Thursday, July 24, 2014

Agora somos NOVE

Guiné Equatorial torna-se membro da CPLP



A entrada da Guiné  Equatorial na comunidade dos países de língua portuguesa  marca  a Xª Cimeira de Chefes de Estados e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Sobre o tema “ A CPLP e a Globalização” a confirmação da entrada de Guine Equatorial na comunidade lusófona foi antecedida de muito debate, movimentações e assinaturas de acordos.


Em 2007, a República da Guiné Equatorial deu um passo importante para ser um verdadeiro membro da CPLP quando adotou o português como idioma oficial, ao lado do francês e o espanhol, tornando-se um país observador associado.


Os domínios prioritários identificados pelas autoridades para a cooperação, no âmbito da CPLP, é a formação profissional em diversos níveis.  Segundo palavras do próprio Presidente da República de Guiné Equatorial a entrada do país na  CPLP tem por objetivo desfrutar de um auxilio para difundir o ensino da língua portuguesa no país, para formação profissional e acolhimento dos seus estudantes pelos países da comunidade lusófona. Em troca, país terá que abolir a pena de morte e promover o uso do português como língua oficial 


A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP):

Em 1989, com a intenção de unir países de língua portuguesa que compartilhavam uma herança histórica e cultural foi criado o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, porém, somente em julho de 1996, durante uma reunião de Chefes de Estado, decidiu-se criar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A CPLP é hoje formada por oito países membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e é composta de aproximadamente 240 milhões de pessoas distribuídas em quatro continentes. Com o caráter político e diplomático, a comunidade lusófona tem como objetivo de fortalecer a língua portuguesa e as alianças entre os oito países em prol do desenvolvimento nas áreas da educação, cultura, ciência, tecnologia, agricultura, comunicação, esportes, justiça e
a saúde

Com a Globalização, a CPLP abriu portas para que outros países pudessem participar como Observadores Associados Consultivos. Para ser um observador, o pais tem que usufruir dos mesmos princípios que regem a CPLP, especialmente em relação a democracia, direitos humanos e boa administração governamental, para isso, é preciso ser aceito pelos oitos estados membros da comunidade. 

Conhecendo mais sobre a Guiné Equatorial:

A Guiné Equatorial, oficialmente República da Guiné Equatorial, é um país da África Ocidental, dividido em vários territórios descontínuos no Golfo da Guiné, um continental e os outros insulares.

Designação Oficial: República da Guiné-Equatorial
Capital: Malabo (cerca de 100 mil habitantes)
Outras cidades importantes: Bata
Línguas oficiais: Espanhol , Francês e Portugues
Unidade monetária: Franco CFA.
Populacao total: 736.000 habitantes







Guiné Bissau e CPLP

http://www.cplp.org/id-258.aspx
http://expresso.sapo.pt/guine-equatorial-ja-e-membro-de-pleno-direito-da-cplp=f882648
http://asemana.publ.cv/spip.php?article101731&ak=1
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3698649&seccao=CPLP

Monday, July 21, 2014

Danças títpicas - Quem se lembra do Vira?

Portugal - Vira


vira é uma das danças populares mais antigas de Portugal.


É característica da região norte do país e é dançada de maneira diferente, em outras regiões.

O seu nome refere-se ao movimento mais característico da dança, o “virar”. Durante a atuação, a voz do cantor a solo ou de um bailarino faz-se ouvir gritando "virou" dando a indicação aos outros bailarinos para virar.

A pares ou em grandes rodas, o vira  é dançado ao som de música popular portuguesa cujos temas se relacionam com a vida rural, o amor, o casamento e a emigração.



Friday, July 18, 2014

Dia Internacional Nelson Mandela

Nelson Mandela

No dia 18 de julho comemora-se o dia internacional de Nelson Mandela. Esta data foi lançada por uma decisão unânime da Assembléia Geral da ONU em reconhecimento ao aniversário de Nelson Mandela, que este ano estaria completando 96 anos.

Nelson Mandela nasceu em Mvezo, África do Sul. Seu verdadeiro nome é Rolihlahla Mandela mas sua professora primária deu-lhe o nome de Nelson de acordo com o costume de dar um nome cristão às crianças.Vindo de uma família nobre de uma pequena aldeia do interior da África do Sul, possivelmente seria um grande chefe de Mvezo, na região Transkei. Contudo, Mandela ingressou, em 1939, em Fort Hare, na primeira universidade da África do Sul a oferecer cursos para negros. Os alunos eram ensinados a serem líderes do povo, mas não aprendiam a lidar com o preconceito e a opressão racial. Nos anos seguintes, Mandela envolveu-se em alguns movimentos estudantis e acabou por ser expulso da universidade. Fugiu para Joanesburgo por recusar o casamento tradicionalmente arranjado por sua família.

Mais tarde terminou a sua graduação na Universidade da África do Sul por correspondência e continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand. Enquanto estudante, Mandela envolveu-se na oposição ao regime racista do Apartheid, que negava direitos políticos, sociais e econômicos  aos negros. Fundou, com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA (Congresso Nacional Africano). Contribuiu ainda para a divulgação da Carta da Liberdade que continha um programa fundamental para a luta anti-Apartheid.

Em 11 de junho de 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem e conspiração contra o governo da África do Sul. Enviado para a prisão da Ilha Robben, ocupou uma pequena cela e ficou privado das informações do mundo exterior. Foi transferido duas vezes de prisão e em 1985  negociou a sua própria liberdade. Em 11 de fevereiro de 1990 Nélson Mandela finalmente foi solto e  recebido por uma multidão que o aclamou como candidato à Presidência da República e em abril de 1994, Nélson Mandela foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul.

Nelson Mandela nunca abandonou a sua luta pela  democracia,  igualdade e educação para todos. Apesar da intensa provocação, ele nunca respondeu o racismo com racismo. Sua vida é uma inspiração para todos aqueles que são oprimidos e privados; e a todos os que se opõem à opressão e privação.
Ele morreu em sua casa em Joanesburgo no dia 5 de dezembro de 2013.


                                         Nelson Mandela completaria 96 anos em 2014                            

DIA DE MANDELA:

O dia 18 de julho é  mais do que uma celebração da vida e legado de Madiba. É um movimento global para homenagear o trabalho de sua vida e agir para mudar o mundo para melhor.

A campanha desse ano : Tome uma atitude. Inspire a mudança  

traz uma mensagem simples - cada indivíduo tem a capacidade e a responsabilidade de mudar o mundo para melhor. Mandela foi um homem que transformou a sua vida, serviu o seu país e libertou o seu povo.  Se cada um de nós atender a este simples apelo, fazendo o bem a cada dia, estaríamos vivendo o legado de Mandela, ajudando a construir um mundo melhor.

O ano de 2014 é particularmente simbólico à medida que trabalhamos para homenagear um grande estadista e fazer de cada dia um Dia Mandela como marcamos 20 anos de liberdade democrática da África do Sul.

BIBLIOGRAFIA:

http://educacao.uol.com.br/biografias/nelson-mandela.jhtm
http://www.nelsonmandela.org/content/page/biography
http://www.mandeladay.com/

Thursday, July 10, 2014

O que é chorinho?

BRASIL - Choro
choro ou chorinho surgiu por volta de 1880, no Rio de Janeiro e é considerada a primeira música popular típica do Brasil.

Ao contrário do que o nome possa sugerir, o choro tem normalmente um ritmo rápido e alegre, sendo o improviso uma característica marcante.

O conjunto de choro é formado tradicionalmente por um ou mais instrumentos a solo (flauta, mandolim, clarinete ou saxofone) e instrumentos de acompanhamento como o cavaquinho, a viola de 6 e de 7 cordas e o pandeiro.

O cavaquinho e a viola de 6 cordas executam a harmonia com acordes e variações enquanto que a viola de 7 cordas actua como "baixo" e o pandeiro estabelece o ritmo da música.

Exceptuando alguns casos em que é cantado, o choro é, na sua essência, puramente instrumental onde a improvisação, variação e expontaneidade exigem do músico um grande domínio do instrumento. Dotado de uma grande riqueza e complexidade musical, o choro, é um dos principais géneros musicais brasileiros.



Monday, July 07, 2014

Infante D. Henrique – Impulsionador dos descobrimentos portugueses


O Infante D. Henrique (1394-1460) foi uma das figuras mais ilustres da História da humanidade. Responsável pela expansão ultramarina que mais tarde, desencadeou o descobrimento do mundo novo.


Os descobrimentos portugueses foram o conjunto de viagens e explorações marítimas realizadas pelos portugueses entre 1415 e 1543.

Os descobrimentos resultaram na expansão portuguesa e deram um contributo fundamental para delinear o mapa do mundo impulsionados pela conquista e pela procura de alternativas às disputas do comércio no Mediterrâneo.

Com estas descobertas os portugueses iniciaram a “Era dos Descobrimentos” europeus que durou do século XV até ao XVII, e foram responsáveis por importantes avanços da tecnologia nautica, cartografia e astronomia.

Os portugueses foram responsáveis pelo desenvolvimento dos primeiros navios capazes de navegar com segurança em mar aberto no Oceano Atlantico.
O infante D. Henrique era o quinto filho do rei D. João I que foi o décimo rei de Portugal e fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lancastre. Este casamento fortaleceu por laços familiares, o tratado da aliança luso-britânica que permanece até os dias de hoje.
Em 1414, aos 20 anos de idade, convenceu o pai a organizar uma expedição a Ceuta, que foi conquistada por ele em 1415. Esta conquista visava o controle da navegação na costa norte da África. Este feito foi considerado como o inicio da expansão ultramarina portuguesa.
A partir de então, o jovem príncipe percebeu as possibilidades de lucro existentes entre as rotas comerciais transaarianas.
Durante séculos, a rota de escravos e do comércio de ouro ligavam a África Ocidental ao Mar Mediterrâneo. Atravessando o deserto de Saara eram controladas por poderes muçulmanos do norte da Africa. D. Henrique propôs-se então saber até onde os territórios muçulmanos se estendiam, na esperança de ultrapassá-los por mar e encontrar aliados nas terras cristãs que se imaginavam existir para o sul. Sua intenção era chegar às Índias, origem do lucrativo comércio de especiarias.
Em 1418, D. Henrique redescobriu a ilha de Porto Santo através de seu navegador João Gonçalves Zarco e em 1419, a Ilha da Madeira por Tristão Vaz teixeira. Os arquipélagos da Madeira e das Canárias despertavam desde cedo, o interesse tanto dos portugueses como dos castelhanos devido a localização estratégica, vizinhos a costa da África. Em 1427, Diogo de Silves chegou ao arquipélago dos Açores. Ilhas que foram povoadas logo a seguir por ordem do Infante D. Henrique.

Desde 1421 as navegações sucessivas ao longo da costa africana conseguiram ultrapassar o Cabo do Não, atual Cabo Chaunar situado na costa sul do Marrocos entre tarfaya e Sidi Ifni. Até o século XV este ponto era considerado intransponível por europeus e árabes, originando o seu nome.

Em 1434, Gil Eanes contornou o cabo Bojador dissipando o terror que este promontório inspirava e no ano seguinte, descobriu Angra de Ruivos e chegou ao Rio de Ouro, no Saara Ocidental.

Entretanto, após a derrota portuguesa de Tânger em 1437, os portugueses adiaram o projeto de conquistar o Marrocos, mas em 1441, Nuno Tristão chegou ao Cabo Branco que é um acidente geográfico situado na costa atlântica de África, na fronteira entre a mauritânia e o Saara Ocidental.

A partir de então ficou generalizada a convicção de que essa área da costa africana poderia, sustentar uma atividade comercial. Em 1456, Diogo Gomes descobriu Cabo Verde que foi povoada ainda no século XV.

O avanço nas explorações foi acompanhado pela criação de feitorias, através das quais se trocavam produtos europeus por ouro, escravos, pimenta malagueta, algodão e marfim.

Em 1460, Pêro de Sintra chegou a Serra Leoa, mas neste mesmo ano o Infante D. Henrique faleceu aos 66 anos de idade.

Em 1469, seu sobrinho e rei D. Afonso V, concedeu o monopólio do comércio no Golfo da Guiné ao mercador Fernão Gomes que tinha a obrigação de contrinuar as explorações marítimas. Fernão Gomes conseguiu chegar ao Cabo de Santa Catarina, já no hemisfério sul. Nestas incurções, os portugueses chegaram em Sama (hoje Sama bay), a costa da Mina, Benim, Calabar, Gabão, as ilhas de São Tomé e Principe e de Ano Bom.

Em 1474, o rei D. Afonso V entregou a seu filho o futuro rei D. João II, a responsabilidade de organizar as explorações por terras africanas. Em 1483, Diogo Cão chegou ao rio Zaire e dois anos depois, numa segunda viagem, até à Serra parda.


Em 1487, Bartolomeu Dias comandando uma expedição com três caravelas atingiu o Cabo da Boa Esperança. Estabelecia-se assim a ligação náutica entre o Oceano Atlantico e o Oceano Indico.

O projeto de encontrar o caminho marítimo para a Índia foi delineado por D. João II como medida de redução dos custos nas trocas comerciais com a Ásia e numa tentativa de monopolizar o comércio das especiarias. D. João II almejava o domínio das rotas comerciais e expansão do reino de Portugal que já se transformava num Império.

No entanto, no final do século XV, os espanhois começaram a demonstrar interesse nas rotas comerciais e na expansão de suas terras. A coroa espanhola controlava alguns territórios no leste da Espanha, sudoeste da França e ilhas principais como Maiorca, Sicilia, Malta, o Reino de Napoles e a Sardenha.

Em 1492, decidiram financiar a expedição do genovês Cristovão Colombo na esperança de desviar o comércio de Portugal com África e daí com o Oceano Índico.

Navegando para a coroa espanhola, Cristovão Colombo partiu em 3 de agosto de 1492 com três pequenas embarcações: a nau Santa Maria e as caravelas Pinta e Niña. No dia 12 de outubro de 1492 chegou ao que chamou de Indias Ocidentais, mas que na verdade era um ilheu nas Bahamas, a qual deu o nome de São Salvador. Continuou a navegar e chegou a Cuba e ao Haiti (Hispaniola). Supondo de ter chegado à India, deixou uma pequena colônia e regressou à Europa. Em sua segunda viagem em 1493 chegou as Antilhas, Martinica, Porto Rico, Jamaica e Republica Dominicana.

Depois da chegada de Colombo às Indias Ocidentais, tornou-se necessário uma divisão de influência para evitar o conflito entre espanhois e portugueses. Isto foi resolvido em 1494, com o Tratado de Tordesilhas que dividia o mundo entre estas duas nações.

O tratado definia como linha de demarcação o meridiano a 370 léguas a oeste da Ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre Cabo Verde (de dominio português) e as ilhas do Caribe descobertas por Colombo.
Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha Portugal em 1494.

Em princípio, o tratado resolvia os conflitos que seguiram à descoberta do Novo Mundo. Muito pouco se sabia das novas terras, que passaram a ser exploradas pelos espanhois.
De imediato, o tratado garantia a Portugal o domínio das águas do Atlântico sul, essencial para a manobra náutica então conhecida como volta do mar, empregada para evitar as correntes marítimas que empurravam para o norte as embarcações que navegassem junto à costa sudoeste africana, e permitindo a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
Nos anos seguintes, Portugal prosseguiu com seu projeto de alcançar a Índia, contornando a costa sul da Africa o que foi finalmente alcançado pela frota de Vasco da Gama em sua primeira viagem de 1497-1499.
No ano seguite, o navegador Portugues Pedro Alvares Cabral à caminho da Índia, desviou-se da costa da Africa e descobriu o Brasil em 21 de abril de 1500.
Esta descoberta abriu uma polêmica historiográfica, seculos mais tarde, a cerca do “acaso" ou da "intencionalidade" desta descoberta.
Deve ser destacado que uma das testemunhas que assinaram o Tratado de Tordesilhas por Portugal foi Duarte Pacheco Pereira, um dos nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pré-Cabralino.

O Infante D. Henrique foi nomeado dirigente da Ordem de Cristo. Seu grande objetivo era conhecer novos mundos.
Até 1400, o Atlântico era um oceano virgem de navegação. Foi o Infante D. Henrique quem incentivou sua exploração.
Ficou conhecido como “o Navegador”. Um cognome bastante merecido, pois é a ele que se deve o primeiro impulso e grande incentivo das navegações posteriores. É uma das grandes figuras da história da Humanidade.