Wednesday, February 12, 2014

A Saúde em Moçambique

Localização Geográfica
Moçambique, oficialmente República de Moçambique, é um país localizado no sudeste da África, banhado pelo Oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia a norte; Malawi e Zâmbia a noroeste; Zimbabwe a oeste e Suazilândia e África do Sul a sudoeste. A capital e a maior cidade do país é Maputo (chamada de Lourenço Marques durante o domínio português).
Bandeira
Entre o primeiro e o quinto século d.C., povos bantos migraram de regiões do norte e oeste para essa região. Portos comerciais suaílis e, mais tarde, árabes, existiram no litoral moçambicano até a chegada dos europeus. A área foi reconhecida por Vasco da Gama em 1498 e em 1505 foi anexada pelo Império Português. Depois de mais de quatro séculos de domínio português, Moçambique tornou-se independente em 1975, transformando-se na República Popular de Moçambique pouco tempo depois. Após apenas dois anos de independência, o país mergulhou em uma guerra civil intensa e prolongada que durou de 1977 a 1992. Em 1994, o país realizou as suas primeiras eleições multipartidárias e manteve-se como uma república presidencial relativamente estável desde então.




Recursos Naturais
Moçambique é dotado de ricos e extensos recursos naturais. A economia do país é baseada principalmente na agricultura, mas o setor industrial, principalmente na fabricação de alimentos, bebidas, produtos químicos, alumínio e petróleo, está crescendo. O setor de turismo do país também está em crescimento. A África do Sul é o principal parceiro comercial de Moçambique e a principal fonte de investimento directo estrangeiro. PortugalBrasilEspanha e Bélgica também estão entre os mais importantes parceiros económicos do país. Desde 2001, a taxa média de crescimento económico anual do PIB moçambicano tem sido uma das mais altas do mundo. No entanto, as taxas de PIB per capitaíndice de desenvolvimento humano (IDH), desigualdade de renda e expectativa de vida de Moçambique ainda estão entre as piores do planeta.4
Línguas faladas em Moçambique
A única língua oficial de Moçambique é o português, que é falado principalmente como segunda língua por cerca de metade da população. Entre as línguas nativas mais comuns estão o macua, o tsonga e o sena. A população de cerca de 24 milhões de pessoas é composta predominantemente por povos bantos. A religião mais popular em Moçambique é o cristianismo, mas há uma presença significativa de seguidores do islamismo. O país é membro da União Africana, da Commonwealth Britânica, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Latina, da Organização da Conferência Islâmica, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Organização Internacional da Francofonia.




Dados demográficos

% da população com 15 anos ou menos
% da população com 60 anos ou mais
Expectativa de vida ao nascer m/f
Taxa de Alfabetização
Index mundi
44
5
52/53
47.8%

Fonte: World Health Statistics 2013



Indicadores de desenvolvimento


Rendimento Nacional Bruto*
Alfabetização de adultos*
Escolaridade (anos)
(PNUD, 2011)
US$ 970
56%
1.2
Fonte: World Health Statistics 2013




Taxas de mortalidade


M. materna
100 mil
nv
Natimortos
1000
nv
M. neonatal
1000
nv
M.  Infantil
1000
nv
M. < de 5 anos
1000 nv
490
28
34
72
103



Distribuição das causas de morte em < de 5 anos


HIV
Diarreia
Malária
Sarampo
Prematuridade
Asfixia
Sepsis
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
2000
2010
7
10
11
9
23
19
4
1
9
11
7
9
4
4
SNS
O setor público, que é o Serviço Nacional de Saúde (SNS), constitui o principal prestador de serviços de saúde em escala nacional.

A política de saúde em vigor reconhece o papel do setor privado na prestação de cuidados de saúde aos cidadãos e as relações público-privado estão sendo exploradas no país.


Estima-se que mais da metade da população moçambicana procura e recebe cuidados prestados por praticantes de medicina tradicional, nas suas diversas formas e profetas.

O Governo reconhece que uma parte da população tem na medicina tradicional, a única fonte de cuidados de saúde e que o potencial deste componente do SNS não tem sido valorizado na sua totalidade

Para melhorar a colaboração com o setor foi criado, em 2007, o Instituto de Medicina Tradicional (IMT) subordinado ao MISAU.


Em Moçambique, os serviços de saúde são prestados em postos de saúde, e centros de saúde, (1º nível); hospitais rurais e distritais (2º nível); hospitais gerais e provinciais (3º nível), e hospitais centrais (4º nível).

A rede sanitária de Moçambique é formada por cerca de 1.338 unidades de saúde (US): 49 hospitais, 775 Centros de Saúde nos três níveis e 514 Postos de Saúde. Há aproximadamente 20.500 profissionais de saúde no país.  De acordo com esses dados, há uma US por 15.000 habitantes (meta de 1US para 10.000 habitantes). Destas US apenas 3,6% são constituídas por hospitais e tem capacidade de resolver problemas complexos. 


A restante população é coberta pela medicina tradicional, parteiras tradicionais, agentes comunitários de saúde e agentes polivalentes elementares em número exíguo. Uma pequena parte da população é coberta pela medicina privada que se concentra principalmente nas grandes cidades. 


As parteiras tradicionais são treinadas em cuidados imediatos ao RN, para reconhecer os sinais de perigo nas mulheres grávidas e nos RN de modo a referir os pacientes para as US. 

Bibliografia:



  1.  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  2. Ir para cima Gini IndexBanco Mundial. Página visitada em 1 de novembro de 2013.
  3. Ir para cima Ilha de Moçambique - History (em português). Ilha de Moçambique.
  4. ↑ Ir para:a b Mozambique by Philip Briggs and Danny Edmunds. [S.l.]: Books.google.com, 1 de maio de 2007. ISBN 978-1-84162-177-7 Página visitada em 1 de novembro de 2013.
  5. Ir para cima Arming Slaves, Arming slaves: from classical times to the modern age, Christopher Leslie Brown, Philip D. Morgan, Gilder Lehrman: Center for the Study of Slavery, Resistance, and Abolition. Yale University Press, 2006 ISBN 0-300-10900-8,ISBN 978-0-300-10900-9
  6. ↑ Ir para:a b The Cambridge history of Africa, The Cambridge history of Africa, John Donnelly Fage, A. D. Roberts, Roland Anthony Oliver, Edition: Cambridge University Press, 1986,ISBN 0-521-22505-1ISBN 978-0-521-22505-2
  7. World Health Statistics 2013





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