segunda-feira, janeiro 28, 2008

A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE COMPLETA 60 ANOS

Genebra, Janeiro de 2008

Este ano comemora-se os 60 anos da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o tema Nossa saúde, Nosso futuro.

Nesta ocasião especial, serão lembrados os avanços da saúde pública global nos últimos 60 anos; a repercussão do trabalho da OMS e os seus desafios para o futuro.

WHO60 será dedicado a uma série de atividades e eventos a serem realizados ao longo do ano, cobrindo temas relacionadas com a saúde pública e mais especificamente com as questões vinculadas às seis áreas prioritárias na agenda da OMS.

Lançamento da WHO com uma exposição de fotografias
No primeiro dia do Conselho Executivo, no dia 21 de janeiro, a OMS lançou uma exposição de fotografias contando a história da organização nos últimos 60 anos, ressaltando marcos importantes como o desenvolvimento da primeira vacina contra a pólio, a erradicação da varíola, o desenvolvimento da atenção primária à saúde, o controle do tabagismo e a revisão do Regulamento Sanitário Internacional.


Esta exposição viajará depois para Nova York, onde será exibida no saguão principal das Nações Unidas no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, retornando a Genebra em maio, para a Assembléia Mundial da Saúde.

Uma versão ampliada da exposição estará disponível (em breve) no site da OMS.

WHO60 atividades e recursos
A partir de abril , uma série de eventos ressaltando as linhas futuras da OMS tais como proteger a saúde das mudanças climáticas (tema do próximo Dia Mundial da Saúde), o futuro da atenção primária à saúde e tecnologias de informação e comunicação, poderão ser vistas e discutidas.

Exemplos de atividades em desenvolvimento
- Livro ressaltando as conquistas na saúde pública nos últimos 60 anos.
- 60 faces, 60 Histories: Fotos e histórias de 60 pessoas - 30 funcionários da OMS (novos e antigos), e 30 outros indivíduos cujas vidas foram influenciadas, de alguma forma, pelo trabalho desenvolvido pela OMS. Esta exposição de fotos será exibida durante a Assembléia Mundial da Saúde em maio de 2008.
- Global Health Histories: Aproximadamente dez seminários sobre uma variedade de temas em colaboração com o Wellcome Trust para a história da medicina, Londres.
- Relatório Mundial da Saúde - 2008 cujo enfoque será na Atenção Primária à Saúde.
- Clássicos da saúde pública: Uma coleção de documentos médicos republicados no Boletim da OMS, acrescidos de um comentário atualizado.
- Uma fotografia da saúde publica global:
Pela primeira vez na história, pessoas de todo o mundo serão convidadas a fotografarem sua saúde num momento especifico no espaço de uma hora no tempo. O resultado será uma foto instantânea da saúde global, um ponto de comparação que trará 60 anos de trabalho em saúde publica global para o complexo mundo globalizado de hoje.
- Transmitindo a mensagem: Campanhas de saúde pública de 1948 a 2008. Uma coleção de pôsteres ressaltando a comunicação através de campanhas de saúde.

Vale a pena ficar atento às atividades da OMS este ano. http://www.who.int/

terça-feira, janeiro 15, 2008

Gestão da co-infecção TB-VIH em dez unidades de saúde de Angola e recomendações para o acesso universal

Este vídeo realizado em parceria entre a Direcção Provincial de Saúde do Governo da Província de Luanda e o escritório de representação da OMS em Angola é o mais importante realizado até o momento.

Apesar de um pouco longo, (14 minutos), pode-se bem avaliar o processo de como foi desenvolvida a politica e a implementação da Gestão integrada TB-VIH (Integrated Management Adult Illness – IMAI) em Angola.
Avalia-se também a dez unidades de saúde da província de Luanda (população de 4 milhões e meio de pessoas) onde todas as recomendações para o tratamento das coinfecções TB - VHI são acompanhadas de perto aspirando alcançar o acesso universal.

O Vídeo destaca recomendações simples, que se referem à organização do serviço e que não necessitam de grandes investimentos. São portanto viáveis.

Na parte final, propõe-se o fluxograma de acompanhamento dos pacientes a partir da triagem médica, começando pela clínica de TB e quando necessário, encaminhamento para a clínica de ART para o tratamento antiretroviral.

Vale destacar que este fluxograma está sendo usado nos cursos de capacitação da gestão integrada da coinfecção TB - VHI.

Este é um tema importante nos dias de hoje e vale a pena assistir.


Video enviado pelo Dr. Nando Campanella
Programa de HIV/SIDA

Representação da OMS em Angola
E-mail: campanellan@ao.afro.who.int
Tel: +244-222-332398
Fax: +244-222-332314


domingo, janeiro 13, 2008

África perde seus profissionais de saúde

Muitos países Africanos têm mais médicos e enfermeiros trabalhando em outros países e regiões do que em seus próprios países.
Há muito tempo vem-se discutindo o êxodo dos profissionais de saúde africanos, mas o recente estudo publicado pelo Human Resources for Health www.human-resources-health.com/content/6/1/1 sugere que o problema é ainda maior do que se imaginava.

Vários países, inclusive Moçambique e Angola, têm mais médicos em um único país do que em casa. Da mesma forma, para cada médico na Libéria, há dois trabalhando no estrangeiro.
O estudo, realizado pelo Centro para o Desenvolvimento Global www.cgdev.org, analisou registros censitários coletados entre 1999 e 2001, avaliando nove países receptores de migrantes: Reino Unido, EUA, França, Canadá, Austrália, Portugal, Espanha, Bélgica e África do Sul.
Este estudo é um dos primeiros a incluir médicos que nasceram na África e não só os que receberam treinamento no continente.
Os pesquisadores discutem que o enfoque no local de treinamento, subestima seriamente o impacto que a perda de profissionais de saúde tem nos serviços de saúde de um país.

Saindo da África
O relatório sugere que a migração dos médicos está intimamente ligada à guerra civil, à instabilidade política e à estagnação econômica.
Angola, República do Congo, Guiné-Bissau, Libéria, Moçambique, Ruanda e Serra Leoa, passaram por guerras civis nos anos 90 e, por volta do ano 2000, estes países já tinham perdido 40% de seus quadros médicos.
Países como o Quênia, que passaram por uma estagnação econômica no fim do século XX e Zimbábue, que viveu e ainda vive problemas políticos aliados a problemas econômicos, deparam-se com o êxodo de mais da metade de seus médicos.
Ao mesmo tempo, países com maior estabilidade e prosperidade, como Botswana, conseguiram manter muitos de seus médicos, assim como o Niger, um dos países mais pobres do continente.
Os pesquisadores discutem que isto pode estar relacionado com o fato de que os profissionais de saúde de países muito pobres não tem suficiente capital financeiro ou contatos no exterior para deixarem seus países.

O Reino Unido é um dos poucos países que introduziram um regulamento proibindo o recrutamento de profissionais da África Sub Saariana. Mas apesar da medida, estatísticas mostram que 17.620 médicos e enfermeiros Africanos se incorporaram ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) no ano passado.
O Departamento de Saúde informa que embora o NHS esteja proibido de recrutar profissionais vindos da África, nada pode fazer para evitar que profissionais destes países solicitem vistos de trabalho para o Reino Unido.

A instituição beneficente ActionAid afirma que a fuga de cérebros é uma grande ameaça para a África. Uma das formas mais eficazes de manter os profissionais de saúde em seus paises de origem, seria remunerá-los adequadamente. No entanto, os sistemas de saúde de muitos países Africanos estão extremamente carentes de financiamento, conforme o relato de Nick Corby, representante da ActionAid.
Segundo o estudo, o governo do Reino Unido prestaria um enorme serviço à África se aumentasse sua ajuda para manter os sistemas de saúde de países Africanos, assegurando que médicos e enfermeiros permaneçam onde são mais necessários.


terça-feira, janeiro 08, 2008

A lingua Portuguesa

As línguas
Existem mais de 6 mil e 800 línguas vivas no mundo.
51 línguas são faladas somente por uma pessoa.
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas.
Mas somente 240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a 100 anos restarão somente 100 línguas vivas. 24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.
Atualmente, o português é a sexta lingua mais falada no mundo.

A Língua Portuguesa
No período medieval, o português nasceu da separação do galaico-português em dois idiomas distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o português recebeu contribuições do grego e, principalmente do latim erudito que juntos, foram responsáveis pela variedade vocabular e pela estruturação lingüística e gramatical do idioma.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

Curiosidades
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
Admite-se que hoje sejam usadas 160 mil palavras na língua viva do Brasil e 140 mil palavras na língua viva em Portugal.
Uma criança usa 1.000 palavras.
Um adulto, 2.000.
Uma pessoa culta 5.000 .
Um pessoa erudita 10.000.

Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica.
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa.
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal.
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.
Em 1973, foi promulgada Lei em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa deveria entrar em vigor em 1° de janeiro de 1994.

Autor desconhecido.