Thursday, January 29, 2015

30 de janeiro - Dia da Saudade

Saudade é muito mais que uma palavra. 

Sentida no presente remete-nos para um passado que foi e para um futuro que nunca será. Podemos considerá-la como uma palavra abstrata carregada de uma complexidade de sentimentos como tristeza, melancolia, angústia, desespero, tédio, nostalgia, esperança. Pode evocar memórias de realidades e pessoas que perdemos e que se perderam em nós. "É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir".

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De acordo com um artigo do The Times The special words that are somehow lost in translation"
Saudade é uma das dez palavras que não são de língua inglesa, de mais difícil tradução. Todas as tentativas de tradução da mesma para outras línguas não conseguem definir, nem mesmo atingir o verdadeiro sentimento/significado de Saudade.

A Saudade pode ser considerada uma marca cultural daqueles que falam a língua portuguesa. Tem estado presente desde a época dos Descobrimentos e do Brasil colonial como expressão de solidão, de esperança, da melancolia causada pela lembrança e por memórias passadas encontrando-se associada à imensidão do mar.

Na literatura e na música em língua portuguesa, a temática Saudade é frequente. Através da cultura é possível expressar a intensidade do sentir Saudade. Podemos sentir, ler e ouvir a Saudade e o que transparece dela em muitos poetas e músicos da língua portuguesa. Alguns poemas de Conceição Lima, Vasco Cabral, Alda Lara, Mia Couto, Fernando Pessoa, Padre Jorge de Barros Duarte, Teixeira de Pascoaes, entre outros, tem na sua essência a Saudade.

No campo musical podemos ver a influência da Saudade no Fado, na Bossa Nova e na Morna. As quatro músicas que se seguem conseguem expressar e captar a beleza da palavra Saudade:


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Madredeus - Ao longe o Mar 

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 João Gilberto e Tom Jobim - Chega de Saudade (Tom Jobim (Música) e Vinicius de Morais (Letra))

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Cesária Évora – Sodade

«É a esta sensação-sentimento de ardermos no tempo sem nele
nos consumirmos que propriamente chamamos “Saudade”»
Eduardo Lourenço


Fontes:

Monday, January 26, 2015

Guiné-Bissau: um país com memórias, história e belas paisagens

A Guiné-Bissau é um dos oito países de lingua portuguesa no mundo.
Situado na costa ocidental do continente africano é um país que tem ainda inumeras ilhas e ilheus a pouca distância de sua costa.
Extende-se por uma área de 36.125 km² e tem cerca de 1,646,000 habitantes (Estatística Global em Saúde 2008). O país está dividido em oito regiões e um sector autónomo, a sua capital é a cidade de Bissau.
Seu ponto mais alto está a apenas 300 metros acima do nível do mar, com magnificas savanas no interior e uma planície pantanosa no litoral.

Explorada pela primeira vez pelo português Álvaro Fernandes em 1446, foi colonizada por Portugal até o ano de sua independência em 1974.
Possui um clima quente e úmido com uma temperatura média anual de 27° C. O período chuvoso e o período de seca modifica-se conforme os ventos quentes vindos do deserto do Saara.

A Guiné Bissau pode ser considerado como um país bastante diversificado culturamente devido as suas mais de 20 etnias, estruturas sociais e costumes distintos.

Sua economia é baseada na agricultura e pesca. O país exporta peixe e mariscos, mas principalmente amendoim, castanha-de-caju e arroz. Há quem diga que não existem ostras maiores e mais saborosas do que as encontradas na costa da Guiné Bissau.

Thursday, January 22, 2015

Mudanças Climáticas: uma oportundiade para Saúde Pública - Ações


Foto: Sharmila Sousa,
estagiária Rede ePORTUGUÊSe
OMS
Primeira: os líderes do setor saúde devem acompanhar de perto os negociadores da área do clima para confrontrar as mudanças climáticas. Durante muito tempo, as discussões políticas sobre clima e saúde têm sido muito dispersas. 

Devemos posicionar a saúde como um pilar central no debate sobre o clima, ao invés de deixá-la como uma agenda auxiliar.


Foto: arquivo Rede ePORTUGUÊSe/WHO
Segunda: os sistemas de saúde devem estar mais bem preparados às mudanças climáticas, particularmente nos países em desenvolvimento. 

Hospitais e centros de saúde devem ser reforçados para suportar fortes chuvas, ondas de carlos e outros eventos climáticos extremos. Além disso, devemos garantir que serviços de saneamento básico e oferta de água continuem a funcionar mesmo em condições de enchentes e secas.

Hospital inundado no Reino Unido
Terceira: sistemas de vigilância para doenças infecciosas críticas em situações climáticas específicas como malária, dengue e cólera devem ser fortalecidas. 

Os países devem fazer melhor uso das informações de aviso precoce para predizer o início, a intensidade e a duração de epidemias. Tais predições permitem que oficiais de saúde pré-posicionem medicamentos e vacinas, os quais podem reduzir o número de mortes.
Distribuição de medicamentos em Bombaim, Índia


Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)
Quarta: devemos maximizar os benefícios da atenuação dos efeitos nocivos à saúde das mudanças climáticas, além daqueles provenientes de uma vida saudável. 

A redução das emissões de poluentes climáticos de vida curta, como carbono negro e metano deve desacelerar a taxa de aquecimento globar, enquanto também auxiliará a salvar aproximadamente 2,5 milhões de vias por ano. Transporte urbano de baixa emissão de carbono - sustentável, tais como bicicleta ou caminhadas como alternativa ao uso dos carros - pode levar a reduções dramáticas em doenças cardíacas, AVC (acidente vascular cerebral), câncer de mama e outras doenças.


Créditos Climáticos
Quinta: o setor saúde deve diminuir seus próprios créditos climáticos (controlados segundo o Protocolo de Quioto). Os hospitais, da forma como eles funcionam hoje, são empresas com elevado uso de energia que contribuem susbtancialmente para as mudanças climáticas. Para reduzir o seu impacto ambiental, hospitais devem adotar medidas básicas tais como redução do lixo tóxico, uso de reagentes químicos seguros e aquisição de produtos ambientalmente corretos.







Fontes:
http://www.who.int/mediacentre/commentaries/climate-change/en/
http://www.who.int/globalchange/mediacentre/events/climate-health-conference/en/
http://www.iisd.ca/who/hcc/




Monday, January 19, 2015

Portugal - onde tudo começou para os 8 países de lingua portuguesa

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As origens de Portugal, são na verdade as origens de todos nós que vivemos em um dos países de língua portuguesa.

Vamos entender nossas nossa cultura, os nossos modos de pensar e de agir...


Portugal nem sempre foi o pequeno retângulo de território banhado a ocidente e a sul pelas águas do oceano Atlântico como o conhecemos hoje!


As fronteiras da atual Lusitânia começaram a delinear-se muito cedo no seio da Península Ibérica. Foi aqui que há cerca de 1,2 milhões de anos, chegaram os primeiros homens. 
Eram nómadas e caçadores sempre a procura de alimentos para sua sobrevivência.


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 Se a Península Ibérica se isolava um pouco do Velho Continente (Europa) a norte pelo caráter montanhoso dos Pirineus, isso já não acontecia a sul.

Desde cedo, Portugal se tornou uma espécie de ligação entre a Europa e o norte de África e um centro importante para o comercio do Mediterrâneo, principalmente com a colónia fenícia de Cartago, no norte do continente africano. 


Fenícios e Romanos disputaram na Antiguidade esta zona pelo comércio do Mediterrâneo, durante as três Guerras Púnicas, após as quais a cidade de Cartago ficou destruída.

As Guerras Púnicas foram uma série de três guerras entre Roma e a República de Cartago, cidade-estado fenício, que duraram de 264 a.C a 146 a.C. Ao final das Guerras Púnicas, Cartago foi totalmente destruída.

A derrota dos cartagineses, entretanto, não garantiu a ocupação romana pacífica da Península Ibérica. A partir de 194 a.C. houve vários conflitos entre tribos nativas denominadas, genericamente, como Lusitanos. 

Estes conflitos estenderam-se até 138 a.C.

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Nesse contexto, destaca-se um grupo de Lusitanos liderados por Viriato. 

Este grupo derrotou várias vezes as tropas romanas na região da periferia andaluza, o que fez de Viriato um mito da resistência peninsular.

Após a morte de Viriato, que foi traído por três companheiros, Roma intensificou a luta e marchou para o norte matando e destruindo tudo o que encontrava pela frente.
A península Ibérica ou Hispânia, nome dados pelos antigos romanos à esta região (Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte do sul da França) foi então dividida em duas províncias: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. 


Neste processo de aculturação foram determinantes a expansão do latim e a fundação de várias cidades.

Durante os seis séculos de romanização registraram-se momentos de desenvolvimento mais ou menos acentuado, atenuando, sem dúvida, as diferenças étnicas dos povoamentos.

A língua latina acabou por se impor como língua oficial, funcionando como fator de ligação e de comunicação entre os vários povos. As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos: Braga Beja, Santiago do Cacém, Coimbra e Chaves.


A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, minas, tecelagem, pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio com a circulação da moeda apoiado numa extensa rede viária (as famosas “calçadas romanas”, de que ainda há muitos vestígios no presente que ligava os principais centros de todo o Império.


A influência romana fez-se sentir também na religião e nas manifestações artísticas. Tratou-se, pois, de uma influência profunda, sobretudo a sul, zona primeiramente conquistada.





Friday, January 09, 2015

Será que eles morreram de Ebola?

Saiba como as equipes de enterro digno e seguro trabalham para agilizar a identificação da causa das mortes durante o surto do Ebola que ocorre na África Ocidental

Os corpos das pessoas que morreram de Ebola podem ser muito contagiosos, mas isso não significa que cada pessoa falecida tenha morrido em decorrência da doença. 

A fim de acelerar o processo para descobrir qual foi a causa da morte de cada doente, a OMS tem trabalhando em estreita colaboração com o Instituto de Pesquisa  de Biomédica da Libéria para treinar as equipes de sepultamento sobre como coletar um “swab” bucal de pacientes falecidos com segurança.


Kamal Ait-Ikhlef da OMS
 treinando as equipes
Desde o dia 22 de outubro de 2014, Kamal Ait-Ikhlef da OMS está treinando equipes para que possam realizar um enterro digno e seguro e para que saibam coletar com segurança, amostras orais de uma pessoa falecida.

O procedimento consiste em 5 etapas, incluindo a preparação de todos os materiais necessários desde a colocação do equipamento de proteção individual, coleta das amostras a partir de um swab bucal do paciente falecido, preparo para o transporte, e, finalmente, como realizar a remoção do equipamento de proteção individual com segurança .

Ensino prático
 da Coleta das amostras

Os trainees passam por sessões de ensino prático. Ao fazer as simulações, as equipes de enterro dignos e seguros aprendem a colher com segurança, amostras  de swab bucal do paciente falecido.


Equipes colocando o EPI

Uma equipe de enterro digno e seguro é chamada para recolher um corpo nos arredores da capital da Libéria, Monróvia. 

As equipes de sepultamento treinadas são observadas para verificar se já estão com o domínio de coletar  a amostra de saliva swab da pessoa falecida.



Coleta do Swab

Este membro da equipe de enterro digno e seguro tomou uma amostra de swab da pessoa falecida, e aqui dispõe o tubo com a amostra de swab em um saco plástico.




Coleta para análise


O saco de plástico com a amostra de saliva  é colocado em um recipiente para seu transporte ao Instituto de Pesquisa Biomédica da Libéria, para posterior análise.






Processo de desinfecção

Uma vez que a amostra de saliva de swap tenha sido coletada, a equipe de enterro seguro pode começar seu trabalho de desinfecção da casa e colocar a pessoa falecida em um saco propício para o corpo. O pulverizador garante que a rota que a equipe segue é desinfectada.




Desinfecção da equipes



Quando o trabalho é feito, a equipe enterro fica desinfectada e pode, então, retirar o seu equipamento de proteção individual de forma segura.