Monday, September 22, 2014

22 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL SEM CARRO




A data foi criada na França, em 1997 e depois adotada por vários países europeus já no ano 2000. 

Desde então, todo dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, realizam-se atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro.


Fonte
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. 

A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do pára-brisa. 

Veja este vídeo sobre o mundo de possibilidades que o espera:




O Dia Mundial Sem Carro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma

Fonte
Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade como idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com necessidades especiais, entre outros.

CURIOSIDADE:

Carona Solidária, combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda bastante. Assista a este vídeo sobre como estabelecer a carona solidária na sua empresa:



SUGESTÃO:
Fonte
Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no mês de setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia útil no ano sem seu carro.

A cidade, o planeta e as crianças agradecem!


Fontes:

Friday, September 19, 2014

Ebola: OMS faz um apelo para o Conselho das Nações Unidas


O vírus do Ebola, tornou-se um dos vírus mais temido de todos os tempos, ganhando destaque no cenário mundial por ser um surto que atingiu grandes proporções e um movimento muito rápido, que continua apresentando uma surpresa atrás da outra. 

Segundo a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dra Margaret Chan, muitos governos têm ajudado a combater o vírus do Ebola, enviando centenas de profissionais de saúde, dinheiro, instalações de áreas de tratamento e laboratórios móveis de diagnóstico. Porém, ainda se faz necessário recuperar o atraso do combate ao surto, de forma urgente e de uma maneira mais pragmática possível.

OMS têm vencido muitos surtos nos últimos anos. Mas este evento do Ebola tem se mostrado  diferente, sendo provavelmente o maior desafio em tempos de paz que as Organizações das Nações Unidas (ONU)  já enfrentaram. Segundo ela, “nenhum de nós, experientes em conter surtos, já enfrentou uma situação de emergência nesta escala, com esse grau de sofrimento, e com esta magnitude das conseqüências em cascata.”

O Ebola não é apenas um surto ou uma crise de saúde pública, representa uma crise social, uma crise humanitária e econômica, que ameaça à segurança nacional para além das zonas de surto.


Esta semana, o Grupo Banco Mundial alertou para um "golpe potencialmente catastrófico" para as economias dos países mais atingidos.  
Em algumas áreas, a fome já tornou-se uma preocupação ainda maior do que o vírus. Por exemplo, os campos férteis da Libéria, estão agora vazios.  

Nestas regiões, cerca de 170 agricultores e seus familiares morreram de Ebola.

Por estas razões,o  Secretário-Geral da ONU e a diretora-geral da OMS apelam para que a iniciativa de combater este surto se estenda para todas as agências das Nações Unidas. 
É necessário um aumento imediato e maciço de apoio internacional, o apoio dos governos dos EUA e do Reino Unido no inicio desta semana, representou uma enorme alavanca de apoio que traz uma mudança transformacional na capacidade coletiva  de obter um controle sobre este surto. 

Segunda a Dra Margaret Chan, “Muitos países estão fornecendo ajuda, e estamos ansiosos para muitos mais.”

Essa onda de apoio pode ajudar a mudar a vida de cerca de 22 milhões de pessoas, nos países mais atingidos, cujas vidas e sociedades foram rompidas por uma das doenças mais terríveis do planeta.

Os relatórios recentes da OMS demostram que mais de 5.500 pessoas já foram infectadas até agora. 
E mais de 2.500 já morreram. 
E estes números chocantes ainda podem estar subestimados. Segundo a diretora-geral da OMS, “A saúde, o médico e as questões clínicas devem continuar a ser o coração e a alma do espírito dessa resposta.”

Pode levar algum tempo, mas o surto do Ebola pode ser contido, como exemplos temos a situação estável presente na Nigéria e Senegal. Isto pode ser conseguido através de uma resposta imediata com ações emergenciais certas, que neste casos foi feita pela parceria dos governos dos países, a OMS e os Médicos Sem Fronteiras.

Estamos diante de uma situação de migração populacional sem precedentes, que cruzam frágeis fronteiras da África Ocidental. Desta forma, é necessário que os outros países lidem de forma efetiva com os casos importados, especialmente no controle de viagens aéreas internacionais.

Fonte: http://www.who.int/dg/speeches/2014/security-council-ebola/en/



Thursday, September 18, 2014

Transporte Aéreo Seguro contra o EBOLA

"Desculpe-me Senhor, preciso tirar sua temperatura."


Estas palavras são frequentemente ouvidas atualmente no aeroporto internacional de Monróvia, Libéria, onde um grupo de médicos e enfermeiros do Ministério da Saúde da Libéria abordam os passageiros que chegam e que saem do país.


Quando as pessoas deixam a Libéria, elas também têm que preencher um formulário para avaliar se eles estão em risco de infecção por terem tido contato com algum doente de Ebola. Se algum passageiro apresentar-se  com febre ou sintomas compatíveis com Ebola, outro questionário deverá ser preenchido para avaliar se essa pessoa está realmente doente com Ebola. "Nós detectamos várias pessoas com febre," diz o Dr. Lindgren Sokan, que trabalha no Aeroporto Internacional Roberts.

Bendu Yekeh é uma das enfermeiras que fazem a triagem nos aeroportos, segunda ela,  “As pessoas estão cooperando com a unidade de saúde e estão muito conscientes sobre o riscos dessa doença ".




Risco de transmissão do Ebola é baixo durante viagens aéreas :



O risco de transmissão da doença do vírus Ebola durante as viagens aéreas é baixo. Ao contrário de infecções como a gripe ou a tuberculose, o  Ebola não é transmitido através do ar. Para haver transmissão é necessário o contato direto com os fluidos corporais de pessoas ou animais mortos infectados.

A Libéria está agindo de acordo com as recomendações propostas pelos Regulamentos Internacionais de Saúde que preconiza o rastreamento de todas as pessoas que apresentarem  febre inexplicáveis em estados com risco de transmissão do Ebola, no momento que os passageiros estiverem deixando o país em aeroportos internacionais, portos marítimos ou que estejam viajando por passagens terrestres. O passageiro que apresentar sintomas sugestivos da doença  do Ebola não deve ser autorizado a viajar a menos que a viagem faça parte de uma evacuação médica apropriada.


Guiné e Serra Leoa,  dois dos países mais afetados pelo surto atual na África Ocidental, também adotaram medidas de triagem. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados está trabalhando em estreita colaboração com a OMS emu ma resposta para o surto, além de estar ajudando todos os três países com os procedimentos de triagem e treinamento de pessoal.

Fonte: OMS Setembro 2014

Monday, September 15, 2014

al zuleycha, al zuléija, al zulaiju, al zulaco ou simplesmente azulejos

Fonte da imagem
A partir de 711, tropas islâmicas oriundas do norte da África (Marrocos e Argélia) começaram a cruzar o estreito de Gibraltar e entraram na Península Ibérica.

Estes MOUROS, como eram conhecidos, devido a sua pele escura, conquistaram o último rei dos Visigodos na “Hispânia” e durante os 800 anos seguintes dominaram a península Ibérica a qual chamavam de Al-Andalus.

Durante a ocupação dos MOUROS na Península Ibérica, Portugal teve contato com esta cerâmica mural de pedra polida pela primeira vez quando em 1498, D. Manuel I, rei de Portugal, viajou para Espanha e ao ver a exuberância dos interiores mouriscos desejou que a sua residência fosse decorada da mesma maneira.

Imediatamente, os portugueses ficaram fascinados com os “azulejos” cujo nome deriva da palavra árabe azzelij que significa pedra lisa e polida.

Foi assim que iniciou a inspiração para a decoração do Palácio Nacional de Sintra.



Palácio Nacional de Sintra
O interior do palácio é totalmente coberto por azulejos, desde o chão, teto e paredes e marcam decidiamente o estilo portugês que hoje é reconhecido mudialmente. 

Os estilos diferentes dos azulejos que cobrem o palácio, contam a história dos quadradinhos de barra vidrados, que são únicos na história de arte de Portugal.


Estilo 'alicatado'
Estilo 'tapete'





Estilo 'historiado'
Até o final do século XV, os azulejos em Portugal eram feitos de grandes placas de barro cobertas de vidrado que eram pintadas e depois cozidas para então serem cortadas em quadrados e depois recombinados.

Este processo, não só era muito difícil de realizar, como também muito difícil de exportar, pois o artista tinha sempre que acompanhar os azulejos serem todos montados.  

Muitos dos azulejos decorativos do Palácio Nacional de Sintra, foram feitos com este processo, conhecido por 'alicatado'.

A partir do século XVI, a técnica italiana conhecida como 'majólica' transformou a arte dos azulejos em Portugal. 
Esta técnica mais fácil possibilitava pintar diretamente no azulejo vidrado e começou-se a substituir a arte islâmica por um estilo italo-flamengo. 

Deste período existem algumas obras notáveis entre as quais merece ser mencionado os azulejos da Capela de S. Roque, em Lisboa, pintados por Francisco de Matos em 1584.

Quem olha para esta imagem ao entrar na capela, dirá que é pintada.  O espanto é sempre o mesmo para novos visitantes, pois ao chegarem mais perto viram que a 'pintura' é de fato feito de mosiacos.

Só quando se chega perto
da parede é se vê
que a 'pintura' é feita
de mini azulejos - mosiacos
No final do século XVI, Portugal enfrentava dificuldades económicas que restringiram acesso a tapeçarias vitrais e mármores luxosos que adornavam os palácios e as igrejas.  




O azulejo então, virou a ser a novo moda de decoração no país inteiro e foi daí que surigiu o estilo dos 'tapetes' de azulejo.  


Os famosos azulejos em azul e branco foram influênciados pela porcelana Chinesa e também pelos azulejos Holandeses que usavam muito o azul.

A Capela de São Sebastião Ermida
(foto de flickr)
Os 'tapetes', marcam o toque individualista das igrejas portuguesas.  Criam um estilo único, que não se encontra noutro tipo de arquitetura.

Foi nesta altura também que originou o azulejo historiado, um mural que representava vários cenários históricos, com emphasis em grandes batalhas (especialmente depois de 1640 quando Portugal reconquistou a indepedência).


Talvez uma das obras mais conhecidas deste estilo seram os azulejos que decorão o enterior da estação de São Bento, no Porto.  Estão representadas várias cenas da história de Portugal:

  • O Torneio de Arcos de Valdevez
  • Egas Moniz apresentado ao rei de Leão Afonso VII
  • Entrada de D. João I no Porto para celebrar seu casamento
  • Infante D. Henrique na Conquista de Ceuta 
Os azulejos ocupam uma área superior a 550 metros.


Estação de São Bento, Porto
Depois do terramoto que destruiu a cidade de Lisboa em 1755, o azulejo tornou-se ainda mais importante. Ele transformou-se no componente mais importante na reconstrução da cidade, promovida naquela altura pelo Marquês de Pombal (secretário do estado durante o Reinado de D. José I).  Daí vem o nome 'pombalino', o nome dado aos azulejos usados nessa época.



Palácio Marquês de Pombal, Oeiras
Por volta de 1780, já no reinado de D. Maria I, surge o estilo neo-clássico, muito influênciado pelos estilos Inglêses e Francêses que entravam no país, foi um estilo que ficou até o começo do século XIX.  Durante seu reinando, D. Maria I cobriu sua residência, conhecida hoje como a Quinta dos Azulejos, com azulejos deste estilo, inclusivo os largos jardins que rondam o palácio.


Palácio dos Marqueses de Nisa, Lisboa 

O azulejo continua a ser muito importante para o património português.  Todos os anos, a arte do azulejo atrai milhares de touristas fascinados com a história dos quadradinhos de barra. 



Fontes: Margarida Borges e  http://www.oazulejo.net/oazulejo_frame.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_mu%C3%A7ulmana_da_pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica
http://en.wikipedia.org/wiki/Maiolica
http://es.wikipedia.org/wiki/Alicatado






Thursday, September 11, 2014

Trabalhadores comunitários de saúde - a primeira resposta em situações de emergência

Resposta imediata

Para salvar vidas numa situação de emergência, tempo é fundamental. Os trabalhadores comunitários de saúde são, na maioria das vezes, aqueles que estão mais próximos das pessoas quando estas necessitam de primeiros socorros, triagem e outros cuidados essenciais de saúde, participando em operações de busca e salvamento.

Avaliação dos riscos

Como membros da comunidade, os trabalhadores comunitários de saúde desfrutam de posição priveligiada para avaliar os riscos existentes em suas cidades e aldeias. Podem identificar grupos mais vulneráveis, como crianças, mulheres e idosos. Podem também detectar o inicio de doenças, bem como alertar imediatamente às equipes de emergência.

Mobilização das comunidades para responder às situações de emergência

A mobilização das comunidades é uma das funções básicas dos trabalhadores comunitários de saúde. Eles tem a liderança e autoridade para auxiliar pessoas a se provenirem e informarem os primeiros focos de doenças, assim como para promover comportamentos saudáveis e à evitar riscos.

Tratamento de doenças comuns

O tratamento de doenças comuns é um dos papéis dos trabalhadores comunitários de saúde. A pneumonia, por exemplo, é uma das principais causas de morte em crianças no mundo inteiro, principalmente nos locais de refúgio onde as ações humanitárias são mais necessárias. Em países, mais vulneráveis, os agentes comunitários de saúde fazem atendimento, inclusive domiciliário.

Promoção da saúde
Os trabalhadores de saúde que operam nas comunidades identificam os temas prioritários de saúde e promovem boas práticas dos cuidados primários. Seu trabalho inclui visitas domiciliares aos recém-nascidos. Esta medida ajuda a melhorar a sobrevida, crescimento e desenvolvimento infantil em locais de emergência.

Redução do risco e preparação para emergências
A capacitação dos trabalhadores comunitários de saúde para identificarem situações de perigos para suas comunidades, ajuda a diminuir a vulnerabilidade e aumenta a capacidade individual de resposta às situações de emergência. Uma forma de proteger a saúde pública. A Organização Mundial de Saúde (OMS) treina trabalhadores de saúde em muitos locais, como o Burundi e o sul do Sudão para atenderem pacientes durante pandemias como ao H1N1, surtos de malária, controle e propagação de doenças.

Recuperação após desastres
A função dos trabalhadores comunitários de saúde em situações agudas colabora com os sistemas de saúde e os ajuda a se recuperarem e à adquirirem maior capacidade de resposta no futuro. O perfil e o conhecimento destes trabalhadores são a base na qual os serviços de saúde locais foram construídos em muitos países, como na República Democrática do Congo e no Burundi, onde os cuidados de saúde são prestados em campos de refugiados devido aos conflitos de longa data.





Monday, September 08, 2014

Surto de Ebola na África Ocidental 2014: INFORMAÇÕES IMPORTANTES





















No dia 8 de agosto de 2014, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, declarou o presente surto de Ebola uma emergência internacional de saúde pública pois este é o maior surto do vírus desde que este surgiu pela primeira vez em 1976.

Leia sobre a histórico do Ebola em http://bit.ly/1Bdqpfv.

O facebook da rede ePORTUGUESe (http://goo.gl/9AeL68) está publicando TODOS OS DIAS, informações adicionais sobre o virus Ebola.

Até o momento, contabiliza-se 3.052 casos confirmados, prováveis e suspeitos e 1.546 mortes entre a Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria. 

Entretanto, os países que fazem fronteira com os países atingidos (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali e Senegal) correm o risco de receberem pessoas doentes e consequentemente a propagação do vírus para sua população. Estes países encontram-se em alerta máximo e estão se preparando para combater o vírus, caso algum caso seja notificado.

O Vírus Ebola é transmitido através do contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos
Portanto, atenção e cuidados são necessários.





















Desta maneira, se os alimentos forem adequadamente preparados e cozidos, não há risco de infecção 


Algumas medidas básicas de higiene que previnem a infecção foram recomendadas pela OMS e seguem listadas abaixo:
  • Lave sempre as mãos ou utilize formulações a base de álcool para desinfetar as mãos;
  • Não coma carne crua ou qualquer derivado de carne que não seja cozido devidamente;
  • Se tiver contato com uma pessoa contaminada, troque as roupas e o calçado e deixe-os de molho em solução de hipoclorito de sódio com a diluição de 0,05 ou 500 ppm de cloro (água sanitária) por 30 minutos.
FIQUE ATENTO: animais doentes e contaminados não devem nunca ser consumidos!


Embora as viagens para os países afetados pelo Ebola sejam de baixo-risco para a infecção, atente para as informações do quadro abaixo.




Fontes:
http://www.who.int/csr/disease/ebola/en/
http://www.onu.org.br/organizacao-mundial-da-saude-identifica-paises-em-risco-de-epidemia-de-ebola/
https://storify.com/WHO/who-ebola-situation-report-29-august-2014

http://www.who.int/csr/disease/ebola/note-ebola-food-safety/en/