Friday, May 09, 2014

Impacto das alterações climáticas na saúde

O relatório mais recente sobre as alterações climáticas do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, em inglês), documenta provas sobre a natureza e escala dos riscos para a saúde derivados das alterações climáticas, bem como os potenciais benefícios provenientes da redução da emissão de gases de estufa.

Problemas de saúde exacerbados
Alterações climáticas irão atuar, até pelo menos metade deste século, no sentido de exacerbar os problemas de saúde já existentes e o maior risco sera para as poulações que são atualmente mais afetadas por doenças relacionadas com o clima. Existe forte evidência que o impacto negativo irá prevalecer sobre os efeitos positivos.
Um dos maiores riscos deve-se à malnutrição resultante da redução na produção de alimentos, ferimento e doença como consequência ondas de calor e fogos que causam mudança na distribuição espacial de doenças infeciosas.



Riscos para a saúde adicionais: exposição ao calor
O relatório documenta evidência sobre riscos adicionais. O relatório refere que segundo estudos recentes na possibilidade de cenários de clima extrema, em que alguns projetam aumento de cerca de 4-7 graus em todo o mundo. Nestas condições, em algumas regiões a capacidade humana de suportar o calor será ultrapassado nos períodos mais quentes do ano, não será possível realizar qualquer tipo de trabalho ou atividade recreacional sem proteção no exterior.



Investimento em saúde preventiva
O relatório apresenta também evidência que pode ajudar na resposta a este desafio. Estudos modelaram, pela primeira vez, as potenciais consequências das alterações climáticas juntamente com as mudanças económicas e sociais projetadas.
O estudo mostra como as alterações climáticas faz frente aos ganhos em saúde conseguidos através do desenvolvimento social, e pode atrasar o progresso nos países mais pobres. Por outro lado, também mostra como investir em programas de saúde preventiva, no contexto de forte desenvolvimento socioeconómico pode diminuir muito a vulnerabilidade e permitir ultrapassar em parte alguns riscos para a saúde a curto a médio prazo.

Melhorar a saúde e reduzir as emissões de dióxido de carbono
Um dos grandes avanços está na crescente evidência de que ações bem planeadas na redução de emissão de gases de estufa podem trazer grande ganhos em saúde.
A forma mais óbvia é a de redução da poluição atmosférica, recentemente identificada como a causa de aproximadamente 7 milhões de mortes por ano, ou um em cada 8 morte no mundo.
O relatório documenta ainda evidência de que ao reduzir a emissão de poluentes atmosféricos de curta duração como metano e carbono negro não só retarda o aquecimento global como pode evitar entre 2 a 2,5 milhões de mortes por ano, globalmente. Convertendo para termos económicos, os ganhos em saúde podem compensar muito do custo da mitigação de gases de estufa.


Consulte detalhes aqui: http://www.ipcc-wg2.gov/AR5/

Bibliografia:
http://www.who.int/globalchange/environment/climatechange-2014-report/en/

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