segunda-feira, janeiro 12, 2015

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Será que eles morreram de Ebola?

Saiba como as equipes de enterro digno e seguro trabalham para agilizar a identificação da causa das mortes durante o surto do Ebola que ocorre na África Ocidental

Os corpos das pessoas que morreram de Ebola podem ser muito contagiosos, mas isso não significa que cada pessoa falecida tenha morrido em decorrência da doença. 

A fim de acelerar o processo para descobrir qual foi a causa da morte de cada doente, a OMS tem trabalhando em estreita colaboração com o Instituto de Pesquisa  de Biomédica da Libéria para treinar as equipes de sepultamento sobre como coletar um “swab” bucal de pacientes falecidos com segurança.


Kamal Ait-Ikhlef da OMS
 treinando as equipes
Desde o dia 22 de outubro de 2014, Kamal Ait-Ikhlef da OMS está treinando equipes para que possam realizar um enterro digno e seguro e para que saibam coletar com segurança, amostras orais de uma pessoa falecida.

O procedimento consiste em 5 etapas, incluindo a preparação de todos os materiais necessários desde a colocação do equipamento de proteção individual, coleta das amostras a partir de um swab bucal do paciente falecido, preparo para o transporte, e, finalmente, como realizar a remoção do equipamento de proteção individual com segurança .

Ensino prático
 da Coleta das amostras

Os trainees passam por sessões de ensino prático. Ao fazer as simulações, as equipes de enterro dignos e seguros aprendem a colher com segurança, amostras  de swab bucal do paciente falecido.


Equipes colocando o EPI

Uma equipe de enterro digno e seguro é chamada para recolher um corpo nos arredores da capital da Libéria, Monróvia. 

As equipes de sepultamento treinadas são observadas para verificar se já estão com o domínio de coletar  a amostra de saliva swab da pessoa falecida.



Coleta do Swab

Este membro da equipe de enterro digno e seguro tomou uma amostra de swab da pessoa falecida, e aqui dispõe o tubo com a amostra de swab em um saco plástico.




Coleta para análise


O saco de plástico com a amostra de saliva  é colocado em um recipiente para seu transporte ao Instituto de Pesquisa Biomédica da Libéria, para posterior análise.






Processo de desinfecção

Uma vez que a amostra de saliva de swap tenha sido coletada, a equipe de enterro seguro pode começar seu trabalho de desinfecção da casa e colocar a pessoa falecida em um saco propício para o corpo. O pulverizador garante que a rota que a equipe segue é desinfectada.




Desinfecção da equipes



Quando o trabalho é feito, a equipe enterro fica desinfectada e pode, então, retirar o seu equipamento de proteção individual de forma segura.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Dia de Reis - Você lembra a origem?


fonte da imagem
Dia 6 de janeiro, ou Dia de Reis, segundo a tradição cristã, é o dia em que o Menino Jesus recebeu a visita dos três Reis Magos.


Belchior (ou Melchior) representava a Europa e os descendentes de Jafé.

Gaspar representava a Ásia e os descendentes de Sem.

Baltasar representava a África e os descendentes de Cam.

Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças conhecidas naquele tempo.

Para além desta simbologia, os Reis Magos representam os poderosos e abastados que devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.

Tradições associadas ao dia 6 de janeiro


Na noite de 5 para 6 de janeiro, é costume entre as crianças deixarem seus sapatos na janela com ervas, feno ou capim para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar sua viagem. Em troca, os Reis Magos deixam doces que as crianças encontram ao acordar.

Fonte da imagem
A tradição também consiste em preparar o Bolo do dia de Reis. Na França, o bolo é conhecido como “Galette de rois”. É costume colocar um brinde no seu interior e quem encontrar o brinde será coroado como o Rei.

Em Portugal e também em outros paises, principalmente nos pequenos vilarejos, é comum que as pessoas cantem de porta em porta em troca de doces e brindes….

No Brasil esta tradição é comemorada com festas onde é servido doces e comidas típicas de cada regiões.

Em alguns países, a troca de presentes ocorre no dia 6 de janeiro ao invés do dia do Natal.

O dia 6 de janeiro marca o encerramento das celebrações de Natal. As pessoas retiram todos os enfeites e desmontam suas árvores de Natal.

Os Reis Magos presentearam o Menino Jesus com:


Ouro (oferecido por Belchior): representando sua nobreza


Incenso (oferecido por Gaspar): representando a divindade de Jesus

Mirra (oferecido por Baltasar): como uma erva amarga, a mirra simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, e também simbolizava Jesus enquanto homem.



terça-feira, dezembro 30, 2014

domingo, dezembro 14, 2014

quarta-feira, dezembro 10, 2014

10 de dezembro: Dia internacional dos Direitos Humanos





Todos com os mesmos diretos

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

Artigo 1° Declaração Universal dos Direitos do Homem




Neste ano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos comemora 66 anos e, para assinalar esta data, as Nações Unidas escolheram como lema a proteção durante os 365 dias do ano. 

“Human Rights 365″ (Direitos Humanos 365) é o lema da campanha com que a organização internacional assinala este ano o dia 10 de dezembro, data em que, em 1948, foi assinada a Declaração Universal dos Direitos Humanos e que, dois anos depois, foi declarada Dia Mundial dos Direitos Humanos. 

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Direitos Humanos:prosperidade,igualdade,libertade,justiça
Esta declaração foi assinada por 58 estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial que vitimaram milhões de pessoas.

A ideia é resaltar que “todos os dias são dias de direitos humanos”, explicam as Nações Unidas. “Cada um de nós, esteja onde estiver, em qualquer altura, tem direito aos direitos humanos”.

Imagens ONU 




Reconhecendo que 2014 será recordado como um ano de “assustadores desafios para os direitos humanos”, as Nações Unidas ressaltam que, “apesar de tudo, houve avanços significativos, contínuos e globais”. Porém, também é verdade que, “em certas regiões, onde recentemente tinha havido progressos na realização de direitos humanos, houve agora retrocesso”, reconhece a organização.




 Fonte: 

segunda-feira, dezembro 08, 2014

O futuro da língua em Angola promete

Angola tem uma 
imensurável responsabilidade na preservação, divulgação e valorização da língua portuguesa no mundo, em geral, e, em particular, no continente Africano.




Isso se deve ao fato, não só da sua influência político-econômica-cultural na região, à sua posição geo-estratégica, mas também pela força e projeção de desenvolvimento que a tem tornado num país de destino de emigrantes de várias latitudes do planeta.Tudo isso propicia um dinamismo invisível na necessidade de aprendizagem.

Não está em causa o poder de Moçambique nesse processo, porque também existe tal responsabilidade, embora em proporções desiguais; nem o do Brasil pelo mundo, pois atualmente é o maior "embaixador" dessa língua pelas organizações internacionais.

Angola faz parte da CPLP
Portanto, vemos populações inteiras de expatriados cuja finalidade é a socialização com a língua portuguesa, que hoje é tão nossa quanto dos cidadãos portugueses. Aprender português torna-se um indicador de permanência e integração dos que se querem fixar no país.

Se esses elementos representam, em si, uma verdadeira motivação para que se possa pôr a andar um processo melhorado de ensino na mesma carruagem do da aprendizagem por comunidades que a assumem como língua segunda, infelizmente um certo conservadorismo tem vindo a funcionar como travão.

Por exemplo, não faz muito tempo, que um jovem cidadão português, além do imponente emprego que lhe ofereceram, estando pela primeira vez em Angola, mostrou-se maravilhado com a forma viva que acha estar a língua portuguesa a ser utilizada em Angola, com as palavras a ganharem novas nuances semânticas, construções inovadoras, o enriquecimento lexical, a mobilidade dos conectores nas frases, etc.Segundo este cidadão português, essa vivacidade da língua portuguesa só a sentia no Brasil, pois, para ele, em Portugal, a língua andava mofa, sisuda e quase sem crescimento.

A língua portuguesa em Angola tem o futuro garantido. A coabitação com outras línguas num mesmo espaço territorial é uma valia que só o tempo permitirá avaliar. Nada indica que ela venha a perder terreno. Pelo contrário. A criatividade dos falantes angolanos, associada às vivências e experiências das desafiantes décadas de instabilidade, coloca(ra)m na boca do angolano um produto linguístico bastante fértil; uma língua em potencial crescimento nos seus mais diversos aspectos.

Gráfico Língua Portuguesa

Entretanto, é necessário que essa inovação seja acompanhada para que se respeite um instrumento regulador de qualidade (não à fala, mas à língua), para se criar referências e referentes, com base nas normas que felizmente existem. E, nesse aspecto, a escola não tem ajudado muito.

Escolas em Angola
Na minha experiência de docente angolano, o modelo  desde o ensino de base à universidade, e mesmo como utente da língua, defendo que se deve revigorar o modelo de ensino/ aprendizagem da língua portuguesa em Angola.

O papel do ensino da língua portuguesa nas nossas escolas em Angola deve valorizar cada vez mais a leitura, interpretação e a produção de textos na língua portuguesa, devendo permitir que o aluno aprenda no mínimo, a ler e a escrever com proficiência e evitar-se os chamados analfabetos funcionais.

Distribuição étnica em angola
As línguas originalmente faladas em Angola, como em qualquer país africano, são as dos povos africanos residentes na região. A implantação geográfica destes povos, hoje designados como etnias, no fim da era colonial fez surgir diversas linguas; apesar das vicissitudes das décadas pós-coloniais, esta distribuição espacial continua no essencial inalterada. Em termos globais, a esmagadora maioria dos angolanos – perto de 90% – é de origem bantu.

Fonte: