Thursday, September 18, 2014

Transporte Aéreo Seguro contra o EBOLA

"Desculpe-me Senhor, preciso tirar sua temperatura."


Estas palavras são frequentemente ouvidas atualmente no aeroporto internacional de Monróvia, Libéria, onde um grupo de médicos e enfermeiros do Ministério da Saúde da Libéria abordam os passageiros que chegam e que saem do país.


Quando as pessoas deixam a Libéria, elas também têm que preencher um formulário para avaliar se eles estão em risco de infecção por terem tido contato com algum doente de Ebola. Se algum passageiro apresentar-se  com febre ou sintomas compatíveis com Ebola, outro questionário deverá ser preenchido para avaliar se essa pessoa está realmente doente com Ebola. "Nós detectamos várias pessoas com febre," diz o Dr. Lindgren Sokan, que trabalha no Aeroporto Internacional Roberts.

Bendu Yekeh é uma das enfermeiras que fazem a triagem nos aeroportos, segunda ela,  “As pessoas estão cooperando com a unidade de saúde e estão muito conscientes sobre o riscos dessa doença ".




Risco de transmissão do Ebola é baixo durante viagens aéreas :



O risco de transmissão da doença do vírus Ebola durante as viagens aéreas é baixo. Ao contrário de infecções como a gripe ou a tuberculose, o  Ebola não é transmitido através do ar. Para haver transmissão é necessário o contato direto com os fluidos corporais de pessoas ou animais mortos infectados.

A Libéria está agindo de acordo com as recomendações propostas pelos Regulamentos Internacionais de Saúde que preconiza o rastreamento de todas as pessoas que apresentarem  febre inexplicáveis em estados com risco de transmissão do Ebola, no momento que os passageiros estiverem deixando o país em aeroportos internacionais, portos marítimos ou que estejam viajando por passagens terrestres. O passageiro que apresentar sintomas sugestivos da doença  do Ebola não deve ser autorizado a viajar a menos que a viagem faça parte de uma evacuação médica apropriada.


Guiné e Serra Leoa,  dois dos países mais afetados pelo surto atual na África Ocidental, também adotaram medidas de triagem. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados está trabalhando em estreita colaboração com a OMS emu ma resposta para o surto, além de estar ajudando todos os três países com os procedimentos de triagem e treinamento de pessoal.

Fonte: OMS Setembro 2014

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