quarta-feira, agosto 27, 2008

FIOCRUZ NA GUINÉ BISSAU EM AGOSTO

A Fiocruz dá mais um passo em sua política de cooperação internacional no continente africano enviando uma missão especial à Guiné-Bissau, para discutir estratégias para criação de uma Escola de Saúde Pública, em nível técnico e de pós-graduação, integrada ao Instituto de Saúde Pública, no contexto de um país onde há uma seria carência de recursos humanos em saúde.

Fazem parte da missão o diretor da ENSP, Antonio Ivo de Carvalho, o diretor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), André Malhão, e o diretor de Planejamento Estratégico da Fiocruz (Diplan), Félix Rosemberg.

O trabalho de cooperação técnica da FIOCRUZ com o continente africano faz parte de uma demanda do governo federal, através do Ministério da Saúde.

Há alguns anos, a ENSP vem se empenhando para cumprir com a determinação do governo federal. Em dezembro de 2007, a Direção da Escola assinou portaria constituindo o Grupo de Trabalho da África (GT África) com o objetivo de coordenar atividades de cooperação técnica da ENSP com os países africanos.

Em março de 2008, a Presidência da Fiocruz organizou o segundo seminário Brasil - África, uma reunião mais ampliada das Unidades técnico-científicas da Fiocruz para atualização de projetos e acordos realizados com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O seminário recomendou a constituição de um Grupo de Trabalho da Fiocruz com a CPLP e África, que deverá trabalhar com duas atribuições:
  • o GT África da Fiocruz deve trabalhar no sentido de otimizar as ofertas entre as unidades técnico-científicas da Fiocruz e os países.
  • reunir elementos para a criação de uma rede de educação em saúde pública na África.

http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/

domingo, agosto 24, 2008

CRICS 8

O Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS) (http://www.bireme.br/) e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) (http://www.fiocruz.br)/ convidam para o 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde (CRICS8) a ser realizado de 16-19 setembro próximo no Rio de Janeiro, Brasil.

Com o tema deste ano é Informação e conhecimento científico para a inovação em saúde, o
CRICS8 discutirá temas relacionados com a gestão de informação e conhecimento científicos e os desafios para os países em desenvolvimento, assim como:


  • Políticas e programas em informação e comunicação científica;

  • Disseminação do conhecimento, inclusão social e democracia;
  • Informação, comunicação e evidências científicas para formação de competências;
  • O estado da arte da comunicação científica;
  • Informação, conhecimento e gestão das organizações de saúde;
  • Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e convergências;
  • Conhecimento científico em saúde para o desenvolvimento social.

Para maiores informações, visite o site do evento : http://www.crics8.org/




terça-feira, agosto 19, 2008

Diáspora

Estamos sempre falando dos oito países de língua portuguesa e dos 220 milhões de pessoas que vivem e trabalham nestes países. Destacamos dados estatísticos de saúde e mostramos estratégias desenvolvidas pelos governos para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.

No entanto, existem milhares de outros compatriotas que se encontram espalhados pelo mundo a fora. Uma diáspora, algumas vezes invisível, responsável por sustentar famílias inteiras em seus países de origem.

Enfrentando o preconceito, a dificuldade de viver e adaptar-se a uma nova cultura, clima e outro idioma, esta gente luta para ter uma vida melhor e acima de tudo para proporcionar uma vida melhor para seus filhos e sua família.

Fora dos países da CPLP ou Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, existe uma forte comunidade de descendentes de colonizadores portugueses em Goa na Índia e Macau na China.
De acordo com o etnologue (http://www.ethnologue.com/) existem pequenas e grandes comunidades de lingua portuguesa na França, Alemanha, Suiça, Bélgica, Luxemburgo, Andorra, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Paraguai, Suriname, Guyana, Congo, África do Sul, Malwi, Namíbia, entre outros.
Assim, o numero de pessoas que fala português é maior do que a população dos países da CPLP.

O português é a sexta língua mais falada do mundo, o terceiro idioma mais falado no hemisfério ocidental e o mais falado abaixo do equador. Tem estatuto oficial na União Européia, na União Africana, União Latina, Comunidade Ibero-americana de nações e no Mercosul. O português é ainda língua oficial na Santa Sé e lingua de trabalho em diversas organizações.

E com toda esta população espalhada pelo mundo, existem várias associações, comunidades, centros culturais, institutos de cooperação, jornais, BLOGS e muito mais em diversos países que se dedicam a promover a cultura e integração entre estes expatriados.

Quem souber de outras, entrem em contato conosco.


Há ainda sites que se especializam em divulgar assuntos de interesse nos países de lingua portuguesa: Procure!




quinta-feira, agosto 14, 2008

O mundo do idoso

O aumento da expectativa de vida nas sociedades modernas é resultado das conquistas tanto no campo de desenvolvimento econômico quanto na saúde pública.

Esta é uma das mais significante revolução produzida no último século.

No entanto, a maioria das pessoas idosas nos países em desenvolvimento não tem acesso a sistemas de saúde e de seguridade social adequados as suas necessidades.



Mesmo considerando os países desenvolvidos, colocados lado a lado, num grande "cenário mundial", ainda se detectam lacunas e desequilíbrio na distribuição de recursos.

O maior desafio é balancear medidas necessárias para o curto e o longo prazo. Isto porque este tema traz à baila a necessidade do desenvolvimento de uma "solidariedade planetária" em três grandes dimensões: a solidariedade entre gerações, a solidariedade para assumir riscos e a solidariedade na distribuição de recursos.

O envelhecimento de uma população está condicionado por seus padrões de integração social, de gênero, com a estabilidade econômica e pela existência de miséria e pobreza.

À medida que as sociedades envelhecem, os problemas de saúde entre idosos desafiam os sistemas de saúde e de seguridade social.

O adoecimento não precisa ser uma conseqüência inevitável da velhice, nem precisa estar limitado a este contingente populacional.

Além disso, os avanços na ciência da saúde e tecnologia tornaram possível uma vida com mais qualidade na velhice.


Baseado no editorial de Renato Peixoto Veras e Célia Pereira Caldas

Diretor e Vice-diretora da Universidade Aberta da Terceira Idade



Com este tema em mente, o número temático do Ciência e Saúde Coletiva v.13 n.4 Rio de Janeiro jul./ago. 2008 visa contribuir para a reflexão sobre a produção de cuidados à pessoa idosa.

Lembre-se, dia 1 de outubro é o dia internacional do idoso!

Para acessar a revista e visualizar os textos integralmente, visite:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1413-812320080004&lng=pt&nrm=iso

Site da revista:
http://www.abrasco.org.br/cienciaesaudecoletiva/index.php

terça-feira, agosto 12, 2008

São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe é um país formado por 2 ilhas, situado no Golfo de Guiné, sobre a linha do Equador, há aproximadamente 220 quilômetros da costa ocidental da África.

Também conhecida pelo como ilha Chocolate ou ilha do Meio do Mundo, é o segundo menor país da África, depois das Ilhas Seicheles e o menor país de língua portuguesa do mundo.

As ilhas de origem vulcânica, são constituídas pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeras pequenas ilhotas, com uma superfície total de 1001 Km².

O Arquipélago tem um relevo acidentado e é coberto por uma vegetação exuberante cortada por vários rios e riachos.

O Arquipélago foi descoberto pelos navegantes portugueses João de Santarém e Pedro Escobar em 1470, passando então a ser colônia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975.

São Tomé Príncipe foi durante muito tempo uma das principais praças do comércio de escravos.

Organizado pelos colonos e comerciantes portugueses o "negócio de escravos" florecia em todo o mundo naquele momento.

Só mais tarde, São Tomé e Príncipe vai desenvolver a exploração do café e cacau, de modo que as ilhas e as suas grandes plantações (roças) se tornaram no início do século XX, as maiores produtoras de cacau do mundo.

Hoje, São Tomé e Príncipe é considerado um país em vias de desenvolvimento, cuja economia é baseada essencialmente no cultura do cacau, café e na pesca.

Sua economia baseia-se também no turismo e mais recentemente na descoberta de jazidas de petróleo que sem dúvida servirão para impulsionar o desenvolvimento do país, especialmente com atual conjunctura economica mundial.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), São Tomé e Príncipe tem cerca de 155.000 habitantes e uma expectativa de vida ao nascer de 60 anos para os homens e 63 anos para as mulheres.

Com uma grande população jovem, 46 % tem idade inferior a 16 anos, hoje em dia São Tomé e Príncipe é uma nação independente e um dos 5 países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), possuindo uma taxa de analfabetismo cada vez menor com o passar dos anos e abaixo da media do continente.

No campo da saúde, ainda resta progressos à serem realizados, no entanto, São Tomé e Príncipe dá o exemplo
com uma seroprevalência de 1,5 por cento, considerada baixa no continente (ver artigo 11/02/2008).

Página oficial do Governo de São Tomé e Príncipe:

http://www.gov.st/



quinta-feira, agosto 07, 2008

SIDA: É bom falar

Publicado no plusnews.org em 16 de abril de 2008


O são-tomense Mike nunca achou que sua vida mudaria no chafariz da praça.

Enquanto ajudava uma amiga enfermeira a carregar água, ele ouviu que deveria fazer o teste de HIV.


Apesar de casado e pai de um filho, Mike tinha uma namorada que era seropositiva.


A moça sabia de sua condição, mas não havia dito nada a ele. Quando recebeu o resultado positivo de seu exame, tomou um susto e junto, vieram o abandono e o preconceito dos outros.

Embora ainda não tenha decidido assumir publicamente sua condição de HIV positivo, está considerando a possibilidade e os custos sociais de sua atitude.
Mas do anonimato faz o que está a seu alcance: ajudou a criar uma associação que reúne seropositivos para conversar sobre sua situação e conhecer um pouco mais sobre a doença. Um dos temas que mais preocupa a todos é como namorar e com quem. “Os homens têm mais vergonha, e são mais fechados. Eles têm dificuldade a abrir a sua intimidade”, diz Mike, “Mas é bom falar.”


Esta é uma situação comum e que muitos vivem diariamente, não importa em que país do mundo. Mas exemplos como os de Mike são importantes para romper a barreira do preconceito e fazer entender que a SIDA é uma doença cuja transmissão é muito bem definida e que não é transmitida por um aperto de mão, um beijo rosto e amizade. O que uma pessoa seropositiva mais precisa é compreensão e solidariedade e isso todos nós podemos dar...



Saiba mais sobre a história de Mike em:
http://www.plusnews.org/pt/HOVReport.aspx?ReportId=77786