quinta-feira, abril 30, 2009

Nivel de alerta de pandemia passa para 5

Segundo a Diretora Geral da OMS, Dra Margaret Chan, a situação mundial causada pela gripe suina ainda não está controlada.
Ontem, 29 de abril de 2009, a Dra. Chan aumentou o nível de alerta de pandemia para o nível 5. A Diretora Geral afirmou que todos os países devem preparar-se para enfrentar esta pandemia e, por isso, aumentar a vigilância:

Dra. Chan também ressaltou que:

(...) As pandemias de gripe deve ser levadas a sério precisamente pela sua capacidade de rápida propagação em todos os países do mundo.

(...) Um fato positivo é que o mundo esta muito melhor preparado para enfrentar uma pandemia de gripe agora do que em qualquer outro momento da história.

(...) Muitos países estão a investigar esta gripe e disponibilizam toda a informação relativamente as descobertas para que, todos juntos, consigam travar esta pandemia.

(...) O aumento do estado de alerta para um nível mais alto é um sinal para governos, ministros de saúde e outros ministros, a indústria farmacêuticas e para a comunidade em geral de que acções devem ser tomadas com a maior urgência.

(...) Acima de tudo, isto é uma oportunidade para a solidariedade global procurando respostas e soluções que beneficiem todos os países, toda a humanidade. Afinal, é realmente toda a humanidade que está sob ameaça durante uma pandemia.


Ontem, 19 de abril de 2009, nove países confirmaram casos de gripe suína.

Infelizmente, já se confirmou a primeira fatalidade fora do México. Trata-se de um bebé mexicano de 23 meses que faleceu no Estado Americano do Texas. O governo dos Estados Unidos afirmou também que o número de pessoas infectadas no país subiu de 65 para 91 em dez Estados e que já existem casos suspeitos noutros paises da America do Sul

Quanto aos países da CPLP, o Brasil já confirmou que há duas pessoas suspeitas de terem contraído a doença, estando estas já a ser tratadas. No entanto, existem 36 casos os quais ainda não se chegou à conclusão se se trata da gripe suína. Também ontém, quarta-feira, segundo as notícias da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) existe um caso suspeito de uma criança de três anos em Portugal. Relativamente aos outros países da CPLP, ainda não tivemos informação da existência de casos de gripe suína.

quarta-feira, abril 29, 2009

Casos confirmados de gripe suína em sete países

Segundo boletim oficial da OMS divulgado nesta terça-feira dia 28 de abril de 2009, a situação sobre a gripe suína tem evoluído rapidamente. Os dados oficiais registrados até às 19:15 GMT de ontem incluíam casos confirmados em sete países.

O México continua a ser o país com o maior número de casos e segundo o Governo daquele país, há 1600 casos suspeitos da doença. De acordo com o Ministro da Saúde mexicano José Angel Cordoba, até o momento, foram confirmados 22 casos fatais.
Em outros seis países, há casos confirmados por exames laboratoriais, mas nenhuma morte foi atribuída, até agora, à gripe suína fora do México. Há casos confirmados nos Estados Unidos (64), Canadá (3), Nova Zelândia (2), Reino Unido (2), Israel (2) e Espanha (2).

A OMS continua a reforçar as recomendações anteriores, como a necessidade de lavar regularmente as mãos e procurar atendimento médico logo que haja sintomas da doença. Além disso, a OMS não recomenda limitações de viagens ou o fechamento de fronteiras.

Os países da CPLP não registraram, até agora, nenhum caso de gripe suína. Entretanto, um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde do Brasil às 19:30 de ontem, dia 28/04/2009, confirmava que há 20 pessoas sendo monitoradas pois apresentam alguns sintomas da doença, estiveram em áreas afetadas ou mantiveram contato com pessoas contaminadas. Mas, segundo esse mesmo boletim, nenhum desses 20 casos pode ser qualificado como "caso suspeito", de acordo com os critérios estabelecidos pela OMS.
Em Portugal, a ministra da Saúde, Ana Jorge, fez uma declaração ontem, terça dia 28/04/2009, informando que irá constituir uma Equipa de Acompanhamento da Gripe, responsável por monitorar a evolução da atual situação.

O seguinte alerta está sendo divulgado nos aeroportos de Portugal, com destaque para o site http://www.dgs.pt/, onde é possível acompanhar os trabalhos desenvolvidos no país sobre o surto da nova estirpe do vírus da gripe.

O Ministro da Saúde de Angola, José Van Dúnem também emitiu uma nota informativa que pode ser vista no Espaço Colaborativo ePORTUGUÊSe http://cspace.eportuguese.org.
comunicação

Este BLOG continuará a divulgar as últimas notícias oficiais da OMS relacionadas com a gripe suína.

terça-feira, abril 28, 2009

Perguntas frequentes sobre a gripe suína

- O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A e que ocasiona regularmente crises de gripe em porcos. O subtipo de vírus mais encontrado é o H1N1, mas outras variações também podem contaminar os porcos. Ocasionalmente o vírus vence a barreira entre espécies e afeta os seres humanos.


- Como as pessoas se contaminam com a gripe suína?
Normalmente, esses vírus não infectam os seres humanos. Entretanto, mutações genéticas no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, o contágio ocorre quando há contato direto entre os seres humanos e os porcos, embora alguns casos de transmissão de pessoa a pessoa tenham sido relatados. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.


- É seguro comer carne de porco?
Sim. Não há risco de contaminação ao se preparar adequadamente a carne de porco. O vírus é completamente destruído ao se cozinhar a carne a 70 graus celsius, o que corresponde à temperatura padrão para o preparo de qualquer carne.


- Há vacinas para a gripe suína?
Não existe até o momento, uma vacina para a doença em seres humanos, mas as autoridades estão trabalhando para tentar desenvolvê-la.

- Há medicamentos disponíveis para o tratamento?
Não há informações suficientes para fazer recomendações precisas para o uso dos antivirais, já que há uma resistência dos vírus em relação a essas drogas. Nos Estados Unidos e no México, as autoridades estão recomendando o uso do oseltamivir ou zanamivir para o tratamento da doença baseado nas características dos vírus dos locais. Felizmente, a maioria dos casos foram curados com cuidados médicos dispensando os medicamentos.

- Quais as recomendações para evitar o contágio?

  • Evite contato próximo com pessoas doentes ou provavelmente infectadas
  • Lave as mãos constantemente com água e sabão
  • Pratiques hábitos que favoreçam um bom estado de saúde: durma bem, coma alimentos saudáveis e pratique atividade física regularmente
  • Se você ficar doente, reforce os cuidados e limite o contato com os outros para evitar infectá-los. Se você estiver em um país com casos de gripe suína, siga as orientações das autoridades locais.


Fonte: Documento produzido pela OMS no dia 27 de abril para responder às perguntas mais frequentes (versão em inglês: http://www.who.int/csr/swine_flu/swine_flu_faq.pdf)

Acompanhe as principais informações relativas à gripe suína

Neste momento de alerta mundial devido à gravidade da situação da gripe suína originada no México, a OMS está trabalhando de forma intensiva para controlar a doença. Aqui no blog do ePORTUGUÊSe você poderá acompanhar em português as informações oficiais fornecidas pela OMS e pelos governos dos diversos países.

Na segunda-feira dia 27 de abril de 2009, o comitê de emergência da OMS realizou sua segunda reunião para discutir a questão da gripe suína. Este comitê, regido pelo Regulamento sanitário internacional, avaliou as informações disponíveis sobre os casos confirmados, assim como a possível propagação para outros países.

A diretora geral da OMS, Dr. Margaret Chan, decidiu aumentar o nível de alerta da fase 3 para a fase 4, seguindo as instruções do Comitê.
A escala varia de 1 a 6, e a fase 4 indica que a infecção ainda não está controlada e pode ainda vir a se transformar numa pandemia.
Na medida em que informações adicionais estejam disponíveis, a OMS poderá reduzir ou aumentar o nível de alerta.

Dr. Chan recomendou que as fronteiras entre os países não sejam fechadas e que não haja restrições às viagens internacionais. Todas as medidas devem seguir o Regulamento sanitário internacional.

Por fim, a diretora geral reforçou que a OMS se empenhará para encontrar uma vacina eficaz contra o vírus A/H1N1.

Informações atualizadas disponiveis no site da OMS: http://www.who.int/en/

segunda-feira, abril 27, 2009

Monitoramento da OMS em relação à gripe suina


A OMS está em estado de alerta e monitorando os casos de gripe suína no México e nos Estados Unidos, de hora em hora.
Segundo a diretora-geral da OMS, Dr. Margaret Chan, ainda não existe uma pandemia, mas a OMS está atenta e avaliando de perto a situação através de comunicação intensa e de hora em hora com o Ministro da Saúde do México e o CDC de Atlanta. "O que estamos vivendo é um estado de alerta e uma emergência na saúde pública global", disse Margaret Chan.
A diretora geral também recomendou que todos os países intensifiquem a vigilância.

Informações oficiais para o público geral serão diariamente atualizadas na página da OMS: http://www.who.int/en/

sexta-feira, abril 24, 2009

25 de Abril - Dia Mundial contra a Malária

A malária ainda é uma doença grave que provoca febres recorrentes e muitas vezes mortais. Atinge especialmente as crianças com menos de cinco anos de idade e mulheres grávidas.

Em 1897, Ronald Ross descobriu que a fêmea de um mosquito, com a sua picada destruía os glóbulos vermelhos da pessoa afetada.

A malária atinge quase metade da população mundial. A África é um dos locais mais atingidos onde 1 criança em cada 5 morre de malária. Mas a malária também é endêmica na Ásia, na América Latina e no Oriente Médio.

Para ressaltar a importância desta doença, foi criado o Dia Mundial da Malária em maio de 2007.


Este dia tem o objectivo de relembrar a existência da malária e incentivar o esforço global para a luta contra esta doença. O dia 25 de abril é uma boa oprtunidade para os países afectados trocarem experiências e darem-se apoio mútuo.

Mais informações em:

http://www.who.int/features/factfiles/malaria/en/index.html
http://www.who.int/mediacentre/events/annual/malaria/en/index.htm
http://www.rollbackmalaria.org/worldmalariaday/index.html

quarta-feira, abril 22, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

TropIKA.net

A rede TropIKA.net (acrônimo de Pesquisa em Doenças Infecciosas para Fomentar a Inovação e Aplicação do Conhecimento – Tropical Diseases Research to Foster Innovation and Knowledge Application) está orientada à gestão de informação e intercâmbio de conhecimento científico sobre as doenças infecciosas que mais afetam as populações pobres, incluindo entre outras malária, tubercolose, dengue, doença de chagas. (http://www.tropika.net/about/#menu-diseases).

A rede é uma das linhas de ação de apoio à pesquisa científica do Programa Especial de Pesquisa e Capacitação em Doenças Tropicas ( TDR - Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases- http://www.who.int/tdr/) da Organização Mundial da Saúde - OMS - (http://www.who.int/en/).

A função do TDR é avaliar as necessidades e prioridades globais de pesquisa em doenças infecciosas e contribuir para fortalecer o diálogo e a cooperação entre os principais atores para o avanço e disseminação do conhecimento científico ajudando a deenvlver as políticas e programas públicos na área.
TropIKA.net conta com a colaboração de um número crescente de organizações, redes, pesquisa, gestão de informação, comunicação científica, transferência de conhecimento e uso de metodologias e tecnologias de informação.
O Centro Latino-americano de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS - http://www.bireme.br)/ é uma das instituições que colaboram ativamente no desenvolvimento da TropIKA.net com base na sua capacidade e experiência com os produtos e serviços de informação e comunicação científica das redes da Biblioteca Virtual em Saúde e Scientific Electronic Library Online (SciELO - http://www.scielo.org/php/index.php?lang=pt).
TropIKA.net é uma plataforma web inovadora que se projeta no futuro como um portal de referência para a pesquisa científica em doenças infecciosas. Lançado em novembro de 2007, o portal TropIKA.net tem como foco principal os países em desenvolvimento e endêmicos em doenças infecciosas.

Saiba mais no site: http://espacio.bvsalud.org/boletim.php?articleId=04180741200956



quinta-feira, abril 16, 2009

Dar vida sem Morrer

O Documentário "Dar vida sem Morrer" é o primeiro de uma série de três que visa a redução da mortalidade materna e neonatal na Guiné Bissau, um país que exibe uma taxa de mortalidade materna de 1100 por 100.000 nascidos vivos (PNUD, 2008) e uma taxa de mortalidade infantil de 119 por 1000 nascidos vivos (World Health Statitiscs, 2008).

O projeto, realizado em parceria com a RTP (rádio e televisão de Portugal) e a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal irá beneficiar dois hospitais maternidades e 31 centros de saúde.

O primeiro documentário mostra a realidade atual de mães adolescentes, as condições inadequadas em que são feitos os partos e a vulnerabilidade da vida dos bebês.

Ficamos atentos para os outros.

Maiores informações: http://www.cplp.org/Comunicados.aspx?ID=317&Action=1&NewsId=690&currentPage=6&PID=305


domingo, abril 12, 2009

Argumentos para combater as mudanças climáticas

Segundo a OMS, os três principais argumentos para se combater as mudanças climáticas são:


1) A cada ano morrem aproximadamente 150.000 pessoas por problemas relacionados por alterações climáticas

Os riscos para a saúde devido às alterações climáricas, são muitos. Por exemplo: as doenças infecciosas podem ser influenciadas por fenômenos metereológicos extremos trazendo de volta doenças consideradas sob controle como a malária, a dengue e a febre amarela selvagem.
Da mesma forma, o aumento do nível do mar interfere fortemente na fertilidade do solo. O aumento da salinidade da terra reduz a produtividade agricola, resseca o solo e provoca inundações.
2) Melhorar as condições ambientais pode reduzir os problemas de saúde em mais de 25%

Mudanças nos sistemas de transporte e no consumo de energia terão forte impacto nos principais problemas de saúde pública mundiais. A poluição do ar exterior provoca a morte de mais de 800 000 pessoas por ano enquanto que a poluição do ar interior é responsável por 1,5 milhões de mortes por ano. Os acidentes de trânsito provocam a morte de 1,2 milhões de pessoas e a inatividade física é resposável por 1,9 milhões de mortes por ano.

3) Uma resposta eficaz exige uma acção global

Alguns grupos populacionais são mais vulneráveis às mudanças climáticas que outros. Jovens, mulheres, idosos, populações menos favorecidas e as populações que se encontram geograficamente distantes apresentam mais riscos.
Da mesma forma, as populações que vivem em pequenas ilhas, regiões montanhosas, áreas com menos oferta de água, as grandes metrópolis e as zonas costeiras de países em desenvolvimento também são mais fortemente afetadas por mudanças climáticas.
Apesar do impacto não ser sentidos uniformemente por todas as populações do planeta, as alterações climáticas exigem uma mudança de comportamento global para que a resposta possa ser sentida por todos.


terça-feira, abril 07, 2009

Dia Mundial da Saúde

O tema do Dia Mundial da Saúde deste ano é “Salvar vidas. Tornar os hospitais locais seguros em situações de emergência”.

O tema escolhido tem por objectivo reconhecer e chamar a atenção para a importância de garantir que todos os tipos de unidades de saúde estão protegidos e operacionais em situações de emergência e de crise humanitária.

Nesses momentos, a sobrevivência e os cuidados a prestar às populações dependem das unidades de saúde. Quando as unidades de saúde são destruídas ou os seus serviços são perturbados, os cuidados de saúde deixam de existir ou tornam-se inadequados, provocando sofrimento, incapacidades e perda de vidas. Em situações de emergência em larga escala, como as que resultam de terramotos ou cheias, alguns países chegam a perder 50% da sua capacidade hospitalar, num momento em que os serviços capazes de salvar vidas são mais necessários do que nunca.

Os países da Região Africana da OMS enfrentam crises e catástrofes naturais com uma frequência crescente. Em consequência destas, os estabelecimentos de saúde são fisicamente destruídos e o funcionamento dos serviços perturbado. Entre 1992 e 2004, 22 das 33 crises humanitárias no mundo que duraram dois ou mais anos ocorreram em África. Em 2006, 21 de um total de 31 apelos humanitários e nove dos 13 apelos lançados em 2007 provieram de países africanos. Só em 2008, mais de 90% dos Estados-Membros da Região Africana foram afectados por situações de emergência. Entre estas, contavam-se catástrofes naturais como as cheias, secas e surtos de doenças, bem como conflitos de diferentes níveis.

Nos últimos anos, o impacto das situações de emergência nas unidades de saúde e respectivas funções na Região Africana foi enorme. Os danos físicos às infraestruturas ficaram patentes em várias situações de emergência complexas. Por exemplo, num dos países da Região, 30% das unidades de saúde foram destruídas durante uma guerra civil. Em vários outros países foram as catástrofes naturais, em especial os ciclones e as cheias, que provocaram a destruição de infraestruturas, incluindo unidades de saúde. Acresce ainda que algumas destas últimas não puderam continuar a funcionar durante situações de emergência devido à impossibilidade de lhes aceder fisicamente, ao saque do equipamento, ou ao deslocamento dos agentes da saúde.

O funcionamento contínuo das unidades de saúde como os dispensários, clínicas, hospitais distritais, hospitais de referência, hospitais universitários e estabelecimentos especializados é essencial em situações de emergência, pelo que devem estar protegidas de riscos internos e factores externos. Os riscos internos incluem incêndios e a interrupção do abastecimento de água e electricidade. As situações de emergência externas são causadas por perigos naturais, biológicos, societários e tecnológicos.

Muitos estabelecimentos de saúde não foram construídos a pensar nas condições de segurança e capacidade de resistência, constituindo um perigo para as pessoas que se encontram no seu interior e podendo deixar de funcionar em caso de emergência. Não são levadas a cabo análises da estrutura e preparação para situações de emergência das unidades de saúde, ou são realizadas de forma pontual e pouco adequada. Sem uma boa compreensão dos pontos vulneráveis de um hospital, tanto o pessoal como os doentes ficam expostos a grandes riscos, sendo maiores as probabilidades, em caso de emergência, de esses estabelecimentos não conseguirem reagir adequadamente.

Gostaria de aproveitar a comemoração do Dia Mundial da Saúde para advogar em favor de um conjunto de melhores práticas que podem ser adoptadas em qualquer país, para tornar as unidades de saúde seguras em situações de emergência. Entre estas, referem-se a construção resistente de estabelecimentos em locais seguros, com sistemas estruturais concebidos para resistir aos riscos e perigos de determinados locais. O projecto deveria contemplar a segurança dos sistemas de abastecimento de electricidade e água, a gestão de resíduos, logística e provisões de equipamento, medicamentos e reagentes, os transportes e as comunicações.

Os Estados-Membros devem elaborar e aplicar legislação que inclua aspectos como normas de construção capazes de proteger as unidades de saúde. As políticas de construção, normas de segurança, leis e regulamentos devem garantir que as unidades de saúde urbanas, rurais e em zonas remotas são construídas com o intuito de resistir a riscos internos e situações de emergência externas. Os países devem estabelecer um programa de “hospitais seguros”, como passo importante para proteger as unidades de saúde e garantir que estas cumprem o seu propósito em situações de emergência.

A revisão das políticas para a construção de unidades de saúde e o planeamento territorial das cidades, vilas e aldeias constituem um exercício que transcende o sector da saúde. Os Ministros da Saúde devem procurar a participação não só de arquitectos, mas igualmente profissionais de planeamento urbano e regional e engenheiros ambientais, no processo que vai desde a elaboração do projecto à edificação das unidades de saúde em áreas urbanas e rurais, para que estas sejam construídas nos locais apropriados e com as características físicas que lhes permitam resistir a situações de emergência.

As unidades de saúde devem desenvolver planos de preparação e resposta a situações de emergência e levar a cabo, todos os anos, exercícios de simulação de situações envolvendo um elevado número de vítimas muito elevado, para testar e aperfeiçoar o plano de acção. Estas medidas devem contribuir para melhorar as probabilidades de sucesso na prestação de cuidados médicos de qualidade em casos de emergência.

Para além disso, os países devem proceder a uma análise do grau de segurança e funcionalidade das instalações que estão já a ser utilizadas, através dos serviços de especialistas, engenheiros e arquitectos com competências no domínio do design de instalações de saúde, bem como construtores civis e profissionais de emergências sanitárias. Os países devem igualmente certificar-se que são instituídas as medidas adequadas de controlo de infecções, como equipamento protector para o pessoal e os meios para isolar doentes. O equipamento e as reservas de produtos existentes nas unidades de saúde devem estar protegidos dos riscos internos e situações de emergência exteriores em que podem ocorrer estragos ou actos de pilhagem.

O pessoal de saúde deve ser formado de modo a poder gerir situações em que haja um elevado número de vítimas, executar medidas de controlo de infecções em unidades de saúde e responder de forma eficaz a demais exigências resultantes de situações de emergência.

Apesar das leis internacionais existentes, os estabelecimentos de saúde continuam a ser alvo de destruição ou a ser utilizados para operações militares em situações de conflito. Por conseguinte, as diferentes facções devem garantir a segurança e o funcionamento das unidades de saúde, incluindo a segurança dos agentes da saúde. Os estabelecimentos de saúde devem ser locais de refúgio numa situação de emergência. Estas instalações e os profissionais que aí trabalham devem ser considerados neutros por todas as facções, não devendo ser sujeitos a actos de piromania ou de violência.

A OMS dedica o Dia Mundial da Saúde deste ano ao início de um processo que se prolongará para além deste dia. Para este efeito, a OMS conjugará esforços com parceiros nacionais e internacionais, em 2009 e nos anos que se seguem, para apoiar os países na elaboração e implementação de políticas e programas nacionais destinados a tornar as unidades de saúde locais seguros em situações de emergência. Será prestado apoio técnico aos países para elaborarem planos de resposta a situações de emergência, dar formação a agentes da saúde para responder a estas situações e documentar casos de melhores práticas e ensinamentos. A campanha que hoje começa ajudará os Estados-Membros a dotar os seus sistemas de saúde de solidez, de modo que os hospitais, clínicas e o pessoal de saúde possam fazer face a crises futuras, quaisquer que estas sejam, e prestar os cuidados de saúde de que as suas comunidades necessitam em períodos de emergência.

Quando as nossas unidades de saúde são seguras e funcionam adequadamente em situações de emergência, podemos salvar muitas vidas.

Noticia enviada pelo Escritorio de representação da OMS em Angola.
José Caetano