domingo, fevereiro 01, 2015

Como falar português - A versatilidade da Língua Portuguesa

O Português é só um, e fala-se em 8 países, mas cada país acrescentou um tempero especial atribuindo diferentes nomes e caracterisiticas a coisas iguais.

Frigorifico
Ficam aqui alguns exemplos de palavras diferentes no Brasil, em Moçambique em Angola e  em Portugal.

No Brasil, tiramos a cerveja da geladeira, em Portugal ela fica no frigorífico e em Moçambique fica na geleira.

Em Moçambique, vai-se para a praia com um coleman para as bebidas, em Portugal com a geleira e no Brasil com o isopor.

Portugal tem bué de coisas (uma palavra com origem em Angola).

No Brasil quando limpam a sua casa significa que os ladrões levaram tudo quanto tinha lá enquanto que, em Portugal, se você tem uma casa limpa significa que tem uma casa asseada e arrumada.

Vaidoso com seus músculos
Se um homem é musculado em Angola ele é kaenxe, em Moçambique será big e no Brasil será um homem sarado.

Em Angola, o novato é o candengue, mas se você for novato em Portugal será o caloiro e se atravessar o oceano Atlântico para o Brasil será calouro.

Em Moçambique há maningue animação (proveniente do inglês many) e, no Brasil, dependendo, pode ter um monte de gente como pode ser chato pra caramba.

De bicileta em terreno
Africano.

Em Angola, a bicicleta do Brasil é a ginga, em Portugal a bicla e em Moçambique a burra.

No Brasil, amarram-se os cadarços. Já em Portugal e em Moçambique ata-se o atacador.

Em Portugal, vai-se ficando na fila e perdendo a bicha. No Brasil, é melhor ficar na fila e em Moçambique é bicha e fila, com direito ao verbo bichar.

Machimbombo
Em Portugal, apanha-se o autocarro, em Moçambique o Machimbombo e, no Brasil, ônibus.

Em Moçambique, toma-se o mata-bicho, no Brasil se toma o café da manhã e em Portugal temos direito a um pequeno-almoço.

Em Portugal fala-se ao telemóvel, no Brasil e em Moçambique pede-se o número do celular.
Menina com tranças no cabelo

No Brasil e em Portugal as meninas usam tranças no cabelo já em Angola usam gingidu.

Brasil e Portugal sofrem de uma ressaca e em Moçambique é a babalaza que é chata.

Em Moçambique, tem xidzakuas, no Brasil uns cachaceiros e em Portugal uns simples bêbedos.

Dinheiro
Em Portugal o dinheiro pode ser chamado de pilim ou massa, em Moçambique de taco e em Angola de kumbu, mas se passarmos para o Brasil o dinheiro muda de gênero e passar a ser a grana.


No Brasil, se o chamarem para beber com alguns amigos em casa há uma reuniãozinha
Em Moçambique, há uma banga ou um social e em Portugal é apenas uma festa em casa.

Se está "aflito", utilize a privada, mas só no Brasil, porque se estiver aflito em Portugal ou em Moçambique é melhor utilizar a sanita.

Se não consegue algo diga "não consigo", mas só se for brasileiro e português, porque o moçambicano desconsegue.

No Brasil, encontra-se um banheiro à beira da estrada. Em Moçambique e em Portugal é mesmo necessário ir à casa de banho.

As cuecas femininas são atraentes, mas só em Portugal, porque no Brasil e em Moçambique mulher só usa calcinha. Cuecas são para os homens.

Preservativo

Atenção ao Durex: no Brasil é fita-cola, mas em Portugal é preservativo! Em Moçambique preservativo só com Jeito.


Em Portugal, põe-se o doce no pão, no Brasil a geléia na bolacha e em Moçambique nada melhor do que djam com pão de sura.

O português e o brasileiro ficam "sem nada para fazer", já o Moçambicano fica desprogramado.

No Brasil é chiclete, em Portugal é pastilha elástica e em Moçambique é chuinga.

Estes são mais alguns exemplos das diferenças, mas existem muito mais expressões caracteristicas de cada pais. Tente descobrir e conhecer o "toque de mágica" que cada país deu ao seu português...

Bibliografia:


http://macabi.no.comunidades.net/index.php?pagina=1630266250http://macabi.no.comunidades.net/index.php?pagina=1630266250


quarta-feira, janeiro 28, 2015

30 de janeiro - Dia da Saudade

Saudade é muito mais que uma palavra. 

Sentida no presente remete-nos para um passado que foi e para um futuro que nunca será. Podemos considerá-la como uma palavra abstrata carregada de uma complexidade de sentimentos como tristeza, melancolia, angústia, desespero, tédio, nostalgia, esperança. Pode evocar memórias de realidades e pessoas que perdemos e que se perderam em nós. "É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir".

Fonte da imagem

De acordo com um artigo do The Times The special words that are somehow lost in translation"
Saudade é uma das dez palavras que não são de língua inglesa, de mais difícil tradução. Todas as tentativas de tradução da mesma para outras línguas não conseguem definir, nem mesmo atingir o verdadeiro sentimento/significado de Saudade.

A Saudade pode ser considerada uma marca cultural daqueles que falam a língua portuguesa. Tem estado presente desde a época dos Descobrimentos e do Brasil colonial como expressão de solidão, de esperança, da melancolia causada pela lembrança e por memórias passadas encontrando-se associada à imensidão do mar.

Na literatura e na música em língua portuguesa, a temática Saudade é frequente. Através da cultura é possível expressar a intensidade do sentir Saudade. Podemos sentir, ler e ouvir a Saudade e o que transparece dela em muitos poetas e músicos da língua portuguesa. Alguns poemas de Conceição Lima, Vasco Cabral, Alda Lara, Mia Couto, Fernando Pessoa, Padre Jorge de Barros Duarte, Teixeira de Pascoaes, entre outros, tem na sua essência a Saudade.

No campo musical podemos ver a influência da Saudade no Fado, na Bossa Nova e na Morna. As quatro músicas que se seguem conseguem expressar e captar a beleza da palavra Saudade:



Madredeus - Ao longe o Mar 


 João Gilberto e Tom Jobim - Chega de Saudade (Tom Jobim (Música) e Vinicius de Morais (Letra))


Cesária Évora – Sodade

«É a esta sensação-sentimento de ardermos no tempo sem nele
nos consumirmos que propriamente chamamos “Saudade”»
Eduardo Lourenço


Fontes:

domingo, janeiro 25, 2015

Guiné-Bissau: um país com memórias, história e belas paisagens

A Guiné-Bissau é um dos oito países de lingua portuguesa no mundo.
Situado na costa ocidental do continente africano é um país que tem ainda inumeras ilhas e ilheus a pouca distância de sua costa.
Extende-se por uma área de 36.125 km² e tem cerca de 1,646,000 habitantes (Estatística Global em Saúde 2008). O país está dividido em oito regiões e um sector autónomo, a sua capital é a cidade de Bissau.
Seu ponto mais alto está a apenas 300 metros acima do nível do mar, com magnificas savanas no interior e uma planície pantanosa no litoral.

Explorada pela primeira vez pelo português Álvaro Fernandes em 1446, foi colonizada por Portugal até o ano de sua independência em 1974.
Possui um clima quente e úmido com uma temperatura média anual de 27° C. O período chuvoso e o período de seca modifica-se conforme os ventos quentes vindos do deserto do Saara.

A Guiné Bissau pode ser considerado como um país bastante diversificado culturamente devido as suas mais de 20 etnias, estruturas sociais e costumes distintos.

Sua economia é baseada na agricultura e pesca. O país exporta peixe e mariscos, mas principalmente amendoim, castanha-de-caju e arroz. Há quem diga que não existem ostras maiores e mais saborosas do que as encontradas na costa da Guiné Bissau.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Mudanças Climáticas: uma oportundiade para Saúde Pública - Ações


Foto: Sharmila Sousa,
estagiária Rede ePORTUGUÊSe
OMS
Primeira: os líderes do setor saúde devem acompanhar de perto os negociadores da área do clima para confrontrar as mudanças climáticas. Durante muito tempo, as discussões políticas sobre clima e saúde têm sido muito dispersas. 

Devemos posicionar a saúde como um pilar central no debate sobre o clima, ao invés de deixá-la como uma agenda auxiliar.


Foto: arquivo Rede ePORTUGUÊSe/WHO
Segunda: os sistemas de saúde devem estar mais bem preparados às mudanças climáticas, particularmente nos países em desenvolvimento. 

Hospitais e centros de saúde devem ser reforçados para suportar fortes chuvas, ondas de carlos e outros eventos climáticos extremos. Além disso, devemos garantir que serviços de saneamento básico e oferta de água continuem a funcionar mesmo em condições de enchentes e secas.

Hospital inundado no Reino Unido
Terceira: sistemas de vigilância para doenças infecciosas críticas em situações climáticas específicas como malária, dengue e cólera devem ser fortalecidas. 

Os países devem fazer melhor uso das informações de aviso precoce para predizer o início, a intensidade e a duração de epidemias. Tais predições permitem que oficiais de saúde pré-posicionem medicamentos e vacinas, os quais podem reduzir o número de mortes.
Distribuição de medicamentos em Bombaim, Índia


Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)
Quarta: devemos maximizar os benefícios da atenuação dos efeitos nocivos à saúde das mudanças climáticas, além daqueles provenientes de uma vida saudável. 

A redução das emissões de poluentes climáticos de vida curta, como carbono negro e metano deve desacelerar a taxa de aquecimento globar, enquanto também auxiliará a salvar aproximadamente 2,5 milhões de vias por ano. Transporte urbano de baixa emissão de carbono - sustentável, tais como bicicleta ou caminhadas como alternativa ao uso dos carros - pode levar a reduções dramáticas em doenças cardíacas, AVC (acidente vascular cerebral), câncer de mama e outras doenças.


Créditos Climáticos
Quinta: o setor saúde deve diminuir seus próprios créditos climáticos (controlados segundo o Protocolo de Quioto). Os hospitais, da forma como eles funcionam hoje, são empresas com elevado uso de energia que contribuem susbtancialmente para as mudanças climáticas. Para reduzir o seu impacto ambiental, hospitais devem adotar medidas básicas tais como redução do lixo tóxico, uso de reagentes químicos seguros e aquisição de produtos ambientalmente corretos.







Fontes:
http://www.who.int/mediacentre/commentaries/climate-change/en/
http://www.who.int/globalchange/mediacentre/events/climate-health-conference/en/
http://www.iisd.ca/who/hcc/




domingo, janeiro 18, 2015

Portugal - onde tudo começou para os 8 países de lingua portuguesa

Fonte da Imagem
As origens de Portugal, são na verdade as origens de todos nós que vivemos em um dos países de língua portuguesa.

Vamos entender nossas nossa cultura, os nossos modos de pensar e de agir...


Portugal nem sempre foi o pequeno retângulo de território banhado a ocidente e a sul pelas águas do oceano Atlântico como o conhecemos hoje!


As fronteiras da atual Lusitânia começaram a delinear-se muito cedo no seio da Península Ibérica. Foi aqui que há cerca de 1,2 milhões de anos, chegaram os primeiros homens. 
Eram nómadas e caçadores sempre a procura de alimentos para sua sobrevivência.


Fonte da imagem
 Se a Península Ibérica se isolava um pouco do Velho Continente (Europa) a norte pelo caráter montanhoso dos Pirineus, isso já não acontecia a sul.

Desde cedo, Portugal se tornou uma espécie de ligação entre a Europa e o norte de África e um centro importante para o comercio do Mediterrâneo, principalmente com a colónia fenícia de Cartago, no norte do continente africano. 


Fenícios e Romanos disputaram na Antiguidade esta zona pelo comércio do Mediterrâneo, durante as três Guerras Púnicas, após as quais a cidade de Cartago ficou destruída.

As Guerras Púnicas foram uma série de três guerras entre Roma e a República de Cartago, cidade-estado fenício, que duraram de 264 a.C a 146 a.C. Ao final das Guerras Púnicas, Cartago foi totalmente destruída.

A derrota dos cartagineses, entretanto, não garantiu a ocupação romana pacífica da Península Ibérica. A partir de 194 a.C. houve vários conflitos entre tribos nativas denominadas, genericamente, como Lusitanos. 

Estes conflitos estenderam-se até 138 a.C.

Fonte da Imagem
Nesse contexto, destaca-se um grupo de Lusitanos liderados por Viriato. 

Este grupo derrotou várias vezes as tropas romanas na região da periferia andaluza, o que fez de Viriato um mito da resistência peninsular.

Após a morte de Viriato, que foi traído por três companheiros, Roma intensificou a luta e marchou para o norte matando e destruindo tudo o que encontrava pela frente.
A península Ibérica ou Hispânia, nome dados pelos antigos romanos à esta região (Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte do sul da França) foi então dividida em duas províncias: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. 


Neste processo de aculturação foram determinantes a expansão do latim e a fundação de várias cidades.

Durante os seis séculos de romanização registraram-se momentos de desenvolvimento mais ou menos acentuado, atenuando, sem dúvida, as diferenças étnicas dos povoamentos.

A língua latina acabou por se impor como língua oficial, funcionando como fator de ligação e de comunicação entre os vários povos. As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos: Braga Beja, Santiago do Cacém, Coimbra e Chaves.


A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, minas, tecelagem, pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio com a circulação da moeda apoiado numa extensa rede viária (as famosas “calçadas romanas”, de que ainda há muitos vestígios no presente que ligava os principais centros de todo o Império.


A influência romana fez-se sentir também na religião e nas manifestações artísticas. Tratou-se, pois, de uma influência profunda, sobretudo a sul, zona primeiramente conquistada.





segunda-feira, janeiro 12, 2015