quarta-feira, maio 06, 2015

Higienize suas mãos


Manter as mãos limpas previne a propagação de doenças e infeções.


Lavar as mãos, apesar de ser um gesto simples, é a melhor maneira de prevenir a transmissão de doenças.

As nossas mãos devem ser sempre limpas antes da manipulação de comida e da refeição, antes e depois do contato com pessoas doentes e do tratamento de uma ferida ou corte e após utilizar a casa de banho, mudar fraldas, assoar o nariz, tossir ou espirrar e após a manipulação de lixo e o contacto com animais.


Lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira de reduzir o número de microorganismos nestas. No entanto, se não houver disponível água e sabão, a utilização de um desinfectante à base de álcool (com pelo menos 60% de álcool) consegue reduzir rapidamente o número de alguns tipos de microorganismos.


Como se deve lavar as mãos?


I. Higiene das mãos com água e sabão

1. Molhe as mãos com água.

2. Aplique sabão.

3. Esfregue as palmas das mãos.

4. Esfregue a palma da mão sobre o dorso da mão oposta com os dedos entrelaçados.

5. Esfregue as palmas das mãos com os dedos entrelaçados.

6. Esfregue o dorso dos dedos virados para a palma da mão oposta.

7. Envolva o polegar esquerdo com a palma e os dedos da mão direita, realize movimentos circulares e vice-versa.

8. Esfregue as polpas digitais e unhas contra a palma da mão oposta, com movimentos circulares.

9. Friccione os punhos com movimentos circulares.

II. Higiene das mãos com desinfetante à base de álcool


1. Posicione a mão em forma de concha e coloque o produto, em seguida espalhe-o por toda a superfície das mãos.


2. Esfregue as palmas das mãos.

3. Esfregue a palma da mão sobre o dorso da mão oposta com os dedos entrelaçados.

4. Esfregue as palmas das mãos com os dedos entrelaçados.

5. Esfregue o dorso dos dedos virados para a palma da mão oposta.

6. Envolva o polegar esquerdo com a palma e os dedos da mão direita, realize movimentos circulares e vice-versa.

7. Esfregue as polpas digitais e unhas contra a palma da mão oposta, com movimentos circulares.

8. Friccione os punhos com movimentos circulares.

9. Espere que o produto seque naturalmente. Não utilize papel-toalha.

Abaixo estão as 8 principais razões para o cuidado com a higienização das mãos: 

1.A higienização das mãos salva vidas.
2.A higienização das mãos nos serviços de saúde salvou milhões de vidas nos últimos anos.
3.A higiene das mãos é um indicador da qualidade dos sistemas de saúde seguros.
4.As infecções podem ser evitadas através da higiene correta das mãos, impedindo danos no paciente e profissional de saúde por menos de US $ 10.
5.Estão disponiveis tecnologias acessiveis para lavar as mãos Gel de limpeza à base de álcool, que custa cerca de US $ 3 por garrafa, pode impedir infeccoes associadas a cuidados de saude e milhões de mortes a cada ano.
6.A higienização existe na mídia, o que significa que é um tópico importante, quer devido ás infeccções associados aos cuidados hospitalares quer a surtos de doenças mortais como o Ebola.
7.Incorporar momentos específicos para a higienização das mãos no fluxo de trabalho profissional de saúde faz com que seja mais fácil de fazer a coisa certa a cada minuto, a cada hora, a cada dia.
8.A prevenção de infecção está no centro do reforço dos sistemas de cuidados de saúde. A higiene das mãos é fundamental para todas as intervenções, quer a inserção de um dispositivo invasivo, gerenciando uma ferida cirúrgica, ou dando uma injeção.



Não se esqueça, lave as suas mãos !!!


Fonte:  http://inter.coren-sp.gov.br/livretos e http://www.cdc.gov/features/handwashing/

domingo, maio 03, 2015

Comissário-geral de agência da ONU para refugiados da Palestina abre exposição em Brasília

A partir do dia 7 de maio, a cidade de Brasília, capital do Brasil recebe a exposição fotográfica “Uma Longa Jornada” no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. A mostra ficará aberta ao público, com entrada franca, até 27 de junho de 2015, de terça a domingo, das 9h às 18h30.

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, em sua primeira visita oficial ao Brasil, participará da abertura e estará na capital federal nos dias 6 e 7 de maio participando de uma série de encontros e atividades oficiais. No dia 8 de maio o comissário-geral encerrará a visita em São Paulo.

“Uma Longa Jornada” – composta por 40 fotos e cinco curtas-metragens – conta a história da prolongada crise de refugiados no Oriente Médio. 

Por meio de fotografias históricas e filmagens do arquivo da UNRWA, o espectador pode testemunhar um dos mais longos casos de migração forçada da história moderna, as violações de direitos humanos perpetradas e os desafios enfrentados pelos refugiados da Palestina.

A exposição – que já foi montada em diversos lugares do mundo, como Roma, Jerusalém, Nova York e Marrocos – teve seu projeto no Brasil desenvolvido exclusivamente pelo escritório de arquitetura e design Atelier Marko Brajovic, e mostra também o trabalho da UNRWA nos cinco locais onde atua (Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria).

A iniciativa é uma parceira da UNRWA com o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, da Liga dos Estados Árabes no Brasil, da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) e do Atelier Marko Brajovic.

Noticia publicada em http://nacoesunidas.org/comissario-geral-da-agencia-das-nacoes-unidas-de-assistencia-aos-refugiados-da-palestina-unrwa-abre-exposicao-em-brasilia/

quinta-feira, abril 30, 2015

Dia do Trabalhador - 1 de maio


Durante o século XVIII, a Inglaterra vivia a Revolução Industrial, que aos poucos se espalhou pela Europa, chegando posteriormente aos Estados Unidos.

A Revolução Industrial contribuiu enormemente para o crescimento dos grandes centros urbanos, trazendo milhares de operários para trabalharem nas recém criadas indústrias. 
No entanto passado a primeira euforia de ter emprego e desta forma poder sustentar suas famílias, os trabalhadores começaram a entender que as horas  de trabalho eram excessivas, as vezes 16 horas por dia, que eles tinham poucos direitos e o lucro da empresa era somente dos empregadores que em muitos casos, os tratavam como escravos.

Desta forma, foram surgindo os sindicatos e movimentos de trabalhadores, que educavam os trabalhadores e discutiam questões sociais.

Greves foram as principais formas dos trabalhadores exigirem melhorias no trabalho e aumento de salário e tornaram-se um instrumento de pressão forte.

1 de maio - Dia do Trabalho


Em 1886 na industrializada cidade de Chicago, Estados Unidos, trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia houve uma grande greve geral dos trabalhadores em todo os Estados Unidos.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. 

No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. 

O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.


Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida em Paris no dia 20 de junho de 1889, criou-se o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

O Dia do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente em várias partes do mundo, sendo feriado em todos os paises da CPLP.



- Em Angola, este feriado só começou a ser celebrado após a independência de Angola, em 1975.

- No Brasil, com a chegada de imigrantes europeus, as ideias de princípios e leis trabalhistas vieram junto. Em 1917 houve uma greve geral, com o fortalecimento da classe operaria. Finalmente, em 1925 o dia 1º de Maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes.

- Em Cabo Verde, o 1.º de Maio foi comemorado pela primeira vez em 1974, o mesmo ano que Portugal.

- Em Moçambique, durante o período colonial (até 1975), os moçambicanos estavam proibidos de celebrar o 1º de Maio em virtude da natureza repressiva do regime colonial português. Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, económicas e sociais que o país sofreu a partir de finais da década de 80, registrou-se um crescimento do movimento sindical em Moçambique.

- Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se comemora livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

1 de Maio de 1974
“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo


FONTE:

O 70º aniversário da UNESCO

HISTÓRIA DA UNESCO



FOTO- UNESCO 

Em 1945, a UNESCO foi criada, a fim de responder à firme convicção de nações, forjada por duas guerras mundiais em menos de uma geração, que os acordos políticos e económicos não são suficientes para construir uma paz duradoura. A paz deve ser estabelecida com base na solidariedade intelectual e moral da humanidade.

A UNESCO se esforça para construir redes entre as nações que permitam esse tipo de solidariedade, através da:

- Mobilização para a educação: para que cada criança, menino ou menina, tenha acesso a uma educação de qualidade como um direito humano fundamental e como pré-requisito para o desenvolvimento humano.

- Construção da compreensão intercultural: através de proteção do patrimônio e apoio à diversidade cultural.

- Prosseguir a cooperação científica: como os sistemas de alerta precoce para tsunamis ou acordos de gestão de águas transfronteiriças, para fortalecer os laços entre as nações e sociedades.

- Proteger a liberdade de expressão: uma condição essencial para a democracia, desenvolvimento e dignidade humana.


FOTO- UNESCO

Hoje, a mensagem da UNESCO nunca foi mais importante. É necessário criar políticas holísticas que sejam capazes de abordar as dimensões sociais, ambientais e econômicas do desenvolvimento sustentável. Esta nova forma de pensar sobre o desenvolvimento sustentável reafirma os princípios fundadores da Organização e reforça o seu papel:

- Em um mundo globalizado com sociedades interligadas, o diálogo intercultural é vital se quisermos viver juntos, reconhecendo nossa diversidade.

- Em um mundo incerto, o futuro das nações depende não só do seu capital econômico ou recursos naturais, mas em sua capacidade coletiva para compreender e antecipar as mudanças no ambiente - através da educação, da investigação científica e da partilha de conhecimentos.

- Em um mundo instável - marcado por movimentos democráticos, a emergência de novas potências econômicas e sociedades enfraquecidas por vários fatores de estresse - o sistema educativo, científico e cultural das sociedades - juntamente com o respeito pelos direitos fundamentais - garantem a sua resistência e estabilidade.

- Em um mundo conectado - com a emergência da economia do conhecimento e sociedades criativas, juntamente com o domínio da Internet, a plena participação de todos no novo espaço público global é um pré-requisito para a paz e o desenvolvimento.



FOTO-UNESCO


A UNESCO é conhecida como a agência "intelectual" da Organização das Nações Unidas. O mundo está à procura de novas maneiras de construir a paz e o desenvolvimento sustentável, as pessoas devem confiar no poder da inteligência para inovar, expandir seus horizontes e manter a esperança de um novo humanismo. A UNESCO existe para trazer essa inteligência criativa para a vida; pois é na mente dos homens e mulheres que as defesas da paz e as condições para o desenvolvimento sustentável deve ser construída.

O 70º aniversário da UNESCO

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon e os chefes de todas as agências da ONU irão se juntar à Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, para comemorar o 70º aniversário da UNESCO no dia 28 de abril, na sede da Organização, em Paris.

FOTO-UNESCO

A celebração vai honrar as realizações e ações da Organização em todo o mundo que tem como objetivo  fortalecer a paz e o desenvolvimento sustentável, através da educação, cultura, ciências, informação e comunicação

Ao longo dos anos, a UNESCO tem mobilizado toda a força de sua experiência e mandato para responder às emergências e criar uma visão de longo prazo para o desenvolvimento sustentável. Emergências humanitárias e culturais em países afetados por conflitos são agora uma característica fundamental das ações da UNESCO.

Irina Bokova - Diretora-Geral da UNESCO
A Diretora-Geral afirmou: "A UNESCO trabalha para colocar a educação de qualidade, a proteção do patrimônio cultural e a liberdade de expressão como parte integrante de qualquer resposta política eficaz e sustentável a situações de conflito, como aspectos-chave de toda a construção da paz no século XXI ".

A celebração na UNESCO irá marcar o 70º aniversário da sua criação como uma Organização das Nações Unidas. O ano de 2015 também marca o fim dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e o lançamento de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável global.

Como o Secretário-Geral Ban Ki-moon observou, "o ano de 2015 é uma oportunidade única para uma geração. Nosso objetivo é colocar as pessoas no centro e proteger nosso único planeta. Nosso dever é acabar com a pobreza, deixar ninguém para trás e construir uma vida digna para todos. "

Secretário - Geral da ONU, Bam Ki-moon e a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova

Hoje, 30 de Abril, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon e a Diretora-Geral , Irina Bokova, vão participar do principal concerto para o Dia Internacional de Jazz, que marcará a continuará da celebração do 70º aniversário da UNESCO. O evento trará dezenas de artistas que se juntarão em um palco para a celebrarção do jazz e da diplomacia cultural.

Os eventos da celebração do aniversário de 70 anos da UNESCO, serão transmitidos hoje, 30 de Abril, no site da Organização.

FONTES: http://en.unesco.org/ 


domingo, abril 26, 2015

Semana Mundial de Vacinação de 2015: "Fechar a lacuna da imunização"


OMS

Comemorada na última semana de Abril (24-30), a Semana Mundial da Vacinação, tem como objetivo promover o uso de vacinas para proteger as pessoas de todas as idades contra doenças.


Proteção ao longo da vida

A imunização é amplamente reconhecida como uma das intervenções de saúde mais bem-sucedidas e rentáveis. Impede a morte de 2 a 3 milhões de pessoas todos os anos e protege as crianças, não apenas contra doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis há muitos anos,  a difteria, o tétano, a poliomielite e sarampo, mas também contra doenças como a pneumonia e diarreia por rotavirus, dois dos maiores assassinos de crianças menores de 5 anos. Atualmente, adolescentes e adultos podem ser protegidas contra doenças potencialmente fatais, como a gripe, meningite e cancro (colo do útero e de fígado), graças a novas e sofisticadas vacinas.

No entanto,  1 em cada 5 crianças não está  vacinada: em 2013, cerca de 21,8 milhões de crianças não receberam vacinas. Oferta insuficiente de vacinas, falta de acesso aos serviços de saúde, falta de informações precisas sobre a vacinaçãoe apoio político e financeiro insuficiente, são entre algumas das razões.



OMS

10 fatos sobre a imunização lançados pela OMS 

1. A imunização previne anualmente entre 2-3 milhões de mortes.

2. As crianças estão a ser imunizadas, agora mais do que nunca!


3. Estima-se que 19,3 milhões de crianças com menos de 1 ano de idade ainda não receberam a vacina DTP3 (difteria, tétano e coqueluche).
70% destas crianças vivem em 10 países: Afeganistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Iraque, Nigéria, Paquistão, África do Sul e Uganda.

4. Mais de um milhão de lactentes e crianças morrem todos os anos de doença pneumocócica e diarreia por rotavírus.
A primeira dose das vacinas contra o rotavisrus deve ser administrada entre as 6-15 semanas de idade.

5. As parcerias publico-privadas facilitam o desenvolvimento e introdução das vacinas.


6. As vacinas contra a influenza tem aumentado significativamente.

7. A mortalidade global por sarampo diminuiu em cerca de 78%.


8. A incidência de poliomielite foi reduzida em 99%.

9. As mortes por tétano neonatal têm decrescido progressivamente
10. A imunização abre oportunidades para que outras medidas sejam tomadas para salvar vidas.


Campanha da OMS 2015: "Close the Immunization Gap"- "Fechar a lacuna da imunização"


OMS

A semana Mundial da Vacinação de 2015 vem renovar o esforço regional, global para acelerar as ações de forma a aumentar a conscientização e demanda para a imunização das comunidades, e melhorar os serviços de entrega de vacinação.

A campanha deste ano se concentra em reduzir o déficit de imunização, conforme descrito no Plano de Acção Global de Vacinas (GVAP). O Plano - aprovado pelos 194 Estados-Membros da Assembléia Mundial da Saúde em maio de 2012 - é uma estratégia para evitar milhões de mortes até 2020, através do acesso universal às vacinas para as pessoas em todas as comunidades.

O GVAP tem como objetivos:
  • reforçar a vacinação de rotina para cumprir as metas de cobertura vacinal;
  • acelerar o controle de doenças imunopreveníveis com a erradicação da pólio como o primeiro marco;
  • introduzir vacinas novas e melhoradas;
  • estimular a pesquisa e desenvolvimento para a próxima geração de vacinas e tecnologias.
Assista aqui ao vídeo da Campanha: 




Poster da Campanha da OMS


sexta-feira, abril 24, 2015

Dia Mundial da Luta contra a Malária - 25 de Abril




No Dia Mundial de Luta contra a Malária 2015, a Organização Mundial de Saúde está destacando a importância para o compromisso de um mundo livre de Malária. O tema, definido pela parceria “Roll Back Malaria”, é “Investir no futuro: Vamos derrotar a Malária”.

FOTO - OMS
Isso reflete os ambiciosos objetivos e metas fixadas nas estratégias pós-2015, apresentadas na Assembléia Mundial da Saúde, em maio. Quatro países ficaram livres da malária na última década e o plano estabelece a meta de eliminação da doença, a partir de mais de 35 países em 2030.

Enquanto enormes ganhos na luta contra a malária têm sido realizados nos últimos anos, a doença ainda tem um impacto devastador sobre a saúde das pessoas em todo o mundo, principalmente na África, onde mata quase meio milhão de crianças menores de 5 anos todos os anos.  


Ferramentas eficazes para prevenir e tratar a malária já existem, mas é necessário maiores investimentos para torná-los disponíveis a pessoas que necessitam e também, para combater a emergente resistência a inseticidas.

Mas, o que é a Malária?

Malária é uma doença potencialmente fatal causada por parasitas transmitida a pessoas através da picada de mosquitos infectados. No entanto, esta doença é curável e evitável!

Cerca de 3,4 bilhões de pessoas estão em risco de contrair malária, de entre os quais 1,2 bilhões apresentam risco elevado.
Em 2012, estima-se que tenham ocorrido entre 473 000 a 789 000 mortes provocadas por malaria, maioritariamente crianças africanas. 

Em 2013, 97 países continuam a ter transmissão de malária.

Viajantes não-imunes de zonas sem malária são particularmente vulneráveis à doença quando infectados.

A malária é causada por parasitas Plasmodium sp. Os parasitas são transmitidos através da picada do mosquito Anopheles, os vetores da malária, que atacam principalmente na madrugada e no crepúsculo.
Existem quatro espécies que podem causar malária em humanos:
  • Plasmodium falciparum
  • Plasmodium vivax
  • Plasmodium malariae
  • Plasmodium ovale

parasitas Plasmodium spp. em eritrócitos
Plasmodium falciparum and Plasmodium vivax são so mais comuns. Plasmodium falciparum é o mais letal.

Mais recentemente, têm havido alguns casos de malária em humanos com Plasmodium knowlesi – uma espécie que causava malária em macacos e ocorrem em algumas áreas florestais do Sudeste Asiático.

Transmissão

A malária é transmitida exclusivamente através da picada dos mosquitos Anopheles. A intensidade da transmissão depende de fatores relacionados com o parasita, o vetor, o hospedeiro e o ambiente.

Existe cerca de 20 espécies diferentes de Anopheles que são importantes neste âmbito. Todos os vetores mordem de noite. Os mosquitos Anopheles procriam na água e cada espécie tem as suas condições preferenciais. Alguns preferem águas superficiais como poças e campos de arroz. Maior intesidade é observada em locais onde a longevidade do mosquito é maior (o parasita tem tempo para completar o desenvolvimento no interior do mosquiro). A grande longevidade e o forte hábito para picar humanos dos vetores africanos é uma das razões pelas quais cerca de 90% das mortes provocadas por malária ocorrem na África.


A transmissão também depende das condições climáticas como padrão de precipitação, temperatura e humidade, que podem afetar a sobrevivência e o número de mosquitos. 

Educação: um professor ensina sobre os mosquitos e a malária
Em muitos lugares, a transmissão é sazonal, ocorrendo um pico durante a época das chuvas. Epidemias de malária podem ocorrer quando o clima e outras condições favorecem a transmissão numa região onde as pessoas têm imunidade baixa ou nula contra a malária.

Sintomas

A malária é uma doença febril aguda. Num indivíduo não-imune, os sintomas aparecem sete dias ou mais (geralmente 10-15 dias) após a picada do mosquito infectante.

Os primeiros sintomas são: 

- Febre 
- Dor de cabeça 
- Calafrios e vômitos 

As crianças com malária grave desenvolvem frequentemente um ou mais dos seguintes sintomas: anemia grave, dificuldade respiratória devido a acidose metabólica, ou malária cerebral. Em adultos, o envolvimento de múltiplos órgãos também é frequente. Em áreas endêmicas da malária, as pessoas podem desenvolver imunidade parcial, permitindo que as infecções assintomáticas ocorram.


Grupos de risco

- Crianças de tenra idade em áreas de transmissão sustentada que ainda não desenvolveram imunidade a formas severas da doença;

- Mulheres grávidas não-imunes ou semi-imunes. A Malária causa uma taxa elevada de aborto e pode levar a morte materna, e pode causar perda de peso ao nascimento, principalmente na primeira ou segunda gravidez;

- Mulheres grávidas semi-imunes infetadas com HIV em áreas de transmissão sustentada. Durante a gravidez, mulheres infectadas com malária têm maior probabilidade de passar a infecção por HIV para os fetos;

- Indivíduos com SIDA ou HIV positivo;

- Viajantes de áreas não endémicas, por ausência de imunidade;
Família e amigos que visitem indivíduos que residem em áreas endémicas, por ausência de imunidade.

Diagnóstico e tratamento
teste rápido de diagnóstico Binax NOW

O diagnóstico precoce e tratamento da malária reduz a severidade da doença e previne mortes. Contribui também para reduzir a transmissão.

A melhor terapia disponível para malária por P. falciparum é a terapia combinada com artemisinina (ACT).

A OMS recomenda que todos os casos suspeitos sejam confirmados usando um teste de diagnóstico rápido ou ao microscópio antes da administração do tratamento. Os resultados da confirmação podem estar disponível em menos de 15 minutos. Tratamento baseado somente em sintomas deve ser realizado apenas quando não existem meios de diagnóstico. 

Para recomendações mais detalhadas por favor consulte as Diretrizes da OMS.

Para ver formas parasitárias, consulte a página do CDC:
http://www.cdc.gov/dpdx/malaria/gallery.html

Prevenção

O controle de vetores é a principal forma de reduzir a transmissão da malária a nível comunitário.

Para indivíduos, proteção pessoal contra picadas de mosquitos é a primeira linha de defesa na prevenção da malária.

Podem ser usadas redes mosquiteiras tratadas com inseticidas (ITNs). A forma preferencial são as redes com inseticidas duradouros. Outra forma de reduzir a transmissão é usar spray residual de inseticidas. Spray no interior pode ser eficaz entre 3 a 6 meses dependendo do inseticida e do tipo de superfície. DDT pode ser eficaz até 12 meses em alguns casos. Novos inseticidas estão também a ser desenvolvidos.

Para viajantes, a malária pode ser também prevenida através de quimioprofilaxia, que suprime as fases hematológicas da malária. Para além disso, a OMS recomenda tratamento preventivo intermitente com SP para mulheres grávidas e crianças de tenra idade em áreas de elevada transmissão.

redes mosquiteiras

Resistência a inseticidas

Grande parte do sucesso no controle da malária deve-se ao controle de vetores. No entanto, este é muito dependente do uso de piretróides, que é a única classe atualmente recomendada para uso em redes mosquiteiras. Recentemente, resistência a piretróides começaram a surgir em vários países. Em algumas regiões, resistência às 4 classes de inseticidas usados para a saúde pública foram detetadas. Felizmente, a resistência está apenas associada a redução da eficácia, e a maioria continua a ser uma ferramenta altamente eficaz para quase todos os quadros.


FOTO - Green Overdose
Em países da África subsaariana e na Índia, caracterizados por elevados níveis de transmissão da malária e com relatos difundidos de casos de resistência a inseticidas, a preocupação foca-se no desenvolvimento de inseticidas alternativos.






A detecção de resistências deve ser a parte essencial dos esforços nacionais para o controle da malária. A escolha do inseticida deve ser sempre baseada em dados locais mais recentes sobre a suscetibilidade dos vetores.

Vigilância

Os sistemas de vigilância da malária detectam apenas cerca de 14% do estimado número de casos globais. Melhores sistemas de vigilância são necessários para uma resposta atempada e efetiva à malária em regiões endêmicas para prevenir surtos, seguir o progresso e responsabilizar os governos e a comunidade.

Eliminação

Com base nos casos reportados em 2012, 52 países estão num bom caminho para reduzir a incidência por 75%, dentro do objetivo para 2015. O uso em grande escala das estratégias recomendadas pela OMS, das ferramentas atualmente disponíveis, o compromisso nacional e esforços conjuntos com parceiros permitirá a mais países reduzir a carga da doença e progredir para a eliminação.

Nos últimos anos, 4 países foram certificados como tendo eliminado a malária: Emirados Árabes Unidos (2007), Marrocos (2010), Turquemenistão (2010), Armênia (2011).

Vacinas

Atualmente não existem vacinas licenciadas contra a malária ou qualquer outro parasita humano. Uma vacina experimental contra P. Falciparum, conhecida como RTS, S/AS01, está em desenvolvimento. Está neste momento a ser avaliado em grande escala em 7 países da África. Os resultados finais são esperados no final de 2014, e recomendações sobre o uso ou não desta vacina no controlo da malária está prevista para o final de 2015.

Fundos

FOTO - StockphotoMShep2
Uma estimativa de 5,1 bilhões de dólares são necessários por ano para atingir cobertura universal das intervenções contra malária. No entanto, os fundos continuam a ser escassos, comparado com a necessidade. Em 2012, o total dos fundos internacionais e domésticos usados para malária foi de 2,5 bilhões, menos de metade do necessário.

Bibliografia:
http://www.who.int/campaigns/malaria-day/2014/en/
http://www.rollbackmalaria.org/news-events/events/world-malaria-day

quarta-feira, abril 22, 2015

SIMBA investiga movimentações bancárias em Congresso Anticrime


A Procuradoria Geral da República (PGR) do Brasil apresentou durante o 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, em Doha, a ferramenta SIMBA, Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias.

SIMBA é um software que permite o tráfego pela Internet de dados bancários entre instituições financeiras e diversos órgãos investigadores.

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