Friday, April 18, 2014

Páscoa

O nome que a Bíblia Hebraica usa para denominar "páscoa" é pesah. Com a palavra pesah o texto bíblico quer significar duas coisas:
o ritual ou celebração da primeira festa do antigo calendário bíblico (Ex 12.11,27,43,48);
a vítima do sacrifício, isto é, o cordeiro pascal (Ex 12.21; Dt 16.2,5-6).
Na Bíblia, o nome de uma pessoa ou instituição é sempre um dado importante para se conhecer o que eles são e o que representam. O nome não é um simples rótulo, uma etiqueta ou uma fachada publicitária, mas ele exprime a realidade do ser que o carrega e representa. Assim é o nome "páscoa".

A Páscoa Cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

A festa da Páscoa celebrada pelos cristãos nos tempos pós-apostólicos era uma continuação da festa judia, mas não foi instituída por Cristo, nem estava relacionada com a Quaresma. A festa pagã em homenagem a deusa da primavera, Eostre, a rainha dos céus, era totalmente diferente daquela Páscoa; mesmo assim, a festa pagã conseguiu introduzir-se na apóstata religião ocidental sob a forma de páscoa, como parte da tentativa de adaptar as festas pagãs no seio da cristandade. 



É certo que em inglês recebe o nome de Easter, derivado de Eostre, o que evidencia a verdadeira origem pagã da chamada páscoa cristã, que não coincide no tempo com a páscoa judia.” Ou seja, a versão moderna desta festa não tem origem bíblica, senão que se deriva do culto a Astarté, uma deusa caldéia (babilônica) conhecida com a “rainha dos céus”. Ela é mencionada por este mesmo nome na Bíblia, no livro de Jeremias 7:18 e 44:17-19,25.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

Na Páscoa pagã, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas; em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa nórdica Gefjun.
A lebre era o símbolo de Gefjun. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é comercialmente mais interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.



A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. 

Seus cultos pagãos foram absorvidos e misturados pelas comemorações judaico-cristãs, dando início a Páscoa comemorado na maior parte do mundo contemporâneo.


Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
http://www.suapesquisa.com/historia_da_pascoa.htm
http://www.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos/um-estudo-sobre-a-origem-da-pascoa

Wednesday, April 16, 2014

Instrumentos musicais - São Tomé e Príncipe

Puita
A música de São Tomé e Príncipe usa tambores de diferentes tamanhos e cada um possui o seu nome dado pela língua tradicional.

Léplica é o tambor de pequena dimensão que produz um som agudo. 

Tabaque é um tambor médio, semelhante ao bombo, cujo a pele é amarrada em vez de pregada.

Zás, Zambumba, Wembe ou Bombo é o tambor de maior dimensão, produz um som grave, a sua pele em vez de amarrada é pregada.

Muçumba ou Puíta é um tambor onde a mão é flexionada com um pau de bambo que está no seu interior. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da puita com dedo, produzindo um som peculiar.
A puita é um instrumento característico que tem o mesmo nome de uma dança tipica tambem designada de puita

Um ritmo sensual, em que o tambor avança de forma frenética e obsessiva pela noite dentro.
Este ritual é executado em homenagem a um ente familiar que falece, mas também pode ser visto e apreciado em outras ocasiões, sendo um instrumento musical popular.

Viola, feita de madeira coberta com platéxe, é composta por quatro fios (mi, si, sol e ré) que tem como sonância grave e agudo.

Chocalho ou Banza é um instrumento feito de andala trançada em formato de um cestinho, sendo a base coberta de cabaça, no seu interior existe uma série de “bagos de salaconta” que permite produzir o som.

Kanza ou reco-reco é um instrumento de fricção feito de bança de palmeira.

Coneta de pô mamon (Corneta de pau de mamão), um instrumento de sopro, feito de um ramo de mamoeiro. Emite um som semelhante à trombeta.


Ferrinho é um instrumento constituído por um chapa de zinco e dois ferros que não ultrapassa 25 cm.


Bibliografia:






Monday, April 14, 2014

O cobre como barreira microbiana

As propriedades bactericidas do cobre são amplamente reconhecidas internacionalmente. 

Estudos e artigos publicados demonstraram nitidamente que algumas das espécies mais tóxicas de bactérias, fungos e vírus não sobrevivem em contato com o cobre. Ou seja, o metal conhecido pela sua grande aplicabilidade, usado em larga escala para a produção de produtos como fios elétricos, tubos industriais, material hidráulico e tantas outras, também detém uma excelente propriedade antimicrobiana agindo, em poucos minutos, com eficácia, na eliminação ou inatividade de bactérias, fungos e vírus.
Um fator crítico responsável pelas propriedades antimicrobianas do cobre é a habilidade deste metal em aceitar ou doar facilmente os seus electrões (ou seja, o cobre tem uma alta oxidação catalítica e um alto potencial de redução). Esta propriedade química permite que os iões de cobre alterem as proteínas dentro das células dos micróbios para que as proteínas já não possam realizar suas funções normais. Os cientistas também observaram que o cobre é responsável por inibir o transporte eletrónico nas interações da parede celular, ligando o DNA e desordenando as estruturas helicoidais. Através destes mecanismos e outros, o cobre deixa inativos muitos tipos de bactérias, fungos e vírus.

limpeza de superfícies de cobre
Apenas para ilustrar a enorme contribuição que o cobre antimicrobiano pode dar na melhoria da qualidade de vida das populações, vale citar dois diferentes tipos de bactérias que transmitem doenças muito comuns e que podem ser evitadas :

 Actinomucor elegans, origina a sinusite; 
 Tubercle bacillus, a tuberculose. 
Isto sem mencionar outras inúmeras infecções, algumas de elevada fatalidade, que podem proliferar pelo simples contato nos ambientes hospitalares.


Outra preocupação que relaciona os cuidados com a saúde e os edifícios modernos, é a exposição a microorganismos tóxicos. Assim surge a grande necessidade de melhorar as condições higiénicas dos sistemas de ar condicionado, ventilação e aquecimento, os quais podem causar 60% das enfermidades nos edifícios. Um exemplo, deste perigo: foi demonstrado que as palhetas constituídas de outros metais dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação são fonte importante de populações microbianas. 
Mais uma vez, o cobre antimicrobiano surge como a alternativa mais apropriada em substituição aos materiais biologicamente inertes nos tubos do trocador de calor, nas palhetas, nos filtros e nos ductos. O cobre apresenta-se como meio efetivo quanto a custos para controlar o aumento de bactérias e fungos que se desenvolvem nestes sistemas. Nos hospitais, por exemplo, para as pessoas imunocomprometidas, a exposição a potentes microorganismos provenientes dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação pode ser fatal, causando infecções severas, e comprometendo o estado de saúde já debilitado dos pacientes.

Diante de tantas evidências científicas, inúmeros países da América do Norte, do Sul e da Europa estabeleceram políticas e ações de incentivo ao uso deste precioso metal nas superfícies de contato de edifícios, sobretudo os que sediam os serviços de saúde, as clínicas e hospitais públicos e privados, a fim de evitar a transmissão e a disseminação de um universo de bactérias.
Embora os benefícios sejam muitos em todas as aplicações citadas, da comprovada a eficácia do cobre antimicrobiano em eliminar, em até duas horas, bactérias presentes nas superfícies como corrimões, maçanetas, móveis e utensílios hospitalares, barras de aparelhos de fisioterapia, ainda há uma enorme resistência na adoção do material. Mesmo diante de resultados alcançados em muitos países, ainda existem muitas reservas, e solicitações de comprovações do êxito. A indústria de mobiliário hospitalar, por sua vez, resiste em propor novas linhas de produtos empregando o cobre alegando não haver demanda consistente por parte dos hospitais. 


cobre em superfícies
Outro argumento é o custo do cobre, uma dificuldade inicial pelo valor agregado que o metal possui. Porém, já foi demonstrado que nestes casos o retorno sobre o investimento é muito rápido, levando em conta principalmente a redução de despesas decorrentes da minimização de índices de infecção hospitalar e de transmissão de doenças. Os valores que deixarão de ser investidos com essa redução são muito expressivos.

Existem mais de 300 ligas de cobre Antimicrobial já registradas na agência de proteção ambiental norte americana (EPA), com diferentes tipos de cobre que contribuem sensivelmente para a drástica diminuição de proliferação de algumas enfermidades. O exemplo dos demais países poderá servir de inspiração.


Confira as propriedades do cobre neste Vídeo:


Friday, April 11, 2014

Instrumentos Musicais - Portugal


Guitarra Portuguesa

A guitarra portuguesa, tal como o próprio nome indica, é um dos instrumentos mais caracteristicos de Portugal.

Este instrumento musical difere um pouco consoante a cidade onde surgiu (Porto, Coimbra ou Lisboa).

A característica que mais as distingue é a forma voluta na parte superior da guitarra. 


Enquanto a guitarra de Lisboa apresenta embutidos em madrepérola, a de Coimbra é muito mais modesta pois a sua tradição está ligada aos estudantes que não possuem dinheiro para grandes ornamentos (elementos decorativos).


A guitarra portuguesa é o instrumento sonante no Fado Coimbra, uma música tipica da Monumental Serenata, altura em que os estudantes se despendem da sua vida académica.


O adufe é um instrumento proveniente da região da Beira Baixa em Portugal. 
Adufe
É tradicionalmente feito e tocado pelas mulheres: as adufeiras. Ele é quadrangular e é feito a partir da pele dos animais da região. 
O facto de serem zonas ricas em pastorícia contribui para o grande número de adufes saídos das mãos habilidosas das mulheres da Beira InteriorAntigamente era vulgar as pessoas juntarem-se em casa umas das outras ou no largo do pelourinho daquele lugar e tocarem adufe ao despique. 

Bibliografia:

Wednesday, April 09, 2014

Febre do vírus do Ébola

O vírus do Ébola causa a doença do vírus do Ébola (EVD, anteriormente conhecida como febre hemorrágica do Ébola) nos seres humanos.
Os surtos de EVD têm uma taxa de letalidade que chega aos 90% e atualmente, não existe tratamento nem vacina específica para tratar pessoas ou animais.

O Ébola apareceu, pela primeira vez, em 1976, em 2 surtos simultâneos, em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo. Este último ocorreu numa aldeia situada perto do rio Ébola, que deu o nome à doença.
Neste momento, ocorre um surto na Guiné, com 127 casos, até ao dia 1 de Abril, tendo ocorrido já 83 mortes.


O género Ebolavirus é 1 de 3 membros da família Filoviridae (filovírus), juntamente com o género Marburgvirus e o género Cuevavirus. O género Ebolavirus compreende 5 espécies distintas:
1 Bundibugyo ebolavirus (BDBV)
2 Zaire ebolavirus (EBOV)
3 Reston ebolavirus (RESTV)
4 Sudan ebolavirus (SUDV)
5 Taï Forest ebolavirus (TAFV).

As espécies BDBV, EBOV e SUDV têm estado associadas a grandes surtos de EVD na África, mas não a RESTV e a TAFV. Os surtos do Ébola ocorrem, principalmente, em aldeias remotas da África Central e Ocidental, nas proximidades das florestas tropicais húmidas.
A espécie RESTV, encontrada nas Filipinas e na República Popular da China, pode infectar os humanos, mas até à data não foi notificada qualquer doença ou morte em humanos por ela provocada.

vírus do Ébola

Transmissão
O Ébola é introduzido na população humana através do contato direto (através da pele gretada ou membranas mucosas) com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infetados. Em África, a infecção tem sido documentada através do contacto com chimpanzés, gorilas, morcegos frugívoros, macacos, antílopes das florestas e porcos-espinhos infectados e encontrados com doença ou mortos na floresta tropical húmida.
O Ébola dissemina-se na comunidade através da transmissão entre humanos e a infecção resulta do contacto directo com o sangue, secreções, orgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e contacto indirecto com ambientes contaminados com esses fluidos. Os funerais, em que os enlutados têm contacto directo com o corpo da pessoa falecida podem também ter o seu papel na transmissão do Ébola. Os homens que recuperaram da doença podem ainda transmitir o vírus através do sémen, até 7 semanas após a recuperação da doença.
Os profissionais de saúde são frequentemente infectados, quando tratam doentes com EVD suspeita ou confirmada. Isso ocorre através do contacto directo com os doentes, nos casos em que as precauções de controlo das infecções não são devidamente respeitadas.
Entre os trabalhadores em contacto com macacos ou porcos infectados com Reston ebolavirus, têm sido documentadas várias infecções em pessoas clinicamente assintomáticas. 
Contudo, a única evidência disponível encontra-se em machos adultos saudáveis. Seria prematuro extrapolar os efeitos do vírus sobre a saúde para todos os grupos populacionais, tais como as pessoas imunocomprometidas, pessoas com condições médicas subjacentes, mulheres grávidas e crianças. São necessários mais estudos sobre o RESTV, antes de se poderem retirar conclusões definitivas sobre a patogenicidade e a virulência deste vírus em humanos.

Distribuição geográfica de surtos de febre hemorrágica do Ébola e morcegos da família Pteropodidae
Sinais e sintomas
O EVD é uma doença viral aguda grave, muitas vezes caracterizada por início súbito de febre, fraqueza acentuada, dores musculares, dores de cabeça e dores de garganta. Estes sintomas são seguidos por vómitos, diarreia, erupção cutânea, funções renal e hepática diminuídas e, em alguns casos, hemorragias internas e externas. Os resultados laboratoriais incluem baixa contagem de leucócitos e de plaquetas, assim como aumento das enzimas hepáticas.
O período de incubação, isto é, o intervalo de tempo desde a infecção com o vírus até ao início dos sintomas, é de 2 a 21 dias.

Diagnóstico
Outras doenças que devem ser excluídas, antes de se poder fazer um diagnóstico de EVD, são: paludismo, febre tifóide, shigelose, cólera, leptospirose, peste, ricketsiose, febre recorrente, meningite, hepatite e outras febres hemorrágicas virais.
As infecções pelo vírus do Ébola podem ser definitivamente diagnosticadas num laboratório, através de vários tipos de testes:
ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA)
testes de detecção de antigénios
teste de neutralização do soro
ensaio de reacção em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT  PCR) 
isolamento do vírus por cultura de células.
As amostras colhidas nos doentes constituem um grande risco biológico, devendo os testes realizar-se em condições de contenção biológica máximas.

fonte de imagem
Prevenção e tratamento
Não existe vacina para o EVD. Estão a ser testadas várias vacinas, mas não há nenhuma disponível para uso clínico.
Os doentes graves requerem cuidados médicos intensivos. Os doentes ficam frequentemente desidratados e necessitam de rehidratação oral com soluções que contenham electrólitos ou com fluidos intravenosos.
Não existe um tratamento específico, embora estejam a ser avaliadas novas terapêuticas medicamentosas.

Hospedeiro natural do vírus do Ébola
Em África, os morcegos frugívoros, particularmente a espécie dos géneros Hypsignathus monstrosus, Epomops franqueti e Myonycteris torquata, são considerados possíveis hospedeiros naturais do vírus do Ébola. Consequentemente, a distribuição geográfica dos vírus do Ébola pode coincidir com as variedades de morcegos frugívoros.

Vírus do Ébola em animais
Embora os primatas não humanos tenham sido uma fonte de infecção para os seres humanos, não são considerados como o reservatório, mas antes um hospedeiro acidental como os seres humanos. Desde 1994, têm-se observado surtos de Ébola causados pelas espécies EBOV e TAFV em chimpanzés e gorilas.
O RESTV tem causado graves surtos de EVD em macacos do género Macaca (Macaca fascicularis) criados nas Flipinas e detectado em macacos importados.
Desde 2008, têm sido detectados vírus RESTV durante vários surtos de doença mortal em suínos, nas Filipinas e na China. Têm sido notificadas infeções assintomáticas em suínos e inoculações experimentais têm demonstrado que o RESTV não pode causar doença nesses animais.

Prevenção
Controlar o Ebola Reston em animais domésticos
Não existe vacina para animais contra o RESTV. A limpeza e a desinfecção de rotina das criações de porcos ou macacos (com hipoclorito de sódio ou outros detergentes) deverão bastar para desactivar o vírus.
Se houver suspeita de um surto, as instalações devem ser imediatamente colocadas em quarentena. O abate dos animais infectados, com supervisão atenta do enterramento ou da incineração das carcaças, pode ser necessário para reduzir o risco de transmissão animal-a-humano. A restrição ou a proibição da deslocação de animais de criações infectadas para outras zonas poderá reduzir a  propagação da doença.
Uma vez que os surtos de RESTV em porcos e macacos precederam as infecções nos humanos, a criação de um sistema activo de vigilância da saúde animal, para a detecção de novos casos, é essencial para alertar rapidamente as autoridades de saúde pública veterinária e humana.
Reduzir o risco de infecção das pessoas pelo Ébola 
Na ausência de um tratamento eficaz e de uma vacina para seres humanos, a única forma de reduzir as infecções e a morte em humanos é sensibilizar as pessoas para os factores de risco da infecção pelo Ébola e para as medidas de protecção que se podem tomar.

Em África, durante os surtos de EVD, as mensagens educativas de saúde pública deverão incidir sobre vários factores:
Reduzir o risco de transmissão animal-para-humano no contato com morcegos frugívoros ou macacos infectados e o consumo da sua carne crua. Os animais devem ser manipulados usando luvas e outro vestuário apropriado de protecção. Os produtos animais (sangue e carne) devem ser muito bem cozinhados, antes de serem consumidos.
Reduzir o risco de transmissão entre humanos na comunidade que deriva do contato direto ou próximo com doentes infetados, particularmente com os seus fluidos corporais. O contacto físico íntimo com doentes de Ébola deve ser evitado. Devem usar-se luvas e equipamento apropriado de proteção pessoal, quando se cuida de doentes em casa. É obrigatório lavar as mãos regularmente, depois  de se visitar doentes no hospital, assim como depois de cuidar de doentes em casa.
As comunidades afectadas pelo Ébola devem informar a população sobre a natureza da doença e sobre as medidas de contenção do surto, incluindo o enterro dos mortos. As pessoas que morreram com o Ébola devem ser enterradas com rapidez e segurança.

Para o RESTV, as mensagens educativas de saúde pública devem incidir sobre a redução do risco de transmissão suíno-a-humano, como resultado de práticas não seguras de criação e abate de animais e do consumo de risco de sangue fresco, leite cru ou tecidos animais. Devem usar-se luvas e outro vestuário de protecção apropriado na manipulação de animais doentes ou dos seus tecidos, assim como no seu abate. Nas regiões em que foi notificado o RESTV em suínos, todos os produtos animais (sangue, carne e leite) devem ser muito bem cozinhados, antes de serem consumidos.

Controlar a infecção nas unidades de cuidados de saúde 
A transmissão entre humanos do vírus do Ébola está associado, sobretudo, ao contato direto ou indireto com o sangue e os fluidos corporais. A transmissão aos agentes de saúde tem sido notificada, quando não são adoptadas medidas apropriadas de controlo da infecção.
Nem sempre é possível identificar com rapidez os doentes com EBV, porque os sintomas iniciais poderão não ser específicos. Por essa razão, é importante que os agentes  de saúde apliquem as precauções padrão de forma consistente com todos os doentes, independentemente do seu diagnóstico, em todas as práticas de trabalho e em todos os momentos. Essas precauções incluem a higiene básica das mãos, a higiene respiratória, o uso de equipamento de protecção pessoal (contra o risco de salpicos ou outro contacto com materiais infectados), práticas seguras de injecção e práticas seguras de enterramento.

Os agentes de saúde que cuidam dos doentes com infeção suspeita ou confirmada pelo vírus do Ébola devem aplicar, além das precauções padrão, outras medidas de controlo da infecção, para evitar eventual exposição ao sangue ou fluidos corporais do doente e o contacto directo não protegido com um ambiente possivelmente contaminado. Quando em contato próximo (no raio de 1 metro) com doentes com EBV, os agentes de saúde devem proteger o rosto, usando uma viseira facial, uma máscara médica e óculos de protecção, uma bata limpa, não estéril, de manga comprida, e luvas (luvas esterilizadas para alguns procedimentos).
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A OMS disponibiliza técnicos e documentação para apoiar a investigação e o controlo da doença.
As recomendações para controlo da infecção e prestação de cuidados aos doentes com suspeita ou confirmação de febre hemorrágica do Ébola são apresentadas em: Recomendações provisórias para controlo da infecção e cuidados aos doentes com suspeita ou confirmação de febre hemorrágica do Filovírus (Ébola, Marburgo), Março de 2008.
A OMS criou um memorando sobre as precauções padrão nos cuidados de saúde (em actualização). As precauções padrão destinam-se a reduzir o risco de transmissão de agentes patogénicos transmitidos pelo sangue e outros. Quando universalmente aplicadas, as precauções ajudam a prevenir, em grande parte, a transmissão por exposição ao sangue e fluidos corporais.
As precauções padrão são recomendadas nos cuidados e tratamento de todos os doentes, independentemente do seu estado infeccioso aparente ou confirmado, e incluem o nível básico do controlo de infecções: higiene das mãos, uso de equipamento de protecção pessoal, para evitar o contacto directo com o sangue e fluidos corporais, prevenção das picadas de agulhas e ferimentos causados por outros objetos cortantes e um conjunto de medidas de controlo ambiental.

Para mais informações, consulte (em inglês) : http://www.who.int/csr/disease/ebola/en/

Monday, April 07, 2014

Dia Mundial da Saúde 7 de Abril

Mais de metade da população está em risco de adquirir doenças transmitidas por vetores como malaria, dengue, leishmaniose, doença de Lyme, schistosomíase e febre amarela.

Todos os anos, mais de um bilhão de pessoas são infetadas e mais de um milhão morrem de doenças transmitidas por vetores. 

Neste Dia Mundial da Saúde, 7 de Abril, a OMS destaca a ameaça séria e crescente das doenças transmitidas por vetores, com o slogan “pequenas picadas, grandes ameaças”.



A OMS realça ainda que estas doenças são inteiramente evitáveis.
Doenças transmitidas por vetores afetam as populações mais pobres, particularmente quando há falta de acesso a habitações adequadas, saneamento e água potável. As pessoas malnutridas e com sistema imunitário enfraquecido são especialmente suscetíveis.
Para além das doenças doenças mais conhecidas, também fazem parte deste grupo a encefalite japonesa, chikungunya, filariose linfática, oncocercose, febre hemorrágica de Crimeia-Congo, encefalite e outras doenças transmitidas por carraças e doença de Chagas.

Schistosomíase, transmitida por caracóis, é a mais generalizada das doenças transmitidas por vetores, afetando quase 240 milhões de pessoas em todo o mundo. As crianças que vivem e brincam perto de águas infestadas são particularmente vulneráveis a esta doença que pode causar anemia e diminuição na capacidade de aprendizagem. Schistosomíase pode ser controlada com tratamento regular em massa de grupos em risco, com medicamento seguro e eficaz, bem como através da melhoria de acesso a água potável e saneamento.

caracóis
Nas últimas décadas, muitas doenças transmitidas por vetores re-emergiram ou espalharam para novas partes no mundo. Mudanças no ambiente, o aumento massivo no comércio e nas viagens internacionais, mudança na prática agrícola e urbanização rápida podem estar na causa do aumento em número e áreas afetadas por vários vetores, tornando novos grupos populacionais vulneráveis.
O dengue, por exemplo, pode ser encontrado em 100 países, pondo em risco mais de 2,5 bilhões de pessoas – mais de 40% da população mundial. Dengue foi recentemente reportado na China, em Portugal e nos Estados Unidos.
Controlo de vetores continua a ser uma das ferramentas mais importantes na prevenção de surtos de doenças.

locais de reprodução para mosquitos que transmitem dengue e malária
Neste Dia Mundial da Saúde 2014, a OMS apela a um esforço maior e renovado para o controlo de vetores, fornecimento de água segura, saneamento e higiene.


Informe-se melhor sobre este tema com o documento “A global brief on vector-borne diseases” (em inglês): http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2014/global-brief/en/

Para mais informações sobre este Dia Mundial da Saúde, consulte o website da OMS: http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2014/en/

Friday, April 04, 2014

Poliomielite- O Sudeste Asiático é livre da pólio!

No dia 27 de Março o Sudeste Asiático recebeu certificado de erradicação da PÓLIO

Poonam Khetrapal Singh, Diretora regional para a região recebe o certificado
Um quarto da população mundial, cerca de 1,8 bilhões de pessoas vivem nos 11 países que fazem parte da região do Sudeste Asiático (SEARO). Esta conquista é o resultado da determinação deste 11 países que se esforçaram para vacinar 1 bilhão de crianças contra a poliomielite durante um período de 17 anos. 

A poliomielite é uma doença virótica contagiosa que pode afetar o sistema nervoso central e causar paralisias, e trata-se de uma doença que não tem cura, mas cuja prevenção através de vacina oral é fácil. O último país a adquirir o status de isento de pólio foi a Índia, epicentro da doença até há pouco e onde não se registra um novo surto há três anos.


O plano estratégico da erradicação da poliomielite para 2013-2018 foi elaborado em parceria com as autoridades nacionais em saúde dos vários países, iniciativas globais em saúde, especialistas e outros patrocinadores.

O plano engloba quatro objetivos:
  1. detectar e interromper a transmissão do vírus;
  2. fortalecer os sistemas de imunização e implementar a vacina oral;
  3. conter o poliovírus e interromper a transmissão;
  4. assegurar que o mundo se mantenha livre da poliomielite. 

Agora que 80% da população mundial vive em áreas que foram certificadas como livre da pólio, a meta da erradicação total da pólio está mais perto do que nunca

  A poliomielite permanece endêmica em apenas 3 países: Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

Campanha contra Polio

São enormes os progressos realizados desde 1988, quando poliomielite era endêmica em mais de 125 países e a OMS estabeleceu o objectivo de erradicação da pólio.

Agora, mais do que nunca, é imperativo que nós fazemos este esforço final para a erradicação da pólio. Pois sem erradicação, teremos que continuar com as caras medidas de controle para um tempo indefinido e enfrentar a ameaça da reemergencia da pólio em regiões que já chegaram de ser endemicas.



Bibliografia:
  • http://www.gatesfoundation.org/What-We-Do/Global-Development/Polio
  • http://www.historyofvaccines.org/content/timelines/polio
  • http://www.endpolio.org/pt
  • http://www.endpolio.org/
  • http://www.polioeradication.org/Portals/0/Document/Media/FactSheet/PolioFactSheet_2013-2014.pdf
  • http://www.historyofvaccines.org/content/timelines/polio