quarta-feira, junho 18, 2014

A mandioca pode ser a solução em segurança dos alimentos


A  mandioca é uma raiz tuberosa comestível originária do oeste do Brasil e que se espalhou até o México.

Antes da chegada dos Europeus, este alimento era conhecido somente no continente americano.

O nome é de origem tupi que significa "casa de mani". Mani era uma deusa dos índios Guaranis.

No Brasil esta raiz é muito difundida e é conhecida por diversos nomes dependendo da região do país: 


Aipim, castelinha, macaxeira, mandioca-doce, mandioca mansa (para diferenciar da mandioca-brava que é venenosa), maniva, maniveira, pão de pobre.

Pé de mandioca

Recentemente foi formada uma aliança de cientistas para ajudar a promover a mandioca, que surgiu como uma raiz sobrevivente e capazes de desenvolver-se em temperaturas elevadas  geradas pela mudança climática.

domingo, junho 15, 2014

Património Mundial Cultural - Portugal

Zona Central da Angra do Heroísmo nos Açores (1983)
Situado numa das ilhas do arquipélago dos Açores, este era um dos pontos de comunicação obrigatórios desde o século XV até ao aparecimentos das embarcações a vapor, no século XIX. Os fortes de São Sebastião e São João Baptista são exmplos únicos de arquitetura militar. Danificado por um sismo em 1980, Angra está agora a ser restaurado.

Angra do Heroísmo
Convento de Cristo em Tomar (1983)
Originalmente desenhado como um monumento simbólico da reconquista, o convento de Cavaleiros dos Templários de Tomar (transferido para os Cavaleiros da Ordem de Cristo em 1344), o que simboliza precisamente o oposto do período Manuelino – a abertura de Portugal a outra civilizações.


Tomar
Mosteiro da Batalha (1983)
O mosteiro de dominicanos da Batalha, foi construído para comemorar a vitória dos portugueses contra os castelhanos na batalha da Aljubarrota em 1385. Tornou-se no principal projeto de construção da monarquia portuguesa nos dois séculos seguintes. Um estilo gótico nacional, extremamente original evoluiu, profundamente influenciado pela arte Manuelina, como demonstrado pela obra-prima, o Claustro Real.

Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa (1983)
Padrão dos Descobrimentos
Torre de Belém
Na entrada do porto de Lisboa, o Mosteiro de Jerónimos – construção que iniciou em 1502 – exemplifica a arte portuguesa no seu melhor. A Torre de Belém, na proximidade, construída para comemorar a expedição de Vasco da Gama, é uma lembrança das grandes descobertas marítimas que lançaram as bases para o mundo moderno.
Mosteiro de Jerónimos
Centro histórico de Évora (1986)
Esta cidade museu, cujas raízes remontam os tempos romanos, atingindo a sua idade do ouro no século XV, quando tornou-se a residência de um dos reis portugueses. A sua qualidade única provém das casas de branco, decorados com azulejos e varandas forjados de ferros datados do século XVI e XVIII. Os monumentos tiveram uma influência profunda na arquitetura portuguesa no Brasil.

Mosteiro de Alcobaça (1989)
O Mosteiro de Santa Maria d'Alcobaça, a norte de Lisboa, foi fundado no século XII pelo Rei D. Afonso I. O seu tamanho, a pureza do estilo de arquitetura, a beleza dos materiais e o cuidado com que foi construído faz com que seja uma obra-prima de art gótica cisterciense.

Mosteiro da Alcobaça
Paisagem Cultural de Sintra (1995)
Palácio da Pena, Sintra
No século XIX, Sintra tornou-se no primeiro centro de arquitetura europeia romântica. Fernando II tornou um mosteiro em ruinas num castelo com o uso de elemento góticos, egípcios, mouros, renascentistas e criou um parque misturando árvores locais e exóticas. Outras habitações refinadas construídas no mesmo sentido em redor da serra criam uma combinação única de parques e jardins que influenciaram o desenvolvimento da arquitetura paisagística por toda a Europa.


Centro histórico do Porto (1996)
A cidade do Porto, construída nas colinas que olham para a boca do Rio Douro, é uma paisagem urbana extraordinária com cerca de 1500 anos de história. O seu crescimento contínuo, associado ao mar, pode ser visto numa variedade de monumentos, desde catedrais com o coro romanesco até à Bolsa de Valores neoclássico e a igreja de Santa Clara de estilo Manuelino tipicamente português.

Porto
Locais de arte préhistórica em rochas no Vale Côa e Siega Verde (1998)
Dois locais de arte préhistórica em rochas no Vale Côa (Portugal) e Siega Verde (Espanha) estão localizados nas margens dos rios Águeda e Côa, afluentes do rio Douro, documentando ocupação humana contínua desde os finais da Era Paleolítica. Centenas de paineis com milhares de imagens de animais (5,000 em Foz Côa e cerca de 440 em Siega Verde) esculpidos ao longo de vários milénios, representando o conjunto de arte paleolítica ao ar livre mais notável da península ibérica.
Vale Côa e Siega Verde proporcionam a melhor ilustração de temas iconográficos e organização de arte paleolítica rochosa, usando os mesmos modos de expressão em caves e ao ar livre, contribuindo por isso para uma melhor compreensão deste fenómeno artístico. Juntos, formam um local único da era préhistórica, rico de evidência material do Paleolítico Superior.

Região vinícola do Alto Douro (2001)
Região vinícola
Vinho tem sido produzido tradicionalmente pelos proprietários na região do Alto Douro por cerca de 1500 anos. Desde o século XVIII, o seu principal produto, vinho do porto, tem sido famoso no mundo pela sua qualidade. Esta longa tradição de vinicultura produziu uma paisagem cultural de beleza extraordinária que reflete a sua evolução tecnológica, social e económica.

Rio Douro
Centro histórico de Guimarães (2001)
A cidade histórica de Guimarães está associada ao aparecimento da identidade nacional de Portugal no século XII. Um exeplo autêntico e particularmente bem preservado da transformação de um acordo medieval numa cidade moderna, com a tipologia rica de construções que exemplifica desenvolvimento específico de arquitetura portuguesa entre os séculos XV e XIX através do uso consistente de materiais e técnicas de construção.


Paisagem da Cultura Vinícola da Ilha do Pico (2004)
Ilha do Pico
O espaço de 987 hectares na ilha vulcânica do Pico, a segunda maior ilha do arquipélago dos Açores, consiste no padrão notável de longos muros lineares que foram construídos com o intuito de proteger os milhares de currais do vento e da água marinha. Prova desta vinicultura, cujas origens datam o século XV, manifesta-se numa número de campos reunidos, casas, mansões do início do século XIX, caves, igrejas e portos. A paisagem artificial extraoridnária do local é o que resta de uma área anteriormente de prática mais generalizada.

Guarnição da Fronteira da Cidade de Elvas e as Fortificações (2012)
O local, extensamente fortificado desde dos séculos XVII e XIX, representa a maior amurada com sistema de vala seca do mundo. Dentro das muralhas, a cidade contém quarteis e outros edifícios militares, bem como igrejas e mosteiros. Enquanto Elvas contém ruínas datados do século X, as fortificações iniciaram-se quando Portugal recuperou a independência em 1640. As fortificações desenhadas pelo padre jesuíta holandês Cosmander representa o melhor exemplo remanescente da escola holandesa de fortificações em qualquer lado. O local também contém o aqueduto da Amoreira, construído para permitir o forte aguentar longos cercos.

Cidade de Elvas
Universidade de Coimbra – Alta e Sofia (2013)

Localizado no topo da colina, com vista para a cidade, a Universidade de Coimbra cresceu e evoluiu ao longo de mais de sete séculos dentro da antiga cidade. Edifícios universitários notáveis incluem a Catedral da Santa Cruz, do século XII e várias faculdades do século XVI, o Palácio Real de Alcáçova, onde a universidade se encontra desde 1537, a Biblioteca Joanina com a sua rica decoração barroca, o Jardim Botânico do século XVIII e a Editora Universitária, bem como a “Cidade Universitária” criada nos anos 40s. Os edifícios da universidade tornaram-se numa referência no desenvolvimento de outras instituições de ensino superior no mundo da língua portuguesa. Coimbra oferece um exemplo de uma cidade universitária integrada com uma tipologia urbana específica bem como a sua própria tradição cultural e cerimonial que se mantém vivos ao longo dos tempos.





Bibliografia:
http://whc.unesco.org/en/statesparties/PT/

terça-feira, junho 10, 2014

Topografia das lágrimas

Chorar de riso e chorar de tristeza. São lágrimas, serão as mesmas lágrimas?

lágrimas basais
Topografia das Lágrimas é um trabalho de Rose-Lynn Fisher, fotógrafa, que estudou 100 lágrimas diferentes ao microscópio ótico. Ela descobriu que as lágrimas basais (aqueles que o nosso corpo produz para lubrificar os olhos) são radicalmente diferentes das lágrimas que surgem quando estamos cortando cebolas. As lágrimas que surgem a partir de uma alegria intensa não estão nem perto de lágrimas de tristeza.

Cada lágrima é um momento congelado no tempo, capturando estado físico e mental.
As pessoas geram lágrimas todos os dias por uma variedade de razões, para evitar que os olhos sequem, desencadeadas por substâncias irritantes, alergias ou emoção intensa. Cada tipo de lágrima contém substâncias orgânicas diferentes, e a composição molecular depende do agente causador.

lágrimas provocadas por cebola
Existem três tipos principais de lágrimas: basais, reflexivas, e psíquicas (desencadeadas por emoções).

lágrimas de tristeza
Todas as lágrimas contêm substâncias orgânicas, incluindo óleos, anticorpos e enzimas e são suspensas em água salgada. Lágrimas emocionais têm hormonas à base de proteínas, incluindo o neurotransmissor leucina encefalina, que é um analgésico natural que é libertado quando estamos stressados. Além disso, as lágrimas vistas sob o microscópio podem ter diferentes formas. Assim, mesmo as lágrimas psíquicas com a mesma composição química podem ser muito diferentes. Há a viscosidade, o cenário, a taxa de evaporação e as configurações do microscópio.

lágrimas de alegria
Para ver mais:

Bibliografia:

domingo, junho 08, 2014

Património Mundial - Moçambique

Ilha de Moçambique (1991)


A Ilha de Moçambique é uma testemunha importante no estabelecimento e desenvolvimento das rotas marítimas portuguesas entre a Europa ocidental e o subcontinente Indiano e toda a Ásia. A cidade e as fortificações na ilha, e na ilha menor de São Lourenço são um exemplo marcante de arquitetura onde tradições locais, influências portuguesas e alguma influência indiana e árabe estão todas entrelaçadas.



A incrível unidade de arquitetura deriva do uso ininterrupto das mesmas técnicas de construção, com o mesmo tipo de material e mesmos princípios decorativos. O património da ilha inclui também o fortim de São Sebastião, outras construções de defesa e religiosas.


Bibliografia:
http://whc.unesco.org/en/list/

quinta-feira, junho 05, 2014

Quinta das Lágrimas - A história de D. Pedro e D. Inês de Castro

A fabulosa história de D. Inês de Castro e de D. Pedro  tem simultaneamente uma  base histórica e lendária,  persistência mítica que se tem mantido ao longo de todos estes séculos, mantendo a  sua ligação à Quinta das Lágrimas. D. Inês de Castro,  fidalga galega e descendente de família real por via bastarda, veio para Portugal na companhia de D.  Constança, noiva do Infante D.  Pedro, filho do Rei D. Afonso IV.

No entanto, foi por D. Inês que D. Pedro se apaixonou e rapidamente iniciaram uma relação sentimental. Quando D. Constança descobre o sucedido, tenta inviabilizar essa ligação, convidando  D. Inês de Castro para madrinha de um filho, o que naquela época a impedia de ter uma relação com o pai do seu sobrinho.

Entretanto D. Constança morre (deixando apenas um filho, o futuro Rei D.  Fernando) e só depois de D. Pedro enviuvar em 1348 ou 1349 é que o herdeiro do trono e a dama galega iniciaram um vida em comum “fazendo maridança”, segundo a expressão de Fernão Lopes, na Crónica de D. Pedro. O casal  assume assim a  sua relação e vai viver para o Palácio anexo ao Convento de Santa Clara, situado junto ao Rio Mondego e à Quinta das Lágrimas, que fora construído pela Rainha D. Isabel, Avó de D. Pedro, que viria a ser canonizada com o nome de Rainha Santa. Durante os anos que viveram em Coimbra, frequentaram os jardins e a mata contígua à Fonte dos Amores. Realmente, em 1326, a Rainha Santa tinha comprado aos Frades de Santa Cruz o direito à água que jorrava de duas nascentes ali situadas, para abastecer o Convento de Santa Clara que reconstruíra.

D. Inês de Castro tinha irmãos, os poderosos Castro, fidalgos que começaram a conspirar para convencer D. Pedro a considerar-se com direitos ao trono de Castela e Leão, o que mais tarde permitiria a um futuro filho de Pedro e Inês governar o poderoso reino ibérico. D. Afonso IV  (preocupando-se com a independência portuguesa)  reagiu mal contra tais ideias e os seus conselheiros facilmente o persuadiram a afastar o Príncipe herdeiro de D.  Inês. Perante a recusa deste em aceitar esse afastamento, e aproveitando uma ausência do Príncipe, planeou-se um julgamento em Montemor-o-Velho, que condenava D. Inês de Castro à morte. Assim sendo, a futura rainha de Portugal morreu em 7 de Janeiro de 1355, degolada, conforme convinha a uma pessoa da sua condição.

D. Pedro reagiu com violência à execução da sua amada e mãe de três dos seus filhos e iniciou um período de guerra civil contra o Rei, seu pai, que só terminou devido à intervenção mediadora da Rainha de Portugal, sua Mãe. Quando subiu ao trono pela morte de D. Afonso IV, em 1357, anunciou que tinha casado secretamente com D. Inês e que assim passava a ser Rainha de Portugal. Mandou então construir em Alcobaça túmulos para si e para ela, conduzindo os seus restos mortais do Convento de Santa Clara de Coimbra àquele Mosteiro, e exigindo que todas as classes (clero, nobreza e povo) lhe prestassem homenagem.

Conseguiu ainda que o Rei de Castela lhe entregasse dois dos três fidalgos que tinham aconselhado D. Afonso IV a condenar à morte D. Inês,  e arrancou pessoalmente o coração a ambos, abrindo o peito a um e as costas ao outro ainda em vida, dizendo que homens que haviam matado uma mulher inocente não podiam ter coração.

A base histórica do amor de D. Pedro e D. Inês de Castro e a presença de raras algas vermelhas na hoje denominada Fonte das Lágrimas, cedo levou as populações a localizar nesse sítio a morte da “linda Inês”, a “mísera e mesquinha que", ainda no dizer de Camões, "depois de morta foi rainha”.

Desde então a Quinta das Lágrimas – lugar histórico dos amores e lugar mítico da morte – tornou-se um lugar de peregrinação para todos os que ao longo dos séculos querem homenagear aqueles trágicos amores. A lenda passou a ter um lugar de culto e um local onde ainda hoje se pode sentir o romance.

Para ler o excerto d'Os Lusíadas sobre D.Inês de Castro siga o link:
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/o/os_lusiadas_ines_de_castro

Bibliografia:
https://lusitanapaixao.wordpress.com/2010/02/22/

terça-feira, junho 03, 2014

Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão - 4 de Junho

Dia 4 de junho não é data para se comemorar.
Absolutamente, não.

É um dia, isto sim, para refletirmos sobre algo terrível: a violência contra as crianças.

Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes da Violência e Agressão foi criado pela ONU em 1982.
É preciso ficarmos atentos para o significado dessa agressão e nos questionarmos de que tipo de agressão, afinal, estamos falando. Com certeza, não seria só a agressão física, a mais comum e a mais dolorosa do ponto de vista biológico. Seria ela a mais absurda? Claro que não. Todos os tipos de agressão, sejam elas quais forem, trazem danos ao indivíduo, e, quando se trata de crianças, aí o problema se agrava.
Em uma sociedade, existem diversos níveis de agressão: corporal, psicológica, social, econômica, entre outros.
Engana-se quem imagina que só a rua pode oferecer experiências traumáticas para as crianças. Muitas vezes, as maiores ameaças ao bem-estar infantil estão dentro de casa, em forma de maus-tratos físicos ou negligência (outro tipo de agressão). Os episódios mais rotineiros são afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento, queimadura e abuso sexual.


A consequência da agressão contra as crianças é danosa, pois o cérebro infantil ainda está se programando. Uma criança que cresce num ambiente afetivo e protegido deve poder se dedicar a tarefas mentais mais sofisticadas, como pensar abstratamente. Se ela não sente medo, pode desenvolver uma postura mais solidária. Assim como acontece com os animais, o ser humano se programa para se proteger da violência, de ambientes assustadores. Diante de uma agressão, uma de suas primeiras conclusões é a de se tornar frio, perdendo a propriedade típica dos bebês de se colocar no lugar dos outros. Quando um bebê chora, outro que está perto chora junto. Até os dois anos, a criança costuma chorar quando vê outra sofrendo. Elas choram juntas. Depois dessa idade, ela chega perto do amiguinho e tenta consolá-lo.

Bibliografia:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/dia-internacional-das-criancas-vitimas-de-agressao.php

domingo, junho 01, 2014

Património Mundial - Cabo Verde

Cidade Velha, Centro histórico de Ribeira Grande (2009)


Cidade Velha, centro histórico de Ribeira Grande foi a primeira cidade colonial europeia a ser construída nos trópicos, e marca um passo decisive na expansão europeia no final do século XV para a região Africana e Atlântica. Ribeira Grande tornou-se posteriormente, nos séculos XVI e XVII, um porto de escala importante na colonização e administração por portugueses. Foi um centro excecional no comércio marítimo internacional, incluindo nas rotas entre África e o Cabo, Brasil e as Caraíbas. Fornece uma perspectiva primitiva da visão geopolítica transcontinental. A localização insular, isolada mas próxima da costa africana faz com que seja uma plataforma essencial para o comércio de escravos no Atlântico. Ribeira Grande também foi excecional em termos de encontros interculturais donde germinou a sociedade criola. O vale da Ribeira Grande experimentou novas formas de agricultura colonial na fronteira entre climas temperados e tropicais, tornando-se numa plataforma de aclimatização e disseminação de várias espécies de plantas por todo o mundo.


Bibliografia:
http://whc.unesco.org/en/list/