Monday, September 29, 2014

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: o que são?

Rio+20

Com o fim do prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2014, os países reunidos na Conferência Rio+20 (2012) concordaram com a necessidade de estabelecer novas metas de desenvolvimento humano – que serão traduzidas por meio dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Conforme publicamos anteriormente, relembremos os ODMs clicando no link abaixo:











Progressos importantes foram feitos para alcançar os ODMs:

  • a pobreza global continua a diminuir; 
  • mais crianças do que nunca estão frequentando a escola primária;
  • as mortes de crianças caíram drasticamente;
  • o acesso a água potável foi muito ampliado;
  • investimentos direcionados a combater a malária, a aids e a tuberculose já salvaram milhões.


Após 2015, os esforços para alcançar um mundo de prosperidade, igualdade, liberdade, dignidade e paz vão continuar de forma incessante. 


A ONU está trabalhando com governos, a sociedade civil e outros parceiros para aproveitar o impulso gerado pelos ODM e continuar com uma agenda de desenvolvimento pós-2015 ambiciosa.



Pacto Global
A contribuição do setor privado para a definição dos ODS está sendo liderada pelo Pacto Global das Nações Unidas. Em todo o mundo, representantes de empresas de diversos portes são convidados a contribuir com as prioridades e os mecanismos de implementação dessas metas, que deverão ter um prazo de 15 anos para serem cumpridas.Desta vez, a meta é definir os meios práticos para efetivar esses objetivos. Dez temas foram apontados:

1. Prosperidade e Equidade: acabar com a pobreza e fomentar a prosperidade por meio do crescimento econômico.

Crianças na favela de Kallayanpur, uma das favelas urbanas em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park
2. Educação: educação de qualidade para todos.

3. Empoderamento da Mulher e Equidade de Gênero: atingir o empoderamento de meninas e mulheres.

4. Saúde: cobertura universal de Saúde.

5. Alimentos e Agricultura: boa nutrição para todos, por meio de sistemas de agricultura sustentáveis.

Mulher agricultora no Vietnã. Foto: Kibae Park/UN
6. Água e Saneamento: água e saneamento para todos.

7. Energia e Clima: energia sustentável para todos.

8. Paz e Estabilidade: construir sociedades onde existam paz e estabilidade.

9. Infraestrutura e Tecnologia: modernizar infraestrutura e tecnologia.

10. Boa Governança e Direitos Humanos: boa governança e promoção dos direitos humanos universalmente.

O novo presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa Kahamba, faz seu discurso de abertura em Nova Yorque, 16 de setembro de 2014, ao lado do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Amanda Voisard
Fontes:
http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-desenvolvimento/pos2015/
http://www.pactoglobal.org.br/Artigo/132/Pacto-Global-promove-consulta-online-sobre-Objetivos-do-Desenvolvimento-Sustentavel-da-ONU
http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-desenvolvimento/pos2015/
http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20.html                          

Friday, September 26, 2014

Febre Hemorrágica do Ebola



Fonte: 
http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/eua-enviarao-3-mil-soldados-para-ajuda-contra-ebola,8f8b13ce96e78410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

Monday, September 22, 2014

22 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL SEM CARRO




A data foi criada na França, em 1997 e depois adotada por vários países europeus já no ano 2000. 

Desde então, todo dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, realizam-se atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro.


Fonte
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. 

A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do pára-brisa. 

Veja este vídeo sobre o mundo de possibilidades que o espera:




O Dia Mundial Sem Carro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma

Fonte
Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade como idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com necessidades especiais, entre outros.

CURIOSIDADE:

Carona Solidária, combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda bastante. Assista a este vídeo sobre como estabelecer a carona solidária na sua empresa:



SUGESTÃO:
Fonte
Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no mês de setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia útil no ano sem seu carro.

A cidade, o planeta e as crianças agradecem!


Fontes:

Friday, September 19, 2014

Ebola: OMS faz um apelo para o Conselho das Nações Unidas


O vírus do Ebola, tornou-se um dos vírus mais temido de todos os tempos, ganhando destaque no cenário mundial por ser um surto que atingiu grandes proporções e um movimento muito rápido, que continua apresentando uma surpresa atrás da outra. 

Segundo a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dra Margaret Chan, muitos governos têm ajudado a combater o vírus do Ebola, enviando centenas de profissionais de saúde, dinheiro, instalações de áreas de tratamento e laboratórios móveis de diagnóstico. Porém, ainda se faz necessário recuperar o atraso do combate ao surto, de forma urgente e de uma maneira mais pragmática possível.

OMS têm vencido muitos surtos nos últimos anos. Mas este evento do Ebola tem se mostrado  diferente, sendo provavelmente o maior desafio em tempos de paz que as Organizações das Nações Unidas (ONU)  já enfrentaram. Segundo ela, “nenhum de nós, experientes em conter surtos, já enfrentou uma situação de emergência nesta escala, com esse grau de sofrimento, e com esta magnitude das conseqüências em cascata.”

O Ebola não é apenas um surto ou uma crise de saúde pública, representa uma crise social, uma crise humanitária e econômica, que ameaça à segurança nacional para além das zonas de surto.


Esta semana, o Grupo Banco Mundial alertou para um "golpe potencialmente catastrófico" para as economias dos países mais atingidos.  
Em algumas áreas, a fome já tornou-se uma preocupação ainda maior do que o vírus. Por exemplo, os campos férteis da Libéria, estão agora vazios.  

Nestas regiões, cerca de 170 agricultores e seus familiares morreram de Ebola.

Por estas razões,o  Secretário-Geral da ONU e a diretora-geral da OMS apelam para que a iniciativa de combater este surto se estenda para todas as agências das Nações Unidas. 
É necessário um aumento imediato e maciço de apoio internacional, o apoio dos governos dos EUA e do Reino Unido no inicio desta semana, representou uma enorme alavanca de apoio que traz uma mudança transformacional na capacidade coletiva  de obter um controle sobre este surto. 

Segunda a Dra Margaret Chan, “Muitos países estão fornecendo ajuda, e estamos ansiosos para muitos mais.”

Essa onda de apoio pode ajudar a mudar a vida de cerca de 22 milhões de pessoas, nos países mais atingidos, cujas vidas e sociedades foram rompidas por uma das doenças mais terríveis do planeta.

Os relatórios recentes da OMS demostram que mais de 5.500 pessoas já foram infectadas até agora. 
E mais de 2.500 já morreram. 
E estes números chocantes ainda podem estar subestimados. Segundo a diretora-geral da OMS, “A saúde, o médico e as questões clínicas devem continuar a ser o coração e a alma do espírito dessa resposta.”

Pode levar algum tempo, mas o surto do Ebola pode ser contido, como exemplos temos a situação estável presente na Nigéria e Senegal. Isto pode ser conseguido através de uma resposta imediata com ações emergenciais certas, que neste casos foi feita pela parceria dos governos dos países, a OMS e os Médicos Sem Fronteiras.

Estamos diante de uma situação de migração populacional sem precedentes, que cruzam frágeis fronteiras da África Ocidental. Desta forma, é necessário que os outros países lidem de forma efetiva com os casos importados, especialmente no controle de viagens aéreas internacionais.

Fonte: http://www.who.int/dg/speeches/2014/security-council-ebola/en/



Thursday, September 18, 2014

Transporte Aéreo Seguro contra o EBOLA

"Desculpe-me Senhor, preciso tirar sua temperatura."


Estas palavras são frequentemente ouvidas atualmente no aeroporto internacional de Monróvia, Libéria, onde um grupo de médicos e enfermeiros do Ministério da Saúde da Libéria abordam os passageiros que chegam e que saem do país.


Quando as pessoas deixam a Libéria, elas também têm que preencher um formulário para avaliar se eles estão em risco de infecção por terem tido contato com algum doente de Ebola. Se algum passageiro apresentar-se  com febre ou sintomas compatíveis com Ebola, outro questionário deverá ser preenchido para avaliar se essa pessoa está realmente doente com Ebola. "Nós detectamos várias pessoas com febre," diz o Dr. Lindgren Sokan, que trabalha no Aeroporto Internacional Roberts.

Bendu Yekeh é uma das enfermeiras que fazem a triagem nos aeroportos, segunda ela,  “As pessoas estão cooperando com a unidade de saúde e estão muito conscientes sobre o riscos dessa doença ".




Risco de transmissão do Ebola é baixo durante viagens aéreas :



O risco de transmissão da doença do vírus Ebola durante as viagens aéreas é baixo. Ao contrário de infecções como a gripe ou a tuberculose, o  Ebola não é transmitido através do ar. Para haver transmissão é necessário o contato direto com os fluidos corporais de pessoas ou animais mortos infectados.

A Libéria está agindo de acordo com as recomendações propostas pelos Regulamentos Internacionais de Saúde que preconiza o rastreamento de todas as pessoas que apresentarem  febre inexplicáveis em estados com risco de transmissão do Ebola, no momento que os passageiros estiverem deixando o país em aeroportos internacionais, portos marítimos ou que estejam viajando por passagens terrestres. O passageiro que apresentar sintomas sugestivos da doença  do Ebola não deve ser autorizado a viajar a menos que a viagem faça parte de uma evacuação médica apropriada.


Guiné e Serra Leoa,  dois dos países mais afetados pelo surto atual na África Ocidental, também adotaram medidas de triagem. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados está trabalhando em estreita colaboração com a OMS emu ma resposta para o surto, além de estar ajudando todos os três países com os procedimentos de triagem e treinamento de pessoal.

Fonte: OMS Setembro 2014

Monday, September 15, 2014

al zuleycha, al zuléija, al zulaiju, al zulaco ou simplesmente azulejos

Fonte da imagem
A partir de 711, tropas islâmicas oriundas do norte da África (Marrocos e Argélia) começaram a cruzar o estreito de Gibraltar e entraram na Península Ibérica.

Estes MOUROS, como eram conhecidos, devido a sua pele escura, conquistaram o último rei dos Visigodos na “Hispânia” e durante os 800 anos seguintes dominaram a península Ibérica a qual chamavam de Al-Andalus.

Durante a ocupação dos MOUROS na Península Ibérica, Portugal teve contato com esta cerâmica mural de pedra polida pela primeira vez quando em 1498, D. Manuel I, rei de Portugal, viajou para Espanha e ao ver a exuberância dos interiores mouriscos desejou que a sua residência fosse decorada da mesma maneira.

Imediatamente, os portugueses ficaram fascinados com os “azulejos” cujo nome deriva da palavra árabe azzelij que significa pedra lisa e polida.

Foi assim que iniciou a inspiração para a decoração do Palácio Nacional de Sintra.



Palácio Nacional de Sintra
O interior do palácio é totalmente coberto por azulejos, desde o chão, teto e paredes e marcam decidiamente o estilo portugês que hoje é reconhecido mudialmente. 

Os estilos diferentes dos azulejos que cobrem o palácio, contam a história dos quadradinhos de barra vidrados, que são únicos na história de arte de Portugal.


Estilo 'alicatado'
Estilo 'tapete'





Estilo 'historiado'
Até o final do século XV, os azulejos em Portugal eram feitos de grandes placas de barro cobertas de vidrado que eram pintadas e depois cozidas para então serem cortadas em quadrados e depois recombinados.

Este processo, não só era muito difícil de realizar, como também muito difícil de exportar, pois o artista tinha sempre que acompanhar os azulejos serem todos montados.  

Muitos dos azulejos decorativos do Palácio Nacional de Sintra, foram feitos com este processo, conhecido por 'alicatado'.

A partir do século XVI, a técnica italiana conhecida como 'majólica' transformou a arte dos azulejos em Portugal. 
Esta técnica mais fácil possibilitava pintar diretamente no azulejo vidrado e começou-se a substituir a arte islâmica por um estilo italo-flamengo. 

Deste período existem algumas obras notáveis entre as quais merece ser mencionado os azulejos da Capela de S. Roque, em Lisboa, pintados por Francisco de Matos em 1584.

Quem olha para esta imagem ao entrar na capela, dirá que é pintada.  O espanto é sempre o mesmo para novos visitantes, pois ao chegarem mais perto viram que a 'pintura' é de fato feito de mosiacos.

Só quando se chega perto
da parede é se vê
que a 'pintura' é feita
de mini azulejos - mosiacos
No final do século XVI, Portugal enfrentava dificuldades económicas que restringiram acesso a tapeçarias vitrais e mármores luxosos que adornavam os palácios e as igrejas.  




O azulejo então, virou a ser a novo moda de decoração no país inteiro e foi daí que surigiu o estilo dos 'tapetes' de azulejo.  


Os famosos azulejos em azul e branco foram influênciados pela porcelana Chinesa e também pelos azulejos Holandeses que usavam muito o azul.

A Capela de São Sebastião Ermida
(foto de flickr)
Os 'tapetes', marcam o toque individualista das igrejas portuguesas.  Criam um estilo único, que não se encontra noutro tipo de arquitetura.

Foi nesta altura também que originou o azulejo historiado, um mural que representava vários cenários históricos, com emphasis em grandes batalhas (especialmente depois de 1640 quando Portugal reconquistou a indepedência).


Talvez uma das obras mais conhecidas deste estilo seram os azulejos que decorão o enterior da estação de São Bento, no Porto.  Estão representadas várias cenas da história de Portugal:

  • O Torneio de Arcos de Valdevez
  • Egas Moniz apresentado ao rei de Leão Afonso VII
  • Entrada de D. João I no Porto para celebrar seu casamento
  • Infante D. Henrique na Conquista de Ceuta 
Os azulejos ocupam uma área superior a 550 metros.


Estação de São Bento, Porto
Depois do terramoto que destruiu a cidade de Lisboa em 1755, o azulejo tornou-se ainda mais importante. Ele transformou-se no componente mais importante na reconstrução da cidade, promovida naquela altura pelo Marquês de Pombal (secretário do estado durante o Reinado de D. José I).  Daí vem o nome 'pombalino', o nome dado aos azulejos usados nessa época.



Palácio Marquês de Pombal, Oeiras
Por volta de 1780, já no reinado de D. Maria I, surge o estilo neo-clássico, muito influênciado pelos estilos Inglêses e Francêses que entravam no país, foi um estilo que ficou até o começo do século XIX.  Durante seu reinando, D. Maria I cobriu sua residência, conhecida hoje como a Quinta dos Azulejos, com azulejos deste estilo, inclusivo os largos jardins que rondam o palácio.


Palácio dos Marqueses de Nisa, Lisboa 

O azulejo continua a ser muito importante para o património português.  Todos os anos, a arte do azulejo atrai milhares de touristas fascinados com a história dos quadradinhos de barra. 



Fontes: Margarida Borges e  http://www.oazulejo.net/oazulejo_frame.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_mu%C3%A7ulmana_da_pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica
http://en.wikipedia.org/wiki/Maiolica
http://es.wikipedia.org/wiki/Alicatado