Flipinas e detectado em macacos importados.
Desde 2008, têm sido detectados vírus RESTV durante vários surtos de doença mortal em suínos, nas Filipinas e na China. Têm sido notificadas infeções assintomáticas em suínos e inoculações experimentais têm demonstrado que o RESTV não pode causar doença nesses animais.

Prevenção
Controlar o Ebola Reston em animais domésticos
Não existe vacina para animais contra o RESTV. A limpeza e a desinfecção de rotina das criações de porcos ou macacos (com hipoclorito de sódio ou outros detergentes) deverão bastar para desactivar o vírus.
Se houver suspeita de um surto, as instalações devem ser imediatamente colocadas em quarentena. O abate dos animais infectados, com supervisão atenta do enterramento ou da incineração das carcaças, pode ser necessário para reduzir o risco de transmissão animal-a-humano. A restrição ou a proibição da deslocação de animais de criações infectadas para outras zonas poderá reduzir a  propagação da doença.
Uma vez que os surtos de RESTV em porcos e macacos precederam as infecções nos humanos, a criação de um sistema activo de vigilância da saúde animal, para a detecção de novos casos, é essencial para alertar rapidamente as autoridades de saúde pública veterinária e humana.
Reduzir o risco de infecção das pessoas pelo Ébola 
Na ausência de um tratamento eficaz e de uma vacina para seres humanos, a única forma de reduzir as infecções e a morte em humanos é sensibilizar as pessoas para os factores de risco da infecção pelo Ébola e para as medidas de protecção que se podem tomar.

Em África, durante os surtos de EVD, as mensagens educativas de saúde pública deverão incidir sobre vários factores:
Reduzir o risco de transmissão animal-para-humano no contato com morcegos frugívoros ou macacos infectados e o consumo da sua carne crua. Os animais devem ser manipulados usando luvas e outro vestuário apropriado de protecção. Os produtos animais (sangue e carne) devem ser muito bem cozinhados, antes de serem consumidos.
Reduzir o risco de transmissão entre humanos na comunidade que deriva do contato direto ou próximo com doentes infetados, particularmente com os seus fluidos corporais. O contacto físico íntimo com doentes de Ébola deve ser evitado. Devem usar-se luvas e equipamento apropriado de proteção pessoal, quando se cuida de doentes em casa. É obrigatório lavar as mãos regularmente, depois  de se visitar doentes no hospital, assim como depois de cuidar de doentes em casa.
As comunidades afectadas pelo Ébola devem informar a população sobre a natureza da doença e sobre as medidas de contenção do surto, incluindo o enterro dos mortos. As pessoas que morreram com o Ébola devem ser enterradas com rapidez e segurança.

Para o RESTV, as mensagens educativas de saúde pública devem incidir sobre a redução do risco de transmissão suíno-a-humano, como resultado de práticas não seguras de criação e abate de animais e do consumo de risco de sangue fresco, leite cru ou tecidos animais. Devem usar-se luvas e outro vestuário de protecção apropriado na manipulação de animais doentes ou dos seus tecidos, assim como no seu abate. Nas regiões em que foi notificado o RESTV em suínos, todos os produtos animais (sangue, carne e leite) devem ser muito bem cozinhados, antes de serem consumidos.

Controlar a infecção nas unidades de cuidados de saúde 
A transmissão entre humanos do vírus do Ébola está associado, sobretudo, ao contato direto ou indireto com o sangue e os fluidos corporais. A transmissão aos agentes de saúde tem sido notificada, quando não são adoptadas medidas apropriadas de controlo da infecção.
Nem sempre é possível identificar com rapidez os doentes com EBV, porque os sintomas iniciais poderão não ser específicos. Por essa razão, é importante que os agentes  de saúde apliquem as precauções padrão de forma consistente com todos os doentes, independentemente do seu diagnóstico, em todas as práticas de trabalho e em todos os momentos. Essas precauções incluem a higiene básica das mãos, a higiene respiratória, o uso de equipamento de protecção pessoal (contra o risco de salpicos ou outro contacto com materiais infectados), práticas seguras de injecção e práticas seguras de enterramento.

Os agentes de saúde que cuidam dos doentes com infeção suspeita ou confirmada pelo vírus do Ébola devem aplicar, além das precauções padrão, outras medidas de controlo da infecção, para evitar eventual exposição ao sangue ou fluidos corporais do doente e o contacto directo não protegido com um ambiente possivelmente contaminado. Quando em contato próximo (no raio de 1 metro) com doentes com EBV, os agentes de saúde devem proteger o rosto, usando uma viseira facial, uma máscara médica e óculos de protecção, uma bata limpa, não estéril, de manga comprida, e luvas (luvas esterilizadas para alguns procedimentos).
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A OMS disponibiliza técnicos e documentação para apoiar a investigação e o controlo da doença.
As recomendações para controlo da infecção e prestação de cuidados aos doentes com suspeita ou confirmação de febre hemorrágica do Ébola são apresentadas em: Recomendações provisórias para controlo da infecção e cuidados aos doentes com suspeita ou confirmação de febre hemorrágica do Filovírus (Ébola, Marburgo), Março de 2008.
A OMS criou um memorando sobre as precauções padrão nos cuidados de saúde (em actualização). As precauções padrão destinam-se a reduzir o risco de transmissão de agentes patogénicos transmitidos pelo sangue e outros. Quando universalmente aplicadas, as precauções ajudam a prevenir, em grande parte, a transmissão por exposição ao sangue e fluidos corporais.
As precauções padrão são recomendadas nos cuidados e tratamento de todos os doentes, independentemente do seu estado infeccioso aparente ou confirmado, e incluem o nível básico do controlo de infecções: higiene das mãos, uso de equipamento de protecção pessoal, para evitar o contacto directo com o sangue e fluidos corporais, prevenção das picadas de agulhas e ferimentos causados por outros objetos cortantes e um conjunto de medidas de controlo ambiental.

Para mais informações, consulte (em inglês) : http://www.who.int/csr/disease/ebola/en/

domingo, abril 06, 2014

Dia Mundial da Saúde 7 de Abril

Mais de metade da população está em risco de adquirir doenças transmitidas por vetores como malaria, dengue, leishmaniose, doença de Lyme, schistosomíase e febre amarela.

Todos os anos, mais de um bilhão de pessoas são infetadas e mais de um milhão morrem de doenças transmitidas por vetores. 

Neste Dia Mundial da Saúde, 7 de Abril, a OMS destaca a ameaça séria e crescente das doenças transmitidas por vetores, com o slogan “pequenas picadas, grandes ameaças”.



A OMS realça ainda que estas doenças são inteiramente evitáveis.
Doenças transmitidas por vetores afetam as populações mais pobres, particularmente quando há falta de acesso a habitações adequadas, saneamento e água potável. As pessoas malnutridas e com sistema imunitário enfraquecido são especialmente suscetíveis.
Para além das doenças doenças mais conhecidas, também fazem parte deste grupo a encefalite japonesa, chikungunya, filariose linfática, oncocercose, febre hemorrágica de Crimeia-Congo, encefalite e outras doenças transmitidas por carraças e doença de Chagas.

Schistosomíase, transmitida por caracóis, é a mais generalizada das doenças transmitidas por vetores, afetando quase 240 milhões de pessoas em todo o mundo. As crianças que vivem e brincam perto de águas infestadas são particularmente vulneráveis a esta doença que pode causar anemia e diminuição na capacidade de aprendizagem. Schistosomíase pode ser controlada com tratamento regular em massa de grupos em risco, com medicamento seguro e eficaz, bem como através da melhoria de acesso a água potável e saneamento.

caracóis
Nas últimas décadas, muitas doenças transmitidas por vetores re-emergiram ou espalharam para novas partes no mundo. Mudanças no ambiente, o aumento massivo no comércio e nas viagens internacionais, mudança na prática agrícola e urbanização rápida podem estar na causa do aumento em número e áreas afetadas por vários vetores, tornando novos grupos populacionais vulneráveis.
O dengue, por exemplo, pode ser encontrado em 100 países, pondo em risco mais de 2,5 bilhões de pessoas – mais de 40% da população mundial. Dengue foi recentemente reportado na China, em Portugal e nos Estados Unidos.
Controlo de vetores continua a ser uma das ferramentas mais importantes na prevenção de surtos de doenças.

locais de reprodução para mosquitos que transmitem dengue e malária
Neste Dia Mundial da Saúde 2014, a OMS apela a um esforço maior e renovado para o controlo de vetores, fornecimento de água segura, saneamento e higiene.


Informe-se melhor sobre este tema com o documento “A global brief on vector-borne diseases” (em inglês): http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2014/global-brief/en/

Para mais informações sobre este Dia Mundial da Saúde, consulte o website da OMS: http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2014/en/

quinta-feira, abril 03, 2014

Poliomielite- O Sudeste Asiático é livre da pólio!

No dia 27 de Março o Sudeste Asiático recebeu certificado de erradicação da PÓLIO

Poonam Khetrapal Singh, Diretora regional
 para a região recebe o certificado
Um quarto da população mundial, cerca de 1,8 bilhões de pessoas vivem nos 11 países que fazem parte da região do Sudeste Asiático (SEARO). Esta conquista é o resultado da determinação deste 11 países que se esforçaram para vacinar 1 bilhão de crianças contra a poliomielite durante um período de 17 anos. 

A poliomielite é uma doença virótica contagiosa que pode afetar o sistema nervoso central e causar paralisias, e trata-se de uma doença que não tem cura, mas cuja prevenção através de vacina oral é fácil. O último país a adquirir o status de isento de pólio foi a Índia, epicentro da doença até há pouco e onde não se registra um novo surto há três anos.


O plano estratégico da erradicação da poliomielite para 2013-2018 foi elaborado em parceria com as autoridades nacionais em saúde dos vários países, iniciativas globais em saúde, especialistas e outros patrocinadores.

O plano engloba quatro objetivos:
  1. detectar e interromper a transmissão do vírus;
  2. fortalecer os sistemas de imunização e implementar a vacina oral;
  3. conter o poliovírus e interromper a transmissão;
  4. assegurar que o mundo se mantenha livre da poliomielite. 

Agora que 80% da população mundial vive em áreas que foram certificadas como livre da pólio, a meta da erradicação total da pólio está mais perto do que nunca

  A poliomielite permanece endêmica em apenas 3 países: Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

Campanha contra Polio

São enormes os progressos realizados desde 1988, quando poliomielite era endêmica em mais de 125 países e a OMS estabeleceu o objectivo de erradicação da pólio.

Agora, mais do que nunca, é imperativo que nós fazemos este esforço final para a erradicação da pólio. Pois sem erradicação, teremos que continuar com as caras medidas de controle para um tempo indefinido e enfrentar a ameaça da reemergencia da pólio em regiões que já chegaram de ser endemicas.



Bibliografia:
  • http://www.gatesfoundation.org/What-We-Do/Global-Development/Polio
  • http://www.historyofvaccines.org/content/timelines/polio
  • http://www.endpolio.org/pt
  • http://www.endpolio.org/
  • http://www.polioeradication.org/Portals/0/Document/Media/FactSheet/PolioFactSheet_2013-2014.pdf
  • http://www.historyofvaccines.org/content/timelines/polio

domingo, março 30, 2014

Instrumentos musicais - Moçambique

bendi
bendi
Bendi ou Babiton é um instrumento cordófono, em que o som é produzido através do dedilhar de uma corda é composto de um tambor de madeira forrado num dos lados com uma membrana de pele de animal. Para tocar, coloca se a varra sobre o tambor de modo a esticar a corda, que ao ser dedilhado, produz sons fortes e baixos. O tambor serve de caixa de ressonância. Existe em muitos distritos de Tete.


chitende
chitende
Chitende é um instrumento cordófono do tipo arco musical, possui uma caixa de ressonância, é composta por uma cabaça, com abertura virada para o exterior. Para tocar, o músico pega no instrumento, encostando a abertura da cabaça ao peito, num movimento de vaivém, ao mesmo tempo que com os dedos de uma das mãos faz pressão sobre o fio e com a outra, segura uma palheta que serve para peculiar o arame. É bastante usado na região Sul do Save e no Centro em Sofala (Búzio).


Chivoconvoco é um instrumento cordófono, pertencente ao grupo dos arcos musicais, constituído por um arco de madeira e uma corda, o pau do arco atravessa uma cabaça ou casca de coco, cuja abertura é tapada por uma membrana feita de pele de animal. O fio que une as pontas do arco passa por cima da cabaça, que serve de caixa de ressonância. Numa das mãos, o tocador segura um pau afiado, com que bate na corda. É abundante nas províncias de Maputo e Gaza.
chivocovoco
Chivoconvoco
pankw
Pankwé
Pankwé é um instrumento da classe dos cordófonos, o som é produzido, dedilhando as várias cordas que possui, com apoio de uma caixa de ressonância, feita de cabaça. Coloca-se um fio de arame contínuo sobre uma tábua de madeira, uma das extremidades dessa, penetra numa cabaça ou então as duas extremidades são colocadas sobre duas cabaças, ficando assim o Pankwé com duas caixas de ressonância. Muito utilizado nas três províncias do Norte de Moçambique e Norte da província Central da Zambézia.


Tchakare é um instrumento cordófono, em que a corda passa directamente por cima da caixa de ressonância, assim como acontece na viola. A caixa de ressonância é feita de madeira, coberta por uma membrana de lagarto. O tocador segura o instrumento de modo a que a caixa fique encostada ao seu abdómen ou ao seu ombro. Com uma das mãos, faz pressão sobre a corda para variar o som. É abundante nas províncias de Inhambane, Zambézia, Tete, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
tchacare
Tchakare
nhacatangali
Nhcatangali
Nhacatangali é um instrumento do tipo cordófono, o arco é feito de caniço e a corda é feita de fio de sisal, o tocador coloca a boca numa das pontas do arco, serve de caixa de ressonância, sendo o som produzido pela percussão do fio, através dos dedos ou de uma palheta. Produzido e usado nas províncias de Manica, Sofala e Tete.    


ngulula
Ngulula


Ngulula é um instrumento com uma característica especial, isto é, o som é produzido pelo friccionamento de um caniço, formado por um tambor ou caixa de madeira redonda, tapado nas extremidades com pele de animal, cujas pontas estão ligadas ou cosidas entre si. É muito usado na província de Maputo.


mutoriro
Mutoriro
Mutoriro é um instrumento aérofono do tipo flauta em que o som é produzido através do sopro, constituído por uma cana de bambu fechada nas pontas e dotada de quatro orifícios, um dos quais junto à embocadura; para variar o som, o tocador tapa e destapa os três buracos calçando-os com os dedos. Produzido e tocado nas províncias do Sul e Centro em Manica e Tete.


mpundu
Mpundu
Mpundu é um instrumento de sopro do tipo trompete, feito apenas de um chifre e um furo, onde o tocador põe a boca para soprar, enquanto uma das mãos segura a parte mais grossa e a outra a parte mais fina. É tocado em todo o país.

Mbila é um instrumento idiófono, do tipo xilofone, muito conhecido não só em Moçambique, como em outros países de África e na Indonésia. Em Moçambique é tocado nas províncias de Inhambane, Sofala, Manica e Tete.
mbira
Mbila
masseve
Masseve
 Masseve é um instrumento idiófono do tipo chocalho, assim como gocha, porém, enquanto este é utilizado nas mãos, o Masseve utiliza-se nas pernas. É feito de frutos pequenos, secos e ocos, colocados em várias fiadas e amarradas. Os chocalhos acompanham o rítimo da dança, auxiliados por outros instrumentos. É usado em todo o país.

malimba
Malimba
Malimba é um instrumento de tipo xilofone, mas pertencente ao grupo dos idiófonos, constituído por uma cabaça de forma oval, aberta na parte superior. Sobre esta abertura fica suspensa uma tábua de madeira, segura se por cordas atadas a dois paus, arqueados, estes paus estão seguros `a cabaça com cera de abelha. Para tocar, o músico pega numa baqueta com um anel de borracha na ponta, com que percute a única tecla de madeira, ao mesmo tempo que vai tapando e destapando a abertura da cabaça, para variar o som. Produzida e tocada na província de Tete.


Makwilo é um instrumento idiófono do tipo xilofone, composto por dois troncos de madeira, podem ser também de coqueiro, sobre os quais assentam as teclas, feitas das árvores de umbila, presas numa das pontas com pregos de madeira. O espaço entre as teclas e o chão, funciona como caixa de ressonância. Produzido e tocado em Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Zambézia.

makuilo
Makwilo
mlapa
M'lapa

M’lapa é um instrumento do tipo membranófono, que requer uma habilidade especial para tocar, mbila é um tambor relativamente pequeno, com uma membrana de pele de Piton (espécie de gibóia) humedecida, o que faz com que produza um som bastante baixo. O tocador segura-a entre os joelhos e toca-o com as mãos ao mesmo tempo. É muito conhecido nas províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

gocha
Gocha
Gocha é um instrumento que se distingue dos outros arcos musicais pelo facto deste produzir o som com fricção de uma varinha sobre as incisões gravadas no arco da madeira. Este som é auxiliado pelos chocalhos postos na varinha e pela boca. Produzido e usado nas províncias do Sul e Centro (Manica e Sofala).

Chiquitsi, pertence a categoria dos instrumentos idiófonos, do tipo chocalhos. É feito de caniço fino ou de palha de uma planta chamada Txolhongue, entrançada como se fosse uma esteira e cujas pontas são unidas por corda, formando uma caixa oca. Dentro colocam-se sementes ou pedrinhas. Para tocar, pega-se o instrumento com ambas as mãos e agita-se. O Chiquitsi é bastante vulgar na província de Maputo, Gaza, Inhambane, Tete e Niassa.
chiquitsi
Chiquitsi
chipendani
Chipendane
Chipendane, é um arco musical pertencente ao grupo de instrumentos de corda. É composto por três partes: o arco de madeira, que possui uma saliência de forma cilíndrica; um fio de arame que está ligado ao meio do arco e uma varinha, que serve para bater no arame. Ao tocar, o músico coloca a boca sobre o arco, segurando a madeira entre os dentes, para fazer de caixa de ressonância. O Chipendane existe nas Províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Tete.


Chigovia, faz parte de um conjunto genérico de flautas, muito embora o seu formato   nos encaminhe logo para essa conclusão. É feito de um fruto redondo, que tanto pode ser massala, macuácua ou mabuma. No entanto, na ausência destes frutos, pode ser feito de barro. O número de orifícios pode variar e isto; é consoante a habilidade do tocador. Chigovia existe em abundância nas Províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

chigovia
Chigovia
piane
Phiane
Phiane é um instrumento idiófono, pertence ao subgrupo dos pianos de mão, composto apenas de arame e ferro, para tocá-lo, segura se o instrumento com uma das mãos e coloca- se entre os dentes servindo a boca de caixa de ressonância, com o indicador da outra mão, dedilha-se o arame. Usado em Maputo e Gaza.


tambores de tufo
Tambores de Tufo
Tambores de Tufo são instrumentos musicais da classe dos membranófonos nomeadamente, bazuca, ngajiza, apústua e duassi, podem ter forma quadrada, redonda, hexagonal, feitas de madeira, cobertas apenas de um lado, com pele de antílope e chapinhas metálicas, o tocador segura com uma mão enquanto com a outra percurte a membrana. Produzidas e tocadas na zona costeira de Nampula e Cabo Delgado.


tambores de mapiko
Tambores de Mapico
Tambores de Mapico são instrumentos musicais do tipo membranófono, com várias designações: ligoma, likuti, singanga, neya e ntoji. Todos são feitos a partir de troncos cavados, aberto dum lado com uma membrana de pele de animal, tocados por varetas e pelas mãos durante a dança de mapico. Exite só em Cabo Delgado (Mueda).


Xirupe é instrumento musical de tipo flauta, daí que é considerado aérofono ou de sopro constituído de cabaça de massala ou de fruto e de um caniço. O tocador segura o xirupe com a mão esquerda e sopra o orifício da cabaça ao mesmo tempo com os dedos da outra mão vai tapando e destapando os furos de caniço para variar o som.Tocado apenas nas províncias de Maputo e Gaza.
xirupe
Xirupe
tsundi
Tsudi
Tsudi é um instrumento aérofono do tipo flauta, em que o som é produzido pelo sopro do tocador, constituído por um tubo de caniço, com uma abertura na parte superior onde o tocador sopra. Fabricado e tocado nas províncias de Inhambane e Maputo.













Bibliografia:
http://www.micult.gov.mz/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=52

quinta-feira, março 27, 2014

Instrumentos Musicais - Guiné-Bissau

A calabaça ou simplesmente "Kabaz" em criolo  foi um dos primeiros instrumentos musicais da Guiné-Bissau.


Kabaz
Este instrumento é usado de forma muito rápida produzindo sons que dispoletam danças ritmadas e complexas quer sejam elas modernas ou tradicionais.

O "kabaz" contribui para a música da Guiné-Bissau nomeadamente para o estilo "Gumbé" que constitui a primeira a exportação musical do país.

Gumbé

O estilo "Gumbé" tem juntado mais de uma dezena de géneros musicais - conhecidas como músicas folclóricas ou tradicionais.

Alguns exemplos destes estilos são: Tina, Tinga, Brocxa, Kussundé (da etnia Balanta), Djambadon (Mandinga) e Kunderé (Bijagós).

Embora alguns destes estilos sejam especificos de algumas cerimonias como sendo as cerimonias funebres e alguns rituais, aos poucos estão sendo introduzidos na música contemporânea de Gumbé.



Kóra é constituído por uma cabaça com adaptação de uma viola, estando a parte aberta, forrada com couro de cabra, atravessada de lado a lado por um pau redondo que forma o braço principal do instrumento. Este liga-se às cordas feitas de tendões de boi, ou couro de gazela convenientemente preparados. As cordas estão dispostas verticalmen¬te em número de vinte e uma (o seu número pode variar entre 19 e 24 cordas).
Korá

Actualmente a corda de Kóra é feita de fio de nylon e de um tipo especial de cabaça com melhores qualidades de som. O tocador do Kóra em mandinga chama-se Kóra-Djaló(Djidiu de Kóra).

É usado ou tocado actualmente na Guiné-Bissau e em quase toda a África Ocidental nas cerimónias religiosas, e festas de casamento, baptismo, etc. Antigamente servia para celebrar as vitórias alcançadas nas guerras, encorajar os Mansas (Reis e Imperadores mandingas) nos combates.


Bibliografia:




terça-feira, março 25, 2014

Instrumentos Musicais - Cabo Verde

Dando continuidade à série sobre os instrumentos musicais nos países de língua portuguesa, hoje vamos falar sobre dois tradicionais instrumentos musicais de Cabo Verde.

Cimboa ou cimbó
Começamos com a cimboa ou cimbó, um dos primeiros instrumentos de corda a chegar em Cabo Verde. A cimboa era tradicionamlmente ouvida em rodas de batuque em celebrações de casamento e batizados. 

Monocórdico e tocado como um violino, o instrumento musical faz parte da família dos alaúdes que são nada mais que caixas de ressonância com um formato arredondado, semelhante a uma gota.

A caixa da cimboa é feita a partir da cabaça, ou do coco, com um tampo harmônico de pele de cabrito esticada, fixada através de varetas de pescar. A partir da caixa sai um braço feito com pinha, uma madeira flexível. Na extremidade desse braço encontra-se uma outra peça de madeira, a cravelha de mogno, utilizada para afinar a única corda do instrumento.

O som é obtido através da fricção do arco sobre a corda, que é feita de crina de cavalo. Já o arco é feito de uma peça de madeira encurvada e também de uma corda de crina de cavalo, untada de breu.

Embora a cimboa seja um importante elemento cultural de Cabo Verde, seu uso quase desapareceu nos últimos tempos, ficando apenas como peça decorativa. 

A razão do seu desuso não é clara, mas acredita-se que isto possa estar relacionado com a falta de cavalos no país, que é fonte de uma de suas principais matérias-primas, a crina de cavalo. 

Há também hipóteses de que o instrumento musical perdeu sua popularidade por conta de sua associação com a classe mais pobre da sociedade. Não sendo bem recebida nos salões das classes mais altas, a cimboa teria sido substituída pelos instrumentos de corda europeus.

Atêlie de construção da cimboa
Foi, então, o projeto de "Preservação da Memória da Cimboa", apoiado pela UNESCO (2008), que ajudou significativamente a resgatar o uso deste precioso patrimônio imaterial de Cabo Verde.

O projeto permitiu que cerca de 150 jovens aprendessem a construir e tocar a cimboa, além de divulgá-la e promovê-la em escolas e eventos culturais.  

Hoje, artistas de renome no cenário nacional têm incorporado a cimboa em diferentes gêneros  musicais, incluindo o jazz, blues e a música clássica. Para desfrutar do som da cimboa, clique aqui.

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Soalheira
Um outro instrumento musical tradicional em Cabo Verde é a soalheira

Como o próprio nome diz, o som deste instrumento vem do agitamento das soalhas – tampas metálicas de garrafas – e possui um efeito alegre e dançante. 

O instrumento é geralmente feito de materiais reciclados e é de construção bastante simples. 

Consiste em numa prancha de madeira com uma parte mais estreita e outra mais larga. Na parte larga existem pregos que servem de suporte para as tampas metálicas.

Por ser um instrumento fácil de se construir, muitas crianças gostam de fabricá-lo sendo, portanto, bem popular entre elas. É comum, por exemplo, encontrar crianças tocando a soalheira de porta em porta, no dia de São Silvestre (31 de dezembro), desejando as boas festas pelo ano-novo.




Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Soalha