domingo, janeiro 25, 2015

Guiné-Bissau: um país com memórias, história e belas paisagens

A Guiné-Bissau é um dos oito países de lingua portuguesa no mundo.
Situado na costa ocidental do continente africano é um país que tem ainda inumeras ilhas e ilheus a pouca distância de sua costa.
Extende-se por uma área de 36.125 km² e tem cerca de 1,646,000 habitantes (Estatística Global em Saúde 2008). O país está dividido em oito regiões e um sector autónomo, a sua capital é a cidade de Bissau.
Seu ponto mais alto está a apenas 300 metros acima do nível do mar, com magnificas savanas no interior e uma planície pantanosa no litoral.

Explorada pela primeira vez pelo português Álvaro Fernandes em 1446, foi colonizada por Portugal até o ano de sua independência em 1974.
Possui um clima quente e úmido com uma temperatura média anual de 27° C. O período chuvoso e o período de seca modifica-se conforme os ventos quentes vindos do deserto do Saara.

A Guiné Bissau pode ser considerado como um país bastante diversificado culturamente devido as suas mais de 20 etnias, estruturas sociais e costumes distintos.

Sua economia é baseada na agricultura e pesca. O país exporta peixe e mariscos, mas principalmente amendoim, castanha-de-caju e arroz. Há quem diga que não existem ostras maiores e mais saborosas do que as encontradas na costa da Guiné Bissau.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Mudanças Climáticas: uma oportundiade para Saúde Pública - Ações


Foto: Sharmila Sousa,
estagiária Rede ePORTUGUÊSe
OMS
Primeira: os líderes do setor saúde devem acompanhar de perto os negociadores da área do clima para confrontrar as mudanças climáticas. Durante muito tempo, as discussões políticas sobre clima e saúde têm sido muito dispersas. 

Devemos posicionar a saúde como um pilar central no debate sobre o clima, ao invés de deixá-la como uma agenda auxiliar.


Foto: arquivo Rede ePORTUGUÊSe/WHO
Segunda: os sistemas de saúde devem estar mais bem preparados às mudanças climáticas, particularmente nos países em desenvolvimento. 

Hospitais e centros de saúde devem ser reforçados para suportar fortes chuvas, ondas de carlos e outros eventos climáticos extremos. Além disso, devemos garantir que serviços de saneamento básico e oferta de água continuem a funcionar mesmo em condições de enchentes e secas.

Hospital inundado no Reino Unido
Terceira: sistemas de vigilância para doenças infecciosas críticas em situações climáticas específicas como malária, dengue e cólera devem ser fortalecidas. 

Os países devem fazer melhor uso das informações de aviso precoce para predizer o início, a intensidade e a duração de epidemias. Tais predições permitem que oficiais de saúde pré-posicionem medicamentos e vacinas, os quais podem reduzir o número de mortes.
Distribuição de medicamentos em Bombaim, Índia


Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)
Quarta: devemos maximizar os benefícios da atenuação dos efeitos nocivos à saúde das mudanças climáticas, além daqueles provenientes de uma vida saudável. 

A redução das emissões de poluentes climáticos de vida curta, como carbono negro e metano deve desacelerar a taxa de aquecimento globar, enquanto também auxiliará a salvar aproximadamente 2,5 milhões de vias por ano. Transporte urbano de baixa emissão de carbono - sustentável, tais como bicicleta ou caminhadas como alternativa ao uso dos carros - pode levar a reduções dramáticas em doenças cardíacas, AVC (acidente vascular cerebral), câncer de mama e outras doenças.


Créditos Climáticos
Quinta: o setor saúde deve diminuir seus próprios créditos climáticos (controlados segundo o Protocolo de Quioto). Os hospitais, da forma como eles funcionam hoje, são empresas com elevado uso de energia que contribuem susbtancialmente para as mudanças climáticas. Para reduzir o seu impacto ambiental, hospitais devem adotar medidas básicas tais como redução do lixo tóxico, uso de reagentes químicos seguros e aquisição de produtos ambientalmente corretos.







Fontes:
http://www.who.int/mediacentre/commentaries/climate-change/en/
http://www.who.int/globalchange/mediacentre/events/climate-health-conference/en/
http://www.iisd.ca/who/hcc/




domingo, janeiro 18, 2015

Portugal - onde tudo começou para os 8 países de lingua portuguesa

Fonte da Imagem
As origens de Portugal, são na verdade as origens de todos nós que vivemos em um dos países de língua portuguesa.

Vamos entender nossas nossa cultura, os nossos modos de pensar e de agir...


Portugal nem sempre foi o pequeno retângulo de território banhado a ocidente e a sul pelas águas do oceano Atlântico como o conhecemos hoje!


As fronteiras da atual Lusitânia começaram a delinear-se muito cedo no seio da Península Ibérica. Foi aqui que há cerca de 1,2 milhões de anos, chegaram os primeiros homens. 
Eram nómadas e caçadores sempre a procura de alimentos para sua sobrevivência.


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 Se a Península Ibérica se isolava um pouco do Velho Continente (Europa) a norte pelo caráter montanhoso dos Pirineus, isso já não acontecia a sul.

Desde cedo, Portugal se tornou uma espécie de ligação entre a Europa e o norte de África e um centro importante para o comercio do Mediterrâneo, principalmente com a colónia fenícia de Cartago, no norte do continente africano. 


Fenícios e Romanos disputaram na Antiguidade esta zona pelo comércio do Mediterrâneo, durante as três Guerras Púnicas, após as quais a cidade de Cartago ficou destruída.

As Guerras Púnicas foram uma série de três guerras entre Roma e a República de Cartago, cidade-estado fenício, que duraram de 264 a.C a 146 a.C. Ao final das Guerras Púnicas, Cartago foi totalmente destruída.

A derrota dos cartagineses, entretanto, não garantiu a ocupação romana pacífica da Península Ibérica. A partir de 194 a.C. houve vários conflitos entre tribos nativas denominadas, genericamente, como Lusitanos. 

Estes conflitos estenderam-se até 138 a.C.

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Nesse contexto, destaca-se um grupo de Lusitanos liderados por Viriato. 

Este grupo derrotou várias vezes as tropas romanas na região da periferia andaluza, o que fez de Viriato um mito da resistência peninsular.

Após a morte de Viriato, que foi traído por três companheiros, Roma intensificou a luta e marchou para o norte matando e destruindo tudo o que encontrava pela frente.
A península Ibérica ou Hispânia, nome dados pelos antigos romanos à esta região (Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte do sul da França) foi então dividida em duas províncias: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. 


Neste processo de aculturação foram determinantes a expansão do latim e a fundação de várias cidades.

Durante os seis séculos de romanização registraram-se momentos de desenvolvimento mais ou menos acentuado, atenuando, sem dúvida, as diferenças étnicas dos povoamentos.

A língua latina acabou por se impor como língua oficial, funcionando como fator de ligação e de comunicação entre os vários povos. As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos: Braga Beja, Santiago do Cacém, Coimbra e Chaves.


A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, minas, tecelagem, pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio com a circulação da moeda apoiado numa extensa rede viária (as famosas “calçadas romanas”, de que ainda há muitos vestígios no presente que ligava os principais centros de todo o Império.


A influência romana fez-se sentir também na religião e nas manifestações artísticas. Tratou-se, pois, de uma influência profunda, sobretudo a sul, zona primeiramente conquistada.





segunda-feira, janeiro 12, 2015

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Será que eles morreram de Ebola?

Saiba como as equipes de enterro digno e seguro trabalham para agilizar a identificação da causa das mortes durante o surto do Ebola que ocorre na África Ocidental

Os corpos das pessoas que morreram de Ebola podem ser muito contagiosos, mas isso não significa que cada pessoa falecida tenha morrido em decorrência da doença. 

A fim de acelerar o processo para descobrir qual foi a causa da morte de cada doente, a OMS tem trabalhando em estreita colaboração com o Instituto de Pesquisa  de Biomédica da Libéria para treinar as equipes de sepultamento sobre como coletar um “swab” bucal de pacientes falecidos com segurança.


Kamal Ait-Ikhlef da OMS
 treinando as equipes
Desde o dia 22 de outubro de 2014, Kamal Ait-Ikhlef da OMS está treinando equipes para que possam realizar um enterro digno e seguro e para que saibam coletar com segurança, amostras orais de uma pessoa falecida.

O procedimento consiste em 5 etapas, incluindo a preparação de todos os materiais necessários desde a colocação do equipamento de proteção individual, coleta das amostras a partir de um swab bucal do paciente falecido, preparo para o transporte, e, finalmente, como realizar a remoção do equipamento de proteção individual com segurança .

Ensino prático
 da Coleta das amostras

Os trainees passam por sessões de ensino prático. Ao fazer as simulações, as equipes de enterro dignos e seguros aprendem a colher com segurança, amostras  de swab bucal do paciente falecido.


Equipes colocando o EPI

Uma equipe de enterro digno e seguro é chamada para recolher um corpo nos arredores da capital da Libéria, Monróvia. 

As equipes de sepultamento treinadas são observadas para verificar se já estão com o domínio de coletar  a amostra de saliva swab da pessoa falecida.



Coleta do Swab

Este membro da equipe de enterro digno e seguro tomou uma amostra de swab da pessoa falecida, e aqui dispõe o tubo com a amostra de swab em um saco plástico.




Coleta para análise


O saco de plástico com a amostra de saliva  é colocado em um recipiente para seu transporte ao Instituto de Pesquisa Biomédica da Libéria, para posterior análise.






Processo de desinfecção

Uma vez que a amostra de saliva de swap tenha sido coletada, a equipe de enterro seguro pode começar seu trabalho de desinfecção da casa e colocar a pessoa falecida em um saco propício para o corpo. O pulverizador garante que a rota que a equipe segue é desinfectada.




Desinfecção da equipes



Quando o trabalho é feito, a equipe enterro fica desinfectada e pode, então, retirar o seu equipamento de proteção individual de forma segura.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Dia de Reis - Você lembra a origem?


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Dia 6 de janeiro, ou Dia de Reis, segundo a tradição cristã, é o dia em que o Menino Jesus recebeu a visita dos três Reis Magos.


Belchior (ou Melchior) representava a Europa e os descendentes de Jafé.

Gaspar representava a Ásia e os descendentes de Sem.

Baltasar representava a África e os descendentes de Cam.

Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças conhecidas naquele tempo.

Para além desta simbologia, os Reis Magos representam os poderosos e abastados que devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.

Tradições associadas ao dia 6 de janeiro


Na noite de 5 para 6 de janeiro, é costume entre as crianças deixarem seus sapatos na janela com ervas, feno ou capim para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar sua viagem. Em troca, os Reis Magos deixam doces que as crianças encontram ao acordar.

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A tradição também consiste em preparar o Bolo do dia de Reis. Na França, o bolo é conhecido como “Galette de rois”. É costume colocar um brinde no seu interior e quem encontrar o brinde será coroado como o Rei.

Em Portugal e também em outros paises, principalmente nos pequenos vilarejos, é comum que as pessoas cantem de porta em porta em troca de doces e brindes….

No Brasil esta tradição é comemorada com festas onde é servido doces e comidas típicas de cada regiões.

Em alguns países, a troca de presentes ocorre no dia 6 de janeiro ao invés do dia do Natal.

O dia 6 de janeiro marca o encerramento das celebrações de Natal. As pessoas retiram todos os enfeites e desmontam suas árvores de Natal.

Os Reis Magos presentearam o Menino Jesus com:


Ouro (oferecido por Belchior): representando sua nobreza


Incenso (oferecido por Gaspar): representando a divindade de Jesus

Mirra (oferecido por Baltasar): como uma erva amarga, a mirra simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, e também simbolizava Jesus enquanto homem.