sexta-feira, julho 31, 2009

Aleitamento Materno: Uma resposta vital e urgente. Você está preparado?


A OMS junta-se a Aliança Mundial para ação em Aleitamento Materno para celebrar a semana mundial da amamentação de 1 a 7 de agosto de 2009.
http://worldbreastfeedingweek.org


O tema deste ano reforça a importância da amamentação como uma intervenção que pode salvar vidas especialmente durante emergências e desastres naturais.


Preservativo feminino: um direito da mulher

A Associação de Planeamento Familiar (APF) em Portugal criou uma iniciativa a ser disseminada nos meses de Julho e Agosto de 2009.

Apoiada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA - http://www.unfpa.org/) e a Federação Internacional de Paternidade/Maternidade Planeadas (IPPF - http://ippf.org/) e em parceria com a CIG (Cidadania e Igualdade de Género) e Coordenação Nacional para a Infecção pelo VIH/SIDA de Portugal irá distribuir gratuitamente preservativos femininos (considerado um método contraceptivo de barreira) às mulheres que procurarem as Delegações Regionais da APF.

Os preservativos também serão distribuidos durante alguns dos Festivais de verão em Portugal.

O Preservativo Feminino é considerado o único método disponível no mercado inteiramente dependente da iniciativa da mulher. Os preservativos fornecem dupla proteção: contribui para o controle da gravidez indesejada e protege contra às doenças sexualmente transmissíveis.

Em 2009 o Programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA) e muitas Organizações Internacionais, incluindo Organizações não Governamentais (ONGs), assumiram o compromisso de facilitar o acesso ao PRESERVATIVO FEMININO considerado como essencial no empoderamento das mulheres sobre suas vidas sexual e reprodutiva.

Para mais informações consulte:
http://www.aidscongress.net/pdf/212.pdf
http://www.who.org/
http://www.unaids.org/
http://www.apf.pt/

quarta-feira, julho 29, 2009

Bolsas de Doutoramento para licenciados dos PALOP

A Fundação Calouste Gulbenkian anuncia a abertura de candidaturas para Bolsas de Doutoramento no domínio das Doenças Tropicais Negligenciadas para investigadores dos PALOP.

As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) são um grupo de 14 doenças infecciosas que afetam mais de um bilhão de pessoas por todo o mundo, sobretudo em África, a maioria das quais vive em condições de extrema pobreza. Para além do seu impacto negativo na saúde, as DTN contribuem para um ciclo continuado de pobreza e constituem um estigma que deixa dezena de milhões de pessoas sem condições para trabalhar, ir à escola ou participar na vida familiar e da sua comunidade: veja o Post "10 Fatos sobre Doenças Tropicais Negligenciadas" .

No âmbito da Iniciativa das Fundações Européias para as Doenças Tropicais Negligenciadas - iniciativa conjunta das Fundações Calouste Gulbenkian, Cariplo, Mérieux, Nuffield e Volkswagen destinada a apoiar a atribuição de bolsas pós-doutorais a investigadores africanos no domínio das DTN- a Fundação Calouste Gulbenkian anuncia a abertura de candidaturas para Bolsas de Doutoramento no domínio das Doenças Tropicais Negligenciadas para investigadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Assente em colaborações entre Universidades e Instituições Científicas Africanas e Européias; os bolseiros poderão escolher a Universidade onde pretendem obter o grau de Doutor, devendo, contudo, a investigação ser desenvolvida numa Instituição africana do seu país de origem.

Os candidatos às Bolsas para Doutoramento deverão ser naturais dos PALOP e ter uma licenciatura em Medicina ou Ciências Biomédicas.

Para mais informações consulte o espaço colaborativo do ePORTUGUESe : A Fundação Calouste Gulbenkian anuncia a abertura de candidaturas para Bolsas de Doutoramento no domínio das Doenças Tropicais Negligenciadas para investigadores dos PALOP.

As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) são um grupo de 14 doenças infecciosas que afetam mais de um bilhão de pessoas por todo o mundo, sobretudo em África, a maioria das quais vive em condições de extrema pobreza. Para além do seu impacto negativo na saúde, as DTN contribuem para um ciclo continuado de pobreza e constituem um estigma que deixa dezena de milhões de pessoas sem condições para trabalhar, ir à escola ou participar na vida familiar e da sua comunidade: veja o Post "10 Fatos sobre Doenças Tropicais Negligenciadas" .

No âmbito da Iniciativa das Fundações Européias para as Doenças Tropicais Negligenciadas - iniciativa conjunta das Fundações Calouste Gulbenkian, Cariplo, Mérieux, Nuffield e Volkswagen destinada a apoiar a atribuição de bolsas pós-doutorais a investigadores africanos no domínio das DTN- a Fundação Calouste Gulbenkian anuncia a abertura de candidaturas para Bolsas de Doutoramento no domínio das Doenças Tropicais Negligenciadas para investigadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Assente em colaborações entre Universidades e Instituições Científicas Africanas e Européias; os bolseiros poderão escolher a Universidade onde pretendem obter o grau de Doutor, devendo, contudo, a investigação ser desenvolvida numa Instituição africana do seu país de origem.

Os candidatos às Bolsas para Doutoramento deverão ser naturais dos PALOP e ter uma licenciatura em Medicina ou Ciências Biomédicas.

Para mais informações consulte o espaço colaborativo do ePORTUGUESe:
http://cspace.eportuguese.org/

Ou contacte:
Fundação Calouste Gulbenkian
Department of Health and Human Development
Avenida de Berna, 45A
1067-001 Lisbon, Portugal
Tel: +351 21 782 32 30
E-mail: ntd2009@gulbenkian.pt

terça-feira, julho 28, 2009

Perguntas e Respostas - Vacina para a gripe A

Quando a vacina estará disponível?

As datas específicas ainda não são conhecidas e dependem de diversos fatores incluindo o tempo de produção e o tempo necessário para desenvolver os ensaios clínicos. No entanto espera-se que a distribuição comece a meio de outubro.

A vacina será administrada numa só dose ou em múltiplas doses?

A maioria das vacinas será administrada em múltiplas doses, mas algumas estarão disponíveis em doses únicas ou como sprays nasais. O objetivo principal é ter vacinas suficientes em doses únicas para crianças e mulheres grávidas.

Serão necessárias duas doses da vacina?

Ainda não se sabe. No entanto, é provável que cada pessoa necessite de duas doses da vacina.

Qual é o intervalo recomendado entre a primeira e a segunda dose?

Esta resposta só se saberá no final dos ensaios clínicos. No entanto, é provável que o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina seja de 3 a 4 semanas.

É seguro tomar a vacina sazonal da gripe ao mesmo tempo que a vacina para o vírus H1N1 ?

A co-administração das duas vacinas deverá ser possível.

Que grupos populacionais devem ser prioritariamente vacinados?

De acordo com a informação existente, devem ser vacinados estudantes de todas as idades e funcionários de escolas; crianças (idade ≥ 6 meses); mulheres grávidas; familiares de crianças com menos de 6 meses, adultos até 65 anos de idade com doenças que aumentem o risco de contrair a gripe e trabalhadores da saúde.

É importante relembrar que o número de pessoas infectadas com o vírus H1N1 continua a crescer exponencialmente em muitos países.
Assim que as primeiras doses da vacina para a Influenza A H1N1 estejam disponíveis, as autoridades de saúde de cada país terão a responsabilidade de implementar campanhas de vacinação nacionais.







quinta-feira, julho 23, 2009

Médicos cubanos reforçam sistema de saúde Angolano

Duzentos e trinta e nove médicos cubanos deverão chegar a Angola para reforçar o sistema nacional de saúde, dentro do acordo assinado em fevereiro deste ano entre os governos dos dois países, anunciou o ministro da Saúde de Angola, José Van-Dúnem.

Segundo o Dr. Van-Dúnem já se encontram no país, 200 médicos cubanos trabalhando em hospitais e nas unidades periféricas de todas as províncias de Angola.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendável que exista um médico por cada mil habitantes, no entanto em Angola há um médico por cada 10 mil habitantes. Como em Angola há somente dois mil e 400 médicos há um esforço do Governo para melhorar esta situação e oferecer um melhor atendimento à população

Neste sentido, a Secretaria de Estado do ensino superior, com o apoio da cooperação cubana, criou cinco faculdades de medicina que junto com a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e a Universidade Privada de Angola (UPRA) formarão os quadros médicos do país.

O Ministro José Van Dúnem acrescentou que anualmente, o país tem disponibilizado bolsas de estudo aos alunos angolanos para que possam estudar medicina em Cuba.

O ministro disse ainda que uma das preocupação do Ministério é a implementação do médico de família que deverá atuar na área da saúde pública e comunitária, além de ter habilidades cirúrgicas para intervir em caso de emergência.

Notícia adaptada de: www.noticiaslusofonas.com




quarta-feira, julho 22, 2009

Reforma psiquiátrica no Brasil: Modelo para a OMS

A reforma psiquiátrica brasileira vai servir de modelo para a OMS.

O modelo brasileiro começou a ser desenhado na década de 80, inspirado numa experiência italiana. A estratégia ganhou impulso e entrou em vigor em 2001 através de uma lei que prevê a substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma rede integrada e de apoio formada por núcleos de atendimentos e hospitais-dia.

A proposta incluí ampliar o acesso às terapias, garantindo os direitos humanos dos pacientes e privilegiando o tratamento ambulatorial.

Vale lembrar que em 2002, havia 422 CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) no Brasil, hoje, são 1.394. Com isso, a cobertura da população passou de 21% para 57%. Um avanço considerável.

Uma das grandes críticas a este modelo é a lentidão da expansão desta rede e a percepção de que o atendimento ambulatorial não é indicado em todos os casos. No entanto, é inegável a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e portanto este modelo continuará a ser expandido. E os casos onde a internação for verdadeiramente necessária, esta deverá ser feita em hospitais gerais.

Devido ao sucesso deste modelo, o diretor do Departamento de saúde mental e abuso de substâncias da Organização Mundial da Saúde, Benedetto Saraceno, convidou o governo brasileiro para integrar um grupo internacional que vai desenvolver uma estratégia mundial de tratamento para pacientes com distúrbios mentais e abuso de drogas.

Além do Brasil, foram também convidados para integrar este programa o Egito, Itália e Holanda.

As doenças mentais e neurológicas são comuns em todo o mundo, afetam diversas comunidades abrangendo diversas faixas etárias.

Embora as doenças mentais representem 14% da morbidade das doenças, 75% dos pacientes encontram-se em países em desenvolvimento e não têm acesso ao tratamento necessário. Por isso, em outubro de 2008 a OMS lançou um programa de ação para agir contra o hiato existente na saúde mental denominado "mental health Gap Action Programme (mhGAP)".

Este programa tem como objetivo promover a expansão de serviços de atendimento às doenças neurológicas, mentais e de abuso de drogas em todos os países mas principalmente nos países em desenvolvimento. Acredita-se que com o atendimento, assistência psicossocial e medicação adequados, milhares de pessoas poderão ser tratadas contra a depressão, esquizofrenia e epilepsia e poderão ter uma nível de vida normal, mesmo em locais onde os recursos são escassos.




segunda-feira, julho 20, 2009

Vacina contra o virus da Influenca A H1N1: Recomendações da OMS

Tendo em conta que a propagação do vírus da influenza A H1N1 já é considerado fora de controle, fica claro para a Organização Mundial da Saúde (OMS) que todos os países necessitarão de um estoque de vacinas para este vírus.

As recomendações da Diretora- Geral da OMS, Dra Margaret Chan, baseadas nas recomendações do Grupo de Especialistas em Aconselhamento Estratégico (SAGE) são:

1) A prioridade principal dos governos deverá ser a de vacinar todos os profissionais de saúde de forma a proteger a infra-estrutura dos sistemas de saúde dos países.

2) Deve-se considerar uma estratégia de vacinação para grupos específicos e por etapas. Cada país deverá desenvolver sua própria estratégia. No entanto, devem ser considerados prioritários: mulheres grávidas, crianças com mais de 6 meses que sofram de doença crônica, jovens adultos saudáveis dos 15 aos 49 anos de idade, crianças saudáveis, adultos saudáveis dos 50 aos 64 anos de idade e adultos saudáveis acima dos 65 anos.

3) Considerando que estão sendo utilizadas novas tecnologias para a produção destas vacinas sem que tenham sido extensivamente avaliadas, é recomendável uma vigilância alargada sob a população vacinada.

O SAGE também recomenda que os países devam:

  • Proteger a integridade de seus sistemas de saúde e de suas infra-estruturas básicas

  • Reduzir as taxas de infecção e de mortalidade

  • Reduzir a transmissão do vírus H1N1 dentro das comunidades

Apesar da severidade da pandemia ser neste momento considerado moderada, com a maioria dos pacientes sofrendo apenas sintomas leves, alguns grupos, como mulheres grávidas e pacientes com asma e outras condições crônicas como obesidade mórbida, parecem sofrer de um risco acrescido de doença severa e morte por infecção. Estes grupos devem ser monitorados.

Os países são soberanos para efetuar a estratégia de vacinação que considerarem necessárias, mas é recomendável que esta estratégia reflita a situação epidemiológica do país, seus recursos, sua capacidade de acesso a estoques de vacinas, sua capacidade de implementar campanhas de vacinação para grupos-alvos e também de utilizar outras medidas que não envolvam vacinação.


terça-feira, julho 14, 2009

Doenças crónicas: dez fatos alarmantes

As doenças crónicas são, de longe, a maior causa de fatalidades no mundo, representando cerca de 60% de todas as mortes.

Dez fatos alarmantes sobre as doenças crónicas:

1 - As doenças crónicas são responsáveis por 60% das mortes a nível mundial;

2 - 80% das doenças crónicas ocorrem em países de baixo e médio desenvolvemento;

3 - Quase metade das mortes causadas por doenças crónicas ocorrem em pessoas com idade inferior a 70 anos;

4 - As doenças crónicas afetam homens e mulheres quase equitativamente;

5 - Os maiores fatores de risco das doenças crónicas são uma dieta pobre, inatividade física e o uso do tabaco;

6 - Se nada for feito, 17 milhões de pessoas irão morrer permaturamente este anos devido a doenças crónica;

7 - Um bilião de adultos são obesos. Se nada for feito, em 2015 serão 1.5 biliões;

8 - 22 milhões de crianças abaixo dos cinco anos de idade sofrem de excesso de peso;

9 - O uso do tabaco causa, pelo menos, cinco milhões de mortes por ano;

10 - Se os maiores fatores de risco de doenças crónicas fossem eliminados, pelo menos 80% das doenças de coração, dos acidentes vasculares cerebrais e o tipo dois de diabetes seriam evitados; e 40% dos cancers seriam evitados.

segunda-feira, julho 13, 2009

Doenças Tropicais Negligenciadas: 10 fatos importantes

1) Mais de 1 bilhão de pessoas são afetadas por uma ou mais doença tropical negligenciada (DTN). Estas doenças são chamadas de negligenciadas porque existem exclusivamente nos países mais pobres e em comunidades marginalizadas, tendo sido eliminadas na sua grande maioria e esquecidas no resto do mundo.

2) Atualmente são 14 DTNs. A maioria pode ser prevenida e eliminada. Elas aparerecem em locais sem acesso a água limpa e cuidados de saúde básicos. DTNs podem causar dores e desabilidade crônica e costumam ter pouca visibilidade.

3) DTNs não se disseminam facilmente. Estão predominantemente concentradas em lugares de pobreza extrema, em áreas rurais remotas e zonas de conflito. Os doentes são em geral pobres e sem voz política.

4) Algumas DTNs podem ser diagnosticadas facilmente e com poucos recursos. Para outras, as medidas diagnósticas requerem profissionais de saúde capacitados e hospitalização. Aqueles que vivem em áreas remotas frequentemente adoecem e morrem antes que a doença consiga ser diagnosticada.

5) O impacto econômico das DTNs é imenso. Comunidades inteiras habitam zonas infestadas pela mosca preta, e mosca tsetse. Vetores importantes para a transmissão de DTN.
6) Os medicamentos para tratar algumas das DTNs são seguros, baratos (podem chegar a custar 2 dólares por comprimido) e alguns são distribuídos gratuitamente. Podem ser administrados por qualquer profissional treinado como um voluntários da comunidade. Para outras doenças, os medicamentos são tóxicos, caros e raros. Podem ainda ser fatais se administrados incorretamente.
7) Com medicamentos e serviços adequados, pode-se enfrentar a situação.Nos últimos 20 anos, 116 de 122 países conseguiram eliminar a hanseniase endémica. Desde a introdução da terapia multi-drogas em 1985, 14.5 milhões de pessoas foram curadas da lepra.

8) Dracunculíase ou dracunculose, mais conhecida por Infecção pelo Verme da Guiné, é transmitida através de água contaminada e hoje só é encontrada em aldeias remotas. Está quase erradicada devido à vigilância, educação e intervenções de baixo custo como o uso de água filtrada. O número de casos baixou de 3.5 milhões em 1980 para 4.619 em 2008.

9) Ulcera Buruli, leismaniose e filariase linfática são DTNs que deformam e desfiguram de tal forma que os doentes afetados são discriminados. Medicamentos novos e baratos protegem anualmente milhões de pessoas portadoreas destas destas doenças, permitindo que tenham vidas normais.

10) As DTNs estão agora na agenda internacional. Os sucessos alcançados até agora demonstram que as intervenções usadas são eficazes, imediatas, de baixo custo e poderosas.
São uma demonstração de que programas de erradicação de DTNs podem e devem ser implementados.



quarta-feira, julho 08, 2009

Vírus H1N1 resistente ao antiviral

Hoje 8 de Julho de 2009, a OMS foi alertada pelas autoridades de saúde da Dinamarca, do Japão e da Região Administrativa de Hong Kong (China), sobre o descobrimento de cepas do vírus H1N1 resistentes ao medicamento antiviral oseltamivir, mais conhecido por Tamiflu.

Continuaremos a manter actualizada a informação relativamente a este vírus que está quase a atingir os seus 100.000 infectados.





segunda-feira, julho 06, 2009

Cabo verde - um país, uma história

Cabo Verde é um país africano constituído por dez ilhas pequenas e montanhosas sendo 9 habitadas. Há ainda treze pequenos ilhéus de origem vulcânica e um vulcão ativo na ilha do Fogo, que é igualmente o ponto mais elevado do arquipélago com 2829 metros.

Cabo Verde situa-se a 450 km da costa do Senegal no Oceano Atlântico. Este arquipélago foi descoberto por Diogo Gomes em 1460 a serviço da coroa portuguesa. Diogo Gomes encontrou estas ilhas desabitadas e sem indícios de qualquer presença ou atividade humana. Desde então, Cabo Verde tornou-se uma colónia portuguesa. Como de praxe, em qualquer porto chegado em segurança, os portugueses erguiam uma igreja e celebravam uma missa em ação de graças. Assim sendo, Cabo Verde tem a igreja católica mais antiga da Africa situada na cidade de Ribeira Grande na Ilha de Santiago construida em 1495. Hoje conhecida como cidade Velha.

Cidade Velha tornou-se parada obrigatória de navengantes em direção às Indias e às Américas. Passaram por alí Vasco da Gama em 1497 e Cristovão Colombo em 1498.
Devido a sua posição estratégica, voltada para o mar, foi necessário construir defesas contra os ataques franceses e ingleses. Assim foi erguido o Forte Real de São Filipe construido em 1590. Apesar disso, em 1712, Cidade Velha foi fortemente saqueada por piratas franceses, obrigando a capital a mover-se para a Praia de Sant'Ana ou simplesmente Praia.

Cabo Verde tornou-se uma parada estratégica na rota dos navios negreiros em direção ao Brasil, onde muitos escravos eram deixados a "morrer na Praia" por estarem muito fracos para seguirem viagem.
Hoje, Cabo Verde é um dos oito países de lingua portuguesa, mas a língua nacional do país, a chamada língua do povo, ainda é o crioulo cabo-verdiano, que é diferente em cada uma das ilhas do país.
Com uma população total de 432 812 habitantes, majoritariamente jovem com 60% em idade inferior a 25 anos e com um clima muito seco, muitos caboverdianos veem a emigração como uma forma de buscarem uma vida melhor. Pode-se dizer que a diáspora caboverdiana (518 180) é maior do que a própria população do país e o envio de divisas é considerado como um grande reforço à sua economia.

A pesca, agricultura e o turismo são as principais atividades da economia cabo-verdiana. Cada uma das ilhas tem suas peculiaridades e atrações e hoje muitos europeus escolhem passar as férias de verão em Cabo Verde aproveitando praias de areias brancas na Ilha de Sal.

Importante reconhecimento histórico para Cabo Verde veio através da UNESCO no dia 26 de junho de 2009. Data em que a cidade Velha de Santiago foi finalmente reconhecida e declarada Património Mundial da Humanidade.

Mais informações em:
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=1871

sexta-feira, julho 03, 2009

Influenza A (H1N1) : lições aprendidas

Ontem, dia 2 de Julho de 2009, a Directora-Geral da Organização Mundial da Saúde Dra. Margaret Chan discutiu numa conferência de imprensa em Cancun, Mexico, o estado global da pandemia.

Mais uma vez a Dra. Chan reafirmou que existem boas razões para acreditar que esta pandemia será de severidade moderada. No entanto, será necessário continuar a monitorizar cuidadosamente o desenvolvimento desta pandemia principalmente agora que se aproxima o inverno no Hemisfério Sul.

Graças a todo o trabalho de vigilância realizado no México, e em todos os outros países afetados, várias facetas deste vírus passaram a ser melhor entendidas.

Assim, sabe-se agora que a grande maioria dos pacientes sofrem
apenas sintomas ligeiros e recuperam completamente ao fim de uma semana, muitas vezes sem necessidade de procurarem tratamento médico.

Vale sempre lembrar que os sintomas preocupantes incluem dificuldades em respirar, dores no peito e náusea acompanhada de vómito.

Em adultos, uma febre alta que dure mais de três dia é considerado um sinal de alerta, especialmente se for acompanhada de uma deteriorizaçâo do estado geral do paciente. Nas crianças é preciso estar alerta a sinais de letargia, ou seja dificuldades em acordar ou em manter-se despertas.

A maioria dos casos de infecção grave ou fatal continua a ocorrer em pessoas que apresentam doenças de base. Nas mulheres grávidas, o risco também é elevado.
Como já referido anteriormente, os casos fatais decorrentes desta infecção foram predominantemente em adultos jovens saudáveis, o que reforça a necessidade de o mundo se manter vigilante.

A OMS continuará a acompanhar o desenvolvimento da pandemia a nível global, tirando lições de cada novo caso e preparando-se para quaisquer que sejas aos surpresas que este vírus possa trazer.

Mais informações:http://www.who.int/dg/speeches/2009/influenza_h1n1_lessons_20090702/en/index.html