sexta-feira, outubro 30, 2009

GUINÉ-BISSAU: Morte de bebe traz à tona debate sobre mutilação genital feminina

A temporada de mutilação genital de raparigas, que começa com a estação das chuvas e coincide com as férias escolares, foi marcada este ano pela morte de uma criança de três meses, que teve a genitália mutilada pela própria mãe.

Para Iracema do Rosário, presidente do Instituto da Mulher e Criança “não podemos permitir que práticas nefastas deste tipo continuem a tirar vida a pessoas inocentes”.


Tradição

A excisão feminina ou fanado, como é chamada em Guiné-Bissau, é praticada pelas chamadas “fanatecas”, que tiram o clitóris e, às vezes, os lábios da genitália das mulheres em troca de dinheiro ou de mercadorias como galinhas, arroz ou sabão.

No ritual, os corpos das meninas são pintados com farinha de arroz ou talco. De acordo com dados de 2007 do UNICEF, cerca de 4 mil meninas são excisadas a cada ano e estima-se que entre 250 mil e 500 mil mulheres sofram com sequelas físicas ou psicológicas da mutilação.

Organizações locais também conseguiram que fosse introduzido no país o chamado fanado alternativo, em que todos os rituais são respeitados, mas não se faz o corte do clitóris. Mas este tipo de fanado ainda tem menos força e muitas mães levam as filhas todos os anos para as fanatecas.

As fanatecas herdam a profissão das mães e, muitas vezes, também as facas. Sem esterelização e condições de higiene, o fanado pode acarretar infecções e a transmissão do HIV - a mesma faca é geralmente usada em várias operações.

A mutilação genital feminina é praticada nas regiões de Bafatá e Gabú no leste, Oio no norte e Quinará e Tombali no sul. Um projecto de lei proibindo a prática foi levado ao parlamento em 2006, mas até hoje não foi aprovado.

quinta-feira, outubro 29, 2009

CABO VERDE: Livro que retrata vida com HIV esgota

Com a primeira edição em português esgotada, a segunda no prelo e já traduzido para o inglês e o francês pela Liga Africana Contra a SIDA, o livro SIDA - Doença dos Outros, do psicólogo Jacob Vicente vai ser comercializado nos 16 países que integram a instituição. Trata-se do primeiro livro a retratar o que é viver com o HIV em Cabo Verde.

Quer seja o emigrante reformado, a jovem universitária ou a prostituta Sandra, todas as histórias de SIDA - Doenças dos Outros têm em comum o fato dos personagens terem sido infectados pela via sexual.

Segundo Vicente, mesmo que 90 por cento das transmissões em Cabo Verde sejam por via sexual, os entrevistados “nunca pensaram que a doença chegasse a até eles”. Um dos propósitos do livro, segundo Vicente, é mostrar à sociedade que a SIDA é uma doença sem rosto, que pode atingir qualquer um, seja de que classe social for. “Escolhi este título porque quando você lê o livro percebe que afinal não, a SIDA não é a doença dos outros, pode ser a doença de todos nós. Todos estamos sujeitos aos mesmos riscos, e por isso é importante [adoptar] medidas de prevenção.”
SIDA - a Doença dos Outros é voltado principalmente para os alunos do ensino secundário e por isso, o livro foi escrito de uma forma simples para que o leitor possa entrar na conversa e conhecer a realidade desta gente.
“Tentei trazer a realidade do HIV com entrevistas a estudantes universitários seropositivos, homossexuais, toxicodependentes, profissionais do sexo, pessoas que ocupam lugar de destaque na sociedade”, disse Vicente.


Notícia veiculada em: http://www.plusnews.org/pt

quarta-feira, outubro 28, 2009

CONVITE


segunda-feira, outubro 26, 2009

II reunião de Coordenação da rede BVS ePORTUGUÊSe

Tudo pronto para a II reunião de Coordenação da rede BVS ePORTUGUÊSe.

Esta reunião realizada pela primeira vez em África será um marco importante para o estabelecimento da BVS ePORTUGUÊSe nos países de língua portuguesa.

A Biblioteca Virtual em Saúde é o modelo, estratégia e marco de trabalho para a gestão em rede de informação e conhecimento técnico e científico em saúde.

  • O desenvolvimento da BVS baseia-se nos seguintes princípios:

  • Busca da equidade no acesso à informação em saúde;

  • Promoção do trabalho cooperativo e do intercâmbio de experiências;

  • Uso de fontes, produtos e serviços de informação;

  • Promoção de alianças e consórcios para maximizar o uso compartilhado de recursos;

  • Desenvolvimento baseado nas condições locais;

  • Estabelecimento e aplicação de mecanismos integrados de avaliação e controle de qualidade.
Desde 2005, que a rede ePORTUGUÊSe e o Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) vem trabalhando firme para que a BVS seja uma realidade nos 8 países de língua portuguesa.

Em abril de 2009 todos os países de língua portuguesa haviam desenvolvido suas BVS Nacionais. Uma grande vitória que trará enormes benefícios aos profissionais de saúde destes países que sempre requisitaram acesso à informação atualizada, relevante e de qualidade em seu próprio idioma.

Esta II reunião discutirá temas estratégicos para a gestão da informação tais como o African Index Medicus, universalização do acesso à informação científica em saúde e marcará uma nova fase no desenvolvimento da BVS.

Programa disponível em:
http://eportuguese.bvsalud.org/agendas/iireuniaoregional/program.php?lang=pt

sexta-feira, outubro 23, 2009

Vamos Cuidar do Planeta



Conferência Internacional Infanto-juvenil para o Meio-ambiente:
Vamos Cuidar do Planeta
Oficina de Facilitadores
São Tomé e Príncipe
19 e 21 de outubro de 2009

Este seminário realizado com o apoio técnico do Ministério da Educação do Brasil e os Ministérios do Ambiente, Educação e Comunicação Social de São Tomé e Príncipe e com a participação do Conselho Nacional de Juventude já foi realizado com sucesso em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique.
O objetivo é preparar professores, educadores populares e agentes sociais, grupos de jovens e outros voluntários em educação ambiental, trabalhando conceitos, metodologias e atividades direcionadas à realização das conferências nas escolas e conferências nacionais nos respectivos países.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Cidades e crises de Saúde Pública

Relatório da consulta internacional
Organização Mundial da Saúde (OMS)
" …O regulamento sanitários internacional exige que os países fortaleçam a sua capacidade de vigilância e resposta a surtos de doença e outras emergências de saúde pública, tanto a nível nacional, como estadual e principalemte urbano".....

Em 1900, apenas 13% da população mundial vivia em áreas urbanas.
Em 2008, metade da população mundial vivia em cenários urbanos.
Até 2025, 70% da população mundial será urbana.

Cidades são muito vulneráveis!
Convivem no mesmo ambiete urbano, favelas com ambientes insalubres, crime, violência e hoje em dia, são ainda alvo de ataques terroristas. Além disso, com o alto índice populacional, as cidades estão mais sujeitas à propagação das doenças infecciosas que em zonas rurais.
Os grandes aeroportos internacionais e portos-marítimos, torna as cidades mais propensas à importação de doenças, enquanto áreas com deficiencia de infra estrutura sanitária dentro das cidades tornam-se "terrenos férteis" para a propagação de doenças epidémicas como a cólera e outras doenças diarreicas.
A população de rua, altamente debilitada é alvo de tuberculose multirresistente, enquanto aves e pombos são hospedeiros convenientes para infecções emergentes como as do vírus influenza aviário, ou gripe das aves.

Para enfrentar todos os problemas e coordenar a resposta, vários atores devem estar envolvidos. Autoridades estaduais e municipais no sentido de desenhar estratégias de contenção e prevenção e a nivel local pelos serviços de prestação de serviços. Além disso, para uma resposta satisfatória às emergencias, os serviços públicos em de transportes, autoridades aeroportuárias e portuárias, turismo, indústria, educação, comércio e meios de comunicação social devem trabalhar em parceria e estar todos em unisono.
Numa situação de crise, as autoridades nacionais e locais devem ter um plano de alerta que vise proteger o abastecimento de água, saneamento e da recolha de lixo. Deve-se ter planos de mobilização de profissionais de saúde e a população deve ser mantida informada.
Por fim, mas não menos importantes, as questões legais, tais como a quarentena pessoas infectadas ou a partilha de dados de pacientes entre investigadores de surtos, devem ser contempladas antes da ocorrência da crise..."


Leia mais: http://www.who.int/ihr/lyon/FRWHO_HSE_IHR_LYON_2009.5.pdf

A rede ePORTUGUÊSe está organizando um treinamento para autoridades dos países de lingua portuguesa para elucidar questões relativas ao Regulamento Sanitário Internacional.


segunda-feira, outubro 19, 2009

M-mobile e saúde

Estudos publicados recentemente nos Estados Unidos confirmam que o acesso à Internet via telefonia móvel continua crescendo.

Os últimos dados da Nielsen mostram que o acesso aumenta em média 34% a cada ano especialmente com a expansão e acesso à banda larga que ganham mais e mais popularidade entre os consumidores.
Estes dados são somente um mostra instantânea deste setor em transição. Embora esta informação seja do mercado americano, não há dúvida que esta é uma tendência mundial.
O interessante é que os grupos etários que mais utilizam a internet móvel são: Adolescentes entre 13 e 17 anos e aqueles acima de 65 anos.

http://www.telecomtv.com/comspace_news


sexta-feira, outubro 16, 2009

batuques de Cabo Verde (Diário de África)

Veja e sinta este batuque de Cabo Verde capturado por Carlos do Diário de África: http://diariodaafrica.blogspot.com



quinta-feira, outubro 15, 2009

quarta-feira, outubro 07, 2009

O projeto CISA está buscando um epidemiologista


O projecto CISA, em Angola – promovido pelo Ministério da Saúde de Angola, Governo Provincial do Bengo, Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e Fundação Calouste Gulbenkian - está buscando um epidemiologista.
Os termos de referência deste posto encontram-se disponíveis em: http://www.gulbenkian.pt/apoios.

Programa Visão 2020


O Programa Visão 2020 visa em 2009

Assegurar que, em 2020, crianças de ambos os sexos em todo o mundo, possam completar um curso completo de educação primária.

Aproximadamente 90% das crianças com deficiencia visual nos países em desenvolvimento estão impedidas de frequentar a escola por falta de infra-estrutura adequada às suas condições, por falta de cuidados de saúde ao seu alcance, por falta de materiais escolares adequados, acessíveis e apropriados e acima de tudo por falta de professores qualificados.

Eliminar a disparidade de género em todos os níveis da educação no máximo até 2015.
A Fundação Helen Keller International tem desenvolvido um trabalho notável no combate à cegueira a nível mundial, principalmente através da prevenção da deficiência de vitamina A. Esta fundação colabora com o Ministério da Saúde de Moçambique desde 1997 e sua sede é: Helen Keller International Mozambique P.O. Box 1042 Maputo, Moçambique (Telefone: + +258 2148 6312 ;Fax: + 258 2149 8343).
http://www.hki.org/programs/index.html

Atualmente as suas atividades na região incluem:
• suplemento de vitamina A;
• promoção da batata doce cor-de-laranja;
• forte Saúde; suplementação com ferro;
• controlo do tracoma;
• escola de saúde.

segunda-feira, outubro 05, 2009

8 de Outubro - Dia Mundial da Visão

O Dia Mundial da Visão, marcado anualmente na segunda quinta-feira do mês de Outubro, é a “ocasião” internacional para uma celebração dos esforços das organizações e instituições de todo mundo que se dedicam ao assunto da cegueira evitável.

No mundo existem 37 milhões de pessoas cegas e 124 milhões de deficentes visuais.



¾ dos casos de cegueira são preveníveis ou tratáveis.


Na ausência de qualquer intervenção o número de pessoas cegas irá atingir a marca de 75 milhões em 2020.


Foi em reconhecimento deste prognóstico inaceitável que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) lançaram em 1999 a iniciativa conjunta conhecida como:
VISÃO 2020: O Direito à Visão.



Com a colaboração de entidades internacionais, instituições de vigilância oftalmológicas, organizações não governamentais (ONGs) e corporações, o Programa VISÃO 2020 tem como finalidade eliminar a cegueira evitável em todo o mundo até o ano 2020.

O objetivo global da equipa da OMS em parceria com os Estados Membros é reduzir a prevalência de cegueira para menos de 0,5% em todos os países ou menos de 1% em cada país até 2020.


Dez factos relacionados com a cegueira e a deficiência visual

1) Em todo o mundo existem mais de 161 milhões de pessoas com deficiência visual. Entre elas, 124 milhões de pessoas têm um baixo índice de visão e 37 milhões são cegas;


2) Outras 153 milhões de pessoas sofrem devido a problemas de refracção ocular (visão ao perto, visão ao longe e estigmatismo). Praticamente todas essas pessoas poderiam restaurar a visão com o uso de óculos ou lentes de contacto;


3) Mais de 90% dos deficientes visuais em todo o mundo são provenientes de países em vias de desenvolvimento;


4) As cataratas continuam a ser a maior causa de cegueira no mundo, excepto nos países desenvolvidos;


5) A cirurgia para correção das cataratas é um dos tratamentos mais efetivos que existe e poderia ser oferecido aos países em vias de desenvolvimento. Esta cirurgia permitiria um aumento de mais de 1500% da produtividade economica em relação ao custo da cirurgia durante o primeiro ano pós-operatório;


6) As causas de deficiências visuais e cegueira relacionadas com a idade tem aumentado muito como por exemplo a cegueira em diabéticos não controlados;


7) A boa noticia é que 75% de cegueira existente é evitável através de prevenção e tratamento. Em todo o mundo a causa mais importante de cegueira evitável é a cicatriz na córnea, seguida de cataratas e retinopatia da prematuridade;


8) Devido à acção dos serviços de saúde, a cegueira originada por infecções tem diminuído globalmente. O número de pessoas afectadas pelo tracoma diminuiu de 360 milhões em 1985 para 80 milhões nos dias de hoje;


9) Estima-se que 1,4 milhões de crianças com menos de 15 anos sejam cegas, ainda que aproximadamente metade de todos os casos possam ser evitada através do tratamento precoce e correcção de anomalias congénitas tais como cataratas e glaucoma.


10) A OMS é um dos parceiros fundadores do programa Vision2020 - uma iniciativa global para evitar e eliminar a cegueira em todo o mundo.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Projecto ‘e-Bug’ lançado em Portugal

A partir do dia 11 de Setembro as escolas portuguesas passaram a utilizar a plataforma da iniciativa europeia denominada "e-Bug". Esta plataforma sensibiliza os jovens para a prevenção de doenças transmissíveis e o uso prudente de antibióticos.

O que é o projecto "e-Bug"

  • O “e-Bug” é um recurso eletrónico interativo, que inclui dois programas modulares distintos: jogos didáticos e animações interativas. O objetivo é ensinar os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico a utilizar de forma responsável e prudente os antibióticos e também promover comportamentos saudáveis na prevenção das doenças transmissíveis.
www.e-bug.eu/ebug_secret.nsf/Portugal-Project-General-Welcome/por_por_p_wp_gn_lp__-Acolhimento

Porque é necessário um projecto deste tipo


  • Na europa, quer a nível hospitalar quer a nível comunitário, a resistência aos antibióticos continua a ser um dos principais problemas de saúde pública.

  • O aumento da restistência aos antibióticos está relacionado com a utilização indiscriminada dos mesmos.

  • Muitos dos países europeus já possuem campanhas de educação pública para promover o uso racional de antibióticos.

  • As infeções respiratórias e gastrointestinais são a principal causa de doença em crianças em idade escolar.

  • A pesquisa mostra que a implementação nas escolas das boas práticas de higiene das mãos tem reduzido o absentismo em ambiente escolar.

Disponível em 18 países europeus, em Portugal a iniciativa é promovida pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), em articulação com a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) e conta com a coordenação de António Brito Avô.

Notícia veiculada por:
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/e-bug.htm
http://www.e-bug.eu/ebug.nsf/Home?OpenPage