terça-feira, abril 29, 2014

Desmistificar Vacinas

Mitos sobre Vacinação

1. Melhor higiene e saneamento fazem as doenças desaparecer – vacinas não são necessárias. FALSO
A higiene, água limpa e lavagem das mãos  pode ajudar a proteger contra muitas doenças infeciosas, mas muitas infeções podem ser transmitidas independentemente do quão limpos estamos. Se as pessoas não forem vacinadas, algumas doenças pouco comuns atualmente, como polio e sarampo pode reaparecer rapidamente.

2. Vacinas têm alguns efeitos prejudiciais e efeitos secundários a longo prazo desconhecidos. Vacinação pode ser fatal. FALSO
As vacinas são seguras. A maioria das reações às vacinas são temporárias e leves, como braço dorido ou febre moderada. Eventos graves são extremamente raros e são cuidadosamente monitorizados e investigados. É muito mais provável sofrer danos severos por uma doença evitável por vacinas do que pela vacina. Por exemplo, no caso da poliomielite, a doença pode causar paralisia, sarampo pode causar encefalite e cegueira, e algumas destas doenças pode até causar morte.
Os benefícios da vacinação ultrapassam largamente o seu risco.

3. A vacina combinada contra difteria, tétano e pertussis (tosse convulsa) e a vacina contra poliomielite causam síndrome de morte súbita infantil. FALSO
Não há relação causal direta entre a administração de vacinas e morte súbita infantil. No entanto, estas vacinas são administradas num período onde os bebés podem sofrer síndrome de morte súbita (SIDS). Ou seja, morte por SIDS pode ocorrer mesmo sem a vacinação. É importante relembrar que estas 4 doenças podem ser letais e bebés não vacinados estão em risco de incapacidade ou mesmo morte.

4. Doenças evitáveis por vacinas estão quase erradicadas no meu país, por isso não há razão para me vacinar. FALSO
Apesar de serem pouco comuns em muitos países, os agentes infeciosos que os causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Num mundo altamente globalizado e interligado, estes agentes podem ultrapassar fronteiras e infetar população não protegida. Na Europa Ocidental, por exemplo, surtos de sarampo têm ocorrido em populações não vacinadas, na Áustria, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido desde 2005. Ao tomar vacinas, para além de nos protegermos, também protegemos aqueles que nos rodeiam, limitando a transmissão da doença.

5. Doenças infantis evitáveis pela vacina são simplesmente um facto infeliz da vida. FALSO
Doenças evitáveis por vacinação não têm de ser um facto da vida. Doenças como sarampo, papeira, rubéola são graves e podem levar a complicações severas tanto em crianças como em adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, otites, síndrome de rubéola congénita (quando ocorre primoinfeção numa mulher grávida no início da gravidez) e morte. Falha na vacinação contra estas doenças deixam as crianças desnecessariamente vulneráveis.

6. Dando mais do que uma vacina ao mesmo tempo a uma criança pode aumentar o risco de efeitos secundários prejudiciais, que pode saturar o sistema imunitário da criança. FALSO
Evidência científica mostra que dar várias vacinas ao mesmo tempo a um a criança não tem efeitos adversos no seu sistema imunitário. As crianças estão expostas todos os dias a centenas de substâncias estranhas que podem desencadear uma resposta imunológica. O simples ato de comer introduz novos antigénios no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança está exposta a mais antigénios devido a uma constipação ou dor de garganta do que devido a vacinas. Uma das principais vantagens de tomar várias vacinas ao mesmo tempo, é a de ser necessário menos visitas clínicas, o que poupa dinheiro e tempo, e é mais provável que as crianças cumpram o esquema de vacinas. Também, havendo a possibilidade de vacinas combinadas, como para sarampo, papeira e rubéola, tem a vantagem de ser necessário menos injeções.

7. Influenza (Gripe) é só um incómodo, e a vacina não é muito eficaz. FALSO
Gripe é mais do que um simples incómodo, é uma doença séria que mata 300 000-500 000 pessoas todos os anos. Grávidas, crianças de tenra idade, pessoas idosas e qualquer pessoa com uma condição crónica, como asma, ou doença cardíaca, têm maior risco de desenvolver uma infeção grave ou de morte. Vacinar grávidas tem ainda a vantagem de proteger os recémnascidos, pois atualmente não existe vacina para bebés com menos de 6 meses. A vacina proporciona imunidade a três das estirpes criculantes mais prevalentes em qualquer estação. É a melhor forma de diminuir a probabilidade de gripe severa e de o transmitir a outras pessoas. Prevenir a gripe evita custos com cuidados médicos e perda de rendimento por falta no trabalho ou na escola.

8. É melhor obter imunidade através da doença que da vacina. FALSO
Vacinas interagem com o sistema imunitário de modo a produzir uma resposta semelhante à produzida pela infeção, mas não causam doença ou pondo o indivíduo em risco de complicações. O preço a pagar por uma imunização através da infeção pode ser atraso mental, no caso de Haemophilus influenzae tipo b (Hib), defeitos congénitos no caso da rubéola, cancro hepático, no caso do vírus da hepatite B, ou morte no caso do sarampo.

9. Vacinas contém mercúrio, o que é perigoso. FALSO
Timerosal é um conservante orgânico que contém mercúrio, adicionado a algumas vacinas. É a forma mais usada de conservante para vacinas fornecidas em vials multidose. Apesar de alguns países terem retirado as vacinas que contém timerosal como medida de precaução, não há atulamente evidência que sugere que timerosal seja um risco para a saúde.

10. Vacinas causam autismo. FALSO
O estudo de 1998 que levantou a questão de uma possível ligação entre a vacina da sarampo-papeira-rubéola (MMR) e autismo foi posteriormente revelado como gravemente imperfeito. O artigo foi retirado pelo jornal onde foi publicado. No entanto, a publicação causou o pânico que levou a uma descida na taxa de imunização, o que levou a surtos das doenças. Não existe evidência de qualquer relação entre esta vacina e o autismo.


domingo, abril 27, 2014

Semana Mundial da Imunização - 24 a 30 de abril


"Imunizar para um futuro saudável: Saiba, Verifique, Proteja".

Com esta mensagem, espera-se incentivar as pessoas ao redor do mundo a verificarem seu estado imunológico para que possam tomar as medidas necessárias para que todas as vacinas necessárias estejam em dia.

Este ano, explora-se o uso de tecnologias móveis e a Internet para a disseminação da informação em saúde diretamente nos telefones celulares e redes social.



Pela primeira vez, através da colaboração com a União Internacional de Telecomunicações UIT), a OMS incentiva seus escritórios de representação nos países a buscarem ajuda das agencias reguladoras de telecomunicações e empresas de telefonia celular para que enviem mensagens através do SMS sobre a imunização durante a Semana Mundial de Imunização.


Doenças evitáveis através da vacinação
Cada vez mais as vacinas protegem contra um número cada vez maior de enfermidades desde a infância até a velhice.

A imunização previne em torno de 2 a 3 milhões de mortes por ano. 

Sem as vacinas, a erradicação da varíola e a eliminação da poliomielite e do sarampo teriam sido impossíveis.

COMO FUNCIONAM AS VACINAS?

As vacinas induzem o sistema imunológico das pessoas a criarem uma barreira de proteção. 



No Brasil, a rede pública de saúde oferece gratuitamente aos adultos, vacinas para uma ampla variedade de doenças evitáveis e o Ministério da Saúde recomenda que os adultos também mantenham suas cadernetas de vacinação em dia.
Poster da campanha

Saiba:
Porque necessita de ser vacinado
Que vacinas necessita
Como, quando e onde deve ser vacinado

Verifique:
Se você e a sua família tomaram todas as vacinas de que necessitam
Quando necessita de dose de reforço

Proteja-se.
Vacine-se.


Bibliografia:
http://www.who.int/campaigns/immunization-week/2014/en/


terça-feira, abril 22, 2014

Instrumentos musicais - Timor Leste

Os instrumentos musicais usados em Timor dividem-se em três grupos, percussão, sopro e cordas, todos eles de construção artesanal, construídos em metal, madeira, bambu, chifre, entre outros materiais.

Revelam por vezes certas originalidades, caso dos gongues feitos a partir dos tampões das rodas das inúmeras viaturas abandonadas pelos japoneses após a segunda guerra mundial, caso também do lakadouk instrumento de cordas feito integralmente em bambu, inclusive as cordas.

O kakolo, instrumento de percussão em bambu, era usado em Timor não para a música, mas para espantar os pássaros das searas ou para enviar sinais codificados, introduzido na música pelo maestro timorense Simão Barreto, passou a fazer parte do universo musical timorense.

Babadok
O babadok, típico em Timor Leste, é um pequeno tambor, tocado pelas mulheres durante a dança tebedai em honra dos seus ancestrais.
É constituído por um corpo cónico de madeira, com cerca de 30 a 50 centímetros de comprimento e de cerca de 15 centímetros de diâmetro, percutido alternadamente com ambas as mãos. Este instrumento musical está presente na musica típica de Timor Leste que também é conhecida por "Música dos Gorilas Pretos". Nesta música conseguem perceber-se influências de outros géneros musicais inclusivamente da música ocidental fruto da colonização Portuguesa.

O dadir (também dadil, gong ou gon) é um círculo de metal de aproximadamente 25 centímetros de diâmetro, que é percutido com uma baqueta de madeira, de altura indefinida e sem possibilidade de afinação. À semelhança do babadok, é também um instrumento tocado pelos elementos femininos.

Karkeit é um instrumento usado para animar as pessoas durante a noite, sob a luz da lua. Este instrumento é utilizado quando o agricultor termina o seu trabalho, e também como um meio de atrair as mulheres. Para fazer o som, o karkeit é segurado entre os lábios e em uma de suas extremidades um fio é amarrado para ser jogado com as mãos. A língua é utilizada para ajustar as chaves e a respiração acompanha. Este instrumento é feito de ferro e bambu. Ouça o som do karkeit!

Variadas flautas, instrumentos de sopro em chifre de búfalo e conchas de búzios e guizos completam a gama de instrumentos musicais tradicionais.
Crianças e seus babadok
A música e a dança caminham de mãos dadas em Timor Leste, são um marco da cultura timorense. Fazem parte do seu repertório quatro géneros: tebe, tebedai, dansa e causaun.

Os timorenses fazem questão de passar todas estas musicas às gerações seguintes para que as tradições não se percam no tempo.

Dançarinas timorenses
A tebedai é comum a toda a ilha de Timor. Trata-se de um género exclusivamente ritmado onde as mulheres tocam dois instrumentos musicais primordiais:os babadok (um pequeno tambor) e os dadir (disco metálico).
Por vezes o tabedai feminino é acompanhado pelo bidu masculino, realizado por um ou mais homens, que se movem livremente à frente, ao lado ou atrás das mulheres erguendo as espadas, as surik, e emitindo gritos que fazem lembrar os guerreiros.



Bibliografia:

domingo, abril 20, 2014

O vírus da hepatite C

A hepatite C é uma doença infeciosa causada pelo vírus da hepatite C (HCV) e que afeta sobretudo o fígado. O vírus pode causar uma infeção aguda ou crónica. A infeção aguda é geralmente assintomática e é muito raramente associada a um risco de vida. Em cerca de 15 a 45% das pessoas, o vírus desaparece espontaneamente dentro de 6 meses sem qualquer tratamento. Os restantes 55 a 85% irão desenvolver uma infeção crónica de HCV. Daqueles com infeção crónica, o risco de cirrose do fígado é de 15 a 30% em 20 anos. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo sejam afetadas 130 a 150 milhões de pessoas.

Distribuição geográfica

A hepatite C é encontrada em todo mundo. As regiões mais afetadas são a Ásia Oriental e África do Norte e Central. A epidemia de hepatite C pode ser concentrada em determinadas populações de alto risco (por exemplo, entre as pessoas que usam drogas injetáveis) e/ou na população em geral. Existem várias estirpes do vírus HCV e a sua distribuição varia de acordo com a região.


Transmissão

O vírus da hepatite C é um vírus de transmissão sanguínea. É mais comumente transmitido através de:
  • Uso de drogas injetáveis através da partilha de material de injeção;
  • Em instituições de saúde devido à reutilização ou esterilização inadequada de equipamentos médicos, especialmente seringas e agulhas;
  • Em alguns países, o HCV é transmitido através da transfusão de sangue não testado e hemoderivados;
  • O HCV também pode ser transmitido sexualmente, e pode ser transmitido de uma mãe infetada para o bebé. No entanto, estes modos de transmissão são menos comuns.
A hepatite C não é transmitida através do leite materno, água ou comida, ou por contato casual como abraçar, beijar e compartilhar alimentos ou bebidas de uma pessoa infetada.

Sintomas

O período de incubação para a hepatite C é de 2 semanas a 6 meses. Após a infeção inicial, cerca de 80% das pessoas não apresentam quaisquer sintomas. As pessoas sintomáticas podem apresentar febre, fadiga, diminuição do apetite, náuseas, vómitos, dores abdominais, urina escura, fezes de cor cinza, dor nas articulações e icterícia (branco dos olhos e pele amarelada).


Diagnóstico

Devido ao fato de que a infeção aguda pelo HCV é normalmente assintomática, o diagnóstico precoce da infeção é raro. Nas pessoas que desenvolvem a infeção crónica, esta pode permanecer sem diagnóstico, muitas vezes até sérios danos hepáticos se desenvolverem.

A infecção por HCV é diagnosticada em duas etapas :
  1. Deteção de pessoas que foram infetadas com o vírus através de um teste serológico que evidencia a presença de anticorpos anti-HCV no sangue da pessoa;
  2. Se o teste for positivo para anticorpos anti-HCV, é necessário efetuar um teste para detetar a presença de RNA (ácido ribonucleico) de HCV para confirmar a infeção por HCV crónica porque em cerca de 15-45 % das pessoas infetadas com HCV, o vírus desaparece espontaneamente devido a uma resposta imune forte sem necessidade de tratamento. Embora estas pessoas não estejam mais infetadas, ainda vão testar positivo para anticorpos anti-HCV.
Assim que uma pessoa é diagnosticada com hepatite C crónica, esta deve ter uma avaliação do grau de lesão hepática (fibrose e cirrose) ocorrido. Isto pode ser feito por biópsia do fígado ou por meio de uma variedade de testes não-invasivos. Também deve fazer um teste de laboratório para identificar o genótipo da estirpe de vírus da hepatite C. Existem seis genótipos do HCV que respondem de forma diferente ao tratamento e é possível uma pessoa ser infectada com mais do que um genótipo. O grau de lesão hepática e genótipo do vírus são utilizados para orientar decisões e gestão da doença de tratamento.

O diagnóstico precoce pode evitar problemas de saúde e evitar a transmissão do vírus.

Populações em maior risco de infeção pelo HCV incluem:
  • Pessoas que injetam drogas;
  • Recetores de produtos sanguíneos infetados ou procedimentos invasivos em unidades de cuidados de saúde com práticas de controle de infeção inadequadas;
  • Crianças nascidas de mães infetadas pelo HCV;
  • Pessoas com parceiros sexuais que estão infetados pelo HCV;
  • Pessoas infetadas com o HIV;
  • Pessoas que usaram drogas intranasais;
  • Pessoas que tiveram tatuagens ou piercings.

Tratamento

A hepatite C nem sempre necessita de tratamento pois a resposta imunológica em algumas pessoas é suficiente para combater a infeção. Quando o tratamento é necessário, o objetivo do tratamento da hepatite C é a cura. A taxa de cura depende de vários fatores, incluindo a estirpe do vírus e do tipo de tratamento dado. O diagnóstico adequado e cuidadoso é necessário antes de iniciar o tratamento para determinar a abordagem mais adequada para o paciente.

O tratamento padrão atual para a hepatite C é a terapia antiviral combinada com interferão e ribavirina, que são eficazes contra todos os genótipos do vírus da hepatite. Infelizmente , o interferão não é amplamente disponível a nível mundial e é mal tolerado em alguns pacientes. Isto significa que a gestão do tratamento é complexo , e muitos pacientes não terminam o seu tratamento. Apesar destas limitações, o interferão e ribavirina são tratamentos que salvam vidas.

Os avanços científicos levaram ao desenvolvimento de novas drogas anti-virais para a hepatite C que são muito mais eficazes, mais seguras e melhor toleradas do que as terapias existentes. Estas novas terapias, conhecidas como agentes anti-virais de ação direta (DAAs) simplificam o tratamento da hepatite C, diminuindo significativamente os requisitos de monitorização e aumentando as taxas de cura. Embora o custo de produção de DAAs é baixa, os preços iniciais estabelecidos pelas empresas são muito elevados e farão provavelmente com que o acesso a estas terapias seja difícil, até para países de alto rendimento.

Ainda há muito por fazer para garantir que este tratamento seja acessível a todos a nível global.
Prevenção
  • Prevenção primária
Não existe vacina para a hepatite C, portanto a prevenção da infeção pelo HCV depende da redução do risco de exposição ao vírus em ambientes de cuidados de saúde, nas populações de maior risco e através do contato sexual.

A lista a seguir fornece um exemplo limitado de intervenções de prevenção primária recomendados pela OMS :

  1. Higiene das mãos: incluindo a preparação pré-cirúrgica, a lavagem das mãos e uso de luvas;
  2. Manuseio e descarte adequado de resíduos;
  3. Limpeza segura dos equipamentos;
  4. Testes de sangue doado;
  5. Melhor acesso a sangue seguro;
  6. Formação de pessoal de saúde.
  • Prevenção secundária e terciária
Para as pessoas infetadas com o vírus da hepatite C, a OMS recomenda:

  1. Educação e aconselhamento sobre as opções para o cuidado e tratamento;
  2. Imunização com a vacina da hepatite A e B para evitar a co-infeção de vírus da hepatite para proteger o fígado;
  3. Tratamento médico precoce e adequado, incluindo a terapia antiviral se for o caso;
  4. Acompanhamento regular para o diagnóstico precoce de doença hepática crónica.
Tratamento: novas diretrizes

A OMS lançou novas diretrizes para o rastreio, atendimento e tratamento de pessoas com infecção por hepatite C em abril de 2014.

Estas são as primeiras orientações sobre o tratamento da hepatite C produzidos pela OMS e complementam a orientação existente sobre a prevenção da transmissão do vírus pelo sangue, incluindo HCV.

Destinam-se a decisores políticos, funcionários do governo, e outros que trabalham em países de baixo e médio rendimento e que estão a desenvolver programas de rastreio, atendimento e tratamento de pessoas com infeção pelo HCV. Estas diretrizes ajudarão a expandir os serviços de tratamento pois fornecem recomendações importantes nesta área e discutem também considerações para a sua implementação.

Para ler mais sobre estas novas diretrizes, clique aqui (em inglês).



Bibliografia:
http://www.who.int/campaigns/hepatitis-day/2013/en/
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs164/en/

quinta-feira, abril 17, 2014

Páscoa

O nome que a Bíblia Hebraica usa para denominar "páscoa" é pesah. Com a palavra pesah o texto bíblico quer significar duas coisas:
o ritual ou celebração da primeira festa do antigo calendário bíblico (Ex 12.11,27,43,48);
a vítima do sacrifício, isto é, o cordeiro pascal (Ex 12.21; Dt 16.2,5-6).
Na Bíblia, o nome de uma pessoa ou instituição é sempre um dado importante para se conhecer o que eles são e o que representam. O nome não é um simples rótulo, uma etiqueta ou uma fachada publicitária, mas ele exprime a realidade do ser que o carrega e representa. Assim é o nome "páscoa".

A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

A festa da Páscoa celebrada pelos cristãos nos tempos pós-apostólicos era uma continuação da festa judia, mas não foi instituída por Cristo, nem estava relacionada com a Quaresma. A festa pagã em homenagem a deusa da primavera, Eostre, a rainha dos céus, era totalmente diferente daquela Páscoa; mesmo assim, a festa pagã conseguiu introduzir-se na apóstata religião ocidental sob a forma de páscoa, como parte da tentativa de adaptar as festas pagãs no seio da cristandade. 



É certo que em inglês recebe o nome de Easter, derivado de Eostre, o que evidencia a verdadeira origem pagã da chamada páscoa cristã, que não coincide no tempo com a páscoa judia.” Ou seja, a versão moderna desta festa não tem origem bíblica, senão que se deriva do culto a Astarté, uma deusa caldéia (babilônica) conhecida com a “rainha dos céus”. Ela é mencionada por este mesmo nome na Bíblia, no livro de Jeremias 7:18 e 44:17-19,25.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

Na Páscoa pagã, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas; em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa nórdica Gefjun.
A lebre era o símbolo de Gefjun. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é comercialmente mais interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.



A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. 

Seus cultos pagãos foram absorvidos e misturados pelas comemorações judaico-cristãs, dando início a Páscoa comemorado na maior parte do mundo contemporâneo.


Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
http://www.suapesquisa.com/historia_da_pascoa.htm
http://www.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos/um-estudo-sobre-a-origem-da-pascoa

terça-feira, abril 15, 2014

Instrumentos musicais - São Tomé e Príncipe

Puita
A música de São Tomé e Príncipe usa tambores de diferentes tamanhos e cada um possui o seu nome dado pela língua tradicional.

Léplica é o tambor de pequena dimensão que produz um som agudo. 

Tabaque é um tambor médio, semelhante ao bombo, cujo a pele é amarrada em vez de pregada.

Zás, Zambumba, Wembe ou Bombo é o tambor de maior dimensão, produz um som grave, a sua pele em vez de amarrada é pregada.

Muçumba ou Puíta é um tambor onde a mão é flexionada com um pau de bambo que está no seu interior. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da puita com dedo, produzindo um som peculiar.
A puita é um instrumento característico que tem o mesmo nome de uma dança tipica tambem designada de puita

Um ritmo sensual, em que o tambor avança de forma frenética e obsessiva pela noite dentro.
Este ritual é executado em homenagem a um ente familiar que falece, mas também pode ser visto e apreciado em outras ocasiões, sendo um instrumento musical popular.

Viola, feita de madeira coberta com platéxe, é composta por quatro fios (mi, si, sol e ré) que tem como sonância grave e agudo.

Chocalho ou Banza é um instrumento feito de andala trançada em formato de um cestinho, sendo a base coberta de cabaça, no seu interior existe uma série de “bagos de salaconta” que permite produzir o som.

Kanza ou reco-reco é um instrumento de fricção feito de bança de palmeira.

Coneta de pô mamon (Corneta de pau de mamão), um instrumento de sopro, feito de um ramo de mamoeiro. Emite um som semelhante à trombeta.


Ferrinho é um instrumento constituído por um chapa de zinco e dois ferros que não ultrapassa 25 cm.


Bibliografia:






segunda-feira, abril 14, 2014

O cobre como barreira microbiana

As propriedades bactericidas do cobre são amplamente reconhecidas internacionalmente. 

Estudos e artigos publicados demonstraram nitidamente que algumas das espécies mais tóxicas de bactérias, fungos e vírus não sobrevivem em contato com o cobre. Ou seja, o metal conhecido pela sua grande aplicabilidade, usado em larga escala para a produção de produtos como fios elétricos, tubos industriais, material hidráulico e tantas outras, também detém uma excelente propriedade antimicrobiana agindo, em poucos minutos, com eficácia, na eliminação ou inatividade de bactérias, fungos e vírus.
Um fator crítico responsável pelas propriedades antimicrobianas do cobre é a habilidade deste metal em aceitar ou doar facilmente os seus electrões (ou seja, o cobre tem uma alta oxidação catalítica e um alto potencial de redução). Esta propriedade química permite que os iões de cobre alterem as proteínas dentro das células dos micróbios para que as proteínas já não possam realizar suas funções normais. Os cientistas também observaram que o cobre é responsável por inibir o transporte eletrónico nas interações da parede celular, ligando o DNA e desordenando as estruturas helicoidais. Através destes mecanismos e outros, o cobre deixa inativos muitos tipos de bactérias, fungos e vírus.

limpeza de superfícies de cobre
Apenas para ilustrar a enorme contribuição que o cobre antimicrobiano pode dar na melhoria da qualidade de vida das populações, vale citar dois diferentes tipos de bactérias que transmitem doenças muito comuns e que podem ser evitadas :

 Actinomucor elegans, origina a sinusite; 
 Tubercle bacillus, a tuberculose. 
Isto sem mencionar outras inúmeras infecções, algumas de elevada fatalidade, que podem proliferar pelo simples contato nos ambientes hospitalares.


Outra preocupação que relaciona os cuidados com a saúde e os edifícios modernos, é a exposição a microorganismos tóxicos. Assim surge a grande necessidade de melhorar as condições higiénicas dos sistemas de ar condicionado, ventilação e aquecimento, os quais podem causar 60% das enfermidades nos edifícios. Um exemplo, deste perigo: foi demonstrado que as palhetas constituídas de outros metais dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação são fonte importante de populações microbianas. 
Mais uma vez, o cobre antimicrobiano surge como a alternativa mais apropriada em substituição aos materiais biologicamente inertes nos tubos do trocador de calor, nas palhetas, nos filtros e nos ductos. O cobre apresenta-se como meio efetivo quanto a custos para controlar o aumento de bactérias e fungos que se desenvolvem nestes sistemas. Nos hospitais, por exemplo, para as pessoas imunocomprometidas, a exposição a potentes microorganismos provenientes dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação pode ser fatal, causando infecções severas, e comprometendo o estado de saúde já debilitado dos pacientes.

Diante de tantas evidências científicas, inúmeros países da América do Norte, do Sul e da Europa estabeleceram políticas e ações de incentivo ao uso deste precioso metal nas superfícies de contato de edifícios, sobretudo os que sediam os serviços de saúde, as clínicas e hospitais públicos e privados, a fim de evitar a transmissão e a disseminação de um universo de bactérias.
Embora os benefícios sejam muitos em todas as aplicações citadas, da comprovada a eficácia do cobre antimicrobiano em eliminar, em até duas horas, bactérias presentes nas superfícies como corrimões, maçanetas, móveis e utensílios hospitalares, barras de aparelhos de fisioterapia, ainda há uma enorme resistência na adoção do material. Mesmo diante de resultados alcançados em muitos países, ainda existem muitas reservas, e solicitações de comprovações do êxito. A indústria de mobiliário hospitalar, por sua vez, resiste em propor novas linhas de produtos empregando o cobre alegando não haver demanda consistente por parte dos hospitais. 


cobre em superfícies
Outro argumento é o custo do cobre, uma dificuldade inicial pelo valor agregado que o metal possui. Porém, já foi demonstrado que nestes casos o retorno sobre o investimento é muito rápido, levando em conta principalmente a redução de despesas decorrentes da minimização de índices de infecção hospitalar e de transmissão de doenças. Os valores que deixarão de ser investidos com essa redução são muito expressivos.

Existem mais de 300 ligas de cobre Antimicrobial já registradas na agência de proteção ambiental norte americana (EPA), com diferentes tipos de cobre que contribuem sensivelmente para a drástica diminuição de proliferação de algumas enfermidades. O exemplo dos demais países poderá servir de inspiração.


Confira as propriedades do cobre neste Vídeo: