segunda-feira, agosto 31, 2009

Uso de redes sociais para alerta de emergências

O que muitos utilizam para divertirem-se para manterem-se em contacto com amigos em qualquer parte do mundo, transformou-se num instrumento essencial de comunicação para a saúde pública, especialmente em tempos de crise.

As redes sociais como o Twitter, Facebook, mySpace, programas que armazenam fotografias, CVs e videos online estão a ser utilizados por instituições de saúde em todo o mundo para transmitir as mais diversas informações e alertas de saúde para o público em geral.

As redes sociais são verdadeiros fenômenos de popularidade na comunidade de saúde pública que passam a ser ao mesmo tempo audiência e produtores de informação. Agências governamentais como o CDC de Atlanta (Centro de Controle e Prevenção de Doenças reconhecem o poder das redes social e a utilizam para ajudar a disseminar informações importantes e identificar problemas que afetam diferentes partes do país em tempo real.

"A internet deixou de conter apenas conteúdo estático", disse Andrew Wilson, administrador da página da internet to governo americano http://www.pademicflu.gov/, acrescentando "Temos de fazer a mensagem chegar onde as pessoas estão".

Alguns exemplos de interesse:

OMS - http://twitter.com/whonews

PAHO - https://twitter.com/eqpaho
FIOCRUZ - https://twitter.com/fiocruz
CDC: www.cdc.gov/socialmedia
HHS:
www.newmedia.hhs.gov

E muito mais.....


sexta-feira, agosto 28, 2009

Brasil já contabiliza 488 mortes pelo virus A H1N1

Desde seu aparecimento no final de abril de 2009, a gripe A H1N1 já foi responsável por cerca de 1799 mortes em todo o mundo, principalmente no continente americano.

Os Estados Unidos seguem sendo o país com maior número de vítimas, com um total de 522 casos fatais. No entanto, esta semana, o Brasil contabilizou 488 mortes passando a ser o segundo país com maior número de morte nas Américas.

Distribuição de casos fatais por estado:
  • São Paulo - 179
  • Paraná - 142
  • Rio Grande do Sul - 93
  • Rio de Janeiro 47
  • Santa Catarina - 11
  • Minas gerais - 8
  • Paraíba - 2
  • Bahia, Pará, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Distrito Federal -1
A Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde, Dra Margaret Chan pede à comunidade internacional que preparem suas estratégias de modo eficiente para enfrentar uma provável segunda onda da gripe A H1N1, especialmente no hemisfério norte, considerando o fim do verão e inicio do inverno. Dra Margaret Chan alertou que a prevenção deve ser a prioridade dos governos e a principal arma deverá ser a vacinação.

quarta-feira, agosto 26, 2009

ANGOLA: Futebol, hip-hop e HIV

Sob o sol de quase meio-dia em Luanda, duas equipes de futebol se preparavam para jogar: Cazenga contra Viana.


O calor não parecia assustar a ninguém, nem mesmo aos 350 jovens e crianças que aguardavam pelo início do jogo.

A partida era uma das actividades de lançamento do programa Desposida, que aposta na união entre o desporto e a não-violência na luta contra o HIV e SIDA.

Uma iniciativa da ONG Cuidados da Infância, do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e do Ministério da Saúde de Angola, o programa usa o desporto como forma de ensinar conceitos de camaradagem e não-violência, conhecido como fair play, e difundir informações sobre HIV e SIDA.



“Queremos que os jovens estejam mais conscientizados sobre os riscos do HIV e a violência e a delinqüência juvenil sejam reduzidas”, disse Arnaldo Camolacongue, director executivo da ONG Cuidados da Infância.


A organização trabalha com mudança de comportamentos de jovens em relação ao sexo seguro e sensibilização de mães em relação à saúde dos bebês e crianças.

Com o auxílio de organizações locais, os eventos do Desposida acontecerão todos os sábados.


Serão jogos de futebol, basquete e andebol, seguidos de shows musicais de hip-hop e kuduro e peças de teatro – tudo para atrair a atenção dos jovens. Materiais informativos sobre infecções de transmissão sexual, incluindo o HIV, e preservativos serão distribuídos gratuitamente em tendas montadas ao redor das quadras.


Activistas estarão disponíveis para esclarecer eventuais dúvidas. Algumas celebridades já compraram a ideia. Artistas como o cantor Yannick Afroman, fenômeno entre a juventude angolana, participará dos eventos, intercalando música com informação sobre prevenção ao HIV e combate ao estigma.


O próprio lançamento do Desposida mostrou que existe abertura e aceitação para um programa assim: muitos adolescentes já estavam com panfletos nas mãos durante a partida de futebol. Um deles era Nelson Manoel, 14 anos, que levava cartazes para casa para entregar a sua mãe. Segundo ele, “a SIDA é uma doença muito grave e contagiosa”.

Já a pré-adolescente Natália Amaro, 12 anos, estava lendo um panfleto sobre HIV, quando foi perguntada acerca do que havia aprendido naquele dia. A resposta foi simples e directa: “Tem que usar camisinha!”



Mais informações: http://www.plusnews.org/pt/Report.aspx?ReportId=83108

segunda-feira, agosto 24, 2009

Primeira reunião das subredes de Escolas Técnicas dos paises da CPLP


A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) convida todas as instituições membros a participarem da 2ª Reunião Geral da Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde (RETS), a ser realizada, de 9 a 11 de dezembro de 2009, juntamente com a 1ª Reunião das subredes de Escolas Técnicas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

O evento, que ocorrerá no Rio de Janeiro, Brasil, terá como objetivo geral o fortalecimento das estratégias de cooperação no âmbito da Rede. Além de representantes das instituições membros da RETS, participarão da reunião de dirigentes nacionais responsáveis pelas políticas de educação de técnicos em saúde e membros dos Observatórios de Recursos Humanos em Saúde da região das Américas e da África.

Objetivos específicos:
• discutir a formação dos trabalhadores técnicos em saúde à luz dos preceitos do modelo de atenção primária;
• colaborar para a estruturação da área de técnicos nos observatórios de recursos humanos em saúde;
• fortalecer a pesquisa entre as instituições da RETS;
• elaborar o plano de trabalho da subrede de escolas técnicas de saúde da União das Nações Sul-Americanas (Unasul);
• debater a operacionalização do plano de trabalho da subrede de escolas técnicas de saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP);
• definir e pactuar um plano de comunicação para a RETS e suas subredes;
• elaborar o plano de trabalho e definir a sede da secretaria técnica da RETS para o período 2010-2012.

A inscrição é gratuita e os interessados em participar devem preencher o formulário disponível no site da RETS (http://www.rets.epsjv.fiocruz.br). Durante o evento, haverá tradução simultânea para português e espanhol.

Data: de 9 a 11 de dezembro de 2009.
Local: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)
Endereço: Av. Brasil, 4365 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ - 21040-360.
Telefone: 55 (21) 3865-9730
E-mail:cci@epsjv.fiocruz.br


sexta-feira, agosto 21, 2009

São Tomé e Príncipe: A gravidez precoce é uma prioridade

De acordo com o Programa de Saúde Sexual e Reprodutiva, 12,1 por cento das jovens santomenses engravidam durante a adolescência e a falta de informação é a principal causa.

O programa regista que a maioria das jovens engravidam antes de completarem a nona série, ou seja, antes dos 14 anos.


Por isso é necessário uma campanha de esclarecimento que também contribua para diminuir os novos casos de infecções pelo HIV, nestas adolescentes.

Apesar de 1 em 10 adolescentes engravidarem em ST&P, esta média ainda esta abaixo da média Africana e a seroprevalência do HIV nacional no arquipélago é de 1,5 por cento numa população de 150 mil habitantes.

Lurdes Santos, diretora executiva do Instituto da Mulher, Equidade e Igualdade do Gênero diz que: “Adolescentes sem nona classe e grávidas, não conseguem completar o ensino secundário. Terão maior dificuldade de encontrar um emprego assalariado e estão condenadas à pobreza”. Este é um ciclo que devemos tentar quebrar.

“A gravidez na adolescência tornou-se lentamente uma tragédia nacional”, admitiu também o Presidente da República, Fradique de Menezes.

A educação sexual nas escolas foi o primeiro projeto implementado pelo governo para combater o problema. Também foram adotadas classes de educação sobre a vida familiar direcionadas a adolescentes.

No entanto, de acordo com Hilarinho Carvalho, especialista em saúde reprodutiva, estes projetos não tiveram muito sucesso. Segundo o Sr. Carvalho, as mensagens não foram bem passadas e agora é necessário reverter a situação e usar outros meios mais eficazes para despertar a auto-estima das raparigas e rapazes para poderem valorizar a sua juventude.

Vinte e quatro por cento da população do país têm idade entre 11 e 18 anos e os principais problemas de saúde destes jovens estão fundamentalmente ligados à pobreza e à falta de uma estrutura de apoio familiar.

http://www.plusnews.org/

quarta-feira, agosto 19, 2009

Dia Mundial da Ajuda Humanitária - 2009

Todos os dias, há alguém oferecendo ajuda humanitária em algum dos locais mais perigosos do mundo. Desde 1997, mais de 750 pessoas perderam suas vidas desempenhando esta função.

Em 2008, durante ajuda humanitária:
- 122 pessoas foram assassinadas;
- 62 pessoas raptadas;
- 260 vítimas em 155 acidentes.

Mas o trabalho desta gente, apesar do muito arriscado, é oferecer conforto e ajuda aos que necessitam, que sofrem com as mudanças climáticas, com a pobreza extrema, com as crises financeira e alimentares, com a explosão demográfica e com as pandemias.

A Assembleia Geral das Nações Unidas escolheu, em dezembro de 2008, o dia 19 de Agosto para celebrar o Dia Mundial de ajuda Humanitária.

Neste dia em 2003, o brasileiro Sérgio Vieira Mello (Representante especial do Secretário Geral das Nações Unidas no Iraque) perdeu sua vida com outros 21 colegas de trabalho, após um atentado à sede local da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá.

Este 19 de Agosto de 2009 será marcado na história pois pela primeira vez, várias agências da União Europeia, Organizações Não Governamentais e Corpos Humanitários Internacionais vão celebrar juntos o dia Mundial da ajuda Humanitária

Hoje, na OMS (Organização Mundial da Saúde) haverá um minuto de silêncio em homenagem a todos aqueles que perderam a vida numa luta tão nobre.

Mais informações em:
http://ochaonline.un.org/News/WorldHumanitarianDay/tabid/5677/language/en-US/Default.aspx

segunda-feira, agosto 17, 2009

Moçambique - Combate ao estigma da SIDA

O estigma e a descriminação causam mais sofrimento aos infetados com o vírus HIV em Moçambique do que à falta de medicação, fome ou pobreza.

Insultados pela comunidade, abandonados pela família, sem oportunidades de emprego e condenados pela igreja, até nos centros de saúde estes pacientes são descriminados. O preconceito é sempre maior em relação às mulheres.

O plano nacional estratégico de combate à SIDA de 2005-2009, que visa promover e proteger os direitos humanos dos portadores de HIV, ainda não conseguiu transformar seus princípios em legislação. A primeira lei de proteção a pessoas vivendo com HIV foi aprovada em 2002 mas cobre somente a descriminação no local de trabalho.

Uma proposta para uma legislação mais compreensiva foi submetida em 2005 pela rede moçambicana de organizações de combate ao HIV/SIDA (MONASO).No entanto este documento ainda se encontra em revisão e debate pelo parlamento moçambicano. Em 2007 um grupo de pessoas HIV-positivo da região de Machaze fundaram a organização Tchitenderano ("acordo" no idioma Ndau) e lançaram uma campanha contra o estigma e descriminação no seu distrito, onde a prevalência de HIV é um pouco mais elevada que a média nacional de 16 por cento. Este grupo já ajudou mais de 3 000 pessoas.

Para tentar enfrentar o problema Tchitenderano tem 25 ativistas que dão palestras em diversas instituições públicas e educam a população sobre o HIV e outros assuntos de saúde sexual e reprodutiva. Os ativistas também visitam instituições de saúde, encorajam os pacientes a aderir ao tratamento anti-retroviral (ARV) e providenciam tratamento domiciliar.

Samuel Doris Campira, presidente do Tchitenderano, diz que a organização está lentamente a ajudar o distrito a libertar-se do estigma e descriminação: "Apesar das campanhas e da legislação, o estigma ainda é muito grande. Mas com o tempo, informação e paciência, acredito que as comunidades irão eventualmente mudar as suas atitudes".

Noticia veiculada em: http://www.plusnews.org/


domingo, agosto 16, 2009

Vacinas contra a gripe A H1N1: processo e finalização

Depois de identificado e isolado o vírus da gripe A H1N1 são necessários 5 a 6 meses para que a vacina esteja disponível para a população. As etapas necessárias para a fabricação de uma vacina são:

Processo para a fabricação de uma vacina:

1. Identificação de um novo vírus:
Laboratórios do mundo todo recolhem amostras de vírus gripais em circulação e os enviam para análise nos centros colaboradores da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A primeira etapa na produção de uma vacina surge quando um centro detecta um novo vírus responsável por uma gripe.

2. Preparação da estirpe de vacina:
Primeiramente deve-se adaptar o vírus para a fabricação da vacina.

Para diminuir a virulencia do agente infeccioso e para que este possa ser multiplicado em embriões de galinha (método de produção utilizado pela maior parte dos fabricantes), o vírus é misturado com uma cepa viral produzida em laboratório e os dois são cultivados juntos.
Depois de um período de três semanas, forma-se um híbrido composto por elementos internos da cepa laboratorial e por elementos externos da cepa pandêmica.

3. Verificação da cepa da vacina:
Após esta preparação é necessário testar o vírus híbrido para verificar se este produz as proteínas externas da cepa pandêmica e que pode-se desenvolver nos embriões de galinha.

Este processo tem a duração de cerca de três semanas.
Se tudo correr bem, esta cepa é distribuída aos fabricantes de vacinas.

4. Preparação dos reagentes para testar a vacina (reagentes de referência):
Paralelamente, os centros colaboradores da OMS produzem protótipos (reagentes) distribuídos novamente a todos os fabricantes para lhes permitir medir as quantidades de vírus produzidos e de supervisionar o condicionamento correto das doses.

Esta etapa leva cerca de três meses.

Atividades dos fabricantes


1. Otimização das condições de cultura do vírus:
Os fabricantes de vacinas testam o vírus híbrido que receberam dos centros de referência da OMS e testam sua multiplicação nos ovos, até encontrarem as condições ideais.

Esta etapa dura cerca de três semanas.

2. Fabricação massiva da vacina:
Na maior parte dos casos, a produção das vacinas contra a gripe é realizada em ovos de galinha fecundados, de nove a doze dias.

O vírus da vacina é injetado em diversos ovos que são incubados durante dois a três dias, durante o qual o vírus se multiplica.
A clara do ovo que passa a ter milhões de vírus é recolhida e o vírus é separado. Este vírus parcialmente puro é morto aplicando-lhe produtos químicos.
As proteínas externas são então purificadas para a obtenção de uma grande quantidade de proteínas virais purificadas.

3. Controle de qualidade:
Para produzir a vacina é necessário que os laboratórios colaboradores da OMS tenham fornecido os reagentes necessários.

Cada lote de antígenos é testado por cerca de duas semanas.

4. Condicionamento e colocação da vacina em circulação:
Os lotes são diluídos para obter a concentração desejada de antígenos e em seguida procede-se ao preenchimento e à etiquetagem dos frascos ou das seringas que contêm a vacina.

Este processo dura cerca de duas semanas.

5. Estudos clínicos:
Em certos países, cada nova vacina antigripal deve ser testada num pequeno número de pessoas para demonstrar sua ação e eficácia. Outros países dispensam esta etapa, pois confiam nos numerosos testes clínicos que já foram realizados para a preparação das vacinas.

6. Atividades referentes à regulação das vacinas:
Antes de que as vacinas possam ser vendidas ou administradas é necessário uma homologação regulamentar.
Cada país tem a sua própria regulamentação e o seu próprio organismo responsável para esta etapa. Se a nova vacina é preparada seguindo o mesmo processo que as vacinas antigripais da estação ou nas mesmas fábricas, este processo pode ser rápido (um a dois dias).

Mais informações em:

sexta-feira, agosto 14, 2009

Tratamento e sinais de perigo do vírus da gripe A H1N1

Para o tratamento da gripe A H1N1, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o uso do medicamento antiretroviral "oseltamivir" o mais rápido possível após o aparecimento dos sintomas.

O uso deste medicamento não deve ultrapassar 48 horas e deve ser usado sem esperar pelos resultados laboratoriais.

Médicos, atendentes, cuidadores e todos aqueles que prestam cuidados domiciliares devem estar atentos aos primeiros sinais de perigo que possam assinalar uma evolução para a forma grave da gripe.

Como esta evolução pode ser muito rápida, uma pessoa que tenha sido confirmada com o vírus da gripe A H1N1 ou que esteja suspeita de ter contraido a gripe A H1N1 deve imediatamente procurar atendimento médico.

Sinais e sintomas de alerta:

· Falta de ar durante uma atividade física ou mesmo em descanso;
· Dificuldade respiratória;
· Cianose
· Expectoração sanguinolenta;
· Dores no tórax;
· Alteração do estado de consciência;
· Febre alta durante mais de três dias;
· Hipotensão.

Nas crianças os sinais de alerta são:
· Respiração rápida ou difícil;
· Alteração da consciência;
· Dificuldade em acordar e pouca ou nenhuma vontade de brincar

FIQUE ATENTO!

Mais informações em:http://www.who.int/csr/disease/swineflu/notes/h1n1_pregnancy_20090731/fr/index.html



quinta-feira, agosto 13, 2009

Timor-Leste: investindo no tratamento ocular

O programa para o tratamento ocular em Timor-Leste (East Timor Eye Program-ETEP) foi estabelecido em Julho de 2001 com o objetivo de implementar serviços oftalmológicos no país.

Sua principal finalidade é tornar Timor-Leste auto-suficiente em cuidados oftalmológicos até 2015 e erradicar casos de cegueira evitáveis até 2020.

ETEP é uma iniciativa conjunta de grupos de voluntários do colégio de cirurgiões australianos (Royal Australasian College of Surgeons-RACS), do centro internacional para educação em oftalmologia (International Centre for Eyecare Education-ICEE) e da equipa de Optometria da ProVision (ProVision Optometry Team-PVOT).

Cataratas, erros de refração e deficiência de vitamina A são as maiores causas de cegueira em Timor Leste e este projeto visa reduzir os casos de cegueira evitáveis diagnosticados todos os anos.

O programa, divido em 4 áreas (serviços curativos, treinamento, tele-oftalmologia e atendimento ambulatorial), proporcionou 20.000 consultas, efetuou 2.200 cirurgias e doou 17.000 óculos entre agosto de 2001 e agosto de 2005.

Prevê-se também até 2010, o treinamento de 3 oftalmologistas de Timor Leste para dar sustentabilidade ao programa e tornar o país auto-suficiente no atendimento oftalmológico.

ETEP planeia também construir uma clínica em Dili, equipada com tecnologia de ponta de forma a evitar que os pacientes tenham que se deslocar ao estrangeiro para obter tratamento médico. A criação de clínicas oftalmológicas nas províncias de Baucau e Oecussi com capacidade para realizar pequenas cirurgias está também previsto no programa.

Atualmente os 3 hospitais principais de Timor-Leste (Dili, Baucau e Oecussi) não possuem meios de telecomunicação básicos, o que os deixa isolados durante a época de chuvas. Por isso, o investimento em telecomunicações que conectem estes 3 hospitais é um fator importante para aumentará a qualidade dos serviços prestados permitindo ao país obter informação médica de forma rápida e segura.

Para mais informações visite o website: http://www.etep.org.au/index.htm

quarta-feira, agosto 12, 2009

Hoje comemora-se os 60 anos da Convenção de Genebra em relação aos prisoneiros de guerra

HINARI

Avaliação sobre o impacto programa HINARI (Acesso a rede de pesquisa em saúde) demonstrou um aumento de 194% no número de publicações cientificas provenientes dos países em desenvolvimento ao comparar o numero de publicações entre 1996-2002 e entre 2002-2008.

Research4Life é o nome coletivo do projeto que engloba três parcerias público-privadas que oferecem gratuitamente, ou a baixo custo, acesso a revistas acadêmicas e profissionais de saúde (HINARI), agricultura (AGORA) e meio-ambiente (OARE).

Os programas do Research4Life são o resultado de uma parceria entre a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente (PNUMA), as Universidades de Cornell, Universidade de Yale, e mais de 150 editoras cientificas lideradas pela Associação internacional de editoras cientificas, técnicas e médicas e tendo a Microsoft como parceiro técnico.

O objetivo é contribuir para a realização de seis dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, ao reduzir a lacuna do conhecimento cientifico entre países industrializados e o mundo em desenvolvimento.

Instituições públicas ou instituições sem fins lucrativos em países do Grupo 1 têm acesso gratuito às revistas do HINARI, AGORA e OARE. Instituições públicas ou instituições sem fins lucrativos em países do Grupo 2 podem obter acesso através de uma taxa anual nominal por instituição. A receita obtida desta forma é investida em iniciativas de formação local. Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste são países do Grupo 1. Cabo Verde faz parte dos países do Grupo 2.

Para mais informações visite http://www.research4life.org/

segunda-feira, agosto 10, 2009

Mutilação Genital Feminina: Ameaça aos direitos humanos

As regiões em vermelho e marrom no mapa ao lado destacam os países com maior incidência de MGF.

A Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma ameaça aos Direitos Humanos de mulheres de todas as idades. É uma grave ameaça à saúde de crianças, jovens e mulheres adultas incluindo a saúde mental, sexual e reprodutiva. Além disso, reforça a vulnerabilidade ao HIV/VIH bem como os riscos obstétricos com consequências fatais.

As estatísticas mostram que entre 100 a 140 milhões de mulheres adultas, crianças e jovens, em todo o mundo são vítimas de Mutilação Genital Feminina e que cerca de 3 milhões estão em risco em cada ano.

Segundo dados da Associação para o Planeamento da Familia (APF) (http://www.apf.pt), com a grande migração para a Europa de pessoas oriundas de países onde esta prática ainda existe, o número de casos em países desenvolvidos aumentou muito e governos e ONG devem tomar medidas e desenvolver ações ao nível nacional e internacional para combater esta prática e educar as pessoas sobre os seus riscos.

No âmbito do Programa Daphne da Comissão Europeia e da parceria com a Euronet-FGM, a APF defende que a luta contra a mutilação genital feminina também se concentre em iniciativas de conscientização junto à várias instituições européias e também internacionais, com vista a desenvolverem programas de saúde e quadros legislativos adequado para combater este grave problema de violência contras mulheres de todas as idades e em todos os países.

A Euronet-FGM criada em 2002 está a promover programas nacionais, a coordenar acções na Europa para prevenir e eliminar a mutilação genital feminina, e para sensibilizar populações envolvidas no tema.
http://www.euronet-fgm.org/

quinta-feira, agosto 06, 2009

Influenza A : simples medidas de prevenção

Vale sempre lembrar que a Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória aguda e a transmissão ocorre de pessoa a pessoa, principalmente através de tosse, espirro ou contato com secreções de vias aéreas de pessoas infectadas.

É possível prevenir-se da gripe com medidas simples, tais como:

• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Pessoas com sintomas de gripe devem evitar espaços fechados e aglomerados de pessoas.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
• Se estiver com febre acima de 38ºC, tosse, acompanhada ou não de dor de garganta, procure o seu médico ou a unidade de saúde mais próxima.

Três dos oito países de língua oficial portuguesa reportaram casos de gripe A.
• O Brasil é o país com mais casos confirmados (1566) e é o único onde o vírus H1N1 foi responsável por 29 mortes.
• Portugal reportou 322 casos
• Cabo Verde tem apenas 6 casos confirmados.


quarta-feira, agosto 05, 2009

domingo, agosto 02, 2009

Semana Mundial de Amamentação

O Aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de garantir a sobrevivência dos recém nascidos. A amamentação exclusiva durante os seis primeiros meses de vida contribui para salvar a vida de mais de um milhão de bebês a cada ano.


Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida.
É importante:
• Começar o aleitamento na primeira hora de vida.
• Amamentar o recém nascido durante o dia e a noite.
• Evitar mamadeiras e chupetas.



Benefícios para a saúde do recém nascido
O leite materno é ideal para o recém-nascido, porque aporta todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento sadio.
O leite materno possui anticorpos que ajudam a proteger a criança de enfermidades freqüentes como diarréia e pneumonia, as principais causas de mortalidade infantil no mundo.

Benefícios paras as mães
O aleitamento materno reduz o risco de câncer de mama e ovário, ajuda a mãe a recuperar mais rapidamente seu peso anterior a gravidez e reduz a taxa de obesidade, além de ajudar como método natural de contracepção.


Benefícios a longo prazo para as crianças
Além dos benefícios imediatos para o recém nascido, o aleitamento materno ajuda a manter a saúde durante toda a vida. Os adultos que foram amamentados quando pequenos tem pressão arterial mais baixa, taxas de colesterol menos elevadas e são menos propensos a obesidade e diabetes do tipo 2. Estudos que também sugerem que pessoas que foram amamentadas tem QI mais elevado.

Por que não ao leite artificial?
O leite artificial não contém os anticorpos presentes no leite materno e pode ser um veículo de enfermidades transmitidas pela água, especialmente se a água utilizada não for potável. Ao mesmo tempo, se o leite for demasiadamente diluído pode contribuir para a desnutrição do bebê.


O aleitamento materno e o vírus do SIDA
Nas mulheres infectadas pelo vírus HIV, a OMS recomenda o aleitamento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida a não ser que o substituto do leite materno seja:

• Socialmente aceito pela mulher.
• Viável - local adequado e ajuda para preparar as mamadeiras.
• Disponível e sustentável por seis meses consecutivos (financeiramente falando).
• Seguro, ou seja, o leite artificial possa ser preparado com água potável e condições básicas de higiene.

Apoio é essencial
O aleitamento materno requer força de vontade e persistência. Algumas mães podem ter um pouco de dificuldade no inicio e às vezes dor nos mamilos. Há também o temor de que o leite não será suficiente para alimentar o recém nascido.
Por isso o apoio de outras mães e amigas que estejam amamentando ou que amamentaram seus bebês, é importante para a mulher.