domingo, abril 23, 2017

Em Moçambique, mulheres reúnem-se pela igualdade de gênero no campo

Marcha das Margaridas de Brasília em 2015.
Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin
Trabalhadoras rurais de Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e Portugal reúnem-se em Maputo, capital moçambicana, para discutir uma agenda internacional de luta pelo empoderamento das mulheres do campo.
“Elas fazem parte de um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade que, ao mesmo tempo, são agentes centrais para a erradicação da pobreza e promoção da segurança alimentar e nutricional”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.
Trabalhadoras rurais de Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e Portugal estão reunidas desde quinta-feira (20) em Maputo, capital moçambicana, para a oficina “Organização e luta das mulheres rurais africanas e Países de Língua Portuguesa”.
O Brasil está representado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), uma das entidades articuladoras da Marcha das Margaridas.
Um dos pontos altos da oficina será a definição de plano de mobilização e incidência da Rede Margaridas do Mundo. Constituída em 2015, a rede é formada por 17 países com foco nas demandas das mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades.
Os países que compõem a rede são Brasil, Chile, Panamá, Equador, Peru, Uruguai, Moçambique, Paraguai, Guatemala, México, El Salvador, Bolívia, Costa Rica, Honduras, Argentina, Venezuela e Colômbia.
O encontro em Maputo tem como objetivo discussões e articulação de uma pauta internacional das mulheres rurais, sendo um ponto inicial o processo preparatório para a 62ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres (CSW62). Prevista para março de 2018, a sessão tem como tema prioritário os “Desafios e oportunidades no alcance da igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres e meninas rurais”.
“O empoderamento das mulheres rurais é decisivo para a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, adotada pelos Estados-membros da ONU. Elas fazem parte de um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade que, ao mesmo tempo, são agentes centrais para a erradicação da pobreza e promoção da segurança alimentar e nutricional”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.
Ao longo de dois dias, o encontro abordará a situação das mulheres rurais africanas e fará uma análise comparativa das frentes de incidência política das mulheres africanas e dos países de língua portuguesa para a superação das desigualdades de gênero.

Cooperação Sul-Sul

A oficina “Organização e luta das mulheres rurais africanas e Países de Língua Portuguesa” é parte do projeto “Brasil e África: Lutar contra a pobreza e empoderar as mulheres via Cooperação Sul-Sul”, implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG), pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ONU Mulheres.
A cooperação estabelece a parceria entre governos e organizações de sociedade civil dos países e outros atores locais interessados, por meio da criação de novos programas e iniciativas de políticas públicas e do fortalecimento e aprimoramento dos programas e iniciativas existentes.
A cooperação tem como propósito aumentar o engajamento do Brasil em parcerias internacionais de cooperação para o desenvolvimento com Países de Baixa Renda (PBR) na África e contribuir para a erradicação da pobreza e ao desenvolvimento socioeconômico inclusivo nos países-alvo, promovendo também a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, com enfoque no fim da violência contra as mulheres e em sua inclusão econômica.
Notícia publicada em ONU/Brasil - https://nacoesunidas.org/em-mocambique-mulheres-reunem-se-pela-igualdade-de-genero-no-campo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ONUBr+%28ONU+Brasil%29

segunda-feira, abril 03, 2017

Brasil, Moçambique e ONU debatem iniciativas de alimentação escolar associadas à agricultura familiar

Representantes do Brasil e da ONU reuniram-se em Moçambique com o governo local para o primeiro seminário nacional sobre o Programa de Aquisição de Alimentos para a África (PAA África) — iniciativa que conecta a produção da agricultura familiar às demandas de escolas que oferecem refeições para seus alunos. Encontro ocorreu nos dias 20 e 21 de março e debateu como os aprendizados do projeto podem orientar o futuro da alimentação escolar no país africano.
Agricultores do Moçambique viram novos mercados se abrirem com a participação do país no PAA África. Foto: PMA/Arssalan Serra

Representantes do Brasil e da ONU reuniram-se em Moçambique com o governo local para o primeiro seminário sobre o Programa de Aquisição de Alimentos para a África (PAA África) — iniciativa que conecta a produção da agricultura familiar às demandas de escolas que oferecem refeições para seus alunos. Encontro ocorreu nos dias 20 e 21 de março e debateu como os aprendizados do projeto podem orientar o futuro da alimentação escolar no país africano.
“O PAA voltado para a alimentação escolar constitui uma tecnologia social de aceleração do crescimento, que conforma um círculo virtuoso: combina a melhora nutricional dos alunos à maior capacidade cognitiva e à inclusão da agricultura familiar”, afirmou durante o evento o chefe de cooperação da Embaixada do Brasil em Moçambique, Bruno Neves.
Regino Jalone é presidente da associação de agricultores Kuchinga, no distrito de Cahora Bassa. A associação começou com apenas 12 membros, mas com o apoio do PAA África duplicou de tamanho.
“No início, começamos a trabalhar com um grupo de 12 camponeses, mas trabalhávamos com preguiça porque não tínhamos onde vender o produto. Com o PAA África começaram a surgir novos mercados e começamos a ter a ideia de aumentar as áreas de produção porque já tínhamos as escolas para comprar nossos produtos”, explicou Jalone.
Helena Dzico, outra produtora que participou do seminário, também falou sobre sua experiência. “Não sabíamos como usar os produtos depois de cultivar, mas agora já temos as escolas onde distribuir. Aprendemos também a fazer planos de negócio porque antes não controlávamos as vendas. Agora, tenho renda suficiente, o que me ajuda a pagar a escola do meu filho que já terminou a 12ª Classe”, contou.
Representantes dos ministérios moçambicanos de Educação e de Segurança Alimentar, assim como oficiais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização das nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), também participaram do evento.
“Congratulo-me com esta iniciativa inspirada e apoiada pelo Brasil, que foi concebida para apoiar os esforços para reverter uma das preocupações mais graves do nosso século: a fome no mundo”, afirmou Ute Meir, diretora adjunta do PMA em Moçambique.

Entenda a trajetória do PAA África

O PAA África é uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, do PMA e da FAO lançada em 2012, com apoio do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID). Após cinco anos de trabalho em cinco países — Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal —, a segunda fase do programa se encerra em junho deste ano.
A primeira etapa (2012-2013) apoiou agricultores e cooperativas a suprir adequadamente as escolas com alimentos produzidos localmente. A segunda fase (2014-2017) fortaleceu as operações de campo, promoveu atividades de aprendizagem, assistência técnica e troca de conhecimentos, desenvolveu um sistema de monitoramento e realizou a avaliação da iniciativa no Malaui e no Senegal.
Até a metade deste ano, consultas nacionais com representantes dos governos, parceiros e atores estão sendo realizadas em cada um dos países participantes.
Os encontros e avaliações têm sido uma oportunidade de avaliar como o PAA África pode ser incorporado a estratégias já implementadas nas nações para combater a fome e fortalecer a agricultura familiar. São também uma chance de aprofundar a discussão sobre o envolvimento e a contribuição de cada parceiro ao programa, sejam eles organismos internacionais ou Estados-membros.
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quinta-feira, março 30, 2017

Dia do Médico Moçambicano

"A 28 de Março de cada ano, a classe Médica Moçambicana, celebra o seu dia, ꞌꞌo dia do Médico moçambicanoꞌꞌ que coincide com o aniversário da fundação da Associação Médica de Moçambique, criada á 28 de Março de 1992.

Já lá vão 25 anos desde a instituição desta data. Este ano, esta efeméride celebra-se sob o Lema: “Exercício regular da medicina em Moçambique: um imperativo nacional”.


A comemoração desta data regista-se num momento em que o rácio de médicos nacionais e estrangeiros é de 8.7 por 100.000 habitantes.

No Serviço Nacional de Saúde existem 2.151 médicos, dos quais 1722 são moçambicanos e 429 estrangeiros.


Deste total, 1446 são médicos de clínica geral e 705 são especialistas. 

Dos nacionais; 1393 são de clínica geral e 329 são especilistas.

52% dos médicos moçambicanos são do sexo feminino e 2/3 encontram-se nas provincias da zona sul. 


Em termos de idade, 58% dos médicos encontram-se na faixa etária entre 26 e 37 anos de idade. (Dados até 31 de Dezembro de 2016, do Serviço Nacional de Saúde).

Este dia é dedicado a todos Médicos, que diariamente empreendem esforços na consolidação do Sistema Nacional de Saúde. Através da prestação da assistência preventiva, curativa e reabilitativa, lutando afincadamente para o alívio do sofrimento e para a melhoria da saúde dos moçambicanos.

DESEJAMOS A TODOS MÉDICOS DE MOÇAMBIQUE E EM ESPECIAL AOS 1.722 MÉDICOS NACIONAIS DO SNS, SUCESSOS E DESENVOLVIMENTO NA CARREIRA PROFISSIONAL.
Observatório dos Recursos Humanos para Saúde de Moçambique

Aurora Glesy

Assistam ao vídeo: https://youtu.be/NZDZ_LLW2Sg

sexta-feira, março 24, 2017

PRÉMIO FERNÃO
MENDES PINTO 2017

Candidaturas até 31 de julho de 2017.

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) anuncia a abertura de candidaturas ao Prémio Fernão Mendes Pinto 2017.
Este prémio, atribuído anualmente pela AULP, tem como objetivo galardoar uma dissertação de mestrado ou de doutoramento que contribua para a aproximação das Comunidades de Língua Portuguesa, explicitando relações entre comunidades de, pelo menos, dois países.
O valor do Prémio Fernão Mendes Pinto é de 8.000€ (oito mil euros) a atribuir numa parceria conjunta entre a AULP e a CPLP ao autor premiado e cuja publicação será da responsabilidade do Instituto Camões.

Só se poderão candidatar ao PFMP2017 as instituições membros da AULP que tenham as quotas em dia.

Mais informações em: http://aulp.org/node/114680

quinta-feira, março 23, 2017

filosofia africana





Notícia divulgada em http://www.jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/professor-da-unb-cria-site-que-disponibiliza-obras-em-portugues-de-filosofos-africanos/ 

Professor da UNB cria site que disponibiliza obras em português de filósofos africanos

Ícaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com.br




Há muitos anos, os movimentos sociais de combate ao racismo têm insistido na necessidade de ressignificar as imagens difundidas das populações africanas - e de seus descendentes - como intelectualmente inferiores, trazendo elementos que desmistifiquem a presença da população negra em nosso país. Desde 2003, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (art. 26-A), determina que em todo o currículo dos ensinos fundamental e médio brasileiros estejam presentes conteúdos de história e cultura africana e afro-brasileira, em todos os componentes curriculares incluindo, dessa forma, a Filosofia. Eis, portanto, o momento de pensar a filosofia em/desde outras cores...

O objetivo deste espaço é disponibilizar materiais em língua portuguesa que possam subsidiar pesquisas sobre a filosofia africana e afro-brasileira, assim como auxiliar na tarefa de professoras/es do ensino fundamental e médio em acessar recursos ainda pouco conhecidos em nossa língua. Afirmam-se aqui diversas perspectivas distintas, sem a intenção de preterir nenhum material que fosse encontrado sobre o tema em nossa língua, cuja publicação virtual não fosse impossibilitada em virtude de restrições por direitos autorais. 


Alguns destes textos dialogam com outras áreas do conhecimento, como educação, sociologia, antropologia, história, artes, entre outras, atendendo ao aspecto multidisciplinar que muitas vezes permeia o debate filosófico e que, também, auxilia a tarefa docente interdisciplinar. Esperamos que este material sirva para difundir outras imagens sobre as populações africanas e afro-brasileiras, múltiplas, plurais e que não se reduzam ao imaginário inferiorizante tão comum em nosso cotidiano, ainda marcado pelas feridas coloniais. 

Este site é parte da pesquisa "Colaborações entre os estudos das africanidades e o ensino de filosofia", desenvolvido pelo prof. Wanderson Flor do Nascimento, na Universidade de Brasília e em interação com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde - GEPERGES Audre Lorde (UFRPE/UnB-CNPq). O site encontra-se ativo desde agosto de 2015 e em constante atualização.

Contato: wandersonflor@hotmail.com

Agradeço ao Flaésio Pereira da Silva Júnior, pela elaboração das artes que estão aqui no site.

quarta-feira, março 22, 2017

2 anos se passaram

Pois é...
O tempo passou....

e mesmo assim, este Blog continuou vivo e recebendo visitantes de todas as partes.

Menos, é claro... afinal de contas, já não estava sendo atualizado...

Passaram-se 2 anos e me deu vontade de voltar a editar este Blog. Não mais como uma ferramenta da Rede ePORTUGUÊSe da OMS, mas como um veículo de informação para os países de língua portuguesa, que ainda estão muito presentes no meu pensamento e a cada vez que me deparo com uma informação, artigo ou fato relacionado aos países... digo para mim mesma.... "Ah se eu pudesse colocar isso no Blog".....

Mas eu também ainda estava muito triste com o fim da Rede ePORTUGUÊSe e com a falta de visão da OMS em manter esta Rede que foi muito importante para os profissionais dos países. E portato não estava preparada para voltar a escrever neste Blog...

Mas até hoje, recebo muitas mensagens de profissionais que conheci e que participavam da rede... pedindo informações, solicitando documentos e dizendo o quanto a Rede foi importante para o seu trabalho....

Então, e como eu disse no início, o tempo  passou e agora estou mais disposta e com vontade de reativar este Blog.
Talvez não com tanta frequencia como antigamente, mas vou estar aqui disseminando o que eu achar importante para ser disseminado...

Vamso ver como vai ser....

Um abraço em todos...

Regina Ungerer