Monday, April 27, 2015

Semana Mundial de Vacinação de 2015: "Fechar a lacuna da imunização"


OMS

Comemorada na última semana de Abril (24-30), a Semana Mundial da Vacinação, tem como objetivo promover o uso de vacinas para proteger as pessoas de todas as idades contra doenças.


Proteção ao longo da vida

A imunização é amplamente reconhecida como uma das intervenções de saúde mais bem-sucedidas e rentáveis. Impede a morte de 2 a 3 milhões de pessoas todos os anos e protege as crianças, não apenas contra doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis há muitos anos,  a difteria, o tétano, a poliomielite e sarampo, mas também contra doenças como a pneumonia e diarreia por rotavirus, dois dos maiores assassinos de crianças menores de 5 anos. Atualmente, adolescentes e adultos podem ser protegidas contra doenças potencialmente fatais, como a gripe, meningite e cancro (colo do útero e de fígado), graças a novas e sofisticadas vacinas.

No entanto,  1 em cada 5 crianças não está  vacinada: em 2013, cerca de 21,8 milhões de crianças não receberam vacinas. Oferta insuficiente de vacinas, falta de acesso aos serviços de saúde, falta de informações precisas sobre a vacinaçãoe apoio político e financeiro insuficiente, são entre algumas das razões.



OMS

10 fatos sobre a imunização lançados pela OMS 

1. A imunização previne anualmente entre 2-3 milhões de mortes.

2. As crianças estão a ser imunizadas, agora mais do que nunca!


3. Estima-se que 19,3 milhões de crianças com menos de 1 ano de idade ainda não receberam a vacina DTP3 (difteria, tétano e coqueluche).
70% destas crianças vivem em 10 países: Afeganistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Iraque, Nigéria, Paquistão, África do Sul e Uganda.

4. Mais de um milhão de lactentes e crianças morrem todos os anos de doença pneumocócica e diarreia por rotavírus.
A primeira dose das vacinas contra o rotavisrus deve ser administrada entre as 6-15 semanas de idade.

5. As parcerias publico-privadas facilitam o desenvolvimento e introdução das vacinas.


6. As vacinas contra a influenza tem aumentado significativamente.

7. A mortalidade global por sarampo diminuiu em cerca de 78%.


8. A incidência de poliomielite foi reduzida em 99%.

9. As mortes por tétano neonatal têm decrescido progressivamente
10. A imunização abre oportunidades para que outras medidas sejam tomadas para salvar vidas.


Campanha da OMS 2015: "Close the Immunization Gap"- "Fechar a lacuna da imunização"


OMS

A semana Mundial da Vacinação de 2015 vem renovar o esforço regional, global para acelerar as ações de forma a aumentar a conscientização e demanda para a imunização das comunidades, e melhorar os serviços de entrega de vacinação.

A campanha deste ano se concentra em reduzir o déficit de imunização, conforme descrito no Plano de Acção Global de Vacinas (GVAP). O Plano - aprovado pelos 194 Estados-Membros da Assembléia Mundial da Saúde em maio de 2012 - é uma estratégia para evitar milhões de mortes até 2020, através do acesso universal às vacinas para as pessoas em todas as comunidades.

O GVAP tem como objetivos:
  • reforçar a vacinação de rotina para cumprir as metas de cobertura vacinal;
  • acelerar o controle de doenças imunopreveníveis com a erradicação da pólio como o primeiro marco;
  • introduzir vacinas novas e melhoradas;
  • estimular a pesquisa e desenvolvimento para a próxima geração de vacinas e tecnologias.
Assista aqui ao vídeo da Campanha: 




Poster da Campanha da OMS


Saturday, April 25, 2015

Dia Mundial da Luta contra a Malária - 25 de Abril




No Dia Mundial de Luta contra a Malária 2015, a Organização Mundial de Saúde está destacando a importância para o compromisso de um mundo livre de Malária. O tema, definido pela parceria “Roll Back Malaria”, é “Investir no futuro: Vamos derrotar a Malária”.

FOTO - OMS
Isso reflete os ambiciosos objetivos e metas fixadas nas estratégias pós-2015, apresentadas na Assembléia Mundial da Saúde, em maio. Quatro países ficaram livres da malária na última década e o plano estabelece a meta de eliminação da doença, a partir de mais de 35 países em 2030.

Enquanto enormes ganhos na luta contra a malária têm sido realizados nos últimos anos, a doença ainda tem um impacto devastador sobre a saúde das pessoas em todo o mundo, principalmente na África, onde mata quase meio milhão de crianças menores de 5 anos todos os anos.  


Ferramentas eficazes para prevenir e tratar a malária já existem, mas é necessário maiores investimentos para torná-los disponíveis a pessoas que necessitam e também, para combater a emergente resistência a inseticidas.

Mas, o que é a Malária?

Malária é uma doença potencialmente fatal causada por parasitas transmitida a pessoas através da picada de mosquitos infectados. No entanto, esta doença é curável e evitável!

Cerca de 3,4 bilhões de pessoas estão em risco de contrair malária, de entre os quais 1,2 bilhões apresentam risco elevado.
Em 2012, estima-se que tenham ocorrido entre 473 000 a 789 000 mortes provocadas por malaria, maioritariamente crianças africanas. 

Em 2013, 97 países continuam a ter transmissão de malária.

Viajantes não-imunes de zonas sem malária são particularmente vulneráveis à doença quando infectados.

A malária é causada por parasitas Plasmodium sp. Os parasitas são transmitidos através da picada do mosquito Anopheles, os vetores da malária, que atacam principalmente na madrugada e no crepúsculo.
Existem quatro espécies que podem causar malária em humanos:
  • Plasmodium falciparum
  • Plasmodium vivax
  • Plasmodium malariae
  • Plasmodium ovale

parasitas Plasmodium spp. em eritrócitos
Plasmodium falciparum and Plasmodium vivax são so mais comuns. Plasmodium falciparum é o mais letal.

Mais recentemente, têm havido alguns casos de malária em humanos com Plasmodium knowlesi – uma espécie que causava malária em macacos e ocorrem em algumas áreas florestais do Sudeste Asiático.

Transmissão

A malária é transmitida exclusivamente através da picada dos mosquitos Anopheles. A intensidade da transmissão depende de fatores relacionados com o parasita, o vetor, o hospedeiro e o ambiente.

Existe cerca de 20 espécies diferentes de Anopheles que são importantes neste âmbito. Todos os vetores mordem de noite. Os mosquitos Anopheles procriam na água e cada espécie tem as suas condições preferenciais. Alguns preferem águas superficiais como poças e campos de arroz. Maior intesidade é observada em locais onde a longevidade do mosquito é maior (o parasita tem tempo para completar o desenvolvimento no interior do mosquiro). A grande longevidade e o forte hábito para picar humanos dos vetores africanos é uma das razões pelas quais cerca de 90% das mortes provocadas por malária ocorrem na África.


A transmissão também depende das condições climáticas como padrão de precipitação, temperatura e humidade, que podem afetar a sobrevivência e o número de mosquitos. 

Educação: um professor ensina sobre os mosquitos e a malária
Em muitos lugares, a transmissão é sazonal, ocorrendo um pico durante a época das chuvas. Epidemias de malária podem ocorrer quando o clima e outras condições favorecem a transmissão numa região onde as pessoas têm imunidade baixa ou nula contra a malária.

Sintomas

A malária é uma doença febril aguda. Num indivíduo não-imune, os sintomas aparecem sete dias ou mais (geralmente 10-15 dias) após a picada do mosquito infectante.

Os primeiros sintomas são: 

- Febre 
- Dor de cabeça 
- Calafrios e vômitos 

As crianças com malária grave desenvolvem frequentemente um ou mais dos seguintes sintomas: anemia grave, dificuldade respiratória devido a acidose metabólica, ou malária cerebral. Em adultos, o envolvimento de múltiplos órgãos também é frequente. Em áreas endêmicas da malária, as pessoas podem desenvolver imunidade parcial, permitindo que as infecções assintomáticas ocorram.


Grupos de risco

- Crianças de tenra idade em áreas de transmissão sustentada que ainda não desenvolveram imunidade a formas severas da doença;

- Mulheres grávidas não-imunes ou semi-imunes. A Malária causa uma taxa elevada de aborto e pode levar a morte materna, e pode causar perda de peso ao nascimento, principalmente na primeira ou segunda gravidez;

- Mulheres grávidas semi-imunes infetadas com HIV em áreas de transmissão sustentada. Durante a gravidez, mulheres infectadas com malária têm maior probabilidade de passar a infecção por HIV para os fetos;

- Indivíduos com SIDA ou HIV positivo;

- Viajantes de áreas não endémicas, por ausência de imunidade;
Família e amigos que visitem indivíduos que residem em áreas endémicas, por ausência de imunidade.

Diagnóstico e tratamento
teste rápido de diagnóstico Binax NOW

O diagnóstico precoce e tratamento da malária reduz a severidade da doença e previne mortes. Contribui também para reduzir a transmissão.

A melhor terapia disponível para malária por P. falciparum é a terapia combinada com artemisinina (ACT).

A OMS recomenda que todos os casos suspeitos sejam confirmados usando um teste de diagnóstico rápido ou ao microscópio antes da administração do tratamento. Os resultados da confirmação podem estar disponível em menos de 15 minutos. Tratamento baseado somente em sintomas deve ser realizado apenas quando não existem meios de diagnóstico. 

Para recomendações mais detalhadas por favor consulte as Diretrizes da OMS.

Para ver formas parasitárias, consulte a página do CDC:
http://www.cdc.gov/dpdx/malaria/gallery.html

Prevenção

O controle de vetores é a principal forma de reduzir a transmissão da malária a nível comunitário.

Para indivíduos, proteção pessoal contra picadas de mosquitos é a primeira linha de defesa na prevenção da malária.

Podem ser usadas redes mosquiteiras tratadas com inseticidas (ITNs). A forma preferencial são as redes com inseticidas duradouros. Outra forma de reduzir a transmissão é usar spray residual de inseticidas. Spray no interior pode ser eficaz entre 3 a 6 meses dependendo do inseticida e do tipo de superfície. DDT pode ser eficaz até 12 meses em alguns casos. Novos inseticidas estão também a ser desenvolvidos.

Para viajantes, a malária pode ser também prevenida através de quimioprofilaxia, que suprime as fases hematológicas da malária. Para além disso, a OMS recomenda tratamento preventivo intermitente com SP para mulheres grávidas e crianças de tenra idade em áreas de elevada transmissão.

redes mosquiteiras

Resistência a inseticidas

Grande parte do sucesso no controle da malária deve-se ao controle de vetores. No entanto, este é muito dependente do uso de piretróides, que é a única classe atualmente recomendada para uso em redes mosquiteiras. Recentemente, resistência a piretróides começaram a surgir em vários países. Em algumas regiões, resistência às 4 classes de inseticidas usados para a saúde pública foram detetadas. Felizmente, a resistência está apenas associada a redução da eficácia, e a maioria continua a ser uma ferramenta altamente eficaz para quase todos os quadros.


FOTO - Green Overdose
Em países da África subsaariana e na Índia, caracterizados por elevados níveis de transmissão da malária e com relatos difundidos de casos de resistência a inseticidas, a preocupação foca-se no desenvolvimento de inseticidas alternativos.






A detecção de resistências deve ser a parte essencial dos esforços nacionais para o controle da malária. A escolha do inseticida deve ser sempre baseada em dados locais mais recentes sobre a suscetibilidade dos vetores.

Vigilância

Os sistemas de vigilância da malária detectam apenas cerca de 14% do estimado número de casos globais. Melhores sistemas de vigilância são necessários para uma resposta atempada e efetiva à malária em regiões endêmicas para prevenir surtos, seguir o progresso e responsabilizar os governos e a comunidade.

Eliminação

Com base nos casos reportados em 2012, 52 países estão num bom caminho para reduzir a incidência por 75%, dentro do objetivo para 2015. O uso em grande escala das estratégias recomendadas pela OMS, das ferramentas atualmente disponíveis, o compromisso nacional e esforços conjuntos com parceiros permitirá a mais países reduzir a carga da doença e progredir para a eliminação.

Nos últimos anos, 4 países foram certificados como tendo eliminado a malária: Emirados Árabes Unidos (2007), Marrocos (2010), Turquemenistão (2010), Armênia (2011).

Vacinas

Atualmente não existem vacinas licenciadas contra a malária ou qualquer outro parasita humano. Uma vacina experimental contra P. Falciparum, conhecida como RTS, S/AS01, está em desenvolvimento. Está neste momento a ser avaliado em grande escala em 7 países da África. Os resultados finais são esperados no final de 2014, e recomendações sobre o uso ou não desta vacina no controlo da malária está prevista para o final de 2015.

Fundos

FOTO - StockphotoMShep2
Uma estimativa de 5,1 bilhões de dólares são necessários por ano para atingir cobertura universal das intervenções contra malária. No entanto, os fundos continuam a ser escassos, comparado com a necessidade. Em 2012, o total dos fundos internacionais e domésticos usados para malária foi de 2,5 bilhões, menos de metade do necessário.

Bibliografia:
http://www.who.int/campaigns/malaria-day/2014/en/
http://www.rollbackmalaria.org/news-events/events/world-malaria-day

Thursday, April 23, 2015

SIMBA investiga movimentações bancárias em Congresso Anticrime


A Procuradoria Geral da República (PGR) do Brasil apresentou durante o 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, em Doha, a ferramenta SIMBA, Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias.

SIMBA é um software que permite o tráfego pela Internet de dados bancários entre instituições financeiras e diversos órgãos investigadores.

Leia mais

cancer de MAMA

Fonte da imagem
O cancer de mama é o principal cancer em mulheres, tanto nos países desenvolvidos como nos países em vias de desenvolvimento.

A incidência do cancer de mama vem crescendo no mundo todo já que a espectativa de vida ao nascer também cresce.

Apesar da prevenção ser uma medida que pode diminuir o risco, esta estratégia não elimina a maioria dos canceres da mama que se desenvolvem em países de médios e baixos rendimentos onde o cancer/cancro da mama é diagnosticado em estádios muito tardios.

A detecção precoce como forma de melhorar os resultados no cancer de mama e a sobrevida das pacientes, continua a chave do controle do cancer de mama.

As estratégias de detecção precoce recomendadas para países de baixos e médios recursos são:
1) Conciencialização dos sinais e sintomas precoces e exame clínico dos seio.
2) A mamografia é cara e recomendado para países com uma boa infrastrutura de serviços de saúde que possam sustentar este programa a longo prazo.

Países de baixos e médios recursos ainda enfrentam a dupla prevalência do cancer do colo do útero e do cancer de mama e devem implementar intervenções que sejam custo-efetivas para lidar com estas doenças altamente preveníveis.

A OMS promove o controle do cancer de mama no contexto de programas nacionais de controle do cancer integrados na prevenção e controle de doenças não transmissíveis.

http://www.who.int/cancer/detection/breastcancer/en/index.html


Wednesday, April 22, 2015

Dia da Terra 2015: É a nossa vez de liderar




 
O Dia Internacional da Terra é um reconhecimento da importância do nosso planeta e seus ecossistemas como elementos essenciais para a vida.

O objetivo principal deste dia é consciencializar todos os povos sobre a importância e a necessidade de conservar os recursos naturais do planeta como um alerta sobre a responsabilidade coletiva na promoção da harmonia entre todos os seres vivos para que possamos atingir um equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras.

Um pouco de história...  

O Dia Internacional da Terra, celebrado no dia 22 de Abril, marca o aniversário do que muitos consideram o nascimento do movimento ambiental moderno, iniciado em 1970.
 
A ideia deste primeiro movimento partiu do senador norte-americano Gaylord Nelson que,  após verificar as consequências do desastre petrolífero ocorrido em 1969 em Santa Barbara, Califórnia, resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra.



Inspirado pelos protestos dos jovens norte-americanos que contestavam a guerra do Vietnam, Gaylord Nelson dedicou-se a colocar o tema da preservação da Terra na agenda política norte-americana.

Em 1970, mais de 20 milhões de americanos manifestaram a sua posição a favor da preservação da Terra e do meio ambiente.



A pressão social teve seus efeitos e o governo dos Estados Unidos acabou criando a Agência de Proteção Ambiental e implementou leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril. 

Dia da Terra 2015


Earth Day Network Photo

O mundo tem sido lento para responder às emergências colocadas pelo aquecimento global e os danos que as atividades humanas vêm causando no planeta. Em 1972, as Nações Unidas organizaram a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Esse dia marcou o início de uma consciência global sobre a interdependência que existe entre os seres humanos, outras espécies vivas, e nosso planeta.
Earth Day Network

Esse 2015, o Dia da Terra comemora seu 45º aniversário, podendo representar o ano mais emocionante da história ambiental. O ano em que o crescimento econômico e a sustentabilidade se juntam. Os líderes mundiais, finalmente, passam um tratado vinculativo sobre as mudanças climáticas. O ano em que os cidadãos e as organizações se livram de fontes de combustíveis fósseis e investem em soluções de energia renováveis.

Para muitos, as mudanças climáticas parecem ser um problema remoto, mas a realidade é que ela já afeta milhares de pessoas, animais e lugares ao redor do mundo. Em 22 de abril, estão aproveitando o poder do Dia da Terra para mostrar às comunidades e à liderança que é necessário ações sobre o clima. “É a nossa vez de liderar”, é o slogan da campanha deste ano. 


"Mas as grandes decisões que temos pela frente não são apenas para os líderes mundiais e os decisores políticos. Hoje, no Dia da Mãe Terra, peço a cada um de nós a ser consciente dos impactos suas escolhas têm neste planeta, e que esses impactos significar para as gerações futuras. " 
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon



Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon

Para saber mais sobre este tema consulte:

http://www.earthday.org/2013/
http://www.un.org/en/events/motherearthday/

Monday, April 20, 2015

HINARI - Acesso à Rede Eletrônica de Pesquisa em Saúde



Fonte: www.who.int
OMS
O Programa de Acesso à Rede Eletrônica de Pesquisa em Saúde (HINARI) disponibiliza acesso eletrônico gratuito ou a baixo custo a mais de 46 mil fontes de informação nas áreas biomédica e de ciências sociais para instituições locais sem fins lucrativos em países em desenvolvimento. 

O HINARI foi lançado em 2002 e acumula uma das maiores coleções de literatura em saúde e na área biomédica. 

Existem atualmente mais de 5,7 mil instituições em mais de 100 países elegíveis, áreas e territórios registrados no HINARI.

ANTECEDENTES

O HINARI foi desenvolvido na grade da Rede Eletrônica de Saúde (InterNetwork), lançada pelo ex-Secretário Geral das Nações Unidas Kofi Annan no encontro "Objetivos de desenvolvimento do milênio", que aconteceu em 2000.

Liderado pela OMS, o HINARI visa fortalecer os serviços de saúde disponibilizando, via internet, o acesso à informação relevante, oportuna e de alta qualidade para os profissionais de saúde, pesquisadores e formuladores de políticas. 

O HINARI trabalha em parceria com o serviço de informação em agricultura AGORA2 (Acesso eletrônico à pesquisa global em agricultura), liderado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), OARE3 (Acesso eletrônico à pesquisa sobre o meio ambiente), liderado pela UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Universidade de Yale e ARDI4, ciências aplicadas ao serviço da inovação liderada pela WIPO (Organização Mundial de Propriedade Intelectual).

A colaboração entre os setores de agricultura, meio ambiente, saúde e inovação tem resultado no desenvolvimento de sistemas eficientes, formação colaborativa e disseminação da informação.

CONTEÚDO DO HINARI

As fontes de informação abrangem as seguintes áreas:

ciências básicas, bioquímica, biotecnologia, cardiologia, clínica médica, odontologia, educação, meio ambiente, ética, medicina geral, geriatria, imunologia, doenças infecciosas, microbiologia, enfermagem, nutrição, ginecologia e obstetrícia, oncologia, parasitologia, pediatria, ciências sociais, cirurgia, toxicologia, medicina tropical e zoologia.

O SISTEMA HINARI

O HINARI oferece uma interface eletrônica simples e eficaz, servindo de portal para a visualização de artigos completos publicados nas páginas eletrônicas das editoras parceiras. Os usuários da plataforma HINARI podem buscar e acessar artigos na íntegra, disponíveis por meio do HINARI diretamente do banco de dados do Pubmed (Medline).

A OMS é responsável pela coordenação e manutenção de todo o funcionamento da página eletrônica do HINARI, com o apoio da Biblioteca da Universidade de Yale.


Fonte: www.who.int
OMS

ELEGIBILIDADE PARA O HINARI

Instituições locais sem fins lucrativos em dois grupos de países podem inscrever-se para o acesso às publicações por meio doHINARI. As listas de países baseiam-se em quatro fatores: o produto nacional bruto (PNB), o PNB per capita (dados do Banco Mundial), a lista dos países menos desenvolvidos de acordo com as Nações Unidas (LDCs) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os detalhes específicos podem ser achados em:

http://www.who.int/hinari/eligibility/Details_criteria_countries_areas_or_territo/en/index.html.

Instituições em países, regiões e territórios que correspondem aos critérios relevantes podem ser elegíveis para o acesso livre ou acesso por uma taxa de U$ 1000 por ano. (Veja a lista de países, regiões e territórios abaixo). As editoras parceiras podem personalizar a lista de países para seu conteúdo a cada ano.

Categorias de instituições registradas: universidades nacionais, institutos de pesquisa, escolas de nível superior (medicina, enfermagem, farmácia, saúde pública, odontologia), hospitais de ensino, órgãos governamentais e bibliotecas nacionais de medicina. Todos os profissionais e estudantes dessas instituições terão acesso livre às publicações.

Informações sobre a inscrição para o HINARI e os outros programas Research4Life podem ser encontradas em: http://www.research4life.org/howtoregister2/

Fonte: www.who.int
OMS
PAÍSES, ÁREAS E TERRITÓRIOS REGISTRADOS NO HINARI


OMS

DISSEMINAÇÃO E CAPACITAÇÃO

Capacitação e disseminação são componentes críticos para o sucesso do HINARI, pois asseguram que os profissionais das instituições participantes possam acessar e usar o HINARI de forma eficaz. 
Os parceiros promovem oficinas de "treinamento de capacitadores" em níveis regional, nacional e subnacional. Os materiais de treinamento diversificaram-se ao longo dos anos, e  incluem módulos que contemplam experiência em publicação, práticas baseadas em evidência, livros eletrônicos, acesso à informação, bem como alguns módulos em vídeos.


PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

No que diz respeito aos países de língua portuguesa, todos os PALOP (Países africanos de língua oficial portuguesa) e Timor Leste possuem instituições registradas. Confira o número de instituições para cada um dos países:
  • Angola: 16
  • Cape Verde: 4
  • Guinea-Bissau: 2
  • Mozambique: 46
  • Sao Tome and Principe: 2
  • Timor Leste: 11

Treinamento

Nos países de língua portuguesa, mais de 500 pessoas já foram treinadas, sendo 383 só em Moçambique.
Parceiros HINARI

• Organização Mundial da Saúde (OMS)
• Principais editores da área biomédica
• Biblioteca da Universidade de Yale
• Associação Internacional de editores científicos, técnicos e médicos (STM)
• Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)
• Organização das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP)
• Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO)
• Biblioteca Nacional de Medicina [Estados Unidos] (NLM)
• Centro de treinamento e extensão da informação para a África (ITOCA)
• Librarians Without Borders/Medical Library Association
• Microsoft
• Outros parceiros técnicos

Veja aqui um tutorial de como aceder ao HINARI:

https://www.youtube.com/watch?v=oUiGYxZTla8



Fonte: http://www.who.int/eportuguese/hinari/pt/

Thursday, April 16, 2015

60 anos da descoberta da vacina contra a poliomielite


Dr. Jonas Salk
Alguns momentos da história carregam um significado maior do que os outros. 

Sessenta anos atrás, no dia 12 de abril, uma vacina desenvolvida por Jonas Salk demonstrou ser segura e eficaz na proteção das crianças contra a póliomielite garantindo  uma das ferramentas necessárias para iniciar a luta contra a doença.

Vírus da Poliomielite
Esta doença também conhecida como paralisia infantil é contagiosa e causada pelo poliovírus (sorotipos 1,2,3) e pode atingir crianças e adultos.
A infecção se dá por via fecal-oral e contato direto com pessoas infectadas.




Desde o descobrimento da vacina, os esforços para erradicar a poliomielite tem sido um dos programas de saúde pública mais bem sucedidos do mundo, reduzindo os casos da doença em 99%. 

Somente 3 países do mundo ainda apresentam a poliomielite endêmica (Nigéria, Afganistão e Paquistão).

Ao comemorarmos o feito notável de Jonas Salk, a vacina contra a poliomielite inativada (IPV), continua a desempenhar um papel importante rumo à erradicação, e garantir a erradicação do vírus.

India
Uma ameaça incurável

Por milhares de anos, a poliomielite foi uma das principais causas de incapacidade física. A doença aparece sem aviso e pode causar paralisia para toda a vida. Alguns casos levam a morte.

Em 1916, nos EUA mais de 27 000 pessoas ficaram paralisadas com 6 000 mortes. 


A descoberta que mudou o mundo

Karl Landsteiner
Em 1908, o biólogo e médico austríaco Karl Landsteiner descobriu que a poliomielite era causada por um vírus. Karl Landsteiner foi também responsável pela sistema de classificação de grupos sanguíneos, identificando a presença de aglutininas no sangue. Quando o fator RH foi identificado em 1937, as transfusões sanguineas não eram mais consideradas como sentenças de morte.

Em 1930, ele recebeu o Premio Nobel de Medicina.


Dr. Jonas Salk
Dr. Jonas Salk nasceu em 1914, na cidade de Nova Iorque. 

Em 1938, na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, começou a trabalhar numa vacina contra a influenza que lhe permitiu desenvolver técnicas para a criação da vacina inativada contra a poliomielite.
Em 1952, Salk e seus colegas anunciaram o desenvolvimento de uma vacina injetável contra a póliomielite. Com colaborações de outros centros dos Estados Unidos, Canadá e Finlândia, foi possível lançar um programa de vacinação envolvendo 1,8 milhões de crianças. 

Finalmente, em abril de 1955, a vacina de Salk foi declarada "segura, eficaz e potente." 

Em 1957, os casos na América diminuíram quase 90% e, em 1979 não houve mais registros de casos de poliomielite.


Em 1961, Albert Sabin médico polonês erradicado nos EUA desenvolveu a vacina oral contra a poliomielite (OPV). A vacina oral contém formas atenuadas do vírus que estimulam as defesas do organismo, sem contudo causar a doença.

Diferenças entre as vacinas Salk e Sabin

A vacina Salk é eficaz na prevenção da maioria das complicações da poliomielite, mas não impede a infecção intestinal inicial. Além disso, aqueles que receberam a vacina Salk poderiam transmitir o vírus da poliomielite.

A vacina Sabin é de uso mais fácil e seus efeitos são mais duradouros.
De 1956-1960, Sabin trabalhou com colegas russos para aperfeiçoar a vacina oral e provar a sua eficácia e segurança. 

A vacina Sabin entra no intestino e impede que o vírus da polio entre na circulação sanguínea. Assim, a vacina oral quebrou a cadeia de transmissão do vírus e permitiu a possibilidade de que a doença pudesse ser um dia ser erradicada.


Um enfoque global 

Apesar da redução dramática da doença em todo o mundo, a poliomielite continua a afetar cerca de 350.000 pessoas em 125 países do mundo. 

Em 1988, a Organização Mundial da Saúde, UNICEF, e os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças se juntaram à Rotary, para lançar a Iniciativa Global de Erradicação da Polio (GPEI).

Desde então, a GPEI apoiou governos para acabar com a transmissão da poliomielite no mundo. 

A combinação da vacina oral contra a poliomielite e IPV levou à erradicação da poliomielite nas Américas, no Pacífico Ocidental e Europa. 

Com a declaração da Região do Sudeste Asiático da OMS como livre da pólio em 2014, 80% da população do mundo vive em regiões livres da doença.



Uma criança recebendo a vacina oral contra a poliomielite