quinta-feira, maio 29, 2008

Universidade Aberta e CPLP organizam 1º Simpósio de Educação a Distância


I Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

A Universidade Aberta (UAb) vai organizar, com o apoio do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o I Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa. O encontro vai decorrer em Lisboa, nos dias 30 e 31 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Através de conferências, painéis, workshops e exposições, este evento terá o objetivo de promover uma maior interação entre instituições de ensino, instâncias políticas, professores e investigadores em torno da educação a distância para os países da CPLP.

O reitor da UAb, Carlos Reis, afirma que o simpósio visa também criar uma oportunidade para o aprofundamento da cooperação entre aqueles países, com destaque para o domínio da educação.

Com quase 10 mil alunos, dos quais 20% são dos países de língua portuguesa, a UAb é a partir do próximo ano letivo (2008-2009), a primeira universidade pública portuguesa, e uma das três da Europa, com todos os cursos, de licenciatura e mestrado, lecionados em regime de e-learning, através de um modelo pedagógico virtual inédito.

A CPLP, integrada por oitos países, (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ), tem importante papel na defesa da democracia e no elevado número de medidas conjuntas que os Estados-membros têm adotado para harmonizar politicas, ativar procedimentos comuns e cooperar em domínios tão importantes como educação, saúde, justiça, meio ambiente, entre outros.


Maiores informações:
http://www.univ-ab.pt/
http://www.cplp.org/


Artigo publicado por: http://www.visaonews.com/

terça-feira, maio 27, 2008

61ª Assembléia Mundial da Saúde

Terminou no sábado dia 24 de maio de 2008 a 61ª Assembléia Mundial da Saúde aprovando uma série de resoluções importantes e históricas tais como a remoção de barreiras para a propriedade intelectual, discussão sobre as doenças não transmissíveis, uso nocivo do álcool, proteção da saúde frente às mudanças climáticas, eliminação da mutilação genital feminina e a saúde do migrante.

Traçando novas estratégias e aprovando vários planos de ação, a Assembléia Mundial da Saúde recomendou ao secretariado da OMS que intensifique seu programa de imunização, renove seu compromisso para a erradicação da pólio e estabeleça estratégias para enfrentar a pandemia de gripe.

Com um público recorde de 2704 participantes, a Assembléia Mundial da Saúde de 2008 coincidiu com a comemoração dos 60 anos da OMS e iniciou suas atividades na segunda-feira, dia 19 de maio prestando um tributo às vítimas do ciclone que atingiu Mianmar e o terremoto na China.

Com a participação do Arcebispo Emérito da Cidade do Cabo e premio Nobel Reverendo Desmond Tutu, de Sua Alteza Real Princesa Muna Al Hussein da Jordânia e do Dr. Halfdan Mahler, ex Diretor da OMS e mentor do tema "Saúde para todos no ano 2000", a Assembléia esteve repleta de discussões em comitês, grupos de trabalho e sessões plenárias.

Em seu pronunciamento final, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, clamou aos lideres mundiais para se unirem em torno de temas tão importantes e aproveitem as oportunidades para atingirem suas metas em saúde. Disse ainda que é um sinal de bom augúrio que a OMS esteja entrando sua septuagésima década de vida.
Vale lembrar que a Assembléia Mundial da Saúde é o fórum decisório máximo da OMS. Os 193 Estados-Membros reúnem-se todos os meses de maio para determinar as políticas da Organização para os próximos anos.



Maiores informações nas seis linguas oficias das Nações Unidas: http://www.who.int/mediacentre/events/2008/wha61/en/index.html

quinta-feira, maio 22, 2008

61ª Assembléia Mundial da Saúde

Começou nesta segunda-feria a 61ª Assembléia Mundial da Saúde.

Fórum máximo da Organização Mundial da Saúde, a Assembléia realiza-se todos os anos no mes de maio e decide junto com delegações dos 193 estados-membros, as metas e diretrizes que deverão ser traçadas para os anos seguintes.

Este ano, a Assembléia Mundial da Saúde discutirá entre outros, os temas:

· Preparação para uma gripe pandêmica: intercâmbio de vírus da gripe e acesso às vacinas;
· Prevenção e controle das doenças não transmissíveis: implementação da estratégia mundial;
· Saúde pública e propriedade intelectual: projeto de estratégia mundial e plano de ação;
· Mutilação sexual feminina;
· Estratégias para a redução do uso nocivo do álcool;
· Mudanças climáticas e su influência na saúde.

Maiores informações nas seis linguas oficias das Nações Unidas: http://www.who.int/mediacentre/events/2008/wha61/en/index.html

Como todos os anos, a iniciativa ePORTUGUÊSe promoveu uma reunião com os Ministros da Saúde dos 8 países de lingua portuguesa e/ou seus representantes para debater as atividades em andamento, as perpectivas para o segundo semestre de 2008 e o plano de ação escalonado para o desenvolvimento das atividades programadas.

A relevância desta iniciativa foi reconhecida por todos os presentes que expressaram seu interesse em ampliar a linha de ação fortalecendo as parcerias já existentes e criando outras para que esta rede esteja mais presente dentro dos países facilitando a disseminação da informação e possibilitando estratégias de capacitação.

Vale lembrar que no mês de junho, o ePORTUGUÊSe está promovendo o treinamento e capacitação de técnicos de São Tomé & Principe na sede da BIREME (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), em São Paulo. Durante duas semanas, estes técnicos receberão um treinamento intensivo para o desenvolvimento de uma Biblioteca Virtual em Saúde em ST&P e serão os agentes multiplicadores dentro do páís.

Logo a seguir será a vez de técnicos de Cabo Verde e da Guiné Bissau que receberão treinamento em seu países.

Desta maneira, o ePORTUGUÊSe vai cumprindo um de seus objetivos: O desenvolvimento de uma rede de informação em português contribuindo desta maneira, para o fortalecimento e integração entre os 8 países.

Até breve.



terça-feira, maio 20, 2008

As vozes dos jovens na pesquisa para a saúde

O Forúm Global de Pesquisa em Saúde (Global Forum for Health Research) e a revista The Lancet, lançaram uma competição voltada para jovens de até 30 anos sobre "Alterações climáticas e saúde de populações vulneráveis: desafios para a pesquisa".

O tema da competição é: "As vozes dos jovens na pesquisa para a saúde" e cada autor poderá enviar somente um ensaio, inédito, individual, em inglês ou francês, com até 1500 palavras.


Os ganhadores terão seus textos publicados e disponiveis no site dos organizadores.

Além disso, os vencedores serão convidados a participar do Fórum Ministerial Global sobre Pesquisa para a Saúde, em Bamako, Mali, de 17 a 19 de novembro de 2008.

Mais informações disponíveis em português, espanhol e inglês ou no site www.globalforumhealth.org/, no menu clique em "get involved" e depois em "Essay Competition".

Boa sorte!

terça-feira, maio 13, 2008

2008 - Ano Internacional das Línguas

2008 declarado "Ano Internacional das Línguas" pela Assembléia Geral das Nações Unidas e a UNESCO, responsável pelas atividades de divulgação enfrentará, sem dúvida inúmeros desafios.

A língua é o principal meio de comunicação, interação e de transmissão de conhecimento. É a expressão mais fiel da cultura, tradição e identidade de um determinado grupo de indivíduos.

As línguas são um dos principais fatores para se atingir os seis objetivos da educação para todos (EPT), assim como os objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM), aprovados pelas Nações Unidas em 2000.

Como mecanismo de integração social, as línguas ocupam, na verdade, um lugar estratégico na eliminação da pobreza e da fome; apoiando à alfabetização, e promovendo a aquisição de novos conhecimentos e competências. O idioma materno é essenciais para o ensino primário universal.

Na área da saúde, o idioma pode também ser considerado fundamental para que campanhas e mensagens educativas e preventivas sejam compreendidas por todos. Por isso é importante que as informações em saúde sejam veiculadas também em linguas e dialetos locais.

Contudo, os estudiosos estimam que mais de 50% dos mais de 7.000 idiomas falados no mundo hoje, correm o risco de desaparecer dentro de algumas gerações.

Milhares de línguas - mesmo que perfeitamente dominadas pelas pessoas que as usam cotidianamente como meio de expressão - estão ausentes do sistema educacional, dos meios de comunicação, da indústria editorial e do domínio público em geral.

Por isso é preciso agir. Mas como?

Encorajando o desenvolvimento de políticas lingüísticas que permitam a cada comunidade usar seu dialeto junto com a lingua oficial do país. Apenas com a aceitação plena do multilingüismo todas as línguas ocuparão seus lugares no nosso mundo globalizado.

A UNESCO, aproveita o dia 15 de maio e convida os governos, as organizações da Nações Unidas, a sociedade civil, as instituições educacionais, as associações profissionais e todas as demais organizações a fomentar em suas atividades individuais ou coletivas, o respeito, a promoção e a proteção de todas as línguas, em especial aquelas ameaçadas de extinção.

O objetivo comum é tornar reconhecida - nacional, regional e internacionalmente - a importância da diversidade lingüística e do multilingüismo nos sistemas educacionais, administrativos e jurídicos, assim como nas manifestações culturais e nos meios de comunicação, no ciberespaço e nos intercâmbios comerciais.

O Ano Internacional das Línguas em 2008 é uma oportunidade única para alcançar de maneira decisiva a realização desses objetivos.

Vamos então promove-lo.

Mais informações e artigo completo: http://www.unesco.org.br/areas/ci/index_html/mostra_documento


Livros para agentes comunitários em saúde

A escola politécnica em saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), órgão do Ministério da Saúde do Brasil tem como objetivo promover a educação profissional de nivel básico e técnico em saúde.
A EPSJV está lançando este mês uma coleção completa de seis livros educativos para a formação de agentes comunitários de saúde.

Vale a pena conferir e todos os livros estão disponíveis, na íntegra, nos sites http://www.epsjv.fiocruz.br/ e http://www.retsus.epsjv.fiocruz.br/.

Maiores informações: http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=61&infoid=1642&sid=9

quinta-feira, maio 08, 2008

Sexo Sustentável?

Você já tornou o seu guarda-roupa ecológoligico?

Você se preocupa com o aquecimento global?

Você já participou de exposições de arte preocupadas com a poluição?

Então a única coisa que faltava era tornar o sexo mais sustentável.

COMO??????

O governo brasileiro construiu em Xapuri, no estado do Acre, a primeira fábrica do mundo a produzir preservativo com látex de seringueira nativa. Em outras palavras, além de ser mais sustentável por não exigir matéria-prima importada, a fábrica incentiva o desenvolvimento economico local.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Xapuri tem cerca de 15 mil habitantes, dos quais 25% habitam a zona rural. O extrativismo representa 83% da renda familiar do Estado do Acre que produz anualmente 6,2 milhões de toneladas de látex.


O governo do Acre espera que a fábrica gere 150 empregos diretos, mobilizando cerca de 500 famílias da Reserva Extrativista Chico Mendes – nome dado em homenagem ao seringueiro assassinado em 1988. http://www.chicomendes.org/

Além de tudo isso, a produção da Natex – como será chamado o preservativo – fez com que fossem instaladas 200 unidades de saneamento básico e 170 kits de energia solar nas residências dos 24 seringais que participam do projeto.

E o mais importante é que a "camisinha verde" será gratuita pois faz parte do programa do governo brasileiro de combate à Aids. Os 270 milhões de camisinhas que serão fabricadas por ano deverão ser distribuidas por todos nos postos de saúde do país.

Notica veiculada em 14 de abril de 2008 no site: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/81835_post.shtml

terça-feira, maio 06, 2008

Uma das mais jovens nações do mundo: Timor Leste

A ilha de Timor possui uma longa história e uma rica cultura construida ao longo de séculos.

É tambem conhecida por alguns como “a convergência cultural do Oriente”, devido à influência de vários grupos étnicos que contribuiram para o desenvolvimento da ilha.

Desde cedo e devido a sua localização geográfica, sempre atraiu comerciantes chineses e malaios que vinham em busca de seu abundânte sândalo, mel e cera.
Estas redes comerciais foram responsáveis pelos casamentos entre os comerciantes e as famílias reais locais, dando origem a riqueza étnico-cultural que hoje predomina na ilha.

Os mesmos recursos naturais trouxeram os navegantes portugueses em 1512. Primeiro os comerciantes depois os missionários e até hoje, a religião católica é predominante na ilha. Durante o século XVI vários reis ristianizados colocaram-se sob a proteção portuguêsa, que se consolidou com a chegada, no início do século XVIII, do seu primeiro governador.

Esta influência persistiu e resultou na colonização da ilha pelos portugueses por mais de 400 anos.

Em 1915, uma sentença arbitrária assinada entre Portugal e a Holanda pôs fim aos conflitos entre os dois países, fixando as fronteiras que hoje dividem a ilha entre leste e oeste.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados (australianos e holandeses) envolveram-se numa dura guerra contra as forças Japonesas em Timor e mutios timorenses morreram lutando ao lado dos aliados.

Em 1945, Timor Leste voltou a ser administrada pelos portugueses e em 1975, após uma breve guerra civil, conquistou sua independência.

No entanto, no dia 7 de dezembro de 1975, a Republica Democrática do Timor Leste foi ocupada pela Indonésia e somente 24 anos mais tarde, é que os timorenses retomaram sua independência.

E finalmente em 20 de maio de 2002, com a paz restaurada, as Nações Unidas entregaram o poder ao primeiro Governo Constitucional de Timor Leste.

O governo imediatamente adotou o português como lingua oficial no país e Timor Leste passou a ser o oitavo país a fazer parte da Comunidade dos páises de lingua portuguesa (CPLP) www.cplp.org.


Artigo completo e maiores informações: http://www.turismotimorleste.com/pt/sobre/historia/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Timor-Leste


quinta-feira, maio 01, 2008

Acordo Ortográfico do Português: perguntas frequentes

1. Porquê fazer um Acordo Ortográfico?
Porque o Português é língua oficial em oito Estados soberanos mas tem duas ortografias, ambas correctas, a de Portugal e a do Brasil. Existem desvantagens na manutenção desta situação e a língua será internacionalmente tanto mais importante quanto maior for o seu peso unificado.


A existência de dupla grafia limita a dinâmica do idioma e as diferenças criam obstáculos, maiores ou menores, em todos os incontáveis planos em que a forma escrita é utilizada: seja a difusão cultural (literatura, cinema, teatro); a divulgação da informação (jornais, revistas, mesmo a TV ou a Internet); as relações comerciais (propostas negociais, textos de contratos) etc., onde o
Português escrito é utilizado. Isto, se considerarmos apenas as relações intracomunitárias (nos oito países da CPLP).
Nas relações internacionais, recorde-se que existem quatro grandes línguas (Inglês, Francês, Português e Espanhol) e que o Português é a única com duas grafias oficiais.
Assim, no plano intracomunitário, a dupla grafia dificulta a partilha de conteúdos, no plano internacional, limita a capacidade de afirmação do idioma, provocando, por exemplo, traduções quer literárias quer técnicas diferentes para Portugal e Brasil.


2. Mas como se explica que exista mais do que uma ortografia?
No rescaldo da Implantação da República em Portugal, deu-se a 1ª Reforma Oficial da Ortografia Portuguesa que, em 1911, estabeleceu uma ortografia simplificada, consagrada nos textos oficiais de ensino.
Esta profunda reforma não foi concertada na altura com a República Brasileira, e desde essa data a língua tem comportado duas grafias.
Sucede que a língua, como realidade dinâmica que é, está sujeita a evolução. A ortografia do Português não é excepção e as duas ortografias então existentes trilharam caminhos diferentes, não obstante várias iniciativas dos dois países, singulares e concertadas, no sentido da unificação.


3. Quais são os Estados signatários (partes) do Acordo Ortográfico?
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. O Acordo encontra-se aberto à adesão de Timor-Leste que em 1990 ainda não tinha reconquistado a independência.


4. Qual a estimativa de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa?
Calculam-se em mais de 200 milhões as pessoas que falam Português em todo o mundo.


5. O Acordo foi assinado em 1990, mas só entraria em vigor com a ratificação de todos os países? O que mudou com os Protocolos Modificativos ao Acordo?
O Acordo Ortográfico na sua versão original, de 1990, previa entrada em vigor apenas quando se verificasse a ratificação (recepção do Acordo no ordenamento jurídico interno do Estado) por todos os signatários.
Os Protocolos Modificativos alteraram apenas a modalidade de entrada em vigor do Acordo. O conteúdo, i.e., as alterações ortográficas do Acordo Original mantém-se.


6. Por que foi necessário um segundo Protocolo? O primeiro não tem valor?
Foi necessário um Segundo Protocolo Modificativo pois a alterações produzidas pelo primeiro (alargando o prazo para entrada em vigor) demonstraram-se ineficazes. A assinatura do 2º Protocolo estabelece que, o Acordo Ortográfico entrava em vigor com a ratificação por três dos Estados signatários (naturalmente, para os Estados que procedessem à ratificação).
O Primeiro Protocolo Modificativo, não apresenta hoje qualquer conteúdo prático.

Saiba mais sobre o tema em http://www.cplp.org/comunicados.asp

7. O Acordo Ortográfico já está em vigor? Em que países?
Sim, na ordem jurídica internacional e no Brasil, em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, por força da ratificação pelos três Estados do Acordo Ortográfico e do Segundo Protocolo Modificativo.
O terceiro signatário a ratificar, S. Tomé e Príncipe, depositou os documentos correspondentes em Dezembro de 2006 e, por esse efeito fez com que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrasse em vigor no dia 1 de Janeiro de 2007.

Saiba mais em http://www.cplp.org/comunicados.asp.

8. Porquê da demora na ratificação por parte dos demais países signatários?
As razões que cada um dos signatários do Acordo Ortográfico tem para proceder ou não à sua ratificação são matéria do foro interno de cada Estado.
A CPLP remete assim para os Estados a divulgação de informações quanto a esta questão.


9. Foi definida data para os Estados signatários ratificarem o Acordo?
O Acordo, na sua redacção original (1990), previa a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 1994, após o depósito dos instrumentos de ratificação de todos os Estados signatários. Esta disposição tornou-se letra morta quando a data foi ultrapassada sem terem sido efectuadas as ratificações.
Esta redacção foi alterada pelos Protocolo Modificativos e em bom rigor, visto que não se extrai dos textos qualquer outra data, não existe um prazo para ratificação do Acordo.


10. O que acontece à ortografia do Português nos países que não ratificarem?
Nada. Caso não seja ratificado, o Acordo Ortográfico não se torna parte dos ordenamentos jurídicos nacionais dos signatários e assim as alterações que estabelece não se verificarão na ortografia desses países.


11. Mas podem uns países avançar com a implementação do Acordo Ortográfico sem os demais?
Sim, dado que está prevista a entrada em vigor desde que ratificado por três Estados, o que já aconteceu. Todavia, é de lembrar que o objectivo é unificação, e que o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono.
Com efeito, a medida do sucesso do Acordo Ortográfico depende da sua ratificação e implementação por todos os Estados signatários. Só com todos poderá atingir o pleno dos seus objectivos originais.


12. Existe uma estimativa quanto ao número de palavras alteradas?
Segundo os dados disponibilizados pela Academia de Ciências de Lisboa, à data da celebração do Acordo, o número de palavras cuja ortografia seria alterada não ultrapassaria os 2 por cento! Pouco mais de 2.000 palavras num Universo de 110.000.
Não estão contabilizadas: as alterações à utilização do hífen e as resultantes da supressão do trema, diminutas em número e de fácil apreensão.


13. Quais foram os critérios utilizados para desenvolver as novas normas ortográficas?
Segundo o próprio Acordo, o esforço de unificação da grafia foi presidido por um critério fonético, isto é, a ortografia das palavras é alterada no sentido de as aproximar à forma falada. (ex.: abolição das consoantes mudas).


14. Mas se o critério fonético está subjacente às alterações, o Português falado é alterado?
Não. A forma falada do Português não sofrerá qualquer alteração no curto prazo (embora não seja de excluir que, no futuro, o “p” que os portugueses utilizam em baptismo e pronunciam muito levemente, venha a desaparecer).
Repare-se que no cenário actual de duas grafias, portuguesa e brasileira, mesmo dentro dos limites territoriais de cada um destes dois Estados, existem diferentes formas de falar o português, não obstante cada um dos países ter apenas uma ortografia.
No mesmo sentido, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, que usam a ortografia portuguesa, falam o português de forma diversa, quer entre si, quer da falada em Portugal ou no Brasil.
Os cambiantes da língua falada não serão afectados pelo Acordo.
Altera-se a ortografia no sentido de a unificar, utilizando a fonética apenas como um dos instrumentos dessa unificação ortográfica.


15. Quais os prazos e custos para a implementação das alterações?
O Acordo ocupa-se apenas das regras ortográficas e define um patamar de compromisso em termos ortográficos. Cabe a cada um dos Estados envidar esforços no sentido de chegar a esse patamar. O processo de implementação não se encontra definido no Acordo. Entende-se assim que caberá a cada Estado estudar as suas necessidades específicas e definir o plano de acção nacional, no sentido de concretizar o Acordo. Assim, remete-se para as autoridades nacionais qualquer informação sobre prazos e custos.


16. Quando se começarão a sentir os efeitos práticos? Será imediato ou faseado?
Sendo que cada país definirá o seu plano de acção, os efeitos do Acordo começarão a sentir-se à medida que as autoridades nacionais avançarem com a sua implementação.
Assim, será o plano de acção nacional de implementação de cada Estado que definirá as áreas (ensino, administração pública, comunicação social, etc.) onde as alterações se farão sentir em primeiro lugar.
Dada a complexidade relativa em termos técnicos (Ex. manuais escolares) e financeiros, cada Estado adoptará, provavelmente, planos de acção faseados.
Recorda-se que não será a entrada em vigor, per se, do Acordo que levará os cidadãos a respeitarem as novas regras ortográficas. Existe uma nova ortografia, mas a sua implementação não é instantânea. Serão possivelmente definidos, pelos próprios Estados, períodos de transição para as áreas onde tal faça sentido, ex.: manuais escolares, gramáticas e dicionários, formulários de serviços públicos, contratos, etc.


17. É isto que se entende por “moratória” de aplicação do Acordo?
Tem sido por vezes referido na imprensa que o Acordo prevê uma “moratória” para a sua aplicação. Tal informação é incorrecta.
Não obstante, e como já foi abordado acima, a introdução das alterações ortográficas dificilmente será instantânea.
Naturalmente existirá um período de convivência entre as duas grafias, que será diferente consoante o contexto. Isto é, qualquer livraria terá, durante os anos vindouros, livros nas suas prateleiras escritos nas duas grafias, mas dificilmente se encontrará, uma vez implementado o Acordo, um jornal diário que não reflicta as alterações.
Por este exemplo se vê que as diferentes manifestações da língua escrita terão, pelos seus ciclos naturais, diferentes prazos para absorver as alterações.


Para saber mais: http://www.cplp.org/comunicados.asp