domingo, julho 13, 2014

quarta-feira, julho 09, 2014

O que é chorinho?

BRASIL - Choro
choro ou chorinho surgiu por volta de 1880, no Rio de Janeiro e é considerada a primeira música popular típica do Brasil.

Ao contrário do que o nome possa sugerir, o choro tem normalmente um ritmo rápido e alegre, sendo o improviso uma característica marcante.

O conjunto de choro é formado tradicionalmente por um ou mais instrumentos a solo (flauta, mandolim, clarinete ou saxofone) e instrumentos de acompanhamento como o cavaquinho, a viola de 6 e de 7 cordas e o pandeiro.

O cavaquinho e a viola de 6 cordas executam a harmonia com acordes e variações enquanto que a viola de 7 cordas actua como "baixo" e o pandeiro estabelece o ritmo da música.

Exceptuando alguns casos em que é cantado, o choro é, na sua essência, puramente instrumental onde a improvisação, variação e expontaneidade exigem do músico um grande domínio do instrumento. Dotado de uma grande riqueza e complexidade musical, o choro, é um dos principais géneros musicais brasileiros.



domingo, julho 06, 2014

Infante D. Henrique – Impulsionador dos descobrimentos portugueses


O Infante D. Henrique (1394-1460) foi uma das figuras mais ilustres da História da humanidade. Responsável pela expansão ultramarina que mais tarde, desencadeou o descobrimento do mundo novo.


Os descobrimentos portugueses foram o conjunto de viagens e explorações marítimas realizadas pelos portugueses entre 1415 e 1543.

Os descobrimentos resultaram na expansão portuguesa e deram um contributo fundamental para delinear o mapa do mundo impulsionados pela conquista e pela procura de alternativas às disputas do comércio no Mediterrâneo.

Com estas descobertas os portugueses iniciaram a “Era dos Descobrimentos” europeus que durou do século XV até ao XVII, e foram responsáveis por importantes avanços da tecnologia nautica, cartografia e astronomia.

Os portugueses foram responsáveis pelo desenvolvimento dos primeiros navios capazes de navegar com segurança em mar aberto no Oceano Atlantico.
O infante D. Henrique era o quinto filho do rei D. João I que foi o décimo rei de Portugal e fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lancastre. Este casamento fortaleceu por laços familiares, o tratado da aliança luso-britânica que permanece até os dias de hoje.
Em 1414, aos 20 anos de idade, convenceu o pai a organizar uma expedição a Ceuta, que foi conquistada por ele em 1415. Esta conquista visava o controle da navegação na costa norte da África. Este feito foi considerado como o inicio da expansão ultramarina portuguesa.
A partir de então, o jovem príncipe percebeu as possibilidades de lucro existentes entre as rotas comerciais transaarianas.
Durante séculos, a rota de escravos e do comércio de ouro ligavam a África Ocidental ao Mar Mediterrâneo. Atravessando o deserto de Saara eram controladas por poderes muçulmanos do norte da Africa. D. Henrique propôs-se então saber até onde os territórios muçulmanos se estendiam, na esperança de ultrapassá-los por mar e encontrar aliados nas terras cristãs que se imaginavam existir para o sul. Sua intenção era chegar às Índias, origem do lucrativo comércio de especiarias.
Em 1418, D. Henrique redescobriu a ilha de Porto Santo através de seu navegador João Gonçalves Zarco e em 1419, a Ilha da Madeira por Tristão Vaz teixeira. Os arquipélagos da Madeira e das Canárias despertavam desde cedo, o interesse tanto dos portugueses como dos castelhanos devido a localização estratégica, vizinhos a costa da África. Em 1427, Diogo de Silves chegou ao arquipélago dos Açores. Ilhas que foram povoadas logo a seguir por ordem do Infante D. Henrique.

Desde 1421 as navegações sucessivas ao longo da costa africana conseguiram ultrapassar o Cabo do Não, atual Cabo Chaunar situado na costa sul do Marrocos entre tarfaya e Sidi Ifni. Até o século XV este ponto era considerado intransponível por europeus e árabes, originando o seu nome.

Em 1434, Gil Eanes contornou o cabo Bojador dissipando o terror que este promontório inspirava e no ano seguinte, descobriu Angra de Ruivos e chegou ao Rio de Ouro, no Saara Ocidental.

Entretanto, após a derrota portuguesa de Tânger em 1437, os portugueses adiaram o projeto de conquistar o Marrocos, mas em 1441, Nuno Tristão chegou ao Cabo Branco que é um acidente geográfico situado na costa atlântica de África, na fronteira entre a mauritânia e o Saara Ocidental.

A partir de então ficou generalizada a convicção de que essa área da costa africana poderia, sustentar uma atividade comercial. Em 1456, Diogo Gomes descobriu Cabo Verde que foi povoada ainda no século XV.

O avanço nas explorações foi acompanhado pela criação de feitorias, através das quais se trocavam produtos europeus por ouro, escravos, pimenta malagueta, algodão e marfim.

Em 1460, Pêro de Sintra chegou a Serra Leoa, mas neste mesmo ano o Infante D. Henrique faleceu aos 66 anos de idade.

Em 1469, seu sobrinho e rei D. Afonso V, concedeu o monopólio do comércio no Golfo da Guiné ao mercador Fernão Gomes que tinha a obrigação de contrinuar as explorações marítimas. Fernão Gomes conseguiu chegar ao Cabo de Santa Catarina, já no hemisfério sul. Nestas incurções, os portugueses chegaram em Sama (hoje Sama bay), a costa da Mina, Benim, Calabar, Gabão, as ilhas de São Tomé e Principe e de Ano Bom.

Em 1474, o rei D. Afonso V entregou a seu filho o futuro rei D. João II, a responsabilidade de organizar as explorações por terras africanas. Em 1483, Diogo Cão chegou ao rio Zaire e dois anos depois, numa segunda viagem, até à Serra parda.


Em 1487, Bartolomeu Dias comandando uma expedição com três caravelas atingiu o Cabo da Boa Esperança. Estabelecia-se assim a ligação náutica entre o Oceano Atlantico e o Oceano Indico.

O projeto de encontrar o caminho marítimo para a Índia foi delineado por D. João II como medida de redução dos custos nas trocas comerciais com a Ásia e numa tentativa de monopolizar o comércio das especiarias. D. João II almejava o domínio das rotas comerciais e expansão do reino de Portugal que já se transformava num Império.

No entanto, no final do século XV, os espanhois começaram a demonstrar interesse nas rotas comerciais e na expansão de suas terras. A coroa espanhola controlava alguns territórios no leste da Espanha, sudoeste da França e ilhas principais como Maiorca, Sicilia, Malta, o Reino de Napoles e a Sardenha.

Em 1492, decidiram financiar a expedição do genovês Cristovão Colombo na esperança de desviar o comércio de Portugal com África e daí com o Oceano Índico.

Navegando para a coroa espanhola, Cristovão Colombo partiu em 3 de agosto de 1492 com três pequenas embarcações: a nau Santa Maria e as caravelas Pinta e Niña. No dia 12 de outubro de 1492 chegou ao que chamou de Indias Ocidentais, mas que na verdade era um ilheu nas Bahamas, a qual deu o nome de São Salvador. Continuou a navegar e chegou a Cuba e ao Haiti (Hispaniola). Supondo de ter chegado à India, deixou uma pequena colônia e regressou à Europa. Em sua segunda viagem em 1493 chegou as Antilhas, Martinica, Porto Rico, Jamaica e Republica Dominicana.

Depois da chegada de Colombo às Indias Ocidentais, tornou-se necessário uma divisão de influência para evitar o conflito entre espanhois e portugueses. Isto foi resolvido em 1494, com o Tratado de Tordesilhas que dividia o mundo entre estas duas nações.

O tratado definia como linha de demarcação o meridiano a 370 léguas a oeste da Ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre Cabo Verde (de dominio português) e as ilhas do Caribe descobertas por Colombo.
Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha Portugal em 1494.

Em princípio, o tratado resolvia os conflitos que seguiram à descoberta do Novo Mundo. Muito pouco se sabia das novas terras, que passaram a ser exploradas pelos espanhois.
De imediato, o tratado garantia a Portugal o domínio das águas do Atlântico sul, essencial para a manobra náutica então conhecida como volta do mar, empregada para evitar as correntes marítimas que empurravam para o norte as embarcações que navegassem junto à costa sudoeste africana, e permitindo a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
Nos anos seguintes, Portugal prosseguiu com seu projeto de alcançar a Índia, contornando a costa sul da Africa o que foi finalmente alcançado pela frota de Vasco da Gama em sua primeira viagem de 1497-1499.
No ano seguite, o navegador Portugues Pedro Alvares Cabral à caminho da Índia, desviou-se da costa da Africa e descobriu o Brasil em 21 de abril de 1500.
Esta descoberta abriu uma polêmica historiográfica, seculos mais tarde, a cerca do “acaso" ou da "intencionalidade" desta descoberta.
Deve ser destacado que uma das testemunhas que assinaram o Tratado de Tordesilhas por Portugal foi Duarte Pacheco Pereira, um dos nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pré-Cabralino.

O Infante D. Henrique foi nomeado dirigente da Ordem de Cristo. Seu grande objetivo era conhecer novos mundos.
Até 1400, o Atlântico era um oceano virgem de navegação. Foi o Infante D. Henrique quem incentivou sua exploração.
Ficou conhecido como “o Navegador”. Um cognome bastante merecido, pois é a ele que se deve o primeiro impulso e grande incentivo das navegações posteriores. É uma das grandes figuras da história da Humanidade.

quarta-feira, julho 02, 2014

Dancas Tipicas - Funaná

Cabo verde - Funaná


Recriando e transformando géneros musicais de outros países, a música Cabo Verdiana está hoje fortemente caracterizada e enraizada. O Funaná é exemplo dessa identidade que nasceu no interior da Ilha de S. Tiago.

Chamado inicialmente de "badjo di gaita", era executado com ferrinho e acordeão diatónico, conhecido em Cabo Verde por Gaita.
Ao longo dos anos, com a propagação para as cidades foram introduzidos novos elementos musicais, nomeadamente instrumentos eletrónicos que a reavivaram, e enriqueceram harmonicamente.

Dançado a pares com movimentos cadenciais, sensuais e vivos o Funaná é dos estilos musicais mais característicos de Cabo Verde.




domingo, junho 29, 2014

Catapora - Saiba mais

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O que é?

A varicela é uma doença infeciosa causada pelo Vírus da Varicela-Zóster (VVZ). 

É considerada como um das doenças infantis e é de caráter benigno. 

Até a pouco tempo atrás não existia vacina contra a varicela, mas em 1995 a vacina contra a varicela começou a ser disponibilizada em vários países do mundo.


Em geral só se tem varicela uma vez na vida, pois a doença confere imunidade permanente, no entanto o vírus VVZ permanece alojado no tecido nervoso da pessoa e em situações raras pode reaparecer em idosos ou imunodeprimidos como Herpes Zoster.

Qual é a idade mais habitual de aparecimento da varicela? 

A maior incidência é entre crianças de 2 a 8 anos, mas hoje em dia com a vacinação é mais raro o aparecimento da doença. Crianças acima de 12 anos de idade que não tiveram a doença, devem ser vacinadas.

Quais os sintomas da varicela? A varicela já foi considerada como uma de cinco doenças da infância com exantemas. No entanto, hoje em dia com a vacinação, estas doenças diminuíram muito em incidência.

Na sua forma mais frequente a varicela começa com o aparecimento da erupção ou exantema em simultâneo com sintomas gerais e inespecíficos como febre, dores de cabeça, mal estar e falta de apetite. A varicela tem uma rápida evolução.

As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta. Outra característica é causar habitualmente prurido (comichão ou coceira), que pode ser intenso.

Deve-se evitar que a criança se coce para prevenir o aparecimento de cicatrizes.

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Como ocorre a transmissão da varicela de uma pessoa para outra?

O vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala, ou pelo contato direto com as lesões do doente que pode chegar até a 90% dos casos.


Qual é o período de contágio da varicela? 

Desde 1 até 10 dias de incubação. Somente na fase final de crostas é que o doente não transmite mais o vírus


Como se trata a varicela? 

O tratamento efetuado visa o alívio do sintomas e do comichão. Cremes e loções, desinfetantes também são importantes para diminuir o risco de infecção.

Pode prevenir-se a varicela? 

A vacina contra a varicela já existe há algum tempo, mas não é utilizada de forma generalizada. Em geral é aplicada em duas doses, sendo a primeira entre os 12 e 15 meses de idade e a segunda dose entre os 4 e 6 anos.


CUIDE-SE

quarta-feira, junho 25, 2014

Festa de São João: saiba mais

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  O dia real da festa de São João é na passagem do dia 23 para o dia 24 de junho

Mas no Brasil, basta entrar no mês de junho que já é época das festas juninas

O nome das festas "Joaninas" ou "Juninas"  celebradas no mês de junho são uma homenagem aos  Santos Populares Santo Antônio, São João e São Pedro.

No entanto, quando se fala em festas Juninas pensa-se logo em São João e o seu dia quase que coincide com o Solstício de Verão (dia 21 de junho), o dia mais longo do ano no hemisfério norte e o Solstício do Inverno, o dia mais curto no hemisfério sul.



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 Celebração de São João no Brasil

As festas Juninas são as segundas maiores festas do Brasil, perdendo espaçosomente para o Carnaval.

As festas são repletas de folclore com muita alegria, muitas cores, vários pratos típicos, muita música, bebidas tradicionais, onde não pode faltar as famosas fogueiras, quadrilhas e o tão esperado fogos de artifício. 
   
Nos estados do Nordeste há grande afluência de turistas, onde ninguém resiste aos sabores da terra e ao Forró. 

Durante a noite existem as famosas barraquinhas, restaurantes e bares onde não há hora marcada para o encerramento das festividades. Mas o que as pessoas mais aguardam é pelo espectacular fogo de artifício. 

Ainda perdura a antiga tradição em algumas pequenas cidades do Nordeste brasileiro de visitar os amigos, perguntando sempre antes: "O São João passou por aí?" Um "sim" é logo um convite para comer, beber e dançar um Forró.

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As festas juninas foram se regionalizando e introduzindo comidas típicas como o aipim (mandioca), milho, jenipapo e leite de coco. 

As danças e músicas também foram se adaptando a cada região como o Forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioul e a dança-de-fitas (comum no Sul do Brasil) que foi trazida de Portugal.

Porquê a Fogueira?

A conhecida fogueira tem um grande simbolismo, pois conta a história em que as primas Isabel (mãe de São João Baptista) e Maria (mãe de Jesus) acordaram que quando estivesse próximo o nascimento de São João Baptista, Isabel acenderia uma fogueira no monte para avisar à Maria de seu nascimento e para lhe pedir auxílio após o parto.

Não podemos esquecer que São João Baptista nasceu no dia 23 de Junho.


 Celebração em Cabo Verde


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A festa de São João ou festas do "Kolá San Djon", é uma das festas mais populares nas Ilhas de Santo Antão, Ilha de S. Vicente, Ilha de S. Nicolau e na Ilha Brava.

Na Ilha Brava, a festa tem características próprias. Ressalta-se a tradição do "Kolan" que caracteriza-se pelo cantar ao desafio, lembrando o louvor e a "curcutisan" da Ilha do Fogo.

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Os tambores são idênticos aos das outras ilhas, embora não possuam a mesma pureza do repicar. É peculiar que na Ilha Brava o cavalo dança ao som do tambor, enquanto o seu dono traz a bandeira com a imagem de São João Baptista. 


Na Ilha de São Vicente, as festividades são realizadas na Ribeira de Julião, uma localidade que dista poucos quilómetros da cidade do Mindelo, sua capital. 

Na véspera do dia de S. João há o tadicional saltar da fogueira se designa por "lumenaras".

Celebração em Portugal

Em Portugal as Festas de São João são especiais na cidade do Porto, onde há um conjunto de tradições, sendo as mais famosas o lançamento à noite dos balões de ar quente, os martelos de plástico usados para bater na cabeça das pessoas, os alhos porros, que são ramos de cidreira e de limonte usados para passar pelo rosto dos transeuntes.

Existem também as tradicionais fogueiras, manjericos com os seus versos a São João e o tradicional fogo de artíficio no Rio Douro.

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Meu balão não é um espanto!
Não tem vinda, só  tem ida,
Leva risos, leva pranto…
Tudo faz parte da vida.

Com tua mão presa à minha,
Fui à fonte e não bebi,
Estranha sede que tinha,
Era só sede de ti!

Não mandes beijos, amor,
Beijar é face com face, 
A água tem mais sabor,
Junto da fonte onde nasce.

Ninguém se sente sozinho,
Na noite de S. João:
O de mais longe é vizinho
O de mais perto é irmão.

Curiosidade

Na verdade, os dias consagrados aos Santos são referentes aos dias do seus falecimentos, mas no caso de São João comemora-se o dia do seu nascimento - 24 de junho.


São João foi profeta e precursor de Jesus Cristo, sendo bastante conhecido pelos baptismos que praticava no rio Jordão.


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domingo, junho 22, 2014

Danças Típicas - Marrabenta

Moçambique - Marrabenta

Marrabenta é um género musical tipicamente moçambicano.
Surgiu no início da segunda metade do século XX, na região sul do país como um ritmo essencialmente urbano.

"Marrabenta Jazz Som Do Povo" 
Ilídio Candja



Produto de várias influências rítmicas culturais, pode ser considerado como uma evolução de estilos como a Magika, Xingombela e Zukuta.

É uma mistura de som, voz e dança, retratando por vezes, a vida quotidinana do povo Moçambicano, assim como, eventos históricos.

O seu ritmo é animado e as suas melodias inconfundíveis, atravessa gerações e continua a ser uma referência em Moçambique.