terça-feira, abril 21, 2015

Dia da Terra 2015: É a nossa vez de liderar




 
O Dia Internacional da Terra é um reconhecimento da importância do nosso planeta e seus ecossistemas como elementos essenciais para a vida.

O objetivo principal deste dia é consciencializar todos os povos sobre a importância e a necessidade de conservar os recursos naturais do planeta como um alerta sobre a responsabilidade coletiva na promoção da harmonia entre todos os seres vivos para que possamos atingir um equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras.

Um pouco de história...  

O Dia Internacional da Terra, celebrado no dia 22 de Abril, marca o aniversário do que muitos consideram o nascimento do movimento ambiental moderno, iniciado em 1970.
 
A ideia deste primeiro movimento partiu do senador norte-americano Gaylord Nelson que,  após verificar as consequências do desastre petrolífero ocorrido em 1969 em Santa Barbara, Califórnia, resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra.



Inspirado pelos protestos dos jovens norte-americanos que contestavam a guerra do Vietnam, Gaylord Nelson dedicou-se a colocar o tema da preservação da Terra na agenda política norte-americana.

Em 1970, mais de 20 milhões de americanos manifestaram a sua posição a favor da preservação da Terra e do meio ambiente.



A pressão social teve seus efeitos e o governo dos Estados Unidos acabou criando a Agência de Proteção Ambiental e implementou leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril. 

Dia da Terra 2015


Earth Day Network Photo

O mundo tem sido lento para responder às emergências colocadas pelo aquecimento global e os danos que as atividades humanas vêm causando no planeta. Em 1972, as Nações Unidas organizaram a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Esse dia marcou o início de uma consciência global sobre a interdependência que existe entre os seres humanos, outras espécies vivas, e nosso planeta.
Earth Day Network

Esse 2015, o Dia da Terra comemora seu 45º aniversário, podendo representar o ano mais emocionante da história ambiental. O ano em que o crescimento econômico e a sustentabilidade se juntam. Os líderes mundiais, finalmente, passam um tratado vinculativo sobre as mudanças climáticas. O ano em que os cidadãos e as organizações se livram de fontes de combustíveis fósseis e investem em soluções de energia renováveis.

Para muitos, as mudanças climáticas parecem ser um problema remoto, mas a realidade é que ela já afeta milhares de pessoas, animais e lugares ao redor do mundo. Em 22 de abril, estão aproveitando o poder do Dia da Terra para mostrar às comunidades e à liderança que é necessário ações sobre o clima. “É a nossa vez de liderar”, é o slogan da campanha deste ano. 


"Mas as grandes decisões que temos pela frente não são apenas para os líderes mundiais e os decisores políticos. Hoje, no Dia da Mãe Terra, peço a cada um de nós a ser consciente dos impactos suas escolhas têm neste planeta, e que esses impactos significar para as gerações futuras. " 
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon



Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon

Para saber mais sobre este tema consulte:

http://www.earthday.org/2013/
http://www.un.org/en/events/motherearthday/

domingo, abril 19, 2015

HINARI - Acesso à Rede Eletrônica de Pesquisa em Saúde



Fonte: www.who.int
OMS
O Programa de Acesso à Rede Eletrônica de Pesquisa em Saúde (HINARI) disponibiliza acesso eletrônico gratuito ou a baixo custo a mais de 46 mil fontes de informação nas áreas biomédica e de ciências sociais para instituições locais sem fins lucrativos em países em desenvolvimento. 

O HINARI foi lançado em 2002 e acumula uma das maiores coleções de literatura em saúde e na área biomédica. 

Existem atualmente mais de 5,7 mil instituições em mais de 100 países elegíveis, áreas e territórios registrados no HINARI.

ANTECEDENTES

O HINARI foi desenvolvido na grade da Rede Eletrônica de Saúde (InterNetwork), lançada pelo ex-Secretário Geral das Nações Unidas Kofi Annan no encontro "Objetivos de desenvolvimento do milênio", que aconteceu em 2000.

Liderado pela OMS, o HINARI visa fortalecer os serviços de saúde disponibilizando, via internet, o acesso à informação relevante, oportuna e de alta qualidade para os profissionais de saúde, pesquisadores e formuladores de políticas. 

O HINARI trabalha em parceria com o serviço de informação em agricultura AGORA2 (Acesso eletrônico à pesquisa global em agricultura), liderado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), OARE3 (Acesso eletrônico à pesquisa sobre o meio ambiente), liderado pela UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Universidade de Yale e ARDI4, ciências aplicadas ao serviço da inovação liderada pela WIPO (Organização Mundial de Propriedade Intelectual).

A colaboração entre os setores de agricultura, meio ambiente, saúde e inovação tem resultado no desenvolvimento de sistemas eficientes, formação colaborativa e disseminação da informação.

CONTEÚDO DO HINARI

As fontes de informação abrangem as seguintes áreas:

ciências básicas, bioquímica, biotecnologia, cardiologia, clínica médica, odontologia, educação, meio ambiente, ética, medicina geral, geriatria, imunologia, doenças infecciosas, microbiologia, enfermagem, nutrição, ginecologia e obstetrícia, oncologia, parasitologia, pediatria, ciências sociais, cirurgia, toxicologia, medicina tropical e zoologia.

O SISTEMA HINARI

O HINARI oferece uma interface eletrônica simples e eficaz, servindo de portal para a visualização de artigos completos publicados nas páginas eletrônicas das editoras parceiras. Os usuários da plataforma HINARI podem buscar e acessar artigos na íntegra, disponíveis por meio do HINARI diretamente do banco de dados do Pubmed (Medline).

A OMS é responsável pela coordenação e manutenção de todo o funcionamento da página eletrônica do HINARI, com o apoio da Biblioteca da Universidade de Yale.


Fonte: www.who.int
OMS

ELEGIBILIDADE PARA O HINARI

Instituições locais sem fins lucrativos em dois grupos de países podem inscrever-se para o acesso às publicações por meio doHINARI. As listas de países baseiam-se em quatro fatores: o produto nacional bruto (PNB), o PNB per capita (dados do Banco Mundial), a lista dos países menos desenvolvidos de acordo com as Nações Unidas (LDCs) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os detalhes específicos podem ser achados em:

http://www.who.int/hinari/eligibility/Details_criteria_countries_areas_or_territo/en/index.html.

Instituições em países, regiões e territórios que correspondem aos critérios relevantes podem ser elegíveis para o acesso livre ou acesso por uma taxa de U$ 1000 por ano. (Veja a lista de países, regiões e territórios abaixo). As editoras parceiras podem personalizar a lista de países para seu conteúdo a cada ano.

Categorias de instituições registradas: universidades nacionais, institutos de pesquisa, escolas de nível superior (medicina, enfermagem, farmácia, saúde pública, odontologia), hospitais de ensino, órgãos governamentais e bibliotecas nacionais de medicina. Todos os profissionais e estudantes dessas instituições terão acesso livre às publicações.

Informações sobre a inscrição para o HINARI e os outros programas Research4Life podem ser encontradas em: http://www.research4life.org/howtoregister2/

Fonte: www.who.int
OMS
PAÍSES, ÁREAS E TERRITÓRIOS REGISTRADOS NO HINARI


OMS

DISSEMINAÇÃO E CAPACITAÇÃO

Capacitação e disseminação são componentes críticos para o sucesso do HINARI, pois asseguram que os profissionais das instituições participantes possam acessar e usar o HINARI de forma eficaz. 
Os parceiros promovem oficinas de "treinamento de capacitadores" em níveis regional, nacional e subnacional. Os materiais de treinamento diversificaram-se ao longo dos anos, e  incluem módulos que contemplam experiência em publicação, práticas baseadas em evidência, livros eletrônicos, acesso à informação, bem como alguns módulos em vídeos.


PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

No que diz respeito aos países de língua portuguesa, todos os PALOP (Países africanos de língua oficial portuguesa) e Timor Leste possuem instituições registradas. Confira o número de instituições para cada um dos países:
  • Angola: 16
  • Cape Verde: 4
  • Guinea-Bissau: 2
  • Mozambique: 46
  • Sao Tome and Principe: 2
  • Timor Leste: 11

Treinamento

Nos países de língua portuguesa, mais de 500 pessoas já foram treinadas, sendo 383 só em Moçambique.
Parceiros HINARI

• Organização Mundial da Saúde (OMS)
• Principais editores da área biomédica
• Biblioteca da Universidade de Yale
• Associação Internacional de editores científicos, técnicos e médicos (STM)
• Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)
• Organização das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP)
• Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO)
• Biblioteca Nacional de Medicina [Estados Unidos] (NLM)
• Centro de treinamento e extensão da informação para a África (ITOCA)
• Librarians Without Borders/Medical Library Association
• Microsoft
• Outros parceiros técnicos

Veja aqui um tutorial de como aceder ao HINARI:

https://www.youtube.com/watch?v=oUiGYxZTla8



Fonte: http://www.who.int/eportuguese/hinari/pt/

quarta-feira, abril 15, 2015

60 anos da descoberta da vacina contra a poliomielite


Dr. Jonas Salk
Alguns momentos da história carregam um significado maior do que os outros. 

Sessenta anos atrás, no dia 12 de abril, uma vacina desenvolvida por Jonas Salk demonstrou ser segura e eficaz na proteção das crianças contra a póliomielite garantindo  uma das ferramentas necessárias para iniciar a luta contra a doença.

Vírus da Poliomielite
Esta doença também conhecida como paralisia infantil é contagiosa e causada pelo poliovírus (sorotipos 1,2,3) e pode atingir crianças e adultos.
A infecção se dá por via fecal-oral e contato direto com pessoas infectadas.




Desde o descobrimento da vacina, os esforços para erradicar a poliomielite tem sido um dos programas de saúde pública mais bem sucedidos do mundo, reduzindo os casos da doença em 99%. 

Somente 3 países do mundo ainda apresentam a poliomielite endêmica (Nigéria, Afganistão e Paquistão).

Ao comemorarmos o feito notável de Jonas Salk, a vacina contra a poliomielite inativada (IPV), continua a desempenhar um papel importante rumo à erradicação, e garantir a erradicação do vírus.

India
Uma ameaça incurável

Por milhares de anos, a poliomielite foi uma das principais causas de incapacidade física. A doença aparece sem aviso e pode causar paralisia para toda a vida. Alguns casos levam a morte.

Em 1916, nos EUA mais de 27 000 pessoas ficaram paralisadas com 6 000 mortes. 


A descoberta que mudou o mundo

Karl Landsteiner
Em 1908, o biólogo e médico austríaco Karl Landsteiner descobriu que a poliomielite era causada por um vírus. Karl Landsteiner foi também responsável pela sistema de classificação de grupos sanguíneos, identificando a presença de aglutininas no sangue. Quando o fator RH foi identificado em 1937, as transfusões sanguineas não eram mais consideradas como sentenças de morte.

Em 1930, ele recebeu o Premio Nobel de Medicina.


Dr. Jonas Salk
Dr. Jonas Salk nasceu em 1914, na cidade de Nova Iorque. 

Em 1938, na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, começou a trabalhar numa vacina contra a influenza que lhe permitiu desenvolver técnicas para a criação da vacina inativada contra a poliomielite.
Em 1952, Salk e seus colegas anunciaram o desenvolvimento de uma vacina injetável contra a póliomielite. Com colaborações de outros centros dos Estados Unidos, Canadá e Finlândia, foi possível lançar um programa de vacinação envolvendo 1,8 milhões de crianças. 

Finalmente, em abril de 1955, a vacina de Salk foi declarada "segura, eficaz e potente." 

Em 1957, os casos na América diminuíram quase 90% e, em 1979 não houve mais registros de casos de poliomielite.


Em 1961, Albert Sabin médico polonês erradicado nos EUA desenvolveu a vacina oral contra a poliomielite (OPV). A vacina oral contém formas atenuadas do vírus que estimulam as defesas do organismo, sem contudo causar a doença.

Diferenças entre as vacinas Salk e Sabin

A vacina Salk é eficaz na prevenção da maioria das complicações da poliomielite, mas não impede a infecção intestinal inicial. Além disso, aqueles que receberam a vacina Salk poderiam transmitir o vírus da poliomielite.

A vacina Sabin é de uso mais fácil e seus efeitos são mais duradouros.
De 1956-1960, Sabin trabalhou com colegas russos para aperfeiçoar a vacina oral e provar a sua eficácia e segurança. 

A vacina Sabin entra no intestino e impede que o vírus da polio entre na circulação sanguínea. Assim, a vacina oral quebrou a cadeia de transmissão do vírus e permitiu a possibilidade de que a doença pudesse ser um dia ser erradicada.


Um enfoque global 

Apesar da redução dramática da doença em todo o mundo, a poliomielite continua a afetar cerca de 350.000 pessoas em 125 países do mundo. 

Em 1988, a Organização Mundial da Saúde, UNICEF, e os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças se juntaram à Rotary, para lançar a Iniciativa Global de Erradicação da Polio (GPEI).

Desde então, a GPEI apoiou governos para acabar com a transmissão da poliomielite no mundo. 

A combinação da vacina oral contra a poliomielite e IPV levou à erradicação da poliomielite nas Américas, no Pacífico Ocidental e Europa. 

Com a declaração da Região do Sudeste Asiático da OMS como livre da pólio em 2014, 80% da população do mundo vive em regiões livres da doença.



Uma criança recebendo a vacina oral contra a poliomielite


domingo, abril 12, 2015

Bibliotecas Azuis - O que são?

O projeto Biblioteca Azul foi desenvolvido pela Biblioteca de Organização Mundial da Saúde (OMS) para disseminar informações básicas em saúde às equipes distritais dos países em desenvolvimento.

Criadas inicialmente em francês e inglês, a Biblioteca Azul em português foi desenvolvida pela rede ePORTUGUÊSe, divisão de Publicações (WHO press) e a Biblioteca da OMS que em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil disponibilizaram pela primeira vez, a Biblioteca Azul durante a A
ssembléia Mundial da Saúde de 2006.
A coleção organizada segundo grandes temas contém mais de 180 livros, documentos e manuais sobre saúde pública e outras áreas das ciências da saúde.


Fáceis de usar e fornecendo informações importantes, estas mini-bibliotecas não tem a intenção de cobrir todas as áreas da saúde, mas sim serem abrangentes o suficiente para que profissionais que se encontram em áreas distantes dos grandes centros possam ter acesso a algum tipo de informação atualizada para ajudar em seu trabalho.

Para facilitar o transporte e armazenamento, a coleção é mantida em uma caixa de metal azul, contendo duas prateleiras com caixas de papelão que mantém os livros organizados de acordo com o tema.
Desde a sua criação, já foram enviadas 35 Bibliotecas Azuis em português para os PALOP (países africanos de língua oficial portuguesa).

É possível encomendar a Biblioteca Azul em português através do escritório de representação da OMS no país ou diretamente ao departamento de publicações da OMS em Genebra (
bluetrunk@who.int).

Para mais informações acesse o site: Biblioteca Azul
http://www.who.int/ghl/mobile_libraries/bluetrunkport/en/index.html

Evolução dos Transportes - mobilidade urbana

https://www.youtube.com/watch?v=WJKLC8zf_ow


quinta-feira, abril 09, 2015

Timor Leste - vamos conhecer

A ilha de Timor possui uma longa história e uma rica cultura construida ao longo de séculos.

É tambem conhecida por alguns como “a convergência cultural do Oriente”, devido à influência de vários grupos étnicos que contribuíram para o desenvolvimento da ilha.

Desde cedo e devido a sua localização geográfica, sempre atraiu comerciantes chineses e malaios que vinham em busca de seu abundânte sândalo, mel e cera.

Estas redes comerciais foram responsáveis pelos casamentos entre os comerciantes e as famílias reais locais, dando origem a riqueza étnico-cultural que hoje predomina na ilha.

Os mesmos recursos naturais trouxeram os navegantes portugueses em 1512. Primeiro os comerciantes depois os missionários e até hoje, a religião católica é predominante na ilha. Durante o século XVI vários reis cristianizados colocaram-se sob a proteção portuguêsa, que se consolidou com a chegada, no início do século XVIII, do seu primeiro governador.

Esta influência persistiu e resultou na colonização da ilha pelos portugueses por mais de 400 anos.

Em 1915, uma sentença arbitrária assinada entre Portugal e a Holanda pôs fim aos conflitos entre os dois países, fixando as fronteiras que hoje dividem a ilha entre leste e oeste.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados (australianos e holandeses) reconheciam posição estratégica de Timor e estabeleceram postos militares no país, envolvendo-se numa dura guerra contra as forças Japonesas na qual muitos timorenses perderam a vida lutando ao lado dos aliados. E em 1945, Timor Leste voltou a ser administrada pelos portugueses.

Em 1975, aumentaram os movimentos de libertação com a criação de partidos políticos. Um destes partidos APODETI considerava que Timor não poderia existir como país independente e pleiteava sua anexação à Indonésia. No entanto, a esmagadora maioria dos timorenses recusava totalmente sua integração ao país vizinho, considerando entre outras coisas, as diferenças culturais e religiosas entre as duas metades da ilha.

Em 28 de Novembro de 1975, Timor Leste proclama unilateralmente sua independência e Xavier do Amaral assume o cargo de Presidente da República. Com a proclamação da Independência inicia-se também uma guerra civil.

No entanto, no dia 7 de dezembro de 1975, a Indonésia, a pretexto de proteger seus cidadãos em território timorense, invadiu a parte leste da ilha e a rebatiza de Timor Timur, tornando-a sua 27ª província.

Durante a ocupação da Indonésia, cerca de 250 mil pessoas morreram em confrontos, o uso do português foi proibido e houve uma violenta censura à imprensa.

Em 1996 José Ramos-Horta, hoje presidente da república e o bispo de Díli, D. Ximenes Belo receberam o Nobel da Paz pela defesa dos direitos humanos e da independência de Timor-Leste





Em 1999 um referendo popular decide com quase 80% de votos, pela Independência formal e com o auxilio das Nações Unidas, no dia 20 de maio de 2002, constitui-se o primeiro Governo Constitucional de Timor Leste.



terça-feira, abril 07, 2015

8 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA O CANCER




CANCER ou CANCRO é um termo genérico para designar um grande grupo de doenças que podem afetar qualquer parte do corpo. 

O cancer ou cancro caracteriza-se pela rápida proliferação de células anormais que crescem para além dos seus limites usuais, e que podem então, invadir partes adjacentes do corpo e se espalhar para outros órgãos, processo que se chama metástase. 

As metástases são as principais causas de morte devido ao cancer/cancro.

O que causa o cancro?

O cancer ou cancro surge a partir de uma única célula. 

A transformação de uma célula normal numa célula  tumoral é um processo múltiplo: tipicamente ocorre a progressão de uma lesão pré-cancerosa para tumores malignos. Essas mudanças são o resultado da interação entre fatores genéticos de uma pessoa e três categorias de agentes externos, incluindo:

-       carcinogéneos físicos, tais como raios ultravioleta e radiação ionizante;

-   carcinogéneos químicos, como o amianto, componentes do fumo do tabaco, a aflatoxina (um contaminante de alimentos) e arsênio (um contaminante água potável);

-   carcinógenos biológicos, tais como infecções de certos vírus, bactérias ou parasitas.


A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Cancro (IARC), agência de investigação do cancro da OMS,mantém uma classificação dos agentes que causam cancro.

O envelhecimento é outro fator fundamental para o desenvolvimento da doença. A incidência  aumenta dramaticamente com a idade, provavelmente devido à acumulação de riscos para determinados cancros e à  tendência para os mecanismos de reparação celular serem menos eficazes à medida que vai se envelhecendo. 

Quais são os fatores de risco?

Cerca de um terço das mortes por cancro são devidos aos cinco principais riscos comportamentais e alimentares: 
  • tabagismo;
  • alto índice de massa corporal;
  • baixa ingestão de frutas e legumes;
  • falta de atividade física;
  • consumo de álcool.
O  tabaco é o fator de risco mais importante causando cerca de 20% das mortes por cancro globais e cerca de 70% das mortes no mundo por cancro de pulmão.

Algumas infecções crônicas são fatores de risco e tem grande relevância principalmente em países de baixo e médio desenvolvimento. O vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e alguns tipos de vírus do papiloma humano (HPV) aumentam o risco de cancro do fígado e do colo do útero, respectivamente e são responsáveis ​​por até 20% das mortes por cancro em países de baixo e médio desenvolvimento.
A infecção pelo HIV aumenta substancialmente o risco de cancro, especialmente o cervical. 

Como pode a incidência do cancro ser reduzida?

São fundamentais dois tipos de abordagem:

1.Estratégias de prevenção

-        Evitar os fatores de risco
-         Vacinar contra o vírus do papiloma humano (HPV) e vírus da hepatite B (HBV).
-        Controlar de riscos ocupacionais.
-        Reduzir a exposição a radiações não-ionizantes pela luz solar. (UV)
-        Reduzir a exposição à radiação ionizante.

2. Detecção precoce

A detecção precoce baseia-se em dois componentes fundamentais:

-          O diagnóstico precoce

A consciência dos sinais e sintomas numa fase inicial (para tipos de cancro, como de pele, colo do útero, mama, colo-rectal e bucal) leva ao diagnóstico e tratamento do cancro em estágio primário. 

O diagnóstico precoce é particularmente relevante quando não há métodos de rastreio eficazes ou  não há rastreio e tratamento com intervenções implementadas. Na ausência de qualquer detecção precoce ou rastreio e tratamento de intervenção, os pacientes são diagnosticados em estágios muito avançados em que o tratamento definitivo não é mais uma opção.

-          O rastreio

O rastreio visa identificar os indivíduos com alterações sugestivas de um cancro específico ou pré-cancro e encaminhá-los prontamente para tratamento ou quando viável, para o diagnóstico.

Exemplos de métodos de rastreio são:

-   inspeção visual com ácido acético (VIA) para o cancro cervical;
-   teste de HPV para o cancro do colo do útero;
-   teste de citologia PAP para o cancro cervical;
-   mamografia para o cancro da mama.




Tipos de tratamento

O diagnóstico correto é essencial para o tratamento adequado e eficaz, uma vez que cada tipo de cancro exige um regime de intervenção específica que abrange uma ou mais modalidades, tais como cirurgia e / ou radioterapia e / ou quimioterapia. 
O principal objetivo é curar ou  melhorar a qualidade e prolongar a vida do paciente.

-Potencial de cura para os cancros detectáveis em fase inicial

Alguns dos tipos de câncer mais comuns, tais como  da mama, do colo, útero, boca e colorretal, têm elevadas taxas de cura quando detectados precocemente e tratados de acordo com as melhores práticas.

-Potencial de cura para outros cancros

Alguns tipos de cancro, embora disseminados, como leucemias e linfomas em crianças, e seminoma testicular, têm altas taxas de cura se o tratamento for adequado.

        O cancro em números

     As últimas estatísticas disponíveis, são as de 2012. Os cancros que mais causaram mortes foram:

  • pulmão (1,59 milhão de mortes);
  • fígado (745 000 mortes);
  • estômago (723 000 mortes);
  • colorretal (694 000 mortes);
  • mama (521 000 mortes);
  • esófago (400 000 mortes).
O cancro continua a ser uma das principais causas de morte no mundo, tendo sido responsável por 8,2 milhões de mortes em 2012.

















Em 2012, nos homens, os cinco locais mais comuns 
diagnosticados foram: 

pulmão;
- próstata;
- colorretal;
- estômago;
- fígado

enquanto que nas mulheres, foram:  

mama;
- colorretal;
- pulmão, 
- colo do útero
estômago.






Mais de 60% do total de novos casos anuais no mundo, ocorrem
na África, Ásia e África Central e América do 
Sul

Estas regiões são responsáveis ​​por 70% das mortes por
cancro no mundo.

Prevê-se que os casos anuais de cancro aumentarão de 14
milhoes em 2012 para 22 milhões nas próximas 2 décadas.


A resposta da OMS

Em 2013, a OMS lançou o Plano de Ação Global para a Prevenção e Controle de Doenças Não-Transmissíveis 2013-2020 
(http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/94384/1/9789241506236_eng.pdf?ua=1), que visa reduzir em 25% a mortalidade prematura por cancro, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas até 2025. 

A fim de combater a epidemia global do cancro e de doenças não transmissíveis (DNT), a OMS elaborou o perfil de cada país para o cancro de forma a  sintetizar , num documento de referência, o estado global de prevenção e controle do cancro. O documento inclui dados sobre mortalidade e incidência; fatores de risco; disponibilidade de planos nacionais; monitorização e vigilância; políticas de prevenção primária; triagem; tratamento e cuidados paliativos:


ANGOLA: http://www.who.int/countries/ago/en/
BRASIL: http://www.who.int/countries/bra/en/
CABE VERDE: http://www.who.int/countries/cpv/en/
GUINÉ-BISSAU: http://www.who.int/countries/gnb/en/
MOÇAMBIQUE: http://www.who.int/countries/moz/en/
PORTUGAL: http://www.who.int/countries/prt/en/
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: http://www.who.int/countries/stp/en/
TIMOR LESTE: http://www.who.int/countries/tls/en/

A OMS e o IARC, têm colaborado com outras organizações das Nações Unidas e parceiros para:

- aumentar o compromisso político para a prevenção e controle do cancro;
- coordenar e realizar pesquisas sobre as causas do cancro humano e os mecanismos da carcinogénese;
-  monitorar a carga de cancro (como parte do trabalho da Iniciativa Global sobre Registros de Cancro GICR);
-  desenvolver estratégias científicas para a prevenção e controle do câncer;
- gerar novos conhecimentos, e disseminá-lo para facilitar a entrega de abordagens baseadas em evidências para o controle do cancro;
- desenvolver padrões e ferramentas para orientar o planejamento e implementação de intervenções para a prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados;
- facilitar grandes redes de parceiros de controle do cancro e peritos a nível mundial, regional e nacional;
-  fortalecer os sistemas de saúde a nível nacional e local para entregar tratamentos e cuidados para pacientes com cancro; e
- prestar assistência técnica para uma rápida, efetiva transferência das intervenções de melhores práticas para os países em desenvolvimento.




FONTE: