quinta-feira, dezembro 25, 2008


domingo, dezembro 21, 2008

Redução da Mortalidade Materna e Neonatal em ST&P

Na sessão de apresentação do “Roteiro Nacional sobre a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal”, na quarta-feira, 3 de Dezembro, o ministro são-tomense da Saúde, Arlindo Carvalho, lançou um desafio: “o da criação de um grupo multisectorial que possa funcionar como um Observatório da Mortalidade Materna e Neo Natal e de forma crítica chamar a atenção dos decisores e executores deste programa para os desafios em curso e os possíveis desvios no cumprimento dos objectivos traçados”.

O objectivo do “Roteiro” é «acelerar a redução da mortalidade materna e infantil e contribuir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio na região africana». Os objectivos específicos são:

  • assegurar a disponibilidade e a utilização de Cuidados Obstétricos de Urgência (COU) em todos os distritos

  • assegurar que todas as unidades sanitárias prestadoras de COU e neonatal tenham pessoal qualificado

  • reforçar o sistema de saúde para melhor atender às necessidades da saúde materna neonatal

  • criar e implementar mecanismos que garantam o funcionamento eficiente do sistema de referência e contra referência

  • reforçar as capacidades dos indivíduos, famílias e das comunidades para melhorar a saúde materna e infantil

As taxas de mortalidade materna e perinatal em África continuam a aumentar em vez de diminuir. A taxa média de mortalidade materna na região africana aumentou de 870 mortes por 100 mil nascidos vivos em 1990 para atingir 1000 mortes por 100 mil nascidos vivos em 2001. O continente africano possui a taxa de mortalidade neonatal mais elevada do mundo, em torno de 45 mortes por cada 1000 nascidos vivos.

No seu tempo de vida, uma mulher da África subsariana tem um risco 1 em 16 de morte durante a gravidez ou parto, comparado com 1 em 2800 em relação ao mundo desenvolvido.

A implementação dos programas de saúde materna e infantil é confrontada com alguns desafios, nomeadamente falta de engajamento nacional e de apoio financeiro, fraca coordenação dos parceiros e mau funcionamento dos sistemas de saúde.

O “Roteiro”, apresentado pela Dra Maria Quaresma, Administradora do Programa de Saúde Familiar (FHP) da Equipa da OMS em São Tomé e Principe, visa revitalizar os esforços para a melhoria do cenário, construir uma parceria estratégica afim de aumentar os investimentos na saúde materna e neonatal ao nível nacional e programático.

Dr. Pierre Kahozi-Sangwa, Representante da OMS no país assegurou, em nome dos parceiros, que sob a liderança nacional vão implementar este “Roteiro” que ele comparou com a Bíblia e a Constituição em matéria de luta contra a morte materna.

Entretanto, Joaquim Rafael Branco frisou que a atitude das instituições e de cada um em relação aos problemas é que vai fazer a diferença.

Fica a convicção de que São Tomé e Príncipe pode cumprir o Objectivo nº5 do Desenvolvimento do Milénio.


Para maiores informações, contactar Dr Maria Quaresma - quaresmam@st.afro.who.int
Dr. Claudina Cruz - cruzc@st.afro.who.int
OMS - São Tomé e Príncipe







segunda-feira, dezembro 15, 2008

Apoio ao desenvolvimento de recursos humanos em saúde nos PALOP


Terminou sexta-feira, dia 12 de dezembro o I Encontro da Cooperação Técnica CE/OMS/PALOP de apoio aos RHS.

Realizado na cidade de Praia. capital de Cabo Verde, este encontro cujo objetivo geral é a melhoria das condições de saúde da população, serviu para que a região e os países traçassem suas prioridades de formação, capacitação e desenvolvimento de RHS.
Agora é mãos à obra!


Biblioteca Móvel de enfermagem - um projeto solidário

O que é a Biblioteca Móvel?

Trata-se de um projecto do Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE), já implantado em vários países africanos de língua inglesa com a designação de Mobile Library, e que a Ordem dos enfermeiros de Portugal julgou do maior interesse adoptar para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste com a designação de Biblioteca Móvel (BM).

Sabemos que nos países em desenvolvimento os enfermeiros prestam mais de 80% dos cuidados de saúde. Estes enfermeiros muitas vezes trabalham sem receber ou ter acesso à informação actualizada sobre cuidados de saúde, nomeadamente sobre Enfermagem.
Todavia, todos os dias, os enfermeiros são chamados para prestar cuidados a pessoas com doenças como o VIH/SIDA e outras, como a tuberculose e a malária, todas elas constituindo-se como autênticos flagelos.


Os enfermeiros têm, ainda, de responder às necessidades de cuidados de saúde de carácter mais geral, como: vacinação, promoção da saúde, partos, cuidados aos feridos, aos velhos e aos moribundos.

Como a melhoria dos cuidados de saúde depende largamente da actualização do pessoal de saúde, a finalidade da Biblioteca Móvel é justamente ajudar a preencher o fosso entre a necessidade de informação e a sua acessibilidade.

Objectivos da BM
- Distribuir informação relevante e actualizada sobre cuidados de saúde, incluindo livros de referência para enfermeiros que trabalham em locais remotos e com difícil acesso a materiais de informação, para apoiar o seu trabalho e as suas responsabilidades.
- Complementar necessidades de formação dos enfermeiros quando necessário.
- Ser um instrumento eficaz para a promoção da saúde e prevenção da doença nos locais mais remotos.
- Encorajar e manter a aprendizagem ao longo da vida para os profissionais de Enfermagem, que trabalham longe dos centros onde se encontram os recursos educacionais.



Para maiores informações:

email - bibliotecamovel@ordemenfermeiros.pt - gri@ordemenfermeiros.pt
Página eletrônica - http://www.ordemenfermeiros.pt/

Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN)
email -
icn@icn.ch
Página Eletrônica - http://www.icn.ch/

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Uma campanha global: Informação em saúde para todos até o ano 2015

Junte-se a esta rede e faça parte desta campanha



Mais informações: http://www.hifa2015.org/

quarta-feira, dezembro 03, 2008

RETS lança sua revista

A Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde acaba de lançar o primeiro número da Revista RETS.

A revista que terá periodicidade trimestral poderá ser lida em espanhol, inglês e português.

A RETS é uma estratégia de cooperação técnica entre instituições de caráter público, vinculadas direta ou indiretamente, à educação de técnicos em saúde.

A rede promove a interação entre as instituições, agregando e sistematizando conhecimentos que possam subsidiar a elaboração de políticas de cooperação internacional, com o objetivo de fortalecer os sistemas de saúde dos países membros, propiciando a discussão e o compartilhamento de experiências e demandas relativas à formação de trabalhadores técnicos em saúde.

A Rede baseia suas ações no pressuposto de que a qualificação dos trabalhadores é uma dimensão fundamental para a implementação de políticas públicas que atendam às necessidades de saúde da população.

Em setembro de 2005, a secretaria executiva da RETS foi transferida para a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade técnico científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) no Rio de Janeiro e assumiu o desafio de ampliar sua área geográfica de atuação incorporando países de todos os continentes.


Atualmente, a RETS possui membros em 20 países do continente Africano, Europa, América do Sul e Central, com 97 instituições entre órgãos de governo responsáveis pela formulação de políticas para a área de formação de técnicos em saúde, representações da OMS, instituições de ensino de técnicos e associações corporativas envolvidas com a área.

TODOS os países de lingua portuguesa, fazem parte da RETS e portanto receberam a revista em breve.

Mais informações -
Secretaria Executiva da RETS
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
http://www.epsjv.fiocruz.br/
Fundação Oswaldo Cruz

segunda-feira, dezembro 01, 2008

1° de dezembro de 2008 marca o 20° aniversário do dia mundial de luta contra a AIDS.

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids.

Por que o laço vermelho como símbolo?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a AIDS. Foi criado em 1991 pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de Nova York, que queria homenagear amigos e colegas mortos em decorrência da aids.

O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do vírus, divulgar as necessidades dos que vivem com o HIV/AIDS e angariar fundos para promover prestação de serviços e pesquisas.

O adereço foi escolhido pela sua associação ao sangue e à idéia de paixão. O símbolo foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991.

O laço se tornou símbolo popular entre celebridades e virou moda. A possibilidade de se tornar apenas um instrumento de marketing preocupou ativistas que temiam que a popularidade levasse a perda de força, do seu significado. Mas, ao contrário disso, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações, pesquisas e, principalmente, de solidariedade aos que convivem com o HIV/aids.