terça-feira, abril 07, 2015

8 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA O CANCER




CANCER ou CANCRO é um termo genérico para designar um grande grupo de doenças que podem afetar qualquer parte do corpo. 

O cancer ou cancro caracteriza-se pela rápida proliferação de células anormais que crescem para além dos seus limites usuais, e que podem então, invadir partes adjacentes do corpo e se espalhar para outros órgãos, processo que se chama metástase. 

As metástases são as principais causas de morte devido ao cancer/cancro.

O que causa o cancro?

O cancer ou cancro surge a partir de uma única célula. 

A transformação de uma célula normal numa célula  tumoral é um processo múltiplo: tipicamente ocorre a progressão de uma lesão pré-cancerosa para tumores malignos. Essas mudanças são o resultado da interação entre fatores genéticos de uma pessoa e três categorias de agentes externos, incluindo:

-       carcinogéneos físicos, tais como raios ultravioleta e radiação ionizante;

-   carcinogéneos químicos, como o amianto, componentes do fumo do tabaco, a aflatoxina (um contaminante de alimentos) e arsênio (um contaminante água potável);

-   carcinógenos biológicos, tais como infecções de certos vírus, bactérias ou parasitas.


A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Cancro (IARC), agência de investigação do cancro da OMS,mantém uma classificação dos agentes que causam cancro.

O envelhecimento é outro fator fundamental para o desenvolvimento da doença. A incidência  aumenta dramaticamente com a idade, provavelmente devido à acumulação de riscos para determinados cancros e à  tendência para os mecanismos de reparação celular serem menos eficazes à medida que vai se envelhecendo. 

Quais são os fatores de risco?

Cerca de um terço das mortes por cancro são devidos aos cinco principais riscos comportamentais e alimentares: 
  • tabagismo;
  • alto índice de massa corporal;
  • baixa ingestão de frutas e legumes;
  • falta de atividade física;
  • consumo de álcool.
O  tabaco é o fator de risco mais importante causando cerca de 20% das mortes por cancro globais e cerca de 70% das mortes no mundo por cancro de pulmão.

Algumas infecções crônicas são fatores de risco e tem grande relevância principalmente em países de baixo e médio desenvolvimento. O vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e alguns tipos de vírus do papiloma humano (HPV) aumentam o risco de cancro do fígado e do colo do útero, respectivamente e são responsáveis ​​por até 20% das mortes por cancro em países de baixo e médio desenvolvimento.
A infecção pelo HIV aumenta substancialmente o risco de cancro, especialmente o cervical. 

Como pode a incidência do cancro ser reduzida?

São fundamentais dois tipos de abordagem:

1.Estratégias de prevenção

-        Evitar os fatores de risco
-         Vacinar contra o vírus do papiloma humano (HPV) e vírus da hepatite B (HBV).
-        Controlar de riscos ocupacionais.
-        Reduzir a exposição a radiações não-ionizantes pela luz solar. (UV)
-        Reduzir a exposição à radiação ionizante.

2. Detecção precoce

A detecção precoce baseia-se em dois componentes fundamentais:

-          O diagnóstico precoce

A consciência dos sinais e sintomas numa fase inicial (para tipos de cancro, como de pele, colo do útero, mama, colo-rectal e bucal) leva ao diagnóstico e tratamento do cancro em estágio primário. 

O diagnóstico precoce é particularmente relevante quando não há métodos de rastreio eficazes ou  não há rastreio e tratamento com intervenções implementadas. Na ausência de qualquer detecção precoce ou rastreio e tratamento de intervenção, os pacientes são diagnosticados em estágios muito avançados em que o tratamento definitivo não é mais uma opção.

-          O rastreio

O rastreio visa identificar os indivíduos com alterações sugestivas de um cancro específico ou pré-cancro e encaminhá-los prontamente para tratamento ou quando viável, para o diagnóstico.

Exemplos de métodos de rastreio são:

-   inspeção visual com ácido acético (VIA) para o cancro cervical;
-   teste de HPV para o cancro do colo do útero;
-   teste de citologia PAP para o cancro cervical;
-   mamografia para o cancro da mama.




Tipos de tratamento

O diagnóstico correto é essencial para o tratamento adequado e eficaz, uma vez que cada tipo de cancro exige um regime de intervenção específica que abrange uma ou mais modalidades, tais como cirurgia e / ou radioterapia e / ou quimioterapia. 
O principal objetivo é curar ou  melhorar a qualidade e prolongar a vida do paciente.

-Potencial de cura para os cancros detectáveis em fase inicial

Alguns dos tipos de câncer mais comuns, tais como  da mama, do colo, útero, boca e colorretal, têm elevadas taxas de cura quando detectados precocemente e tratados de acordo com as melhores práticas.

-Potencial de cura para outros cancros

Alguns tipos de cancro, embora disseminados, como leucemias e linfomas em crianças, e seminoma testicular, têm altas taxas de cura se o tratamento for adequado.

        O cancro em números

     As últimas estatísticas disponíveis, são as de 2012. Os cancros que mais causaram mortes foram:

  • pulmão (1,59 milhão de mortes);
  • fígado (745 000 mortes);
  • estômago (723 000 mortes);
  • colorretal (694 000 mortes);
  • mama (521 000 mortes);
  • esófago (400 000 mortes).
O cancro continua a ser uma das principais causas de morte no mundo, tendo sido responsável por 8,2 milhões de mortes em 2012.

















Em 2012, nos homens, os cinco locais mais comuns 
diagnosticados foram: 

pulmão;
- próstata;
- colorretal;
- estômago;
- fígado

enquanto que nas mulheres, foram:  

mama;
- colorretal;
- pulmão, 
- colo do útero
estômago.






Mais de 60% do total de novos casos anuais no mundo, ocorrem
na África, Ásia e África Central e América do 
Sul

Estas regiões são responsáveis ​​por 70% das mortes por
cancro no mundo.

Prevê-se que os casos anuais de cancro aumentarão de 14
milhoes em 2012 para 22 milhões nas próximas 2 décadas.


A resposta da OMS

Em 2013, a OMS lançou o Plano de Ação Global para a Prevenção e Controle de Doenças Não-Transmissíveis 2013-2020 
(http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/94384/1/9789241506236_eng.pdf?ua=1), que visa reduzir em 25% a mortalidade prematura por cancro, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas até 2025. 

A fim de combater a epidemia global do cancro e de doenças não transmissíveis (DNT), a OMS elaborou o perfil de cada país para o cancro de forma a  sintetizar , num documento de referência, o estado global de prevenção e controle do cancro. O documento inclui dados sobre mortalidade e incidência; fatores de risco; disponibilidade de planos nacionais; monitorização e vigilância; políticas de prevenção primária; triagem; tratamento e cuidados paliativos:


ANGOLA: http://www.who.int/countries/ago/en/
BRASIL: http://www.who.int/countries/bra/en/
CABE VERDE: http://www.who.int/countries/cpv/en/
GUINÉ-BISSAU: http://www.who.int/countries/gnb/en/
MOÇAMBIQUE: http://www.who.int/countries/moz/en/
PORTUGAL: http://www.who.int/countries/prt/en/
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: http://www.who.int/countries/stp/en/
TIMOR LESTE: http://www.who.int/countries/tls/en/

A OMS e o IARC, têm colaborado com outras organizações das Nações Unidas e parceiros para:

- aumentar o compromisso político para a prevenção e controle do cancro;
- coordenar e realizar pesquisas sobre as causas do cancro humano e os mecanismos da carcinogénese;
-  monitorar a carga de cancro (como parte do trabalho da Iniciativa Global sobre Registros de Cancro GICR);
-  desenvolver estratégias científicas para a prevenção e controle do câncer;
- gerar novos conhecimentos, e disseminá-lo para facilitar a entrega de abordagens baseadas em evidências para o controle do cancro;
- desenvolver padrões e ferramentas para orientar o planejamento e implementação de intervenções para a prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados;
- facilitar grandes redes de parceiros de controle do cancro e peritos a nível mundial, regional e nacional;
-  fortalecer os sistemas de saúde a nível nacional e local para entregar tratamentos e cuidados para pacientes com cancro; e
- prestar assistência técnica para uma rápida, efetiva transferência das intervenções de melhores práticas para os países em desenvolvimento.




FONTE:
















domingo, abril 05, 2015

7 de abril - Dia Mundial da Saúde - SEGURANÇA ALIMENTAR


O Dia Mundial da Saúde é comemorado no dia 07 de abril e aborda todos os anos diferentes tópicos, conscientizando a população a respeito dos diversas aspectos que envolvam a saúde. A ausência de doenças ou enfermidades não significam total bem estar. Estar saudável depende de um conjunto de fatores, como por exemplo, a qualidade de vida, aspectos mentais e físicos.

A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde, em 1948, com o conceito de ampliar a visão da população a respeito do que significa “estar saudável”. Definiu-se então  que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.  

O tema deste ano ,“Segurança Alimentar”, tem a finalidade de demonstrar a importância da segurança dos alimentos ao longo de toda a cadeia alimentar em um mundo globalizado, mostrando também  os principais problemas e riscos que uma comida não segura pode causar na saúde da população. 

Ao longo do último meio século, o processo pelo qual o alimento passa, da fazenda até o comércio, mudou drasticamente. Um alimento contaminado em um lugar pode afetar a saúde dos consumidores que vivem do outro lado do mundo. Isto significa que todos ao longo da cadeia produtiva, do produtor ao consumidor, devem observar as práticas de manuseio dos alimentos.

Todos os dias, novos casos são relatados por pessoas que consumiram comida ou beberam água contaminada por microorganismos, germes perigosos e / ou substâncias químicas tóxicas, contraindo doenças. Estas doenças afetam principalmente crianças, mulheres grávidas, pessoas com a saúde debilitada, e idosos, podendo muitas vezes ser fatais.

Água e alimentos são considerados seguros quando não contêm micróbios perigosos (bactérias, vírus, parasitas ou fungos), produtos químicos (alérgenos, resíduos de medicamentos veterinários, agrotóxicos, produtos ou toxinas), ou corpos estranhos (solo, cabelo, insetos, etc. ), que são um perigo para a nossa saúde.

A Segurança Alimentar deve percorrer toda a  cadeia produtiva até à casa do consumidor
NO CAMPO: Os conceitos de segurança alimentar devem ser aplicados à pecuária, agricultura e pesca.
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Os produtores devem: Manter seus estabelecimentos limpos (estábulos, campos), controlar as pragas que  possam atingir os animais, relatar riscos de saúde; ter água potável e alimentos seguros para a saúde animal e armazenar produtos corretamente.
NO TRANSPORTE: Diferentes meios de transportes são utilizados para levar os produtos do campo ou fazendas, para lugares onde eles serão processados e vendidos. Todos eles devem estar em temperaturas adequadas e serem limpos e desinfectados, de modo que o alimento seja mantido seguro.
NA INDÚSTRIA:
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Os espaços físicos, equipamentos, operações e materiais nas usinas de processamentos devem atender às normas de higiene, a fim de garantir a segurança da nossa alimentação e saúde. Para isso, as pessoas que preparam ou manuseiam os alimentos devem seguir hábitos e comportamentos básicos de higiene, como: lavar as mãos com sabão e água quente, não coçar ou tocar suas cabeças, manter as unhas curtas e limpas, evitar tossir ou espirrar sobre superfícies de alimentos e vestir roupas limpas em todos os momentos.

Recipientes para alimentos (sacos, caixas, gavetas, garrafas) devem ter rótulos identificando claramente o produto, a data de preparação e a validade, os ingredientes, informações nutricionais, informações sobre como armazenar a comida, e o número do lote. Finalmente, para que um produto possa ser vendido para consumo humano, deve possuir a aprovação das autoridades de saúde correspondentes.
NO MERCADO:
Como consumidores, temos o direito de exigir produtos que ofereçam garantias de segurança completa e solicitar informações verdadeiras, compreensíveis e detalhadas sobre o alimento.
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Antes de comprar, certifique-se de que o recipiente tenha uma data de validade e se estão em bom estado: você deve rejeitar latas e embalagens amassadas e enferrujadas, sacos plásticos perfurados, garrafas rachadas, tampas soltas e qualquer recipiente com um selo de segurança quebrado. 

Ao comprar comida na rua, escolha lugares onde a comida é protegida e armazenada. 

Confirme se o alimento está corretamente refrigerado e que o alimento cozido está servido em altas temperaturas, uma vez que não devem ser expostos à temperatura ambiente. O alimento que é servido cru deve ser completamente limpo, sem resíduos do solo.

NA MESA:
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É importante lembrar que a maioria das doenças transmitidas por alimentos ocorrem em casa. Nós,  consumidores, devemos cumprir os mesmos requisitos e práticas de segurança que exigimos do resto dos participantes na cadeia alimentar.

Cinco chaves para uma alimentação mais segura


VEJA O VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=4487VycN9sE&feature=youtu.be 
Tenha cuidado especial com certos alimentos:
Ovos: É um alimento perecível e deve ser armazenado, manuseado e preparado adequadamente.
Peixes: Compre peixes e frutos do mar frescos que foram adequadamente refrigerados, tenha cuidado com os vendedores ambulantes que vendem peixes em caminhões sem refrigeração.
Água:  Água potável pode ser feita de várias maneiras 
Fervida: Este é um método eficaz, porque todas as bactérias morrem ou são inactivadas quando a água atinge o seu ponto de ebulição (100 ° C). Recomenda-se que a água seja fervida durante cinco minutos.
Usar cloro: O cloro é muito eficaz contra bactérias associadas a doenças transmitidas pela água. No entanto, não é muito eficaz na erradicação de vírus que se deslocam em água não potável. Para evitar este problema, é recomendada a filtração da água antes da cloração.
Usar Iodo: A tintura de iodo (2%) é uma maneira prática de desinfectar pequenas quantidades de água. Apenas duas gotas por litro de água pode purificá-la.
Por fim, veja a lista abaixo dos 10 inimigos da 
alimentação saudável:

1. Refrigeração inadequada.
2. Preparar comida muito tempo antes de comer.
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3. Armazenamento inapropriado.
4. Armazenamento à temperatura ambiente.
5. Cozimento insuficiente (temperaturas de cozimento inadequadas).
6. Armazenamento quente à temperatura inapropriada.
7. Higiene pessoal inadequada.
8. Contaminação cruzada.
9. Ingredientes de origem questionáveis.
10. Alimentos em contacto com animais e / ou seus excrementos.


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Para saber mais sobre a campanha acesse: http://www.paho.org/world-health-day/

quinta-feira, abril 02, 2015

Como o coelhinho virou o símbolo da Páscoa?


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Há várias histórias, contos e fábulas descrevendo o porquê o coelho passou a ser o símbola da Páscoa, escolhemos quatro, esperamos que vocês gostem:

1)  Não há dúvidas de que os coelhos são símbolos da fertilidade desde o antigo Egito.

E a fertilidade está ligada a renovação e renascimento da vida, ou a chegada da primavera no hemisfério norte.

Como a Páscoa é sempre celebrada por volta do início da primavera, o coelho passou a ser o símbolo da Páscoa.

2) Na Antiguidade, alguns povos consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.


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3) A Deusa da Primavera, Eostre, andando pela floresta encontrou um pássaro com as asas feridas. 

Para salvar a vida do pássaro, transformou-o em coelho, entretanto, a transformação não ocorreu por completo e o animal continuou a colocar ovos. Para agradecer a Deusa por ter salvo sua vida, o coelhinho a presenteou com ovos pintados e decorados por ele.

Eostre se encantou com a criatividade e a beleza do presente e quis partilhar a sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa. 

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4) Existe também a lenda de que uma mãe, muito pobre, queria achar uma forma de divertir seus filhos. A mulher teve a ideia de esconder alguns ovos para presenteá-los na Páscoa. Enquanto as crianças procuravam, um coelho passou correndo, fazendo com que pensassem que o animal havia trazido os ovos de presente, se tornando assim, o símbolo da Páscoa.
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Por volta do século XVIII, esta tradição europeia foi para as Américas.