Thursday, February 26, 2015

Museu do Descobrimento no Porto - PORTUGAL


Saiba mais:
https://www.worldofdiscoveries.com/

Monday, February 23, 2015

Os 7 Grandes Mitos da Língua Portuguesa

Vamos falar sobre alguns fatos pouco ou nada sustentáveis que se propagam como verdades sobre a língua portuguesa e a expressão humana. 


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Mito Número 1:

'Saudade' só existe na língua portuguesa

A palavra "saudade" não é particularidade da língua portuguesa. Porque derivada do latim, existe em outras línguas românicas. O espanhol tem soledad. O catalão soledat. O sentido, no entanto, não é o do português, está mais próximo da "nostalgia de casa", a vontade de voltar ao lar.

A originalidade portuguesa foi a ampliação do termo a situações que não a solidão sentida pela falta do lar: saudade é a dor de uma ausência que temos prazer em sentir. Mesmo no campo semântico, no entanto, há correspondente, no romeno, mas em outra palavra: dor (diz-se "durere"). 


É um sentimento que existe em árabe, na expressão alistiyáqu ''ilal watani. O árabe pode, até, ter colaborado para a forma e o sentido do nosso "saudade", tanto quanto o latim.


Mito Número 2:


A língua portuguesa está em decadência

A ideia de que todo idioma empobrece e degenera com o tempo ganhou apelo no século 19, quando cientistas passaram a crer que línguas antigas estavam num estágio avançado de desenvolvimento se comparadas às modernas. O estudo da estrutura das línguas mostrou que tal ideia não tem fundamento. 

A mudança linguística não representa degeneração ou melhoria, mas um processo pelo qual as línguas passam de um estado de organização a outro. 

Altera-se o modo como o sistema se configura, mas a organização não deixa de existir. As línguas não decaem nem progridem. Mudam.


Mito Número 3:

O português é difícil


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Nenhum idioma é complicado para o falante nativo. A "dificuldade" depende de muitas variáveis. 
Primeiro, podemos dizer que uma língua é mais fácil a um dado falante se o idioma a ser aprendido é mais próximo linguisticamente de seu idioma nativo. Os holandeses entendem e chegam a falar alemão e inglês devido à semelhança. 

Outro fator na "dificuldade" de um idioma é o sistema ortográfico. O russo é baseado no alfabeto cirílico, por sua vez baseado no grego, o que dificulta sua leitura. 


O polonês é mais "fácil" porque tem um alfabeto latino com algumas modificações, o que permite a decifração. O basco, o húngaro e o finlandês são todos difíceis devido à complexidade gramatical deles. Mas há línguas indígenas (brasileiras) e africanas muito complexas, com sutilezas e riqueza de expressão. 

A ideia de que o português é um dos idiomas mais difíceis não passa de mito. Tudo depende de contexto e interlocutor.

Mito Número 4:

Há línguas perfeitas

Um grande mito em relação às línguas é que, em algum momento, teria havido línguas perfeitas. Sua tradução quase diária é que teria havido, para cada língua, uma época em que ela foi melhor, em que se falava mais corretamente. 

A forma mais comum deste mito, no dia a dia, é a tese da decadência da língua. Os que defendem esta tese não sabem que ela é brandida desde sempre. 


Mito Número 5:

O português europeu é o mais correto


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Mito de origem colonialista. 
Torna fato que o português em outros países é corrompido, e a variedade original - portanto, de referência - é a de Portugal. 

Há diferenças de uso de país a país - e diferença não é deficiência ou inferioridade. O efeito prático dessa ideia é fazer os outros povos que usam a língua portuguesa sentirem-se em dívida ou desvantagem para com a tradição gramatical.



Mito Número 6:

Há línguas melhores do que outras

Cada situação de comunicação exige a sua variedade do idioma. Apesar disso, há a crença de que há variedades melhores que outras. A razão para que certas variantes de uma língua tenham mais prestígio é social, não tem relação com motivações linguísticas. Os grupos com maior domínio social impõem os seus valores e a sua forma de falar, defendendo que esta é a mais correta.

Mito Número 7:


A geração atual não sabe falar e escrever direito

A ideia de que os jovens já não sabem falar nem escrever de forma correta se intensificou com o receio disseminado pela propagação da internet. Mas não há constatação científica de que as crianças e os jovens não sejam tão bons em escrever comparados às gerações anteriores. Na verdade, é um equívoco confundir a transformação da língua com 'não saber escrever bem'.


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O avanço da pesquisa tem mostrado que muitas dessas verdades são de ouvir falar. Tome cuidado para não congestionar seu olhar sobre nossa língua portuguesa!


Bibliografia:

http://revistalingua.uol.com.br/textos/100/artigo304522-1.asp



Friday, February 20, 2015

21 de fevereiro - Dia Mundial da Língua Materna - A Origem da Língua Portuguesa

                    Você sabe qual a origem da língua portuguesa?
         
A trajetória da língua portuguesa


































Tudo começou no início do século III, por volta do ano 218 a.C., durante a expansão do Império Romano no oeste da Península Ibérica. Com a invasão da península, os romanos impuseram sua cultura, religião, filosofia, suas políticas administrativas e educacionais aos povos conquistados. E, claro, que a sua língua, o latim, não ficou de fora.

O latim passou, então, a exercer uma grande influência na região, sendo disseminado tanta pelas camadas mais altas da sociedade, já que tinham de lidar com a administração romana, quanto pelas 'pessoas do povo', como os soldados, camponeses e mercadores vindos de várias províncias e colônias romanas.

No entanto, coexistiam, nesse período, duas 'modalidades' do latim: o sermo cultus ("língua culta") e o sermo vulgaris ("língua vulgar"); sendo a primeira, uma modalidade mais estilizada e polida, utilizada geralmente por pessoas escolarizadas e o segundo, uma variedade mais coloquial, utilizada por camponeses e soldados. 

O então chamado latim vulgar, por ter sido mais livre e disposto a aceitar mudança, deixou-se misturar com as línguas locais nativas dos povos ibéricos, propiciando a transformação gradativa desta variedade linguística ao longo do Império Romano - sem perder, no entanto, o seu papel de lingua franca, isto é, de elo de ligação entre os povos existentes naquele território.

Já modificado, o latim vulgar ainda recebeu a influência das línguas germânicas, eslávicas e iranianas durante a invasão dos 'povos bárbaros', no ano 409 d.C., quando o Império Romano estava em declínio. E, mais tarde, com o rompimento total da unidade do império, esta variedade linguística sofreu outras transformações...

O fechamento das escolas e da administração romana ocasionou o isolamento das comunidades e o latim vulgar perdeu a sua uniformidade e passou a regionalizar-se. Foi a partir daí que surgiram as línguas ibero-românicas, como o catalão, o castelhano e o galego-português.

O galego-português, também referido como português arcaico, foi a língua falada nas regiões de Portugal e Galizia durante a Idade Média e dela descendem as atuais línguas portuguesa e galega.

É importante mencionar que, com a invasão islâmica da Pensísula Ibérica, a partir do ano 711 d. C., o árabe acabou deixando a sua marca na língua que se tornaria, no futuro, o português; já que ele foi utilizado como língua administrativa enquanto o território estava sob o poder dos muçulmanos. A influência árabe deu origem, inclusive, aos dialetos moçárabes no sul da península. 

Por fim, em 1143, o reino de Portugal, anteriormente denominado O Condado Portucalense (1093-1139) - um ducado integrante do reino da Galiza – foi formalmente reconhecido. Com o advento do novo reino, surgiu também a necessidade de se ter uma língua oficial que traria uma identidade nacional, pois o latim culto ainda era a língua utilizada em documentos oficiais, tanto do Estado quando da Igreja, pela literatura e pela ciência.


Textos dos trovadores medievais
Primeiro movimento literário da língua portuguesa
Assim, em 1290, o galego-português foi nomeado português, passando a ser usado na redação das leis e na produção literária, de 
uma forma geral. Inicialmente, os dialetos galaico-portugueses falados na região de Lisboa, Centro do Reino, foram usados como base para norma culta da nova língua. 

Ocorre que o português, assim constituído, foi submetido a regras e normas gramaticais mais fixas e recebeu, ao longo do tempo, um caráter de uniformidade. Foram incorporadas expressões novas, que em grande parte se baseavam no latim culto ou até em outros idiomas. Essas inovações eram pronunciadas com terminações e formas similares às que já andavam em voga. Dessa forma, a língua oficial do reino de Portugal pôde aos poucos emacipar-se do falar regional que lhe deu origem e adquirir uma feição mais erudita e nobre.

Consolidando a normatização da língua, Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática da língua portuguesa, a Grammatica da lingoagem portuguesa, em 1536, em Lisboa. A obra do heterodoxo frade dominicano, diplomata, escritor, filólogo e tratadista naval em breve seria seguida.

Em 1540, João de Barros, funcionário da coroa e tesoureiro da Casa da Índia - uma organização portuguesa criada por volta de 1503 para administrar os territórios portugueses além mar e todos os aspectos do comércio externo, navegação, desembarque e venda de mercadorias - publicou a Gramática da Língua Portuguesa e diversos diálogos morais a acompanhá-la, para ajudar ao ensino da língua. Considerada a primeira obra didática ilustrada no mundo, dedicada a informar aos jovens aristocratas, a quem se dirigia, incluia também fundamentos básicos da Igraja Católica.


As primeiras rotas das grandes navegações
Depois de um longo período de mudanças correspondentes a todo o final da Idade Média, o português foi difundido em diversas regiões do mundo, como nos continentes americano, africano e asiático, no momento das grandes navegações portuguesas entre os séculos XV e XVI.


Pelo fato de ter alcançado vários continentes, a língua portuguesa se tornou uma língua franca durante a expansão do império marítimo português, usada por diversos povos, inclusive por outros reinos europeus, para manter as relações comerciais e a administração de rotas, colônias e feitorias.

Hoje, o português é a sexta língua nativa mais falada no mundo, a quinta língua mais usada na internet e é celebrada no dia 5 de maio pela comunidade dos países de língua portuguesa.




Bibliografia:

http://www.letras.ufg.br/pages/1844
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/imperio-portugues---origens-a-formacao-de-portugal-e-da-lingua-portuguesa.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_l%C3%ADngua_portuguesa
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa
http://www.linguaportuguesa.biz/ptportuguese/history.asp
http://www.infopedia.pt/$romanizacao-da-peninsula-iberica
http://www.academia.edu/3615075/BREVE_HISTORIA_LINGUISTICA_DA_LINGUA_PORTUGUESA
www.funag.gov.br (Estudos da língua portuguesa)
https://www.ethnologue.com/statistics/status
http://www.infoescola.com/linguistica/galego-portugues/

Monday, February 16, 2015

A origem do Carnaval

Fonte da imagem
O Carnaval é uma festa popular com sua origem na antiguidade com intuito de celebrar os deuses e a natureza.

Foi reconhecida pela igreja católica e incluída no calendário cristão depois de muitos séculos, ainda hoje é comemorada no mundo inteiro.



ORIGEM DO CARNAVAL

A origem do carnaval é incerta, mas acredita-se que tenha surgido na Grécia por volta do ano   
520 a.C. 

Era uma festa em que o vinho era fundamental e as pessoas se reuniam em nome do Deus Dionísio com a única intenção de se divertirem, celebrar a chegada da primavera e a fertilidade. 

Não se esqueçam que a primavera no hemisfério norte começa em 21 de março.

Thursday, February 12, 2015

Dia dos namorados: 14 de fevereiro ou 12 de junho?

A origem do dia dos namorados é cercada de controvérsias.......

Existem várias teorias para explicar porque razão o dia 14 de fevereiro (no hemisfério norte) se tornou sinônimo de romance.....

Escolhemos três!
JUNO
Desde o início dos tempos, que os homens celebram a fertilidade da terra na primavera...

Os romanos homengeavam Juno, filha de Saturno e mulher de Júpiter.

Juno era conhecida por ser a protetora das mulheres de Roma e por isso mesmo considerada a Deusa das mulheres e do casamento.

Entre os dias 13 e 15 de fevereiro, os Romanos celebravam a Festa de Lupercália em que clamavam por saúde e fertilidade.
Vermeer

Lupercália depois fundiu-se com o festival da purificação dos espíritos chamado Februa ou Februatio e por isso o nome do mês de fevereiro.



Durante este festival, as mulheres escreviam cartas de amor, ou bilhetes e as deixavam em uma urna.
Ao passar pela urna, os homens retiravam um bilhete ao acaso e iam atrás da mulher que o havia escrito.

Esta tradição continuou até o século XVIII quando a sociedade passou a valorizar mais a escolha de seus parceiros ao invés de confiar
simplesmente na casualidade. 

Acasalamento
Outra teoria para o dia dos namorados ou Dia de São Valentim é fundamentada no fato de que na idade média, acreditava-se que os passaros e os insetos se acasalavam no dia 14 de fevereiro......

um pouco antes do inicio da primavera no hemisfério norte....
Vale dizer, que desconhecia-se terras no hemisfério sul... e consequentemente diferenças nas estações do ano.....

E finalmente selecionamos para a origem do dia de São Valentim

Ao escavarem uma antiga catacumba romana, os arqueologistas encontraram a ruína de uma igreja dedicada a São Valentim.

A igreja católica reconhece pelo menos três santos diferentes chamados Valentine ou Valentinus... e todos os três foram martirizados no dia 14 de fevereiro.

O candidato mais popular para São Valentim (patrono dos enamorados) era um padre romano do século III que praticava o cristianismo e celebrava secretamente casamentos. 

Naquela época, o imperador Claudius II havia proíbido os casamentos sem sua expressa autorização, pois ele  acreditava que os soldados solteiros eram mais propensos a alistarem-se no exercito e lutarem em suas guerras.



Ao ser preso sob a ira do imperador, que o considerava um traidor, Valentim  acabou por apaixonar-se pela filha de seu carcereiro. 

Segundo a lenda, um pouco antes de sua execução, no dia 14 de fevereiro do ano 270 A.D, Valentim escreveu uma carta apaixonada à sua amada assinando "do seu Valentine”.


Os primeiros cristãos preferiam homenagear um santo dedicado às causas românticas de que celebrar um festival pagão...


Em 496 A.D., o Papa Gelasius designou o dia 14 de fevereiro em homenagem a St Valentine, o patrono dos enamorados.....



Em 1969, o Papa Paulo VI retirou este feriado do calendário por não haver provas de sua existência.

No entanto, a mescla entre festivais pagãs e o cristianismo já deu lugar a inúmeros festivais.

No Brasil, o dia dos namorados é comemorado em 12 de junho, na véspera do dia de Santo António, o santo casamenteiro de origem portuguesa.






Qual teoria você prefere???





Monday, February 09, 2015

Você sabia que Portugal já teve relações diplomáticas cortadas com o Japão?

 É verdade!


Tudo começou em 1543 quando os portugueses, em época de expansão marítima, chegaram à ilha japonesa de Tanegasghima. Pode dizer-se que este foi o primeiro contato dos japoneses com o mundo ocidental.
Os portugueses eram chamados de “nanban” ou bárbaros do sul. Nome adequado já que estes novos visitantes chegaram de navio, vinham do sul e seu comportamento rude era considerado inapropriado pelos japoneses.

Até aquele momento, os japoneses negociavam somente com a China, mas navios piratas circulavam em grande número por aquelas águas e apresentavam um grande problema para o Japão, pois atacavam e roubavam grãos, seda, pólvora e escravos. Dessa forma, quando os portugueses chegaram com espingardas, os japoneses os receberam de braços abertos, pois as armas de fogo eram importantes para combater a pirataria. Os portugueses levavam também missionários jesuítas que começaram a pregar, converter e batizar budistas e confusionistas e carregavam ouro, prata e catanas (sabres japoneses) de volta à Portugal.


Estima-se que em 1596 havia 300.000 pessoas balizadas e convertidas ao cristianismo. Porém em 1587, o imperador ordenou os jesuítas a deixarem o Japão acusados de forçarem o população a se converter ao cristianismo, a vender escravos para a China e Coréia, a matar animais para comer e de destruírem templos budistas e prédios sagrados. O imperador irritado começou a crucificar monges e cristãos japoneses e seus métodos foram tão cruéis que ele foi apelidado de "regente assassino".


Na seqüência, uma série de governantes foi aumentando as restrições aos estrangeiros, provocando seus vizinhos e declarando guerras à China e Coréia. No século XVII, o Japão vivia uma política de isolamento que culminou com a proibição total de relações comerciais com o exterior.


Em 1639, os barcos portugueses foram impedidos de entrar nos portos japoneses e durante quase 3 séculos, não se registraram relações diplomáticas ou comerciais entre Portugal e o Japão.

A influencia de Portugal no Japão durante os 96 anos de relações comerciais e diplomáticas foi bastante intensa e podem ser sentidas até hoje. Os japoneses passaram a usar novas palavras como: pan (pão), koppu (copo), botan (botão), tabako (tabaco), shabon (sabão), tempura (tempero) entre outras. E os portugueses assimilaram outros termos, entre os quais: biombo (byoobu), catana (katana).


Também na culinária, há quem diga que bolos japoneses são parecidos com o pão-de-ló português, ou ate com o confeito.

No campo das ciências, o mercador Luís de Almeida, licenciado em medicina fundou a primeira creche (1556) e recolheu grande número de crianças desamparadas.

Em Ooita, Luís de Almeida fundou o primeiro hospital ocidental (1557), onde fazia operações cirúrgicas simples. Ele também estabeleceu um centro de farmácia onde ensinava medicina ocidental aos japoneses.

Mas um dos momentos de maior relevância na relação entre Portugal e Japão foi a viagem de 13 anos da "Missão japonesa Tenshô" para a Europa, que levou quatro jovens missionários japoneses a visitar Portugal, Espanha e a visitar o Papa Gregório XIII em Roma.

Por outro lado, a cerâmica, o origami (arte em papel), as miniaturas de plantas (bonsai), a cerimônia do chá as artes marciais são alguns exemplos da influencia japonesa no ocidente.

O retorno das relações diplomáticas com Portugal

Por volta da primeira metade de 1800, vários países intensificavam suas rotas comerciais.

O Japão vivia debaixo de uma dinastia enfraquecida e os samurais guerreiros tinham perdido o seu estatuto social. Quem dominava era a burguesia.

Em 1853, o presidente norte-americano Millard Filmore, interessado nas trocas comerciais com o Japão, decide assinar um acordo com o país. Logo à seguir, o Japão estabeleceu o comercio com a Grã Bretanga, Rússia, França e Holanda.

A assinatura de um tratado, por estes cinco países ficou conhecido como tratado das "Cinco Nações" (1858) e que dava o direito ao Japão de estabelecer uma representação diplomática com países europeus, alem de permitir a abertura de vários portos japoneses ao comercio externo.

Nesta altura, o Japão propôs negociar um tratado com Portugal que foi assinado em 3 de Agosto de 1869. O "Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão".

Este ano, comemoram-se os 150 anos da assinatura deste Tratado com diversos acontecimentos nos dois paises.

Em Portugal, durante todo o ano de 2010 haverá eventos culturais, exposições, palestras, concertos, feiras e etc...



Friday, February 06, 2015

6 de fevereiro: Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina - assista ao video

Nunca esqueça do dia 6 de fevereiro


A cada ano, o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, alerta e denuncia esta agressão à mulher e a menina que ocorre em todo o mundo mas sobretudo na África e no Médio Oriente.

Este flagelo afeta entre 100 a 140 milhões de mulheres e meninas, sobretudo entre os dois e 15 anos de idade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

A mutilação genital feminina (MGF) consiste na remoção total ou parcial de parte dos órgãos sexuais femininos. 

Uma das práticas de maior gravidade chama-se infibulação, e consiste na costura dos lábios vaginais e do clitóris, deixando somente uma pequena abertura para a urina e a menstruação.

A mutilação genital feminina, que no séc. XIX chegou a ser praticada nos Estados Unidos e na Europa como forma de tratamento de problemas como a melancolia, a epilepsia, a masturbação ou a histeria, é hoje reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos humanos que não apresenta qualquer benefício de saúde.

A MGF acarreta conseqüências físicas e psicológicas graves a começar pelo sofrimento no momento do corte, no processo de cicatrização,  risco de infeções resultantes da utilização de instrumentos contaminados, tais como o HIV/SIDA, hepatite B e C e morte em muitos casos.

Há também o risco acrescido de incontinência urinária, infertilidade e dificuldade durante o parto. 

Certos tipos de mutilação necessitam ser abertos e novamente costurados de forma a permitir relações sexuais e no momento do parto.


Instrumentos utilizados para a práctica da
 mutilação  genital feminina no  Quénia:
facas, lâminas e um amuleto.
Assista a este vídeo contundente desta Guineense corajosa que resolveu falar abertamente sobre o que passou.




Para mais informação: